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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782X

Arq. Bras. Cardiol. vol.101 no.2 São Paulo Aug. 2013  Epub July 09, 2013

http://dx.doi.org/10.5935/abc.20130128 

Terapia gênica com fator de crescimento endotelial vascular 165 para pacientes com angina refratária: mobilização de células progenitoras endoteliais

 

 

Clarissa G. RodriguesI,II; Rodrigo D.M. PlentzI,III; Thiago DippI; Felipe B. SallesI,III; Imarilde I. GiustiI; Roberto T. Sant'AnnaI; Bruna EibelI; Ivo A. NesrallaI; Melissa MarkoskiI; Nance N. BeyerI,IV; Renato A. K. KalilIII

IInstituto de Cardiologia/Fundação Universitária de Cardiologia - Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde: Cardiologia, Porto Alegre, RS
IIDuke University Medical Center, Durham, Carolina do Norte, EUA
IIIUniversidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Porto Alegre, RS
IVUniversidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTO: O fator de crescimento endotelial vascular (VEGF - vascular endothelial growth factor) induz a mobilização de células progenitoras endoteliais (CPEs) com capacidade de proliferação e diferenciação em células endoteliais, contribuindo, dessa forma, para o processo angiogênico.
OBJETIVO: Buscamos avaliar o comportamento de CPEs em pacientes com doença cardíaca isquêmica e angina refratária que receberam injeções intramiocardicas de 2000 µg de VEGF165 como terapia única.
MÉTODOS: O estudo foi uma subanálise de um ensaio clínico. Pacientes com doença cardíaca isquêmica avançada e angina refratária foram avaliados para inclusão no estudo. Os critérios de inclusão foram: sinais e sintomas de angina e/ou insuficiência cardíaca apesar de tratamento medicamentoso máximo e área de isquemia miocárdica de, no mínimo, 5% conforme avaliado por uma tomografia computadorizada por emissão de fóton único (TCEFU). Os critérios de exclusão foram: idade > 65 anos, fração de ejeção do ventrículo esquerdo < 25% e cancer diagnosticado. Os pacientes cujos níveis de CPE foram avaliados foram incluídos. A intervenção consistiu na administração de 2000 µg de VEGF 165 de plasmídeo injetado no miocárdio isquêmico. A frequência de células CD34+/KDR+ foi analisada por citometria de fluxo antes e 3, 9, e 27 dias após a intervenção.
RESULTADOS: Um total de 9 pacientes foram incluídos, 8 homens, média de idade de 59,4 anos, fração de ejeção ventricular esquerda de 59,3%, e classe de angina predominante III. Observou-se um aumento significativo dos níveis de CPEs no terceiro dia após a intervenção. Todavia, 9 e 27 dias após a intervenção, os níveis de CPEs foram similares aos basais.
CONCLUSÃO: Identificamos uma mobilização transitória de CPE, com pico no terceiro dia após a intervenção com VEGF 165 em pacientes com angina refratária. Todavia, os níveis de CPEs apresentaram-se semelhantes aos basais 9 e 27 dias após a intervenção.

Palavras-chave: Células Endoteliais, Permeabilidade Capilar, Terapia Genética, Fator A de Crescimento Endotelial Vascular.


 

 

Introdução

Angina refratária é caracterizada por desconforto torácico severo e persistente1,2 e é resistente aos tratamentos cardiológicos tradicionais, incluindo cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM), intervenção coronária percutânea (ICP) e terapia medicamentosa máxima1,2. Somente nos Estados Unidos, há aproximadamente 300.000 a 900.000 casos de angina refratária; além disso, são diagnosticados aproximadamente 25.000 a 75.000 pacientes novos a cada ano3. Neste contexto, terapia gênica, a qual possui potencial para promover a angiogênese miocárdica e a circulação colateral no miocárdio isquêmico, pode representar uma possível alternativa de tratamento para estes pacientes4.

O processo de angiogênese envolve a mobilização de células progenitoras endoteliais (CPEs), que são células multipotentes com a capacidade de se proliferar e diferenciar em células endoteliais maduras5. A terapia gênica usando o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) 165 aparentemente promove a mobilização de CPEs6, mas pouco se sabe sobre o comportamento destas células em pacientes com angina refratária submetidos à terapia gênica com altas doses de VEGF 165.

A maioria dos estudos que utilizam VEGF 165 em pacientes com doença cardíaca isquêmica utilizaram outras intervenções conbinadas, como CRM e ICP7-10. No entanto, existe uma classe de pacientes que não são elegíveis para intervenções como essas; portanto, esses tratamentos combinados não são uma opção para eles1,2. Em situações como essas, a terapia gênica isolada pode ser uma solução, mas até hoje poucos estudos foram realizados, sendo que a maioria utiliza doses baixas de VEGF (125-250 µg)9,11,12. Portanto, o comportamento de CPEs em pacientes que recebem terapia gênica com doses altas de VEGF permanece incerto.

