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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782X

Arq. Bras. Cardiol. vol.101 no.2 São Paulo Aug. 2013  Epub July 09, 2013

http://dx.doi.org/10.5935/abc.20130141 

Validação do Índice Internacional de Função Erétil (IIFE) para uso no Brasil

 

 

Ana Inês Gonzáles; Sabrina Weiss Sties; Priscilla Geraldine Wittkopf; Lourenço Sampaio de Mara; Anderson Zampier Ulbrich; Fernando Luiz Cardoso; Tales de Carvalho

Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, SC - Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTO: O Índice Internacional de Função Erétil tem sido proposto como método de avaliação da função sexual, auxiliando no diagnóstico e na classificação da disfunção erétil. No entanto, não foi realizada a validação do IIFE para a língua portuguesa.
OBJETIVO: Validar o Índice Internacional de Função Erétil em pacientes portadores de doenças cardiopulmonares e metabólicas.
MÉTODOS: A amostra foi composta por 108 participantes portadores de doenças cardiopulmonares e metabólicas de dois programas de reabilitação cardiopulmonar e metabólica (RCPM) do sul do Brasil. A avaliação da clareza do instrumento foi realizada por meio de escala com variação de 0-10, a validação de construto foi realizada pela análise fatorial confirmatória (KMO = 0,85, Barllet p < 0,001), a consistência interna foi analisada pelo alfa de Cronbach. Foram analisados, ainda, os preceitos de reprodutibilidade e confiabilidade interavaliadores por meio do teste reteste.
RESULTADOS: Os itens foram julgados muito claros, com médias superiores a 9. A consistência interna resultou em 0,89. A maioria das questões relacionou-se corretamente com seus respectivos domínios, com exceção das três questões do domínio satisfação sexual e uma questão relacionada à função erétil. Os itens apresentaram excelente estabilidade de medida e concordância substancial quase perfeita.
CONCLUSÃO: Demonstrou-se que o IIFE é válido e bem compreendido por pacientes que participam de programa de reabilitação cardiopulmonar e metabólica.

Palavras-chave: Disfunção Erétil, Doenças Cardiovasculares, Reabilitação, Saúde Sexual.


 

 

Introdução

A função sexual é parte fundamental para uma vivência satisfatória. No entanto, alguns indivíduos apresentam problemas sexuais, como transtornos do desejo, de dor, da excitação e do orgasmo, entre outros1.

A disfunção sexual (DS) é uma desordem comum, com prevalência entre 20-30% na população masculina mundial2. Estima-se que mais de 152 milhões de homens em todo o mundo apresentem algum grau de disfunção erétil (DE)3. No Brasil, esse índice é de 45% na população maior de 18 anos4,5. A DE afeta mais de 52% dos homens com idade entre 40-70 anos6. Trata-se de um relevante problema de saúde universal que tem forte correlação com as doenças cardiovasculares7-10, as quais compartilham mecanismos fisiopatológicos e fatores de risco semelhantes, como hipertensão, diabetes, dislipidemia, obesidade, sedentarismo e tabagismo8,11.

O diagnóstico de DE pode ser realizado por meio da monitoração peniana noturna8, Doppler peniano, cavernossonografia, arteriografia pélvica, estudos neurológicos, como pesquisa do reflexo bulbocavernoso, estudos endocrinológicos, avaliações de psicodiagnóstico, entre outros12. Contudo, a técnica de autorrelato dos pacientes tem sido proposta como método de avaliação da função sexual, além de diagnosticar e classificar a DE em ensaios clínicos13.

Os instrumentos de avaliação multidimensionais têm sido propostos para a avaliação da DE14. Entre os utilizados atualmente encontram-se o Brief Male Sexual Function Inventory15, o quociente sexual masculino (QSM)16 e o International Index of Erectile Function (IIEF)14, que é o mais utilizado, sendo considerado "padrão-ouro" pelas entidades mundiais de saúde17.

O IIEF foi validado em 32 línguas13 e utilizado para avaliar a função sexual de portadores de doenças cardiovasculares18,19 e metabólicas19-21.

