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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782X

Arq. Bras. Cardiol. vol.99 no.2 São Paulo Aug. 2012 Epub June 28, 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2012005000061 

Mortalidade por doenças cardiovasculares no Brasil e na região metropolitana de São Paulo: atualização 2011

 

 

Antonio de Padua Mansur; Desidério Favarato

Instituto do Coração (InCor) - HCFMUSP, São Paulo, SP - Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTO: As doenças cardiovasculares (DCV) são as principais causas de morte na população brasileira. Observou-se redução progressiva da mortalidade por tais doenças até o ano de 2005.
OBJETIVO: Atualizar as tendências da mortalidade das DCV no Brasil e na região metropolitana de São Paulo (RMSP) de 1990 a 2009.
MÉTODOS: Dados populacionais e de mortalidade foram obtidos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e do Ministério da Saúde. O risco de morte foi ajustado pelo método direto, tendo como referência a população mundial de 2000.
RESULTADOS: Observou-se progressiva redução do risco de morte por doenças isquêmicas do coração (DIC) e por doenças cerebrovasculares (DCbV) no Brasil e na RMSP. De 1990 a 2009, constatou-se redução da mortalidade por DIC e DCbV em mulheres e homens no Brasil e na RMSP. Observou-se maior redução da mortalidade por DIC nos homens na RMSP do que no Brasil (36,24% vs. 23,35%; p < 0,001) e nas mulheres na RMSP (44,55% vs. 29,5%; p < 0,001). Foi registrada maior redução da mortalidade por DCbV nos homens na RMSP que no Brasil (42,43% vs. 34,9%; p = 0,036) e igual redução nas mulheres na RMSP e no Brasil (42,98% vs. 36,15%; p = 0,082). A redução da mortalidade foi significativa para todas as faixas etárias analisadas.
CONCLUSÃO: Observamos uma progressiva redução na mortalidade por DCV, DIC e DCbV no Brasil e na RMSP. Apesar dessa redução, ainda apresentamos taxas elevadas de morte por tais doenças.

Palavras-chave: Doenças cardiovasculares; epidemiologia; mortalidade; Brasil.


 

 

Introdução

As doenças cardiovasculares (DCV) são as principais causas de morte em mulheres e homens no Brasil. São responsáveis por cerca de 20% de todas as mortes em indivíduos acima de 30 anos. Segundo o Ministério da Saúde, ocorreram 962.931 mortes em indivíduos com mais de 30 anos no ano 2009. As doenças isquêmicas do coração (DIC) foram responsáveis por 95.449 mortes e as doenças cerebrovasculares (DCbV) por 97.860 mortes. As causas cardiovasculares atribuíveis à aterosclerose foram responsáveis por 193.309 mortes, às neoplasias por 166.036 mortes, as causas respiratórias responderam por 106.927 mortes, as causas externas por 77.503, as doenças do aparelho digestivo por 53.754 mortes e as do aparelho geniturinário por 21.527 mortes.

Apesar de ser a principal causa de morte no Brasil, a mortalidade das DCV vem caindo nas últimas décadas, sendo que a redução da mortalidade foi maior nas regiões Sul e Sudeste e na faixa etária acima de 60 anos1,2. Nos países da Europa ocidental e EUA, a morte por DIC é cerca de três vezes mais frequente que pelas DCbV, o que não é observado nos países do leste europeu, Ásia e América Latina3-5. No Brasil, as DCbV predominam sobre as DIC, mas a tendência de redução das DCbV foi maior que a observada para as DIC6.

Este estudo teve como objetivo atualizar os dados de mortalidade por DIC e DCbV no Brasil e na região metropolitana de São Paulo (RMSP)7, sendo que esta região foi escolhida pelo seu maior grau de urbanização. A RMSP tem pouco mais de 20 milhões de habitantes, que estão distribuídos em 39 municípios com elevado índice de desenvolvimento humano8.