Este estudo teve o objetivo de avaliar o comportamento de CPEs em pacientes com doença cardíaca isquêmica e angina refratária que receberam uma injeção intramiocárdica de 2000 µg de VEGF165 como terapia única.

 

Métodos

Delineamento do Estudo

Trata-se de uma subanálise de um ensaio clínico (ClinicalTrial.gov NCT 00744315), o qual buscou avaliar a segurança, viabilidade e efeitos clínicos iniciais de administração transtorácica intramiocárdica de plasmídeo VEGF 165 em perfusão miocárdica em pacientes com doença arterial coronariana avançada e angina refratária que não foram qualificados para a revascularização percutânea ou cirúrgica. A justificativa e o delineamento deste ensaio clínico foram descritos anteriormente4. Este foi o primeiro ensaio clínico utilizando terapia gênica em pacientes com angina refratária na América Latina. O protocolo foi aprovado pelo Comitê de Ética local e todos os pacientes forneceram o consentimento livre e esclarecido prévio por escrito para participar.

Participantes do Estudo

Pacientes com doença cardíaca isquêmica avançada, não elegíveis à CRM e ICP, conforme avaliados por cirurgião e cardiologista intervencionista, foram considerados elegíveis para o estudo. Os critérios de inclusão foram: sinais e sintomas de angina e/ou insuficiência cardíaca apesar de tratamento medicamentoso máximo e uma área de isquemia miocárdica de, no mínimo, 5% conforme avaliado por uma tomografia computadorizada por emissão de fóton único (TCEFU). Os critérios de exclusão foram: idade > 65 anos, fração de ejeção do ventrículo esquerdo < 25% e diagnóstico de câncer. A subanálise incluiu somente pacientes cujos níveis de CPE foram avaliados durante o estudo.

Intervenção

Todos os pacientes foram submetidos a intervenção cirúrgica sob o efeito de anestesia geral em um centro especializado em cirurgia cardiovascular. O coração foi exposto por uma incisão de aproximadamente 5cm no 4º ou 5º espaço intercostal esquerdo de acordo com a área a ser tratada. Foi realizada pericardiotomia extensa, seguida de reparo para expor a face ventricular do miocárdio a ser tratada. Esta área havia sido previamente identificada por cintilografia tomográfica do miocárdio. Sob visão direta, 10 pontos do miocárdio isquêmico receberam um total de 2000µg do plasmideo com o gene, o qual foi diluido em um total de 5ml de solução salina, através de uma agulha butterfly 25F. Antes da toracorrafia, um dreno torácico foi colocado e mantido por 12 horas. A dor pós-operatória foi manejada com bloqueios intercostais e analgésicos injetáveis.

Vetor do Plasmídeo

A estrutura do plasmídeo usado foi desenvolvida por um dos membros da nossa equipe Sang W. Han na Universidade Federal de São Paulo e produzida comercialmente pela Excellion Technology (Brasil, Petrópolis, RJ). A estrutura do plasmídeo de PEX-HV5 foi composta por íntron 1 de citomegalovírus (CMV) e seu promotor com sinais de splicing. O cDNA VEGF165 humano foi inserido entre o CMV, promotor e a sequência poliA bovina. Este vetor também continha origem pUC e sequências de resistência à canamicina para propagação em bactérias.

Desfechos

As CPEs foram analisadas utilizando citometria de fluxo antes e 3, 9 e 27 dias após a intervenção. As células mononucleares foram separadas do sangue periférico usando um gradiente de Ficoll (Ficoll-Paque, Invitrogen). A imunofenotipagem foi realizada pela coloração específica com anti-CD34 (BD Biosciences) e anti-KDR (BD Biosciences) conjugada ao fluoróforoisotiocianato de fluoresceína (FITC) e ficoeritrina (PE), respectivamente. As populações CD34+ e KDR+ foram analisadas no citômetro FACSCalibur utilizando o software CellQuest com a colaboração do Laboratório de Imunogenética no Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A frequência de células CD34+/KDR+ foi analisada na barreira linfocitária na fração mononuclear do sangue periférico e 100.000 eventos foram contados. Os resultados mostram o número de células duplo-positivas (n/100.000 células).

Métodos Estatísticos

As variáveis contínuas são expressas em médias e desvios padrões e as variáveis categóricas em frequências absolutas e relativas. O teste não paramétrico de Friedman foi usado para comparar a mesma variável em momentos diferentes em relação ao mesmo grupo. As análises foram realizadas usando o pacote estatístico SPSS 18.0.

 

Resultados

Pacientes

Dos 13 pacientes incluídos no ensaio clínico primário, nove tiveram os níveis de CPEs avaliados e foram incluidos nesta subanálise. O fluxograma de pacientes do estudo é apresentado na Figura 1.