No Brasil, Ferraz e Cicconelli22 realizaram a tradução e a adaptação transcultural do IIFE para a língua portuguesa. No entanto, não foi realizada a sua validação. Diante do exposto, e por haver forte correlação entre DE e doenças cardiovasculares, o objetivo do presente estudo é validar o Índice Internacional de Função Erétil em pacientes portadores de doenças cardiopulmonares e metabólicas, permitindo sua aplicação na prática clínica e triagem diagnóstica da DE nessa população.

 

Métodos

Instrumentos e procedimentos

Trata-se de um estudo descritivo de corte transversal com amostragem não probabilística. Participaram do estudo homens integrantes há pelo menos três meses de dois programas de reabilitação cardiopulmonar e metabólica (RCPM) no sul do Brasil.

Em função dos diferentes tipos de análises necessários em um processo de validação, as coletas de dados foram feitas em duas etapas. Inicialmente foram entrevistados 78 indivíduos. Posteriormente foram entrevistados 30 indivíduos em dois momentos, com intervalo de sete dias apenas apara as análises de reprodutibilidade e confiabilidade. Foram excluídos os indivíduos que não apresentaram vida sexual ativa no último mês. A Tabela 1 apresenta as características dos participantes do estudo.

 

 

Após explanação dos objetivos do estudo, todos assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (117/2010), de acordo com a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Os pesquisadores agendaram um horário que melhor se adequasse à rotina dos participantes. A coleta foi realizada tomando-se cuidado para que não existissem interferências externas, sendo cada participante do estudo entrevistado individualmente por pesquisadores que atuam em programas de RCPM. O tempo de aplicação do questionário, somando-se a resposta da clareza dos participantes, foi de aproximadamente 14 minutos.

Caracterização clínica e sociodemográfica

Inicialmente foi utilizado um questionário semiestruturado com perguntas que abordaram aspectos relacionados aos fatores de risco cardiovasculares (hipertensão arterial/diabetes/hipercolesterolemia/obesidade/tabagismo) e ao diagnóstico médico.

Para classificação socioeconômica foi utilizado o critério-padrão de classificação econômica (Brasil/2008), da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa23, que avalia itens existentes na residência do participante e a escolaridade do chefe da família. O questionário tem alta relação com a renda familiar (r = 0,785 e r2 = 62%).

Índice Internacional de Função Erétil

O Índice Internacional de Função Erétil foi desenvolvido e validado por Rosen e cols.14, com a finalidade de criar um questionário curto e reprodutível para mensuração da função erétil que fosse cultural, linguística e psicometricamente válido. O instrumento poderia também ser utilizado por médicos e pesquisadores em ensaios clínicos terapêuticos como mais um parâmetro da avaliação da eficácia/efetividade das diversas intervenções hoje propostas22. Vale ressaltar que o IIFE foi desenvolvido exclusivamente para o uso em relacionamento entre homens e suas parceiras26.

O questionário é composto de 15 questões, agrupadas em cinco domínios: função erétil, orgasmo, desejo sexual, satisfação sexual e satisfação geral. Cada questão tem valor que varia de 1 a 5, e a soma das respostas gera escore final para cada domínio, com valores baixos indicando qualidade da vida sexual ruim.

Capelleri e cols.26 sugerem que a DE pode ser classificada em cinco categorias, a partir do domínio função erétil, variando com escore mínimo de 6 e máximo de 30, para pacientes com vida sexual ativa, conforme Tabela 2.

 

 

Análise estatística

A análise descritiva foi apresentada em média, desvio-padrão e frequência. Os dados foram analisados no programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS® ) versão 20.0 para Windows®.

A avaliação da clareza do instrumento foi realizada por meio de escala com variação de zero (nada claro) a 10 (muito claro)27. Para análise dessa etapa foi utilizado o recurso da estatística descritiva média, mediana e intervalo interquartil.

Para avaliar a validade de construto foi utilizada a análise fatorial confirmatória. Para verificar a adequação dos dados utilizou-se o índice de Kaiser-Meyer-Olkin (KMO), uma medida da fatorabilidade das matrizes de correlação em que a análise fatorial está baseada. Em seguida, realizou-se o teste de esfericidade de Bartlett para verificar se os dados atendem ao pré-requisito de esfericidade.

