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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782X

Arq. Bras. Cardiol. vol.99 no.4 São Paulo Oct. 2012 Epub Sep 13, 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2012005000087 

Função endotelial, perfusão uterina e fluxo central em gestações complicadas por Pré-Eclampsia

 

 

Augusto Henriques Fulgêncio Brandão; Marcelo Araújo Cabral; Henrique Vitor Leite; Antônio Carlos Vieira Cabral

Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG - Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTO: A fisiopatologia da Pré-Eclampsia (PE) é caracterizada por deficiência no processo de placentação, disfunção endotelial sistêmica e hiperfluxo do Sistema Nervoso Central (SNC). Do ponto de vista clínico, seria interessante determinar a ocorrência desses fenômenos antes do aparecimento das manifestações clínicas da doença, levantando a possibilidade de novos métodos de predição da PE.
OBJETIVO: Comparar o processo de placentação, a função endotelial e o hiperfluxo do SNC em gestantes de alto risco para desenvolvimento de PE que posteriormente desenvolveram ou não a síndrome.
MÉTODOS: Um total de 74 gestantes foi submetido ao exame de Dilatação Fluxo-Mediada (DFM) da artéria braquial, dopplerfluxometria de artérias uterinas e oftálmica para avaliação da função endotelial, processo de placentação e hiperfluxo central, respectivamente. Os exames foram realizados entre 24 e 28 semanas de gestação e as pacientes foram acompanhadas até o puerpério para coleta de dados.
RESULTADOS: Quinze pacientes tiveram a gestação complicada pela PE e 59 se mantiveram normotensas até o puerpério. Pacientes que subsequentemente desenvolveram PE apresentaram entre 24 e 28 semanas de gestação, maiores valores no índice de pulsatilidade das artérias uterinas e menores valores de DFM (p < 0,001 e p = 0,001, respectivamente). Entretanto, não houve diferença nos valores obtidos no índice de resistência da artéria oftálmica (p = 0,08).
CONCLUSÃO: Os dados obtidos sugerem que a deficiência no processo de placentação e a disfunção endotelial precedem cronologicamente as manifestações clínicas da PE, o que não ocorre com o hiperfluxo do SNC.

Palavras-chave: Pré-eclampsia / fisiopatologia; endotélio / anormalidades; gestação de alto risco; placentação; sistema nervoso central.


 

 

Introdução

As desordens hipertensivas da gestação respondem por parcela significativa das mortes maternas e fetais em todo o mundo1. Particularmente, a Pré-Eclampsia (PE) é uma complicação clínica extremamente temida pelo alto potencial de letalidade e morbidade, complicando 5% a 7% das gestações consideradas de risco habitual, e atingindo incidência de até 20% em gestações consideradas de alto risco2,3.

Os mecanismos fisiopatológicos que desencadeiam o quadro clínico da PE ainda não estão totalmente elucidados, e a etiologia da síndrome permanece como um dos grandes mistérios da medicina4,5. A teoria mais aceita atualmente postula que um processo defeituoso de invasão trofoblástica nas artérias espiraladas uterinas crie um ambiente hipoxêmico localizado, tendo como resposta fisiológica a liberação de diversos fatores lesivos ao endotélio vascular sistêmico, dentre eles as espécies reativas de oxigênio (EROs)6. Uma vez que esses fatores exerçam ação lesiva ao endotélio sistêmico arterial materno, a gestante passa a apresentar as manifestações clínicas da PE, sendo a primeira delas a elevação dos níveis pressóricos. Posteriormente, segue-se a lesão endotelial renal, levando a glomeruloendoteliose e proteinúria7.

No momento em que o leito arterial do Sistema Nervoso Central (SNC) tem seu endotélio comprometido, perde-se a capacidade de barreira ao hiperfluxo sanguíneo, gerando edema cerebral. O aumento da pressão citoplasmática neuronal é o responsável pelas crises tônico-clônicas generalizadas que caracterizam a eclampsia propriamente dita8,9.