 

Métodos

Analisamos a mortalidade por DIC e DCbV no Brasil e na cidade de São Paulo, desde 1990 até 2009. Os dados sobre a mortalidade foram obtidos no portal www.datasus.gov.br, do Ministério da Saúde do Brasil. Os dados populacionais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram obtidos no mesmo portal. Os óbitos de 1990 a 1995 foram classificados de acordo com o CID-9, 9ª Conferência de Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID), de 1975, e adotada pela 20ª Assembleia Mundial da Saúde. Os dados de mortalidade a partir do ano de 1996 foram obtidos através da 10ª revisão da Classificação Internacional de Doenças. As doenças do aparelho circulatório (DC) foram agrupadas nos códigos 390 a 459, as DIC, dos códigos 410 a 414, e as DCbV, dos códigos 430 a 438, da 9ª Revisão do CID. A mortalidade a partir do ano de 1996 foi classificada pela 10ª revisão do CID. As DC estão agrupadas nos códigos 100 a 199, as DIC, dos códigos 120 a 125 e as DCbV nos códigos 160 a 169. Foram analisadas as mortalidades a partir da idade de 30 anos, segundo o gênero, por 100.000 habitantes nas faixas etárias de 30-39 anos, 40-49 anos, 50-59 anos, 60-69 anos, 70-79 anos, e > 80 anos. Para fins de comparação, a mortalidade foi ajustada pelo método direto para a idade segundo a população mundial padrão do ano 20008. E, para comparações internacionais mais recentes, apresentamos o ajustamento para população padrão europeia entre 35 anos e 74 anos, dos últimos três anos disponíveis (2007 a 2009)8. A regressão linear simples foi usada para analisar a evolução temporal da taxa de mortalidade associada à DIC e à DCbV, e, depois, realizou-se a comparação das inclinações das linhas de regressão. O software estatístico utilizado foi o Primer of Biostatistics, versão 4.02.9.

 

Resultados

As taxas de morte por DCV, DIC e DCbV no Brasil e na RMSP estão apresentados na Tabela 1. Observou-se progressiva e similar redução da morte por DIC e DCbV no Brasil e na RMSP. De 1990 a 2009, houve redução da mortalidade por DIC em mulheres e homens no Brasil (23,35% vs. 29,5%; p = 0,675) e na RMSP (36,24% vs. 44,55%; p = 0,366), e por DCbV no Brasil (34,9% vs. 36,15%; p = 0,972) e na RMSP (42,43% vs. 42,98%; p = 0,990). Foi verificada também uma maior redução da mortalidade por DIC nos homens na RMSP que no Brasil (36,24% vs. 23,35%; p < 0,001) e nas mulheres na RMSP (44,55% vs. 29,5%; p < 0,001). Observou-se maior redução da mortalidade por DCbV nos homens na RMSP que no Brasil (42,43% vs. 34,9%; p = 0,036) e igual redução nas mulheres na RMSP e no Brasil (42,98% vs. 36,15%; p = 0,082) (Figura 1).

A redução da mortalidade foi significativa para todas as faixas etárias analisadas. Também foi constatado que as taxas de morte por DIC na RMSP são maiores que as do Brasil, enquanto há semelhança entre as mortes por DCbV (Tabela 2). No Brasil, observou-se nas mulheres maior mortalidade por DCbV que por DIC, enquanto que os homens tiveram mortalidade semelhante entre os mais idosos. A relação entre DCbV e DIC na RMSP foi inferior à unidade em quase todas as faixas etárias, exceto em mulheres abaixo de 50 anos para os anos de 2004 e 2009 (Tabela 3). A Tabela 4 mostra a morte por doenças circulatórias padronizadas para a população de padrão europeu, entre 35 anos e 74 anos de idade, de 2006 a 2009. Neste período, a redução na mortalidade variou de 11,76% a 18,91%.

 

Discussão

Este estudo atualizou os dados de mortalidade por DCV no Brasil e na RMSP. A RMSP teve nesse período uma maior mortalidade por DIC que no Brasil, contudo a taxa de morte por DCbV foi inferior àquela do Brasil. Na RMSP, essa maior mortalidade por DIC em relação à DCbV assemelha-se ao encontrado nos países da Europa Ocidental e dos EUA. A queda progressiva, já conhecida desde a década de 80 do último século, manteve-se e foi mais acentuada na RMSP que no Brasil1,2,4,5,7,10. A redução da mortalidade ocorreu em todas as faixas etárias e foi mais acentuada para as DCbV11. Quando comparadas com os países que integram o estudo MONICA da WHO, as mortalidades por DIC e DCbV na RMSP e no Brasil estão entre as mais altas do mundo3. Os níveis de mortalidade são semelhantes aos observados nos países do Leste Europeu e China, e superior a maioria dos encontrados nos países latino-americanos4,5,12. Em relação a esses mesmos índices, os EUA apresentam taxas de morte por 100.000 habitantes de 153,3 mortes para as DIC e de 31,6 mortes para DCbV nos homens, e nas mulheres, de 60,4 mortes para as DIC e de 24,3 mortes para DCbV inferiores aos índices observados no Brasil e na cidade de São Paulo3. As taxas de morte na população norte-americana são significativamente menores que as observadas no Brasil padronizadas para a população europeia3. Apesar da redução progressiva da mortalidade por DCV no Brasil e na RMSP, as taxas de morte continuam elevadas e podem ser decorrentes da alta prevalência e, ao mesmo tempo, ao ainda pobre controle dos fatores de risco para as DCV em nossa população. Por exemplo, a hipertensão arterial é o fator de risco mais prevalente em nossa população assim como são baixas as taxas de controle pressórico nos hipertensos13.

