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Iheringia. Série Zoologia

Print version ISSN 0073-4721

Iheringia, Sér. Zool.  no.89 Porto Alegre Nov. 2000

http://dx.doi.org/10.1590/S0073-47212000000200001 

Taxonomia da subfamília Corinninae (Araneae, Corinnidae) nas regiões neotropical e neártica1

 

Taxonomy of the subfamily Corinninae (Araneae, Corinnidae) in neotropical and neartic regions

 

 

Alexandre Bragio Bonaldo

Depto de Zoologia, Museu Paraense Emílio Goeldi, C. Postal 399, CEP 66040-170, Belém, Pará, Brasil (bonaldo@museu-goeldi.br)

 

 


ABSTRACT

The subfamily Corinninae is characterized and diagnosed. Two synapomorphies are hypothesized for the subfamily, both regarding the male palpal reservoir, which is primarily coiled and presents a sclerotized distal sector. Seventeen genera are recognized, six of which are new: Abapeba (type species Corinna lacertosa Simon), Erendira (type species Corinna pallidoguttata Simon), Septentrinna (type species Corinna bicalcarata Simon), Simonestus (type species Diestus validus Simon), Tapixaua (type species T. callida sp. nov.) and Tupirinna (type species T. rosae sp. nov.). The genera Creugas Thorell, Falconina Brignoli and Paradiestus Mello-Leitão are revalidated. Diestus Simon and Lausus Simon are newly synonymized with Corinna C. L. Koch. Chemmis Simon is included in the synonymy of Megalostrata Karsch. Hypsinotus L. Koch is removed from the synonymy of Corinna and included in the synonymy of Creugas. Thirteen new species are described: Septentrinna yucatan and S. potosi from Mexico; Tupirinna rosae from Venezuela and Brazil; Tapixaua callida from Brazil and Peru; Abapeba hoeferi, A. rioclaro, A. taruma, Corinna ducke, C. colombo, C. mourai, C. recurva and Parachemmis manauara from Brazil; Creugas lisei from Brazil, Argentina and Uruguay. Twenty seven species are redescribed. Fifty eight new combinations are presented: from Chemmis, Septentrinna steckleri (Gertsch); from Corinna, Abapeba abalosi (Mello-Leitão), A. cleonei (Petrunkevitch), A. echinus (Simon), A. grassima (Chickering), A. guanicae (Petrunkevitch), A. lacertosa (Simon), A. luctuosa (F. O. Pickard-Cambridge), A. lugubris (Schenkel), A. pennata (Caporiacco), A. kochi (Petrunkevitch), A. saga (F. O. Pickard-Cambridge), A. wheeleri (Petrunkevitch), Creugas annamae (Gertsch & Davis), C. apophysarius (Caporiacco), C. bajulus (Gertsch), C. bellator (L. Koch), C. bicuspis (F.O. Pickard-Cambridge), C. epicureanus (Chamberlin), C. falculus (F. O. Pickard-Cambridge), C. mucronatus (F. O. Pickard-Cambridge), C. navus (F. O. Pickard-Cambridge), C. nigricans (C. L. Koch), C. plumatus (L. Koch), C. praeceps (F. O. Pickard-Cambridge), C. silvaticus (Chickering), C. uncatus (F. O. Pickard-Cambridge), Erendira luteomaculatta (Petrunkevitch), E. pallidoguttata (Simon), E. subsignata (Simon), Falconina albomaculosa (Schmidt), F. crassipalpis (Chickering), F. gracilis (Keyserling), Megalostrata raptrix (L. Koch), Paradiestus egregius (Simon), P. giganteus (Karsch), P. penicillatus (Mello-Leitão), P. vitiosus (Keyserling), Septentrinna bicalcarata (Simon), S. paradoxa (F. O. Pickard-Cambridge), S. retusa (F. O. Pickard-Cambridge), Simonestus pseudobulbolus (Caporiacco), S. robustus (Chickering), S. semiluna (F.O. Pickard-Cambridge), Stethorrhagus maculatus (L. Koch) and Xeropigo smedigari (Caporiacco); from Diestus, Corinna alticeps (Keyserling), C. kochi (Simon), Simonestus occidentalis (Schenkel), S. separatus (Schmidt) and S. validus (Simon); from Lausus, Corinna grandis (Simon) and Abapeba sicarioides (Mello-Leitão); from Medmassa, Corinna andina (Simon) and C. venezuelica (Caporiacco); from Megalostrata, Erendira atrox (Caporiacco) and Erendira pictitorax (Caporiacco); from Parachemmis, Tupirinna trilineata (Chickering). Five combinations are restaured: Corinna aenea Simon, Creugas cinnamius Simon, Creugas gulosus Thorell, Falconina melloi (Schenkel), Paradiestus aurantiacus Mello-Leitão. Twenty five new synonymies are proposed: Diestus altifrons Mello-Leitão with Corinna nitens (Keyserling); Corinna tomentosa Simon, C. tridentina Mello-Leitão, Hypsinotus flavipes Keyserling, H. humilis Keyserling and Xeropigo scutulatus Simon with Xeropigo tridentiger (O. Pickard-Cambridge); Corinna cribosa Mello-Leitão and C. stigmatica Simon with Falconina gracilis (Keyserling); Corinna casueta Chickering with SIMONestus separatus (Schmidt); Corinna abnormis Petrunkevitch, C. antillana BRYANT, C. consobrina Simon, C. inornata Kraus, C. nervosa F. O. Pickard-Cambridge, C. wolleboeki Banks, Creugas cetratus Simon, C. senegalensis Simon and Hypsinotus gracilipes Keyserling with Creugas gulosus Thorell; Chemmis frederici Simon, Delozeugma formidabile O. Pickard-Cambridge, D. mordicans O. Pickard-Cambridge, Megalostrata sperata Kraus and M. venifica KARSCH with Megalostrata raptrix (L. Koch); Megalostrata lohmanderi Caporiacco with Erendira atrox (Caporiacco); Corinna tenubra Chickering with Parachemmis fuscus Chickering. One new name, Creugas berlandi, is erected for Corinna bellatrix Schmidt. Males of Creugas cinnamius, Corinna kochi, Methesis semirufa Simon, Paradiestus aurantiacus, Septentrinna steckleri and Xeropigo smedigari, the females of Paradiestus giganteus, Septentrinna bicalcarata and the adult female of S. steckleri are described for the first time.

Keywords: Corinninae, Corinnidae, Araneae, Neotropical, Taxonomy.


 

 

INTRODUÇÃO

A família Corinnidae é um grupo cujo monofiletismo ainda está em discussão. KARSCH (1880) reconheceu-o como uma subfamília de Drassoidae. No entanto, prevaleceu a opinião de SIMON (1897a), de que esta seria uma subfamília de Clubionidae. O conceito de Corinnidae como família distinta somente consolidou-se a partir de LEHTINEN (1967), que evidenciou a artificialidade de Clubionidae. Atualmente, o status de família para Corinnidae é amplamente aceito, mas este consenso ocorreu mais pela fragmentação de Clubionidae do que pelo aumento do conhecimento dos subgrupos de Corinnidae. A primeira hipótese formal de monofiletismo para Corinnidae foi proposta por PENNIMAN (1985), que sugeriu a perda da apófise média no bulbo do palpo do macho como uma sinapomorfia da família. BONALDO (1997) rejeitou esta hipótese, indicando que o gênero neotropical Ianduba BONALDO e os africanos Mandaneta Strand, Procopius Thorell e Pseudocorinna SIMON apresentam apófise média. Considerou estes quatro gêneros como Corinnidae insertae sedis, os quais compartilham com outros corinídeos bótriuns com a placa anterior rebaixada e a borda da placa crescente alongada, caráter hipotetizado como sinapomorfia da família.

As relações de Corinnidae com outras famílias ainda não são bem compreendidas. LEHTINEN (1967) propôs a hipótese de que Corinnidae integraria a superfamília Zodarioidea, juntamente com Palpimanidae e Zodariidae. PENNIMAN (1985) estabeleceu uma relação de grupo-irmão entre Corinnidae e Gnaphosidae, na linhagem Dionycha, ao lado de Anyphaenidae e Clubionidae. LEHTINEN (1996a) incluiu Corinnidae em um grupo de relações não-resolvidas, juntamente com Liocranidae, Trachelidae (=Trachelea SIMON, Corinnidae) e Phrurolithinae, esta considerada por PLATNICK (1989) como uma subfamília de Liocranidae. Também são obscuras as relações entre as subfamílias de Corinnidae e as próprias definições destas. Além de Corinninae, apenas outra subfamília está formalmente estabelecida, Castianeirinae, um grupo claramente monofilético proposto por REISKIND (1969). Um terceiro grupo, dos gêneros relacionados com Trachelas L. Koch, é bem conhecido do ponto de vista taxonômico (PLATNICK & SHADAD, 1974a, b; PLATNICK,1975; PLATNICK & EWING,1995), mas não recebeu status de subfamília. LEHTINEN (1996a), sem justificativas, referiu-se a este grupo como Trachelidae.

BONALDO (1997) considerou Corinninae um grupo artificial tal como até então constituído, restringindo a subfamília àqueles corinídeos com ducto tegular primariamente helicoidal e ausência de apófise média no tégulo do palpo do macho. Sugeriu que a distribuição da subfamília seria originalmente neotropical, supondo que, além das poucas espécies ocorrentes no sudoeste dos Estados Unidos, provavelmente todos os registros de Corinninae fora desta região referem-se a espécies neotropicais antropocóricas, tais como Creugas gulosus Thorell e Xeropigo tridentiger O. PICKARD-CAMBRIDGE.

A taxonomia da subfamília Corinninae na Região Neotropical é fruto do acúmulo de informações sobre diversidade observado entre o final do século XIX e a primeira metade do século XX; reflete concepções antigas, tais como a adoção de sistemas artificiais de caracteres e a prática de descrever faunas regionais. Assim, o gênero Corinna, proposto por C. L. KOCH (1842), tem servido meramente como um depositário artificial de espécies. Tentativas de dividir o gênero têm sido rejeitadas, como atesta a lista de nomes genéricos em sinonímia com Corinna (Hypsinotus L. Koch, Creugas Thorell, Phanoptilus Thorell, Pranopis Thorell, Tranquilinus MELLO-LEITÃO e Falconina BRIGNOLI). O gênero Xeropigo, erigido por O. PICKARD-CAMBRIDGE (1882) para abrigar uma espécie ocorrente na Ilha de Santa Helena, foi retirado da sinonímia de Corinna por BENOIT (1977). Falconina BRIGNOLI (substituto para Falconia Schenkel, pré-ocupado em Hemiptera) foi considerado sinônimo de Corinna por MÜLLER & HEIMER (1988), pela simples afirmação de que a morfologia geral e os órgãos copulatórios da espécie-tipo são indicativos de que esta pertence a Corinna.

Apesar da opção consensual pela manutenção de Corinna como um táxon abrangente, o status de vários nomes genéricos pouco utilizados nunca foi contestado. Ao menos dois destes gêneros incluem aranhas com caracteres derivados óbvios, Megalostrata, estabelecido por KARSCH (1880), cujos machos apresentam quelíceras excepcionalmente longas e Stethorrhagus, proposto por SIMON (1896), historicamente reconhecido pela presença de escavações esternais em ambos os sexos. Outros gêneros são de diferenciação obscura. SIMON (1896) erigiu Methesis, comparando-o com Castianeira KEYSERLING, mas REISKIND (1969), ao caracterizar Castianeirinae, considerou Methesis um provável Corinninae. SIMON (1898) propôs Lausus e Diestus para espécies anteriormente vinculadas a Corinna. MELLO-LEITÃO (1915) estabeleceu Tranquilinus e Paradiestus, ambos monotípicos, sinonimizados com Corinna por MELLO-LEITÃO (1925). Posteriormente, MELLO-LEITÃO (1947) transferiu Paradiestus para a sinonimia de Diestus.

Devido à indefinição das famílias estabelecidas pela fragmentação de Clubionidae, alguns Corinninae foram indevidamente incluídos em Liocranidae. BONALDO & BRESCOVIT (1994), na revisão de Stethorrhagus, transferiram Parachemmis, proposto por CHICKERING (1937), de Liocranidae para Corinninae. Ambos os gêneros compartilham com Tupirinna gen. nov. escavações esternais e uma apófise ventral apical na tíbia do palpo do macho. O gênero Attacobius MELLO-LEITÃO, para o qual foi estabelecida a tribo Attacobiini, em Liocraninae, Clubionidae, por ROEWER (1954), foi transferido para Corinninae por PLATNICK & BAPTISTA (1995). Ecitocobius, proposto por BONALDO & BRESCOVIT (1997), compartilha com Attacobius a ausência de sérrula nos enditos e a presença de um processo tegular putativamente exclusivo no palpo do macho. A espécie-tipo de Chemmis, gênero estabelecido por SIMON (1898) e listado em Liocraninae (Clubionidae ou Liocranidae), foi baseada na fêmea da espécie-tipo de Megalostrata, gênero cuja inclusão em Corinninae nunca foi contestada.

BONALDO (1996), ao redescrever a espécie-tipo de Corinna, propôs como sinapomorfia do gênero o bulbo do palpo do macho com condutor esclerotinizado, indicando que grande parte das espécies arrolada em Corinna apresenta condutor hialino, um caráter presente em diversos grupos de Araneomorphae e, portanto, putativamente plesiomórfico. Assim, evidencia-se a necessidade de exclusão de um grande número de espécies atualmente em Corinna, sendo imprescindível reconhecer a identidade de todos os nomes genéricos disponíveis em Corinninae.

Apresenta-se a caracterização da subfamília Corinninae, reconhecendo-se dezessete gêneros, que compartilham os caracteres propostos como diagnósticos para este grupo por BONALDO (1997). Dos seis nomes genéricos atualmente listados sob a sinonímia de Corinna, revalidam-se Creugas e Falconina, transferindo-se três para a sinonímia de Creugas, os objetivos Phanoptilus e Pranopis e o gênero Hypsinotus, mais antigo, porém homônimo júnior de um táxon de peixes. Mantém-se a sinonímia do monotípico Tranquilinus com Corinna, considerando-se a espécie-tipo, T. benefaciens, uma species inquirenda. Propõe-se a revalidação de Paradiestus e a sinonimização de Lausus e Diestus com Corinna e de Chemmis com Megalostrata. São propostos seis gêneros novos: Abapeba, Erendira, Septentrinna, SIMONestus, Tapixaua e Tupirinna.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O material listado pertence às seguintes instituições, com as respectivas siglas (nome dos curadores entre parênteses). AMNH, American Museum of Natural History, New York (N. I. PLATNICK); BMNH, The Natural History Museum, London (P. D. Hillyard); CAS, California Academy of Sciences, San Francisco (C. E. Griswold); CLP, Coleção Aracnológica da Reserva Natural de La Planada, La Planada (C. Valderrama); CPC, coleção particular de J. C. Cokendolpher, Lubbok; CPDC, Centro de Pesquisas do Cacau - CEPLAC, Itabuna (P. S. Terra); CPS, coleção particular de M. A. Gonzales-Sponga, Caracas; CRB, coleção particular de R. L. C. BAPTISTA, Rio de Janeiro (no MNRJ); CPU, coleção particular de D. Ubick, San Francisco; IBSP, Instituto Butantan, São Paulo (A. D. BRESCOVIT); INPA, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus (C. Magalhães); IRSN, Institut Royal des Sciences Naturelles de Belgique, Bruxelles (L. Baert); MACN, Museo Argentino de Ciencias Naturales "Bernardino Rivadavia", Buenos Aires (C. Scioscia); MCN, Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre (E. H. BUCKup); MCTP, Museu de Ciências e Tecnologia, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre (A. A. Lise); MCZ, Museum of Comparative Zoology, Cambridge (H. W. Levi); MHCI, Museu de História Natural "Capão da Imbúia", Curitiba (J. M. Leite); MHNB, Museum d'Histoire Naturelle Bale, Basel (A. Hänggi); MLP, Museo de La Plata, La Plata (C. S. de Licitra); MNHN, Muséum National d'Histoire Naturelle, Paris (C. Rollard); MNRJ, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro (A. B. Kury); MPEG, Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém (A. Y. Harada); MRAC, Musée Royal de L'Afrique Centrale, Tervuren (R. Jocqué); MUCV, Museo de Biologia, Universidad Central de Venezuela, Caracas (R. Candia); MUSM, Museo de Historia Natural, Universidad Nacional de San Marcos, Lima (D. Silva D.); MZSP, Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, São Paulo (E. Cancello); NHMW, Naturhistorisches Museum Wien, Wien (J. Grüber); SMF, Forschungsinstitut Senckenberg, Frankfurt (M. Grasshoff); SMNK, Staatlisches Museum für Naturkunde Karlsruhe, Karlsruhe (H. Höfer); UA, Universidade do Amazonas, Manaus (N. O. Aguiar); UEFS, Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana (I. Biondi); UFPB, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa (C. F. MARTINS); UNESP, Universidade Estadual Paulista, Campus de Botucatú, Botucatú (I. M. P. Rinaldi); ZMB, Zoologisches Museum, Berlin (J. Dunlop); ZMH, Zoologisches Museum, Hamburg (G. Rack).

Todas as medidas são expressas em milímetros (mm). A metodologia utilizada nas mensurações é a descrita em BONALDO (1994). A curvatura da fila ocular anterior é referida em vista frontal e a da posterior, em vista dorsal. A altura da carapaça representa o valor máximo no espécime mensurado. O comprimento dos artículos das pernas foi medido como indicado por Lise (1981, fig. 1). O número e disposição dos espinhos das pernas são expressos de acordo com a notação de PETRUNKEVITCH (1925). A espinulação é apresentada integralmente em cada descrição de espécie. O palpo do macho foi expandido por imersão em solução aquosa de hidróxido de potássio (KOH) a 10%, em temperatura ambiente, por um período de 12 a 24 horas. As vistas prolateral e retrolateral do palpo do macho expandido referem-se ao posicionamento do címbio, independentemente do grau de rotação atingido pelo bulbo em cada preparação. Para exame da vulva, o epígino foi destacado do abdômen e examinado imerso em óleo de cravo. O termo "espermatecas primárias" refere-se às estruturas onde se conectam os ductos de fertilização e o termo "espermatecas secundárias" às estruturas ligadas aos ductos copulatórios. As fotomicrografias foram obtidas em microscópios eletrônicos de varredura, no MCN (Jeol JSM-5200) e no "Laboratorium für Elektronenmikroskopie" da Universidade de Karlsruhe, Alemanha (Cambridge Stereoscan 73654).

 




 

Abreviaturas utilizadas nas descrições e ilustrações: AC, abertura de copulação; Ac, fúsulas das glândulas aciniformes; Amp, fúsulas da glândula ampular principal; amp, fúsulas da glândula ampular secundária; AER, área esclerotinizada distal do reservatório; ATR, apófise tibial retrolateral; ATV, apófise tibial ventral apical; BES, bolsa epiginal de Septentrinna; BVE, bolsa vulvar de Erendira; Ci, Címbio; Cil, fúsulas das glândulas cilíndricas; C, condutor; d, dorsal; DAC, divisão apical do êmbolo de Creugas; DF, ducto de fertilização; E, êmbolo; EP, espermatecas primárias; ES, espermatecas secundárias; F, fundus; FLA, fiandeira lateral anterior; FLP, fiandeira lateral posterior; FMP; fiandeira média posterior; HB, hematódoca basal; HM, hematódoca média; LD, lobo dorsal da apófise tibial retrolateral; LV, lobo ventral da apófise tibial retrolateral; OLA, olhos laterais anteriores; OLP, olhos laterais posteriores; OMA, olhos médios anteriores; OMP, olhos médios posteriores; p, prolateral; P, pecíolo; PCp, processo cimbial basal prolateral; PCr, processo cimbial basal retrolateral; PEC, processo embolar mediano de Creugas; PEF, processo embolar basal de Falconina; PET, processo embolar de Tupirinna; PMS, projeção mediana da ATR de Septentrinna; Pi, fúsulas das glândulas piriformes; PLP, processo laminar retrolateral de Parachemmis; PST, processo subtegular de Tapixaua; PTA, processo tegular de Attacobiini; PTC, processo tegular de Corinna; PTd, processo tegular dorso-retrolateral; PTF, processo tegular de Falconina; PTM, processo tegular de Megalostrata e Erendira; PTP, processo tegular de Paradiestus; PTS, processo tegular de Septentrinna; PTX, processo tegular de Xeropigo; PV, processo ventral da apófise tibial retrolateral; PVP, placa vulvar posterior; QOM, quadrângulo ocular médio; r, retrolateral; R, reservatório; ST, subtégulo; STd, porção distal do subtégulo de Tapixaua; STp, porção proximal do subtégulo de Tapixaua; T, tégulo; Ti, tíbia; v, ventral.

Corinnidae Karsch

Corinnidae KARSCH, 1880:374 (sic, subfamília), gênero-tipo Corinna C. L. Koch, 1842.
Drassoidae; KARSCH, 1880:374; KEYSERLING, 1891:27 (partim).
Clubionidae; SIMON, 1897a:20; F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899:61; PETRUNKEVITCH, 1923:176; 1928:55; ROEWER, 1942:139; 1954:476; BONNET, 1956:1164. BRIGNOLI, 1983:546 (partim).
Corinnidae; LEHTINEN, 1967:292; PLATNICK, 1989:446; 1993:617; 1997:724; BONALDO, 1997:166.
Myrmeciidae; WUNDERLICH, 1986:28; 1987:237 (pré-ocupado em Insecta).

Nota: O primeiro autor a estabelecer um nome do grupo-família para aranhas atualmente incluídas em Corinnidae, foi C. L. KOCH (1851), que propôs o grupo "Myrmecides" com base em Myrmecium Latreille, 1824, gênero atualmente arrolado em Castianeirinae, Corinnidae. Dada a identidade dos radicais dos nomes Myrmecia Fabricius, 1805, gênero-tipo de Myrmeciinae, Insecta, e Myrmecium, REISKIND (1983) propôs à Comissão Internacional de Nomenclatura a validação da grafia Mirmeciuminae, em substituição a Castianeirinae. Entretanto, como reiterado por PLATNICK (1989), existem nomes do grupo-família disponíveis e em uso (Corinnidae e Castianeirinae). O nome Corinninae, proposto por KARSCH (1880) como subfamília de Drassoidae (subfamília Corinnidae (sic)), teve uso consagrado no século XX como subfamília de Clubionidae.

Diagnose. Representantes de Corinnidae são reconhecidos pela seguinte combinação de caracteres: cefalotórax e pernas, em geral, fortemente esclerotinizados; oito olhos em duas filas (figs. 3, 5, 136, 229), exceto Ecitocobius, com dois (BONALDO & BRESCOVIT, 1997, fig. 7); duas unhas tarsais; pêlos subungueais simples, em tufos geralmente densos (figs. 27-29, 31, 32); base das tricobótrias com placa basal rebaixada e placa crescente com borda alongada, projetada sobre a placa basal em ângulo agudo (figs. 57-66; BONALDO & BRESCOVIT, 1994, fig. 4e; 1997, fig. 5; PLATNICK & BAPTISTA, 1995, fig. 2; BONALDO, 1996, fig. 5; 1997, figs. 2-6); espiráculo traqueal inconspícuo, contíguo às fiandeiras (figs. 74, 75); traquéias restritas ao abdômen; fiandeiras laterais anteriores cônicas, contíguas na base, sem dimorfismo sexual (figs. 77, 80, 83, 86), com artículo distal curto; fêmeas com três fúsulas das glândulas cilíndricas nas fiandeiras médias posteriores e duas nas laterais posteriores (Cil, figs. 78, 79, 84, 85, 87, 88), exceto em alguns traquelíneos, com mais de três fúsulas das glândulas cilíndricas nas fiandeiras médias posteriores; tégulo do palpo do macho sem apófise média (figs. 89-117), exceto em Ianduba (BONALDO, 1997, figs. 12-14, 23) e outros gêneros de Corinnidae incertae sedis.

 



 

 



 

 



 

 



 

 



 

 



 

 



 

 



 

 



 

 




 

 



 

 



 

 



 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 



 

 




 

 



 

 


 

 



 

 



 

 


 

 


 

 



 

 



 

 


 

Corinninae Karsch

Corinnidae KARSCH, 1880:374; gênero-tipo, Corinna C. L. Koch, 1842.
Corinninae; KEYSERLING, 1891:66; SIMON, 1897a:177; F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899:62; PETRUNKEVITCH, 1928:177; MELLO-LEITÃO, 1947:285; ROEWER, 1942:139; 1954:581; BONNET, 1956:1218; BRIGNOLI, 1983:555; BONALDO, 1997:166.
Corinneae; SIMON, 1897a:190; 1903:1039.

Diagnose. Representantes de Corinninae são reconhecidos pela seguinte combinação de caracteres: quelíceras geniculadas (figs. 144, 173, 252, 312, 318), exceto em Methesis e em machos de Megalostrata (figs. 295, 303); tíbias e metatarsos com espinhos ventrais dispostos em pares (fig. 297). Palpo do macho sem apófise média, com condutor hialino ou esclerotinizado, exceto em Megalostrata, sem condutor, e reservatório de percurso helicoidal, com uma área esclerotinizada distal (AER, figs. 90, 92, 99, 112), próxima à base do êmbolo. Epígino com uma ou duas aberturas de copulação (AC, figs. 121, 316); vulva com espermatecas secundárias, visíveis por transparência, geralmente grandes (ES, fig. 126), exceto em Methesis, Erendira e Tupirinna, sem espermatecas secundárias.

 


 

 

 

 

 

 



 

 


 

 


 

 

 

 


 

 


 

 

 

 


 

Caracterização. Aranhas araneomorfas, enteléginas, ecribeladas, de porte variável, comprimento total (machos e fêmeas) 2,65-22,1. Carapaça suboval, com estreitamento cefálico acentuado (figs. 5, 8, 136, 172) ou subquadrangular (Corinna e Simonestus), com estreitamento cefálico pouco evidente (fig. 143, 251); região cefálica com laterais geralmente arredondadas (figs. 162, 192, 215); em Corinna, laterais infladas e projetadas (figs. 3, 136, 137, 143); geralmente mais alta que a torácica, exceto em Tapixaua e Methesis, pouco mais baixa que a torácica (fig. 295); rebaixamento posterior abrupto (figs. 1, 144) ou gradual (figs. 173, 252); sulco torácico longitudinal; clípeo de altura variável (figs. 137, 288, 296), com rebordo pronunciado; sulco clipeal presente em Parachemmis (fig. 330), Tupirinna e em alguns Stethorrhagus. Oito olhos heterogêneos em duas filas de quatro, a anterior de comprimento menor que o da posterior (figs. 3, 5, 7, 172, 192); fila anterior procurva (figs. 288, 296) ou reta; fila posterior procurva (figs. 8, 162), reta ou recurva (figs. 3, 136); QOM subquadrado (fig. 4); olhos médios anteriores geralmente maiores que os demais; tubérculo interocular, mediano, anterior, geralmente presente (fig. 8); olhos laterais, em geral, dispostos em cômoro (fig. 2). Chilum inteiro ou bipartido, raramente semibipartido (na fêmea de Stethorrhagus archangelus Bonaldo & Brescovit) ou bituberculado (em algumas espécies de Corinna do grupo kochi, fig. 9). Quelíceras, em geral, geniculadas, usualmente mais acentuadamente em fêmeas; com dimorfismo sexual acentuado em Megalostrata, Erendira e em algumas espécies de Tupirinna, nos machos muito maiores que nas fêmeas (figs. 303, 318); face retrolateral com (figs. 15, 18) ou sem (figs. 10, 16) estrias transversais subdistais; em Paradiestus, com sulco longitudinal conspícuo; região proximal com pêlos serrilhados, inseridos em tubérculos (fig. 17; BONALDO & BRESCOVIT, 1994, figs. 2a, c, d) ou raramente seriados, com inserções sulcadas (algumas espécies de Corinna do grupo kochi, figs. 10-12); côndilo basal geralmente conspícuo, subtriangular (figs. 144, 163, 252), em machos de Megalostrata, subquadrangular (fig. 303); reduzido em Attacobius, ausente em Ecitocobius (BONALDO & BRESCOVIT, 1997, fig. 8); promargem do sulco ungueal com 3 dentes, o mediano maior; exceto em Attacobius, Tapixaua e Tupirinna rosae sp. nov., com 2 dentes; retromargem com 2 a 6 dentes (figs. 13-16, 18-20); garra geralmente longa (em machos de Megalostrata, excepcionalmente longa, fig. 303), raramente (SIMONestus) curta (fig. 16). Enditos mais longos que largos, levemente convergentes, promargem com escavação longitudinal e escópula apical, retromargem levemente côncava ou reta (fig. 21); sérrula composta por única fila de dentículos (figs. 23, 24), ausente em Attacobius e Ecitocobius. Lábio livre, com entalhes subproximais nas margens laterais e sulcos oblíquos subproximais na face ventral (fig. 22; BONALDO & BRESCOVIT, 1994, fig. 1d; BONALDO, 1996, fig. 15); margem apical reta ou levemente côncava; mais longo que largo ou tão longo quanto largo; raramente (Attacobius, Ecitocobius, Falconina e Septentrinna) mais largo que longo. Esterno mais longo que largo ou quase tão largo quanto longo, escutiforme, com bordas esclerotinizadas; triângulos pré e intercoxais presentes; em Stethorrhagus, Parachemmis e Tupirinna, com um par de escavações laterais anteriores (figs. 25, 26; BONALDO & BRESCOVIT, 1994, figs. 1b,c; 15a; 18c) rasas ou profundas.

 



 

 

 

Pernas prógradas, robustas ou delgadas; comprimento relativo geralmente 4123 ou 1423; variável em Corinna, Septentrinna, SIMONestus e Tupirinna. Em geral, trocanteres I e II não-recortados, III e IV com entalhe raso. Tegumento geralmente piloso; pouco piloso em Corinna e Simonestus; usualmente com pêlos plumosos ("feathery hairs"), pouco modificados (figs. 39, 41) na maioria dos gêneros; com poucas ramificações em Paradiestus, Falconina e Septentrinna (figs. 40, 42, 43); com haste e ramificações achatadas e alargadas em algumas espécies de Creugas (fig. 44; LEHTINEN, 1996a, fig. 20); com haste achatada e poucas ramificações proximais em algumas espécies de Parachemmis (figs. 55, 56; BONALDO & BRESCOVIT, 1994, figs. 3b,c); em Ecitocobius, com extensões imbricadas ("stiff feathery setae", BONALDO & BRESCOVIT, 1997, figs. 2, 4); em Abapeba, pernas e abdômen densamente cobertos por pêlos clavados, fortemente sulcados longitudinalmente e geralmente serrilhados (figs. 45-50); em Tapixaua, fêmures, patelas e tíbias I com longos pêlos pseudo-escopulares, espatulados, de superfície papilada, dispostos em filas dorso e ventro-laterais (figs. 51-53, 288). Em geral, escópulas densas (figs. 33-35) ou esparsas (fig. 36) nos tarsos e metatarsos I e II e nos tarsos III e IV, ausentes nos metatarsos III e IV; em Xeropigo, Abapeba, Falconina, Septentrinna, Erendira, Creugas e Tupirinna, escópulas do tarsos III e IV substituídas por cerdas espiniformes (fig. 38); em Tapixaua e Methesis, escópulas ausentes em todos os metatarsos e, nos tarsos, substituídas por cerdas espiniformes; metatarsos III e IV com aglomerado de cerdas longas ventro-distais (fig. 37); tarsos com duas unhas pectinadas, dentículos variáveis em número e forma (figs. 27-32); em Parachemmis, unhas com dentes grandes (fig. 32); em algumas espécies de Falconina, Septentrinna, Creugas e Abapeba, com poucos dentes curtos (fig. 29; PETRUNKEVITCH, 1930, fig. 80); onychium conspícuo, globular (figs. 29, 31); tarso do palpo da fêmea clavado, com unha pouco pectinada ou lisa. Tricobótrias presentes nas tíbias, metatarsos e tarsos; em geral, dispostas dorsalmente em uma fila no metatarso e duas filas no tarso; em SIMONestus validus (Simon), tarso IV com um aglomerado subapical de tricobótrias (fig. 65); base tricobotrial com placa basal rebaixada e placa crescente com poucos sulcos e borda alongada, projetada sobre a placa basal em ângulo agudo (figs. 57-66); borda da placa crescente elíptica, circundando completamente a placa basal em Corinna ducke sp. nov., C. recurva sp. nov., Septentrinna yucatan sp. nov. e Simonestus validus (figs. 58, 59, 64, 66), Attacobius attarum (Roewer) (PLATNICK & BAPTISTA, 1995, fig. 2) e Ecitocobius comissator Bonaldo & Brescovit (BONALDO & BRESCOVIT, 1997, fig. 5). Órgão tarsal (figs. 67-72) capsulado, com abertura circular ou subcircular; geralmente subapical (BONALDO & BRESCOVIT, 1994, fig. 4c); posicionado no ápice do tarso em Abapeba (fig. 70). Tegumento dos tarsos, na região das tricobótrias e do órgão tarsal, geralmente liso ou com poucos sulcos (figs. 57-64; 66-71); sulcado em Attacobius (PLATNICK & BAPTISTA, 1995, figs. 1, 2) e Ecitocobius (BONALDO & BRESCOVIT, 1997, figs. 5, 6); fortemente sulcado em Stethorrhagus (BONALDO & BRESCOVIT, 1994, figs. 4d-f); anastomosado em Tapixaua callida sp. nov. (fig. 72).

Abdômen suboval; um par de pulmões, com espiráculos amplos, de bordas esclerotinizadas (fig. 73); scutum dorsal, quando presente, mais desenvolvido nos machos; scutum ventral apenas nos machos de algumas espécies de Corinna; sistema traqueal simples, traquéias restritas ao abdômen; espiráculo traqueal contíguo às fiandeiras (figs. 74, 75); tubérculo traqueal presente em Megalostrata, Erendira, Methesis, Parachemmis, Tupirinna (figs. 75, 76), Stethorrhagus (BONALDO & BRESCOVIT, 1994, fig. 6e) e em algumas espécies de Corinna; cólulo geralmente conspícuo, proeminente, com cerdas simples, variáveis em número (figs. 74, 76). Seis fiandeiras; laterais anteriores (FLA) sem dimorfismo sexual; médias posteriores (FMP) e laterais posteriores (FLP) sexualmente dimórficas, fêmeas com fúsulas das glândulas cilíndricas (Cil, figs. 78, 79, 84, 85, 87, 88); FLA cônicas, contíguas na base, divergentes ou paralelas, biarticuladas, artículo distal truncado, com duas fúsulas da glândula ampular principal (Amp) na margem mesial e múltiplas fúsulas das glândulas piriformes (Pi, figs. 77, 80, 83, 86); FMP tubulares, contíguas, paralelas, uniarticuladas, com duas a quatro fúsulas da glândula ampular secundária (amp), poucas fúsulas das glândulas aciniformes (Ac) e, nas fêmeas, três fúsulas das glândulas cilíndricas (Cil, figs. 78, 84, 87); FLP tubulares, separadas, paralelas, biarticuladas, artículo distal truncado, com múltiplas fúsulas das glândulas aciniformes e, nas fêmeas, duas fúsulas das glândulas cilíndricas (Cil, figs. 79, 85, 88). Tubérculo anal pouco proeminente, com abertura elipsóide de bordas esclerotinizadas.

Palpo do macho. Fêmur com leve curvatura prolateral; espinulação d0-0-1 (ou d0-1-1), p0-0-1, r0; em algumas espécies de Stethorrhagus, com um agrupamento distal retrolateral de espinhos modificados (BONALDO & BRESCOVIT, 1994, figs. 5a,b; 15c). Patela sem apófises, aproximadamente tão longa quanto larga; em alguns Stethorrhagus, com um agrupamento de espinhos modificados na face retrolateral (BONALDO & BRESCOVIT, 1994, figs. 5a; 16b). Tíbia de comprimento menor que o comprimento do címbio; apófise tibial retrolateral (ATR) presente; simples ou dividida em lobos ventral (LV) e dorsal (LD), os quais podem apresentar subdivisões; ATR simples em Corinna (figs. 120, 128, 140, 146), Abapeba (figs. 189, 198, 208), SIMONestus (figs. 254, 258), Megalostrata (figs. 305, 311), Parachemmis (figs. 332, 336), Tupirinna (figs. 340, 345), Paradiestus giganteus (Karsch) (fig. 179) e Erendira atrox (fig. 321); dividida em LV e LD em Xeropigo (figs. 165, 169), Falconina (figs. 212, 217), Septentrinna (figs. 231, 243), Creugas (figs. 268, 281), Tapixaua (fig. 291), Methesis (fig. 299), Stethorrhagus (BONALDO & BRESCOVIT, 1994, figs. 13b, 16b), Ecitocobius e Attacobius (BONALDO & BRESCOVIT, 1997, figs. 11, 13), Paradiestus aurantiacus Mello-Leitão (fig. 175) e Erendira pallidoguttata (Simon) (fig. 315). Processo ventral da ATR (PV), geralmente em forma de gancho, reconhecível em Ecitocobius e Attacobius (BONALDO & BRESCOVIT, 1997, figs. 10, 12), Xeropigo (figs.158, 164), Abapeba (figs. 183, 185), Falconina (figs. 212, 223), Tapixaua (figs. 286, 287), Methesis (fig. 298) e em algumas espécies de Corinna (figs. 127, 145), Stethorrhagus (BONALDO & BRESCOVIT, 1994, figs. 20b, 22b) e Tupirinna (fig. 339); em Septentrinna, conspícuo no grupo yucatan (figs. 238, 243), ausente no grupo bicalcarata (figs. 231, 235); em ambos os grupos, com uma projeção mediana entre os lobos ventral e dorsal (PMS, figs. 231, 243, 248); em Paradiestus, PV reconhecível em P. aurantiacus (fig. 175); em Creugas, conspícuo no grupo gulosus (figs. 261, 271) e de difícil reconhecimento no grupo bellator (figs. 276, 281); em Corinna, Abapeba e Ecitocobius, de inserção basal; nos demais gêneros, apical ou subapical; ausente em Parachemmis, SIMONestus, Megalostrata e Erendira. Tíbia com apófise apical ventral (ATV), em Stethorrhagus (fig. 115; BONALDO & BRESCOVIT, 1994, figs. 9b, 12b), Parachemmis (figs. 324, 335) e Tupirinna (figs. 327, 344), articulada em Parachemmis e Tupirinna, semi-articulada, com a face retrolateral fusionada à tíbia, em Stethorrhagus. Címbio (Ci) em geral ovalado, com escópula dorsal apical; processo cimbial basal retrolateral (PCr) geralmente presente (fig. 91), muito desenvolvido em Falconina e Septentrinna (figs. 223, 238); ausente em Paradiestus, Tapixaua, Erendira, Stethorrhagus, Parachemmis, Tupirinna e nos grupos rubripes e capito de Corinna; Processo cimbial basal prolateral (PCp) geralmente presente; especialmente desenvolvido em Paradiestus (fig. 174) e nos grupos lacertosa e abalosi de Abapeba (figs. 188, 197). Alvéolo amplo, visível no palpo não-expandido das espécies de Corinna do grupo kochi (figs. 127, 132). Hematódoca basal (HB, figs. 89-117) muito desenvolvida, opaca, conectada diretamente à porção retrolateral do tégulo. Pecíolo (P, figs. 96, 99, 106, 114) geralmente grande, esclerotinizado, subquadrangular ou subtriangular; pouco desenvolvido em Megalostrata (fig. 110). Subtégulo (ST, figs. 89-117) semicircular, muito esclerotinizado, sem traços de anelli, com um prolongamento mediano que confere forma de "T" à estrutura; inteiro, exceto em Tapixaua, composto por duas peças independentes (STd e STp, figs. 102, 103); hematódoca média (HM, figs. 89, 92, 96, 99, 105) muito reduzida, indistinta retrolateralmente, conectando prolateralmente subtégulo e tégulo. Fundus (F, figs. 89, 92, 93, 111, 114), pouco desenvolvido, interiorizado em um processo dorso-retrolateral do tégulo (PTd), exceto em Creugas (fig. 107, 109), Erendira (fig. 113) e algumas espécies de Stethorrhagus (fig. 115) e Tupirinna (fig. 118), amplo, interiorizado no subtégulo. Tégulo (T, figs. 89-117) amplo, geralmente deprimido dorso-ventralmente; em espécies do grupo kochi de Corinna (figs. 90, 133), globular, restrito à metade proximal do alvéolo; processo tegular dorso-retrolateral, visível apenas no palpo expandido, geralmente desenvolvido (PTd, figs. 89, 92, 97, 105); em alguns grupos com ápice em gancho (figs. 97, 100, 104); reduzido em espécies que apresentam reservatório pouco espiralado (figs. 102, 108, 113). Reservatório (R, figs. 89-117) geralmente longo, disposto helicoidalmente na porção proximal do tégulo; porção distal com área esclerotinizada (AER), formando um nódulo junto à inserção do êmbolo (figs. 89-93, 99, 101, 115); em Creugas (figs. 267, 280) e Tapixaua (fig. 290), reservatório de comprimento reduzido, descrevendo apenas uma volta em "S"; em Erendira (figs. 314, 320), pouco espiralado, com percurso ventral descrevendo um "S" transversal, com a porção terminal passando adjacente à segunda dobra.

 


 

Modificações tegulares: processo tegular de Corinna (PTC) subapical, geralmente de inserção prolateral; no grupo rubripes, curto, amplamente ligado ao tégulo (figs. 89, 120); nos grupos kochi e aenea, amplo, laminar e virguliforme (figs. 90, 91, 154, 155); no grupo capito, robusto, digitiforme (figs. 92, 145). Processo tegular de Xeropigo (PTX, figs. 93, 94, 159, 164), subapical, de base pouco esclerotinizada, intimamente associado ao êmbolo e ao condutor. Processo tegular de Paradiestus (PTP, figs. 95, 174, 182), apical, fusionado à base do êmbolo. Processo tegular de Falconina (PTF, figs. 101, 211), laminar, mediano. Processo tegular de Septentrinna (PTS, figs. 104, 105, 239, 240) tubular, prolateral, subapical, de ápice bífido. Processo tegular de Megalostrata e Erendira (PTM), prolateral, de ápice romboidal em Megalostrata (figs. 110, 304) e agudo em Erendira (figs. 112, 314). Processo tegular de Attacobiini (PTA, BONALDO & BRESCOVIT, 1997, figs. 10, 12), presente em Attacobius e Ecitocobius, longo, retrolateral, inserido medianamente no tégulo e de base e ápice livres.

Condutor (C, figs. 89-117), geralmente hialino, não-modificado; em Corinna, esclerotinizado, com margem prolateral dobrada ventralmente, formando uma calha onde se encaixa o êmbolo (figs. 89-92, 153-155); em Xeropigo, esclerotinizado, com ambas as margens, prolateral e retrolateral, projetadas, formando uma calha mediana onde se encaixa o êmbolo (figs. 93, 94, 159); em Paradiestus (figs. 95, 182), Abapeba abalosi (Mello-Leitão) (fig. 197) e Methesis (figs. 298), membranáceo; em Megalostrata, ausente. Êmbolo (E), em geral, de inserção prolateral; em alguns Stethorrhagus (BONALDO & BRESCOVIT, 1994, figs. 14a, 22a), Paradiestus (fig. 174) e Erendira (fig. 314), inserção mediana ou sub-retrolateral. Êmbolo filiforme em Corinna (figs. 89-92, 153, 155), Xeropigo (figs. 93, 94), Paradiestus (figs. 174, 182) e Parachemmis (figs. 325, 326, 331); espiniforme em Falconina (fig. 216), Megalostrata (figs. 111, 310), Tupirinna (figs. 328, 344), Attacobius e Ecitocobius (BONALDO & BRESCOVIT, 1997, figs. 10, 12); lamelar em Septentrinna (figs. 104, 105, 239); em Abapeba, espiniforme nos grupos lacertosa e grassima (figs. 97, 100), lameliforme, com um processo prolateral mediano, no grupo abalosi (fig. 99, 197, 199); em Stethorrhagus, de forma variável, de ápice bífido (fig. 115; BONALDO & BRESCOVIT, 1994, figs. 5c, 12b, 19a); em Falconina, inserido em um processo basal com prolongamento retrolateral (PEF, figs. 101, 212, 217); em Tupirinna, com um processo basal alongado curvo (PET, figs. 328, 339, 343); em Creugas, com dois tipos de modificações: divisão apical (DAC, fig. 106) e processo mediano (PEC, fig. 108); em C. gulosus, com ambas as modificações (figs. 262, 267); em C. cinnamius, com DAC, sem PEC (fig. 271); no grupo bellator (figs. 275, 280), sem DAC, com PEC desenvolvido.

Epígino esclerotinizado, projetado ou não sobre o sulco epigástrico. Uma abertura de copulação (AC) em Corinna (figs. 121, 129, 138, 147, 157), Abapeba (figs. 190, 201, 209), Falconina (figs. 213, 221), Septentrinna (figs. 232, 244), Simonestus (figs. 255, 259), Tapixaua (fig. 292), Methesis (fig. 300), Tupirinna (figs. 329, 347), no grupo bellator de Creugas (figs. 277, 282) e na maioria das espécies de Stethorrhagus (BONALDO & BRESCOVIT, 1994, figs. 10f, 12d, 23a). Duas aberturas de copulação em Xeropigo (figs. 160, 161, 170), Paradiestus (figs. 176, 180), Megalostrata (fig. 308), Erendira (figs. 316, 322), Parachemmis (figs. 333, 337), no grupo gulosus de Creugas (figs. 265, 269) e em Attacobius (PLATNICK & BAPTISTA, 1995, figs. 9, 12, 18; BONALDO & BRESCOVIT, 1997, fig. 15). Em Septentrinna, bolsa epiginal (BES, figs. 232, 244), aberta posteriormente em relação à abertura de copulação. Vulva geralmente com uma placa esclerotinizada posterior (PVP, figs. 122, 181, 191, 283, 342), constituída pela continuação da parede posterior do epígino; em Corinna, bem desenvolvida apenas no grupo rubripes, com dobras fenestradas, circundando parcialmente as espermatecas primárias e ductos de fertilização (figs. 122, 126); em Paradiestus, com um par de depressões laterais (figs. 177, 181); em Falconina, com extensões fusionadas às espermatecas primárias (figs. 214, 222); em Erendira, modificada, com um par de bolsas acessórias, de fundo cego, abertas na parede lateral posterior (BVE, figs. 317, 323); em Tupirinna, PVP de desenvolvimento variável e ducto copulatório amplo. Espermatecas secundárias (ES, figs. 126, 181) porosas, constituídas por modificação do ducto copulatório, geralmente mais desenvolvidas do que as primárias; em Falconina (figs. 214, 222), Septentrinna (figs. 237, 250), grupo gulosus de Creugas (figs. 270, 274), Parachemmis (figs. 334, 338) e Stethorrhagus (BONALDO & BRESCOVIT, 1994, figs. 16e, 19d), espermatecas secundárias reduzidas, menores que as primárias; em Tapixaua (figs. 293), espermatecas secundárias fusionadas às primárias; em Methesis (fig. 301), Erendira (figs. 317, 323) e Tupirinna (figs. 343, 347), espermatecas secundárias ausentes. Espermatecas primárias (EP) globulares (figs. 122, 126, 181, 210, 260, 338) reconhecidas pela inserção do ducto de fertilização. Ductos de fertilização (DF, 126, 181, 196) em geral curtos, de ápice agudo; no grupo yucatan de Septentrinna, ductos de fertilização longos, de ápice truncado (figs. 245, 250).

