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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

versión impresa ISSN 0066-782X

Arq. Bras. Cardiol. vol.98 no.5 São Paulo mayo 2012 Epub 27-Mar-2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2012005000027 

Ativação adrenérgica alterada se associa à recuperação anormal da Frequência Cardíaca?

 

 

Leandro Rocha MessiasI; Maria Angela M. de Queiroz CarreiraI; Sandra Marina MirandaI; Jader Cunha de AzevedoI; Isabela Ambrósio GavaI; Ronaldo Campos RodriguesI; Elisabeth MarósticaI; Claudio Tinoco MesquitaI,II

IUniversidade Federal Fluminense, Niterói, RJ
IIHospital Procardíaco, Rio de Janeiro, RJ – Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTO: Frequência Cardíaca de Recuperação (RFC) reflete a capacidade do sistema cardiovascular de reverter a supressão vagal ocasionada pelo exercício. A cintilografia com metaiodobenzilguanidina (I¹²³ MIBG) avalia a inervação e ativação adrenérgica cardíaca. A associação entre esses dois métodos não está bem esclarecida.
OBJETIVO: Avaliar associação entre RFC e Taxa de "Washout" (WO) de I¹²³ MIBG em pacientes com Insuficiência Cardíaca (IC).
MÉTODOS: Vinte e cinco pacientes com fração de ejeção < 45% realizaram teste ergométrico, sendo analisada a variação da RFC do 1º ao 8º minuto pós-esforço. Submetidos a I¹²³ MIBG foram separados em grupos pela WO: G1) <  27% e G2) > 27%. Para análise estatística, foi utilizado teste U de Mann Whitney e o coeficiente de correlação de Spearman.
RESULTADOS: G2 demonstrou uma variação mais lenta da RFC: 1º minuto: G1: 21,5 (16,12 – 26,87) vs G2: 11,00 (8,5 – 13,5) bpm, p = 0,001; 2º minuto: G1: 34 (29 – 39) vs G2: 20 (14 – 26) bpm, p = 0,001; 3º minuto: G1: 46 (37,8 – 54,1) vs G2: 30 (22 – 38) bpm, p = 0,005; 5º minuto: G1: 51,5 (42 – 61) vs G2: 39 (31,5 – 46,5) bpm, p = 0,013; e no 8º minuto: G1: 54,5 (46,5 – 62,5) vs G2: 43 (34 – 52) bpm, p = 0,037. A RFC no 1º (r = -0,555; p = 0,004), e 2º minuto (r = -0,550; p = 0,004) apresentaram correlação negativa com WO.
CONCLUSÃO: Pacientes com IC e WO elevado apresentaram uma RFC anormal em comparação com pacientes com WO normal. Tais achados sugerem que a ativação adrenérgica pode influenciar na RFC.

Palavras-chave: Frequência cardíaca, volume sistólico, insuficiência cardíaca, coração/cintilografia.


 

 

Introdução

A Frequência Cardíaca (FC) aumenta durante exercício físico dinâmico em razão da inibição parassimpática e da ativação simpática1. O período de recuperação após o exercício é acompanhado por mudanças dinâmicas no tônus autonômico que ocorrem para que haja retorno gradual da FC para valores próximos do repouso2. Esse período é caracterizado pela reativação parassimpática e retirada simpática3. Reflete a capacidade do sistema cardiovascular em reverter à supressão vagal ocasionada pelo exercício4,5, e é um excelente método para avaliação do sistema nervoso parassimpático6. A lenta Recuperação da Frequência Cardíaca (RFC) no pós-esforço reflete um inadequado retorno da atividade vagal cardíaca, e tem-se mostrado um bom marcador de eventos cardiovasculares tanto em cardiopatas quanto em indivíduos saudáveis7-11. A relação entre RFC e prognóstico cardiovascular parece ser independente dos sintomas12, da Fração de Ejeção Ventricular Esquerda (FEVE)13 e da severidade das lesões coronarianas à cineangiocoronariografia14.

A atividade e a inervação simpáticas cardíacas podem ser avaliadas pela cintilografia miocárdica com metaiodobenzilguanidina marcada com iodo 123 (I123 MIBG)15,16. Estudos demonstraram16-19 que a imagem precoce representa a integridade dos terminais nervosos pré-sinápticos, e a densidade dos receptores beta-adrenérgicos. A captação neuronal pré-sináptica contribui para a imagem tardia, combinando informações da função neural, incluindo captação, liberação e estocagem da noradrenalina nas vesículas pré-sinápticas. A taxa de "washout" (WO) avalia o grau de atividade simpática. Pacientes com insuficiência cardíaca podem apresentar: (1) reduzida captação do traçador devido à perda de neurônios simpáticos e/ou distúrbios na captação primária de noradrenalina; e (2) aumento da WO, refletindo o derramamento de noradrenalina para a corrente sanguínea15,17,20-22. A WO com valor maior que 27% tem sido descrita como forte preditora de menor sobrevida em pacientes com insuficiência cardíaca23.