Métodos clínicos de avaliação desses processos fisiopatológicos são de interesse na prática médica, pois permitem acompanhar o desenlace da PE ou mesmo predizer o aparecimento de suas manifestações clínicas, considerando que eles as antecedem cronologicamente. A avaliação da perfusão placentária é rotineiramente feita através da dopplerfluxometria de artérias uterinas, e em sua análise, o índice de pulsatilidade (IP-AUt) aumentado mostrou-se o mais fidedigno em se predizer a PE10,11. Para a análise da função endotelial, clinicamente pode-se usar o teste de Dilatação Fluxo-Mediada (DFM) da artéria braquial, que mede a variação do calibre arterial secundária a um estímulo hipoxêmico12. O fluxo ou perfusão do SNC pode indiretamente ser avaliado pela dopplerfluxometria das artérias oftálmicas, sendo o Índice de Resistência das Artérias Oftálmicas (IRAO) mais utilizado nos estudos por melhor refletir as condições hemodinâmicas centrais13.

Considerando a antecedência cronológica desses eventos em relação às manifestações clínicas da PE e tendo disponíveis testes clínicos para detecção e avaliação deles, o objetivo do presente estudo é avaliar possíveis diferenças nos valores de IP-AUt, DFM e IRAO entre um grupo de gestantes que posteriormente desenvolveram PE e um grupo de pacientes com gestações não complicadas pela PE.

 

Pacientes e métodos

Pacientes

Um total de 74 pacientes foi recrutado no serviço de pré-natal de alto risco do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais para este estudo longitudinal. Desse total, 15 gestações foram complicadas pela PE e 59 gestantes não foram diagnosticadas com PE até duas semanas após o parto. Todas as pacientes selecionadas para o estudo apresentavam pelo menos um dos seguintes fatores de risco para o desenvolvimento de PE, segundo estudo de Duckitt14: hipertensão arterial crônica (17; 22,9%); diabete melito pré-gestacional (segundo critérios definidos pela ADA em 201115) (10; 13,5%); história pessoal de PE em gestação anterior (18; 24,3%); história familiar (mãe ou irmã) de PE (14; 18,9%); índice de massa corporal elevado (definido como >35 Kg/m2) (18; 24,3%).

Considerou-se portadora de Hipertensão Arterial Crônica (HAC) a paciente que havia sido diagnosticada como hipertensa antes da gestação, a que apresenta níveis pressóricos superiores a 140x90 mmHg antes da 20ª semana de gestação ou a que permaneceu hipertensa por, no mínimo, 12 semanas após o parto. O diagnóstico de PE foi realizado de acordo com os critérios definidos pelo National Hight Blood Pressure Education Program Working group on high blood pressure in pregnangy, 200016. Segundo essa classificação, a PE é definida como elevação da pressão arterial após 20 semanas de gestação (níveis pressóricos > 140 x 90 mmHg em duas medidas com intervalo de 6 horas), acompanhada pela presença de proteinúria (1+ ou mais na medida de proteinúria de fita ou proteinúria 24 h > 0,3g/24h). A sobreposição de PE em pacientes com hipertensão arterial crônica foi considerada, de acordo com boletim da ACOG17, modificada em nosso serviço, quando um dos seguintes fatos se fazia presente: (1) elevações importantes da pressão arterial (maior que 160 x 110 mmHg); (2) proteinúria maciça (mais de 2,0 gramas em 24 horas); (3) os níveis pressóricos aumentavam significativamente após um período de bom controle; (4) a creatinina sérica atinge-se valores superiores a 1,2 mg/dL.

Após a consulta médica regular de pré-natal entre 24+0 semanas e 27+6 semanas de gestação, as pacientes foram convidadas a participar da presente pesquisa. O estudo é aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Hospital das Clínicas da UFMG. As pacientes selecionadas para participarem do estudo foram informadas da sua realização no momento do recrutamento e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Após o consentimento, as pacientes foram submetidas ao exame da DFM da artéria braquial, dopplerfluxometria de artérias uterinas e oftálmicas. Todos os três exames foram realizados sempre por um mesmo profissional do HC-UFMG, treinado e certificado em ultrassonografia.