Composição. Dezessete gêneros. Corinna C. L. Koch, Xeropigo O. PICKARD-CAMBRIDGE, Paradiestus MELLO-LEITÃO, Falconina BRIGNOLI, Creugas Thorell, Methesis SIMON, Megalostrata KARSCH, Stethorrhagus SIMON, Parachemmis Chickering, Attacobius ROEWER, Ecitocobius BONALDO & BRESCOVIT; gêneros novos: Abapeba, Septentrinna, SIMONestus, Tapixaua, Erendira, Tupirinna.

Comentários. Schiapellia, proposto em Clubionidae, Corinninae, por MELLO-LEITÃO (1938), é um Anyphaenidae (M. Ramírez, com. pessoal). Pseudoceto Mello-Leitão, considerado por PLATNICK & EWIN (1995:2) como um possível Corinninae, é um Miturginae, Miturgidae (A. D. BRESCOVIT, com. pessoal). O gênero Medmassa Simon, com diversas espécies descritas para a África, Ásia e Oceania (espécie-tipo da Malásia), é um provável integrante de Castianeirinae; das cinco espécies neotropicais descritas por SIMON (1898) e CAPORIACCO (1947, 1954, 1955), Medmassa andina Simon e M. venezuelica Caporiacco são transferidas para Corinna e as outras três espécies, M. glabra Caporiacco, M. septentrionalis Caporiacco e M. brunneolanceata Caporiacco, são aqui consideradas species inquirendae.

Chave para gêneros de Corinninae

1. Sérrula dos enditos ausente, palpo do macho com processo tegular (PTA) de ápice e base livres, inserido medianamente no tégulo (BONALDO & BRESCOVIT, 1997, figs. 10, 12) ................................................................................ 2
Sérrula dos enditos presente (figs. 23, 24), palpo do macho sem PTA (figs. 145, 162, 216, 253, 339) ............................................................................... 3
2(1). Dois olhos, os posteriores e laterais anteriores ausentes; OMA não-demarcados internamente; metatarsos com espinho ventro-apical mediano curvo (BONALDO & BRESCOVIT, 1997, figs. 1, 7) ........ Ecitocobius Bonaldo & Brescovit.
Oito olhos, OMA com demarcação interna (BONALDO & BRESCOVIT, 1997, fig. 14); metatarsos sem espinho ventro-apical mediano curvo; tarsos comprimidos lateralmente ............................................................... Attacobius Roewer.
3(1). Carapaça subquadrada, com estreitamento cefálico pouco acentuado (figs. 3, 136, 143, 251) ....................................................................................... 4
Carapaça suboval, com estreitamento cefálico acentuado (figs. 5, 162, 172, 192, 215, 229) .............................................................................................. 5
4(3). Bordas laterais da região cefálica sub-retas (fig. 251); garra das quelíceras muito curta (fig. 16); espinhos ventrais das tíbias e metatarsos I e II curtos; palpo do macho com condutor hialino (figs. 253, 257) ............... Simonestus gen. nov.
Bordas laterais da região cefálica sinuosas (figs.136, 137, 143); garra das quelíceras longas (figs. 10, 13); tíbias e metatarsos I e II com espinhos longos; palpo do macho com condutor esclerotinizado, com uma calha prolateral onde se encaixa o êmbolo (figs. 153-155) ....................................... Corinna C. L. Koch.
5(3). Abdômen com tubérculo traqueal (figs. 75, 76) ..................................... 6
Abdômen sem tubérculo traqueal (fig. 74) .................................................. 11
6(5). Esterno com um par de escavações laterais anteriores (figs. 25, 26); tíbia do palpo do macho com uma apófise ventral apical (ATV, figs. 115, 116, 118, 331, 339) ................................................................................................... 7
Esterno sem escavações laterais anteriores; tíbia do palpo do macho sem ATV (figs. 119, 188, 267, 298, 314) ............................................................... 9
7(6). Carapaça com três listras longitudinais de coloração contrastante, uma mediana sobre a linha do sulco torácico e duas laterais ........ Tupirinna gen. nov.
Carapaça com duas listras longitudinais laterais ou sem listras ........................ 8
8(7). Êmbolo relativamente curto, de ápice bífido (fig. 115); epígino, em geral, com uma abertura de copulação; quando duas, em cavidade mediana comum; ductos copulatórios curtos e retos; placa vulvar posterior presente (BONALDO & BRESCOVIT, 1994, figs. 9d,e, 11c,d) .............................. Stethorrhagus Simon.
Êmbolo muito longo, de ápice simples (figs. 325, 326, 331, 336); epígino com duas aberturas de copulação e ductos copulatórios longos e convolutos; placa vulvar posterior ausente (figs. 333, 334, 337, 338) ................. Parachemmis Chickering.
9(6). Clípeo alto, com cerca de dois diâmetros e meio dos OMA (fig. 296); palpo do macho sem processos tegulares; condutor direcionado à base do címbio (figs. 298, 299); epígino com uma abertura de copulação (fig. 300) ............ Methesis Simon.
Clípeo baixo, com cerca do diâmetro dos OMA; palpo do macho com um processo tegular prolateral (PTM) e condutor, quando presente, direcionado apicalmente (figs. 111, 113, 304, 314); epígino com duas aberturas de copulação (figs. 308, 316, 322) .......................................................................................... 10
10(9). Chilum dividido; quelíceras do macho muito longas, maiores que o comprimento da carapaça (figs. 302, 303); palpo do macho com reservatório espiralado, sem condutor (figs. 304, 310); aberturas de copulação medianas (fig. 308), vulva com espermatecas secundárias, sem bolsas epiginais laterais (fig. 309) ............................................................................. Megalostrata Karsch.
Chilum inteiro; quelíceras do macho pouco maiores que a metade do comprimento da carapaça (figs. 312, 318); palpo do macho com reservatório em "S" transversal, formando uma alça conspícua; condutor presente (figs. 314, 320); aberturas de copulação anteriores (figs. 316, 322); vulva sem espermatecas secundárias, com bolsas epiginais laterais (figs. 317, 323) ............................... Erendira gen. nov.
11(5). Cefalotórax, pernas e abdômen cobertos por pêlos modificados, em forma de clava (figs. 45-50, 192) .................................................... Abapeba gen. nov.
Cefalotórax, pernas e abdômen sem tais pêlos ........................................... 12
12(11). Clípeo muito alto, com cerca de três diâmetros dos OMA; todos os tarsos sem escópulas; perna I com longos pêlos espatulados no ápice dos fêmures e nas patelas e tíbias (figs. 51-53, 288) .................................... Tapixaua gen. nov.
Clípeo com no máximo dois diâmetros dos OMA; escópulas presentes ao menos nos tarsos I e II (figs. 28, 36); perna I sem pêlos espatulados ........................... 13
13(12). Quelíceras com um sulco longitudinal na face retrolateral .................... .......................................................................... Paradiestus Mello-Leitão.
Quelíceras sem sulco longitudinal na face retrolateral .................................. 14
14(13). Palpo do macho com processo tegular subapical, de base pouco esclerotinizada (PTX); condutor esclerotinizado, com uma calha mediana onde se encaixa o êmbolo filiforme (figs. 93, 94, 159, 164); epígino com projeção mediana na borda posterior e duas aberturas de copulação medianas, próximas entre si (figs. 166, 170) .................................................... Xeropigo O. Pickard-Cambridge.
Palpo do macho sem PTX, condutor hialino, êmbolo não-filiforme (figs. 216, 230, 242, 267, 280), epígino sem projeção mediana, com uma abertura de copulação ou, quando com duas, afastadas entre si ....................................................... 15
15(14). Palpo do macho com reservatório não-espiralado, em "S" proximal; êmbolo com uma divisão apical (DAC) e/ou um processo mediano (PEC) (figs. 262-264, 267, 280); epígino com duas pequenas aberturas de copulação posteriores ou uma ampla abertura de copulação anterior, com borda posterior demarcada (figs. 265, 269, 273, 277, 282) ................................................................... Creugas Thorell.
Palpo do macho com reservatório espiralado, êmbolo espiniforme ou lameliforme, sem estruturas medianas ou apicais (figs. 211, 216, 230, 242); epígino com uma abertura de copulação pequena ou, quando ampla, com borda anterior demarcada (figs. 221, 232, 244, 249) ...................................................................... 16
16(15). Palpo do macho com processo tegular laminar mediano (PTF), êmbolo espiniforme com processo basal (PEF) (figs. 101, 211, 212, 216, 228); epígino com abertura de copulação encoberta por uma dobra da placa epiginal; bolsa epiginal ausente; placa vulvar posterior com extensões fusionadas às espermatecas primárias (figs. 213, 214, 221, 222) ................................. Falconina Brignoli.
Palpo do macho com um processo tegular tubular subapical de ápice bífido (PTS), êmbolo sem PEF (figs. 230, 234, 239, 242); epígino com abertura de copulação conspícua, bolsa epiginal (BES) presente; placa vulvar posterior sem extensões (figs. 232, 233, 244, 245) .......................................... Septentrinna gen. nov.

Corinna C. L. Koch

Corinna C. L. KOCH, 1842:17. Espécie-tipo por designação original, Corinna rubripes C. L. Koch, 1842; PETRUNKEVITCH, 1911:446; 1928:177; ROEWER, 1954:593; BONNET, 1956:1207; BRIGNOLI, 1983:556; PLATNICK, 1993:619; 1997:728. Nome feminino.
Diestus SIMON, 1898:199. Espécie-tipo por designação original, Diestus kochi Simon, 1898; PETRUNKEVITCH, 1911:480; 1928:177; ROEWER, 1954:601; BONNET, 1956:1464; BRIGNOLI, 1983:556; PLATNICK, 1993:617; 1997:729. Nome masculino. Syn. nov.
Lausus SIMON, 1898:199. Espécie-tipo por designação original, Corinna aenea Simon, 1896; PETRUNKEVITCH, 1911:487; 1928:177; ROEWER, 1954:602; BONNET, 1956:2385; BRIGNOLI, 1983:557; PLATNICK, 1993:617; 1997:724. Nome masculino. Syn. nov.
Tranquilinus MELLO-LEITÃO, 1915:140. Espécie-tipo por designação original e monotipia, Tranquilinus benefaciens Mello-Leitão, 1915; sinonimizado com Corinna por MELLO-LEITÃO, 1925:445. Nome masculino.

Nota. O material-tipo de Tranquilinus benefaciens Mello-Leitão não foi encontrado no MNRJ. Esta espécie é aqui considerada species inquirenda, face a precariedade da descrição original.

Diagnose. Carapaça sub-retangular, região cefálica bem diferenciada, com bordas laterais sinuosas, infladas e projetadas (figs. 1, 3, 136, 137, 143; BONALDO, 1996, figs. 1, 2, 13, 14). Palpo do macho com ATR única, com ou sem PV; processo tegular (PTC) triangular, virguliforme ou digitiforme; condutor esclerotinizado, com margem prolateral dobrada ventralmente, formando uma calha onde se aloja o êmbolo; êmbolo longo, filiforme ou achatado (figs. 89-92, 119, 127, 139, 145, 153-155; BONALDO, 1996, figs. 7, 8, 16, 17). Epígino com uma abertura de copulação, geralmente anterior ao ducto copulatório (figs. 121, 129, 138, 147, 157).

Descrição. Comprimento total (machos e fêmeas) 2,65-17,6. Carapaça suboval, pouco mais longa que larga nos grupos rubripes e capito, mais alongada nos grupos kochi e aenea; praticamente glabra, com poucas cerdas eretas restritas à região cefálica; geralmente com granulações finas (fig. 143; BONALDO, 1996, figs. 1, 2), exceto em algumas espécies dos grupos kochi e aenea, com granulações grossas (figs. 1, 3, 136); maior largura sobre as coxas II, maior altura sobre a inserção do palpo. Região cefálica bem delimitada, estreitamento pouco acentuado, com laterais sinuosas, arredondadas e projetadas (figs. 136, 143; BONALDO, 1996, figs. 13, 14); margem anterior truncada, tubérculo interocular conspícuo, especialmente nos grupos kochi e aenea; região torácica geralmente com rebaixamento abrupto (fig. 1); sulco torácico curto, menor que o comprimento do QOM, geralmente profundo, exceto em espécies do grupo kochi e aenea; invaginação mediana da margem posterior geralmente presente. Clípeo baixo, com altura máxima de um diâmetro e meio dos OMA (fig. 137). Fila de olhos anteriores procurva; fila de olhos posteriores procurva nos grupos rubripes e capito, sub-reta ou procurva no grupo kochi, sub-reta ou recurva no grupo aenea. QOM subquadrado (fig. 4), largura anterior pouco maior que a posterior, geralmente pouco mais longo que largo, exceto no grupo capito, tão longo quanto largo; cômoro ocular lateral conspícuo (fig. 2), ausente no grupo aenea. Olhos médios circulares, laterais subovais; OMA maiores que os demais, exceto no grupo aenea, com olhos subiguais em tamanho (fig. 136). Interdistâncias: OMA-OMA separados por aproximadamente um diâmetro; OMA-OLA por um a dois diâmetros dos OMA; OMP-OMP por um e meio a dois diâmetros; OMP-OLP por três a cinco diâmetros dos OMP; OLA-OLP subcontíguos, exceto no grupo aenea, por até um diâmetro e meio dos OLP. Chilum com pêlos esparsos ou glabro, inteiro e liso nos grupos rubripes e capito e em C. aenea; inteiro, bituberculado em C. ducke (fig. 9) e em C. recurva; dividido, liso em C. kochi. Quelíceras volumosas, com cerca da metade do comprimento da carapaça; fortemente geniculadas, exceto em espécies do grupo kochi; face frontal granulada; em C. ducke, face retrolateral com grupo de pêlos serrilhados proximais, de inserções modificadas em série liriforme (figs. 10-12); estrias retrolaterais geralmente presentes, pouco conspícuas (fig. 13), ausentes em C. ducke (fig. 10); côndilo basal conspícuo, subtriangular; retromargem do sulco subungueal com 4 a 6 dentes; garra forte, engrossada na base e relativamente curta nos grupos rubripes e capito; delgada desde a base e relativamente longa nos grupos kochi e aenea (figs. 10, 13). Enditos convergentes, promargem côncava, retromargem com escavação conspícua nos grupos rubripes e capito (fig. 21); escavação retromarginal menos acentuada nos grupos kochi e aenea; lábio mais longo que largo, com cerca da metade do comprimento dos enditos (fig. 22). Esterno mais longo que largo; com poucos pêlos inseridos em tubérculos; rebordo nítido, principalmente no terço anterior; laterais da margem anterior projetadas, exceto em C. recurva; escavações esternais ausentes (BONALDO 1996, fig. 15).

Pernas longas, geralmente robustas; delgadas em algumas espécies dos grupos kochi e aenea; com poucos pêlos simples esparsos; perna I de comprimento subigual à perna IV, comprimento relativo 1423 ou 4123, variável em todos os grupos; coxas I com poucos pêlos inseridos em tubérculos, pêlos das demais coxas com inserções não-tuberculadas; tíbia I com 3 a 6 pares de espinhos ventrais; metatarso I com 2 pares de espinhos ventrais; escópulas densas nos grupos rubripes (fig. 33) e capito, ralas no grupo kochi, ausentes no grupo aenea; escópulas, quando presentes, em todos os tarsos e nos terços anterior e mediano dos metatarsos I e II; metatarsos III e IV com tufo de cerdas ventro-distais denso nos grupos rubripes e capito, inconspícuo nos grupos kochi e aenea; unhas tarsais com 10 a 13 dentes curtos (fig. 27); tufo de pêlos subungueais denso nos grupos rubripes e capito; ralo nos grupos kochi e aenea; tricobótrias tarsais (fig. 57) distribuídas irregularmente sobre o tarso; órgão tarsal (fig. 67) subapical; unha do tarso do palpo da fêmea pectinada; nos grupos rubripes e capito, trocanteres I e II não-recortados, III e IV levemente recortados; nos demais grupos, todos os trocanteres não-recortados.

Abdômen pouco piloso, com longos pêlos simples esparsos e pêlos plumosos inconspícuos; em C. ducke, pêlos plumosos com ramificações angulosas; scutum dorsal nos machos geralmente quadrangular, restrito à metade anterior do abdômen, exceto em C. ducke e C. recurva, cobrindo a maior parte do dorso do abdômen; nas fêmeas, ausente ou representado por uma marca circular anterior; scutum ventral subquadrangular, presente apenas nos machos de C. ducke e C. recurva. Tubérculo traqueal ausente na maioria das espécies. Cólulo representado por uma placa pouco esclerotinizada coberta por cerdas curtas (fig. 74).

Palpo do macho. Tíbia curta, com cerca de um terço do comprimento do címbio; ATR única, forte, PV geralmente ausente (figs. 119, 132, 156), presente apenas no grupo capito e em algumas espécies do grupo kochi (figs. 127, 145). Címbio pouco modificado, exceto no grupo kochi, alargado, com projeção retrolateral mediana acompanhando o ápice do condutor (figs. 127, 132); PCr pouco desenvolvido nos grupos kochi e aenea (fig. 91), ausente nos grupos rubripes e capito; PCp presente, pouco desenvolvido (fig. 92). Subtégulo inteiro; fundus pequeno, não-alargado, no tégulo; tégulo ovóide ou globular; PTd de ápice não-dobrado em gancho; PTC triangular, curto, amplamente ligado ao tégulo no grupo rubripes, virguliforme, laminar nos grupos kochi e aenea, digitiforme, robusto no grupo capito (figs. 89-92). No grupo capito, reservatório com AER exteriorizada sobre área membranosa do tégulo (fig. 92). Condutor esclerotinizado, com margem prolateral formando uma calha onde se aloja o êmbolo; nos grupos rubripes e capito, não-estendido prolateralmente (figs. 119, 149); nos grupos kochi e aenea, com projeção prolateral (figs. 127, 139). Êmbolo filiforme ou achatado, fusionado ao tégulo nos grupos rubripes, kochi e aenea (figs. 89-91) e articulado ao tégulo por uma membrana no grupo capito (fig. 92). Epígino não-projetado sobre o sulco epigástrico, exceto em C. rubripes (BONALDO, 1996, figs. 11, 18) e C. nitens (fig. 121); com uma abertura de copulação posterior ou mediana nos grupos rubripes e kochi (figs. 124, 129) e anterior ou mediana nos grupos capito e aenea (figs. 138, 147). No grupo rubripes, vulva com PVP bem desenvolvida, com dobras fenestradas (figs. 122, 126); no grupo aenea, ausente (fig. 142); nos grupos kochi e capito, pouco desenvolvida, com pequenas projeções sobre a base das espermatecas primárias (130, 152); espermatecas secundárias globulares no grupo rubripes e em C. kochi; reniformes nos grupos capito, aenea e em C. recurva; espermatecas primárias globulares, menores que as secundárias (figs. 122, 130, 142, 148).

Elenco, 55 espécies neotropicais, das quais 45 anteriormente alocadas no gênero: Corinna aberrans Franganillo, 1926; C. annulipes (Taczanowski, 1873); C. anomala Schmidt, 1971; C. benefacia (MELLO-LEITÃO, 1915); C. bicincta SIMON, 1896; C. BONNETi Caporiacco, 1947; C. botucatensis (KEYSERLING, 1891); C. bristoweana MELLO-LEITÃO, 1926; C. buccosa SIMON, 1896; C. bulbosa F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899; C. bulbula F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899; C. capito (Lucas, 1856) (pág. 51); C. corvina SIMON, 1896; C. cruenta (Bertkau, 1880); C. eresiformis SIMON, 1896; C. ferox SIMON, 1896; C. galeata SIMON, 1896; C. granadensis (L. Koch, 1866); C. ignota MELLO-LEITÃO, 1922; C. inermis (Bertkau, 1880); C. jayuyae PETRUNKEVITCH, 1930; C. loricata (Bertkau, 1880); C. macra (L. Koch, 1866); C. mexicana (Banks, 1898); C. modesta Banks, 1909; C. napaea SIMON, 1897; C. nitens (KEYSERLING, 1891) (pág. 41); C. octodentata Franganillo, 1946; C. parva (KEYSERLING, 1891); C. parvula BRYANT, 1942; C. peninsulana Banks, 1898; C. perida Chickering, 1972; C. phalerata SIMON, 1896; C. pictipes Banks, 1909; C. plumipes (Bertkau, 1880); C. punicea SIMON, 1897; C. rubripes (C. L. Koch, 1842) (pág. 40); C. selysii (Bertkau, 1880); C. spinifera (KEYSERLING, 1887); C. tatei Gertsch, 1942; C. testacea (Banks, 1898); C. toussainti BRYANT, 1948; C. travassosi MELLO-LEITÃO, 1939; C. urbanae Soares & Camargo, 1948; C. variegata F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899. Seis espécies são aqui transferidas para Corinna e quatro espécies novas são descritas:

Corinna aenea Simon, comb. restaur. (pág. 48).
Corinna alticeps (Keyserling), comb. nov. - Brasil.
Hypsinotus alticeps KEYSERLING, 1891 (holótipo BMNH, examinado).
Diestus alticeps; PETRUNKEVITCH, 1911.
Corinna andina (Simon), comb. nov. - Equador.
Medmassa andina SIMON, 1898 (holótipo MNHN, examinado).
Corinna colombo sp. nov. (pág. 52).
Corinna ducke sp. nov. (pág. 46).
Corinna grandis (Simon), comb. nov. - Brasil.
Lausus grandis SIMON, 1898 (holótipo MNHN, examinado).
Corinna kochi (Simon), comb. nov. (pág. 45).
Corinna mourai sp. nov. (pág. 42).
Corinna recurva sp. nov. (pág. 49).
Corinna venezuelica (Caporiacco), comb. nov. - Venezuela.
Medmassa venezuelica CAPORIACCO, 1955 (holótipo MUCV, examinado).

Comentários. Diestus validus Simon, D. occidentalis Schenkel e D. separatus Schmidt são aqui transferidas para Simonestus; Diestus altifrons Mello-Leitão é um sinônimo de Corinna nitens Keyserling; Lausus sicarioides Mello-Leitão é aqui transferida para Abapeba; Lausus pulchellus Bryant é um Liocranidae; L. properus Dyal, do Afeganistão, pertence ao grupo de gêneros relacionados com Oedignatha Thorell. A julgar pelas descrições originais e pelo material do MRAC examinado até o momento, as espécies africanas incluídas em Corinna não pertencem ao gênero. Ao menos C. cribata Simon e C. major Berland (tipos MNHN, examinados), são prováveis representantes do gênero Brachyphaea Simon (Trachelinae); Corinna natalis Pocock (tipo BMNH, examinado) não pertence à Corinninae.

Grupo rubripes

Diagnose. Carapaça com granulações finas, região cefálica alta, rebaixamento posterior abrupto (BONALDO, 1996, figs. 1, 2, 13, 14); fila de olhos posteriores procurva. Palpo do macho com ATR robusta, sem PV; tégulo amplo, ovóide, reservatório de orientação elipsóide; PTC pouco desenvolvido, triangular; condutor não-estendido prolateralmente, alojando o terço distal do êmbolo; êmbolo fusionado ao tégulo (figs. 89, 119, 123). Vulva com espermatecas primárias parcialmente encobertas pelas dobras laterais da PVP (figs. 122, 126) bem desenvolvida.

Corinna rubripes C. L. Koch
(Figs. 21, 22)

Corinna rubripes C. L. KOCH, 1842:17, pr. 293, fig. 702 (holótipo ZMB 2134, Bahia, Brasil, Gomez, examinado); KARSCH, 1880:375, est. 12, fig. 1; SIMON, 1898:198; PETRUNKEVITCH, 1911:469; 1928:177; ROEWER, 1954:600; BONNET, 1956:1216; MORITZ & FISCHER, 1988:137; BONALDO, 1996:80.
Sparassus rubripes; WALCKENAER, 1847:561.

Diagnose. Corinna rubripes relaciona-se com C. nitens (Keyserling) pela presença de carena no terço distal do êmbolo e pelo epígino com abertura de copulação posterior em relação ao ducto copulatório. Machos diferem pela ATR de ápice afilado e pela base do condutor com um processo quadrangular; fêmeas, pela placa epiginal pouco projetada posteriormente, com abertura de copulação próxima à margem posterior e ducto copulatório visível por transparência (BONALDO, 1996, figs. 16-19).

Descrição. Redescrita por BONALDO (1996). Enditos e lábio (figs. 21, 22).
Distribuição. Guiana e nordeste brasileiro.

Corinna nitens (Keyserling)
(Figs. 13, 27, 33, 57, 67, 74, 77-82, 89, 119-122, 153)

Hypsinotus nitens KEYSERLING, 1891:57, est. 2, fig. 30 (síntipos e , Blumenau, Santa Catarina, Brasil, BMNH 1890.7.1/1244-1245, examinados, aqui designados lectótipo e paralectótipo ).
Corinna nitens; SIMON, 1897a:192; PETRUNKEVITCH, 1911:468; MELLO-LEITÃO, 1923a:54; 1927:398; ROEWER, 1954:598; BONNET, 1956:1214.
Diestus altifrons MELLO-LEITÃO, 1945:260 (holótipo
, Pindapoy, Misiones, Argentina, II.1942, Bridarolli, MLP 16575, examinado); ROEWER, 1954:602; ARROZPIDE, 1986:17. Syn. nov.

Diagnose. Machos de Corinna nitens diferem dos de C. rubripes pela ATR de ápice obtuso e pela base do condutor sem processo quadrangular (figs. 119, 120, 153); fêmeas diferem pela placa epiginal muito projetada posteriormente, com abertura de copulação afastada da margem posterior e ducto copulatório não-visível por transparência (fig. 121).

Descrição. Macho (Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul). Carapaça e quelíceras negras, enditos, lábio e esterno castanho-avermelhados, pernas amarelo-escuras, coxa, trocânter e fêmur I, castanho-avermelhados; abdômen cinza-escuro, ventre amarelo.

Comprimento total 14,0. Carapaça: comprimento 6,9, largura 5,5, altura 3,6; clípeo, altura 0,65. Olhos: fila anterior 2,65, posterior 3,05; QOM: comprimento 0,9, largura anterior 1,2, largura posterior 1,15; diâmetros: OMA 0,45, OLA 0,35, OMP 0,35, OLP 0,32; interdistâncias: OMA-OMA 0,35, OMA-OLA 0,5, OMP-OMP 0,5, OMP-OLP 0,7, OLA-OLP 0,2. Quelíceras: comprimento 4,0; retromargem com 4 dentes iguais, contíguos. Esterno: comprimento 3,3, largura 2,8. Abdômen: comprimento 6,7, largura 4,7. Pernas: comprimento relativo 1423. I - fêmur 5,9 / patela 2,6 / tíbia 5,2 / metatarso 4,5 / tarso 2,5 / total 20,7; II - 5,2/2,5/4,4/4,2/2,2/18,5; III - 4,5/2,1/3,3/3,9/1,7/15,5; IV - 5,7/2,3/4,9/5,3/1,8 /20,0. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1r-1r-1r-1r; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1; tíbia p1-0, r1-1, v2-2-0; metatarso p0-1-0, r0-1-0, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, r0-0-1; tíbia r1-1, v2-2; metatarso p0-1-0, r1-1-0, v2-2-1. Palpo: figs. 119, 120, 153.

Fêmea (Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul). Coloração como no macho.

Comprimento total 15,2. Carapaça: comprimento 7,1, largura 5,6, altura 3,8; clípeo, altura 0,65. Olhos: fila anterior 2,9, posterior 3,35; QOM: comprimento 0,8, largura anterior 1,25, largura posterior 1,2; diâmetros: OMA 0,55, OLA 0,45, OMP 0,3, OLP 0,35; interdistâncias: OMA-OMA 0,35, OMA-OLA 0,45, OMP-OMP 0,55, OMP-OLP 0,9, OLA-OLP 0,2. Quelíceras: comprimento 4,0; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 3,4, largura 2,8. Abdômen: comprimento 7,0, largura 4,8. Pernas: comprimento relativo 1423. I - fêmur 6,1 / patela 2,7 / tíbia 5,2 / metatarso 4,4 / tarso 2,3 / total 20,7; II- 5,4/2,5/4,4/4,0/2,1/18,4; III- 4,5/2,2/3,3/3,9/1,6/15,5; IV- 5,9/2,5/5,0/ 5,5/1,7/20,6. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1r-1r-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-0-1; tíbia p1-0, r1-0, v2-2; metatarso p0-1-0, r1-1-0, v2-2-1. IV- fêmur d1-1-1, r0-0-1; tíbia r1-1, v2-2; metatarso p0-1-0, r1-1-0, v2-2-1. Epígino: figs. 121, 122.

Variação. Comprimento: (10 ) total 10,1-14,2, carapaça 4,9-7,0, fêmur I 4,9-6,1; (10 ) total 10,3-17,6, carapaça 5,1-7,6, fêmur I 4,7-6,4.

Distribuição. Sudeste e sul do Brasil, Paraguai e norte da Argentina.

Material examinado. BRASIL. , M. Eidman (SMF); Minas Gerais: 4, 4 (MNRJ); Diamantina (Minas da Serrinha), , j, XII.1944, , II-III.1945, E. Cohn (AMNH); São João del Rey, , 14.VII.1965, J. C. Santos (MZSP 12575); Lavras, , (MNRJ 13247); , 25.II.1993, R.L.C. BAPTISTA (CRB 3524); Baependi, , IV.1951, E. Dente (MZSP 12578); Espírito Santo: Santa Leopoldina (Chaves), 2, 28.VIII.1942, B. Soares (MZSP 12576); Ibitirama (Parque Nacional do Caparaó), , VIII.1986, R. L. C. BAPTISTA (CRB 790); Santa Tereza, , 05.X.1942, B. Soares (MZSP 12579); Rio de Janeiro: Valença (Açude Concórdia, Serra da Concórdia), , j, 05.IV.1996, Bérnils & Ribeiro (MZSP 15552); Petrópolis, 2, (MNRJ 658, 714); , j, XII.1945-III.1946, H. Sick (AMNH); Magé (Inhomirim, Fazenda Mandioca), , 13-14.X.1996, R. S. Bérnils (MZSP 15645); Maricá, , X.1988, R. L. C. BAPTISTA (CRB 119); (Reserva Biológica da Ponta do Fundão), 2, 22.X.1995, R. S. Bérnils (MZSP 14990); Ilha Santana, , X.1988, R. L. C. BAPTISTA (CRB 880); Rio de Janeiro, , C. F. MELLO-LEITÃO (MNRJ 903); , Thayer (MCZ); , XI.1985, , IV.1986, , V.1988, R. L. C. BAPTISTA (CRB 243, 611, 2343); (Paineiras), , 29.IX.1993, N. I. PLATNICK (AMNH); (Jacarepaguá), , 19.X.1964, E. Maury (MACN); (Caixa d'água do Camorim), , 28.VIII.1938, Schubart (MZSP 8537); Ilha Grande, , XII.1985, R. L. C. BAPTISTA (CRB 1107); São Paulo: Piracicaba, , III.1991, S. C. de CASTRO (IBSP 4207); Botucatú, , IV.1988, R. L. C. BAPTISTA (CRB 372); Atibaia, , V.1984, L. S. Stryjer (IBSP 3806); Ubatuba, , 20-25.VII.1967, P. Montonchet (MZSP 8527); , X.1982, D. Berringer (IBSP 3525); Salesópolis (Estação Biológica Boracéia), 2, 1964, Oliveira (MZSP 3493); 2, 21.IX.1965, , 16.VIII.1966, P. Biasi (MZSP 4840, 5128); , 15.VIII.1995, S. A. Casari (MZSP 15722); Ilhabela (Ilha da Vitória), , 1965 (MZSP 5500); São Bernardo do Campo (Caminho do mar, 33 Km de São Paulo), 3, 11.IV.1965, H. Levi & P. Biasi (MCZ); São Paulo, , 11.IX.1912, Möbius (SMF); (Serra da Cantareira), , VIII.1944, E. Dente (MZSP 12577); (Vila Gumercindo), , , 19.V.1964, H. Kato (MZSP 6000); Iporanga, , 30.XI.1952, Schubart (MZSP 7082); Guatapará, , j, I.1944, M. Carrera (MZSP 12574); Alto Sena, 2, 1926 (MZSP 11081); Paraná: Campina Grande do Sul, , 2, 04.II.1989, R. PINTO-da-Rocha (MHCI); Curitiba, , IV.1988, S. R. Bedin (MHCI); (Boqueirão), , IV.1989, Friedel (MHCI); Foz do Iguaçu (Refúgio Biológico de Bela Vista), , 17.III.1991, A. B. BONALDO (MCN 20931); Pinhão (Foz do Rio Morro Verde), , 19.VII.1992; Wosiacki, Ribeiro & Iung (MHCI); Cerro Azul, , Leonardos (MNRJ 1139); Quatro Barras (Volta Grande), , j, II.1945; , VII.1945, H. Hertel (MHCI); (Rio do Meio), , H. Hertel (MHCI); Rio Negro, (MNRJ 58029); Rio Grande do Sul: Soledade (Fazenda Segredo), , 13.X.1984, C. J. Becker (MCN 12566); São Borja (Garruchos), , 10.XII.1975, A. A. Lise (MCN 3240); Caxias do Sul (Vila Oliva), , 08.VII.1978, P. A. BUCKup (MCN 8163); Torres, , 30.I.1979, C. J. Becker (MCN 8499); (Colônia São Pedro), , 03.X.1985, F. K. Fleck (MCN 13636); Maquiné, , 05.VIII.1990, C. J. Mansan (MCN 19920); Arroio do Tigre (Itaúba), 2, 11.IV.1978, A. A. Lise & H. Bischoff (MCN 7878, 7944); , , 08.IV.1978, H. Bischoff (MCN 7861); , 15.IV.1978, A. A. Lise (MCN 7954); Santa Maria, , 13.IV.1977, D. Link (MCN 6337); (Barragem Saturnino de Brito), , 14.VII.1982, A. A. Lise (MCN 10616); Novo Hamburgo, 2, , 27.II.1979, T. de Lema (MCN 8558); , 11.V.1979, M. L. Araújo (MCN 8540); São Leopoldo, 3, 26.IV.1963, C. Hartlieb & T. de Lema (MCN 1190); (Banhado das Freiras), , X.1973, , 06.X.1974, C. J. Becker (MCN 27601, 2410); , 27.VI.1987, L. A. Moura (MCN 16884); Sapucaia do Sul (Parque Zoológico), , 21.IV,1993, C. R. MARTINS (MCN 23485); Canoas, , 23.IV.1963, A. A. Lise (MCN 565); Triunfo, , 02.IV.1977, T. Arigony (MCN 5655); (Parque COPESUL de Proteção Ambiental), 2, 17.IX.1993, A. B. BONALDO & A. D. BRESCOVIT (MCN 23986, 24553); Porto Alegre, , 07.VIII.1996, D. PEREIRA (MCN 27687); (Serraria), , 03.IV.1958, A. Oliveira (MCTP 3903). PARAGUAI. Puerto Bertoni, , A. de W. Bertoni (MCZ). ARGENTINA. 2, 2j, V. Chamberlin (AMNH); Misiones: (MACN); Puerto Iguazú (60 Km de la ciudad, rio Iguazú), , 05.III.1951, W. Patridge (MACN 3478); Dos de Mayo, , IV.1968, Galiano (MACN); rio Uruguay (Km 30), , 01.IX.1958, , j, 13.X.1960, W. Patridge (MACN); rio Oruga, , I.1964, E. Maury (MACN).

Corinna mourai sp. nov.
(Figs. 123-126)

Holótipo , Curitiba, Paraná, Brasil, 26.V.1980, A. Yamamoto (MCN 9290).

Etimologia. O nome específico é uma homenagem ao entomólogo Luciano de Azevedo Moura.

Diagnose. Machos de Corinna mourai diferem dos de C. rubripes e C. nitens pela ATR com um processo arredondado ventro-basal e pelo condutor de base pouco esclerotinizada e ápice alargado (figs. 123, 124); fêmeas diferem pela placa epiginal não-projetada posteriormente, com abertura de copulação mediana e ducto de copulação, visível por transparência, em "T" invertido (fig. 125).

Descrição. Macho (holótipo). Carapaça e quelíceras castanho-avermelhadas escuras; enditos, lábio e esterno castanho-avermelhados, perna I castanho-avermelhada, pernas II, III e IV amarelas com terço distal dos fêmures e metade distal das tíbias manchados de castanho; abdômen com dorso cinza-violáceo e ventre amarelo-claro.

Comprimento total 8,6. Carapaça: comprimento 4,2, largura 3,2, altura 2,1; clípeo, altura 0,42. Olhos: fila anterior 1,68, posterior 1,92; QOM: comprimento 0,62, largura anterior 0,72, largura posterior 0,75; diâmetros: OMA 0,32, OLA 0,25, OMP 0,23, OLP 0,23; interdistâncias: OMA-OMA 0,2, OMA-OLA 0,27, OMP-OMP 0,23, OMP-OLP 0,55, OLA-OLP 0,17. Quelíceras: comprimento 2,15; retromargem com 4 dentes subiguais, contíguos. Esterno: comprimento 2,2, largura 1,87. Abdômen: comprimento 4,3, largura 2,7. Pernas: comprimento relativo 1423. I - fêmur 3,5/ patela 1,6/ tíbia 2,9/ metatarso 2,6/ tarso 1,5/ total 12,1; II - 3,0/1,5/2,4/2,4/1,4/10,7; III - 2,6/1,2/1,6/2,1/0,9/8,4; IV - 3,2/1,4/2,7/2,9/1,1/11,3. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1r-1r-1r-1r; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-0-1, r0-0-1; tíbia r1-1, v2-2-0; metatarso p0-1-0, r0-1-0, v2-1p-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-0-1, r0-0-1; tíbia r1-1, v1p-1p; metatarso r0-1-0, v2-1p-1. Palpo: figs. 123, 124.

Fêmea (parátipo, Curitiba, Paraná). Coloração como no macho, exceto dorso do abdômen cinza-amarelado.

Comprimento total 11,2. Carapaça: comprimento 5,2, largura 3,9, altura 2,8 clípeo, altura 0,5. Olhos: fila anterior 2,1, posterior 2,37; QOM: comprimento 0,7, largura anterior 0,95, largura posterior 0,87; diâmetros: OMA 0,37, OLA 0,27, OMP 0,27, OLP 0,25; interdistâncias: OMA-OMA 0,3, OMA-OLA 0,4, OMP-OMP 0,37, OMP-OLP 0,7, OLA-OLP 0,15. Quelíceras: comprimento 3,1; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 2,6, largura 1,1. Abdômen: comprimento 6,2, largura 4,0. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 4,1/ patela 1,8/ tíbia 3,3/ metatarso 2,9/ tarso 1,5/ total 13,6; II - 3,5/1,7/2,8/2,7/1,4/12,1; III - 3,1/1,5/2,0/2,4/1,0/10,0; IV - 3,8/1,7/3,2/3,8/ 1,2/13,7. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1r-1r-1r-1r; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1; tíbia r0-1, v2-2; metatarso r0-1-0, v2-1p-1. IV - fêmur d1-1-1, r0-0-1; tíbia r1-1, v1p-1p; metatarso r0-1-0, v2-1p-1. Epígino: figs. 125, 126.

Variação. Comprimento: (10 ) total 7,6-9,5, carapaça 3,8-4,5, fêmur I 3,1- 3,9; (10 ) total 9,7-12,0, carapaça 4,0-5,4, fêmur I 3,2-4,2.

Distribuição. Sudeste e sul do Brasil.

Material-tipo. Parátipos: BRASIL. Rio de Janeiro: Teresópolis (950 m. alt.), , III.1979, C. W. Myers (AMNH); São Paulo: Piedade, , IV.1980, W. J. Brasil (IBSP 3424); Paraná: Curitiba, , IV.1942, Pe. Moure (MHCI 1796); , , IX.1966, E. D. Rosal (MHCI); , II.1943, R. Lange (MHCI); (Sítio Jacobi), , 31.III.1979, A. Yamamoto (MCN 9449); Teixeira Soares (Rio D'Areia), 2, IX.1944, R. Lange (MHCI 1389, 1390); Santa Catarina: Rancho Queimado, 2, 08-12.X.1994, A. B. BONALDO & L. A. Moura (MCZ); , 13-15.I.1995, L. A. Moura (AMNH); Rio Grande do Sul: Cambará do Sul (Área de Preservação Ambiental da Celulose Cambará), , 11-13.IX.1994, A. B. BONALDO & L. A. Moura (MCN 25498); , 19-21.XII.1994, A. B. BONALDO (MCZ); Arroio do Tigre (Itaúba), , 15.IV.1978, A. A. Lise (MCN 7950); Pelotas (Passo da Micaela), , 25.XII.1995, L. A. Moura (MCN 27321).

Material examinado. BRASIL. São Paulo: Boracéia, , j, 1964, Oliveira (MZSP 3528); Paraná: Palmital, 2, X.1948, Gofferje (MHCI); Paranaguá (Ilha do Mel), 2, , S. Caron (MHCI); Santa Catarina: Nova Teutônia, , F. Plaumman (SMF); Rio Grande do Sul: (MNRJ); Triunfo, Parque Estadual do Delta do Jacuí (Ilha Cabeçuda), , 29.VII.1999, A. B. BONALDO (MCN 31413); (Fazenda SÃO JOSÉ), 2 , 2 , 05-07.I.2000, A. B. BONALDO (MCN 31789).

Grupo kochi

Diagnose. Carapaça com granulação e rebaixamento variáveis; fila de olhos posteriores procurva. ATR com ou sem PV; tégulo globular, ocupando a metade proximal do alvéolo; reservatório de orientação circular ou subcircular; PTC desenvolvido, virguliforme, inserido apicalmente em relação à base do condutor; condutor com projeção prolateral longa, alojando a maior parte do êmbolo; êmbolo fusionado ao tégulo (figs. 90, 127, 128, 132, 133, 154). Epígino com abertura de copulação pequena (figs. 129, 134); vulva com PVP pouco desenvolvida (figs. 130, 135).

Corinna kochi (Simon), comb. nov.
(Figs. 127-131)

Hypsinotus capito L. KOCH, 1866:272, est. 11, fig. 173, non Drassus capito Lucas, 1856 (identificação errônea); BERTKAU, 1870:109.
Diestus kochi SIMON, 1898:193, 199, nomem novum para Hypsinotus capito L. Koch, 1866 (síntipos 3
, 2 j, Santa Fé de Bogotá, Cundinamarca, Colômbia, BMNH 1890.7.1/1231-1235, examinados); PETRUNKEVITCH, 1911:480; ROEWER, 1954:602; BONNET, 1956:1464.

Nota. L. KOCH (1866) descreveu fêmeas coletadas em Santa Fé de Bogotá, Colômbia, que identificou como Hypsinotus capito (Lucas, 1856), espécie posteriormente transferida para Corinna por SIMON (1897a). SIMON (1898) apontou ter sido errônea a identificação de L. KOCH e propôs, com base no mesmo material, Diestus kochi, espécie-tipo de Diestus. Assim, as fêmeas descritas por L. KOCH tornaram-se a série sintípica de D. kochi Simon, 1898. A sinonímia de Diestus com Corinna, implicaria na homonímia secundária de C. kochi (Simon, 1898) com C. kochi Petrunkevitch, 1911, espécie descrita por L. KOCH (1866) sob o nome Hypsinotus rubripes (pré-ocupado por Corinna rubripes C. L. Koch, 1842). Entretanto, C. kochi Petrunkevitch, 1911 é aqui transferida para Abapeba gen. nov. (pág. 67).

Diagnose. Machos de Corinna kochi diferem dos de C. ducke pela ATR com PV; tégulo deprimido, não-projetado ventralmente; condutor amplo, muito desenvolvido (figs. 127, 128); fêmeas diferem pelo ducto copulatório muito longo, descrevendo uma alça anterior à abertura de copulação (figs. 129, 131).

Descrição. Macho (Reserva Biológica Carpanta, Junin). Carapaça, enditos e lábio castanho-avermelhados escuros; quelíceras negras, esterno castanho-avermelhado, pernas anteriores castanho-avermelhadas, pernas posteriores amarelas; abdômen cinza-violáceo.

Comprimento total 9,5. Carapaça: comprimento 4,8, largura 3,7, altura 2,1; clípeo, altura 0,35. Olhos: fila anterior 1,75, posterior 2,02; QOM: comprimento 0,52, largura anterior 0,75, largura posterior 0,8; diâmetros: OMA 0,3, OLA 0,27, OMP 0,22, OLP 0,25; interdistâncias: OMA-OMA 0,22, OMA-OLA 0,32, OMP-OMP 0,35, OMP-OLP 0,57, OLA-OLP 0,07. Quelíceras: comprimento 2,9; retromargem esquerda com 5 dentes iguais, subcontíguos, retromargem direita com 4 dentes iguais contíguos. Esterno: comprimento 2,4, largura 2,1. Abdômen: comprimento 4,7, largura 3,2. Pernas: comprimento relativo 1423. I - fêmur 4,1/ patela 1,7/ tíbia 3,5/ metatarso 3,0/ tarso 1,7/ total 14,0; II - 3,6/1,6/3,1/2,8/1,5/12,6; III - 2,8/1,3/2,0/2,4/1,1/9,6; IV - 3,7/1,6/3,1/3,1/1,2/12,7. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia p0-1-0-1-1, v0-2-2-2-2; metatarso p0-1-0, v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia p0-1-0-1, v0-1r-1r-1r-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-0, p0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-0-0; metatarso p0-1-0, r0-1-0, v1r-0-1. IV - fêmur d1-1-0; tíbia r0-1, v1p-0-1p; metatarso p0-0-1, r0-1-0, v2-1p-1. Palpo: figs. 127, 128.