Até o momento, não há evidências se alterações da cintilografia I123 MIBG se associam com uma alteração da RFC no pós-esforço. O objetivo desse estudo é avaliar associação entre RFC e WO de I¹²³ MIBG em pacientes com insuficiência cardíaca, comparando o comportamento da RFC de pacientes com WO normal e alterado.

 

Métodos

Realizamos um estudo observacional e transversal, selecionando 25 pacientes consecutivos atendidos no ambulatório especializado em insuficiência cardíaca. Os pacientes selecionados apresentavam insuficiência cardíaca (diagnosticado pela utilização dos critérios de Framingham24) e Fração de Ejeção Ventricular Esquerda (FEVE) menor ou igual a 45% mensurada por meio da ecocardiografia pela técnica de Simpson. Foram excluídos do estudo os pacientes que apresentavam: fibrilação atrial, diabéticos, valvopatas, portadores de dispositivo de estimulação ventricular, endocrinopatias, doença de Parkinson, mulheres grávidas ou em período de amamentação. Não foi suspensa nenhuma medicação para realização do estudo. Os voluntários assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido concordando em fazer parte do projeto. O projeto foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da universidade, sob o número 011/09.

Para classificação etiológica da insuficiência cardíaca, utilizamos os seguintes critérios: isquêmica (historia de infarto agudo do miocárdio, ou presença de zona inativa no eletrocardiograma, ou cineangiocoronariografia evidenciando lesão de troco de coronária esquerda maior ou igual a 50%, ou lesão maior ou igual a 70% em um dos três sistemas principais – descendente anterior, circunflexa e coronária direita25), hipertensiva (história de hipertensão e ausência de critérios para etiologia isquêmica) e outras (essa última envolvendo pacientes que não foram classificados nem como etiologia isquêmica, nem como hipertensiva: por exemplo; miocardiopatia dilatada idiopática, pós-miocardite, peripartum).

Os pacientes realizaram a cintilografia miocárdica com I¹²³ MIBG, para avaliar a inervação adrenérgica cardíaca, mediante a captação do radiotraçador, com estudo da relação coração/mediastino (C/M) para as imagens precoces (30 minutos) e tardias (4 horas), além do cálculo da WO {WO = [(C/M precoce - C/M tardia) / (C/M precoce)] x 100}14. Todos os exames cintilográficos foram realizados em câmara de cintilação tipo Anger tomográfica digital (Single Photon Emission Computed Tomography) da marca Siemens, modelo E-Cam de detector duplo, com colimador de baixa energia e alta resolução. Baseado no estudo de Ogita e cols.26, que avaliaram a WO como preditora de sobrevida na insuficiência cardíaca, os pacientes foram divididos em dois grupos: Grupo 1 (G1); WO < 27% (grupo normal); Grupo 2 (G2); WO > 27% (grupo com WO alterado).

Os pacientes realizaram teste ergométrico sintoma limitado ("software" ErgoPC 13 versão 2.2) em esteira, marca Imbramed, devidamente calibrada conforme orientações do fabricante, em protocolo de Rampa. Para determinação da exaustão máxima, utilizamos a escala de BORG modificado27 e só participaram do estudo os pacientes que terminaram o exame por exaustão máxima (BORG 10). Foram avaliados a variação da frequência cardíaca de recuperação (RFC) no 1º ao 8º minutos pós-esforço (Δ RFC = FC no pico do esforço menos RFC do 1º, ao 8º minutos). A medida da frequência cardíaca foi feita por meio do intervalo RR do traçado do ECG por meio do próprio software. O protocolo de recuperação foi uniforme a todos os pacientes: 2 minutos em recuperação ativa com velocidade de 1,6 km/h sem inclinação, e 6 minutos de recuperação passiva em posição ortostática.

Para análise estatística foi utilizado o software SPSS versão 15. Para avaliação das variáveis qualitativas foi utilizado o teste Qui-quadrado. Para avaliação das variáveis quantitativas foi utilizado teste U de Mann-Withney por causa da distribuição não paramétrica dos dados. Foi utilizado o coeficiente de correlação de Spearman para avaliar a associação da RFC com a WO. Foi realizada análise multivariada para avaliar quais as variáveis melhor se correlacionam com a WO. Foi considerado com significância estatística o valor de p < 0,05.