A prevalência de hipertensão no Brasil, em revisão de literatura de Pontes Neto e cols.14 e Passos e cols.15, variou entre 20% e 44%, e somente 30% de hipertensos têm a pressão arterial sob controle16. Os fatores de risco, tabagismo, diabetes e dislipidemia são os outros principais fatores de risco para as DCV bastante prevalentes na nossa população. Com exceção do tabagismo, que é um fator de risco comportamental, o diabetes e a dislipidemia necessitam de controle permanente e de alto custo para a população17. Sabe-se que o controle dos fatores de risco é responsável por pelo menos 50% na redução da mortalidade por DCV18. A redução das desigualdades sociais, que inclui a escolaridade, poderá também intensificar substancialmente a tendência de redução da mortalidade por DCV. Bassanesi e cols.19 observaram que quase a metade da mortalidade por DCV antes do 65 anos pode ser atribuída à pobreza. Ishitani e cols.20 destacam a importância da escolaridade na relação inversa entre a mortalidade por DCV e os fatores socioeconômicos.

Da mesma forma, o processo da urbanização observada na população brasileira teve, provavelmente, um impacto importante na incidência das doenças cardiovasculares. Sabe-se que a urbanização está associada com um perfil inadequado dos fatores de risco para as doenças cardiovasculares21. O maior acesso da população à atenção primária e ao tratamento das DCV deve ser prioridade do governo brasileiro, pois as DCV são as principais causas de morte na população com mais de 60 anos, em especial, nas classes socioeconômicas menos favorecidas22. O acesso dessa faixa etária à imunização para o vírus da influenza reduziu a carga total das infecções respiratórias e a mortalidade por DCV. A campanha de vacinação dessa faixa etária no Brasil associou-se significativamente à redução da mortalidade por DCV23. Portanto, apesar de estudos futuros serem necessários para avaliar a eficácia desta intervenção na mortalidade por DCV, a vacina para a gripe deve ser encorajada principalmente nos indivíduos mais idosos.

As limitações do presente estudo estão relacionadas com os dados brasileiros de mortalidade, tais como erros relacionados com o diagnóstico, a precisão dos atestados de óbito, as mortes associadas com causas desconhecidas e erros de entrada de dados. Estudos de validação para os dados de taxa de mortalidade não estão disponíveis na maioria dos estados ou cidades no Brasil. Um indicador indireto da qualidade padrão dos dados é o número de certidões de óbito que têm diagnóstico para a causa da morte, como sintomas, sinais e as condições de saúde mal definidos. Tais certificados são significativos nas regiões nordeste, norte, e centro-oeste, mas não são significativos nas regiões Sul e Sudeste do Brasil ou na RMSP. A padronização dos dados para as populações mundial e europeia pode gerar discrepâncias de valores nas taxas de mortalidades obtidas, porém foram utilizadas para facilitar a comparação de nossos dados com os publicados na literatura.

Futuros estudos usando a população brasileira como padrão serão necessários para obtenção de valores com menores chances de distorções.

 

Conclusão

Observamos uma progressiva redução na mortalidade por DCV, DIC e DCbV no Brasil e na RMSP. Contudo, apesar dessa redução, ainda temos taxas elevadas de morte por essas doenças. São primordiais, portanto, a intensificação do controle dos fatores de risco e do maior acesso da população aos serviços de saúde.

 

Potencial Conflito de Interesses

Declaro não haver conflito de interesses pertinentes.

Fontes de Financiamento

O presente estudo não teve fontes de financiamento externas.

Vinculação Acadêmica

Não há vinculação deste estudo a programas de pós-graduação.

 

Referências

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Correspondência:
Antonio de Padua Mansur
Av. Dr. Enéas C. Aguiar, 44, Cerqueira Cesar
CEP 05403-000, São Paulo, SP - Brasil
E-mail: pmansur@cardiol.br, corantonio@incor.usp.br

Artigo recebido em 06/09/11; revisado em 08/09/11; aceito em 05/03/12.