Fêmea (Reserva Biológica Carpanta, Junin). Coloração como no macho.

Comprimento total 13,5. Carapaça: comprimento 6,0, largura 4,4, altura 2,9; clípeo, altura 0,45. Olhos: fila anterior 2,0, posterior 2,4; QOM: comprimento 0,55, largura anterior 0,85, largura posterior 0,89; diâmetros: OMA 0,3, OLA 0,27, OMP 0,27, OLP 0,27; interdistâncias: OMA-OMA 0,3, OMA-OLA 0,4, OMP-OMP 0,37, OMP-OLP 0,62, OLA-OLP 0,15. Quelíceras: comprimento 3,6; retromargem com 4 dentes subiguais, contíguos. Esterno: comprimento 2,9, largura 2,5. Abdômen: comprimento 6,8, largura 4,5. Pernas: comprimento relativo 1423. I - fêmur 4,9/ patela 2,1/ tíbia 4,3/ metatarso 3,6/ tarso 2,0/ total 16,9; II - 4,6/2,0/3,7/3,3/1,8/15,4; III - 3,6/1,7/2,4/3,0/1,5/12,2; IV - 4,5/2,0/3,8/3,9/1,6/15,8. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia p0-0-1-0-1, v1p-1p-2-2-2-2; metatarso p0-1-0, v2-1r. II - fêmur d1-1; tíbia p0-1-0-1, v1r-1r-1r-2; metatarso p0-1-0, v2-2. III - fêmur d1-0-0, p0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v1r-0-0; metatarso p0-1-1, r1-1-1, v2-1p-1. IV - fêmur d1-1-0; tíbia r0-1, v1p-0-1p; metatarso p0-0-1, r0-1-0, v2-1p-1. Epígino: figs. 129-131.

Variação. Comprimento: (3 ) total 9,5-10,3, carapaça 4,8-5,6, fêmur I 4,1-4,2; (8 ) total 11,7-13,5, carapaça 5,3-6,1, fêmur I 4,1-5,1. A alça do ducto copulatório pode estar orientada para a esquerda ou para a direita (figs. 129, 131).

Distribuição. Centro e sudoeste da Colômbia.

Material examinado. COLÔMBIA. Cundinamarca: Santa Fé de Bogotá, , (MNRJ 196); (3000 m. alt.) , 3, 12-13.I.1964, P. B. Schneble (MCZ); (Sabana, 2600-3000 m. alt.), , , X.1956, Nogel-Mainz (SMF); (Paramo de Chingaza, 20 Km O. Bogotá, 4º 40' N 73º 47' O), , 11.IX.1985, H. Sturm (MCZ). Narino: Junín (Reserva Biológica Carpanta, NE Parque Nacional Chingaza), , 2, 2-3.III.1989, B. & V. Roth (CAS, AMNH).

Corinna ducke sp. nov.
(Figs. 1, 2, 9-12, 23, 58, 73, 90, 132-135, 154)

Holótipo , Reserva Florestal Adolpho Ducke, Manaus, Amazonas, Brasil, 27.I.1992, H. Höfer & T. Gasnier (INPA).

Etimologia. O nome específico é um substantivo em referência à localidade-tipo.

Diagnose. Machos de Corinna ducke diferem dos de C. kochi pela ATR sem PV, tégulo amplo, muito projetado ventralmente; condutor relativamente pouco desenvolvido (figs. 132, 133, 154); fêmeas diferem pelo epígino com ducto copulatório compacto, posterior à abertura de copulação (figs. 134, 135).

Descrição. Macho (holótipo). Carapaça e quelíceras castanho-avermelhadas escuras; enditos, lábio e esterno castanho-avermelhados; pernas castanhas, com tarsos e terço distal das tíbias amarelos; dorso do abdômen cinza, com um par de manchas brancas medianas, ventre cinza-claro.

Comprimento total 5,8. Carapaça: comprimento 2,7, largura 1,9, altura 1,35; clípeo, altura 0,4. Olhos: fila anterior 1,02, posterior 1,25; QOM: comprimento 0,5, largura anterior 0,57, largura posterior 0,6; diâmetros: OMA 0,23, OLA 0,17, OMP 0,2, OLP 0,17; interdistâncias: OMA-OMA 0,12, OMA-OLA 0,1, OMP-OMP 0,22, OMP-OLP 0,23, OLA-OLP 0,1. Quelíceras: comprimento 1,4; retromargem com 6 dentes subiguais, separados. Esterno: comprimento 1,4, largura 1,15. Abdômen: comprimento 2,7, largura 1,7. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 2,7/ patela 0,89/ tíbia 2,45/ metatarso 2,4/ tarso 1,65/ total 10,09; II - 2,4/0,85/2,05/2,1/1,45/8,85; III - 1,9/0,7/1,6/1,85/1,2/7,25; IV - 2,95/0,85/2,75/3,25/1,65/11,45. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1p-1r-1p-2-2-2; metatarso v2-2-2-2. II - fêmur d1-1-1, p0-1-1; tíbia v0-2-0-2-2; metatarso v1r-2-0-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia p1-0, r1-1, v1p-0-2; metatarso p1-0-1, r1-1-1, v1p-1r-1p-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia p1-0, r1-1, v1p-0-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v1p-1r-1p-1. Palpo: figs. 132, 133, 154.

Fêmea (parátipo, Reserva Florestal Adolpho Ducke, Manaus, Amazonas). Coloração como no macho, exceto abdômen cinza-violáceo, com par de manchas brancas dorsais medianas, quadrangulares; ventre com uma grande mancha branca mediana estendida nas laterais do abdômen.

Comprimento total 7,7. Carapaça: comprimento 3,3, largura 2,5, altura 1,8; clípeo, altura 0,42. Olhos: fila anterior 1,32, posterior 1,57; QOM: comprimento 0,65, largura anterior 0,7, largura posterior 0,72; diâmetros: OMA 0,25, OLA 0,2, OMP 0,2, OLP 0,2; interdistâncias: OMA-OMA 0,22, OMA-OLA 0,17, OMP-OMP 0,37, OMP-OLP 0,37, OLA-OLP 0,12. Quelíceras: comprimento 1,85; retromargem com 5 dentes subiguais, separados. Esterno: comprimento 1,8, largura 1,4. Abdômen: comprimento 4,0, largura 2,5. Pernas: comprimento relativo 1423. I - fêmur 3,55/ patela 1,2/ tíbia 3,4/ metatarso 3,15/ tarso 2,0/ total 13,3. II - 3,1/1,15/2,7/2,65/1,7/11,3; III - 2,75/0,95/2,25/2,65/1,5/10,1; IV - 3,6/1,1/3,5/4,25/1,9/14,35. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2-2-2. II - fêmur d1-1, p0-1-1; tíbia v1p-1p-2-2-2; metatarso v1p-2-2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-0-1, r1-1-1, v2-1p-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia p0-1-0, r0-0-1, v1p-0-1p; metatarso p1-0-1, r1-1-1, v2-1p-1. Epígino: figs. 134, 135.

Variação. Comprimento: (10 ) total 5,1-6,3, carapaça 2,4-3,1, fêmur I 2,2-3,2; (10 ) total 7,2-9,4, carapaça 3,1-3,8, fêmur I 3,3-3,9. Alguns machos e fêmeas não apresentam padrão de coloração abdominal definido; em alguns exemplares a mancha ventral branca é dividida por uma linha cinza-violácea longitudinal mediana; nas fêmeas, os ductos copulatórios e as espermatecas secundárias podem ser assimétricos.

Distribuição. Amazônia central.

Material-tipo. Parátipos: BRASIL. Amazonas: Manaus, , XII.1978, J. A. Rafael (INPA); (Reserva Florestal Adolpho Ducke), , 19.VII.1991, H. Höfer (SMNK); , 18.III.1992 (MCN 22257); , , 11.V.1992, 04.I.1993, H. Höfer & T. Gasnier (SMNK); 3, 14-22.VIII.1991, 18.I.1994, A. D. Brescovit (MCN 21433, 25078, 28740); (Fazenda Esteio, 60 Km N Manaus), , 21.V.1985 (INPA); , 06.VI.1985 (MCN 19203); , , 01.X.1985 (MCN 19824, INPA); , , 08.X.1985 (INPA); , 09.X.1985 (INPA); , , 16.X.1985 (MCN 19752); , 13.XI.1985 (MCN 19218); 2, , 11.XII.1985 (INPA); , 18.II.1986 (MCN 19217); , 05.III.1986 (MCN 19208) (todos coletados por B. C. Klein).

Material examinado. BRASIL. Amazonas: Manaus (Reserva Florestal Adolpho Ducke), , 17.XI.1973, L. P. Albuquerque (MCN 19245); , 03.IV.1990, J. Vidal (INPA); , 02.IX.1991, H. Höfer (SMNK); , , 06-09.VIII.1992, 18.I.1994, A. D. Brescovit (MCN 22276, 25101); 2, , 30.III, 10.VIII, 12.X.1992, H. Höfer & T. Gasnier (INPA); (Fazenda Esteio, 60 Km N Manaus), (INPA); , 12.IV.1985 (MCN 19819); , 14.V.1985 (INPA); , 15.V.1985 (MCN 19781, 19826); , 23.V.1985 (INPA); , , 25.VI.1985 (INPA); , 08.X.1985 (MCN 19201); , 13.X.1985 (INPA); , 16.X.1985 (MCN 19212); 2, 23.X.1985 (INPA); 2, 12.XI.1985 (INPA); , 13.XI.1985 (MCN 19226); , 19.XI.1985 (MCN 19204); 2, 20.XI.1985 (MCN 19202, 19214); , , 28.XI.1985 (INPA, MCN 19205); , 08.I.1986 (MCN 19211); , 14.I.1986 (INPA); 2, 04.III.1986 (MCN 19206); , 12.III.1986 (MCN 28800); , 26.III.1986 (MCN 19210); , 17.XII.1987 (INPA) (todos coletados por B. C. Klein); Coarí (rio Urucu), , 12.IX.1992, N. O. Aguiar (UA).

Grupo aenea

Diagnose. Carapaça com granulações grosseiras, região cefálica baixa; fila de olhos posteriores recurva (figs. 3, 4, 136, 137); espinulação reduzida. ATR sem PV; tégulo globular, ocupando a metade proximal do alvéolo; PTC virguliforme, inserido apicalmente em relação à base do condutor; reservatório de orientação subcircular; condutor alojando o terço distal do êmbolo, com projeção prolateral curta; êmbolo fusionado ao tégulo (figs. 91, 139, 140, 155, 156). Epígino com abertura de copulação ampla, parcial ou totalmente coberta por um capuz; ducto copulatório amplo (figs. 138, 141, 157); PVP ausente (fig. 142).

Corinna aenea Simon, comb. restaur.
(Figs.136-138)

Corinna aenea SIMON, 1896:417 (holótipo , São Paulo de Olivença, Amazonas, Brasil, MNHN 8143, examinado).
Lausus aeneus; SIMON, 1898:194, 199; PETRUNKEVITCH, 1911:489; ROEWER, 1954:602; BONNET, 1956:2385.

Diagnose. Fêmeas de Corinna aenea diferem das de C. recurva pela abertura de copulação coberta parcialmente por um capuz em forma de septo longitudinal mediano (fig. 138).

Descrição. Fêmea (holótipo). Carapaça e quelíceras castanho-avermelhadas escuras; enditos, lábio e esterno castanho-avermelhados; pernas amarelas com fêmures I, II e III castanho-escuros, fêmur IV castanho-escuro com terço proximal amarelo; abdômen com dorso cinza-violáceo, salpicado de pequenas manchas brancas, um par de grandes manchas brancas na região mediana; ventre com grande mancha mediana amarelo-clara estendida nas laterais do abdômen.

Comprimento total 4,85. Carapaça: comprimento 2,0, largura 1,55, altura 0,87; clípeo, altura 0,13. Olhos: fila anterior 0,95, posterior 1,13; QOM: comprimento 0,2, largura anterior 0,42, largura posterior 0,51; diâmetros: OMA 0,17, OLA 0,16, OMP 0,15, OLP 0,16; interdistâncias: OMA-OMA 0,11, OMA-OLA 0,13, OMP-OMP 0,23, OMP-OLP 0,22, OLA-OLP 0,12. Quelíceras: comprimento 1,0; retromargem com 5 dentes subiguais, subcontíguos. Esterno: comprimento 1,07, largura 0,95. Abdômen: comprimento 2,7, largura 1,9. Pernas: comprimento relativo 1423. I - fêmur 1,62/ patela 0,65/ tíbia 1,5/ metatarso 1,4/ tarso 1,87/ total 7,04; II - 1,4/0,6/1,22/1,22/0,77/5,21; III - 1,22/0,55/0,92/1,12/0,6/4,41; IV - 1,65/0,6/1,57/1,7/0,82/6,34. Espinulação: I - fêmur d1-1; tíbia v0-1p-1r-0; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1; tíbia v0-1r-1r-0; metatarso v2-2. III - fêmur d1-0-1, p0-0-1, r0-0-1; tíbia v1p-1p-2; metatarso v2-1p-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-0-1, r0-0-1; tíbia v1p-1p-2; metatarso p0-0-1, r0-0-1, v1p-1p-1. Epígino: fig. 138.

Macho desconhecido.

Distribuição. Conhecida apenas da localidade-tipo.

Corinna recurva sp. nov.
(Figs. 3, 4, 59, 91, 139-142, 155-157)

Holótipo , Reserva Florestal Adolpho Ducke, Manaus, Amazonas, Brasil, 22.VI.1992, H. Höfer & T. Gasnier (INPA).

Etimologia. O adjetivo específico, do latim recurvus, faz referência à natureza recurva da fila de olhos posteriores, característica do grupo aenea.

Diagnose. Machos de Corinna recurva podem ser reconhecidos pela ATR sem PV, com uma série de minúsculas carenas na face retrolateral (fig. 156); PTC amplo, com o ápice prolateral agudo (figs. 139, 140); fêmeas diferem das de C. aenea pela abertura de copulação completamente encoberta por um capuz amplo (fig. 141).

Descrição. Macho (holótipo). Carapaça castanho-avermelhada; quelíceras, enditos e lábio amarelos; esterno castanho-claro, com bordas castanho-escuras, pernas com coxas amarelas, fêmures e patelas castanho-escuros, tíbias castanho-escuras com terço distal amarelo, metatarsos amarelos com terço proximal castanho, tarsos I e II castanhos, III e IV amarelos; abdômen amarelo com manchas violáceas esparsas.

Comprimento total 2,95. Carapaça: comprimento 1,5, largura 1,1, altura 0,75; clípeo, altura 0,18. Olhos: fila anterior 0,57, posterior 0,77; QOM: comprimento 0,28, largura anterior 0,32, largura posterior 0,36; diâmetros: OMA 0,12, OLA 0,09, OMP 0,1, OLP 0,13; interdistâncias: OMA-OMA 0,06, OMA-OLA 0,05, OMP-OMP 0,17, OMP-OLP 0,15, OLA-OLP 0,13. Quelíceras: comprimento 0,67; retromargem com 5 dentes subiguais, separados. Esterno: comprimento 0,75, largura 0,67. Abdômen: comprimento 1,22, largura 1,02. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 1,17/ patela 0,47/ tíbia 1,02/ metatarso 0,87/ tarso 0,75/ total 4,28; II - 1,05/0,4/0,75/0,75/0,6/3,55; III - 0,9/0,37/0,67/0,77/0,52/3,23; IV - 1,32/0,4/1,05/1,15/0,62/4,54. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1. II - fêmur d1-1-1. III - fêmur d0-0-1. IV - fêmur d1-0-1-1, p0-0-1, r0-0-1. Palpo: figs. 139, 140, 155, 156.

Fêmea (parátipo, Reserva Florestal Adolpho Ducke, Manaus, Amazonas). Coloração como no macho.

Comprimento total 3,2. Carapaça: comprimento 1,5, largura 1,1, altura 0,75; clípeo, altura 0,16. Olhos: fila anterior 0,64, posterior 0,85; QOM: comprimento 0,26, largura anterior 0,36, largura posterior 0,4; diâmetros: OMA 0,14, OLA 0,11, OMP 0,1, OLP 0,12; interdistâncias: OMA-OMA 0,08, OMA-OLA 0,05, OMP-OMP 0,21, OMP-OLP 0,15, OLA-OLP 0,15. Quelíceras: comprimento 0,69; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 0,72, largura 0,67. Abdômen: comprimento 1,62, largura 1,22. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 1,1/ patela 0,42/ tíbia 0,92/ metatarso 0,78/ tarso 0,7/ total 3,92; II - 0,97/0,4/0,7/0,7/0,6/3,37; III - 0,9/0,37/0,62/0,72/0,53/ 3,14; IV - 1,25/0,42/1,02/1,12/0,72/4,53. Espinulação: I - fêmur d1-1. II - fêmur d1-1. III - fêmur d1-0-1. IV - fêmur d1-1-1. Epígino: figs. 141, 142, 157.

Variação. Comprimento: (4 ) total 2,65-2,95, carapaça 1,45-1,5, fêmur I 1,1-1,17; (8 ) total 2,7-3,3, carapaça 1,4-1,55, fêmur I 1,05-1,15.

Distribuição. Amazônia central.

Material-tipo. Parátipos: BRASIL. Amazonas: Manaus (Reserva Florestal Adolpho Ducke), , 13.X.1982 (SMNK); , 20.VIII.1991, A. D. Brescovit (MCN 21365); , 21.VIII.1991 (SMNK); , 02.X.1991 (INPA); , 17.II.1992 (INPA); , 23.III.1992 (IBSP 10685); , 08.VI.1992 (SMNK); , 20.VII.1992 (INPA); , 09.XII.1992 (SMNK) (todos coletados por H. Höfer & T. Gasnier); (Fazenda Esteio, Reserva Smithsonian, Km 41), , 15.V.1985, B. C. Klein (MCN 19825); , 05.II.1986, B. C. Klein (MCN 19229).

Material examinado. BRASIL. Amazonas: Manaus (Reserva Florestal Adolpho Ducke), , 13.IX.1991, Parmmam (SMNK); , 16.X.1991, H. Höfer & T. Gasnier (SMNK); , 07.VIII.1992 (IBSP 10705).

Grupo capito

Diagnose. Carapaça com granulações finas, região cefálica alta; fila de olhos posteriores procurva (figs. 143, 144); ATR com PV; tégulo reduzido, oblíquo, reservatório de orientação elipsóide; PTC digitiforme, inserido proximalmente em relação à base do condutor; condutor amplo, de base pouco esclerotinizada, alojando os dois terços distais do êmbolo; êmbolo articulado, de base ampla, abruptamente afilado, inserido em uma área membranácea do tégulo (figs. 92, 145, 149). Epígino com abertura de copulação pequena (figs. 147, 151); PVP pouco desenvolvida (figs. 148, 152).

Corinna capito (Lucas)
(Figs. 92, 143-148)

Drassus capito LUCAS, 1856:22, pr. 1, fig. 8 (holótipo , Rio de Janeiro, Brasil, BMNH, não-encontrado).
Corinna capito; SIMON, 1897a:177, fig. 174; PETRUNKEVITCH, 1911:456; MELLO-LEITÃO, 1923a:52, 54; CAMARGO, 1950:456, figs. 4a-g; ROEWER, 1954:595; BONNET, 1956:1210.

Nota. A identidade desta espécie foi estabelecida por comparação com os exemplares identificados por CAMARGO (1950).

Diagnose. Machos de Corinna capito diferem dos de C. colombo pela ATR com PV pequeno; PTC pouco desenvolvido (figs. 145, 146); fêmeas diferem pela abertura de copulação mediana (figs. 147).

Descrição. Macho (Rio Claro, São Paulo). Carapaça, quelíceras, enditos e lábio castanho-avermelhados escuros, esterno amarelo com bordas castanhas, pernas amarelas, com tíbia, metatarso e tarso castanhos, abdômen amarelo-claro.

Comprimento total 11,0. Carapaça: comprimento 5,7, largura 4,8, altura 3,0; clípeo, altura 0,62. Olhos: fila anterior 2,55, posterior 2,87; QOM: comprimento 0,85, largura anterior 1,12, largura posterior 1,1; diâmetros: OMA 0,42, OLA 0,32, OMP 0,3, OLP 0,3; interdistâncias: OMA-OMA 0,32, OMA-OLA 0,5, OMP-OMP 0,45, OMP-OLP 0,85, OLA-OLP 0,25. Quelíceras: comprimento 3,5; retromargem com 5 dentes subiguais contíguos. Esterno: comprimento 2,9, largura 2,4. Abdômen: comprimento 5,2, largura 4,2. Pernas: comprimento relativo 1423 . I - fêmur 5,1/ patela 2,3/ tíbia 4,2/ metatarso 3,8/ tarso 2,0/ total 17,4; II - 4,7/2,2/3,6/3,5/1,7/15,7; III - 3,9/2,0/2,6/3,2/1,3/13,0; IV - 4,7/2,1/4,0/4,4/1,5/16,7. Espinulação: I - fêmur d1-0, p0-0-1; tíbia v0-2-2-0; metatarso v2-2. II - fêmur d1-0, p0-0-1; tíbia v0-1r-1r-0; metatarso v2-2. III - fêmur d1-0-1; tíbia p1-0, r1-1, v2-2-0; metatarso p1-0-0, r1-0-0, v2-2-1. IV - fêmur d1-0-1, r0-0-1; tíbia r1-1, v1p-1p-0; metatarso p0-1-0, r0-1-0, v2-2-1. Palpo: figs. 145, 146.

Fêmea (Rio Claro, São Paulo). Coloração como no macho.

Comprimento total 9,9. Carapaça: comprimento 5,0, largura 4,3, altura 2,9; clípeo, altura 0,55. Olhos: fila anterior 2,25, posterior 2,62; QOM: comprimento 0,72, largura anterior 1,02, largura posterior 1,0; diâmetros: OMA 0,4, OLA 0,32, OMP 0,27, OLP 0,3; interdistâncias: OMA-OMA 0,32, OMA-OLA 0,42, OMP-OMP 0,45, OMP-OLP 0,72, OLA-OLP 0,15. Quelíceras: comprimento 3,0; retromargem com 4 dentes subiguais contíguos. Esterno: comprimento 2,65, largura 2,25. Abdômen: comprimento 4,7, largura 3,9. Pernas: comprimento relativo 1423. I - fêmur 4,2/ patela 2,0/ tíbia 3,5/ metatarso 3,1/ tarso 1,8/ total 14,6; II - 3,9/1,8/2,9/2,9/1,5/13,0; III - 3,2/1,6/2,1/2,7/1,1/10,7; IV - 4,1/1,8/3,5/3,8/1,3/14,5. Espinulação: I - fêmur d1-0, p0-0-1; tíbia v0-2-2-0; metatarso v2-2. II - fêmur d1-0, p0-0-1; tíbia v0-1r-1r-0; metatarso v2-2. III - fêmur d1-0-1, r0-1-0; tíbia p1-0, r1-1, v2-2-0; metatarso p0-1-0, r0-1-0, v2-2-1. IV - fêmur d1-0-1, r0-0-1; tíbia r1-1, v1p-1p-0; metatarso p0-1-0, r1-1-0, v2-2-1. Epígino: figs. 147, 148.

Variação. Comprimento: (10 ) total 8,3-12,4, carapaça 4,2-6,2, fêmur I 3,9-5,1; (7 ) total 7,8-11,3, carapaça 4,2-6,1, fêmur I 3,4-5,4.

Distribuição. Centro-oeste e sudeste do Brasil.

Material examinado. BRASIL. Goiás: Corumbá de Goiás, , 26.V.1942, F. Lane (MZSP 12623); Espírito Santo: Santa Leopoldina (Chaves), , 28.IX.1942, B. Soares (MZSP 12622); São Paulo: Nova Europa (Fazenda Itaquerê), , VI.1965, K. Lenko (MZSP 4560); Pirassununga, , 22.V.1944, Schubart (MZSP 6435); Rio Claro, , , IV.1941, Pe Pereira (MZSP 12573); Vinhedo, 2 , VI.1983, D. T. Rodrigues (IBSP 4717); Rodovia Castelo Branco (Km 58), , 05.I.1989, A.C. Mascitelli (MZSP 12571); Baruerí, , 14.VII.1954, K. Lenko (MZSP 5963); , 06.VIII.1954, K. Lenko (MZSP 5525); , , IV.1964, K. Lenko (MZSP 3795); São Paulo, , III.1956, R.B.Souto (IBSP 1264); 6 , 19.IV.1969, A. Barroso (MZSP 12572); , VII.1998, S. M. Kigushi (IBSP 20462); (Perdizes) , , II.1950, H. Urban (MZSP 1414); , VI.1950, H. Urban (MZSP 1415); 3 , 28.IV.1951, H. Urban (MZSP 9737); Embú das Artes, 2 , 24.VI.1998, D. R. de Freitas (IBSP 20441, 20443).

Corinna colombo sp. nov.
(Figs. 149-152)

Holótipo , Colombo, Paraná, Brasil, 18.V.1987, Equipe Profaupar (MCN 20581).

Etimologia. O substantivo específico, em aposição, refere-se à localidade-tipo.

Diagnose. Machos de Corinna colombo diferem dos de C. capito pela ATR com PV grande e PTC desenvolvido (figs. 149, 150); fêmeas diferem pela abertura de copulação anterior (fig. 151).

Descrição. Macho (holótipo). Carapaça e quelíceras negras, enditos e lábio mais claros; esterno castanho-avermelhado, com bordas castanho-escuras; pernas anteriores castanho-avermelhadas claras, pernas posteriores amarelas com tarsos, metatarsos e terço apical da tíbias castanho-avermelhados claros; abdômen cinza-violáceo.

Comprimento total 12,6. Carapaça: comprimento 6,1, largura 5,6, altura 3,2; clípeo, altura 0,6. Olhos: fila anterior 2,9, posterior 3,34; QOM: comprimento 0,95, largura anterior 1,15, largura posterior 1,2; diâmetros: OMA 0,45, OLA 0,35, OMP 0,35, OLP 0,3; interdistâncias: OMA-OMA 0,35, OMA-OLA 0,55, OMP-OMP 0,45, OMP-OLP 0,95, OLA-OLP 0,35. Quelíceras: comprimento 4,0; retromargem com 5 dentes iguais, contíguos. Esterno: comprimento 3,4, largura 2,9. Abdômen: comprimento 6,6, largura 4,7. Pernas: comprimento relativo 1423. I - fêmur 5,9/ patela 2,7/ tíbia 5,0/ metatarso 4,5/ tarso 2,2/ total 20,3; II - 5,2/2,5/4,3/4,3/2,0/18,3; III - 4,2/2,2/3,0/3,7/1,5/14,6; IV - 5,3/2,3/4,4/5,2/1,7/18,9. Espinulação: I - fêmur d1-0-0, p0-0-1; tíbia v0-1p-1p; metatarso v2-1p-1r. II - fêmur d1-0-0; metatarso v2-1p-1r. III - tíbia p1-0 v1r-1r-0; metatarso p0-1-0, r0-1-0, v2-2-1. IV - fêmur d1-0-0; tíbia v0-1r-0; metatarso r0-1-0, v2-2-1. Palpo: figs. 149, 150.

Fêmea (parátipo, Curitiba, Paraná). Coloração como no macho.

Comprimento total 14,6. Carapaça: comprimento 6,0, largura 4,8, altura 3,1; clípeo, altura 0,55. Olhos: fila anterior 2,7, posterior 3,05; QOM: comprimento 0,8, largura anterior 1,0, largura posterior 1,0; diâmetros: OMA 0,35, OLA 0,25, OMP 0,25, OLP 0,25; interdistâncias: OMA-OMA 0,35, OMA-OLA 0,6, OMP-OMP 0,5, OMP-OLP 0,95, OLA-OLP 0,25. Quelíceras: comprimento 3,7; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 2,9, largura 2,6. Abdômen: comprimento 7,4, largura 5,8. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 4,5/ patela 2,1/ tíbia 3,9/ metatarso 3,4/ tarso 1,8/ total 15,7; II - 4,2/2,0/3,3/3,2/1,7/14,4; III - 3,4/1,9/2,5/3,5/1,3/12,6; IV - 4,3/2,0/3,7/4,4/1,5/15,9. Espinulação: I - fêmur d1-0-0, p0-0-1; tíbia v0-1p-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-0-0; tíbia v1p-1p-0; metatarso v2-2. III - tíbia p1-0, r1-0, v1p-2-0; metatarso p0-1-0, r0-1-0, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-0; tíbia, v1p-1p-0; metatarso r0-1-0, v2-2-1. Epígino: figs. 151, 152.

Variação. Comprimento: (8 ) total 10,5-13,1, carapaça 5,4-6,8, fêmur I 4,6-6,1; (10 ) total 9,7-16,3, carapaça 4,2-6,7, fêmur I 3,5-5,4.

Distribuição. Centro-oeste, sudeste e sul do Brasil (com um registro isolado no estado do Pará) e norte da Argentina.

Material-tipo. Parátipos: BRASIL. Mato Grosso do Sul: Iguatemi, , 17.III.1981, A. M. Geahl (MCN 12255); São Paulo: Laranjeiras, , III.1947, Justus (MZSP 12628); Pinhal, , I.1949, A. Maller (AMNH); Igaratá, , V.1982, R. P. Moraes (IBSP 3296); Paraná: Jundiaí do Sul, , 04.V.1987, Equipe Profaupar (MCN 20560); Telemaco Borba, , 09.III.1987, Equipe Profaupar (MHCI); , 16.III.1987, Equipe Profaupar (MCN 20582); Curitiba, , 30.VI.1980, A. Yamamoto (MCN 9287); Pinhão (Foz do Rio Capoteiro), , 22.VII.1992, Munhós-Matias (MHCI); Santa Catarina: Lagoa do Norte, , 12.IV.1937, E. Colodal (IBSP 369); Nova Teutônia, , F. Plaumann (SMF); Rancho Queimado, , 08-12.X.1994, Bonaldo & Moura (AMNH); , 13-15.I.1995, Bonaldo & Moura (MCZ). ARGENTINA. Misiones: , , 11-21.IV.1989, Projeto Garabí (MCTP 513); Parque Nacional Iguazú, , j, VIII.1985, P. Goloboff (MACN); San Javier, , 11-21.IV.1989, Projeto Garabí (MCTP 512).

Material examinado. BRASIL. Pará: , C. F. Baker (MCZ); Paraná: Ponta Grossa, , 01.VI.1990, F. Iung (MCN 22546); Guarapuava, , 09.III.1987, Equipe Profaupar (MCN 20585); Teixeira Soares (Rio D'Areia), , IX.1944, R. Lange (MHCI 1380); Santa Catarina: Concórdia, , 12.VII.1988, F. L. Franco & E. Pagini (MCN 17784); Rio Grande do Sul: Carazinho, , 28.III.1973, T. de Lema (MCN 0994); São Borja, , 11-21.IV.1985, Projeto Garabi (MCTP 0515); Canela, 2 , 20.XII.1966, A. A. Lise (MCN 0961). ARGENTINA. 2 (MACN); Misiones: 2 , 21-30.VI.1989, Projeto Garabi (MCTP 0514).

Xeropigo O. Pickard-Cambridge

Xeropigo O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1882:423 (espécie-tipo por monotipia, Olios tridentiger O. Pickard-Cambridge, 1869); sinomizado com Corinna por SIMON, 1898:199; BONNET, 1958:4843; revalidado por BENOIT, 1977:64; PLATINICK, 1993:622; 1997:725.

Diagnose. Palpo do macho com ATR bilobada; lobo ventral com PV apical e uma área mediana pouco esclerotinizada; condutor esclerotinizado, com margens prolateral e retrolateral projetadas, formando uma calha mediana; êmbolo filiforme de inserção prolátero-apical; processo tegular (PTX) de base pouco esclerotinizada, sobreposto ao êmbolo e ao condutor (figs. 93, 94, 158, 159, 164, 168). Epígino com duas minúsculas aberturas de copulação medianas e uma projeção mediana na borda posterior (figs. 160, 161, 166, 170).

Descrição. Comprimento total (machos e fêmeas) 9,2-15,1. Carapaça suboval, pouco mais longa que larga, superfície não-granulada, densamente coberta por pêlos plumosos e cerdas eretas esparsas; maior largura entre as coxas II e III, maior altura sobre a inserção palpal. Região cefálica pouco delimitada, estreitamento pouco acentuado; margem anterior reta, tubérculo interocular ausente (fig. 162); carapaça baixa, região torácica gradualmente rebaixada (fig. 163); sulco torácico longo e profundo, de comprimento similar ao do QOM; invaginação mediana da margem posterior suave ou ausente. Clípeo baixo, pouco maior que o diâmetro dos OMA. Fila de olhos anteriores levemente procurva; fila de olhos posteriores procurva ou levemente procurva; QOM nitidamente mais longo que largo, largura anterior igual ou pouco maior que a largura posterior; cômoro ocular lateral ausente. Olhos médios circulares, laterais ovais; OMA pouco maiores que os demais. Interdistâncias: OMA-OMA por cerca da metade de um diâmetro; OMA-OLA por menos da metade do diâmetro dos OMA; OMP-OMP por pouco mais de um diâmetro; OMP-OLP por pouco mais de um diâmetro dos OMP; OLA-OLP por metade do diâmetro dos OLP. Chilum dividido, com poucos pêlos longos. Quelíceras robustas, pouco menores que a metade do comprimento da carapaça; levemente geniculadas; face frontal não-granulada; retrolateral com estrias transversais conspícuas; côndilo basal subtriangular; retromargem do sulco subungueal com 4 dentes separados, subiguais em tamanho; garra com cerca de um terço do comprimento da quelícera, de base engrossada (fig. 14). Enditos convergentes, promargem côncava, escavação retromarginal conspícua; lábio quase tão largo quanto longo, com cerca da metade do comprimento dos enditos. Esterno pouco mais longo que largo; hirsuto, pêlos não-inseridos em tubérculos; rebordo nítido; laterais da margem anterior pouco projetadas; escavações esternais ausentes.

Pernas longas e robustas, com densa cobertura de pêlos plumosos (fig. 39) e cerdas eretas; comprimento relativo 4123; pêlos das coxas não-inseridos em tubérculos; tíbia I com 4 a 5 pares de espinhos ventrais e um espinho ímpar proximal; metatarso I com 2 pares de espinhos ventrais; escópulas presentes nos metatarsos I e II, desde o terço proximal, e nos tarsos I e II; tarsos III e IV com cerdas espiniformes ventrais; metatarsos III e IV com tufo de cerdas ventro-distais denso; unhas tarsais com 10 a 13 dentes curtos; tufo de pêlos subungueais denso, com pêlos curtos; tricobótrias tarsais (fig. 60) distribuídas em duas filas dorsais; órgão tarsal (fig. 68) subapical; unha do tarso do palpo da fêmea pectinada, com vários dentes pequenos; trocanteres I e II não-recortados, III e IV levemente recortados.

Abdômen densamente coberto por pêlos plumosos, com muitas cerdas eretas longas; machos e fêmeas sem scutum; tubérculo traqueal ausente. Cólulo representado por uma placa triangular hirsuta.

Palpo do macho. Tíbia relativamente longa, com cerca da metade do comprimento do címbio; ATR bilobada, PV presente, apical; lobo ventral com uma área mediana pouco esclerotinizada; lobo dorsal provido de apófises; címbio com PCr pouco pronunciado e sem PCp (figs. 158, 164, 169); subtégulo inteiro; fundus não-alargado, no tégulo; PTd de ápice dobrado em gancho (figs. 93, 94); reservatório mais espiralado em X. smedigari (fig. 168) do que em X. tridentiger (fig. 164); PTX subapical, de base pouco esclerotinizada e ápice curvado retrolateralmente, sobreposto ao êmbolo e ao condutor; condutor parcialmente esclerotinizado, de base membranácea e margens apicais projetadas, formando uma calha mediana; êmbolo filiforme, fusionado ao tégulo, posicionado entre o condutor e o PTX no bulbo não-expandido (figs. 159, 164, 168). Epígino com um septo transversal na borda posterior, projetado sobre o sulco epigástrico em X. tridentiger; não-projetado sobre o sulco epigástrico em X. smedigari; com duas minúsculas aberturas de fecundação medianas (figs. 160, 161, 166, 170). Vulva com PVP bem desenvolvida, restrita à metade posterior da vulva; espermatecas secundárias globulares, espermatecas primárias menores que as espermatecas secundárias (figs. 167, 171).

Elenco. Duas espécies:
Xeropigo tridentiger (O. Pickard-Cambridge) (pág. 56).
Xeropigo smedigari (Caporiacco), comb. nov. (pág. 58).

Xeropigo tridentiger (O. Pickard-Cambridge)
(Figs. 14, 39, 60, 68, 93, 94, 158-161, 162-167)

Olios tridentiger O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1869:538, pr. 13, fig. 6 (holótipo , Ilha de Santa Helena, T. J. Melliss, BMNH, não-encontrado, provavelmente perdido).
Heteropoda tridentigera; O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1873:211.
Xeropigo tridentiger; O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1882:424, pr. 29, figs. 1a-f; BENOIT, 1977:64, figs. 23, 24a-c, 25a-c; PLATNICK, 1993:622.
Hypsinotus humilis KEYSERLING, 1887:446, pr. 6, figs. 18a-c (síntipos
, , Ilha de Saint Kitt, MCZ, não-examinado). Syn. nov.
Xeropigo scutulatus SIMON, 1888:209 (síntipos
, , Ilha de Guadalupe, MNHN, não-encontrados, provavelmente perdidos). Syn. nov.
Hypsinotus flavipes KEYSERLING, 1891:54, pr. 2, fig. 27 (holótipo
, Espírito Santo, Brasil, BMNH 1890.7.1/1252, examinado). Syn. nov.
Corinna tomentosa SIMON, 1897b:886 (síntipos
, 6 j, BMNH 1894.9.18/124-129; , MNHN 18976, Ilha de Saint Vincent, examinados); PETRUNKEVITCH, 1911:470; ROEWER, 1954:600; BONNET, 1956:1217. Syn. nov.
Corinna tridentiger; SIMON, 1898:196 (lapsus).
Corinna humilis; SIMON, 1898:197; PETRUNKEVITCH, 1911:466; 1930:95, figs. 78, 79; ROEWER, 1954:597; BONNET, 1956:1212.
Corinna scutulata; SIMON, 1898:199; PETRUNKEVITCH, 1911:469; ROEWER, 1954:600; BONNET, 1956:1216.
Corinna flavipes; PETRUNKEVITCH, 1911:466; MELLO-LEITÃO, 1923a:53; ROEWER, 1954:596; BONNET, 1956:1211.
Corinna tridentina MELLO-LEITÃO, 1937:315, fig. 5 (holótipo
, Araguarí, Minas Gerais, Brasil, IBSP 292, examinado); ROEWER, 1954:600; BONNET, 1956:1217. Syn. nov.
Corinna tridentigera; ROEWER, 1954:593; BONNET, 1956:1217.

Nota. Esta espécie foi reconhecida através da redescrição de BENOIT (1977) e do exame de material proveniente da localidade-tipo. Dos cinco nomes aqui considerados sinônimos de X. tridentiger, não foi examinado o material-tipo de Hypsinotus humilis e Xeropigo scutulatus. Estas sinonímias foram baseadas no extenso material examinado, nas descrições originais e, no caso de H. humilis, na redescrição de PETRUNKEVITCH (1930).

Diagnose. Machos de Xeropigo tridentiger diferem dos de X. smedigari pelo lobo dorsal da ATR trífido; PTX com uma projeção espiniforme na base; reservatório pouco espiralado, com apenas uma volta proximal (figs. 158, 159, 164, 165); fêmeas diferem pelo epígino com uma depressão mediana anterior e septo transversal da borda posterior muito desenvolvido e projetado além do sulco epigástrico (figs. 160, 166).

Descrição. Macho (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro). Carapaça e quelíceras castanho-avermelhadas escuras, enditos, lábio e esterno castanho-avermelhados, pernas amarelas, dorso do abdômen cinza-escuro, com uma faixa mediana longitudinal amarelo-clara provida, na região posterior, de ramificações laterais direcionadas posteriormente; ventre amarelo-claro.

Comprimento total 11,0. Carapaça: comprimento 5,9, largura 4,8, altura 1,87; clípeo, altura 0,5. Olhos: fila anterior 1,53, posterior 1,8; QOM: comprimento 0,72, largura anterior 0,85, largura posterior 0,78; diâmetros: OMA 0,32, OLA 0,27, OMP 0,25, OLP 0,27; interdistâncias: OMA-OMA 0,2, OMA-OLA 0,07, OMP-OMP 0,3, OMP-OLP 0,37, OLA-OLP 0,1. Quelíceras: comprimento 2,7; retromargem com 4 dentes subiguais, separados. Esterno: comprimento 2,95, largura 2,7. Abdômen: comprimento 5,1, largura 3,4. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 5,5/ patela 2,5/ tíbia 5,2/ metatarso 4,7/ tarso 2,8/ total 20,7; II - 5,2/2,4/4,6/4,6/2,6/19,4; III - 5,0/2,2/4,0/4,9/2,2/18,3; IV - 6,1/2,3/5,2/6,9/2,3/22,8. Espinulação: I - fêmur d1-1-0, p0-1-1; tíbia v1p-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1; tíbia v1r-1p-2-2-0; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-1-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-2. IV- fêmur d1-1-1, p0-1-0-1, r0-0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 158, 159, 164, 165.

Fêmea (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro). Coloração como no macho.

Comprimento total 13,1. Carapaça: comprimento 6,1, largura 5,1, altura 2,25; clípeo, altura 0,47. Olhos: fila anterior 1,57, posterior 1,85; QOM: comprimento 0,77, largura anterior 0,87, largura posterior 0,85; diâmetros: OMA 0,37, OLA 0,32, OMP 0,23, OLP 0,3; interdistâncias: OMA-OMA 0,15, OMA-OLA 0,1, OMP-OMP 0,37, OMP-OLP 0,42, OLA-OLP 0,12. Quelíceras: comprimento 2,6; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 3,05, largura 2,8. Abdômen: comprimento 7,2, largura 4,1. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 5,6/ patela 2,6/ tíbia 5,0/ metatarso 4,4/ tarso 2,6/ total 20,2; II - 5,3/2,5/4,4/4,2/2,4/18,8; III - 4,9/2,2/3,9/4,8/2,1/17,9; IV - 6,1/2,3/5,0/6,6/2,3/22,3. Espinulação: I - fêmur d1-1-0, p0-1-1; tíbia v1p-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1; tíbia v1p-1r-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p2-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-2-0-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 160, 161, 166, 167.

Variação. Comprimento: (10 ) total 9,2-14,9, carapaça 4,9-6,7, fêmur I 4,7-6,5; (10 ) total 10,2-15,1, carapaça 4,9-7,3, fêmur I 4,8-6,1. Alguns espécimes não apresentam o padrão de colorido do dorso do abdômen; no epígino, variam a profundidade da depressão anterior e o tamanho da projeção da borda posterior.

Distribuição. Ilha de Santa Helena; Flórida e América Central; noroeste da América do Sul; nordeste, centro-oeste, sudeste e sul do Brasil.