 

Resultados

As características dos pacientes são mostradas na tabela 1. Não houve diferenças significativas entre os grupos na idade, sexo, índice de massa corporal, etiologia da insuficiência cardíaca, FEVE, e uso de medicações, relação coração/mediastino precoce e tardia.

Os grupos não apresentaram diferenças significativas no repouso. Na FC no pico de esforço houve diferença significativa entre o G1 e o G2, este último apresentando um menor valor absoluto. Na recuperação, não houve diferenças significativas nos valores absolutos da RFC, porém o G2 apresentou uma menor variação da RFC (Δ RFC) do 1º ao 8º minuto, conforme observado na tabela 2. A figura 1 compara a variação da RFC pós-esforço entre os grupos.

Quando avaliamos a associação entre a WO e a variação da RFC, utilizando o coeficiente de correlação de Spearman, observamos uma significativa correlação negativa entre a WO e a Δ RFC 1º minuto (r = -0,555; p = 0,004) e a Δ RFC 2º minuto (r = -0,550; p = 0,004), e não sendo observada significância estatística no 3º ao 8º minutos da recuperação. A figura 2 demonstra o gráfico da correlação entre WO e ΔRFC 1º minuto, enquanto a figura 3, a correlação entre WO e ΔRFC 2º minuto.

Em decorrência de possíveis fatores influenciarem o comportamento da RFC (por exemplo: etiologia da insuficiência cardíaca e uso de medicações), realizamos uma análise multivariada, colocando a WO como variável dependente. Verificamos que a Δ RFC 2º minuto foi a variável que obteve a melhor correlação com a WO: r = 0,246; p = 0,012.

 

Discussão

Em nosso estudo procuramos avaliar ambos os componentes do sistema nervoso autonômico, sabendo que a insuficiência cardíaca é marcada por um aumento da atividade simpática, supressão parassimpática e reduzida tolerância ao exercício28. Essas características são decorrentes da atividade neuro-humoral envolvida na sua fisiopatologia28. Avaliamos o parassimpático através da RFC3,7, e o simpático pela da cintilografia miocárdica com I123 MIBG16. Após o término do exercício ocorre reativação parassimpática (mecanismo imediato), e posteriormente com a supressão progressiva do simpático, para que haja retorno da FC para níveis semelhantes ao início do exercício3. Já está demonstrado em estudos prévios o valor prognóstico da RFC na insuficiência cardíaca8,29, e que as principais causas de uma atenuação da RFC nessa população são: o aumento da atividade simpática, queda da atividade parassimpática e uma regulação anormal do barorreflexo cardiopulmonar30. Ao analisarmos a hiperatividade adrenérgica utilizando como marcador a WO do I123 MIBG. podemos observar que os pacientes com insuficiência cardíaca e WO alterado apresentaram com uma menor variação da RFC na fase precoce e na tardia, demonstrando que ambos os componentes do sistema nervoso autonômico estão alterados no pós-esforço, e uma associação entre essas duas variáveis de grande importância prognóstica26,29. A presença de uma correlação negativa entre a WO e a RFC do 1º ao 2º minuto da recuperação nos leva a concordar que o aumento da atividade simpática em repouso (determinada pela WO alterada) contribui para alterações da RFC, principalmente no 2º minuto, conforme observado após análise multivariada, cujos mecanismos responsáveis são a reentrada parassimpática juntamente com supressão simpática1,30,31.

Em um estudo anterior, avaliamos, na insuficiência cardíaca, a influência da hiperatividade adrenérgica nas variáveis durante o exercício, demonstrando que pacientes WO alterado apresentavam uma menor capacidade funcional, e menor resposta cronotrópica e inotrópica durante o exercício, quando comparados a pacientes com WO normal32. Não há, até o presente momento, descrição na literatura da associação entre esse comportamento anormal da RFC pós-exercício e alterações na inervação adrenérgica cardíaca pelo I123 MIBG.

O tratamento com betabloqueador tem como vantagem melhora da hiperatividade simpática33, porém alguns pacientes ainda apresentam resistência a terapia betabloqueadora, perpetuando esse estado de hiperatividade adrenérgica. Em nosso estudo, observamos que os pacientes em uso de betabloqueador ainda em estado de hiperatividade adrenérgica têm uma RFC alterada se comparados com pacientes sem essa característica. Um programa de exercício físico supervisionado poderia ser uma opção terapêutica alternativa para esse grupo de pacientes com insuficiência cardíaca que se encontram em hiperatividade adrenérgica mesmo em uso de betabloqueador. O exercício físico dinâmico melhora a atividade vagal e a hiperatividade adrenérgica7,34.