Dilatação fluxo-mediada da artéria braquial

A técnica de avaliação da DFM da artéria braquial foi realizada utilizando-se aparelho de ultrassonografia com Doppler colorido SONOACE 8800® - MedsonCo, Ltd., com sonda linear de 4 a 8 mHz. As pacientes foram colocadas em repouso por 15 minutos em decúbito dorsal. Realizou-se a medida da pressão arterial de todas as gestantes e a artéria braquial foi identificada medialmente na fossa antecubital do membro superior dominante. Uma imagem do vaso foi obtida a aproximadamente cinco centímetros do cotovelo do membro superior, realizado um corte longitudinal (modo B) durante o momento de menor distensão do vaso, que corresponde à diástole cardíaca, sendo obtida através do resgate de imagens pelo "cine loop" do equipamento. A imagem foi congelada para obtenção da média de três medidas do calibre do vaso (D1). Após essa primeira aferição, o manguito do esfigmomanômetro posicionado distalmente (no antebraço) ao local da medida da artéria braquial foi insuflado por 5 minutos até uma pressão superior a 250 mmHg, e posteriormente desinsuflado vagarosamente. A média de três novas medidas do calibre do vaso foi obtida com a mesma técnica descrita anteriormente, após 1 minuto da desinsuflação do manguito (D2). O valor do FMD foi obtido através do cálculo da seguinte fórmula: FMD (%) = [(D2 - D1)/D1] × 100, onde D1 = diâmetro basal e D2 = diâmetro pós-oclusão.

Dopplerfluxometria das artérias oftálmicas

O Doppler orbital colorido foi obtido por examinador treinado, que desconhecia as informações clínicas do paciente. Os exames foram realizados utilizando um Doppler colorido de alta resolução Medison 8800 com transdutor linear de 7.5-MHz aplicado nos olhos fechados cobertos com gel de metilcelulose. Os exames foram realizados com paciente em decúbito dorsal com duração média de 5 minutos. Uma avaliação completa dos vasos da órbita foi obtida, identificando-se a artéria oftálmica e seus ramos. O estudo dopplerfluxométrico da artéria oftálmica foi realizado em seu ramo anterior, aproximadamente 10 mm da parede posterior da esclera, em localização nasal em relação ao nervo óptico. O IRAO foi obtido do olho direito das pacientes, após um ciclo de, no mínimo, três ondas semelhantes consecutivas.

Dopplerfluxometria de artérias uterinas

A dopplerfluxometria das artérias uterinas é realizada com a sonda convexa com 3,5 MHz de frequência. A insonação das artérias é feita em seu terço proximal, com angulação máxima de 60 graus. O cálculo do IP das artérias uterinas é feito a partir de uma onda, similar a no mínimo três outras simétricas encontradas. A presença da incisura protodiastólica também foi observada. O IP médio das artérias uterinas foi calculado usando-se a média aritmética simples entre os valores de IP das artérias esquerda e direita.

Análise estatística

A normalidade dos dados contínuos foi verificada com o teste de Shapiro-Wilk. O teste t de Student foi utilizado para comparação de variáveis com distribuição normal entre os grupos de pacientes que desenvolveram PE e o grupo que não desenvolveu PE. O teste qui-quadrado de Pearson foi utilizado para comparação de variáveis categóricas e o teste T de Mann-Whitney para comparação de variáveis continuas sem distribuição normal. Significância estatística foi definida com p < 0,05. As análises foram feitas utilizando-se o Software SPSS®19 (SPSS Inc., Chicago, IL, USA).