A análise fatorial do instrumento foi realizada por meio do método de componentes principais para extração dos fatores, utilizando para a extração número fixo de fatores igual a 5. Estabeleceu-se 0,4 como a carga mínima para que a questão fizesse parte do fator. Para interpretação da matriz, foi aplicado o método de extração dos componentes principais pela rotação ortogonal, por meio do método varimax.

Para avaliar a consistência interna do instrumento, foi utilizado o alfa de Cronbach (com valor mínimo 0,6). Para avaliar a reprodutibilidade, utilizou-se o coeficiente de correlação intraclasse (R), sendo esta classificada como: R < 0,4, pobre; 0,4 < R < 0,75, satisfatória; R > 0,75, excelente28.

A confiabilidade interavaliador foi verificada pelo coeficiente de concordância para escalas nominais (kappa) com classificação dos itens avaliados propostos por Landis e Koch29.

A concordância medida pelo kappa seguiu a orientação da literatura especializada compreendendo: kappa < 0,00 = quase inexistente; 0-0,19 = pequena; 0,20-0,39 = insatisfatória; 0,40-0,59 = moderada; 0,60-0,79 = substancial; 0,80-1,00, quase perfeita29.

 

Resultados

Ao analisar a clareza, todas as questões do Índice Internacional de Função Erétil obtiveram médias superiores a 9 e a mediana de todas as questões resultou em 10, demonstrando que as questões do instrumento foram julgadas muito claras (Tabela 3).

No que se refere à validade de construto, o teste de KMO obteve resultado de 0,85 e, somado ao teste de Barllet (p < 0,001), indicou que os dados eram adequados para a realização da análise fatorial.

Ao observar a matriz, foi verificado que a maioria das questões carregou corretamente em seus respectivos domínios, com exceção do domínio satisfação sexual, que compreende as questões 6, 7 e 8, as quais apresentaram fator de confusão. A questão 1 igualmente carregou em outro fator (Tabela 4).

A extração dos cinco fatores explicou 75,8% da variância total das respostas dos sujeitos.

Quando realizada a análise da consistência interna dos domínios, foi verificado que a satisfação sexual apresentou valor de 0,55, abaixo do aceito (0,6) para esse estudo (Tabela 5). O valor baixo da consistência interna nesse domínio corrobora a análise fatorial em que as questões correspondentes a esse domínio apresentaram fator de confusão.

A Tabela 6 mostra os resultados da análise de reprodutibilidade e confiabilidade interavaliador. Os valores de reprodutibilidade apresentaram-se significativos em todos os itens (p < 0,001), com valores de R maior que 0,75 em todas as questões do questionário, sendo classificados como excelentes (Tabela 6). A confiabilidade interavaliador, avaliada por meio do coeficiente de kappa, apresentou valores significativos para todos os itens (p < 0,005) e demonstrou concordância moderada apenas na questão 11 (k = 0,594), substancial e quase perfeita no restante das questões do IIFE.

 

Discussão

Estudos têm demonstrado a forte correlação entre os escores de função sexual, as doenças cardiovasculares e a qualidade de vida em pacientes com doença cardiopulmonar e metabólica30-32. A complexidade e a subjetividade dos elementos que abrangem a função sexual, a dificuldade de avaliação e o grande número de fatores que a influenciam podem explicar o pequeno número de instrumentos validados que permitam ser utilizados33, tanto na prática clínica básica como em programas de reabilitação cardiopulmonar e metabólica.

No Brasil, foi realizada a tradução e a adaptação transcultural do IIFE em portadores de disfunção sexual22, não especificamente em pacientes com doenças cardiopulmonares e metabólicas; até o presente momento, não foram realizados procedimentos para a validação do mesmo.

O presente estudo contribui no que diz respeito à avaliação e ao diagnóstico de DS de portadores de doenças cardiopulmonares e metabólicas, com o intuito de promover novas estratégias de tratamento e acolhimento de tais pacientes.