Outros grupos de pesquisa35-37 estudaram ambos os componentes do sistema nervoso autonômico em pacientes com insuficiência cardíaca, utilizando cintilografia miocárdica com I123 MIBG, e a variabilidade RR (variável que reflete a ação do simpático e do parassimpático sobre o nodo sinusal)7,35. Yamada e cols.35 compararam o valor prognóstico do I123 MIBG com variabilidade RR. Como a variabilidade RR depende da transmissão pós-sináptica refletindo a resposta final do nodo sinusal ao estímulo recebido, e a imagem cardíaca através do I123 MIBG promove informações sobre a função e a integridade pré-sináptica das terminações nervosas simpáticas, uma variável complementaria a outra. Por esse raciocínio, os autores demonstraram que, apesar da imagem cardíaca com I123 MIBG ter sido mais forte preditor que a variabilidade RR, a associação das duas variáveis promove informações complementares a ambas, melhorando a estratificação de risco na insuficiência cardíaca. Em nosso estudo utilizamos como marcador de atividade parassimpática a RFC, e houve associação entre WO e RFC. Segundo o estudo de Tamaki e cols.36 a WO foi o melhor preditor de morte súbita. A relação entre WO de I123 MIBG e morte súbita poderia ser explicada pela hiperatividade simpática que pode modular mecanismos de reentrada e hiperautomatismo que poderiam ser o gatilho para arritmias fatais. No estudo de Koutelou e cols.37 a WO teve correlação positiva com o número de arritmias ventriculares complexas, detectadas pelo estudo do CDI, implantado em pacientes com insuficiência cardíaca.

O teste ergométrico é um exame simples, amplamente disponível e pode promover importantes informações sobre a função autonômica que testes de imagem, mais complexos e menos disponíveis, têm sido empregados para avaliar. Uma importante sugestão seria utilizar o teste ergométrico como método de triagem para avaliar quais pacientes com insuficiência cardíaca terão maior probabilidade de apresentarem inervação adrenérgica alterada, para selecionar os pacientes que mais se beneficiarão com a realização da cintilografia com I123 MIBG.

Limitações do estudo

A principal limitação do estudo foi o número reduzido de pacientes. Porém, mediante um estudo piloto com 16 pacientes, foi realizado um cálculo amostral e o número de 11 pacientes por grupo tem um poder estatístico de 90% para identificar 47,6% de diferença na RFC no 1º minuto, e um poder estatístico de 90% para identificar 39,93% de diferença na RFC no 2º minuto, entre os grupos.

Outra significativa limitação foi não termos realizado teste cardiopulmonar de exercício (TCPE) para aferir que os pacientes realizaram teste máximo, porém, conforme descrito anteriormente, só participaram do estudo os pacientes que terminaram o teste por exaustão (nota 10 na escala de percepção de cansaço de BORG modificado). Não foi realizado o TCPE, pois não dispúnhamos deste equipamento na nossa instituição na época da realização deste estudo.

A avaliação da RFC no pós-esforço, entretanto, pode ser feita com o TE convencional e não requer complexas metodologias para análise. Como o TE é uma ferramenta simples e ubíqua, acreditamos que as informações derivadas desse exame possam ser úteis para os cardiologistas envolvidos com a prática clínica de pacientes com insuficiência cardíaca, uma vez que as informações obtidas nesse simples exame se correlacionaram com a sofisticada análise da inervação cardíaca.

 

Conclusão

Pacientes com insuficiência cardíaca e WO alterado apresentaram RFC mais lenta que pacientes com WO normal, tanto na fase inicial quanto na fase tardia. Essa recuperação lenta nos pacientes com estado de hiperatividade adrenérgica em repouso sugere que alterações simpáticas em repouso, típicas da insuficiência cardíaca, podem contribuir para as alterações autonômicas observadas na fase de recuperação pós-esforço.

 

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Correspondência:
Leandro Rocha Messias
Rua Noronha Torrezão, 46, Apto 805, Santa Rosa
24240-182 – Niterói, RJ - Brasil
E-mail: lmessias@cardiol.br, leandromess@gmail.com

Artigo recebido em 28/09/11; revisado recebido em 28/09/11; aceito em 26/12/11.