 

Resultados

Das 74 gestantes que participaram do estudo, 15 desenvolveram PE, sendo 6 na forma precoce de apresentação (manifestações clínicas antes de 34 semanas de gestação) e 9 na forma tardia (depois de 34 semanas).

Os dados demográficos e resultados de exames dos dois grupos (desenvolvimento de PE X não desenvolvimento de PE) estão expressos na Tabela 1.

Entre 24+0 e 27+6 semanas de gestação, o grupo de pacientes que desenvolveu PE posteriormente apresentou maior média no IP-AUt, quando comparado ao grupo sem desenvolvimento de PE (p < 0,001). Pacientes que desenvolveram PE também apresentaram menor média dos valores da DFM (p = 0,001). Entretanto, não houve diferença entre os dois grupos no valor médio do IRAO (p = 0,08) ou de qualquer outra variável comparada.

 

Discussão

As desordens hipertensivas durante a gestação são uma importante causa de morbimortalidade materna e fetal. Entretanto, a maioria dos óbitos poderia ser evitada mediante um acompanhamento frequente e efetivo18-20. No objetivo de prevenir ou amenizar as complicações da PE, precisamos antes entender os mecanismos fisiopatológicos responsáveis pelas manifestações clínicas da síndrome.

O presente estudo contribuiu demonstrando que, quando gestações de alto risco são acompanhadas, um comprometimento da função endotelial pode ser detectado pela DFM em gestações subsequentemente complicadas pela PE, assim como uma deficiência na perfusão placentária, avaliado pela dopplerfluxometria de artérias uterinas. Este último fenômeno já foi demonstrado, inclusive em idades gestacionais mais precoces, no final do primeiro trimestre gestacional, como em estudo conduzido por Plasencia e cols.11 e Gomez e cols.21. Redução nos valores de DFM no final do segundo trimestre já foram demonstradas por Takase e cols.22, no intuito de predizer as manifestações clínicas da PE. A associação da dopplerfluxometria de artérias uterinas e DFM foi demonstrada por Savvidou e cols.23, mostrando-se capaz de diferenciar gestantes com posterior desenvolvimento de PE e Crescimento Intra-Uterino Retardado (CIUR), o que corrobora a associação fisiopatológica das duas entidades.

Não encontramos, no presente estudo, diferença entre os valores de IRAO entre os dois grupos estudados, o que sugere que, na idade gestacional estudada, a perfusão ou fluxo sanguíneo no SNC é semelhante em gestantes com ou sem posterior desenvolvimento de PE. Possíveis explicações para esse fato se baseiam no preceito de que o hiperfluxo central possa ocorrer tardiamente ao aumento pressórico e a lesão de endotélio glomerular, fazendo que as manifestações clínicas da PE antecedam a diminuição no IRAO em pacientes acometidas. Estudo conduzido em nosso centro já demonstrou redução significativa no IRAO no momento em que foi feito o diagnóstico de PE24, tanto em sua forma precoce como na tardia. Novos estudos que avaliem o comportamento do IRAO em idades gestacionais mais tardias, como no início do terceiro trimestre, poderiam validar a hipótese de que a hiperperfusão central só apareça após as manifestações clínicas da PE.

Em conclusão, nossos resultados demonstram que a perfusão placentária deficiente e a disfunção endotelial sistêmica precedem temporariamente as manifestações clínicas da PE, o que não acontece com o hiperfluxo central.

Potencial Conflito de Interesses

Declaro não haver conflito de interesses pertinentes.

Fontes de Financiamento

O presente estudo foi financiado por Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais.

Vinculação Acadêmica

Este artigo é parte de tese de doutorado de Augusto Henrique Fulgêncio Brandão pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais.

 

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Correspondência:
Augusto Henriques Fulgêncio Brandão
Rua Costa Rica, nº 333, Sion
CEP 30320-030, Belo Horizonte, MG - Brasil
E-mail: augustohfbrandao@hotmail.com

Artigo recebido em 31/03/12; revisado em 04/04/12; aceito em 01/06/12.