Ao analisarmos a clareza do instrumento observamos que, em média, os participantes julgaram todas as questões como muito claras. Segundo Pasquali34, a clareza é critério fundamental para a criação e a validação dos itens dos instrumentos, sendo que estes devem ser inteligíveis até para o estrato mais baixo da população-meta, utilizando-se frases curtas, com expressões simples e inequívocas.

Ao analisar a validade do construto foi observado que, apesar de os testes de KMO e o de esfericidade de Barllet terem julgado os dados elegíveis para a análise fatorial, esta não se comportou como esperado, já que algumas questões apresentaram fator de confusão, relacionando-se a mais de um fator. Entretanto, ao observar os dados apresentados por Rosen e cols.14, em seu artigo original de validação, pode-se perceber que as mesmas questões comportaram-se de forma semelhante nos dois estudos.

As questões que abrangem o domínio satisfação sexual foram as que mais apresentaram fatores de confusão. Quando analisada a consistência interna desses itens, foi observado valor inferior ao aceito. Segundo Kay e cols.35, a satisfação sexual consiste em uma conclusão geral sobre o quanto a vida sexual é agradável, sendo um julgamento particular do prazer gerado pelo comportamento sexual. Por se tratar de um construto subjetivo e de autoavaliação, sua análise se torna complicada, podendo transparecer nos processos de validação.

Em relação à consistência interna, o valor de alfa de Cronbach mostrou que há homogeneidade entre as questões, com valor de 0,890, próximo ao encontrado por Rosen e cols.14.

Os valores de reprodutibilidade (R), que correlacionam os dois momentos de aplicação do questionário (teste-reteste) se mostraram excelentes em todas as questões, ou seja, R > 0,75, demonstrando boa concordância entre os dois momentos e estabilidade de medidas.

O coeficiente de concordância para escalas nominais, de maneira geral, apresentou resultados substanciais a quase perfeitos, indicando estabilidade na aplicação do questionário interavalidores.

Embora as questões relacionadas ao domínio desejo sexual tenham apresentado valores de reprodutibilidade (R) e coeficiente de concordância (k) mais baixos, não deve ser considerada sua exclusão, pois a consistência interna desse domínio obteve valor aceitável.

O Índice Internacional de Função Erétil tem sido intensamente utilizado na prática clínica, e a sua alta sensibilidade e especificidade14 faz dele um instrumento eficaz e adequado para a avaliação da função erétil.

 

Conclusão

Demonstrou-se que o IIFE é válido e bem compreendido por pacientes que participam de um programa de reabilitação cardiopulmonar e metabólica.

 

Contribuição dos autores

Concepção e desenho da pesquisa: Sties SW, Cardoso FL, Gonzáles AI, Wittkopf PG, Carvalho T; Obtenção de dados: Sties SW, Gonzáles AI, Wittkopf PG; Análise e interpretação dos dados: Sties SW, Cardoso FL, Gonzáles AI, Ulbrich AZ, Wittkopf PG; Análise estatística: Sties SW, Cardoso FL, Gonzáles AI, Ulbrich AZ, Wittkopf PG; Redação do manuscrito: Sties SW, Gonzáles AI, Mara LS, Wittkopf PG; Revisão crítica do manuscrito quanto ao conteúdo intelectual: Sties SW, Cardoso FL, Gonzáles AI, Ulbrich AZ, Mara LS, Wittkopf PG, Carvalho T.

Potencial Conflito de Interesses

Declaro não haver conflito de interesses pertinentes.

Fontes de Financiamento

O presente estudo foi financiado pela FAPESC.

Vinculação Acadêmica

Este artigo é parte de dissertação de Mestrado de Ana Inês Gonzáles e Sabrina Weiss Sties pela Universidade do Estado de Santa Catarina-UDESC.

 

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Correspondência:
Sabrina Weiss Sties
Rua Paschoal Simone, 358, Coqueiros
CEP 88080-350, Florianópolis, SC - Brasil
E-mail: sabrinasties@yahoo.com.br, sabrinaweisssties@gmail.com

Artigo recebido em 01/11/12; revisado em 28/11/12; aceito em 16/4/13.

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