Material examinado. ILHA DE SANTA HELENA. Rupert's Valley, , 30.XII.1965 (MRAC 129411); , j, 10.I.1966 (MRAC 129369); The Briar's, , 26.XII.1965 (MRAC 129163); Prosperous Bay, 9 , 10 , 3 j, 02, 22, 24, 26.XII.1965 (MRAC 129272, 129426, 129490, 129527, 129552); Horse Point Plain, 2 , 30.XI.1965 (MRAC 129155); , j, 04.I.1966 (MRAC 129336); Basse Fisher's Valley, , 20.XII.1965 (MRAC 129474) (todos coletados por P. Basilewsky, P. Benoit & N. Leleup). ILHAS BERMUDAS. Bermuda Biologic Station, 2 , 02.III.1933, Osborn (AMNH). ESTADOS UNIDOS. Flórida: Florida Bay (Key Largo), , 27.III.1957, H. V. Weems Jr. (AMNH); (Low Key), , 02.I.1941, R. P. Allen (AMNH). BAHAMAS. , VI.1935 (MCZ); Bimini (North Bimini), , , V.1941, W. J. Gertsch & M. A. Cazier (AMNH); (South Bimini), 3 , j, V, VI.1951, W. J. Gertsch & M. A. Cazier (AMNH). CUBA. , 06.XII.1916 (AMNH); JAMAICA. St. James: Montego Bay, , III.1912 (AMNH); Morant Cays, , VI.1965, T. H. G. Aitken (AMNH). HAITI. Grand Rivière, , I.1913, W. M. Mann (MCZ); Port-au-Prince, , 09.VIII.1958, Lazell (AMNH). PUERTO RICO. Humacao: Ceiba, , VI.1942 (MCZ); Mayagüez: , 15-16.II.1914 (AMNH). ILHAS VIRGENS. , 3 j, 11-13.XII.1965, R. Levins & Citron (AMNH); Saint John (Johns Folly Bay), , 20.III.1970, H. L. & F. Levi (MCZ). SAN MARTIN. Philipsburg, 2 , 09.II.1968, B. Malkin (AMNH). GUADALOUPE. Gombeyene, (MNHN). DOMINICA. Salibia, , 27-30.I.1938, B. Malkin (AMNH). GRENADA. Saint Georges, 3 , 03.VI.1950, L. Isaacs (AMNH). TOBAGO. Buccoo Bay, , 15.VIII.1965, E. N. K. Waering (AMNH). ARUBA. Orangestad, 2 , 15.IX.1952, E. Macguire (AMNH); Lago Colony, , 15.IX.1952, E. Macguire (AMNH). MEXICO. Quintana Roo: Playa del Carmen (20º 37' O, 87º 04' N), 2 , 28.I.1984, V. & B. Roth (AMNH). VENEZUELA. Distrito Federal: Caracas, 2 , P. & C. Clarke (CAS); Aragua: Maracay (Acienda La Trindad), , 1940, Pe C. VOGL (AMNH). COLÔMBIA. Norte de Santander: Cucuta, (MNRJ 249); Cundinamarca: Santa Fé de Bogotá, , j (MNRJ 771). BRASIL. 2 , , 4 j (MNRJ 709, 693, 658); Ceará: , W. M. Mann (MCZ); Ubajara, , 1 j, 20.VII.1978, P. F. L. Duarte (UFPB); Paraíba: Várzea, , 01.XI.1978, P. F. L. Duarte (UFPB); Entre Junco e Santa Luzia (Km 269), , 21.XII.1978, P. F. L. Duarte (MCN 25139); Teixeira (Serra do Teixeira, Sítio Carirí), , 2 , VII, VIII.1978, P. F. L. Duarte (UFPB); Pernambuco: , (SMF 8314); Olinda (FRAGOSO), , Galileu (MCN 24961); Recife, 3 , j (SMF 6831, 6832, 13617); Buíque, , 20.VIII.1982, P. F. L. Duarte (UFPB); Tapera, , j (MNRJ 708); Bahia: Itapicurú, , Leonardos (MNRJ 42235); Feira de Santana (Serra de São João, Distrito Maria Quitéria), , 15.X.1989 (UEFS A-003); (Parque Ipê), , , 01.X.1991, V. dos Santos (IBSP 7118); Salvador (Barra), , IV.1992 (IBSP 17558), São Gonçalo dos Campos, , 03.V.1990 (UEFS A-134); Goiás: Anápolis, , 31.V.1942, F. Lane (MZSP 12613); Urutaí, 2 , 1942, G. R. de Souza (MZSP 12612); Catalão, , Blazer (MNRJ 143); Campo Piau, , 19.V.1952, Hoge (IBSP 4084); Minas Gerais: Diamantina (Minas da Serrinha), , 2 , 1945, E. Cohn (AMNH); Belo Horizonte, , D. Walters (AMNH); Poços de Caldas, , 09.VI.1964, J. Becker et al. (MNRJ 13208); Espírito Santo: Linhares (Lagoa Yuparaná), , 05.II.1965, H. Britski (MZSP 3513); Cariacica (Duas Bocas), , I. 1987, R. L. C. Baptista (CRB 3286); Bom Jesus do Norte, , VIII.1986, R. L. C. Baptista (CRB 399); Rio de Janeiro: (MNRJ 705); Bom Jesus de Itabapoana, , I.1984, R. L. C. Baptista (CRB 543); Maricá, , III.1987, R. L. C. Baptista (CRB 1383); Niterói (Fonseca), , 13.I.1986, W. Wilson (CRB 3039); Rio de Janeiro, 2 , X, XI.1985, R. L. C. Baptista (CRB 403, 404); , VIII.1986, R. L. C. Baptista (CRB 770); (Quinta da Boa Vista), , 26.VIII.1986 (MNRJ); (Barra da Tijuca), , 17.X.1992, H. H. F. Alvarenga (MNRJ); São Paulo: SÃO JOSÉ do Rio Preto, , 1965, Vizotto (MZSP 3569); Tabatinga (Fazenda Itaquerê), , 23.IV.1968, K. Lenko (MZSP 12615); Araraquara, , V.1960 (IBSP 1538); Presidente Wenceslau, , 12.VII.1950, (IBSP 443); São Carlos, , 20.VII.1982, J. Henrique (MCN 24931); Campinas, , 3 , N. Freitas (MNRJ 723); , V.1995, C. Bertin (IBSP 6436); Ilha dos Búzios, 2 , 16.X.1963, Exped. Dept. Zool. (MZSP 12614); Paraná: Curitiba, , III.1945 (MHCI 3265); Paranaguá (Ilha do Mel), , j, S. Caron (MHCI).

Xeropigo smedigari (Caporiacco), comb. nov.
(Figs. 168-171)

Corinna smedigari CAPORIACCO, 1955:377, fig. 16 (holótipo , MUCV XII-816, Maiquetia, Distrito Federal, Venezuela, 30.X.1948, Marcuzzi, examinado); BRIGNOLI, 1983:556.

Diagnose. Machos de Xeropigo smedigari diferem dos de X. tridentiger pelo lobo dorsal da ATR bífido; PTX sem projeção espiniforme; reservatório com duas voltas proximais (figs. 168, 169); fêmeas diferem pelo epígino sem depressão mediana anterior e septo transversal da borda posterior pouco desenvolvido (figs. 170).

Descrição. Macho (Port of Spain, Trinidad). Carapaça, enditos e lábio castanho-avermelhados, quelíceras mais escuras, esterno e pernas amarelos; dorso do abdômen cinza com manchas amarelas irregulares e uma faixa longitudinal amarela com extensões laterais pouco nítidas; ventre do abdômen amarelo.

Comprimento total 8,9. Carapaça: comprimento 4,3, largura 3,6, altura 1,5; clípeo, altura 0,45. Olhos: fila anterior 1,35, posterior 1,55; QOM: comprimento 0,7, largura anterior 0,8, largura posterior 0,75; diâmetros: OMA 0,35, OLA 0,27, OMP 0,23, OLP 0,25; interdistâncias: OMA-OMA 0,15, OMA-OLA 0,05, OMP-OMP 0,25, OMP-OLP 0,32, OLA-OLP 0,05. Quelíceras: comprimento 2,1; retromargem com 4 dentes subiguais, separados. Esterno: comprimento 1,15, largura 1,05. Abdômen: comprimento 4,6, largura 2,8. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 4,2/ patela 1,8/ tíbia 3,8/ metatarso 3,4/ tarso 2,1/ total 15,3; II - 3,9/1,6/3,4/3,2/1,9/14,0; III - 3,7/1,5/2,9/3,4/1,7/13,2; IV - 4,4/1,7/3,7/4,7/1,8/16,3. Espinulação: I - fêmur d1-1-0, p0-1-1; tíbia v1p-2-2-2-2-2-0; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1-0, p0-1-1-1; tíbia v1p-2-2-2-2-0. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-1-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-21. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-1-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p2-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 168, 169.

Fêmea (Port of Spain, Trinidad). Coloração como no macho.

Comprimento total 10,3. Carapaça: comprimento 4,4, largura 3,5, altura 1,35; clípeo, altura 0,37. Olhos: fila anterior 1,32, posterior 1,47; QOM: comprimento 0,65, largura anterior 0,75, largura posterior 0,68; diâmetros: OMA 0,32, OLA 0,25, OMP 0,22, OLP 0,23; interdistâncias: OMA-OMA 0,17, OMA-OLA 0,07, OMP-OMP 0,25, OMP-OLP 0,3, OLA-OLP 0,07. Quelíceras: comprimento 2,0; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 2,35, largura 2,2. Abdômen: comprimento 5,5, largura 3,7. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 4,1/ patela 1,8/ tíbia 3,6/ metatarso 3,1/ tarso 2,0/ total 14,6; II - 3,9/1,7/3,1/3,0/1,9/13,6; III - 3,5/1,5/2,8/3,2/1,6/12,6; IV - 4,4/1,7/3,7/4,6/1,7/16,1. Espinulação: I - fêmur d1-1-0, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1-0, p0-1-1; tíbia v1p-2-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-1-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 170, 171.

Variação. Comprimento: (2 ) total 8,9-9,4, carapaça 4,3-4,4, fêmur I 4,2-4,3; (3 ) total 8,2-8,8, carapaça 3,7-4,2, fêmur I 3,4-3,7.

Distribuição. Norte da Venezuela e Trinidad.

Material examinado. TRINIDAD. Maracas Valley, , II.1972, J. A. L. Cooke (AMNH); Port of Spain, , , 14.III.1964, C. E. Ross (CAS); 1 mi. W. Morne, , 23.VI.1968, J. Boss (AMNH); Saint Andrew (Tururi, Brigand Hill) , 21.VII.1979, L. N. Sorkin (AMNH).

Paradiestus Mello-Leitão, revalidado

Paradiestus MELLO-LEITÃO, 1915:141 (espécie-tipo por designação original e monotipia, Paradiestus aurantiacus Mello-Leitão, 1915); sinonimizado com Corinna por MELLO-LEITÃO, 1925:455; sinonimizado com Diestus por MELLO-LEITÃO, 1947:287; BONNET, 1958:3325.

Diagnose. Carapaça com a região cefálica mais escura que a torácica (figs. 172, 173); fila de olhos anteriores reta, OLA oblíquos; quelíceras com um sulco longitudinal conspícuo na face retrolateral; coxa I mais robusta que as demais, com pêlos inseridos em tubérculos. Palpo do macho com condutor membranáceo; processo tegular (PTP) associado à base do êmbolo (figs. 95, 175, 178). Epígino com duas aberturas de copulação; vulva com PVP escavada, com bordas proeminentes (figs. 176, 177, 180, 181).

Descrição. Comprimento total (machos e fêmeas) 10,4-22,1. Carapaça suboval, pouco mais longa que larga; com poucas cerdas eretas na região ocular; com granulações finas esparsas, mais abundantes na região ocular; maior largura entre as coxas II e III, maior altura sobre a inserção do palpo. Região cefálica baixa, delimitada pela coloração mais escura, estreitamento pouco acentuado; margem anterior truncada, sem tubérculo interocular (fig. 172); região torácica gradualmente rebaixada (fig. 173); sulco torácico longo e profundo, geralmente com o mesmo comprimento do QOM; invaginação mediana da margem posterior ausente ou pouco pronunciada. Clípeo baixo, altura igual ou menor que o diâmetro dos OMA. Fila de olhos anteriores reta, com os olhos laterais oblíquos; fila de olhos posteriores reta ou levemente procurva; QOM mais largo que longo, largura anterior nitidamente maior que a posterior; cômoro ocular lateral pouco conspícuo. Olhos médios e laterais posteriores circulares, laterais anteriores subovais; OMA maiores, demais subiguais em tamanho. Interdistâncias: OMA-OMA separados por menos de um diâmetro; OMA-OLA por menos da metade do diâmetro dos OMA; OMP-OMP por até um diâmetro e meio; OMP-OLP por cerca de dois diâmetros dos OMP; OLA-OLP por menos da metade do diâmetro dos OLP. Chilum inteiro, liso, glabro. Quelíceras menores que a metade do comprimento da carapaça; pouco geniculadas; face frontal granulada; retrolateral com estrias pouco evidentes e um sulco longitudinal conspícuo; côndilo basal subtriangular; retromargem do sulco subungueal com 4 a 5 dentes grandes, separados; garra robusta, com cerca de um terço do comprimento da quelícera. Enditos convergentes, promargem côncava, retromargem fortemente escavada. Lábio pouco mais longo que largo, algo maior que a metade do comprimento dos enditos. Esterno pouco mais longo que largo; pouco hirsuto, pêlos não-inseridos em tubérculos; rebordo nítido; laterais da margem anterior projetadas; escavações esternais ausentes.

Pernas longas, pouco robustas, cobertas por pêlos simples e plumosos (fig. 40); comprimento relativo 1423; Coxa I com pêlos inseridos em tubérculos conspícuos, demais coxas com pêlos não-inseridos em tubérculos. Tíbia I com 6 pares de espinhos ventrais (espinho retrolateral do par mais proximal freqüentemente ausente); metatarso I com 2 pares de espinhos ventrais. Escópulas pouco densas, presentes em todos os tarsos e nos terços distal e médio dos metatarsos I e II; metatarsos III e IV com denso tufo de cerdas ventro-distais; unhas tarsais pouco pectinadas, com cerca de 5 dentes curtos; pêlos subungueais densos; tricobótrias tarsais (fig. 61) distribuídas irregularmente sobre a superfície dorsal; órgão tarsal (fig. 69) subapical; unha do tarso do palpo da fêmea pectinada, com dentes curtos; trocanteres I e II não-recortados, III e IV levemente recortados.

Abdômen com abundantes pêlos plumosos e poucas cerdas eretas; scutum dorsal geralmente ausente em ambos os sexos ou representado por uma mancha mais escura, restrita ao terço anterior do abdômen; scutum ventral ausente em ambos os sexos; tubérculo traqueal ausente. Cólulo conspícuo, subtriangular, densamente coberto por pêlos simples.

Palpo do macho. Tíbia longa, com cerca da metade do comprimento do címbio; ATR simples, sem PV reconhecível em P. giganteus, bilobada, com PV, em P. aurantiacus; címbio sem PCr, com PCp pouco desenvolvido (figs. 174, 178); subtégulo inteiro; fundus não-alargado, no tégulo; PTd de ápice não-dobrado em gancho (fig. 95). Tégulo amplo, com reservatório de percurso helicoidal e PTP apical, de ápice agudo, associado à base do êmbolo, ventral em P. giganteus (fig. 178), retrolateral em P. aurantiacus (fig. 175). Condutor membranáceo (fig. 182); êmbolo filiforme, fusionado ao tégulo, de inserção apical, ventral em P. giganteus (fig. 178) e subapical, retrolateral em P. aurantiacus (fig. 175). Epígino com duas aberturas de copulação amplas, anteriores e separadas entre si em P. aurantiacus (fig. 176); pequenas, medianas e contíguas em P. giganteus (fig. 180). Vulva com PVP esclerotinizada, com um par de projeções côncavas, separadas entre si em P. aurantiacus (fig. 177) e contíguas em P. giganteus (fig. 181); ductos copulatórios amplos, largos; em P. aurantiacus, espermatecas secundárias pouco desenvolvidas, divergentes, de tamanho similar ao das espermatecas primárias; em P. giganteus, espermatecas secundárias bem desenvolvidas, globulares, maiores que as primárias (figs. 177, 181).

Elenco. Cinco espécies:
Paradiestus aurantiacus (Mello-Leitão), revalidada, comb. restaur. (pág. 62).
Paradiestus egregius (Simon), comb. nov. - Brasil.
Corinna egregia SIMON, 1896 (síntipos MNHN, examinados).
Paradiestus vitiosus (Keyserling), comb. nov. - Brasil.
Hypsinotus vitiosus KEYSERLING, 1891 (holótipo BMNH, examinado).
Corinna vitiosa; PETRUNKEVITCH, 1911.
Paradiestus giganteus (Karsch), comb. nov. (pág. 63).
Paradiestus penicillatus (Mello-Leitão), comb. nov. - Brasil.
Corinna penicillata MELLO-LEITÃO, 1939a (holótipo IBSP, examinado).

Paradiestus aurantiacus Mello-Leitão, revalidada, comb. restaur.
(Figs.172-177)

Paradiestus aurantiacus MELLO-LEITÃO, 1915:142 (síntipos , j, MNRJ 42164, Parque Nacional do Itatiaia, Itatiaia, Rio de Janeiro, Brasil, examinados, aqui designados lectótipo , paralectótipo j); sinonimizada com Diestus alticeps (Keyserling, 1891) por MELLO-LEITÃO, 1947:287.
Corinna aurantiaca; MELLO-LEITÃO, 1925:455.

Diagnose. Machos de Paradiestus aurantiacus diferem dos de P. giganteus pela presença de um processo tegular prolátero-apical e êmbolo e PTP deslocados retrolateralmente (figs. 174, 175); fêmeas diferem pelo epígino com aberturas de copulação amplas, separadas; espermatecas secundárias, visíveis por transparência, pequenas e divergentes (fig. 176).

Descrição. Macho (Parque Nacional de Itatiaia, Rio de Janeiro). Carapaça amarela, gradualmente mais escura na região cefálica, região ocular castanho-avermelhada; quelíceras castanho-avermelhadas escuras, enditos e lábio castanho-avermelhados; esterno amarelo, bordas castanhas; pernas amarela, abdômen amarelo-claro uniforme.

Comprimento total 10,4. Carapaça: comprimento 4,9, largura 3,9, altura 1,4; clípeo, altura 0,3. Olhos: fila anterior 1,6, posterior 1,82; QOM: comprimento 0,72, largura anterior 0,9, largura posterior 0,82; diâmetros: OMA 0,37, OLA 0,32, OMP 0,3, OLP 0,27; interdistâncias: OMA-OMA 0,22, OMA-OLA 0,1, OMP-OMP 0,27, OMP-OLP 0,4, OLA-OLP 0,1. Quelíceras: comprimento 2,3; retromargem com 4 dentes iguais, separados. Esterno: comprimento 2,5, largura 2,25. Abdômen: comprimento 5,5, largura 3,4. Pernas: comprimento relativo 1423. I - fêmur 5,0/ patela 2,1/ tíbia 4,9/ metatarso 4,3/ tarso 2,2/ total 18,5; II - 4,7/2,0/4,1/3,8/2,1/16,7; III - 3,9/1,7/3,2/3,4/1,6/13,8; IV - 5,0/1,8/4,5/5,0/1,8/18,1. Espinulação: I - fêmur d1-1-0, p0-0-1-1; tíbia v1p-2-2-2-2-2; metatarso v2-2-0. II - fêmur d1-1-0, p0-1-1-1; tíbia v1p-2-1p-2-1p-2; metatarso v2-2-0. III - fêmur d1-1-0, p0-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-0; metatarso p1-1-0, r1-1-0, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-0, p0, r0-0-1; tíbia r1-1, v2-2-0; metatarso p1-1-0, r1-1-0, v2-2-1. Palpo: figs. 174, 175.

Fêmea (Parque Nacional de Itatiaia, Rio de Janeiro). Coloração como no macho.

Comprimento total 15,3. Carapaça: comprimento 6,5, largura 5,3, altura 2,8; clípeo, altura 0,5. Olhos: fila anterior 2,07, posterior 2,5; QOM: comprimento 1,07, largura anterior 1,15, largura posterior 1,02; diâmetros: OMA 0,47, OLA 0,4, OMP 0,32, OLP 0,37; interdistâncias: OMA-OMA 0,32, OMA-OLA 0,12, OMP-OMP 0,37, OMP-OLP 0,6, OLA-OLP 0,17. Quelíceras: comprimento 3,5; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 3,4, largura 2,9. Abdômen: comprimento 8,9, largura 6,1. Pernas: comprimento relativo 1423. I - fêmur 6,5/ patela 3,0/ tíbia 5,9/ metatarso 5,1/ tarso 2,7/ total 23,2; II - 6,2/2,8/5,3/4,8/2,4/21,5; III - 5,2/2,5/4,2/4,4/2,0/18,3; IV - 6,5/2,6/5,6/6,3/2,1/23,1. Espinulação: I - fêmur d1-1-0, p0-1-1-1; tíbia v1p-2-2-2-2-2; metatarso v2-2-0. II - fêmur d1-1-0, p0-1-1-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2-0. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-0; metatarso p1-1-0, r1-1-0, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-0, p0-1-0, r0-0-1; tíbia r1-1, v2-2-0; metatarso p1-1-0, r1-1-0, v2-2-1. Epígino: figs. 176, 177.

Variação. Comprimento: (3 ) total 10,4-13,7, carapaça 4,9-6,5, fêmur I 5,0-7,0; (8 ) total 12,0-17,4, carapaça 6,1-7,9, fêmur I 6,0-7,0.

Distribuição. Sudeste do Brasil.

Material examinado. BRASIL. Minas Gerais: Itamonte, Parque Nacional do Itatiaia (Brejo da Lapa, 22º 21' 45" S 44º 44'06"O, 2.200m); 2 , 4 , 05-06.II.1997, A. Kury, R. Pinto-da-Rocha & L. Mestre (MNRJ 13523; MCN 29882); Rio de Janeiro: Itatiaia (Parque Nacional do Itatiaia), , 3 , j, Padberg (MNRJ 41410, 41411, MCN 28459 ex MNRJ 41411); São Paulo: Campos do Jordão, , j, 17.XII.1944, F. Lane (MZSP 12562).

Paradiestus giganteus (Karsch), comb. nov.
(Figs. 40, 61, 69, 95, 178-182)

Corinna gigantea KARSCH, 1880:375, pr. 12, figs. 3, 3a, 3b (holótipo , Brasil, sem dados específicos de localidade, Sello, ZMB 2141, examinado); PETRUNKEVITCH, 1911:466; ROEWER, 1954:597; BONNET, 1956:1211.

Diagnose. Machos de Paradiestus giganteus diferem dos de P. aurantiacus pela ausência do processo tegular prolátero-apical e pelo êmbolo e PTP não-deslocados retrolateralmente (figs. 178, 182); fêmeas diferem pelo epígino com aberturas de copulação pequenas, contíguas e pelas espermatecas secundárias, visíveis por transparência, grandes e paralelas (fig. 180).

Descrição. Macho (Cambará do Sul, Rio Grande do Sul). Carapaça castanho-avermelhada, região cefálica castanho-avermelhada escura, quelíceras castanho- avermelhadas escuras, enditos, lábio e esterno castanho-avermelhados, pernas amarelas, coxa I castanho-escura, tíbias, metatarsos e tarsos castanho-avermelhados; abdômen cinza, dorso mais escuro na metade posterior, ventre cinza-claro.

Comprimento total 16,9. Carapaça: comprimento 8,2, largura 6,6, altura 2,9; clípeo, altura 0,5. Olhos: fila anterior 2,45, posterior 2,8; QOM: comprimento 1,1, largura anterior 1,35, largura posterior 1,2; diâmetros: OMA 0,55, OLA 0,4, OMP 0,35, OLP 0,4; interdistâncias: OMA-OMA 0,35, OMA-OLA 0,2, OMP-OMP 0,5, OMP-OLP 0,65, OLA-OLP 0,25. Quelíceras: comprimento 4,1; retromargem com 6 dentes subiguais, separados. Esterno: comprimento 4,1, largura 3,6. Abdômen: comprimento 8,7, largura 4,5. Pernas: comprimento relativo 1423. I - fêmur 8,6/ patela 3,7/ tíbia 8,5/ metatarso 7,5/ tarso 3,5/ total 31,8; II - 7,9/3,5/7,2/6,8/3,1/28,5; III - 6,5/3,0/5,4/5,8/2,5/23,2; IV - 8,1/3,1/7,1/8,1/2,6/29,0. Espinulação: I - fêmur d1-1-0, p0-1-1-1; tíbia v2-2-2-2-2-2; metatarso v2-2-0. II - fêmur d1-1-0, p0-1-1-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2-0. III - fêmur d1-1-0, p0-1-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-0; metatarso p1-1-0, r1-1-0, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-0, p0-1-0, r0-0-1; tíbia p1-0, r1-1, v2-2-0; metatarso p1-1-0, r1-1-0, v2-2-1. Palpo: figs. 178, 179, 182.

Fêmea (Canela, Rio Grande do Sul). Coloração como no macho.

Comprimento total 18,9. Carapaça: comprimento 8,7, largura 7,1, altura 3,1; clípeo, altura 0,55. Olhos: fila anterior 2,6, posterior 3,05; QOM: comprimento 1,15, largura anterior 1,35, largura posterior 1,25; diâmetros: OMA 0,5, OLA 0,35, OMP 0,35, OLP 0,35; interdistâncias: OMA-OMA 0,4, OMA-OLA 0,25, OMP-OMP 0,55, OMP-OLP 0,75, OLA-OLP 0,3. Quelíceras: comprimento 4,5; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 4,3, largura 3,8. Abdômen: comprimento 10,0, largura 6,1. Pernas: comprimento relativo 1423. I - fêmur 8,3/ patela 3,8/ tíbia 7,8/ metatarso 6,7/ tarso 3,2/ total 29,8; II - 7,7/3,6/6,8/6,3/3,0/27,4; III - 6,4/3,1/5,5/5,7/2,4/23,1; IV - 8,0/3,7/7,1/8,0/2,6/29,4. Espinulação: I - fêmur d1-1-0, p0-1-1-1; tíbia v1p-2-2-2-2-2-2; metatarso v2-2-0. II - fêmur d1-1-0, p0-1-1-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2-0. III - fêmur d1-1-0, p0-1-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-0; metatarso p1-1-0, r1-1-0, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-0, p0-1-0; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-0; metatarso p1-1-0, r1-1-0, v2-2-1. Epígino: figs. 180, 181.

Variação. Comprimento: (9 ) total 12,5-18,2, carapaça 6,0-8,8, fêmur I 6,3-9,1; (7 ) total 15,9-22,1, carapaça 7,4-8,9, fêmur I 7,1-8,8.

Distribuição. Sudeste e sul do Brasil.

Material examinado. BRASIL: Minas Gerais: Sapucaí-Mirim, , III.1989, Novaes (IBSP 4926); Santa Bárbara (Serra do Caraça), , 12-23.IX.1961, K. Lenko, Kloss & U. MARTINS (MZSP 6683); Lima Duarte (Parque Estadual Ibitiboca), , VII.1987, R. N. Feio (MNRJ 13204); São Paulo: Jundiaí (Parque Estadual da Serra do Japí), , 27-28.IV.1996, A. D. Brescovit (IBSP 7033); São Roque, , IV.1980, A. C. Caragande (IBSP 4121); Mogi das CRUZes (Rancho das Carmelitas), , VII.1976 (MZSP 12561); Mairinque, , IV.1989, A. de Mello (IBSP 4927); Cotia, , X.1981, C. Pestana (IBSP 4957); Paraná: Porto União da Vitória, , 31.X.1966, B. Behr (IBSP 6012); Santa Catarina: Campos Novos, , 16-24.V.1988, F. Franco (MCTP 0477); Rancho Queimado, 3 , 13-15.I.1995, A. B. Bonaldo & L. A. Moura (AMNH, CAS, MCZ); Rio Grande do Sul: Bom Jesus, , 02.XI.1976, P. Braun (MCN 3481); Cambará do Sul, 2 , 3 j, 11-13.IV, 19-21.XII.1994, A. B. Bonaldo & L. A. Moura (MCN 25499, 25972); Canela, , 1980, J. W. Thomé (MCN 9583); Gramado, , 09.III.1997, G. S. Carvalho (MCN 28458).

Abapeba gen. n.

Espécie-tipo. Corinna lacertosa Simon.

Etimologia. O nome genérico, feminino, vem do tupi, da reunião das palavras aba, pêlo e peba, chato, em alusão ao aspecto dos pêlos clavados no tegumento.

Diagnose. Pêlos modificados em forma de clava no cefalotórax, pernas e abdômen (figs. 45-50, 192). Palpo do macho com ATR única, com PV; reservatório longo, muito espiralado; condutor hialino (figs. 183, 187, 193, 199, 203). Epígino com uma abertura de copulação; espermatecas primárias posicionadas posteriormente à abertura de copulação ou no mesmo nível desta (figs. 190, 201, 209).

Descrição. Comprimento total (machos e fêmeas) 4,8-16,2. Carapaça suboval, pouco mais longa que larga, moderadamente hirsuta, com pêlos clavados e simples; com granulações finas; maior largura entre as coxas II e III, maior altura sobre a inserção do palpo. Região cefálica pouco diferenciada, estreitamento pouco acentuado; margem anterior sub-reta no grupo lacertosa, mais convexa nos outros grupos; tubérculo interocular pouco elevado (fig. 192); carapaça baixa, região torácica gradualmente rebaixada; sulco torácico curto e profundo, menor que o comprimento do QOM; margem posterior sub-reta, com invaginação mediana pouco acentuada. Clípeo baixo, pouco maior que um diâmetro dos OMA. Fila de olhos anteriores levemente procurva; fila de olhos posteriores procurva ou levemente procurva; QOM subquadrado, tão longo quanto largo ou pouco mais longo que largo, larguras anterior e posterior aproximadamente iguais; cômoro ocular lateral conspícuo. Olhos médios e laterais posteriores circulares, laterais anteriores subovais; OMA maiores, restantes subiguais em tamanho. Interdistâncias: OMA-OMA separados por pouco mais de meio diâmetro; OMA-OLA por no máximo meio diâmetro dos OMA; OMP-OMP por um e meio a dois diâmetros; OMP-OLP por dois e meio a três diâmetros dos OMP; OLA-OLP subcontíguos. Chilum dividido, liso, glabro. Quelíceras geniculadas, com cerca da metade do comprimento da carapaça; face frontal granulada; retrolateral com estrias pouco conspícuas; côndilo basal triangular; retromargem do sulco subungueal com 5 dentes fortes, subcontíguos; garra com cerca de um terço do comprimento da quelícera. Enditos pouco convergentes, promargem pouco côncava, sub-reta, escavação retromarginal pouco conspícua; lábio tão longo quanto largo, pouco maior que a metade do comprimento dos enditos. Esterno pouco mais longo que largo, coberto por pêlos inseridos em tubérculos e cerdas eretas esparsas; rebordo nítido a partir do terço anterior; laterais da margem anterior projetadas; escavações esternais ausentes.

Pernas longas e geralmente afiladas; robustas no grupo lacertosa; densamente coberta por pêlos clavados (figs. 45-47, 49), pêlos plumosos ausentes; comprimento relativo 4123; coxas com pêlos inseridos em tubérculos; tíbia I com 4 a 6 pares de espinhos ventrais; metatarso I geralmente com 2 pares, em A. lacertosa, metatarso com um espinho adicional impar, apical. Escópulas muito ralas, restritas aos tarsos I e II; tarsos III e IV sem escópulas, com densa cobertura de cerdas espiniformes; metatarsos não-escopulados; metatarsos III e IV sem tufo de cerdas ventro-distais; unhas tarsais com 10 a 12 dentes curtos (figs. 29-31); pêlos subungueais densos, curtos; tricobótrias tarsais (fig. 62) distribuídas em duas filas dorsais; órgão tarsal apical em A. lacertosa (fig. 70); unha do tarso do palpo da fêmea pouco pectinada; trocanteres I e II não-recortados, III e IV levemente recortados.

Abdômen coberto por pêlos clavados e simples (figs. 48, 50), sem pêlos plumosos; scutum dorsal apenas nos machos, pouco desenvolvido, restrito ao terço anterior (fig. 192); scutum ventral ausente em ambos os sexos; tubérculo traqueal ausente. Cólulo representado por um pequeno aglomerado de pêlos simples.

Palpo do macho. Tíbia geralmente curta, menor que a metade do comprimento do címbio; ATR simples, PV presente (figs. 183, 185, 189, 197, 203). Címbio com PCr pouco desenvolvido; em A. lacertosa, margem retrolateral sub-basal inflada (fig. 183); PCp bem desenvolvido nos grupos lacertosa e abalosi (figs. 188, 199), ausente no grupo grassima. Subtégulo inteiro; fundus não-alargado, no tégulo; PTd de ápice em gancho (figs. 97-100); no grupo lacertosa, tégulo com uma projeção triangular subapical (figs. 184); no grupo abalosi, ápice do tégulo com um grande processo rombo direcionado retrolateralmente, circundando o condutor por trás (fig. 186); no grupo grassima, tégulo com uma projeção retrolateral onde se insere o condutor (figs. 187, 207); reservatório intensamente espiralado (figs. 188, 199, 207). Condutor geralmente hialino, membranáceo em A. abalosi (fig. 197). Êmbolo fusionado ao tégulo, espiniforme nos grupos lacertosa e grassima (figs. 188, 207); no grupo abalosi, lameliforme, com um processo prolateral mediano (fig. 199). Epígino com uma abertura de copulação anterior (fig. 190), mediana (fig. 195) ou posterior (fig. 209); vulva com PVP bem desenvolvida em A. lacertosa (fig. 191), pouco desenvolvida em A. hoeferi (fig. 196) e no grupo abalosi (fig. 202); ausente no grupo grassima (figs. 206, 210). Espermatecas secundárias globulares no grupo lacertosa (fig. 196) e reniformes nos grupos abalosi e grassima (figs. 202, 206); espermatecas primárias menores que as secundárias, pouco diferenciadas no grupo lacertosa (fig. 196), globulares, bem diferenciadas nos grupos abalosi e grassima (figs. 202, 206).

Elenco. Dezesseis espécies:
Abapeba abalosi (Mello-Leitão), comb. nov. (pág. 71).
Abapeba cleonei (Petrunkevitch), comb. nov. - Saint Thomas.
Corinna cleonei PETRUNKEVITCH, 1926 (holótipo Peabody Museum, New Haven, não-examinado).
Abapeba echinus (Simon), comb. nov. - Brasil.
Corinna echinus SIMON, 1896 (holótipo MNHN, examinado).
Abapeba guanicae (Petrunkevitch), comb. nov. - Porto Rico.
Corinna guanicae PETRUNKEVITCH, 1930 (holótipo Peabody Museum, New Haven, não-examinado).
Abapeba grassima (Chickering), comb. nov. (pág. 73).
Abapeba hoeferi sp. nov. (pág. 69).
Abapeba lacertosa (Simon), comb. nov. (pág. 68).
Abapeba luctuosa (F. O. Pickard-Cambridge), comb. nov. - México.
Corinna luctuosa F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899 (holótipo BMNH, examinado).
Abapeba lugubris (Schenkel), comb. nov. - Venezuela.
Corinna lugubris SCHENKEL, 1953 (holótipo NHMB, examinado).
Abapeba pennata (Caporiacco), comb. nov. - Guiana.
Corinna pennata CAPORIACCO, 1947 (tipos não-examinados).
Abapeba rioclaro sp. nov. (pág. 71).
Abapeba kochi (Petrunkevitch), comb. nov. - localidade desconhecida.
Hypsinotus rubripes L. KOCH, 1866 (pré-ocupado em Corinna por C. L. Koch, 1842); (síntipos BMNH, examinados).
Corinna kochi PETRUNKEVITCH, 1911 (nome novo).
Abapeba saga (F. O. Pickard-Cambridge), comb. nov. - México.
Corinna saga F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899 (holótipo BMNH, examinado).
Abapeba sicarioides (Mello-Leitão), comb. nov. - Brasil.
Lausus sicarioides MELLO-LEITÃO, 1935 (holótipo IBSP, examinado).
Abapeba taruma sp. nov. (pág. 74).
Abapeba wheeleri (Petrunkevitch), comb. nov. - Porto Rico.
Corinna wheeleri PETRUNKEVITCH, 1930 (holótipo Peabody Museum, New Haven, não-examinado).

Grupo lacertosa

Diagnose. Palpo do macho com projeção tegular triangular subapical; ápice do tégulo sem processo rombo retrolateral; condutor curto; base do êmbolo sem escavação ou área esclerotinizada (figs. 97, 98, 184, 188,193). Epígino com abertura de copulação anterior ou mediana e um par de depressões laterais posteriores (figs. 190, 195).

Abapeba lacertosa (Simon), comb. nov.
(Figs. 29, 45, 70, 97, 98, 183, 184, 188-191)

Corinna lacertosa SIMON, 1897b:885 (síntipos , , Ilha de Saint Vincent MNHN 18974, examinados; aquí designados lectótipo e paralectótipo ); PETRUNKEVITCH, 1911:466; ROEWER, 1954:597; BONNET, 1956:1213.

Diagnose. Machos de Abapeba lacertosa diferem dos de A. hoeferi pela ATR do palpo do macho com uma escavação prolateral, sem processo laminar; projeção tegular triangular próxima da inserção do condutor; êmbolo de ápice afilado (figs. 183, 184, 188, 189); epígino com abertura de copulação anterior, de margem posterior em "U"; depressões laterais posteriores profundas e mais longas que largas (fig. 190).

Descrição. Macho (lectótipo). Carapaça e quelíceras castanho-avermelhadas, enditos, lábio e esterno castanho-avermelhados claros, pernas amarelo uniforme, abdômen cinza-escuro, sem padrão de colorido.

Comprimento total 11,1. Carapaça: comprimento 5,6, largura 4,9, altura 2,4; clípeo, altura 0,5. Olhos: fila anterior 1,82, posterior 2,07; QOM: comprimento 0,75, largura anterior 0,97, largura posterior 0,82; diâmetros: OMA 0,37, OLA 0,3, OMP 0,25, OLP 0,25; interdistâncias: OMA-OMA 0,25, OMA-OLA 0,15, OMP-OMP 0,35, OMP-OLP 0,55, OLA-OLP 0,1. Quelíceras: comprimento 2,8; retromargem com 5 dentes iguais, contíguos. Esterno: comprimento 3,05, largura 2,55. Abdômen: comprimento 5,7, largura 3,8; scutum dorsal inconspícuo. Pernas: comprimento relativo: 4123. I - fêmur 5,5/ patela 2,5/ tíbia 5,1/ metatarso 4,4/ tarso 2,7/ total 20,2; II - 4,9/2,3/4,1/4,0/2,3/17,6; III - 4,3/2,0/3,5/3,8/2,0/15,6; IV - 5,7/2,2/5,0/5,5/2,5/20.9. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-1-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso p0-0-1, r0-0-1, v2-2-1. II - fêmur d1-1, p0-1-1-1; tíbia p0-1-1, v2-2-2-2; metatarso p0-1-1, r0-0-1. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia, p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 183, 184, 188, 189.

Fêmea (paralectótipo). Coloração como no macho.

Comprimento total 13,4. Carapaça: comprimento 5,5, largura 4,5, altura 2,2; clípeo, altura 0,4. Olhos: fila anterior 1,65, posterior 1,9; QOM: comprimento 0,55, largura anterior 0,85, largura posterior 0,72; diâmetros: OMA 0,32, OLA 0,3, OMP 0,27, OLP 0,27; interdistâncias: OMA-OMA 0,25, OMA-OLA 0,2, OMP-OMP 0,22, OMP-OLP 0,5, OLA-OLP 0,07. Quelíceras: comprimento 2,9; dentes como no macho. Esterno: comprimento 2,8, largura 2,4. Abdômen: comprimento 8,2, largura 5,9, sem scutum. Pernas: comprimento relativo como no macho. I - fêmur 4,9/ patela 2,2/ tíbia 4,5/ metatarso 3,7/ tarso 2,2/ total 17,5; II - 4,5/2,1/3,6/3,4/2,0/15,6; III - 4,0/1,8/3,1/3,3/1,7/13,9; IV - 5,2/2,2/4,5/4,9/2,3/19,1. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso p0-0-1, r0-0-1, v2-2-1. II - fêmur d1-1, p0-1-1; tíbia v2-1r-2-2; metatarso p0-0-1, r0-0-1, v2-2-1. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r0-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 190, 191.

Variação. Comprimento: (10 ) total 10,5-13,9, carapaça 5,2-7,1, fêmur I 4,8-6,2; (10 ) total 10,8-16,2, carapaça 4,9- 6,9, fêmur I 4,7-6,1.

Distribuição geográfica. Norte da América do Sul.

Material examinado. TRINIDAD. St. Davis: Toco, , j, 14.II.1965, E. N. Kjellesvig (AMNH); St. George: Arima (Arima Valley, Simla, 4 mi N Arima), , 25.IV.1967, C. T. Collins (AMNH); Nariva (Cocal, Nariva Swamp), , 13.VII.1979, L. N. Sorkin (AMNH). VENEZUELA. Distrito Federal: Caracas, , 12.VI.1974, C. Ereu (MUCV); (San Jose del Avila), 2 , 1940, Pe C. VOGL (AMNH); Miranda: Vista Hermosa (Quinta Lourdes), , 22.II.1951, A. Yañez (CPS 059); Bolivar: El Manteco, 2 , 30.IV.1974, Salas & Salas (MUCV XII-1052; XII-1065); GUIANA. Rockstone, , j, 08.VI.1911, F. E. Lutz (AMNH); Tumatumaro (Rio Potaro), , 28.VI.1927 (AMNH). SURINAME. Moengo (Rio Boven Cottica, 54o 27' W, 5o 38' N), , 16.V.1927 (AMNH); Marowijne (Langaman Kondre), 2 , 15-30.VIII.1965, B. Malkin (AMNH, MZSP 12621); (Christian Kondre), 2 , , 7 j, 1-7.X.1963, B. Malkin (AMNH). GUIANA FRANCESA. Cayenne (Montabo), , XII.1981, S. Marchall (AMNH). BRASIL. Amazonas: Manaus (INPA), , 06.IV.1987, H. Höfer (INPA); (Conjunto Petrus), , j, 1993, T. Gasnier (MCN 25003); , 04.II.1994, H. Höfer (MCN 25002); (Conjunto Mundo Novo), , 02.IV.1991, F. Fé (UA 03); (Reserva Florestal Adolpho Ducke), , VIII.1991, H. Höfer (SMNK); (Igapó Tarumã-Mirim), , 8-10.VI.1987, H Höfer (SMNK); Pará: Belém, , 23.VIII.1977 (MPEG); Acre: Rio Branco, , 21.X.1995, E. V. Souza et al. (IBSP 7005).

Abapeba hoeferi sp. nov.
(Figs. 192-196)

Holótipo , Reserva Florestal Adolpho Ducke, Manaus, Amazonas, Brasil, 14-22.VIII.1991, A. D. Brescovit (MCN 21436).

Etimologia. O nome específico é um patronímico em homenagem ao Dr. Hubert Höfer, coletor dos parátipos desta espécie e de um grande número de aranhas da Amazônia central.

Diagnose. Machos de Abapeba hoeferi diferem dos de A. lacertosa pela ATR do palpo do macho sem escavação na face prolateral, com processo laminar subapical; projeção tegular triangular afastada da inserção do condutor; êmbolo de ápice rombo (figs. 193, 194); fêmeas diferem pela abertura de copulação mediana, de margem posterior sub-reta; depressões laterais posteriores rasas e mais largas que longas (fig. 195).

Descrição. Macho (holótipo). Carapaça e quelíceras castanho-avermelhadas, enditos, lábio e esterno castanho-avermelhados claros, pernas castanho-avermelhadas, com o terço distal das tíbias amarelo, dorso do abdômen violeta-claro, com dois pares de manchas amarelas pouco definidas na região anterior e uma mancha amarela em "M" na região posterior (fig. 192), ventre do abdômen amarelo.

Comprimento total 6,2. Carapaça: comprimento 2,95, largura 2,65, altura 1,45; clípeo, altura 0,3. Olhos: fila anterior 1,15, posterior 1,32; QOM: comprimento 0,55, largura anterior 0,67, largura posterior 0,57; diâmetros: OMA 0,3, OLA 0,22, OMP 0,17, OLP 0,2; interdistâncias: OMA-OMA 0,12, OMA-OLA 0,1, OMP-OMP 0,22, OMP-OLP 0,25, OLA-OLP 0,07. Quelíceras: comprimento 1,55; retromargem com 6 dentes subiguais, contíguos. Esterno: comprimento 1,6, largura 1,55. Abdômen: comprimento 3,1, largura 2,5. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 2,6/ patela 1,3/ tíbia 2,35/ metatarso 1,9/ tarso 1,1/ total 9,25; II - 2,45/1,2/1,95/1,8/1,0/8,4; III - 2,15/1,0/1,65/1,8/0,95/7,55; IV - 2,75/1,15/2,35/2,7/1,2/10,15. Espinulação: I - fêmur d1-1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v1p-1p-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 193, 194.

Fêmea (parátipo). Coloração como no macho.

Comprimento total 7,6. Carapaça: comprimento 3,1, largura 2,9, altura 1,45; clípeo, altura 0,28. Olhos: fila anterior 1,15, posterior, 1,35; QOM: comprimento 0,5, largura anterior 0,65, largura posterior 0,57; diâmetros: OMA 0,3, OLA 0,2, OMP 0,15, OLP 0,17; interdistâncias: OMA-OMA 0,15, OMA-OLA 0,1, OMP-OMP 0,22, OMP-OLP 0,32, OLA-OLP 0,1. Quelíceras: comprimento 1,6; dentes como no macho. Esterno: comprimento 1,65, largura 1,6. Abdômen: comprimento 4,2, largura 2,9. Pernas: comprimento relativo como no macho. I - fêmur 2,7/ patela 1,3/ tíbia 2,3/ metatarso 1,95/ tarso 1,0/ total 9,25; II - 2,5/1,25/1,95/1,8/0,95/8,45; III - 2,2/1,05/1,7/1,85/0,9/7,7; IV - 2,95/1,25/2,45/2,75/1,15/10,55. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1; tíbia v1r-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p0-1-1, r0-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-0-1, p0-0-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v1p-1p-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 195, 196.

Variação. Comprimento: (2 ) total 6,2-6,8, carapaça 2,95-3,25, fêmur I 2,55-2,6.

Distribuição geográfica. Conhecida apenas da localidade-tipo.

Material-tipo. Parátipos: BRASIL. Amazonas: Manaus (Reserva Florestal Adolpho Ducke), 02.IX.1991, H. Höfer & T. Gasnier (ecletor de árvore), , (SMNK); (MCN 27728).

Grupo abalosi

Diagnose. Palpo do macho sem projeção tegular triangular subapical; ápice do tégulo com grande processo rombo, direcionado retrolateralmente, circundando o êmbolo por trás; condutor longo, acompanhando o êmbolo desde a base; base do êmbolo com escavação esclerotinizada; êmbolo com um processo submediano (figs. 186, 197, 199). Epígino com abertura de copulação anterior, sem escavações laterais posteriores (fig. 201).

Abapeba abalosi (Mello-Leitão), comb. nov.
(Figs. 197, 198)

Corinna abalosi MELLO-LEITÃO, 1942:416, fig. 41 (holótipo , Colonia Doria, Santiago del Estero, Argentina, XI.1940, Abalos, MLP 15530, examinado); ROEWER, 1954:594; ARROZPIDE, 1986:16.

Diagnose. Abapeba abalosi pode ser reconhecida pelo palpo do macho com condutor membranáceo e êmbolo reto, com um pequeno processo basal (figs. 197, 198).

Descrição. Macho (holótipo). Carapaça castanho-avermelhada clara, quelíceras castanho-avermelhadas, enditos, lábio e esterno castanho-claros, pernas amarelo-escuras, abdômen cinza, sem padrão de colorido.

Comprimento total 7,9. Carapaça: comprimento 3,8, largura 3,1, altura 1,35; clípeo, altura 0,37. Olhos: fila anterior 1,12, posterior 1,25; QOM: comprimento 0,44, largura anterior 0,58, largura posterior 0,55; diâmetros: OMA 0,22, OLA 0,17, OMP 0,17, OLP 0,17; interdistâncias: OMA-OMA 0,17, OMA-OLA 0,07, OMP-OMP 0,25, OMP-OLP 0,27, OLA-OLP 0,02. Quelíceras: comprimento 2,0; retromargem com 5 dentes subiguais, os 2 distais fusionados. Esterno: comprimento 1,85, largura 1,8. Abdômen: comprimento 4,1, largura 3,1. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 3.1/ patela 1,4/ tíbia 2,8/ metatarso 2,5/ tarso 1,3/ total 11,1; II - 2,8/1,3/2,3/2,4/1,0/9,8; III - 2,5/1,1/1,9/2,4/0,8/8,7; IV - 3,3/1,3/2,9/3,5/0,8/11,8. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia p0-1-0, v2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-1-1; tíbia p0-1-1, v1p-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p0-1-1, r0-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v1p-2-2; metatarso p0-1-0, r0-0-1, v2-2-1. Palpo: figs. 197, 198.

Fêmea. Desconhecida.

Variação. Comprimento: (2 ) total 7,4-7,9, carapaça 3,8-4,1, fêmur I 3,1-3,6.

