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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782X

Arq. Bras. Cardiol. vol.96 no.3 São Paulo Mar. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2011000300013 

CARTA AO EDITOR

 

Índice de massa corporal no adulto e no idoso

 

 

Karine Zortéa; Mariana Lerch Belomé da Silva

Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brasil

Correspondência

 

 


Palavras-chave: Índice de massa corporal, síndrome metabólica, adulto, idoso.


 

 

Caro editor,

Bopp e cols. 1 afirmam que grande parte da população estudada apresenta excesso de peso e síndrome metabólica, porém é necessário observar que utilizam uma única classificação do índice de massa corporal (IMC) para adultos e idosos.

Avaliar o estado nutricional dos indivíduos através do IMC é um método simples e de grande importância em estudos populacionais, inclusive os que envolvem a população idosa2. Porém, é importante respeitar as diferentes classificações recomendadas, para que não haja uma discrepância entre as metodologias empregadas nos estudos, vieses de aferição ou até mesmo erros do tipo I, onde é apresentada uma significância na amostra, quando esta diferença na população na verdade não existe3.

O uso do IMC e seus pontos de corte adotados para análise de desnutrição, eutrofia e obesidade em idosos têm sido muito discutidos. Considera-se como eutrofia, para essa faixa etária, o IMC entre 22 e 27 kg/m2. Níveis abaixo de 22 e acima de 27 kg/m2 são classificados como baixo peso e excesso de peso, respectivamente2. Enquanto para adultos,

o IMC considerado adequado está entre 18,5 e 24,99 kg/m2, segundo a Organização Mundial de Saúde4. As diferenças entre esses pontos de corte ocorrem devido às alterações corporais das diferentes faixas etárias, como diminuição da massa magra e aumento do tecido adiposo decorrente do processo de envelhecimento.

A expectativa de vida vem aumentando em grandes proporções. Paralelamente, cresce o número de indivíduos com doenças crônicas, principalmente doenças cardiovasculares, que já são a principal causa de morte no mundo5. Neste contexto, estudos como o de Bopp e cols. são de grande importância para contextualizar a grande prevalência de fatores de risco em populações específicas.

 

Referências

1. Bopp M, Barbiero S. Prevalência de síndrome metabólica em pacientes de um ambulatório do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul (RS). Arq Bras Cardiol. 2009;93(5):473-7.         [ Links ]

2. Cervi A, Franceschini SCC, Priore SE. Análise crítica do uso do índice de massa corporal para idosos. Rev Nutr Campinas. 2005;18(6):765-75.         [ Links ]

3. World Health Organization (WHO). Physical Status: the use and interpretation of anthropometry. Geneva: WHO; 1995.         [ Links ]

4. World Health Organization (WHO). Obesity: preventing and managing the global epidemic. Geneva: Program of Nutrition, Family and Reproductive Health; 1998.         [ Links ]

5. Yusuf S, Hawken S, Ounpuu S, Bautista L, Franzosi MG, Commerford P, et al. Obesity and the risk of myocardial infarction in 27,000 participants from 52 countries: a case-control study. Lancet. 2005;366(9497):1640-9.         [ Links ]

 

 

Correspondência:
Karine Zortéa
Av. Protásio Alves, 7157/ 203A - Petrópolis
91310-003 - Porto Alegre, RS - Brasil
E-mail: karine.personaldiet@gmail.com

Artigo recebido em 04/04/10; revisado recebido em 04/04/10; aceito em 26/04/10.

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