Dos nove pacientes, oito eram homens, média de idade de 58,4 ± 5,5 anos, média de fração de ejeção ventricular esquerda de 59,3 ± 8,8%, oito eram hipertensos e quatro diabéticos. A maioria dos pacientes apresentava angina classe III. Todos os pacientes haviam sido submetidos a ICP prévia, e sete deles à CRM, representando a gravidade da doença isquêmica destes pacientes (Tabela 1)

 

 

Desfechos

Não houve mortes ou recorrências. A terapia demonstrou ser segura e viável nesta série de pacientes. Os resultados iniciais apresentaram uma redução na gravidade da angina e intensidade da isquemia miocárdica, conforme descrito anteriormente pelo nosso grupo4.

As análises de CPEs demonstraram um aumento nos níveis destas células no terceiro dia após a intervenção, quando comparado ao período basal (período basal, 42,7±19,2; dia 3, 66,6±34,3; p=0,03). No entanto, aos nove e 27 dias após a intervenção, os níveis de CPE apresentaram-se similares aos níveis basais (período basal, 42,7±19,2; dia 9, 34,9±15,0; p=NS) e (período basal, 42,7±19,2; dia 27, 36,1±12,9; p=NS) (Figura 2).

Discussão

Este estudo foi o primeiro, de acordo com o nosso conhecimento, que avaliou a mobilização de CPEs em pacientes com cardiomiopatia isquêmica e angina refratária que foram submetidos à terapia gênica com 2000 µg de VEGF 165. Nossos resultados demonstraram uma mobilização transitória de CPEs, com um pico no terceiro dia após a terapia gênica.

Estudo anterior, o qual avaliou a mobilização de CPEs após terapia gênica, utilizou injeções de 250 µg de VEGF 165 intramiocárdica em 13 pacientes com isquemia miocárdica e relatou um pico de CPEs durante a primeira e quarta semanas após a intervenção. No entanto, além de utilizar uma dose substancialmente menor que a utilizada no nosso estudo, os resultados de citometria de fluxo foram obtidos com base em histogramas de 10.000 a 20.000 células por amostra. No nosso estudo, utilizamos o número de células duplo-positivas n/100.000, dificultando a comparação entre os estudos.

CPEs possuem a capacidade de mobilização e proliferação nas lesões vasculares, contribuindo para a neoangiogênese13. A mobilização de CPEs da medula óssea em resposta a diversos sinais tem sido bem descrita5. Estudos anteriores demonstraram a capacidade do VEGF de promover a mobilização e diferenciação de CPE in vivo e CPE in vitro14,15. Além disso, CPEs circulantes demonstraram contribuir para o processo de neovascularização16. A mobilização transitória de CPEs após a terapia gênica conforme observado em nosso estudo está de acordo com os achados de estudos experimentais e clínicos anteriores6. A expressão de VEGF após a terapia gênica parece ser transitória6. Estudos anteriores apresentaram uma correlação positiva entre CPEs circulantes e níveis plasmáticos de VEGF6,14, que podem ajudar a explicar a mobilização transitória de CPEs. Além disso, sugerimos que a expressão celular permanente de VEGF e mobilização constante de CPEs após a terapia gênica não é desejável, pois esta atividade pode aumentar o risco de formação de tumor devido à possível multiplicação não controlada de células. Acredita-se que é desejável atingir a expressão transitória de VEGF e mobilização de CPEs o suficiente para iniciar o processo angiogênico e formação de circulação colateral no miocárdio isquêmico, resultando em melhora da perfusão miocárdica. Neste sentido, acredita-se que os resultados do nosso estudo são promissores.

A pequena amostra de pacientes pode ser considerada uma limitação do estudo; no entanto, este tamanho de amostra é resultado de um ensaio clínico de fase I/II4 para testar a segurança e viabilidade de 2000 µg de VEGF 165 como terapia única para doença cardíaca isquêmica com angina refratária. Estes estudos visam testar a segurança e viabilidade do procedimento e fornecer resultados clínicos iniciais, e normalmente incluem amostras pequenas de pacientes por motivos de segurança. Contudo, este estudo contribui para do comportamento de CPE e do processo angiogênico após a terapia gênica com altas doses de VEGF 165. Dessa forma, as informações obtidas neste estudo podem ser usadas como justificativa para futuros ensaios clínicos de fase II ou III.

 

Conclusão

Identificamos uma mobilização transitória de CPEs, com pico no terceiro dia a intervenção, e retorno aos níveis basais aos nove e 27 dias após terapia gênica com 2000 µg de VEGF 165 em pacientes com angina refratária.

Fontes de Financiamento: O presente projeto foi financiado pelo Programa de Pesquisa para a Sistema Único do Brasil- PPSUS/FAPERGS(2008-2009)

 

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Correspondência:
Abdala Karam Kalil
Av. Princesa Isabel, 370, Santana
CEP 90620-000, Porto Alegre, RS - Brasil
E-mail: kalil.pesquisa@gmail.com, editoracao-pc@cardiologia.org.br

Artigo recebido em 29/10/12; revisado em 29/10/12; aceito em 14/03/13

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