Distribuição. Norte da Argentina e Paraguai.

Material examinado. PARAGUAI. , Fiebrig (ZMB 4229).

Abapeba rioclaro sp. nov.
(Figs. 31, 46-48, 99, 185, 186, 199-202)

Holótipo , Rio Claro, São Paulo, Brasil, XII.1942, F. S. PEREIRA (MZSP 10788).

Etimologia. O nome específico é um substantivo referente à localidade-tipo.

Diagnose. Machos de Abapeba rioclaro diferem dos de A. abalosi pelo condutor hialino e êmbolo curvado em direção retrolateral, sem processo basal (figs. 186, 199, 200); fêmeas podem ser reconhecidas pela abertura de copulação coberta por um pequeno escapo anterior e pela presença de uma área clara, circular, póstero-mediana (fig. 201).

Descrição. Macho (holótipo). Carapaça e quelíceras castanho-avermelhadas, enditos, lábio, esterno e pernas castanho-claros, dorso do abdômen cinza-amarelado, sem padrão de colorido, ventre amarelo.

Comprimento total 6,8. Carapaça: comprimento 3,4, largura 3,0, altura 1,6; clípeo, altura 0,35. Olhos: fila anterior 1,1, posterior 1,27; QOM: comprimento 0,48, largura anterior 0,57, largura posterior 0,55; diâmetros: OMA 0,25, OLA 0,22, OMP 0,17, OLP 0,17; interdistâncias: OMA-OMA 0,15, OMA-OLA 0,07, OMP-OMP 0,25, OMP-OLP 0,27, OLA-OLP 0,02. Quelíceras: comprimento 1,9; retromargem com 5 dentes iguais, separados, os 2 distais contíguos. Esterno: comprimento 1,8, largura 1,8. Abdômen: comprimento 3,4, largura 2,3. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 3,0/ patela 1,9/ tíbia 2,7/ metatarso 2,6/ tarso 1,1/ total 11,3; II - 2,9/1,3/2,2/2,4/1,0/9,8; III - 2,5/1,1/1,9/2,3/0,9/8,7; IV - 3,2/1,3/2,8/3,5/1,1/11,9. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1-2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1r-0-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-0, r0-1-0; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p0-1-1, r1-0-0, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v1p-1p-1r; metatarso p0-1-1, r0-1-0, v2-2-1. Palpo: figs. 186, 199, 200).

Fêmea (parátipo, Rio Claro, São Paulo). Coloração como no macho, exceto dorso do abdômen com pontuações amarelas esparsas.

Comprimento total 8,9. Carapaça: comprimento 3,9, largura 3,4, altura 1,8; clípeo, altura 0,37. Olhos: fila anterior 1,12, posterior 1,32; QOM: comprimento 0,5, largura anterior 0,6, largura posterior 1,55; diâmetros: OMA 0,27, OLA 0,2, OMP 0,18, OLP 0,2; interdistâncias: OMA-OMA 0,15, OMA-OLA 0,07, OMP-OMP 0,22, OMP-OLP 0,25, OLA-OLP 0,02. Quelíceras: comprimento 2,1; retromargem com 6 dentes subiguais, separados. Esterno: comprimento 1,9, largura 1,9. Abdômen: comprimento 3,4, largura 4,9. Pernas: comprimento relativo como no macho. I - fêmur 3,5/ patela 1,6/ tíbia 3,0/ metatarso 2,9/ tarso 1,1/ total 12,1; II - 3,1/1,5/2,5/2,6/1,0/10,7; III - 2,7/1,2/2,6/2,6/0,9/10,0; IV - 3,6/1,4/3,0/3,8/1,1/12,9. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1-2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1r-0-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-0, r0-1-0; tíbia p1-1, r1-1, v1p-1r-2; metatarso p0-1-0, r0-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v1p-1p-2; metatarso p0-1-1, r1-1-0, v2-2-1. Epígino: figs. 201, 202.

Variação. Comprimento: (7 ) total 5,9-7,7, carapaça 3,1-3,7, fêmur I 2,9-3,6; (7 ) total 7,5-8,7, carapaça 3,0-3,8, fêmur I 2,9-3,5. Alguns machos apresentam a apófise tibial retrolateral e o processo tegular retrolateral um pouco menores do que o figurado.

Distribuição geográfica. Centro-oeste e sudeste do Brasil.

Material-tipo. Parátipos: BRASIL. Brasília: , VI.1995, R. Rezende (IBSP 6162); Mato Grosso: Três Lagoas, , X.1964, C.D.Z. (MZSP 6063); (Fazenda Canaã), 2 , IV.1967, F. Lane (MZSP 12606); Mato Grosso do Sul: Campo Grande, , 30.VII.1995, R. S. Bernilz (IBSP 6329); São Paulo: Onda Verde (Fazenda São João), , I.1946, F. Lane (MZSP 12605); , Pirassununga (Emas), Schubart, (MNRJ 812); , 10.III.1948 (MZSP 7100); 4 , Rio Claro, XII.1942, F. S. PEREIRA (MZSP 10788); , (MCN 28312, Ex MZSP 10788); Piracaia, , I.1994, H. Gasparini (IBSP 5787).

Grupo grassima

Diagnose. ATR do palpo do macho com PV reduzido a pequeno gancho direcionado retrolateralmente; tégulo sem projeção triangular subapical e processo rombo retrolateral; condutor curto, inserido em uma projeção tegular subapical retrolateral; base do êmbolo com área esclerotinizada não-escavada (figs. 187, 203, 207). Epígino com abertura de copulação mediana ou posterior, sem escavações laterais posteriores (figs. 205, 209).

Abapeba grassima (Chickering), comb. nov.
(Figs. 30, 49, 50, 62, 100, 187, 203-206)

Corinna grassima Chickering, 1972:371, figs. 11-16 (holótipo , parátipo , Ilha de Barro Colorado, Zona do Canal, Panamá, MCZ, não-examinados); BRIGNOLI, 1983:556.

Diagnose. Abapeba grassima difere de A. taruma pelo palpo do macho com projeção tegular subapical retrolateral pequena; êmbolo curto, de inserção apical (figs. 203, 204); epígino com abertura de copulação mediana, de margem posterior procurva (fig. 205).

Descrição. Macho (Balboa, Zona do Canal, Panamá). Carapaça castanho-avermelhada escura, peças bucais e esterno castanho-avermelhados, fêmures castanhos com uma faixa longitudinal amarela retrolateral e manchas amarelas alongadas dorsais; patelas amarelas manchadas de castanho; tíbias castanhas com faixa longitudinal dorsal e ápice amarelos; metatarsos amarelos manchados de castanho; tarsos amarelos; dorso do abdômen violáceo-escuro, salpicado de amarelo; ventre amarelo com faixa longitudinal violácea pouco definida.

Comprimento total 5,2. Carapaça: comprimento 2,5, largura 2,2, altura 1,05; clípeo, altura 0,15. Olhos: fila anterior 0,82, posterior 1,0; QOM: comprimento 0,35, largura anterior 0,4, largura posterior 0,67; diâmetros: OMA 0,17, OLA 0,17, OMP 0,13, OLP 0,13; interdistâncias: OMA-OMA 0,1, OMA-OLA 0,05, OMP-OMP 0,2, OMP-OLP 0,2, OLA-OLP 0,05. Quelíceras: comprimento 1,35; retromargem com 4 dentes iguais separados. Esterno: comprimento 1,35, largura 1,35. Abdômen: comprimento 2,6, largura 1,7. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 2,0/ patela 1,0/ tíbia 1,7/ metatarso 1,6/ tarso 1,1/ total 7,4; II - 1,7/0,9/1,3/1,4/0,9/6,2; III - 1,5/0,8/1,1/1,2/0,8/5,4; IV - 2,2/0,9/1,9/2,1/1,1/8,2. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1r-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1; tíbia v1r-1r-1r-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-0-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-0-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-0-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v1p-2-2; metatarso p1-1-0, r0-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 187, 203, 204.

Fêmea (Balboa, Zona do Canal, Panamá). Coloração como no macho.

Comprimento total 6,0. Carapaça: comprimento 2,7, largura 2,2, altura 1,1; clípeo, altura 0,15. Olhos: fila anterior 0,87, posterior 1,02; QOM: comprimento 0,38, largura anterior 0,43, largura posterior 0,42; diâmetros: OMA 0,17, OLA 0,15, OMP 0,12, OLP 0,12; interdistâncias: OMA-OMA 0,12, OMA-OLA 0,07, OMP-OMP 0,2, OMP-OLP 0,25, OLA-OLP 0,07. Quelíceras: comprimento 1,3; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 1,4, largura 1,35. Abdômen: comprimento 3,1, largura 2,0. Pernas: comprimento relativo como no macho. I - fêmur 2,1/ patela 1,0/ tíbia 1,7/ metatarso 1,5/ tarso 1,1/ total 7,4; II - 1,8/0,9/1,4/1,3/0,9/6,3; III - 1,6/0,8/1,2/1,3/0,8/5,7; IV - 2,3/1,0/2,0/2,1/1,1/8,5. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1r-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1; tíbia v1r-1r-1r-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-0-1, p0-0-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p0-1-1, r0-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-0-1, r0-0-1; tíbia, p1-1, r1-1, v1p-1p-2; metatarso p0-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 205, 206.

Variação. Comprimento: (10 ) total 4,8-5,7, carapaça 2,3-2,9, fêmur I 1,9-2,3; (10 ) total 5,0-6,5, carapaça 2,3-3,0, fêmur I 1,9-2,3. As pernas III e IV, regeneradas, de um exemplar da Cidade do Panamá, são amarelas; alguns machos não apresentam scutum dorsal no abdômen; a projeção subapical retrolateral do tégulo do palpo varia em grau de esclerotinização; nas fêmeas, varia a distância entre a abertura de copulação e a borda posterior do epígino; as espermatecas secundárias podem ser assimétricas.

Distribuição geográfica. Panamá.

Material examinado. PANAMÁ. Colón: Santa Rosa, , 3 , IX.1945, C. D. Michener (AMNH); Gatun, , , 15.XI.1958, A. M. Chickering (MCZ); Panamá: Canal Zone Forest Preserv, , 21.XI.1958, A. M. Chickering (MCZ); Old Panamá City, 3 , 3 , j, 28.VIII.1945, Michener & Fichter (AMNH, MCN 28313); Balboa, 13 , 6 , 7 j, V.1964, A. M. Chickering (MCZ); , 28.XI.1954, W. E. Lundy (AMNH); La Campana, , j, 05.VIII.1945, E. Fichter (AMNH).

Abapeba taruma sp. nov.
(Figs. 207-210)

Holótipo , Igapó Tarumã-Mirim, Manaus, Amazonas, Brasil, 18.XI.1982, J. Adis (INPA).

Etimologia. O nome específico é um substantivo em aposição, em referência à localidade-tipo.

Diagnose. Abapeba taruma difere de A. grassima pelo palpo do macho com projeção tegular subapical retrolateral ampla; êmbolo relativamente longo, de inserção subapical (figs. 207, 208); epígino com abertura de copulação posterior, de margem posterior recurva, em "V" (fig. 209).

Descrição. Macho (holótipo). Carapaça e peças bucais castanho-avermelhadas claras, esterno castanho-amarelado, pernas amarelas, abdômen cinza-claro, dorso com manchas esparsas cinza-escuro.

Comprimento total 7,5. Carapaça: comprimento 3,4, largura 2,6, altura 1,4; clípeo, altura 0,35. Olhos: fila anterior 0,95, posterior 1,15; QOM: comprimento 0,35, largura anterior 0,52, largura posterior 0,5; diâmetros: OMA 0,23, OLA 0,15, OMP 0,12, OLP 0,1; interdistâncias: OMA-OMA 0,12, OMA-OLA 0,1, OMP-OMP 0,2, OMP-OLP 0,35, OLA-OLP 0,05. Quelíceras: comprimento 1,7; retromargem com 5 dentes, 4º maior, bífido. Esterno: comprimento 1,6, largura 1,6. Abdômen: comprimento 3,3, largura 2,4. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 2,7/ patela 1,2/ tíbia 2,2/ metatarso 2,2/ tarso 1,1/ total 9,4; II - 2,6/1,1/2,0/2,0/1,0/8,7; III - 2,4/1,1/1,8/2,2/0,9/8,4; IV - 2,8/1,3/2,3/2,9/1,1/10,4. Espinulação: I - fêmur d0-0-1, p0-0-1; tíbia v1p-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - tíbia v0-2-2-2; metatarso p0-1-0, v2-2. III - fêmur d0-0-1; tíbia r0-1-1, v0-0-2; metatarso p0-1-0, r0-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d0-0-1; tíbia r0-1-1, v0-0-2; metatarso p0-1-0, r0-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 207, 208.

Fêmea (parátipo). Coloração como no macho, exceto pernas amarelo-escuras, abdômen cinza-escuro, dorso com mancha amarela mediana em "V" invertido e mancha amarela em "M" posterior.

Comprimento total 7,8. Carapaça: comprimento 3,2, largura 2,6, altura 1,2; clípeo, altura 0,4. Olhos: fila anterior 0,97, posterior 1,07; QOM: comprimento 0,37, largura anterior 0,5, largura posterior 0,5; diâmetros: OMA 0,18, OLA 0,15, OMP 0,12, OLP 0,12; interdistâncias: OMA-OMA 0,15, OMA-OLA 0,1, OMP-OMP 0,2, OMP-OLP 0,25, OLA-OLP 0,05. Quelíceras: comprimento 1,5; retromargem com 4 dentes, 4º maior, bífido. Esterno: comprimento 1,6, largura 1,55. Abdômen: comprimento 3,9, largura 2,6. Pernas: comprimento relativo como no macho. I - fêmur 2,6/ patela 1,2/ tíbia 2,1/ metatarso 2,2/ tarso 0,9/ total 9,0; II - 2,4/1,1/1,8/2,0/0,8/8,1; III - 2,1/1,0/1,6/2,1/0,7/7,5; IV - 2,7/1,1/2,2/2,8/0,9/9,7. Espinulação: I - fêmur d0-0-1, p0-0-1; tíbia v1p-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d0-0-1; tíbia v0-2-2-2; metatarso p0-1-0, v2-2. III - fêmur d0-0-1; tíbia v0-0-2; metatarso p0-1-0, r0-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d0-0-1, r0-0-1; tíbia v0-0-2; metatarso p0-1-0, r0-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 209, 210.

Variação. Comprimento: (8 ) total 5,0-7,0, carapaça 2,5-3,3, fêmur I 2,0-3,0; (3 ) total 5,7-6,9, carapaça 2,7-3,0, fêmur I 2,2-2,6. Alguns machos apresentam o mesmo padrão de colorido da fêmea descrita.

Distribuição geográfica. Amazônia brasileira.

Material-tipo. Parátipos: BRASIL. Amazonas: Manaus (INPA), , 30.V.1986, J. Adis et al. (INPA); (Reserva Florestal Adolpho Ducke), , 23.X.1990, F. Apolinario (INPA); , 28.XII.1993, , 07.II.1994, C. Martius (INPA); (Igapó Taruman-Mirim), 2 , 16.VIII.1976 (MCN, SMNK); 2 , 12.VI.1981, J. Adis (INPA); , 01.IV.1985, J. Adis (INPA); (Ilha da Marchantaria), , 22.IV.1986, C. Martius (INPA); Pará: Rio Marituba, , 19.III.1964, C. E. & E. S. Ross (CAS).

Falconina Brignoli, revalidado

Falconia SCHENKEL, 1953:46 (espécie-tipo por designação original e monotipia, Falconia melloi Schenkel, 1953); BRIGNOLI, 1983:552; sinonimizado com Corinna por MÜLLER & HEIMER, 1988:153. Nome feminino.
Falconina BRIGNOLI, 1985:380 (nomem novum para Falconia Schenkel, pré-ocupado por Falconia Distant, 1884, Hemiptera); PLATNICK, 1989:446. Nome feminino.

Diagnose. Palpo do macho com ATR bilobada, PV presente; címbio com PCr bem desenvolvido; projeção tegular (PTF) ventral laminar, de inserção mediana; êmbolo espiniforme, com um processo basal (figs. 101, 211, 216, 223). Epígino com uma abertura de copulação, posicionada sob uma dobra da superfície do epígino, que forma uma grande placa anterior provida de depressão mediana (figs. 213, 221); vulva com PVP desenvolvida, provida de extensões fusionadas às espermatecas primárias (figs. 214, 222).

Descrição. Comprimento total (machos e fêmeas) 4,6-8,9. Carapaça suboval, mais longa que larga; praticamente glabra, com poucas cerdas eretas, concentradas na região cefálica e granulações esparsas muito finas; maior largura entre as coxas II e III, maior altura sobre a inserção do palpo. Região cefálica pouco demarcada, estreitamento pouco acentuado, margem anterior sub-reta, tubérculo interocular inconspícuo (fig. 215); região torácica gradualmente rebaixada nos machos, algo mais abruptamente nas fêmeas; sulco torácico pouco profundo, curto, menor que o comprimento do QOM; margem posterior reta ou com invaginação mediana muito suave. Clípeo com um e meio a dois diâmetros do OMA. Fila de olhos anteriores fortemente procurva; fila de olhos posteriores procurva; QOM tão longo quanto largo, subquadrado, largura anterior igual a posterior; cômoro ocular lateral pouco conspícuo. Olhos médios circulares, laterais subovais; olhos subiguais em tamanho, OMA pouco maiores. Interdistâncias: OMA-OMA separados por menos de um diâmetro; OMA-OLA subcontíguos; OMP-OMP por cerca de um diâmetro; OMP-OLP por cerca de um diâmetro e meio dos OMP; OLA-OLP subcontíguos. Chilum dividido, liso, glabro. Quelíceras pequenas, pouco geniculadas, menores que a metade do comprimento da carapaça; face frontal finamente granulada; retrolateral com estrias conspícuas; côndilo basal subtriangular; retromargem do sulco subungueal com de 4 a 6 dentes separados; garra com cerca de um terço do comprimento das quelíceras. Enditos convergentes, promargem levemente côncava em F. meloi, reta em F. gracilis. Lábio mais largo que longo, com cerca da metade do comprimento dos enditos. Esterno mais longo que largo, com poucas cerdas fortes eretas e muitos pêlos inseridos em tubérculos; rebordo conspícuo; laterais da margem anterior projetadas; escavações esternais ausentes.

Pernas longas e delgadas, relativamente hirsutas, com cerdas longas e grossas e pêlos plumosos, alguns dos quais pouco ramificados (figs. 41, 42); comprimento relativo 4123. Coxas com poucos pêlos inseridos em tubérculos. Tíbia I com 4 a 6 pares de espinhos ventrais; metatarso I com 2 pares de espinhos ventrais. Escópulas tarsais ralas, restritas aos tarsos I e II (fig. 36), nos tarsos III e IV substituídas por cerdas espiniformes (fig. 38); metatarsos sem escópulas, III e IV com tufo de cerdas ventro-distais conspícuo (fig. 37); unhas tarsais com poucos dentes curtos; tufo de pêlos subungueais denso, com pêlos curtos; tricobótrias tarsais distribuídas em uma fila; órgão tarsal subapical (fig. 63); unha do tarso do palpo da fêmea com poucos dentes curtos; trocanteres I e II não-recortados, III e IV levemente recortados.

Abdômen geralmente piloso, com cerdas eretas esparsas e pêlos plumosos ou simples; scutum dorsal presente apenas nos machos, pouco definido, restrito à metade anterior (fig. 215); scutum ventral ausente em ambos os sexos; tubérculo traqueal ausente. Cólulo representado por uma placa subquadrangular coberta por pêlos simples.

Palpo do macho. Tíbia longa, maior que a metade do comprimento do címbio; ATR bilobada, PV presente (figs. 211, 216); em F. gracilis, ATR com processos dispostos entre os lobos ventral e dorsal (figs. 227-220, 223-225). Címbio com PCr muito desenvolvido, esculturado (fig. 223); PCp ausente. Subtégulo inteiro; fundus não-alargado, no tégulo. Ápice do PTd em gancho (fig. 101); PTF laminar, muito desenvolvido, com laterais côncavas em F. melloi (figs. 211, 212), menos desenvolvido em F. gracilis (fig. 101, 216). Condutor hialino; êmbolo espiniforme, com um processo basal (PEF) pouco desenvolvido, prolongado retrolateralmente em F. melloi (fig. 211) e muito desenvolvido, prolongado prolateralmente, com o ápice apoiando o ápice do êmbolo em F. gracilis (figs. 216, 228). Epígino projetado sobre o sulco epigástrico em F. gracilis (fig. 221), não-projetado em F. melloi (fig. 213), provido de uma depressão mediana; uma abertura de copulação, encoberta por uma placa ventral esclerotinizada, formada por uma dobra da superfície do epígino; vulva com PVP bem desenvolvida, com um par de extensões conectadas às espermatecas primárias; espermatecas secundárias globulares, menores que as primárias (figs. 214, 222).

Elenco. Quatro espécies:
Falconina albomaculosa (Schmidt), comb. nov. - Equador.
Corinna albomaculosa SCHMIDT, 1971 (holótipo SMF, examinado).
Falconina crassipalpis (Chickering), comb. nov. - Panamá.
Corinna crassipalpis CHICKERING, 1937 (tipos MCZ, não-examinados).
Falconina gracilis (Keyserling), comb. nov. (pág. 79).
Falconina melloi (Schenkel), comb. restaur. (pág. 78).

Falconina melloi (Schenkel), comb. restaur.
(Figs. 211-214)

Falconia melloi SCHENKEL, 1953:46, figs. 40a-c (holótipo , El Pozon, Fálcon, Departamento Acosta, Venezuela, Windenmeyer, MHNB 2252-a, examinado); BRIGNOLI, 1983:552.
Falconina melloi; BRIGNOLI, 1985:380.
Corinna melloi; MÜLLER & HEIMER, 1988:155, figs. 1-9; PLATNICK, 1993:619.

Diagnose. Machos de Falconina melloi diferem dos de F. gracilis pelo PV da ATR longo, filiforme; PTF muito desenvolvido, subquadrangular, de bordas laterais convexas e ápice encobrindo a base do êmbolo; PEF pouco desenvolvido, com projeção prolateral pequena, espiniforme (figs. 211, 212). Fêmeas diferem pelo epígino com depressão mediana ampla, posicionada anteriormente e pela borda posterior da placa ventral sub-reta, afastada da borda posterior do epígino (fig. 213).

Descrição. Macho (holótipo). Carapaça castanho-avermelhada, mais escura na região cefálica; quelíceras, enditos e lábio castanho-avermelhados escuros; esterno amarelo, bordas castanhas; pernas amarelas, com fêmures manchados de castanho; dorso do abdômen cinza-violáceo claro, com um par de manchas brancas anteriores, uma faixa branca transversal mediana e uma mancha posterior branca; ventre amarelo-claro, com o terço posterior cinza-violáceo.

Comprimento total 7,2. Carapaça: comprimento 2,9, largura 2,15, altura 1,25; clípeo, altura 0,32. Olhos: fila anterior 0,9, posterior 1,1; QOM: comprimento 0,47, largura anterior 0,52, largura posterior 0,52; diâmetros: OMA 0,22, OLA 0,2, OMP 0,17, OLP 0,18; interdistâncias: OMA-OMA 0,12, OMA-OLA 0,07, OMP-OMP 0,2, OMP-OLP 0,2, OLA-OLP 0,07. Quelíceras: comprimento 1,5; retromargem com 6 dentes separados, o primeiro menor. Esterno: comprimento 1,5, largura 1,3. Abdômen: comprimento 4,0, largura 2,0. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 2,7/ patela 1,0/ tíbia 2,4/ metatarso 2,4/ tarso 2,0/ total 10,5; II - 2,3/0,9/2,0/2,15/1,7/9,05; III - 2,2/0,9/1,75/2,3/1,45/8,6; IV - 3,0/1,0/2,6/3,25/1,7/11,55. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1p-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-0; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r0-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 211, 212.

Fêmea (Vila Culebra, Santa Marta). Coloração como no macho, exceto dorso do abdômen com um par de manchas quadrangulares medianas.

Comprimento total 6,5. Carapaça: comprimento 2,8, largura 2,1, altura 1,22; clípeo, altura 0,25. Olhos: fila anterior 0,85, posterior 1,0; QOM: comprimento 0,4, largura anterior 0,5, largura posterior 0,5; diâmetros: OMA 0,22, OLA 0,15, OMP 0,15, OLP 0,15; interdistâncias: OMA-OMA 0,1, OMA-OLA 0,05, OMP-OMP 0,2, OMP-OLP 0,2, OLA-OLP 0,07. Quelíceras: comprimento 1,3; retromargem com 4 dentes iguais, separados. Esterno: comprimento 1,47, largura 1,25. Abdômen: comprimento 3,65, largura 2,2. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 2,4/ patela 0,9/ tíbia 2,25/ metatarso 2,2/ tarso 1,95/ total 9,7; II - 2,2/0,85/1,8/1,95/1,6/8,4; III - 2,0/0,85/1,5/2,15/1,45/7,95; IV - 2,75/0,9/2,35/3,15/1,7/10,85. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1p-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-1p-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 213, 214.

Variação. Comprimento: (2 ) total 4,9-5,2, carapaça 2,5-2,6, fêmur I 2,3- 2,4; (5 ) total 5,5-6,9, carapaça 2,4-2,95, fêmur I 2,2-2,4. Em alguns exemplares a faixa transversal mediana do dorso do abdômen é dividida, formando um par adicional de manchas quadrangulares; as manchas anteriores podem estar conectadas à faixa transversal mediana por um par de faixas laterais longitudinais.

Distribuição geográfica. Venezuela e norte da Colômbia.

Material examinado. VENEZUELA. Bolivar: 35 Km Porto Orda 2, 2 , 13.VII-02.VIII.1987, S. & J. Peck (AMNH); COLÔMBIA. Magdalena: Bahia de Gairaca (Tayrona Park, 20 Km NE Santa Marta), , j, 12.VII.1985, H. G. Müller (SMF 35640); Villa Culebra (Bonda, 10 Km E Santa Marta), 5 , XI-XII.1985, H. G. Müller (SMF 35641).

Falconina gracilis (Keyserling), comb. nov.
(Figs. 36-38, 41, 42, 63, 101, 215-228)

Hypsinotus gracilis KEYSERLING, 1891:56, pr. 2, fig. 29 (holótipo , Rio Grande do Sul, Brasil, BMNH 1890.7.1/1243, examinado).
Corinna stigmatica SIMON, 1897c:8 (holótipo
, Colonia Risso, Paraguai, MNHN, não-encontrado, provavelmente perdido); PETRUNKEVITCH, 1911:498; ROEWER, 1954:600. Syn. nov.
Corinna stigmatisata; SIMON, 1898:193; BONNET, 1956:1216 (ementa injustificada).
Corinna gracilis; PETRUNKEVITCH, 1911:466; MELLO-LEITÃO, 1923a:55; ROEWER, 1954:597; BONNET, 1956:1211.
Corinna vertebrata MELLO-LEITÃO, 1939b:82, figs. 70, 71 (holótipo
, Capito Punto, Paraguai, Ternetz, MHNB 1190a, examinado); 1940:54, pr.1, fig. 2; 1941:176, fig. 67; ROEWER, 1954:601; BONNET, 1956:1217. Sinonimizado com Corinna stigmatica SIMON por MELLO-LEITÃO, 1945:222.
Corinna cribosa MELLO-LEITÃO, 1942:417, fig. 42 (holótipo
, Resistencia, Chaco, Argentina, XI.1939, M. Birabén, MLP 15540, examinado); ROEWER, 1954:596; ARROZPIDE, 1986:17. Syn. nov.

Nota. A sinonímia de Corinna stigmatica com Falconina gracilis foi baseada no exame do holótipo de Corinna vertebrata. As descrições originais e mesmo a procedência dos holótipos destas duas espécies sugerem que foi correta a sinonímia de C. vertebrata com C. stigmatica, efetuada por MELLO-LEITÃO (1945).

Diagnose. Machos de Falconina gracilis diferem dos de F. melloi pelo PV da ATR curto, espiniforme; PTF pequeno, subtriangular, de bordas laterais retas e ápice não-encobrindo a base do êmbolo; PEF muito desenvolvido, com extensão prolateral convergindo ao ápice do êmbolo (figs. 216, 217, 223, 228); fêmeas diferem pelo epígino com depressão mediana pequena, posicionada posteriormente e pela borda posterior da placa ventral procurva, próxima da borda posterior do epígino (fig. 221).

Descrição. Macho (Chaco, Argentina). Carapaça e quelíceras castanho-escuras, enditos e lábio castanho-avermelhados; esterno castanho-avermelhado, bordas castanho-escuras; pernas amarelas manchadas de castanho; dorso do abdômen cinza-violáceo claro, com faixa longitudinal branca no terço anterior, dois pares de manchas brancas medianas e uma mancha branca no terço posterior; ventre amarelo-claro.

Comprimento total 5,4. Carapaça: comprimento 2,5, largura 1,9, altura 0,9; clípeo, altura 0,3. Olhos: fila anterior 0,77, posterior 0,92; QOM: comprimento 0,42, largura anterior 0,42, largura posterior 0,42; diâmetros: OMA 0,17, OLA 0,15, OMP 0,12, OLP 0,17; interdistâncias: OMA-OMA 0,1, OMA-OLA 0,05, OMP-OMP 0,2, OMP-OLP 0,17, OLA-OLP 0,07. Quelíceras: comprimento 1,25; retromargem com 5 dentes subiguais, separados. Esterno: comprimento 1,4, largura 1,25. Abdômen: comprimento 2,7, largura 1,6. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 2,1/ patela 0,9/ tíbia 1,9/ metatarso 1,7/ tarso 1,4/ total 8,0; II - 1,9/0,7/1,5/1,6/1,3/7,0; III - 1,6/0,7/1,4/1,6/1,1/6,4; IV - 2,3/0,9/2,0/2,6/1,4/9,2. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia d1-1, p1-1, r0-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r0-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia d1-1, p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 216-220; 223-228.

Fêmea (Chaco, Argentina). Coloração como no macho, exceto ventre cinza-violáceo claro.

Comprimento total 7,4. Carapaça: comprimento 2,7, largura 2,2, altura 0,9; clípeo, altura 0,25. Olhos: fila anterior 0,85, posterior 1,0; QOM: comprimento 0,42, largura anterior 0,45, largura posterior 0,45; diâmetros: OMA 0,18, OLA 0,17, OMP 0,15, OLP 0,15; interdistâncias: OMA-OMA 0,12, OMA-OLA 0,07, OMP-OMP 0,25, OMP-OLP 0,22, OLA-OLP 0,07. Quelíceras: comprimento 1,5; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 1,5, largura 1,4. Abdômen: comprimento 4,8, largura 2,7. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 2,5/ patela 1,1/ tíbia 2,1/ metatarso 1,9/ tarso 1,4/ total 9,0; II - 2,4/0,9/1,8/1,7/1,3/8,1; III - 2,0/0,9/1,5/1,9/1,2/7,5; IV - 2,7/1,0/2,3/3,0/1,5/10,5. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia d1-1, p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia d1-1, p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 221, 222.

Variação. Comprimento: (10 ) total 4,6-6,4, carapaça 2,0-3,1, fêmur I 1,8- 2,5; (10 ) total 5,9-8,9, carapaça 2,5-3,1, fêmur I 2,1-2,7. Em alguns exemplares o fêmur I é mais escuro que os demais; o dorso do abdômen pode apresentar-se uniforme, sem padrão de colorido; a faixa longitudinal branca no terço anterior é, nos machos, encoberta pelo scutum (fig. 215) e pode ser larga e fusionada às manchas brancas medianas; em poucos espécimes ocorre apenas um par de manchas brancas medianas. Na ATR do palpo do macho, a disposição e a forma dos processo localizados entre os lobos ventral e dorsal variam consideravelmente (figs. 217-220, 223-225); a região apical dorsal do PCr também varia (figs. 226, 227); em algumas fêmeas, a placa ventral do epígino é alongada, com borda posterior arredondada.

Distribuição geográfica. Sudoeste dos Estados Unidos (provavelmente introduzida), Brasil, Paraguai, norte da Argentina.

Material examinado. ESTADOS UNIDOS. Texas: Brazos Co. (College Station), , 15.I.1987, C. W. Agnew (AMNH); , 03.XI.1988, S. Ellison (AMNH); Travis Co. (Five Pocket Cave), , 22.X.1993, K. Fraiser (CPC); , Houston, 30.IX.1957 (AMNH); Louisiana: Pearl River (St. Tammany), 3 , 4 (AMNH); , , 20.VI.1998, Z. Lemann (AMNH); New Orleans (Lousiana Nature Center), 4 , 2 , 09,25.IX.1981. G. Walker (AMNH); , 14.X.1981, G. Walker (AMNH); Mississippi: Hancock Co., Bay Saint Louis, , 22.V.1982, W. H. Cross (AMNH). BRASIL. Piauí: 10 Km N Corrente (Fazenda Maracujá), , 23-27.XI.1991, S. T. P. Amarante & C. F. Martíns (MZSP); Rio Grande do Norte: Natal, , 1951, M. Alvarenga (MZSP 7467); Pernambuco: Santa Terezinha (Poço Redondo), , 26.IV.1978, P. F. L. Duarte (UFPB); Bahia: entre Feira de Santana e Serrinha, , VIII.1948 (MNRJ 13217); Mato Grosso do Sul: Paranaíba, , VIII.1983, R. R. da Silva (IBSP 6775); Jupiá, , 16.IX.1962, Exp. Dept. Zool. (MZSP 12570); Três Lagoas (Rio Sucurí), , 1966, F. Lane (MZSP 5433); Rio de Janeiro: Bom Jesus do Itabapoana, , 06.V.1996, R. L. C. Baptista (CRB 3493); Itaipava, , II.1988, R. L. C. Baptista (CRB 2265); Barra do Piraí, , 09.IV.1995, E. H. Wiewskoski (CRB 2766); Maricá, , X.1987, R. L. C. Baptista (CRB 1919); Campos, , , 19.IX.1995, A. Tonhasca (IBSP); São Paulo: Itapuera (Ilha Seca, rio Tiete), , 20.II.1940, Mogin & Berta (MZSP 12566); São José do Rio Preto, , 16.VIII.1968, Biazi & Vizoto (MZSP 12568); Castilho, , 27.XI.1964, K. Lenko (MZSP 12565); Urupês, , 16.VIII.1968, Taddei (MZSP 12564); Jaboticabal, 3 , 1979, W. & L. Miller (MCZ); Botucatú, , 20.V.1981, P. F. L. Duarte (UFPB); Rodovia Fernão Dias (Km 53), , , I.1991, L. Borimecico (IBSP 4063); Paraná: Santa Helena (Refúgio Biológico de Santa Helena), , 21.III.1991, A. B. Bonaldo (MCN 20961); Rio Grande do Sul: Santa Maria, , 01.VI.1982 (MCN 12005); Porto Alegre (Jardim Botânico), , j, 11.XI.1994, A. B. Bonaldo (MCN 25141). BOLÍVIA. Santa CRUZ: Estación El Portón, , 24.IX.1955, C. Sincole (CAS). PARAGUAI. Asunción, 2 , 15.IX.1956, C. J. D. Braun (MCZ); Hernanderias (Hidroelétrica de Itaipú), , 06.XI.1988 (MHCI). ARGENTINA. Salta: Tartagal, , XI.1971, Fritz (MACN); Juramento, (MNRJ 117); Cabeza de Buey, , , j, 03.V.1964, C. E. & E. S. Ross (CAS); Chaco: Sáenz Peña, , IX.1982, Ganhaser (MACN 31336); Parque Nacional del Chaco (1000 Km NW Resistencia), 2 , , 12-17.XII.1990, S. & J. Peck (AMNH); Resistencia, 2 , X.1942 (MACN); Santiago del Estero: 70 Km W Santiago del Estero, , 03.IV.1965, M. Levi (MCZ); 5 km W Paso Beheder, , 27.VIII.1971 (MACN); Misiones: Parque Nacional del Iguazú (Cantera), 5 , 08.XII.1990, S. & J. Peck (AMNH); Porto 17 de Octubre, 3 , 3 j, X.1953, Exp. De Carlo-Schiapelli-Vianna-Galiano (MACN 3820); San Juan: Las Tumanas (20 Km S Valle Fertil), 2 , 6 j, 14.IV.1979, A. Roig (MACN); Córdoba: Agua de Oro, 2 , III.1940, A. J. De Carlo (MACN); San Luiz: Merlo, , XI.1971, Willineu (MACN); Buenos Aires: Pigüé (El Eroperón), , 24.XII., Maury (MACN); Las Espadañas (9 Km W Serra de la Ventana), , 3 j, X.1973, Maury & Cesaz (MACN). URUGUAI. Canelones: Villa Argentina, , 08.II.1970, R. Capocasalle (CAS).

Septentrinna gen. nov.

Espécie-tipo. Corinna bicalcarata Simon.

Etimologia. O nome genérico, feminino, vem da reunião das palavras septentrionis, norte em latim, e Corinna, em alusão à distribuição geográfica das espécies do grupo da espécie-tipo.

Diagnose. Palpo do macho com ATR bilobada, com ou sem PV e com uma projeção mediana posicionada entre os lobos ventral e dorsal (PMS); címbio com PCr bem desenvolvido; processo tegular (PTS) paralelo ao êmbolo, de inserção apical e ápice bífido; êmbolo lamelar (figs. 230, 235, 238-240, 242, 248). Epígino com uma abertura de copulação anterior e uma bolsa ventral de abertura posterior (BES) (figs. 232, 236, 244, 249).

Descrição. Comprimento total (machos e fêmeas) 4,1-8,6. Carapaça suboval, pouco mais longa que larga no grupo bicalcarata e nitidamente mais longa que larga no grupo yucatan; superfície quase glabra, com cerdas eretas esparsas e abundantes granulações finas; maior largura sobre as coxas II, maior altura sobre a inserção do palpo. Região cefálica não-delimitada, estreitamento pouco acentuado; margem anterior pouco convexa, quase reta, tubérculo interocular pouco conspícuo (fig. 229); região torácica gradualmente rebaixada; sulco torácico profundo, curto, menor que o comprimento do QOM no grupo yucatan e longo, maior que o comprimento do QOM no grupo bicalcarata; margem posterior reta, sem invaginação mediana. Clípeo pouco maior que um diâmetro dos OMA no grupo yucatan, com cerca de dois diâmetro dos OMA no grupo bicalcarata. Fila de olhos anteriores procurva; fila de olhos posteriores levemente procurva; QOM mais largo que longo, largura anterior aproximadamente igual à largura posterior; cômoro ocular lateral inconspícuo. Olhos médios e laterais posteriores circulares, laterais anteriores subovais; OMA pouco maiores que os demais no grupo bicalcarata e nitidamente maiores que os demais no grupo yucatan. Interdistâncias: OMA-OMA separados por menos de um diâmetro; OMA-OLA por menos de meio diâmetro dos OMA; OMP-OMP por um e meio a dois diâmetros; OMP-OLP por cerca de um diâmetro e meio dos OMP; OLA-OLP subcontíguos. Chilum dividido, liso, glabro. Quelíceras menores que a metade do comprimento da carapaça, pouco geniculadas; face frontal com granulações finas; retrolateral com estrias transversais conspícuas (fig. 15); côndilo basal subtriangular; retromargem do sulco subungueal com 4 dentes no grupo bicalcarata e 5 no grupo yucatan; garra com cerca de um terço do comprimento das quelíceras. Enditos convergentes, promargem reta, retromargem pouco escavada; lábio pouco mais largo que longo, com cerca da metade do comprimento dos enditos. Esterno pouco mais longo que largo no grupo yucatan, aproximadamente tão longo quanto largo no grupo bicalcarata; relativamente hirsuto, com pêlos inseridos em tubérculos; rebordo nítido; laterais da margem anterior projetadas; escavações esternais ausentes.

Pernas longas e delgadas, pilosas, com abundantes cerdas grossas, pêlos simples e pêlos plumosos com poucas ramificações (fig. 43); comprimento relativo geralmente 4123, exceto no macho de S. bicalcarata, 1423. Coxas com pêlos não-inseridos em tubérculos. Tíbia I com 4 a 5 pares de espinhos ventrais e geralmente com um espinho ímpar proximal; metatarso I com 2 pares de espinhos ventrais. Escópulas ralas, restritas aos tarsos I e II; nos tarsos III e IV, substituídas por cerdas espiniformes; metatarsos sem escópulas, III e IV com tufo de cerdas ventro-distais inconspícuo; unhas tarsais pectinadas, com poucos dentes curtos; pêlos subungueais densos; tricobótrias tarsais (fig. 64) distribuídas em duas filas; órgão tarsal subapical; unha do tarso do palpo da fêmea com poucos dentes muito pequenos; trocanteres não-recortados.

Abdômen piloso, com abundantes cerdas longas eretas e pêlos simples e plumosos; pigmentado no grupo yucatan (fig. 246), não-pigmentado no grupo bicalcarata (fig. 229); scutum dorsal apenas nos machos do grupo yucatan, pouco definido e restrito ao terço anterior; ausente em todas as fêmeas e nos machos do grupo bicalcarata; scutum ventral e tubérculo traqueal ausentes. Cólulo representado por uma placa subquadrangular hirsuta.

Palpo do macho. Tíbia menor que a metade do comprimento do címbio no grupo bicalcarata (figs. 230, 234), mais alongada, com cerca da metade do comprimento do címbio no grupo yucatan (figs. 242, 247); ATR bilobada, com uma projeção mediana entre os lobos ventral e dorsal (PMS, figs. 231, 243, 248); PV ausente no grupo bicalcarata (figs.104, 231) e presente, subapical, no grupo yucatan (figs. 105, 238) ramo dorsal da ATR mais desenvolvido do que o ventral no grupo bicalcarata; menos desenvolvido do que o ventral no grupo yucatan. Címbio com PCr desenvolvido, esculturado; PCp ausente (figs. 104, 105, 230, 242). Subtégulo inteiro; fundus não-alargado, no tégulo; PTd com ápice dobrado em gancho (figs. 104, 105); tégulo com PTS apical, posicionado anteriormente à inserção do êmbolo, subtubular, de ápice bífido; reservatório pouco espiralado no grupo bicalcarata (figs. 230, 234); espiralado no grupo yucatan (figs. 242, 247). Condutor hialino; êmbolo lamelar, fusionado ao tégulo; base pouco alargada no grupo bicalcarata (figs. 230, 234), mais larga no grupo yucatan (figs. 239, 247). Epígino com uma abertura de copulação anterior, mais ampla no grupo yucatan do que no grupo bicalcarata; bolsa epiginal de fundo cego presente em ambos os grupos; bolsa epiginal com abertura estreita e apenas a margem posterior definida no grupo bicalcarata; com abertura ampla, ambas as margens definidas em S. yucatan, somente a posterior definida em S. potosi (BES, figs. 232, 236, 244, 249). Vulva com PVP pouco desenvolvida no grupo bicalcarata; muito desenvolvida, cobrindo a maior parte da vulva no grupo yucatan; espermatecas secundárias globulares em S. bicalcarata, tubulares, pouco diferenciadas em S. steckleri e no grupo yucatan; espermatecas primárias bem desenvolvidas em ambos os grupos, com ductos de fertilização curtos, de ápice agudo no grupo bicalcarata e longos, de ápice rombo no grupo yucatan (figs. 233, 237, 245, 250).

Elenco. Seis espécies:
Septentrinna bicalcarata (Simon), comb. nov. (pág. 85).
Septentrinna paradoxa (F. O. Pickard-Cambridge), comb. nov. - Guatemala.
Corinna paradoxa F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899 (holótipo BMNH, examinado).
Septentrinna potosi sp. nov. (pág. 89).
Septentrinna retusa (F. O. Pickard-Cambridge), comb. nov. - Guatemala.
Corinna retusa F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899 (holótipo BMNH, examinado).
Septentrinna steckleri (Gertsch), comb. nov. (pág. 86).
Septentrinna yucatan sp. nov. (pág. 88).

Grupo bicalcarata

Diagnose. Abdômen não-pigmentado, sem padrão de colorido (fig. 229). ATR sem PV; tégulo com reservatório pouco espiralado; êmbolo curto (fig. 230, 234). Abertura da bolsa epiginal estreita (figs. 232, 236); espermatecas primárias posicionadas medianamente; ductos de fertilização curtos (figs. 233, 237).

Septentrinna bicalcarata (Simon), comb. nov.
(Figs. 229-233)

Corinna bicalcarata Simon, 1896:416 (holótipo , Arizona, EUA, MNHN 9222, examinado); PETRUNKEVITCH, 1911:464; ROEWER, 1954:601; BONNET, 1956:1210.
Castianeira bicalcarata; BANKS, 1910:11; 1913:181.

Diagnose. Machos de Septentrinna bicalcarata diferem dos de S. steckleri pelo palpo do macho com o lobo ventral da ATR afilado (vista ventral) e sinuoso (vista retrolateral), de ápice não-lamelar; projeção mediana da ATR subcontígua ao lobo ventral; projeções apicais do PTS pouco separadas entre si (figs. 230, 231); fêmeas diferem pela área entre a abertura da BES e a margem posterior do epígino mais larga que longa; espermatecas secundárias grandes, globulares (figs. 232, 233).

Descrição. Macho (holótipo). Carapaça castanho-clara, mais escura na região cefálica, quelíceras castanhas, enditos e lábio castanho-claros, esterno amarelo, de bordas castanhas, pernas amarelas, abdômen amarelo-claro uniforme (fig. 229).

Comprimento total 4,25. Carapaça: comprimento 2,0, largura 1,6, altura 0,8; clípeo, altura 0,16. Olhos: fila anterior 0,57, posterior 0,62; QOM: comprimento 0,23, largura anterior 0,31, largura posterior 0,32; diâmetros: OMA 0,13, OLA 0,12, OMP 0,1, OLP 0,1; interdistâncias: OMA-OMA 0,1, OMA-OLA 0,01, OMP-OMP 0,16, OMP-OLP 0,13, OLA-OLP 0,02. Quelíceras: comprimento 0,92; retromargem com 4 dentes subiguais, separados. Esterno: comprimento 1,18, largura 1,14. Abdômen: comprimento 2,35, largura 1,55. Pernas: comprimento relativo 1423. I - fêmur 1,65/ patela 0,75/ tíbia 1,37/ metatarso 1,25/ tarso 1,02/ total 6,04; II - 1,5/0,75/1,17/1,15/0,9/5,47; III - 1,37/0,65/0,97/1,17/0,82/4,91; IV - 1,55/0,7/1,25/1,52/0,9/5,92. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1p-2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-0-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-0-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-0-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-0-1, v2-2-1. Palpo: figs. 230, 231.

Fêmea (Portal, Arizona). Coloração como no macho.

Comprimento total 5,1. Carapaça: comprimento 2,05, largura 3,65, altura 0,6; clípeo, altura 0,15. Olhos: fila anterior 0,55, posterior 0,61; QOM: comprimento 0,22, largura anterior 0,3, largura posterior 0,3; diâmetros: OMA 0,1, OLA 0,1, OMP 0,07, OLP 0,09; interdistâncias: OMA-OMA 0,1, OMA-OLA 0,04, OMP-OMP 0,17, OMP-OLP 0,13, OLA-OLP 0,04. Quelíceras: comprimento 0,92; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 1,2, largura 1,12. Abdômen: comprimento 3,0, largura 2,05. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 1,6/ patela 0,75/ tíbia 1,3/ metatarso 1,15/ tarso 0,9/ total 5,7; II - 1,52/0,75/1,2/1,12/0,9/5,49; III - 1,32/0,62/0,97/1,15/0,8/4,86; IV - 1,6/0,72/1,3/1,55/0,87/6,04. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1p-2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-0-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-0-1, v2-2-2. IV - fêmur d1-1-1, p0-0-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r2-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-0-1, v2-2-1. Epígino: figs. 232, 233.

Variação. Comprimento: (10 ) total 4,1-6,6, carapaça 2,0-3,0, fêmur I 1,6-2,4; (10 ) total 4,6-6,6, carapaça 2,1-3,1, fêmur I 1,5-2,35.

Distribuição geográfica. Sudoeste dos Estados Unidos e norte do México.

Material examinado. ESTADOS UNIDOS. New Mexico: Lincoln Co., , 01.VI.1978 (AMNH); Silver City, , 12.IV.1950, H. L. Shantz (AMNH); Idalgo Co. (7 mi. W Animas), , B. Tomberlin et al. (AMNH); (Animas Valley), , 27.XI.1965, V. Roth (AMNH); Arizona: 5 mi. W Montezuma Pass (Huachuca Montains), , 07.IX.1950, W. J. GERTSCH (AMNH); Paradise, , 03.VII.1954, W. J. GERTSCH (AMNH); Cochise Co. (Bowie), , X-XI.1972, V. Roth (AMNH); (Willcox), , 07.IX.1950, W. J. GERTSCH (AMNH); (50 mi. W Portal), , V.1962, W. J. GERTSCH (AMNH); , 26.VI.1955, M. Statham (AMNH); (Portal, Chiricahua Montains), , 01.VI.1952, M. Cazier et al. (AMNH); , 04.VII.1954, W. J. GERTSCH (AMNH); (Portal), , 10.IX.1950, W. J. GERTSCH (AMNH); , 21.VI.1963, Shapiro (AMNH); , 16-30.VI.1964, W. J. GERTSCH (AMNH); 2 , 01-15.VII.1964, W. J. GERTSCH (AMNH); , 09.IX.1964, W. J. GERTSCH (AMNH); , 28.X.1964, V. Roth (AMNH); 3 , j, VI, VII.1965, W. J. GERTSCH (AMNH); , 16-30.VII.1965, W. J. GERTSCH (AMNH); 2 , 06.VIII.1965, W. J. GERTSCH (AMNH, MCN 28920); 2 , , VIII,IX.1966, W. J. GERTSCH (AMNH); , 04.VI.1972, G. Dingerkus (AMNH); , 15. VII.1974, M. & T. M. Favreau (AMNH); , 22.VII.1975, W. J. GERTSCH (AMNH); , 20.V.1982, W. J. GERTSCH (AMNH); (10 mi. Apache), , 12.VIII.1963, V. Roth (AMNH); Texas: Brewster Co. (Marathon), , 1920 (AMNH); (Big Bend National Park), , , 24.V.1965, K. W. Haller (AMNH); Guadalupe Pass (SW of Pine Springs, 104º 50' W, 31º 53' N), , 25.V.1963, W. J. GERTSCH & W. Ivie (AMNH); Hudspeth Co. (Signal Peak), 2 , 15.IV.1961, W. J. GERTSCH (AMNH). MÉXICO. Chihuahua: Rancho Nogales (Sierra de En Medio), , 25.IX-05.X.1951, W. S. Creighton (AMNH); Durango: La Quebrada, , 30.VII.1947, W. J. GERTSCH (AMNH).

Septentrinna steckleri (GERTSCH), comb. nov.
(Figs. 104, 234-237)

Chemmis steckleri GERTSCH, 1936:17 (holótipo j, Tucson, Arizona, EUA, VII, VIII.1935, P. Steckler, AMNH, examinado); ROEWER, 1954:611; BONNET, 1956:1040.

Diagnose. Machos de Septentrinna steckleri diferem dos de S. bicalcarata pelo palpo do macho com o lobo ventral da ATR engrossado (vista ventral) e sub-reto (vista retrolateral), de ápice lamelar; projeção mediana da ATR contígua ao lobo ventral; projeções apicais do PTS bem separadas entre si (figs. 104, 234, 235); fêmeas diferem pela área entre a abertura da BES e a margem posterior do epígino mais longa que larga; espermatecas secundárias pequenas, subtubulares (figs. 236, 237).

Descrição. Macho (Sabino Canyon, Arizona). Carapaça castanho-avermelhada, quelíceras castanho-avermelhadas escuras; enditos e lábio castanhos, esterno e pernas castanho-avermelhados claros, abdômen amarelo uniforme.

Comprimento total 5,1. Carapaça: comprimento 2,5, largura 2,0, altura 0,92; clípeo, altura 0,27. Olhos: fila anterior 0,63, posterior 0,79; QOM: comprimento 0,32, largura anterior 0,37, largura posterior 0,35; diâmetros: OMA 0,15, OLA 0,12, OMP 0,1, OLP 0,11; interdistâncias: OMA-OMA 0,1, OMA-OLA 0,04, OMP-OMP 0,16, OMP-OLP 0,17, OLA-OLP 0,04. Quelíceras: comprimento 1,12; retromargem com 4 dentes iguais separados. Esterno: comprimento 1,42, largura 1,4. Abdômen: comprimento 2,5, largura 1,5. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 2,4/ patela 1,05/ tíbia 2,15/ metatarso 1,85/ tarso 1,55/ total 9,0; II - 2,25/1,0/1,9/1,8/1,45/8,4; III - 2,0/0,9/1,65/1,9/1,35/7,8; IV - 2,45/0,95/2,05/2,45/1,5/9,4. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1p-2-2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia, v1p-2-2-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r0-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 234, 235.

Fêmea (Sabino Canyon, Arizona). Coloração como no macho.

Comprimento total 7,6. Carapaça: comprimento 3,1, largura 2,5, altura 1,05; clípeo, altura 0,3. Olhos: fila anterior 0,82, posterior 0,91; QOM: comprimento 0,32, largura anterior 0,43, largura posterior 0,39; diâmetros: OMA 0,18, OLA 0,15, OMP 0,11, OLP 0,12; interdistâncias: OMA-OMA 0,1, OMA-OLA 0,04, OMP-OMP 0,19, OMP-OLP 0,19, OLA-OLP 0,05. Quelíceras: comprimento 1,2; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 1,65, largura 1,55. Abdômen: comprimento 4,4, largura 3,1. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 2,55/ patela 1,15/ tíbia 2,25/ metatarso 1,95/ tarso 1,6/ total 9,5; II - 2,5/1,15/2,05/1,9/1,5/9,1; III - 2,2/0,95/1,8/2,1/1,4/8,45; IV - 2,7/1,1/2,25/2,7/1,6/10,35. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1-1; tíbia v1p-2-2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1-1, p0-0-1-1; tíbia v1p-2-2-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r0-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-21. Epígino: figs. 236, 237.

Variação. Comprimento: (10 ) total 5,1-7,0, carapaça 2,6-3,3, fêmur I 2,2-2,9; (9 ) total 5,5-6,7, carapaça 2,15-3,25, fêmur I 1,75-2,6. Em alguns exemplares, a carapaça e as pernas são castanho-avermelhadas escuras.

Distribuição geográfica. Sudoeste dos Estados Unidos e norte do México.

Material examinado. ESTADOS UNIDOS. Califórnia: Imperial Co. (13 mi. W Winterhauer), , 01.VI.1956, V. Roth; Arizona: Maricopa Co. (near Phoenix), , 1959; Wellton, , 06.I.1941, S. D. Mulaik; Santa Catalina Montains (Sabino Canyon), , 18.VIII.1950, M. A. Cazier; 2 , , 06.VI.1952, M. Cazier et al.; Boboquivari Montains (Rancho El Mirador), , 2 , 04.IX.1950, W. J. GERTSCH; Huachuca Montains, , 03.XI.1937, O. BRYANT; (Carr Canyon), , 2 , 03.VI.1952, M. Casier et al.; Cochise Co. (Austin Springs, 18 mi. E Douglas), , 30.V.1966, B. Voguel; Oro Blanco Montains (18 mi. Nogales), , , VII.1937, P. Steckler; Nogales, , 24.VIII.1939, R. H. Crandall; Pina Co. (Colossal Cave Park), , , 18.IV.1970, K. Stephan; Santa Rita Montains (Old Parker Ranch), 2 , 10.IX.1939; Tucson, , 30.IV.1940, BRYANT (todos no AMNH); (10 mi. E Tucson), , 10.IV.1935, A. Griswold (MCZ). MÉXICO. Sonora: Santa Ana, , 02.XI.1983, V. Roth (CAS).

Grupo yucatan

Diagnose. Abdômen com padrão de colorido (fig. 246). ATR com PV; tégulo com reservatório bem espiralado; êmbolo longo (figs. 105, 242, 247). Abertura da bolsa epiginal ampla (figs. 244, 249); espermatecas primárias posicionadas anteriormente; ductos de fertilização longos (figs. 245, 250).

Septentrinna yucatan sp. nov.
(Figs. 15, 43, 64, 105, 238-245)

Holótipo , Chichen-Itzá, Yucatán, México, 08.VII.1948, C. Goodnight (AMNH).

Etimologia. O substantivo em aposição é alusivo ao Estado de Yucatán, México, onde se encontra a localidade-tipo.

Diagnose. Machos de Septentrinna yucatan diferem dos de S. potosi pela ATR do palpo do macho com projeção mediana, representada por um pequeno tubérculo, afastado do lobo ventral; lobo dorsal direcionado obliquamente em relação ao eixo longitudinal da tíbia; projeções apicais do PTS curtas, pouco conspícuas (figs. 238-243); fêmeas diferem pela abertura de copulação relativamente pequena e pela BES, com margem anterior procurva e posterior bem definida (fig. 244).

Descrição. Macho (holótipo). Carapaça, quelíceras e lábio castanho-avermelhados, enditos castanho-avermelhados claros, esterno castanho-avermelhado claro com rebordo escuro, pernas amarelo-escuras, manchadas de castanho, dorso do abdômen cinza-violáceo com 3 pares de manchas amarelo-claras: um anterior, um mediano e um posterior e uma grande mancha ímpar posterior; ventre amarelo-claro.

Comprimento total 5,5. Carapaça: comprimento 2,7, largura 2,1, altura 1,07; clípeo, altura 0,28. Olhos: fila anterior 0,77, posterior 0,98; QOM: comprimento 0,4, largura anterior 0,47, largura posterior 0,48; diâmetros: OMA 0,21, OLA 0,17, OMP 0,15, OLP 0,16; interdistâncias: OMA-OMA 0,1, OMA-OLA 0,04, OMP-OMP 0,2, OMP-OLP 0,2, OLA-OLP 0,02. Quelíceras: comprimento 1,3; retromargem com 5 dentes separados, primeiro menor. Esterno: comprimento 1,45, largura 1,37. Abdômen: comprimento 2,9, largura 1,8. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 2,4/ patela 0,95/ tíbia 2,2/ metatarso 1,95/ tarso 1,5/ total 9,0; II - 2,2/0,95/1,8/1,8/1,3/8,05; III - 1,8/0,8/1,5/1,9/1,2/7,2; IV - 2,45/0,9/2,2/2,6/1,45/9,6. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1p-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1r-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-0, p1-0, r1-0; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p1-0-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 238-243.

Fêmea (parátipo). Coloração como no macho, exceto dorso do abdômen com um par adicional de manchas brancas medianas.

Comprimento total 7,3. Carapaça: comprimento 3,1, largura 2,4, altura 1,25; clípeo, altura 0,3. Olhos: fila anterior 0,95, posterior 1,11; QOM: comprimento 0,41, largura anterior 0,55, largura posterior 0,52; diâmetros: OMA 0,23, OLA 0,18, OMP 0,16, OLP 0,17; interdistâncias: OMA-OMA 0,12, OMA-OLA 0,04, OMP-OMP 0,25, OMP-OLP 0,21, OLA-OLP 0,04. Quelíceras: comprimento 1,52; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 1,7, largura 1,42. Abdômen: comprimento 3,8, largura 2,4. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 2,6/ patela 1,1/ tíbia 2,35/ metatarso 1,9/ tarso 1,6/ total 9,55; II - 2,4/1,05/1,85/1,85/1,4/8,55 ; III - 2,1/0,9/1,6/2,05/1,3/7,95 ; IV - 2,8/1,05/2,45/3,0/1,5/10,8. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II -fêmur d1-1, p0-0-1-1; tíbia v2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p1-1, r1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p1-0-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 244, 245.

Variação. Comprimento: (7 ) total 5,2-6,3, carapaça 2,5-3,1, fêmur I 2,3- 2,85.

Distribuição geográfica. Yucatán, México.

Material-tipo. Parátipos: MÉXICO. Yucatán: Dzibilchaltun, , 09.VIII.1964, J. C. Pallister; Chicken-Itzá, 4 , 16-18.II.1939; , VI.1948, C. & M. Goodnight; , 16.VII.1952, J. & D. Pallister; Yaxche, , 06.IX.1964, J. C. Pallister; todos depositados no AMNH.

Septentrinna potosi sp. nov.
(Figs. 246-250)

Holótipo , 1 mi. SW de Tamazunchale (98º 49' W, 21º 15' N), San Luis de Potosí, México, 25.VII.1966, J. & W. Ivie (AMNH).

Etimologia. O substantivo em aposição é alusivo à região onde se encontra a localidade-tipo.

Diagnose. Machos de Septentrinna potosi diferem dos de S. yucatan pela ATR do palpo do macho com projeção mediana muito desenvolvida, contígua ao lobo ventral; lobo dorsal direcionado transversalmente em relação ao eixo longitudinal da tíbia; projeções apicais do PTS longas, conspícuas (figs. 247, 248); fêmeas diferem pela abertura de copulação ampla e pela BES, com margem anterior recurva e posterior não-definida (fig. 249).

Descrição. Macho (holótipo). Carapaça e quelíceras castanho-avermelhadas escuras, enditos e lábio castanho-avermelhados, esterno castanho-avermelhado com bordas mais escuras, pernas amarelas, manchadas de castanho, dorso do abdômen cinza-escuro, com 3 pares de manchas amarelo-claro e uma mancha posterior (fig. 246), ventre do abdômen amarelo-claro.

Comprimento total 6,5. Carapaça: comprimento 3,1, largura 2,5, altura 1,25; clípeo, altura 0,32. Olhos: fila anterior 1,0, posterior 1,12; QOM: comprimento 0,45, largura anterior 0,52, largura posterior 0,5; diâmetros: OMA 0,22, OLA 0,17, OMP 0,2, OLP 0,2; interdistâncias: OMA-OMA 0,12, OMA-OLA 0,07, OMP-OMP 0,17, OMP-OLP 0,22, OLA-OLP 0,07. Quelíceras: comprimento 1,6; retromargem com 5 dentes subiguais, separados. Esterno: comprimento 1,7, largura 1,55. Abdômen: comprimento 3,2, largura 2,1. Pernas: comprimento relativo 4123. I- fêmur 2,85/ patela 1,15/ tíbia 2,55/ metatarso 2,2/ tarso 1,9/ total 10,65; II - 2,7/1,1/2,15/2,1/1,75/9,8; III - 2,2/1,0/1,75/2,25/1,4/8,6; IV - 2,95/1,05/2,45/3,05/1,65/11,15. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-0-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p1-0-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 247, 248.

Fêmea (parátipo). Coloração como no macho.

Comprimento total 8,6. Carapaça: comprimento 3,6, largura 2,9, altura 1,37; clípeo, altura 0,32. Olhos: fila anterior 1,15, posterior 1,35; QOM: comprimento 0,52, largura anterior 0,62, largura posterior 0,6; diâmetros: OMA 0,27, OLA 0,2, OMP 0,2, OLP 0,2; interdistâncias: OMA-OMA 0,15, OMA-OLA 0,07, OMP-OMP 0,23, OMP-OLP 0,3, OLA-OLP 0,07. Quelíceras: comprimento 1,9; retromargem com 6 dentes, o primeiro menor. Esterno: comprimento 2,02, largura 1,72. Abdômen: comprimento 4,7, largura 3,1. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 3,15/ patela 1,35/ tíbia 2,75/ metatarso 2,3/ tarso 2,05/ total 11,6; II - 3,0/1,25/2,4/2,25/1,85/10,75 ; III - 2,6/1,15/2,0/2,5/1,5/9,75; IV - 3,35/1,2/2,9/3,5/1,85/12,8. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1r-0-2-2-2 metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p1-0-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 249, 250.

Distribuição geográfica. Conhecida apenas da localidade-tipo.

Material-tipo. Parátipo. MÉXICO. San Luis de Potosí: Tamazunchale, , 20.V.1952, M. Cazier et al. (AMNH).

Simonestus gen. nov.

Espécie-tipo. Diestus validus Simon.

Etimologia. O nome genérico, masculino, vem da reunião das palavras Simon e Diestus, em homenagem ao aracnólogo francês Eugene Simon, por sua relevante contribuição ao conhecimento de Corinninae.

Diagnose. Carapaça alta, subquadrangular, com estreitamento cefálico quase nulo (figs. 251, 252); laterais da região cefálica sub-retas; garras das quelíceras curtas, menores que um terço do comprimento das quelíceras (fig. 16); espinhos ventrais das tíbias e metatarsos I e II curtos e grossos. Palpo do macho com ATR única, sem PV; condutor hialino; êmbolo inserido em uma projeção tegular prolátero-apical (figs. 253, 257). Epígino com uma abertura de copulação (figs. 255, 259); PVP encobrindo parcialmente as espermatecas primárias e provida de curtas projeções laterais (figs. 256, 260).

Descrição. Comprimento total (machos e fêmeas) 8,3-17,4. Carapaça mais longa que larga, sub-retangular, praticamente glabra, com poucas cerdas eretas restritas à região ocular; granulações densas, finas, distribuídas regularmente; maior largura no nível das coxas II, maior altura entre a inserção do palpo e a perna I. Região cefálica bem delimitada, estreitamento praticamente nulo (fig. 251); margem anterior sub-reta, tubérculo interocular ausente; região torácica gradualmente rebaixada (fig. 252) em S. validus; rebaixamento mais abrupto em S. separatus; sulco torácico curto e profundo, menor que o comprimento do QOM; margem posterior com ou sem invaginação mediana. Clípeo igual ou pouco maior do que um diâmetro dos OMA. Ambas as fila de olhos levemente procurvas, a posterior quase reta; QOM pouco mais largo que longo, largura anterior maior que a posterior; cômoro ocular lateral conspícuo. Olhos médios circulares, laterais subovais; OMA maiores, demais subiguais em tamanho. Interdistâncias: OMA-OMA separados por menos de um diâmetro; OMA-OLA por um e meio a dois diâmetros dos OMA; OMP-OMP por um a dois diâmetros; OMP-OLP por dois a quatro diâmetros dos OMP; OLA-OLP subcontíguos. Chilum dividido, liso, glabro. Quelíceras geniculadas, curtas, menores que a metade do comprimento da carapaça; face frontal densamente granulada; retrolateral sem estrias; côndilo basal subtriangular; retromargem do sulco subungueal com 4 dentes contíguos; garra curta, menor que um terço do comprimento da quelícera (fig. 16). Enditos convergentes, promargem ligeiramente côncava, retromargem pouco escavada. Lábio mais longo que largo, maior que a metade do comprimento dos enditos. Esterno mais longo que largo, pouco hirsuto, com pêlos não-inseridos em tubérculos em S. validus e em tubérculos em S. separatus; rebordo nítido; laterais da margem anterior pouco projetadas; escavações esternais ausentes.

Pernas curtas, robustas, quase glabras, com pêlos simples; comprimento relativo variável, 1423 em S. validus, 4123 em S. separatus. Apenas a superfície prolateral ventral das coxas I com pêlos inseridos em tubérculos. Espinhos ventrais das tíbias e metatarsos I e II curtos e grossos; tíbia I com 4 ou 5 pares de espinhos ventrais; metatarso I com 2 pares de espinhos ventrais. Escópulas densas em todos os tarsos e nos metatarsos I e II (figs. 34, 35); metatarsos III e IV com tufo de cerdas ventro-distais denso em S. validus, inconspícuo em S. separatus; unhas tarsais lisas em S. validus, pectinadas, com poucos dentes muito curtos em S. separatus; pêlos subungueais densos; tricobótrias tarsais distribuídas irregularmente sobre a superfície dorsal (figs. 65, 66); órgão tarsal (fig. 71) subapical; unha do tarso do palpo da fêmea lisa ou com poucos dentes curtos; todos os trocanteres não- recortados.

Abdômen com cerdas simples eretas esparsas, sem pêlos plumosos; scutum dorsal apenas em machos, restrito ao terço anterior (fig. 251); scutum ventral ausente em ambos os sexos; tubérculo traqueal ausente. Cólulo representado por uma placa triangular coberta por pêlos simples.

Palpo do macho. Tíbia menor que a metade do comprimento do címbio; ATR simples, geralmente com ápice bífido; PV ausente. Címbio com PCr pouco proeminente em S. validus, ausente em S. separatus; com PCp bem desenvolvido (figs. 253, 254, 257, 258). Subtégulo inteiro; fundus não-alargado, no tégulo; PTd de ápice não-dobrado em gancho (fig. 96); reservatório muito espiralado. Condutor hialino; êmbolo fusionado ao tégulo, de ápice abruptamente afilado, inserido em uma projeção tegular prolátero-apical (figs. 253, 257). Epígino com uma abertura de copulação mediana, com o terço posterior convexo (figs. 255, 259). Vulva com PVP pouco desenvolvida, com as laterais projetadas, encobrindo parcialmente as espermatecas primárias; espermatecas secundárias muito grandes, reniformes; espermatecas primárias globulares, menores que as secundárias (figs. 256, 260).

Elenco. Seis espécies:
Simonestus occidentalis (Schenkel), comb. nov. - Venezuela.
Diestus occidentalis SCHENKEL, 1953 (holótipo MHNB, examinado).
Simonestus pseudobulbulus (Caporiacco), comb. nov. - Guatemala.
Corinna pseudobulbula CAPORIACCO, 1938 (tipo não-examinado).
Simonestus robustus (Chickering), comb. nov. - Panamá.
Corinna robusta CHICKERING, 1937 (tipos MCZ, não-examinados).
Simonestus semiluna (F.O. Pickard-Cambridge), comb. nov. - México.
Corinna semiluna F.O PICKARD-CAMBRIDGE, 1899 (holótipo BMNH, examinado).
Simonestus separatus (Schmidt), comb. nov. (pág. 94).
Simonestus validus (Simon), comb. nov. (pág. 93).

Simonestus validus (Simon), comb. nov.
(Figs. 34, 35, 65, 66, 71, 96, 251-256)

Diestus validus SIMON, 1898:197, figs. 193, 194 (síntipos 2 , 7 , Colonia Tovar, Merida, Venezuela, presente designação de lectótipo e paralectótipos , 7 , MNHN, examinados); ROEWER, 1954:602; CAPORIACCO, 1955:375, fig. 45; BONNET, 1956:1464.

Diagnose. Machos de Simonestus validus diferem dos de S. separatus pelo tégulo do palpo do macho com uma série de projeções laminares retrolaterais, subapicais e êmbolo afilado, sem carena subapical (figs. 253, 254); fêmeas diferem pelo epígino com abertura de copulação localizada em uma depressão estreita, mais longa que larga (fig. 255).

Descrição. Macho (Alto do Rio Lemon, Caracas). Carapaça castanho-avermelhada, mais escura na região torácica, quelíceras, enditos e lábio negros, esterno amarelo-escuro, perna I castanho-avermelhada, restantes castanhas, dorso do abdômen cinza-escuro, ventre cinza-claro.

Comprimento total 13,0. Carapaça: comprimento 6,5, largura 5,3, altura 3,0; clípeo, altura 0,4. Olhos: fila anterior 2,7, posterior 3,05; QOM: comprimento 0,75, largura anterior 1,0, largura posterior 1,0; diâmetros: OMA 0,35, OLA 0,3, OMP 0,3, OLP 0,25; interdistâncias: OMA-OMA 0,3, OMA-OLA 0,6, OMP-OMP 0,5, OMP-OLP 0,9, OLA-OLP 0,2. Quelíceras: comprimento 3,7; retromargem com 4 dentes subiguais, contíguos. Esterno: comprimento 3,5, largura 2,7. Abdômen: comprimento 6,2, largura 4,1. Pernas: comprimento relativo 1423. I - fêmur 5,4/ patela 2,7/ tíbia 4,6/ metatarso 4,0/ tarso 2,0/ total 18,7; II - 4,6/2,5/3,8/3,6/1,7/16,2; III - 3,5/2,2/2,6/3,2/1,4/12,9; IV - 4,7/2,3/4,1/4,4/1,6/17,1. Espinulação: I - fêmur d1-0-0, p0-0-1; tíbia v1p-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-0-0, p0-0-1; tíbia v1p-1p-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1; tíbia p0-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r0-1-0, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, r0-0-1; tíbia r1-1, v1p-2-2; metatarso p0-0-1, r1-1-0, v2-2-1. Palpo: figs. 253, 254.

Fêmea (Alto do Rio Lemon, Caracas). Coloração como no macho.

Comprimento total 16,2. Carapaça: comprimento 6,7, largura 5,2, altura 3,0; clípeo, altura 0,5. Olhos: fila anterior 3,0, posterior 3,3; QOM: comprimento 0,75, largura anterior 1,1, largura posterior 1,0; diâmetros: OMA 0,4, OLA 0,3, OMP 0,3, OLP 0,3; interdistâncias: OMA-OMA 0,35, OMA-OLA 0,7, OMP-OMP 0,5, OMP-OLP 1,0, OLA-OLP 0,2. Quelíceras: comprimento 3,7; dentes como no macho. Esterno: comprimento 3,5, largura 2,8. Abdômen: comprimento 8,7, largura 5,6. Pernas: comprimento relativo como no macho. I - fêmur 4,9/ patela 2,6/ tíbia 4,1/ metatarso 3,6/ tarso 1,7/ total 16,9; II - 4,2/2,2/3,3/3,2/1,6/14,5; III - 3,4/2,1/2,5/3,2/1,3/12,5; IV - 4,4/2,3/4,0/4,1/1,5/16,3. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1p-2-2-2-2; metatarso v-2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1p-1p-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-0, r0-0-1; tíbia p0-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p0-1-1, r0-1-0, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, r0-0-1; tíbia r1-1, v1p-2-2; metatarso p0-0-1, r1-1-0, v2-2-1. Epígino: figs. 255, 256.

Variação. Comprimento: (5 ) total 8,8-14,1, carapaça 4,5-7,9, fêmur I 3,6- 6,1; (10 ) total 9,5-17,4, carapaça 4,4-8,4, fêmur I 3,5-6,4.

Distribuição geográfica. Norte da Venezuela.

Material examinado. VENEZUELA. (SMF 5591); Distrito Federal: Caracas (Alto do Rio Lemon), 2, 2 , 14.II.1981, A. R. Delgado & M. A. Gonzales-Sponga (CPS 841, MCN 28441); , II.1950, Marcuzzi (MUCV XII-772); , 04.II.1951, Foldats (MUCV XII-1040); (San José del Avila), , 1940, Pe C. VOGL (AMNH); Entre El Junquito e Carayaca, 3 , 02.V.1981, A. R. Delgado & M. A. Gonzales-Sponga (CPS 169); El Junquito, , 09.I.1982, R. T. Schuh (AMNH); Aragua: Rancho Grande (próximo a Maracay), 2 , 27.IV-04.V.1945, W. Beebe et al. (AMNH); , 15.VIII.1945, W. Beebe et al. (AMNH); , 15-31.III.1946, W. Beebee et al. (AMNH); , 05.VII.1946, W. Beebee et al. (AMNH); , 11.III.1951, Scorza (MUCV XII-389); Ricaurte (La Montañita, Tiara, Carretera Tejerías), , 5 j, 18.IV.1951, M. A. Gonzales-Sponga et al. (CPS 099).

Simonestus separatus (Schmidt), comb. nov.
(Figs.16, 17, 257-260)

Diestus separatus SCHMIDT, 1971:405, figs. 11, 12 (holótipo , parátipo (epígino em lâmina de microscopia), coletados em Hamburg, em carregamento de banana proveniente do Equador; SMF 25794, holótipo e epígino do parátipo, examinados); BRIGNOLI, 1983:556.
Corinna casueta CHICKERING, 1972:368, figs. 8-10 (holótipo
, Ilha de Barro Colorado, Zona do Canal, Panamá, 04.VII.1954, MCZ, não-examinado; parátipo , mesma procedência, 02.VIII.1936, MCZ; parátipo , Gatun, Zona do Canal, Panamá, 06.III.1958, MCZ, examinados); BRIGNOLI, 1983:556. Syn. nov.

Diagnose. Machos de Simonestus separatus diferem dos de S. validus pelo tégulo do palpo do macho sem projeções laminares retrolaterais e êmbolo relativamente engrossado, com distinta carena subapical (figs. 257, 258); fêmeas diferem pelo epígino com abertura de copulação localizada em depressão ampla, mais larga que longa (fig. 259).

Macho (holótipo). Carapaça castanho-avermelhada escura, mais escura na região cefálica; quelíceras negro-avermelhadas, iridescentes, enditos e lábio castanho-escuros; esterno castanho, bordas castanho-escuras; pernas amarelas, tíbias e metatarsos III e IV com pigmento castanho-escuro; dorso do abdômen cinza, ventre amarelo.

Comprimento total 8,0. Carapaça: comprimento 4,25, largura 3,6, altura 1,95; clípeo, altura 0,37. Olhos: fila anterior 1,7, posterior 2.0; QOM: comprimento 0,62, largura anterior 0,87, largura posterior 0,82; diâmetros: OMA 0,4, OLA 0,25, OMP 0,27, OLP 0,25; interdistâncias: OMA-OMA 0,2, OMA-OLA 0,25, OMP-OMP 0,3, OMP-OLP 0,57, OLA-OLP 0,1. Quelíceras: comprimento 1,87; retromargem com 4 dentes contíguos, primeiro e quarto menores. Esterno: comprimento 2,15, largura 1,8. Abdômen: comprimento 3,3, largura 2,5. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 3,45/ patela 1,65/ tíbia 2,75/ metatarso 2,25/ tarso 1,3/ total 11,4; II - 3,1/1,5/2,4/2,2/1,2/10,4; III - 2,7/1,3/1,95/2,3/1,0/9,25; IV - 3,55/1,55/3,05/3,1/1,25/12,5. Espinulação: I - fêmur d0-1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2-1. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1r-1r-1r-1r; metatarso v2-2-1. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia p0-1, r1-1, v1p-2-2, metatarso p0-1-1, r1-1-0, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, r0-0-1; tíbia r1-1, v1p-1p-2; metatarso p0-0-1, r1-1-0, v2-2-1. Palpo: figs. 257, 258.

Fêmea (Guatemala). Coloração como no macho.

Comprimento total 9,0. Carapaça: comprimento 4,4, largura 3,6, altura 2,5; clípeo, altura 0,37. Olhos: fila anterior 1,92, posterior 2,2; QOM: comprimento 0,65, largura anterior 0,9, largura posterior 0,8; diâmetros: OMA 0,35, OLA 0,27, OMP 0,27, OLP 0,22; interdistâncias: OMA-OMA 0,22, OMA-OLA 0,25, OMP-OMP 0,3, OMP-OLP 0,6, OLA-OLP 0,15. Quelíceras: comprimento 2,0; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 2,2, largura 1,9. Abdômen: comprimento 4,5, largura 3,3. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 3,1/ patela 1,5/ tíbia 2,5/ metatarso 2,1/ tarso 1,2/ total 10,4; II - 2,9/1,5/2,1/1,9/1,1/9,5; III - 2,5/1,3/1,9/2,1/0,9/8,7; IV - 3,2/1,5/2,7/2,8/1,0/11,2. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2-1. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1r-1r-1r-2; metatarso v2-2-1. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia p0-1, r1-1, v1p-1p-2; metatarso p0-1-1, r0-1-0, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, r0-0-1; tíbia r1-1, v1p-1p-2; metatarso p0-0-1, r1-1-0, v2-2-1. Epígino: figs. 259, 260.

Variação. Comprimento: (4 ) total 8,3-9,2, carapaça 4,3-4,7, fêmur I 3,1- 3,5.

Distribuição Geográfica. América Central e noroeste da América do Sul.

Material examinado. GUATEMALA. (AMNH). PERU. Huánuco: Panguana (Pachitea, Rio Yuyapichis, 9º 37' S, 74º 56' W), 2 , M. Verhaagh (SMNK).

Creugas Thorell, revalidado

Hypsinotus L. KOCH, 1866:270 (espécie-tipo por designação original, Hypsinotus bellator L. Kock, 1866; pré-ocupado por Hypsinotus Temminck & Schlegel, 1844, Pisces); sinonimizado com Corinna por SIMON, 1898:196; BONNET, 1957:2267. Syn. nov.
Creugas THORELL, 1878:175 (espécie-tipo por monotipia, Creugas gulosus Thorell, 1878), sinonimizado com Corinna por SIMON, 1898:196; BONNET, 1956:1249.
Phanoptilus THORELL, 1887:40 (espécie-tipo por monotipia, Phanoptilus sericeus Thorell, 1887); sinonimizado com Creugas por THORELL, 1897:243; BONNET, 1958:3500.
Pranopis THORELL, 1891:20 (espécie-tipo por monotipia, Pranopis punctata, Thorell, 1891); sinonimizado com Creugas por THORELL, 1897:243; BONNET, 1958:3768.

Diagnose. Clípeo baixo. Palpo do macho com ATR bilobada, com PV; PCr desenvolvido; reservatório pouco espiralado, de percurso simples, com apenas uma volta em "S" proximal; êmbolo modificado, com processo embolar (PEC) e/ou divisão apical (DAC) (figs. 261-264, 267, 271, 275, 280). Epígino com duas pequenas aberturas de copulação posteriores, afastadas entre si, ou uma ampla abertura de copulação anterior (figs. 269, 273, 277, 282).

Descrição. Comprimento total (machos e fêmeas) 5,4-14,8. Carapaça suboval, pouco mais longa que larga, mais alongada no grupo gulosus; semiglabra a densamente coberta por pêlos simples e plumosos; com granulações finas no grupo gulosus (figs. 5, 6); lisa no grupo bellator; maior largura entre as coxas II e III, maior altura no nível da inserção do palpo. Região cefálica pouco delimitada, estreitamento pouco acentuado no grupo gulosus (fig. 5), acentuado no grupo bellator; margem anterior truncada, reta no grupo bellator, mais convexa no grupo gulosus; tubérculo interocular ausente; carapaça baixa, região torácica abruptamente rebaixada posteriormente, menor rebaixamento em machos; sulco torácico profundo e longo, de comprimento igual ou maior que o do QOM; invaginação mediana da margem posterior sub-reta. Clípeo com um a dois diâmetros dos OMA no grupo gulosus, mais baixo, pouco maior que um diâmetro dos OMA no grupo bellator. Fila de olhos anteriores levemente procurva; fila de olhos posteriores sub-reta no grupo gulosus, procurva no grupo bellator; QOM aproximadamente tão longo quanto largo no grupo gulosus, nitidamente mais longo que largo no grupo bellator; largura anterior pouco maior que a posterior; cômoro ocular lateral conspícuo. Olhos médios circulares, laterais subovais; no grupo gulosus, olhos subiguais em tamanho, OMA pouco maiores que os demais; no grupo bellator, OMA nitidamente maiores, demais subiguais. Interdistâncias: OMA-OMA separados por meio diâmetro ou menos; OMA-OLA por menos da metade do diâmetro dos OMA em C. gulosus, mais afastados entre si em C. cinnamius, subcontíguos no grupo bellator; OMP-OMP por um e meio a dois diâmetros; OMP-OLP por um e meio a três diâmetros dos OMP; OLA-OLP subcontíguos. Chilum dividido, liso, glabro. Quelíceras curtas, com cerca de um terço do comprimento da carapaça; não-geniculadas nos machos do grupo bellator, pouco geniculadas nas fêmeas deste grupo e em ambos os sexos do grupo gulosus; face frontal com granulações finas no grupo gulosus, mais grosseiras no grupo bellator; retrolateral com estrias conspícuas (fig. 18); côndilo basal triangular; retromargem do sulco subungueal com 4 a 6 dentes; garra com cerca de um terço do comprimento das quelíceras. Enditos convergentes, promargem côncava, retromargem mais escavada no grupo bellator do que no grupo gulosus. Lábio nitidamente mais longo que largo, com cerca da metade do tamanho dos enditos. Esterno pouco mais longo que largo, com poucos pêlos inseridos em tubérculos no grupo gulosus, mais hirsuto, com pêlos não-inseridos em tubérculos no grupo bellator; rebordo nítido; laterais da margem anterior geralmente projetadas; escavações esternais ausentes.

Pernas longas, pouco robustas, com abundantes pêlos plumosos, modificados em C. gulosus, com haste e ramificações achatadas (fig. 44); comprimento relativo 4123; no grupo bellator, apenas a coxa I com pêlos inseridos em tubérculos; em C. gulosus, todas as coxas com pêlos inseridos em tubérculos; em C. cinamius, todas as coxas com pêlos não-inseridos em tubérculos. Tíbia I com 4 a 6 pares de espinhos ventrais; metatarso I com 2 pares de espinhos ventrais. Escópulas dos tarsos I e II muito ralas no grupo gulosus, mais densas no grupo bellator; nos tarsos III e IV, ausentes; todos os tarsos com cerdas espiniformes ventrais (fig. 28); metatarsos I e II com escópulas ralas desde o terço proximal; III e IV com tufo de cerdas ventro-distais denso; unhas tarsais pouco pectinadas, com dentes curtos; pêlos subungueais densos e curtos; tricobótrias tarsais distribuídas em duas filas dorsais; unha do tarso do palpo da fêmea com dentes muito curtos; trocanteres levemente recortados.

Abdômen piloso, com cerdas longas eretas abundantes e densa cobertura de pêlos plumosos; scutum dorsal apenas em machos, ocupando o terço anterior; scutum ventral ausente em ambos os sexos; tubérculo traqueal ausente. Cólulo desenvolvido, triangular, coberto por pêlos simples.

Palpo do macho. Tíbia com cerca da metade do comprimento do címbio no grupo gulosus (fig. 271); pouco maior que a metade do comprimento do címbio no grupo bellator (fig. 275); ATR bilobada, PV presente, conspícuo no grupo gulosus (fig. 267); de difícil reconhecimento no grupo bellator, devido à ocorrência de múltiplos processos no lobo ventral (figs. 276, 281). Címbio com PCr mais desenvolvido no grupo gulosus do que no grupo bellator; PCp ausente. Subtégulo inteiro; fundus alargado, no subtégulo; PTd pouco desenvolvida; reservatório curto, com apenas uma volta ventral em "S" proximal; condutor hialino (figs. 267, 271, 275, 280); êmbolo de forma variável, fusionado ao tégulo, com PEC desenvolvido no grupo bellator (figs. 276, 281), vestigial em C. gulosus (figs. 262) e ausente em C. cinamius (fig. 271); DAC conspícua em C. cinamius (figs. 271, 272), visível apenas ao microscópio eletrônico em C. gulosus (figs. 262-264) e ausente no grupo bellator. Epígino com duas aberturas de copulação posteriores pequenas no grupo gulosus (figs. 265, 269, 273) e uma abertura de copulação anterior ampla no grupo bellator (figs. 277, 282); vulva sem PVP no grupo gulosus, com PVP no grupo bellator; no grupo gulosus, espermatecas primárias maiores que as secundárias; no grupo bellator, as primárias menores que as secundárias (figs. 270, 274, 278, 279).

Elenco. Dezoito espécies:
Creugas annamae (Gertsch & Davis), comb. nov. - México.
Corinna annamae GERTSCH & DAVIS, 1940 (holótipo AMNH, examinado).
Creugas apophysarius (Caporiacco), comb. nov. - Guiana.
Corinna apophysaria CAPORIACCO, 1947 (tipos não-examinados).
Creugas bajulus (Gertsch), comb. nov. - México.
Corinna bajula GERTSCH, 1942 (holótipo CAS, não-examinado).
Creugas bellator (L. Koch), comb. nov. (pág. 105).
Creugas berlandi nom. nov. (pág. 104).
Creugas bicuspis (F.O. Pickard-Cambridge), comb. nov. - México.
Corinna bicuspis F.O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899 (holótipo BMNH, examinado).
Creugas cinnamius Simon, comb. restaur. (pág. 102).
Creugas epicureanus (Chamberlin), comb. nov. - México.
Corinna epicureana CHAMBERLIN, 1924 (holótipo CAS, não-examinado).
Creugas falculus (F. O. Pickard-Cambridge), comb. nov. - México.
Corinna falcula F.O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899 (holótipo BMNH, examinado).
Creugas gulosus Thorell, comb. restaur. (pág. 99).
Creugas lisei sp. nov. (pág. 106).
Creugas mucronatus (F.O. Pickard-Cambridge), comb. nov. - Panamá.
Corinna mucronata F.O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899 (síntipos BMNH, examinados).
Creugas nigricans (C. L. Koch), comb. nov. - México.
Corinna nigricans C. L. KOCH, 1842 (holótipo ZMB, examinado).
Sparassus nigricans; WALCKNAER, 1847.
Creugas navus (F.O. Pickard-Cambridge), comb. nov. - México.
Corinna nava F.O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899 (holótipo BMNH, examinado).
Creugas plumatus (L. Koch), comb. nov. - Colômbia.
Hypsinotus plumatus L. KOCH, 1866 (holótipo BMNH, examinado).
Corinna plumata; PETRUNKEVITCH, 1911.
Creugas praeceps (F. O. Pickard-Cambridge), comb. nov. - México.
Corinna praeceps F.O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899 (holótipo BMNH, examinado).
Creugas silvaticus (Chickering), comb. nov. - Panamá.
Corinna silvatica CHICKERING, 1937 (parátipo, MCZ, examinado).
Creugas uncatus (F.O. Pickard-Cambridge), comb. nov. - México.
Corinna uncata F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899 (síntipos BMNH, examinados).

Grupo gulosus

Diagnose. Olhos subiguais em tamanho, OMA pouco maiores que os demais (fig. 5). Ápice do êmbolo com DAC, com ou sem PEC (figs. 262-264, 267, 271). Epígino com duas aberturas de copulação e septo transversal mediano (figs. 265, 266, 273); espermatecas primárias maiores que as secundárias; PVP ausente (figs. 270, 274).

Creugas gulosus Thorell, comb. restaur.
(Figs. 5, 6, 18, 28, 44, 106, 107, 261-270)

Creugas gulosus THORELL, 1878:175 (holótipo j, Ambon, Indonésia, Museo Civico di Storia Naturale "Giacomo Doria", Gênova, examinado por C. Deeleman-Reinhold).
Creugas senegalensis SIMON, 1885:376 (holótipo
, Dakar, Senegal, MNHN 4880, examinado). Syn. nov.
Phanoptilus sericeus THORELL, 1887:41 (síntipos
, Bhamo, Myanmar, j, Ambon, Indonésia, Museo Civico di Storia Naturale "Giacomo Doria", Gênova, examinados por C. Deeleman-Reinhold). Sinonimizado com Creugas gulosus por THORELL, 1897:243.
Hypsinotus gracilipes KEYSERLING, 1887:448, pr. 6, fig. 19 (holótipo
, Haiti, MCZ, não-examinado). Syn. nov.
Creugas cetratus SIMON, 1889:243 (holótipo
, Nova Caledônia, não-encontrado no MNHN, provavelmente perdido). Syn. nov.
Pranopis punctata THORELL, 1891:21 (holótipo
, Ilhas Nicobar, não-examinado). Sinomizado com Creugas gulosus por THORELL, 1897:243.
Corinna consobrina SIMON, 1897b:887 (síntipos
, MNHN 18978; , j, BMNH 1894.9.18-133, Island of Saint Vincent, examinados). PETRUNKEVITCH, 1911:456; ROEWER, 1954:596; BONNET, 1956:1210. Syn. nov.
Corinna senegalensis; SIMON, 1898:196; 1909:384, fig. 16; ROEWER, 1954:593; BONNET, 1956:1216; WUNDERLICH, 1987:234, fig. 653; 1992:472, fig.732.
Corinna gulosus; SIMON, 1898:196 (lapsus).
Corinna cetrata; SIMON, 1898:196; BERLAND, 1924:422, fig. 3; 1933:50, figs. 17-21; ROEWER, 1954:594; BONNET, 1956:1210.
Corinna nervosa F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899:70, pr. 5, fig. 9 (holótipo
, Bugaba, Chiriqui, Panamá, F. D. Godman, BMNH, examinado); PETRUNKEVITCH, 1911:465; ROEWER, 1954:598; KRAUS, 1955:47, fig. 124; BONNET, 1956:1214. Syn. nov.
Corinna gracilipes; PETRUNKEVITCH, 1911:466; BRYANT, 1933:192, pr. 3, fig. 32 (alótipo
, Miami, Flórida, USA, VII.1916, MCZ, examinado); ROEWER, 1954:497; BONNET, 1956:1211.
Corinna tahitica STRAND, 1913:120; 1914:252, pr. 18, fig. 93 (síntipos
, , Papeete, Tahiti, 02.VII.1909, E. Wolf, SMF 4555, examinados); sinonimizado com Corinna cetrata por BERLAND, 1924:233.
Corinna abnormis PETRUNKEVITCH, 1930:103, fig. 86 (holótipo
, Peabody Museum, New Haven, não-examinado); ROEWER, 1954:594; BONNET, 1956:1208. Syn. nov.
Corinna wolleboeki BANKS, 1931:273, pr. 1, fig. 4 (holótipo
, Museu Zoológico da Universidade de Oslo, Oslo; parátipo , MCZ, Isla San Cristóbal, Galápagos, Equador, 28.XII.1925, A. Wollebaek, não-examinados); ROEWER, 1954:601; BONNET, 1956:1217. Syn. nov.
Corinna antillana BRYANT, 1942:351, pr. 3, fig. 33 (holótipo
, Saint Croix, Ilhas Virgens, MCZ, não-examinado); ROEWER, 1954:594. Syn. nov.
Corinna inornata KRAUS, 1955:46, pr. 7, fig. 123 (holótipo , Finca San Jorge, Santa Ana, El Salvador, 24.V.1951, A. Zilch, SMF 8269/1; epígino em lâmina de microscopia, examinado); BRIGNOLI, 1983:556. Syn. nov.
Corinna gulosa; ROEWER, 1954:594; BONNET, 1956:1212.

Nota. A identidade desta espécie foi reconhecida através de desenhos do holótipo de Creugas gulosus e dos síntipos de Phanoptilus sericeus, gentilmente cedidos pela Dra C. Deeleman-Reinhold. As sinonímias dos nomes cujos tipos estão perdidos ou não foram examinados, justificam-se pelo exame de material proveniente de regiões próximas às localidades-tipo e pelo estudo das descrições originais e posteriores.

Diagnose. Machos de Creugas gulosus diferem dos de C. cinamius pelo PCr do palpo com uma projeção posicionada entre os lobos da ATR; êmbolo alongado, PEC vestigial, na margem prolateral; DAC com processos parcialmente fusionados (figs. 261-264, 267, 268); fêmeas diferem pelo epígino com aberturas de copulação posicionadas nas laterais da placa epiginal (figs. 265, 269); espermatecas primárias subquadrangulares (figs. 270).

Descrição. Macho (Porto Alegre, Rio Grande do Sul). Carapaça e quelíceras castanho-avermelhadas escuras; enditos, lábio e esterno castanho-avermelhados, pernas castanhas; dorso do abdômen cinza, ventre amarelo.

Comprimento total 7,7. Carapaça: comprimento 4,0, largura 3,1, altura 1,4; clípeo, altura 0,37. Olhos: fila anterior 1,1, posterior 1,31; QOM: comprimento 0,44, largura anterior 0,6, largura posterior 0,56; diâmetros: OMA 0,26, OLA 0,21, OMP 0,17, OLP 0,17; interdistâncias: OMA-OMA 0,11, OMA-OLA 0,07, OMP-OMP 0,25, OMP-OLP 0,31, OLA-OLP 0,06. Quelíceras: comprimento 1,95; retromargem com 5 dentes subiguais, separados. Esterno: comprimento 1,95, largura 1,85. Abdômen: comprimento 3,8, largura 2,4. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 3,3/ patela 1,35/ tíbia 2,95/ metatarso 2,8/ tarso 2,1/ total 12,5; II - 3,15/1,35/2,55/2,6/2,0/11,65; III - 2,8/1,25/2,15/2,7/1,6/10,5; IV - 3,6/1,4/ 3,0/3,7/1,9/13,6. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 261-264, 267, 268.

Fêmea (Porto Alegre, Rio Grande do Sul). Coloração como no macho.

Comprimento total 9,0. Carapaça: comprimento 3,6, largura 3,0, altura 1,7; clípeo, altura 0,29. Olhos: fila anterior 1,09, posterior 1,25; QOM: comprimento 0,46, largura anterior 0,58, largura posterior 0,55; diâmetros: OMA 0,25, OLA 0,21, OMP 0,17, OLP 0,17; interdistâncias: OMA-OMA 0,12, OMA-OLA 0,07, OMP-OMP 0,25, OMP-OLP 0,3, OLA-OLP 0,06. Quelíceras: comprimento 1,95; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 1,9, largura 1,8. Abdômen: comprimento 5,4, largura 3,6. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 3,25/ patela 1,4/ tíbia 2,85/ metatarso 2,55/ tarso 1,95/ total 12,0; II - 3,0/1,3/2,4/2,4/1,8/10,9; III - 2,7/1,25/2,05/2,5/1,55/10,05; IV - 3,5/1,35/2,9/3,45/1,8/13,0. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 265, 266, 269, 270.

Variação. Comprimento: (10 ) total 5,4-8,5, carapaça 3,1-4,9, fêmur I 2,2- 3,8; (10 ) total 6,7-9,3, carapaça 2,8-4,3, fêmur I 2,4-3,5. No palpo do macho, o PEC varia em tamanho.

Distribuição geográfica. Cosmopolita (Américas, África, sudoeste da Ásia e Polinésia).

Material examinado. ESTADOS UNIDOS. Hawai: Oahu Island, Wahiawa, , H. R. Hagan (MCZ); Honolulu, , V.1952, T. H. & M. S. Adachi (AMNH); Florida: Entre Stuart e Saint Augustine, , 17-25.VI.1951, O. BRYANT (CAS); Homestead, 2 , III.1968, A. M. Chickering (MCZ); Dade Co. (Deering State Park), , , 21.II-25.VII.1986, S. & J. Peck (AMNH); Monroe Co. (Key Largo), , 01.VIII-16.XI.1985, S. & J. Peck (AMNH); (Pennekamp State Park), , 02.VI-26.VIII.1986, S. & J. Peck (AMNH); (Plantation Key), , 02.V.1951, H. V. Weems Jr. (AMNH); (Little Duck Key), 2 , , 28.X.1963, J. & W. Ivie (AMNH); (Cudjoe Key), , , 29.VIII-14.XII.1986, S. & J. Peck (AMNH); (No Name Key), 3 , 03.VI-27.VIII.1986, S. & J. Peck (AMNH); 3 , 28.VIII-13.XII.1986, S. & J. Peck (AMNH); (Big Pine Key), , 30.VIII-17.XI.1985, S. & J. Peck (AMNH); (Sugarloaf Key), 4 , 1 , 03.V-03.VIII.1985, 19.XI.1985-06.VI.1986, S. & J. Peck (AMNH). ILHAS BAHAMA. Bimini, , II-III.1948, C. Breder (AMNH); (South Bimini), 3 , 4 j, V.1951; W. J. GERTSCH & M. A. Cazier (AMNH); , VI.1951, M. A. Cazier (AMNH); 2 , VI.1951, M. A. Cazier, C. & P. Vaurie (AMNH). CUBA. Soledad, , 15.VI.1925, G. Salt (MCZ); , IV.1936, Darlington (MCZ); Mina Carlota (Trinidad Montains); , 10-15.VII, Parsons (MCZ); Pinar del Rio: Serra de Anafe, , 09.II.1947, M. Barro (AMNH); La Habana: Habana (Vedado), , XI.1926, G. Aguayo (AMNH); (Universidad), , , 5-6.XI.1915 (AMNH); Camagüey: , 1954, J. T. Acosta (AMNH). ILHAS CAYMAN. Grand Cayman, Georgetown, 2 , 17.IV.1938, C. B. LEWIS & G. H. Thompson (BMNH 1939.7.25.16-17); , 15.VIII.1938 (AMNH). JAMAICA. Saint Catharine: Spanish Town , 2 , 09- 10.VIII.1957, A. M. Chickering (MCZ); Saint Andrew: Kingston (Kingston Science Museum), 3 , 2 , 3 j, 30.IX.1957, A. M. Chickering (MCZ); (Institut of Jamaica Garden), 2 , , 12 j, 21.VI.1954, A. M. Chickering (MCZ); Old Hope Road, , 03.XII.1963, A. M. Chickering (MCZ); Saint Thomas: Rosalle Falls, , 11.XI.1957, A. M. Chickering (MCZ). PUERTO RICO. Palomino Island, , 07.XI.1964, H. Heartwole & F. Mckenzie (AMNH); Mayagüez: , 23.III.1962, D. Pabon (AMNH); San Germán, , , II.1962, D. Nazario (AMNH); Peñuelas, 2 , 19.IV.1962, L. Piazza (AMNH). SAINT THOMAS. , 03.II.1964, A. M. Chickering (MCZ); Little Hans Lollick Island, , 05.IV.1966, University of Puerto Rico (AMNH). SAINT JOHN. , 18.XII.1965, University of Puerto Rico (AMNH). TORTOLA. Sandy Key, , 31.VIII.1965, H. & A. Heartwole (AMNH); Guana Island, , 02.VII.1965, University of Puerto Rico (AMNH). SAINT CROIX. 2 , 01.III.1915 (AMNH). SAINT MARTIN. Philipsburg, , 09.II.1968, B. Malkin (AMNH). SAINT KITTS. 3 , 3 , 6 j, 14-22.IX.1966, A. M. Chickering (MCZ). GRANADA. Saint Georges, , 03.VI.1950, L. Isaacs (AMNH). MÉXICO. Nuevo Leon: Monterrey, , 23.V.1952, M. Cazier, W. GERTSCH & R. Schrammet (AMNH); Sinaloa: Mazatlán, , H. Edwards (AMNH); (20 mi. E Mazatlán), , 05.VIII.1956, W. GERTSCH & V. Roth (AMNH); San Luís de Potosí: Valles (Hotel Covadonga), , 1961, L. Steude (AMNH); Querétaro: Querétaro, , S. A. Minton (AMNH); Distrito Federal: Cidade do México, , VIII.1947, B. Malkin (AMNH); Colima: 2 mi. S Tonila, 4 , 3 , 6 j, 28.VIII.1965, GERTSCH & Hastings (AMNH). EL SALVADOR. Los Cóbanos (Meereshihe), , XI.1951, A. Zilch (SMF 8225); San Salvador, 4 , , 23.IV, 05.V, 27.VI, XI.1951, A. Zilch (SMF 8214-8217). PANAMÁ. (BMNH 1916.6.I-798). VENEZUELA. Distrito Federal: Caracas (El Paraiso), , 06.VI.1981, R. Nováes (CPS 259); (El Marqués, Quinta Ninina), , 10.V.1981, M. A. Gonzales-Sponga (CPS 172); (El Manicomio), , 27.IV.1981, N. Mopollon (CPS 154); Sucre: Myíos (Marequitan), , VIII.1981, A. Campos (CPS 725); Otto (La California), , VI.1981, G. D. Atanacio (CPS 355); Mérida: (SMF 640). COLÔMBIA. Antioquia: Medellín (1560 m), , 10.XI.1984, M. A. Serna (MCZ); Valle del Cauca: Cali, , I.1964, P. B. Schneble (MCZ); , IX.1969, W. Eberhard (MCZ); Hacienda El Paraíso, , 26.XII.1980, A. Roig (MACN). EQUADOR. Ilhas Galápagos, Ilha de Santa CRUZ (Horneman Ranch), 2 , 5 , 16.II..1964, Q. D. Cavagnars & R. O. Schuster (CAS); (Academy Bay) , 10-13.V.1985, S. & J. Peck (AMNH); Guayaquil, , I.1943 (CAS); Isla Puná, , 23-26.I.1941 (CAS); , 16.V.1942 (CAS); , 09.XI.1950. E. S. Ross (CAS). PERU. Piura: El Alto (2,5 Km SE Cabo Blanco), , 02.I.1942, R. Walls (AMNH); Negritos, , 03.X.1938 (CAS); , XII.1940 (CAS); La Libertad: Trujillo (Hacienda Cartavio), , VI-VII.1939, W. Weyraunch (AMNH); Cajamarca: Nanchoc Quebrada, , 21.XII.1984-17.I.1985, J. M. Carpenter (MCZ); Lima: Chancay (Loma Lachay), , 02.II.1954, E. I. Schilinger & E. S. Ross (CAS). BRASIL. Ilha de Trindade (Vale, O do Pico Desejado e S do Pico Trindade), , , 02.II.1966, J. Becker (MNRJ); Amazonas: Manaus (Praça 14), , X.1992, M. E. Oliveira (UA); Paraíba: (UFPB); João Pessoa, (UFPB 135); , 02.VIII.1978, P. F. L. Duarte (UFPB 362); , 10.X.1979, M. H. Marcondes (UFPB); Pernambuco: Olinda, 2 , , A. E. Coelho (UFPB s/nº; 303); Recife, 2 (SMF); Rio de Janeiro: Rio de Janeiro (Santa Tereza), , XII.1945, H. Sick (AMNH); São Paulo: Descalvado (Vassununga), , 04.III-05.IV.1941, Schubart (MZSP 6376); Rio Claro, , X.1942 (MZSP 10384); , 19.III.1944, J. Gaspar (MZSP 7081); Americana, 3 , 2 , 15.VI.1944, R. Eller (MZSP 12538); Botucatú, 2 , , V.1947, Werner (MZSP 12539); São Paulo, 2 , 10.I.1963, S. Santos (MZSP 10503); , XII.1963 (IBSP 1865); , XI.1989, A. Serra (MZSP 10537); (Jabaquara), , 09.I.1991, S. T. P. Amarante (MZSP 12777); (Ipiranga), , 19.IV.1942, J. Barroso (MZSP 8365); Santa Catarina: Porto Belo (Ilha João da Cunha), 2 , 2 j, 25.X.1986, A. A. Lise (MCN 15943); Corupá, , I-II.1949, A. Maller (AMNH); Rio Grande do Sul: Canela, , 01.I.1966, A. A. Lise (MCN 8991); Lajeado, , 12.VII.1987, E. H. BUCKup (MHCI); General Câmara, , 16.II.1991, M. Di Bernardo (MCTP 81); Viamão, , 03.X.1973, H. F. Fernandes (MCN 3919); Porto Alegre, , 08.VII.1959, L. Meyer (MCTP 3916); , 26.I.1952, C. A. Hartlieb (MCN 1735); 3 , 05.II.1966, 07.I, 05.V.1980, A. A. Lise (MCN 113, 8991, 9055); 2 , 03.III.1990, J. L. M. de Souza (MCN 19626); , 18.I.1992, A. D. Brescovit (MCN 21954); 7 , 7 , 2 j, 08.XII.1993, IV.1996, 01.II.1997, M. A. L. Marques (MCN 24491, 27695, 28942); , 05.I.1994, R. Rosa (MCN 24723); (Vila CRUZeiro), , 15.IX.1986, E. H. BUCKup (MCN 16907); (Bela Vista), , 21.X.1986, E. Karnas (MCN 15929). SERRA LEOA. Freetown, , (MNHN 10713). NIGÉRIA. Jos, , X-XII.1965 (MRAC 130619). CAMARÕES. Galim, , 13-20.VIII.1971, F. Puylaert (MRAC 141387). ZAIRE. Tshopo: Avakubi (01º19' N, 27º 33' E), , Dehaize (MRAC). ILHAS SEYCHELLES. Ile aux Vaches, , 15.VIII.1972, P. L. G. Benoit & J. J. Van Mo (MRAC 143426). ILHAS MARQUESAS. Nuka Hiva, , I.1925, P. H. Jonson (BMNH 1926.I.24.341-345). Ua Huka, , 18.III.1931 (MNHN); Hiva Oa (Atuona), , 02.VII.1929 (MNHN). ILHAS SAMOA: Apia, , B. J. Marples (BMNH 1974.189).

Creugas cinnamius Simon, comb. restaur.
(Figs. 271-274)

Creugas cinnamius SIMON, 1888:210 (síntipos , 3 , México, MNHN 455, examinados, presente designação de lectótipo e paralectótipos , 2 ).
Corinna cinnamia; SIMON, 1897a:197; F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899:67, pr. 5, fig. 9; PETRUNKEVITCH, 1911:465; ROEWER, 1954:596; BONNET, 1956:1210.

Nota. SIMON (1888) descreveu apenas a fêmea desta espécie, apesar da disponibilidade de um macho na série sintípica. Os abdômens, tanto do paralectótipo macho como o do outro macho disponível, estão perdidos.

Diagnose. Machos de Creugas cinnamius diferem dos de C. gulosus pela PCr do palpo do macho sem projeção; êmbolo compacto, sem PEC; DAC com processos não-fusionados (figs. 271, 272); fêmeas diferem pelo epígino com aberturas de copulação posicionadas na região mediana da placa epiginal, próximas ao septo transversal mediano; espermatecas primárias globulares (figs. 273, 274).

Descrição. Macho (paralectótipo). Carapaça e quelíceras castanho-avermelhadas; enditos, lábio e esterno castanho-avermelhados claros; pernas amarelas (pernas IV perdidas); abdômen perdido.

Comprimento total (?). Carapaça: comprimento 3,8, largura 2,95, altura 1,35; clípeo, altura 0,23. Olhos: fila anterior 0,92, posterior 1,13; QOM: comprimento 0,36, largura anterior 0,45, largura posterior 0,45; diâmetros: OMA 0,18, OLA 0,18, OMP 0,12, OLP 0,17; interdistâncias: OMA-OMA 0,14, OMA-OLA 0,07, OMP-OMP 0,21, OMP-OLP 0,3, OLA-OLP 0,09. Quelíceras: comprimento 1,65; retromargem com 5 dentes subiguais, subcontíguos. Esterno: comprimento 2,0, largura 1,75. Pernas: I - fêmur 3,0/ patela 1,55/ tíbia 2,7/ metatarso 2,45/ tarso 1,9/ total 11,6; II - 2,75/1,4/2,3/2,3/1,75/10,5; III - 2,6/1,3/2,05/2,4/1,5/9,85; IV - perdidas. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-1-1; tíbia v1r-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-0, p0-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - perdida. Palpo: figs. 271, 272.

Fêmea (Cuernavaca, Morelos). Coloração como no macho; abdômen amarelo, com manchas acinzentadas.

Comprimento total 7,9. Carapaça: comprimento 3,75, largura 3,0, altura 1,3; clípeo, altura 0,24. Olhos: fila anterior 1,05, posterior 1,26; QOM: comprimento 0,37, largura anterior 0,47, largura posterior 0,47; diâmetros: OMA 0,17, OLA 0,2, OMP 0,13, OLP 0,15; interdistâncias: OMA-OMA 0,17, OMA-OLA 0,12, OMP-OMP 0,21, OMP-OLP 0,3, OLA-OLP 0,11. Quelíceras: comprimento 1,8; retromargem com 6 dentes subcontíguos, o primeiro menor. Esterno: comprimento 1,95, largura 1,8. Abdômen: comprimento 4,35, largura 2,4. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 2,95/ patela 1,55/ tíbia 2,5/ metatarso 2,15/ tarso 1,8/ total 10,95; II - 2,75/1,45/2,25/2,05/1,65/10,15; III - 2,5/1,35/1,95/2,2/1,4/9,4; IV - 3,3/1,55/2,9/3,3/1,7/12,75. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1p-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1r-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-0, p0-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-0, p0-1-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 273, 274.

Variação. Comprimento: (2 , abdômens perdidos), carapaça 3,0-3,8, fêmur I 2,7-3,0; (6 ) total 6,8-9,3, carapaça 3,4-3,8, fêmur I 2,5-2,9. Nas fêmeas, o septo transversal mediano do epígino varia em largura.

Distribuição geográfica. México central.

Material examinado. MÉXICO. Morelos: Cuernavaca, 2, 2 j, X.1944, N. L. H. Krauss; , j, 27.VII.1956, W. Gertsch & V. Roth; Alpoyeca, , 28.VII.1956, W. Gertsch & V. Roth; Cocoyoc, , 28.VII.1956, W. Gertsch & V. Roth (todos depositados no AMNH).

Grupo bellator

Diagnose. OMA nitidamente maiores que os demais. Êmbolo sem DAC, com PEC desenvolvido (figs. 275, 280). Epígino com uma abertura de copulação anterior ampla, sem septo transversal mediano (figs. 277, 282); espermatecas primárias menores que as secundárias; PVP presente (figs. 278, 283).

Creugas berlandi nom. nov.

Corinna bellatrix; BERLAND, 1913:98, pr. 10, figs. 67-69 non Hypsinotus bellator L. Koch, 1866 (, Santo Domingo de los Colorados, Equador, 1905, G. Rivet, MNHN, examinado, identificação errônea).
Corinna bellatrix SCHMIDT, 1971:401, fig. 8 (
, 2 , Equador, coletados no porto de Hamburgo, ZMB, examinados); PLATNICK, 1993:619.

Etimologia. O nome específico é um patronímico em homenagem a L. Berland, o primeiro autor a ilustrar um espécime desta espécie.

Nota. BERLAND (1913) ilustrou um macho que identificou como Corinna bellatrix (L. Koch, 1866), retificação do nome Corinna bellator (L. Koch), espécie originalmente descrita em Hypsinotus. SCHMIDT (1971) descreveu fêmeas associadas a um macho da mesma espécie ilustrada por Berland e atribuiu a autoria de Corinna bellatrix a BERLAND (1913), comentando que seus espécimes e o de Berland, não são co-específicos com Hypsinotus bellator L. Koch. O nome dado por Berland é inválido por se tratar de uma identificação errônea. Assim, a autoria desta espécie deve ser atribuída a SCHMIDT (1971). O exame do holótipo de Hypsinotus bellator L. Koch e dos espécimes estudados por BERLAND (1913) e SCHMIDT (1971) indicou que se trata realmente de duas espécies, ambas do gênero Creugas. De acordo com BONNET (1956:1209), o nome bellatrix é a forma feminina do nome bellator. Desta forma, para evitar o estabelecimento de uma homonimia em Creugas, torna-se necessária a proposição de um nome novo para a espécie ilustrada por BERLAND (1913) e descrita por SCHMIDT (1971).

Creugas bellator (L. Koch), comb. nov.
(Figs. 108, 109, 275-279)

Hypsinotus bellator L. KOCH, 1866:278, pr. 11, figs. 177, 178 (holótipo , Nova Granada, provavelmente Colômbia, BMNH 1890.7.1/1228, examinado); BERTKAU, 1870:108.
Corinna bellator; PETRUNKEVITCH, 1911:464; ROEWER, 1954:595 (lapsus).
Corinna bellatrix; BONNET, 1956:1209.

Diagnose. Machos de Creugas bellator diferem dos de C. lisei pelo palpo do macho com o lobo dorsal da ATR reduzido a um pequeno processo pouco esclerotinizado; lobo ventral grande, com um processo mediano e três apicais; êmbolo com PEC laminar, inserido ventralmente; ápice do êmbolo abruptamente afilado (figs. 275, 276); fêmeas diferem pela margem posterior da abertura de copulação levemente recurva, reta ou procurva; ducto copulatório, visível por transparência, largo (figs. 277-279).

Descrição. Macho (Finca Bela Vista, Cundinamarca). Carapaça, quelíceras, enditos e lábio castanho-avermelhados, esterno amarelo, bordas castanhas, pernas amarelas, abdômen cinza, ventre mais claro.

Comprimento total 9,9. Carapaça: comprimento 4,6, largura 3,9, altura 1,75; clípeo, altura 0,4. Olhos: fila anterior 1,47, posterior 1,64; QOM: comprimento 0,77, largura anterior 0,87, largura posterior 0,8; diâmetros: OMA 0,4, OLA 0,27, OMP 0,27, OLP 0,27; interdistâncias: OMA-OMA 0,2, OMA-OLA 0,07, OMP-OMP 0,32, OMP-OLP 0,37, OLA-OLP 0,1. Quelíceras: comprimento 2,35; retromargem com 5 dentes iguais, separados. Esterno: comprimento 2,45, largura 2,25. Abdômen: comprimento 5,3, largura 3,2. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 4,4/ patela 1,9/ tíbia 3,8/ metatarso 3,5/ tarso 2,15/ total 15,75; II - 4,3/1,8/3,5/3,4/2,0/15,0; III - 4,0/1,6/3,1/3,4/1,7/13,8; IV - 4,8/1,8/3,9/4,9/1,9/17,3. Espinulação: I - fêmur d1-1-1, p0-1-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1-1, p0-1-1; tíbia v2-1r-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-1-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-0-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 275, 276.

Fêmea (Finca Bela Vista, Cundinamarca). Coloração como no macho.

Comprimento total 10,5. Carapaça: comprimento 4,4, largura 3,6, altura 1,8; clípeo, altura 0,37. Olhos: fila anterior 1,4, posterior 1,55; QOM: comprimento 0,72, largura anterior 0,82, largura posterior 0,73; diâmetros: OMA 0,35, OLA 0,27, OMP 0,25, OLP 0,25; interdistâncias: OMA-OMA 0,2, OMA-OLA 0,07, OMP-OMP 0,27, OMP-OLP 0,32, OLA-OLP 0,05. Quelíceras: comprimento 1,05; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 2,25, largura 2,15. Abdômen: comprimento 5,8, largura 3,6. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 4,0/ patela 1,7/ tíbia 3,4/ metatarso 2,9/ tarso 1,9/ total 13,9; II - 3,8/1,6/3,0/2,8/1,8/13,0; III - 3,5/1,5/2,8/3,2/1,6/12,6; IV - 4,3/1,6/3,6/4,2/1,8/15,5. Espinulação: I - fêmur d1-1-0, p0-1-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1-0, p0-1-1; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r2-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 277, 278.

Variação. Comprimento: (10 ) total 8,2-12,0, carapaça 3,9-6,1, fêmur I 4,0-5,6; (10 ) total 10,5-11,9, carapaça 4,2-5,4, fêmur I 4,2-4,9. Em alguns machos, o processo apical curvo da ATR não apresenta o dente basal; em outros, ocorrem 2 dentes basais. Nas fêmeas, a margem da abertura de copulação do epígino varia de levemente recurva (fig. 277) a procurva (fig. 279).

Distribuição geográfica. Noroeste da América do Sul.

Material examinado. VENEZUELA. Mérida: 2 (SMF 5592, 5593); Mérida, , 2 , IV.1939, Vellard (MACN); Rivas Dávila (Carretera Bailadores, Páramo de La Lupra, 2340 m), , , 03.IX.1981, M. A. Gonzales-Sponga (CPS 517); Campo Elias (Carretera Mérida, Jají, 1781 m), 2 , 30.VIII.1981, M. A. Gonzales-Sponga (CPS 522); Las Piedras (Rangel, Central Hidroelétrica José Antonio Páez), , 05.IX.1981, A. R. Delgado & M. A. Gonzales-Sponga (CPS 794). COLÔMBIA. , S. A. Dualle (AMNH); Boyacá: Villa de Legua, , 09.I.1989, C. Valderrama (CLP); Cundinamarca: Sasaima (Finca Bella Vista), , 2 , 07.IV.1965 P. R. & D. L. Craig (CAS); , 14.IV.1965, P. R. Craig (CAS); 3 Km S Chipaque, , 30.VII.1967, P. & B. Wygodzinsky (AMNH); Distrito Especial: Santa Fé de Bogotá, (MNRJ 1185); Huila: 10 Km E Santa Leticia (Finca Merenberg), , III.1979, W. Eberhard (MCZ); Narino: Santiago, , 01.III.1955, E. I. Schlinger & E. S. Ross (CAS). EQUADOR. Tungurahua: Baños (1600 m), , 16-17.XI.1937, W. C. Macintyre (AMNH); , VII-VIII.1938, W. C. Macintyre (MCZ); , 07.V.1942 (CAS); 2 , 15-21.IV.1943 (CAS); , 2 , 26.XI.1980, A. Roig (MACN); Rio Pastaza (1700 m), 2 , 04.XI.1937, W. Carke & W. C. MacIntyre (AMNH); Azuaz: Cajon (Cuenca-Loja, Km 94, Rio León, 2200 m), , 2 j, III.1965, L. Peña (MCZ).

Creugas lisei sp. nov.
(Figs. 280-283)

Holótipo , São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul, Brasil, 21-24.III.1996, A. A. Lise et al. (MCTP 9843).

Etimologia. O nome específico é uma homenagem ao Prof. Dr. Arno Antonio Lise, pioneiro da araneologia no Rio Grande do Sul.

Diagnose. Machos de Creugas lisei diferem dos de C. bellator pelo palpo com o lobo dorsal da ATR grande e esclerotinizado; lobo ventral composto por quatro processos de inserção basal; êmbolo com PEC afilado, inserido subapicalmente na margem prolateral; ápice do êmbolo gradativamente afilado (figs. 280, 281); fêmeas diferem pela margem posterior da abertura de copulação sinuosa; ducto copulatório, visível por transparência, estreito (figs. 282).

Descrição. Macho (São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul). Carapaça castanho-clara, mais escura na região cefálica; quelíceras castanho-avermelhadas escuras; enditos e lábio castanho-avermelhados; esterno amarelo, bordas castanhas; pernas amarelas; dorso do abdômen cinza-escuro, metade posterior com uma faixa longitudinal amarela de onde partem quatro pares de listras transversais decrescentes em tamanho no sentido ântero-posterior; ventre amarelo.

Comprimento total 11,5. Carapaça: comprimento 6,2, largura 5,0, altura 1,7; clípeo, altura 0,5. Olhos: fila anterior 1,75, posterior 1,95; QOM: comprimento 0,9, largura anterior 1,05, largura posterior 0,85; diâmetros: OMA 0,45, OLA 0,35, OMP 0,3, OLP 0,3; interdistâncias: OMA-OMA 0,2, OMA-OLA 0,05, OMP-OMP 0,35, OMP-OLP 0,4, OLA-OLP 0,1. Quelíceras: comprimento 2,5; retromargem com 4 dentes iguais, separados. Esterno: comprimento 3,0, largura 2,9. Abdômen: comprimento 5,5, largura 3,2. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 6,4/ patela 2,7/ tíbia 6,3/ metatarso 5,6/ tarso 3,2/ total 24,2; II - 6,3/2,7/5,6/5,4/3,0/23,0; III - 5,9/2,5/4,9/5,7/2,7/21,7; IV - 7,2/2,6/6,5/8,1/2,8/27,2. Espinulação: I - fêmur d1-1-0, p0-1-1; tíbia v2-2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1-0, p0-1-1; tíbia v1p-2-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-1-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-0-1, r0-0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 280, 281.

Fêmea (São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul). Coloração como no macho.

Comprimento total 12,4. Carapaça: comprimento 6,0, largura 4,9, altura 1,6; clípeo, altura 0,45. Olhos: fila anterior 1,6, posterior 1,85; QOM: comprimento 0,85, largura anterior 0,95, largura posterior 0,9; diâmetros: OMA 0,4, OLA 0,3, OMP 0,3, OLP 0,3; interdistâncias: OMA-OMA 0,2, OMA-OLA 0,05, OMP-OMP 0,35, OMP-OLP 0,35, OLA-OLP 0,1. Quelíceras: comprimento 2,6; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 2,9, largura 2,8. Abdômen: comprimento 6,1, largura 3,9. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 5,7/ patela 2,7/ tíbia 5,5/ metatarso 4,7/ tarso 2,9/ total 21,5; II - 5,7/ 2,6/5,0/4,5/2,7/20,5; III - 5,3/2,4/4,3/4,7/2,3/19,0; IV - 6,5/2,5/5,6/6,7/2,5/23,8. Espinulação: I - fêmur d1-1-0, p0-1-1; tíbia v1p-2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1-0, p0-1-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-1-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-0-1, r0-0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 282, 283.

Variação. Comprimento: (10 ) total 8,4-11,8, carapaça 4,2-6,3, fêmur I 4,5-6,5; (10 ) total 10,2-14,8, carapaça 4,8-6,1, fêmur I 4,9-5,9. Espécimes capturados logo após a muda apresentam carapaça e pernas amarelo-pálidas, com manchas oliváceas; quelíceras oliváceas e enditos, lábio e esterno amarelo-pálidos; em alguns exemplares o dorso do abdômen tem seis listras tranversais posteriores; em vários machos, o PEC está quebrado; em poucos casos, a projeção tegular subapical está ausente ou deslocada retrolateralmente.

Distribuição geográfica. Sudeste e sul do Brasil (um registro isolado na Paraíba); nordeste da Argentina e Uruguai.

Material-tipo. Parátipos: BRASIL. São Paulo: Campos do Jordão, , 15.XII.1944, F. Lane (MZSP 12586); Mogi das Cruzes, , , VIII.1976 (MZSP 12588); Paraná: Rio Azul (Santo Afonso), , , A. Cutio (MNRJ 13196); Jundiaí do Sul, , 03.XI.1986, Equipe Profaupar (MCN 20706); Curitiba (Rincão), , VI.1949, Goffergé (MZSP 11927); Santa Catarina: Piratuba, , 12.X.1993, A. P. Lopes (MCN 24830); Rio Grande do Sul: Iraí, 2 , j, 20.XI.1975, A. A. Lise (MCN 3110); São Borja, , 03-12.I.1989, Projeto Garabí (MCTP 517); São Francisco de Paula, 2 , 19.IV.1995, R. Ott (MCTP 6126); , 30.V-02.VI.1996, A. A. Lise et al. (MCTP 9892); Bento Gonçalves, , 27.IV.1991, M. D. Bernardi (MCTP 963); Caxias do Sul (Vila Oliva), , 04.IV.1975, C. J. Becker (MCN 2743); Garibaldi, , 28.VII.1974, O. Simonaggio (MCN 2384); Canela, , 31.XII.1973, A. A. Lise (MCN 2063); Santa Cruz do Sul, , 22.IV.1995, R. Ott (MCTP 6127); Montenegro, , 07.VII.1977, E. H. Buckup (MCN 6116); Porto Alegre, 2 , 19.X.1962, C. A. Hartlieb (IBSP, MCN 1008); , 13.III.1998, F. Iranço (MCTP 10087); São Jerônimo, , 03.VI.1982, C. J. Becker (MCN 10449). ARGENTINA. Misiones: Santa Maria, , X.1953, De Carlo et al. (MACN); Santa Fé: Sunchales, , Lockerell (MCZ). URUGUAI. Soriano: Punta de La Agraciada, , 10.VIII.1976, J. Blengini (CAS).

Material examinado. BRASIL. Paraíba: Teixeira (Serra do Teixeira), , 30.III.1978, P. F. L. Duarte (UFPB); Minas Gerais: Poços de Caldas (Morro do Ferro), , j, 01.VIII.1967, J. Becker et al. (MNRJ); São Paulo: Franco da Rocha, , IV.1952, M. Peña (MZSP 12527); Salesópolis (Estação Biológica da Boracéia), 2 , 25-29.V.1949, E. Rabello (MZSP 12589); São Paulo, , 08.XII.1969 (IBSP 10973); (Serra da Cantareira), , VIII.1944, E. Dente (MZSP 12587); (Santo Amaro, Cocaia, Represa Nova), 2 , 07.XI.1948, H. Urban (MZSP 12585); Guarulhos, , 02.X.1942, Pe F. S. Pereira (MZSP 10783); Paraná: Morretes (Marumbí), , I.1947, O. Curial (MNRJ 13512); Curitiba (Sítio dos Jakobi), , 02.XI.1978, A. Yamamoto (MCN 9143); , 31.III.1979, A. Yamamoto (MCN 9451); Santa Catarina: Nova Teutônia, , F. Plaumman (SMF); Concórdia, , 12.VII.1988, F. L. Franco & E. Pagini (MCN 17787); (Volta Grande), , 30.IX.1989, C. A. Martinazzo (MCN 19554); Rio Grande do Sul: Tenente Portela (Parque Estadual do Turvo); , 04-06.II.1980, A. A. Lise (MCN 8950); Rio Uruguai (BR 153), , IX.1988, Projeto Itá-Machadinho (MCTP 778); Rio Apuaê (BR 127), , IX.1988, Projeto Itá-Machadinho (MCTP 777); Barracão, , XII.1988, Projeto Itá-Machadinho (MCTP 773); Bom Jesus (Fazenda Santa Cruz, Sítio dos Aver), , 4 j, 28-30.III.1998, A. B. Bonaldo (MCN 29260); Caxias do Sul (Fazenda Souza), , 11-12.XI.1995, Equipe Lab. Aracnol. (MCTP 7137); (Vila Oliva), 2 , , 05.IV.1975, A. A. Lise (MCN 2557, 2681); Canela, , 15 j, 15.X.1965 A. A. Lise (MCN 704); , 5 j, 06.III.1966, A. A. Lise (MCN 101); Carazinho, , 10.X.1979, A. A. Lise (MCN 8683); Esmeralda, , 24.V.1975, A. A. Lise (MCN 2912); Triunfo, , 19.V.1977, E. H. Buckup (MCN 5423); Porto Alegre, , 10.IV.1955, T. de Lema (MCN 1733); , 03.IV.1958, O. Oliveira (MCTP 3897); , 04.V.1960, G. Hoffmann (MCN 1545); , 08.VII.1963, C. A. Hartlieb (MCN 1208); 2 , 20.I.1991, L. A. Bastian (MCN 20500). ARGENTINA. Misiones: San Javier, , 22-30.XI.1988, Projeto Garabí (MCTP 511); Buenos Aires: Punta Lara, , 06.V.1948, A. Buchmann (MACN).

Tapixaua gen. nov.

Espécie-tipo. Tapixaua callida sp. nov.

Etimologia. O nome genérico, feminino, significa vassoura na língua tupi e faz referência aos pêlos modificados das pernas I, semelhantes a escópulas, palavra por sua vez derivada do latim scopae, vassoura.

Diagnose. Clípeo alto (figs. 288, 289); perna I com pêlos modificados no ápice dos fêmures e nas patelas e tíbias (figs. 51-53, 288); metatarso I com 5 pares de espinhos ventrais. Palpo do macho com subtégulo dividido em duas peças independentes (figs. 102, 103), uma delas com um grande processo cônico curvo que acompanha a margem retrolateral do tégulo no bulbo não-expandido (figs. 284, 285, 290). Epígino com uma abertura de copulação e espermatecas primárias pouco diferenciadas, fusionadas às secundárias (figs. 292, 293).

Descrição. Comprimento total (machos e fêmeas) 3,8-4,5. Carapaça ovalada, nitidamente mais longa que larga; hirsuta, densamente coberta por pêlos brancos curtos e poucas cerdas longas eretas castanhas, mais abundantes na região cefálica; com granulações muito finas distribuídas regularmente; maior largura no nível das coxas II, maior altura no nível das coxas III. Região cefálica mais baixa que a torácica, pouco delimitada, estreitamento pouco acentuado, margem anterior truncada, sub-reta, tubérculo interocular ausente (fig. 289); região torácica abruptamente rebaixada posteriormente; sulco torácico profundo, de comprimento subigual ao do QOM; margem posterior reta, não-invaginada. Clípeo muito alto, com três vezes o diâmetro dos OMA (fig. 288). Ambas as fila de olhos fortemente procurvas; QOM aproximadamente tão longo quanto largo, largura anterior subigual à posterior; cômoro ocular lateral ausente. Olhos médios circulares, laterais subcirculares; OMA maiores, restantes subiguais em tamanho. Interdistâncias: OMA-OMA separados por cerca da metade de um diâmetro; OMA-OLA por um terço do diâmetro dos OMA; OMP-OMP por cerca de um diâmetro e meio; OMP-OLP por um diâmetro dos OLP; OLA-OLP por um diâmetro dos OLP. Chilum inteiro, liso, glabro, pouco esclerotinizado. Quelíceras curtas, pouco geniculadas, com cerca de um terço do comprimento da carapaça; face frontal com granulações muito finas; retrolateral com estrias pouco conspícuas; côndilo basal inconspícuo, triangular; retromargem do sulco subungueal com 4 dentes subiguais, subcontíguos; garra com cerca de um terço do comprimento da quelícera. Enditos convergentes, promargem sub-reta, retromargem profundamente escavada. Lábio pouco mais longo que largo, menor que a metade do comprimento dos enditos. Esterno pouco mais longo que largo, liso, com poucas cerdas eretas e pêlos não-inseridos em tubérculos; rebordo pouco conspícuo; laterais da margem anterior pouco projetadas; escavações esternais ausentes.

Pernas longas e delgadas, quase glabras, com poucos pêlos simples e plumosos; comprimento relativo 4123; perna I com longos pêlos pseudo-escopulares, espatulados, de superfícies papiladas, a partir da metade distal da face ventral dos fêmures, na face ventral das patelas e nas faces ventral, dorsal, dorso-prolateral e dorso-retrolateral das tíbias (figs. 51-53, 288); pêlos das coxas não-inseridos em tubérculos; espinhos ventrais das tíbias e metatarsos muito longos; tíbia I com 9 pares de espinhos ventrais; metatarso I com 5 pares de espinhos ventrais; escópulas ausentes nos tarsos e metatarsos, tarsos com cerdas espiniformes ventrais; metatarsos III e IV com tufo de cerdas ventro-distais pouco pronunciado; unhas tarsais com 4 a 6 dentes curtos; tufos de pêlos subungueais ralos; tricobótrias tarsais distribuídas em duas filas dorsais; órgão tarsal subapical (fig. 72); unha do tarso do palpo da fêmea lisa; trocanteres não-recortados.

Abdômen pouco piloso, dorso com pêlos brancos curtos e cerdas eretas mais abundantes na região anterior; scutum dorsal, nos machos, amplo, cobrindo dois terços do abdômen; nas fêmeas, restrito ao terço anterior; scutum ventral ausente em ambos os sexos; tubérculo traqueal ausente. Cólulo triangular, coberto por pêlos simples.

Palpo do macho. Tíbia curta, com menos da metade do comprimento do címbio; ATR bilobada, com PV deslocado ventralmente (figs. 286, 287). Címbio sem PCr e PCp; subtégulo dividido, composto por uma peça proximal em "T" (STp) e uma distal (STd) provida de um grande processo cônico curvo (PST); fundus não-alargado, no subtégulo. PTd de ápice não-dobrado em gancho (figs. 102, 103). Reservatório curto, pouco espiralado, com apenas uma volta ventral em "S" ventral mediano. Condutor hialino; êmbolo fusionado ao tégulo, de base engrossada, distalmente afilado (figs. 284, 285, 290, 291). Epígino com uma abertura de copulação mediana e um profundo sulco procurvo posterior (fig. 292); vulva com PVP; ducto copulatório longo, descrevendo uma alça anterior à abertura de copulação; espermatecas secundárias reniformes, fusionadas às primárias subquadrangulares (fig. 293).

Elenco. Monotípico.

Tapixaua callida sp. nov.
(Figs. 51-53, 72, 102, 103, 284-293)

Holótipo , Reserva Florestal Adolpho Ducke, Manaus, Amazonas, Brasil, 17.II.1992, H. Höfer & T. Gasnier (INPA).

Etimologia. O nome específico, do latim callidus, esperto, arguto, faz alusão ao provável papel dos pêlos modificados das pernas I na simulação do tagma cefálico de formigas.

Nota. A associação de macho e fêmea desta espécie necessita de confirmação, uma vez que foram coletados em localidades distantes.

Diagnose. Com os caracteres do gênero.

Descrição. Macho (holótipo). Carapaça castanho-escura; quelíceras, enditos, lábio e esterno castanhos, ápice do lábio e promargem dos enditos amarelos; pernas castanho-claras, coxas e trocanteres I, II e IV amarelos, coxa e trocânter III amarelos com laterais castanhas, dorso do fêmur I com mancha clara alongada mediana, terço apical dos fêmures II, III e IV mais claros, ápice das tíbias I esbranquiçado; abdômen castanho-escuro, dorso com um par de manchas claras anteriores e uma faixa clara transversal mediana (fig. 289).

Comprimento total 3,97. Carapaça: comprimento 1,85, largura 1,4, altura 0,87; clípeo, altura 0,29. Olhos: fila anterior 0,44, posterior 0,51; QOM: comprimento 0,25, largura anterior 0,27, largura posterior 0,31; diâmetros: OMA 0,11, OLA 0,07, OMP 0,1, OLP 0,08; interdistâncias: OMA-OMA 0,07, OMA-OLA 0,02, OMP-OMP 0,12, OMP-OLP 0,11, OLA-OLP 0,04. Quelíceras: comprimento 0,67; retromargem com 4 dentes subiguais, separados; Promargem com 2, o primeiro maior. Esterno: comprimento 0,92, largura 0,87. Abdômen: comprimento 1,95, largura 1,15. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 1,8/ patela 0,65/ tíbia 1,7/ metatarso 1,72/ tarso 0,97/ total 6,84; II - 1,47/0,55/1,3/1,32/0,95/5,59; III - 1,5/0,52/1,22/1,32/0,97/5,53; IV - 2,12/0,57/1,78/1,82/1,32/7,61. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2-2-2-2-2-0-0; metatarso v2-2-2-2-2-0. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2-2. III - fêmur d1-0-1; tíbia v0-2-0; metatarso v2-0-1. IV - fêmur d1-0-1; tíbia r1-1; metatarso r1-1, v0-0-1. Palpo: figs. 284-287, 290, 291.

Fêmea (parátipo). Coloração como no macho, exceto abdômen cinza-violáceo escuro sem manchas claras no dorso; ventre cinza-claro.

Comprimento total 4,45. Carapaça: comprimento 2,0, largura 1,45, altura 0,75; clípeo, altura 0,26. Olhos: fila anterior 0,51, posterior 0,55; QOM: comprimento 0,26, largura anterior 0,3, largura posterior 0,28; diâmetros: OMA 0,12, OLA 0,1, OMP 0,11, OLP 0,1; interdistâncias: OMA-OMA 0,09, OMA-OLA 0,02, OMP-OMP 0,14, OMP-OLP 0,11, OLA-OLP 0,02. Quelíceras: comprimento 0,7; dentes como no macho. Esterno: comprimento 1,0, largura 0,9. Abdômen: comprimento 2,25, largura 1,3. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 1,95/ patela 0,75/ tíbia 1,8/ metatarso 1,77/ tarso 0,85/ total 7,12; II - 1,62/0,6/1,32/1,35/0,92/5,81; III - 1,57/0,55/1,25/1,37/1,05/5,79; IV - 2,25/0,62/1,85/1,87/1,35/7,94. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2-2-2-2-1p-0; metatarso v2-2-2-2-2-0-0. II - fêmur d1-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2-2. III - fêmur d1-0-1; tíbia v2-2-0; metatarso p1-1-0, r1-0-0, v2-2-1. IV - fêmur d1-0-1, r0-0-1; tíbia v1p-1p-2; metatarso p0-1-0, r1-1-0, v0-0-1. Epígino: figs. 292, 293.

Variação. Comprimento: (8 ) total 3,8-4,5, carapaça 1,75-2,0, fêmur I 1,75-1,9. Alguns machos têm a mesma coloração abdominal, sem padrão definido, apresentada pela fêmea descrita; outros apresentam dorso do abdômen com o par de manchas claras anteriores fusionadas, formando uma segunda faixa transversal procurva.

Distribuição geográfica. Norte e centro-oeste do Brasil e Huanuco, Peru.

Material-tipo. Parátipos: BRASIL: Amazonas: Manaus (Reserva Florestal Adolpho Ducke), , 30.IX.1991 (IBSP); , 09.XII.1991 (MCN 28982); , 30.XII.1991 (MNRJ); , 20.I.1992 (IBSP); , 08.VI.1992 (SMNK); , 25.I.1993 (MCN 28983); , 01.VI.1996 (SMNK) (todos coletados por H. Höfer & T. Gasnier); Mato Grosso: Diamantino (Alto Rio Arinos), , X.1983, A. Cerrutti (MNRJ 13193); PERU: Huanuco: Estacion Biologica Panguana (Rio Yuyapichis, 09º 37' S, 74º 56' O), , 21.VI.1984, M. Verhaagh (SMNK).

Methesis Simon

Methesis SIMON, 1896:411; 1897a:172 (descrição formal do gênero e designação subseqüente da espécie-tipo, Methesis semirufa Simon, 1896); PETRUNKEVITCH, 1911:492; ROEWER, 1954:622; BONNET, 1957:2823; REISKIND, 1969:166; BRIGNOLI, 1983:557; PLATNICK, 1989:446; 1993:617; 1997:724.

Diagnose. Carapaça lisa, mais elevada no nível das coxas I; clípeo alto, maior que três vezes o diâmetro dos olhos médios anteriores (figs. 294-296); tarso I longo, com o comprimento aproximado do metatarso I (fig. 297). Palpo do macho com ATR bilobada, PV presente; êmbolo longo e arqueado; condutor membranáceo, curvo, de direcionamento proximal (fig. 298, 299). Epígino com uma abertura de copulação anterior; PVP e espermatecas secundárias ausentes (figs. 300, 301).

Descrição. Comprimento total (machos e fêmeas) 5,6-8,8. Carapaça suboval, nitidamente mais longa que larga; quase glabra, com poucas cerdas longas eretas, mais abundantes na região cefálica; lisa; maior largura entre as coxas II e III, maior altura sobre as coxas I. Região cefálica levemete mais baixa que a torácica, pouco delimitada, estreitamento acentuado; margem anterior convexa, tubérculo interocular bem desenvolvido (fig. 294); região torácica gradualmente rebaixada posteriormente (fig. 295); sulco torácico raso, menor que o comprimento do QOM; invaginação mediana da margem posterior quase nula. Clípeo alto, com cerca de dois diâmetros e meio dos OMA (fig. 296). Ambas as fila de olhos fortemente procurvas; QOM mais longo que largo, largura anterior pouco maior que a posterior; cômoro ocular lateral quase nulo. Olhos circulares; OMA maiores, restantes subiguais em tamanho. Interdistâncias: OMA-OMA separados por cerca da metade de um diâmetro; OMA-OLA por menos da metade do diâmetro dos OMA; OMP-OMP por pouco mais de um diâmetro; OMP-OLP por cerca de um diâmetro e meio dos OMP; OLA-OLP subcontíguos. Chilum inteiro, liso, glabro. Quelíceras não-geniculadas, menores que um terço do comprimento da carapaça; face frontal finamente granulada; retrolateral sem estrias; côndilo basal triangular; retromargem do sulco subungueal com 3 a 4 dentes; garra curta, com cerca de um terço do comprimento das quelíceras. Enditos convergentes, promargem levemente côncava, retromargem pouco escavada; lábio algo mais longo que largo, com cerca da metade do comprimento dos enditos. Esterno mais longo que largo; com poucos pêlos inseridos em tubérculos; rebordo pouco nítido; laterais da margem anterior pouco projetadas; escavações esternais ausentes.

Pernas longas e delgadas, com pêlos simples esparsos; pêlos plumosos aparentemente ausentes; comprimento relativo 4123; pêlos das coxas inseridos em tubérculos; tíbia I com 4 pares de espinhos ventrais; metatarso I com 2 pares de espinhos ventrais; tarso I de comprimento subigual ao do metatarso I (fig. 297); escópulas ausentes nos tarsos e metatarsos, nos tarsos substituídas por cerdas espiniformes; metatarsos III e IV com tufo de cerdas ventro-distais inconspícuo; unhas tarsais com 3 a 5 a dentes longos; pêlos subungueais ralos, curtos; tricobótrias tarsais distribuídas em duas filas dorsais; unha do tarso do palpo da fêmea lisa; trocanteres não-recortados.

Abdômen piloso, com longas cerdas eretas e pêlos simples; pêlos plumosos ausentes; scutum dorsal apenas nos machos, desenvolvido, quadrangular, ocupando a metade anterior; scutum ventral ausente em ambos os sexos; tubérculo traqueal presente. Cólulo triangular, com poucos pêlos simples.

Palpo do macho. Tíbia com cerca da metade do comprimento do címbio; ATR bilobada, PV presente; címbio com PCr desenvolvido, quadrangular e sem PCp (figs. 298, 299); subtégulo inteiro; fundus não-alargado, no tégulo; PTd de ápice não-dobrado em gancho; reservatório bem espiralado (fig. 114); condutor membranáceo, posicionado sobre a margem retrolateral do tégulo, de ápice direcionado ventralmente; êmbolo longo, arqueado, de base larga, amplamente fusionado ao tégulo (figs. 298, 299). Epígino com uma abertura de copulação anterior ampla (fig. 300); vulva sem PVP; espermatecas primárias grandes, alongadas; as secundárias ausentes.

Elenco. Monotípico.

Espécies excluídas. Methesis bimaculata Simon, de Queensland, Austrália, foi relacionada por REISKIND (1969:166) como Castianeirinae. M. brevitarsus Caporiacco, da Guiana Francesa, possivelmente também pertence à Castianeirinae.

Methesis semirufa Simon
(Figs. 114, 294-301)

Methesis semirufa SIMON, 1896:411 (síntipos 2 , Chaco (2000 m), Bolívia, Garlepp, MNHN, examinados; presente designação de lectótipo e paralectótipo); PETRUNKEVITCH, 1911:492; ROEWER, 1954:622; BONNET, 1957:2823.

Diagnose. Com os caracteres do gênero.

Descrição. Macho (Estação Biológica Panguana, Huánuco). Carapaça e quelíceras castanho-avermelhadas escuras; enditos, lábio e esterno amarelo-escuros, ápice dos enditos esbranquiçado; pernas castanho-avermelhadas, fêmures castanho-avermelhados escuros, dorso do abdômen cinza, ventre amarelo.

Comprimento total 6,1. Carapaça: comprimento 2,8, largura 2,0, altura 1,25; clípeo, altura 0,5. Olhos: fila anterior 0,82, posterior 0,97; QOM: comprimento 0,5, largura anterior 0,57, largura posterior 0,5; diâmetros: OMA 0,25, OLA 0,18, OMP 0,2, OLP 0,18; interdistâncias: OMA-OMA 0,1, OMA-OLA 0,03, OMP-OMP 0,15, OMP-OLP 0,17, OLA-OLP 0,03. Quelíceras: comprimento 1,0; retromargem com 4 dentes subiguais, separados. Esterno: comprimento 1,25, largura 1,15. Abdômen: comprimento 3,2, largura 1,7. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 2,5/ patela 0,8/ tíbia 2,2/ metatarso 2,0/ tarso 1,8/ total 9,3; II - 2,1/0,8/1,85/1,85/1,6/8,2; III - 2,1/0,75/1,6/2,0/1,5/7,95; IV - 2,7/0,75/2,2/2,8/1,7/10,15. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2-0. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-0; metatarso v2-2-0. III - fêmur d1-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-0-1, r1-1-0, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-1p-2; metatarso p1-0-1, r1-0-0, v2-2-1. Palpo: figs. 298, 299.

Fêmea (lectótipo). Coloração como no macho, exceto quelíceras castanho-avermelhadas.

Comprimento total 9,4. Carapaça: comprimento 3,4, largura 2,6, altura 1,4; clípeo, altura 0,5. Olhos: fila anterior 1,02, posterior 1,17; QOM: comprimento 0,5, largura anterior 0,6, largura posterior 0,55; diâmetros: OMA 0,26, OLA 0,2, OMP 0,16, OLP 0,17; interdistâncias: OMA-OMA 0,17, OMA-OLA 0,05, OMP-OMP 0,22, OMP-OLP 0,29, OLA-OLP 0,05. Quelíceras: comprimento 1,2; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 1,65, largura 1,5. Abdômen: comprimento 5,8, largura 3,6. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 3,0/ patela 1,0/ tíbia 2,7/ metatarso 2,5/ tarso 2,1/ total 11,3; II - 2,85/1,0/2,3/2,35/1,9/10,4; III - 2,55/0,95/1,95/2,3/1,5/9,25; IV - 3,3/1,0/2,8/3,45/1,9/12,45. Espinulação: I - fêmur d1-1-0, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2-0; metatarso v2-2-0. II -fêmur d1-1-0; tíbia v0-0-2-2-0; metatarso v2-2-0. III - fêmur d1-1-1; tíbia p1-0, r1-1, v1p-1p-2; metatarso p1-0-1, r0-1-0, v2-0-0. IV - fêmur d1-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v1p-1p-2; metatarso p1-0-0, r1-1-0, v2-2-1. Epígino: figs. 300, 301.

Variação. Comprimento: (6 ) total 5,6-6,7, carapaça 2,5-4,8, fêmur I 2,5-5,0; (5 ) total 5,9-8,8, carapaça 2,8-3,4, fêmur I 2,4-3,0.

Distribuição geográfica. Norte da América do Sul.

Material examinado. COLÔMBIA. Cundinamarca: Sasaima (Finca Bella Vista), , 02.I.1965, P. R. Craig (CAS). BRASIL. Amazonas: Manaus (Fazenda Esteio, 60 Km N Manaus), , 09.IV.1985, B. C. Klein (MCN 19224); Ilha do Curarí, , 17.IX-04.X.1971, U. Irmler (INPA); , 30.XI-23.XII.1971, Irmler (INPA); Mato Grosso: Livramento, subadulta, 28.VII.1992, A. A. Lise & A. Braul Jr. (MCTP 2593); Espírito Santo: Apiacá, , j, VIII.1987, R. L. C. Baptista (CRB 1874). PERU. Huánuco: Estación Biologica Panguana (Río Yuyapichis, 09º 37' S, 74º 56' O), 2 , , 24.XII.1983-18.II.1984; , 20.V-03.VI.1984; 2 , 30.VII-24.IX.1984 (todos coletados por M. Verhaagh, SMNK).

Megalostrata Karsch

Megalostrata KARSCH, 1880:377 (espécie-tipo por monotipia, M. venifica Karsch, 1880); SIMON, 1898:200; PETRUNKEVITCH, 1911:491; 1928:177; ROEWER, 1954:604; BONNET, 1957:2749; BRIGNOLI, 1983:557; PLATNICK, 1989:446; 1993:620.
Delozeugma O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1893:105 (espécie-tipo por monotipia, D. mordicans O. Pickard-Cambridge, 1893). Sinonimizado com Megalostrata por SIMON, 1898:197.
Chemmis SIMON, 1898:215 (espécie-tipo por monotipia, C. frederici Simon, 1898); F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1900:92; PETRUNKEVITCH, 1911:457; ROEWER, 1954:618; BONNET, 1956:1040; BRIGNOLI, 1983:544; PLATNICK, 1989:433; 1993:600. Syn. nov.
Menalippe O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1898:284 (espécie-tipo por monotipia, M. punctigera O. Pickard-Cambridge, 1898). Sinonimizado com Chemmis por F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1900:92.
Melanippe; SIMON, 1903:1037 (lapsus).

Diagnose. Chilum dividido; quelíceras do macho muito alongadas, de comprimento subigual ao da carapaça, com 2 grandes dentes retrolaterais (figs. 302, 303). Palpo do macho com processo tegular (PTM) apical, romboidal; reservatório espiralado e êmbolo subapical, espiniforme; condutor ausente (figs. 304-306, 310, 311). Epígino com duas aberturas de copulação (fig. 308); vulva com PVP pouco esclerotinizada, espermatecas secundárias presentes (fig. 309).

Descrição. Comprimento total (machos e fêmeas) 7,6-15,6. Carapaça baixa, suboval, pouco mais longa que larga, coberta por pêlos plumosos e poucas cerdas eretas mais abundantes na região ocular, finamente granulada, mais larga entre as coxas II e III; maior altura sobre a inserção palpal; região cefálica não-delimitada, estreitamento pouco acentuado; margem anterior alargada e truncada; região torácica gradualmente rebaixada; sulco torácico pouco profundo, longo, aproximadamente do mesmo comprimento do QOM (figs. 302, 303, 307); altura do clípeo pouco menor do que o diâmetro dos OMA. Olhos anteriores em fila levemente procurva; olhos posteriores em fila procurva; QOM subquadrado, largura anterior pouco maior do que a posterior; olhos circulares, OMA maiores, restantes subiguais em tamanho. Interdistâncias: OMA-OMA separados por menos de um diâmetro; OMA-OLA por cerca de um terço do diâmetro dos OMA; OMP-OMP por aproximadamente um diâmetro e meio; OMP-OLP por até dois diâmetros dos OMP; OLA-OLP subcontíguos, separados por cerca de um terço do diâmetro dos OLA. Chilum dividido, pouco hirsuto. Quelíceras dos machos muito desenvolvidas e modificadas, estendidas horizontalmente, não-geniculadas, de comprimento subigual ao da carapaça (figs. 302, 303); margem retrolateral do sulco ungueal com 2 dentes grandes, separados, inseridos no terço mediano, o basal afilado, o apical maior, de ápice geralmente laminar (fig. 303); margem prolateral com 3 dentes pequenos, subiguais, inseridos no terço proximal; em M. raptrix, ápice da quelícera com um tubérculo prolateral; côndilo basal subquadrangular; garra longa, de comprimento pouco menor que o da quelícera, grossa, abruptamente afilada no terço apical; em alguns espécimes de M. raptrix, garra com um dente ventral sub-basal (fig. 303); face frontal lisa; retrolateral com estrias transversais; quelíceras das fêmeas de comprimento menor que a metade do comprimento da carapaça, levemente geniculadas, verticais (fig. 307); 2 dentes separados, subiguais, na margem retrolateral do sulco ungueal e 3 dentes subcontíguos, o basal menor, na prolateral; côndilo basal subtriangular. Enditos levemente convergentes, promargem côncava, retromargem escavada; lábio tão longo quanto largo, menor que a metade do comprimento dos enditos; esterno sem escavações anteriores, quase tão largo quanto longo, margem anterior sinuosa, com as laterais projetadas, rebordo conspícuo.

Pernas longas e algo afiladas, comprimento relativo 4123, cobertas de pêlos plumosos e simples; coxas com pêlos não-inseridos em tubérculos; tíbia I com 5 pares de espinhos ventrais; metatarso I com 2 pares de espinhos ventrais; tarsos e metatarsos I e II e tarsos III e IV com escópulas ventrais ralas; metatarsos III e IV com denso tufo de cerdas ventro-distais longas; tricobótrias tarsais em duas filas dorsais; unha do tarso da fêmea pectinada; trocanteres I e II levemente recortados, III e IV recortados.

Abdômen coberto por pêlos simples e plumosos, estes mais abundantes na superfície dorsal; scutum dorsal e ventral ausentes em ambos os sexos; tubérculo traqueal presente, grande e esclerotinizado; cólulo representado por uma placa semicircular ampla, coberta por poucos pêlos simples.

Palpo do macho. Tíbia com cerca da metade do comprimento do címbio; ATR simples, laminar; PV ausente; címbio com PCr pouco pronunciado; PCp ausente (figs. 304, 310); subtégulo inteiro, com prolongamento mediano curto; fundus não-alargado, no tégulo; PTd de ápice não-dobrado em gancho (figs. 110, 111); PTM romboidal, apical, anterior à inserção embolar, mais desenvolvido em M. raptrix (fig. 304) do que em M. depicta (fig. 310); condutor ausente; êmbolo espiniforme, fusionado ao tégulo (figs. 304-306, 310, 311). Epígino com duas abertura de copulação medianas, direcionadas para um átrio comum (fig. 308); vulva com PVP fracamente esclerotinizado; ductos copulatórios curtos; espermatecas secundárias tubuliformes, posicionadas obliquamente; espermatecas primárias globulares, menores que as secundárias (fig. 309).

Elenco. Duas espécies:
Megalostrata raptrix (L. Koch) comb. nov. (pág. 118).
Megalostrata depicta (O. Pickard-Cambridge). (pág. 119).

Espécies excluídas. Chemmis steckleri Gertsch é aqui transferida para Septentrinna gen. nov.; as espécies restantes descritas sob Chemmis, C. monisticus Chamberlin, C. barroanus Chamberlin e C. bruneri Bryant, a julgar pelas descrições originais, não pertencem a Megalostrata, ou mesmo a Corinninae.

Megalostrata raptrix (L. Koch) comb. nov.
(Figs. 110, 111, 302-309)

Hypsinotus raptor L. KOCH, 1866:274, pr. 11, fig. 174 (holótipo , México, BMNH 1916.6.1.801, examinado).
Megalostrata venifica KARSCH, 1880:377, figs. 5, 5a,b (holótipo
, Costa Rica, HOFFMANN, ZMB 2142, examinado); F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899:63; PETRUNKEVITCH, 1911:492; ROEWER, 1954:604. Syn. nov.
Delozeugma formidabile O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1893:106, pr. 14, figs. 5a-h (holótipo
, Guanajuato, México, A. Duges, BMNH 1091.3.3.156, examinado). Syn. nov.
Delozeugma mordicans O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1897:225, pr. 28, figs. 1a-g (holótipo
, Tactic, Vera Paz, Guatemala, Sarg, BMNH 1901.3.3.157, examinado). Syn. nov.
Megalostrata mordicans; SIMON, 1898:197; F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899:63; PETRUNKEVITCH, 1911:492; ROEWER, 1954:604; BONNET, 1957:2749.
Megalostrata venenifica; SIMON, 1898:200 (lapsus).
Megalostrata formidabilis; SIMON, 1898:200; F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899:63; PETRUNKEVITCH, 1911:492; ROEWER, 1954:604; BONNET, 1957:2749.
Chemmis fredericci SIMON, 1898:215 (holótipo
, Costa Rica, MNHN, não-encontrado, provavelmente perdido); 1903:1037; F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1900:92, pr. 7, fig. 2, pr. 8, figs. 1, 1a; PETRUNKEVITCH, 1911:457; ROEWER, 1954:618; BONNET, 1956:1040. Syn. nov.
Menalippe punctigera O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1898:285, pr. 32, figs. 7a-e (holótipo
, Teapa, Tabasco, México, H. H. Smith, BMNH 1901.2.3.292, examinado). Sinonimizado com Chemmis fredericci Simon por F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1900:92.
Corinna raptor; PETRUNKEVITCH, 1911:469; ROEWER, 1954:599 (lapsus).
Megalostrata sperata KRAUS, 1955:48, pr. 7, fig. 125 (holótipo
, Finca El Carmen, Vulcão San Vicente, El Salvador, 15.VI.1951, A. Zilch, SMF 8671/1, examinado); BRIGNOLI, 1983:557. Syn. nov.
Corinna raptrix; BONNET, 1956:1215.
Megalostrata venefica; BONNET, 1957:2750 (lapsus).

Nota. A sinonimização de Chemmis frederici com Megalostrata raptrix foi baseada no exame do holótipo de Menalippe punctigera, a qual foi sinonimizada com Chemmis frederici por F. O. PICKARD-CAMBRIDGE (1900).

Diagnose. Machos de Megalostrata raptrix diferem dos de M. depicta pelo palpo com ATR de ápice inteiro e êmbolo de direcionamento retroventral (figs. 304-306); o epígino da fêmea, com margem mediana delimitando um átrio posterior, é presumivelmente diagnóstico (fig. 308).

Descrição. Macho (holótipo de M. venifica). Carapaça, quelíceras e enditos negros, lábio negro, terço distal castanho; esterno e pernas castanho-escuros, abdômen castanho.

Comprimento total 8,3. Carapaça: comprimento 4,6, largura 3,8, altura 1,25; clípeo, altura 0,25. Olhos: fila anterior 1,6, posterior, 1,8; QOM: comprimento 0,67, largura anterior 0,92, largura posterior 0,87; diâmetros: OMA 0,37, OLA 0,25, OMP 0,27, OLP 0,27; interdistâncias: OMA-OMA 0,25, OMA-OLA 0,1, OMP-OMP 0,32, OMP-OLP 0,35, OLA-OLP 0,07. Quelíceras: comprimento 3,5; retromargem com 2 dentes; promargem com 3 dentes; ápice com um tubérculo prolateral. Esterno: comprimento 2,45, largura 2,0. Abdômen: comprimento 3,6, largura 2,8. Pernas, comprimento relativo 4123. I - fêmur 5,0/ patela 2,0/ tíbia 4,6/ metatarso 4,2/ tarso 1,8/ total 17,6; II - 4,7/1,9/4,1/4,0/1,6/16,3; III - 4,1/1,7/3,5/3,8/1,5/14,6; IV - 5,0/1,9/4,2/5,6/1,7/18,4. Espinulação: I - fêmur d1-1-1, p0-1-1; tíbia v1p-2-2-2-2; metatarso p0-1-0, v2-2-0. II - fêmur d1-1-1, p0-1-1; tíbia v1p-2-2-2-2; metatarso p0-1-0, v2-2-0. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-1-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-0-1-1, r0-0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 304-306.

Fêmea (holótipo de M. sperata). Carapaça castanha, região cefálica e quelíceras castanho-escuras; enditos e lábio castanho-claros, com ápice amarelo; esterno amarelo; pernas amarelas, tíbias, metatarsos e tarsos castanho-claros; abdômen amarelo, com uma faixa longitudinal mediana amarelo-clara.

Comprimento total 15,6. Carapaça: comprimento 5,9, largura 4,6, altura 2,15; clípeo, altura 0,3. Olhos: fila anterior 1,9, posterior 2,05; QOM: comprimento 0,8, largura anterior 1,05, largura posterior 0,95; diâmetros: OMA 0,4, OLA 0,35, OMP 0,3, OLP 0,3; interdistâncias: OMA-OMA 0,25, OMA-OLA 0,15, OMP-OMP 0,4, OMP-OLP 0,4, OLA-OLP 0,1. Quelíceras: comprimento 2,95; retromargem com 2 dentes; promargem com 3 dentes. Esterno: comprimento 2,9, largura 2,7. Abdômen: comprimento 8,8, largura 5,6. Pernas, comprimento relativo 4123. I - fêmur 5,5/ patela 2,4/ tíbia 5,1/ metatarso 4,8/ tarso 2,1/ total 19,9; II - 5,3/2,4/4,7/4,5/1,9/18,8; III - 4,6/2,2/4,0/4,2/1,9/17,0; IV - 6,0/2,4/5,1/6,6/2,0/22,1. Espinulação: I - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1; tíbia p0-1-1, v2-2-2-2-2; metatarso p1-1-0, v2-2-0. II - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1; tíbia p0-1-1, v1p-2-2-2-2; metatarso p1-1-0, v2-2-0. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-0-1; tíbia d0-1, p1-1, r1-1, v2-2-1r; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-0-1-1, r0-0-1; tíbia d0-1, p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 308, 309.

Variação. Comprimento: (10 ) total 7,6-12,5, carapaça 3,5-5,7, fêmur I 4,0-6,6; (4 ) total 10,7-15,6, carapaça 4,7-5,9, fêmur I 4,8-5,6. A coloração da carapaça varia de negro a castanho; alguns exemplares apresentam um par de faixas escuras longitudinais nas laterais da carapaça; em alguns espécimes, garra da quelícera com um dente ventral sub-basal; o padrão do dorso do abdômen, o comprimento da tíbia do palpo do macho e a forma do ápice do PTM variam nos espécimes examinados. O aspecto geral do epígino varia de acordo com a quantidade de tecido entre o tegumento e as espermatecas, impedindo a visão por transparência.

Distribuição geográfica. Sul do México e América Central.

Material examinado. MÉXICO. (SMF 7618); Oaxaca: (fronteira com Chiapas, 21 Km O. Rizo de Oro, 1615 m alt.) , 06.IX.1972, C. Mullinex & K. Lucas (CAS); , 08.IX.1972, C. Mullinex & K. Lucas (CAS); Chiapas: San Cristobal de las Casas, (BMNH 1901/3/3-160); (2164 m alt.), , 02.IX.1972, C. Mullinex (CAS). GUATEMALA. 2 , Sarg (BMNH 1901/3/3-289, 290); 3 , Sarg (BMNH 1901/3/3-159, 162, 163); (MCZ). COSTA RICA. Santiago de Cartago (1180 m alt.), , 12.VIII.1929 (MCZ); San José, 2 , , Tristan (MCZ); Puntarenas: Monteverde (Reserva Bosque Nuboso, 1700 m), , 17.VII.1984, S. Mend (CPU). PANAMÁ. El Vale, , VII.1936, A. M. Chickering (MCZ); Boquete, 5 , 3 , 5 j, VII.1939, A. M. Chickering (MCZ).

Megalostrata depicta (O. Pickard-Cambridge)
(Figs. 310, 311)

Delozeugma depictum O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1895:145, pr. 19, figs. 1a-d (holótipo , Teapa, Tabasco, México, H. H. Smith, BMNH 1901.3.3.164, examinado).
Megalostrata depicta; SIMON, 1898:197; F. O. PICKARD-CAMBRIDGE, 1899:63; PETRUNKEVITCH, 1911:491; ROEWER, 1954:604; BONNET, 1957:2749.

Diagnose. Machos de Megalostrata depicta diferem dos de M. raptrix pelo palpo com ATR de ápice bífido e êmbolo de direcionamento retroapical (figs. 310, 311).

Descrição. Macho (holótipo). Carapaça e quelíceras castanho-avermelhadas, enditos e lábio castanhos, esterno amarelo-escuro, pernas e abdômen amarelo-claros.

Comprimento total 8,0. Carapaça: comprimento 3,5, largura 3,0, altura 1,25; clípeo, altura 0,27. Olhos: fila anterior 1,37, posterior, 1,52; QOM: comprimento 0,67, largura anterior 0,77, largura posterior 0,72; diâmetros: OMA 0,35, OLA 0,27, OMP 0,25, OLP 0,27; interdistâncias: OMA-OMA 0,2, OMA-OLA 0,07, OMP-OMP 0,27, OMP-OLP 0,3, OLA-OLP 0,1. Quelíceras: comprimento 2,6; dentes como em M. raptrix. Esterno: comprimento 1,95, largura 1,85. Abdômen: comprimento 4,4, largura 2,0. Pernas, comprimento relativo 4123. I - fêmur 4,0/ patela 1,5/ tíbia 3,75/ metatarso 3,7/ tarso 1,6/ total 14,55; II - 3,9/1,4/3,45/3,5/1,5/13,75; III - 3,5/1,3/3,0/3,4/1,5/12,7; IV - 4,05/1,3/3,5/4,55/1,7/5,1. Espinulação: I - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1; tíbia v2-2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-1-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-0-1-1, r0-0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 310, 311.

Distribuição geográfica. Conhecida apenas da localidade tipo.

Material examinado. Somente o holótipo.

Erendira gen. nov.

Espécie tipo. Corinna pallidoguttata Simon.

Etimologia. O nome feminino é o de uma personagem do escritor colombiano Gabriel Garcia Marques.

Diagnose. Chilum inteiro. Palpo do macho com condutor hialino; processo tegular (PTM) prolátero-apical, acompanhando a curvatura retrolateral do êmbolo; reservatório não-espiralado, cujo percurso ventral descreve um padrão em "S" transversal, com a porção terminal do ducto passando adjacente à segunda dobra; êmbolo alongado, não-espiniforme (figs. 314, 320). Epígino com duas aberturas de copulação anteriores, átrio mediano amplo e vulva com um par de bolsas acessórias com aberturas laterais posteriores (BVE) (figs. 316, 322).

Descrição. Comprimento total (machos e fêmeas) 10,2-14,1. Carapaça suboval, nitidamente mais longa que larga, pouco hirsuta, com pêlos simples esparsos, lisa; maior largura no nível das coxas II, maior altura sobre a inserção palpal; região cefálica pouco delimitada, estreitamento pouco acentuado; margem anterior sub-reta, tubérculo interocular nulo; região torácica abruptamente rebaixada posteriormente em E. pallidoguttata (fig. 312), gradualmente rebaixada em E. atrox (fig. 318); sulco torácico profundo, curto, menor que o comprimento do QOM; invaginação mediana da margem posterior conspícua; altura do clípeo pouco maior que um diâmetro dos OMA; ambas as filas oculares procurvas; QOM nitidamente mais longo que largo, largura anterior pouco maior que a posterior; cômoro ocular lateral conspícuo; olhos médios circulares, laterais ovais; todos os olhos subiguais em tamanho. Interdistâncias: OMA-OMA por no máximo um diâmetro; OMA-OLA por cerca de um diâmetro dos OMA; OMP-OMP por um a dois diâmetros dos OMP; OMP-OLP por até três diâmetros dos OMP; OLA-OLP subcontíguos. Chilum inteiro, glabro. Quelíceras relativamente longas, com cerca da metade do comprimento da carapaça (figs. 312, 318), mais longas em machos do que em fêmeas; face frontal lisa; retrolateral com estrias inconspícuas; côndilo basal subtriangular; retromargem do sulco subungueal com 3 a 4 dentes; garra longa, com cerca da metade do comprimento da quelícera. Enditos convergentes, promargem pouco côncava, retromargem fortemente escavada; lábio pouco mais longo que largo, com cerca da metade do comprimento dos enditos. Esterno pouco mais longo que largo, liso, com poucos pêlos inseridos em tubérculos e abundantes cerdas negras eretas; rebordo nítido, laterais da margem anterior pouco projetadas; escavações esternais ausentes.

Pernas longas e robustas, pilosas, cobertas por pêlos simples e plumosos; comprimento relativo 4123; coxas com pêlos inseridos em tubérculos, mais conspícuos nas coxas I e II; tíbia I com 3 a 4 pares de espinhos ventrais; metatarso I com 2 pares de espinhos ventrais. Escópulas ralas nos metatarsos I e II, desde a inserção dos espinhos proximais, e em toda a extensão dos tarsos I e II; ausentes, substituídas por cerdas espiniformes nos tarsos III e IV; metatarsos III e IV com tufo de cerdas ventro-distais denso, mais desenvolvido em E. atrox do que em E. pallidoguttata; unhas tarsais com 6 a 10 dentes curtos; pêlos subungueais densos; tricobótrias tarsais distribuídas em duas filas dorsais; órgão tarsal subapical; unha do tarso do palpo da fêmea com poucos dentes, curtos; trocanteres fortemente recortados.

Abdômen com abundantes pêlos plumosos e pêlos longos simples; scutum dorsal, nos machos, mais desenvolvido em E. pallidoguttata (fig. 313) do que em E. atrox (fig. 319), ausente nas fêmeas de ambas as espécies; scutum ventral ausente em ambos os sexos; tubérculo traqueal presente; cólulo representado por uma placa cônica, coberta por pêlos simples.

Palpo do macho. Tíbia muito longa, maior que a metade do comprimento do címbio; ATR simples em E. atrox (fig. 321), bilobada em E. pallidoguttata (fig. 315); PV ausente; címbio sem PCr e PCp; subtégulo inteiro, com prolongamento mediano curto; fundus alargado, no subtégulo; PTd ausente (figs. 112, 113); PTM de ápice agudo, subapical, inserido no nível de inserção do êmbolo, afastado do êmbolo em E. pallidoguttata (fig. 314), intimamente associado ao êmbolo em E. atrox (figs. 113, 320); reservatório de percurso não-helicoidal, descrevendo um padrão em "S" transversal, com a porção terminal adjacente à segunda dobra; condutor hialino, não-modificado; êmbolo filiforme, não-fusionado ao tégulo, com inserção mediana em E. pallidoguttata e prolateral em E. atrox (figs. 314, 320). Epígino mais projetado sobre o sulco epigástrico em E. pallidoguttata (fig. 316) do que em E. atrox (fig. 322), com duas aberturas de copulação anteriores e um átrio posterior amplo, bem delimitado em E. atrox. Vulva com PVP modificada em um par de bolsas acessórias (BVE) abertas na parede posterior; ductos copulatórios amplos e conspícuos; espermatecas secundárias ausentes; as primárias pouco diferenciadas, elipsóides (figs. 317, 323).

Elenco. Cinco espécies:
Erendira atrox (Caporiacco), comb. nov. (pág. 123).
Erendira luteomaculata (Petrunkevitch) comb. nov. - Panamá.
Corinna luteomaculata PETRUNKEVITCH, 1925 (holótipo Peabody Museum, New Haven, não-examinado).
Erendira pallidoguttata (Simon), comb. nov. (pág. 122).
Erendira pictitorax (Caporiacco), comb. nov. - Venezuela.
Megalostrata pictitorax CAPORIACCO, 1955 (holótipo MUCV, examinado).
Erendira subsignata (Simon), comb. nov. - Ilha de Saint Vincent.
Corinna subsignata SIMON, 1897b (holótipo BMNH, examinado).

Erendira pallidoguttata (Simon) comb. nov.
(Figs. 312-317)

Corinna pallidoguttata SIMON, 1897b:885 (síntipos MNHN , ; BMNH 1894.9.18-112-122, 3 , 8 , 16 j, Island of Saint Vincent, examinados; presente designação de lectótipo e paralectótipo , MNHN; paralectótipos 2 e 8 , 16 j, BMNH); PETRUNKEVITCH, 1911:468; ROEWER, 1954:598; BONNET, 1956:1214.

Nota. Um dos síntipos depositado no BMNH, pertence a uma espécie do gênero Abapeba.

Diagnose. Machos de E. pallidoguttata diferem dos de E. atrox pela ATR bilobada; PTM afastado do êmbolo (figs. 314, 315); fêmeas diferem pelo epígino sem bordas latero-anteriores e aberturas de copulação afastadas entre si (fig. 316).

Descrição. Macho (lectótipo). Carapaça, enditos, lábio e esterno castanho-avermelhados claros, quelíceras castanho-avermelhadas, pernas amarelas; abdômen cinza, dorso com uma grande faixa branca longitudinal anterior e cinco pares de manchas brancas circulares laterais.

Comprimento total 10,2. Carapaça: comprimento 5,4, largura 4,3, altura 1,9; clípeo, altura 0,5. Olhos: fila anterior 1,6, posterior 1,85; QOM: comprimento 0,8, largura anterior 0,9, largura posterior 0,8; diâmetros: OMA 0,35, OLA 0,3, OMP 0,2, OLP 0,25; interdistâncias: OMA-OMA 0,2, OMA-OLA 0,15, OMP-OMP 0,3, OMP-OLP 0,45, OLA-OLP 0,15. Quelíceras: comprimento 2,65; retromargem com 4 dentes iguais, separados. Esterno: comprimento 2,6, largura 2,3. Abdômen: comprimento 4,8, largura 2,9. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 5,2/ patela 2,3/ tíbia 5,0/ metatarso 4,9/ tarso 2,2/ total 19,6; II - 4,9/2,1/4,4/4,6/2,0/18,0; III - 4,4/1,9/3,5/4,3/1,6/15,7; IV - 5,8/2,1/4,8/6,4/2,0/21,1. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-1-1; tíbia v2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia d0-1, p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia d0-1, p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 314, 315.

Fêmea (paralectótipo, MNHN). Coloração como no macho.

Comprimento total 8,1. Carapaça: comprimento 3,6, largura 2,8, altura 1,12; clípeo, altura 0,3. Olhos: fila anterior 1,1, posterior 1,3; QOM: comprimento 0,58, largura anterior 0,58, largura posterior 0,58; diâmetros: OMA 0,3, OLA 0,25, OMP 0,18, OLP 0,2; interdistâncias: OMA-OMA 0,1, OMA-OLA 0,08, OMP-OMP 0,22, OMP-OLP 0,3, OLA-OLP 0,1. Quelíceras: comprimento 1,6; retromargem com 4 dentes iguais, subcontíguos. Esterno: comprimento 1,85, largura 1,7. Abdômen: comprimento 4,3, largura 2,5. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 3,4/ patela 1,5/ tíbia 3,25/ metatarso 2,95/ tarso 1,4/ total 12,5; II - 3,15/1,45/2,8/2,75/1,3/11,45; III - 2,95/1,35/2,35/2,75/1,1/10,5; IV - 4,1/1,45/3,5/4,25/1,35/14,65. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-1; tíbia v2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia d0-1, p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia d0-1, p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 316, 317.

Variação. Comprimento: (1 ) total 9,2, carapaça 4,7; fêmur I 4,8; (5 ) total 7,2-11,1, carapaça 3,3-4,8, fêmur I 3,1-3,7. Em machos e fêmeas, os pares de manchas abdominais dorsais variam de 5 a 6 e podem ser alongados transversalmente (fig. 313).

Distribuição geográfica. Antilhas.

Material examinado. PUERTO RICO. Humacao: Rio Grande (El Verde Field Station), , 09.VI.1982, D. Townsend (MCZ); El Yunque (El Yunque Biological Station), 2 , 4 j, 25.II.1969, A. Chickering (MCZ). GUADALOUPE. , 2 (MNHN 1119).

Erendira atrox (Caporiacco) comb. nov.
(Figs. 112, 113, 318-323)

Megalostrata atrox CAPORIACCO, 1955:370, fig. 42 (holótipo MUCV, XII-889, El Junquito, Distrito Federal, Venezuela, IV.1949, Marcuzzi, examinado); BRIGNOLI, 1983:557.
Megalostrata lohmanderi CAPORIACCO, 1955:372, figs. 43a-c (síntipos
e MUCV XII-803, El Junquito, Distrito Federal, Venezuela, 16.X.1949, Roze; designado lectótipo , examinado; síntipo , perdido, não pertence a esta espécie, associação errônea); BRIGNOLI, 1983:557. Syn. nov.

Nota. No lote de Megalostrata lohmanderi nº XII-803 do MUCV foi encontrado apenas o síntipo macho de M. lohmanderi, aqui designado lectótipo. A identidade do síntipo fêmea foi reconhecida através da ilustração do epígino na descrição original. No material examinado, estas fêmeas foram encontradas associadas a machos de uma espécie não descrita. Macho e fêmea de M. atrox foram coletados juntos em Colonia Tovar, Ricaurte, fato que indicou a sinonímia de M. lohmanderi com esta espécie.

Diagnose. Machos de E. atrox diferem dos de E. pallidoguttata pela ATR única, truncada e PTM intimamente associado ao êmbolo (figs. 320, 321); fêmeas diferem pelo epígino com bordas latero-anteriores conspícuas e aberturas de copulação próximas entre si (fig. 322).

Descrição. Macho (lectótipo de M. lohmanderi). Carapaça e quelíceras castanho-avermelhadas escuras, enditos, lábio e esterno castanho-avermelhados, pernas amarelas; abdômen cinza, dorso escuro, com uma mancha branca longitudinal anterior, um par de manchas brancas longitudinais medianas e um par de pequenas manchas brancas subcirculares posteriores (fig. 319); ventre cinza-claro.

Comprimento total 10,5. Carapaça: comprimento 4,9, largura 4,5, altura 2,2; clípeo, altura 0,5. Olhos: fila anterior 1,95, posterior 2,35; QOM: comprimento 0,8, largura anterior 0,85, largura posterior 0,9; diâmetros: OMA 0,3, OLA 0,3, OMP 0,3, OLP 0,3; interdistâncias: OMA-OMA 0,25, OMA-OLA 0,35, OMP-OMP 0,35, OMP-OLP 0,65, OLA-OLP 0,2. Quelíceras: comprimento 3,4; retromargem com 3 dentes iguais, separados. Esterno: comprimento 2,9, largura 2,7. Abdômen: comprimento 5,5, largura 3,2. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 5,1/ patela 2,3/ tíbia 4,9/ metatarso 5,0/ tarso 1,9/ total 19,2; II - 4,9/2,3/4,4/4,6/1,8/18,0; III - 4,1/1,9/3,3/4,0/1,5/14,8; IV - 5,5/2,0/4,9/6,1/1,8/20,3. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1r-1r-0; metatarso v2-1p. III - fêmur d1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p0-1-1, r0-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1, p0-0-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p0-1-1, r0-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 320, 321.

Fêmea (holótipo). Coloração como no macho.

Comprimento total 15,3. Carapaça: comprimento 6,2, largura 5,2, altura 2,8; clípeo, altura 0,55. Olhos: fila anterior 2,25, posterior 2,65; QOM: comprimento 0,9, largura anterior 1,0, largura posterior 0,95; diâmetros: OMA 0,35, OLA 0,3, OMP 0,3, OLP 0,3; interdistâncias: OMA-OMA 0,3, OMA-OLA 0,4, OMP-OMP 0,4, OMP-OLP 0,7, OLA-OLP 0,2. Quelíceras: comprimento 3,9; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 3,3, largura 3,1. Abdômen: comprimento 8,5, largura 5,3. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 5,5/ patela 2,5/ tíbia 4,8/ metatarso 1,8/ tarso 1,8/ total 19,3; II - 5,0/2,5/4,2/4,3/1,7/17,7; III - 4,2/2,1/3,4/4,1/1,5/15,3; IV - 5,8/2,3/5,0/6,4/1,9/21,4. Espinulação: I - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1, p0-0-1; tíbia v1r-1r-1r; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1, p0-1-1-1, r0-1-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1, p0-0-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 322, 323.

Variação. Comprimento: (2 ) total 10,5-11,9, carapaça 4,9-5,7, fêmur I 5,1- 5,5; (5 ) total 10,5-14,1, carapaça 4,8-6,3, fêmur I 4,0-5,4.

Distribuição geográfica. Noroeste da Venezuela.

Material examinado. VENEZUELA. Distrito Federal: El Junquito, , IV.1949, Marcuzzi (MUCV XII-888); Entre El Junquito e Carayaca, , 02.V.1981, A. R. Delgado & M. A. Gonzales-Sponga (CPS 169); Aragua: Rancho Grande (próximo à Maracay), , j, 1946, W. Beebee (AMNH); Ricaurte: Colonia Tovar, , , 2 j (MNHN 11018); (Pico Codazzi), , 16.I.1982, A. R. Delgado & M. A. Gonzales-Sponga (CPS 926).

Stethorrhagus Simon

Stethorrhagus SIMON, 1896:421; 1898:200, figs. 198, 199, 202 (espécie-tipo por designação subseqüente, S. limbatus Simon); ROEWER, 1954:604; BONNET, 1958:4167; BRIGNOLI, 1983:557; PLATNICK, 1989:446; 1993:617; BONALDO & BRESCOVIT, 1994:34; PLATNICK, 1997:732.

Diagnose. Palpo do macho com ATR bilobada e ATV semi-articulada, com a face retrolateral fusionada à tíbia; êmbolo de ápice bífido, com a abertura do ducto ejaculatório sobre a bifurcação (BONALDO & BRESCOVIT, 1994, figs. 1b, 5c, 9b, c, 10b). Epígino, em geral, com uma abertura de copulação; apenas em Stethorrhagus limbatus Simon, duas aberturas de copulação posicionadas em uma escavação mediana comum; PVP cobrindo, no máximo, a metade posterior da vulva (BONALDO & BRESCOVIT, 1994, figs. 9d, 10f, g, 12d, e).

Elenco. Quinze espécies. BONALDO & BRESCOVIT (1994) revisaram o gênero, considerando Stethorrhagus striatus Franganillo e S. mandibulatus Franganillo como species inquirendae; Stethorrhagus hassleri Gertsch foi transferida para Parachemmis Chickering e Stethorrhagus mastigostylus Mello-Leitão, considerado sinônimo júnior de S. hassleri. Transfere-se aqui uma espécie para Stethorrhagus e apresenta-se a ilustração do palpo expandido de S. oxossi Bonaldo & Brescovit, 1994 (fig. 115).

Stethorrhagus maculatus (L. Koch) comb. nov. - Colômbia.
Hypsinotus maculatus L. KOCH, 1866 (síntipos BMNH, examinados).
Corinna maculata; PETRUNKEVITCH, 1911.

Parachemmis Chickering

Parachemmis CHICKERING, 1937:38 (espécie-tipo por designação original, Parachemmis fuscus Chickering); ROEWER, 1954:635; BONNET, 1958:3328; REISKIND, 1969:166; BRIGNOLI, 1983:544; PLATNICK, 1989:433; 1993:600; 1997:732; BONALDO & BRESCOVIT, 1994:34.

Diagnose. Palpo do macho com ATR única e ATV articulada; tégulo reduzido, com processo laminar (PLP) e reservatório descrevendo uma hélice restrita à região proximal; subtégulo de posição oblíqua em relação ao tégulo no bulbo não-expandido; êmbolo muito longo, filiforme, de ápice inteiro (figs. 324-326, 331, 335). Epígino com duas aberturas de copulação e ductos copulatórios longos; espermatecas secundárias pouco desenvolvidas; PVP ausente (figs. 333, 334, 337, 338).

Descrição. Comprimento total (machos e fêmeas) 4,6-9,9. Carapaça suboval, mais longa que larga; coberta por pêlos negros curtos e cerdas eretas mais abundantes na região ocular; com granulações finas, visíveis apenas ao microscópio eletrônico de varredura (fig. 8); maior largura sobre a coxa II em P. fuscus, entre as coxas II e III em P. manauara, maior altura sobre a inserção palpal. Região cefálica baixa, pouco delimitada, estreitamento muito acentuado em P. manauara (fig. 8), menos acentuado em P. fuscus; margem anterior convexa, tubérculo interocular bem desenvolvido, especialmente em P. manauara; região torácica abruptamente rebaixada; sulco torácico curto e profundo, de comprimento menor que o do QOM; invaginação mediana da margem posterior pouco acentuada. Clípeo baixo, menor que o diâmetro dos OMA; sulco clipeal presente (fig. 330). Fila de olhos anteriores fortemente procurva; fila de olhos posteriores fortemente procurva em P. manauara, procurva em P. fuscus; QOM mais longo que largo, largura anterior pouco maior que a posterior; cômoro ocular lateral quase nulo. Olhos médios circulares, laterais subovais; OMA nitidamente maiores, restantes subiguais em tamanho. Interdistâncias: OMA-OMA separados por cerca da metade de um diâmetro; OMA-OLA subcontíguos; OMP-OMP por cerca de um diâmetro; OMP-OLP por pouco mais de um diâmetro dos OMP; OLA-OLP subcontíguos. Chilum inteiro, liso, glabro. Quelíceras levemente geniculadas, pouco maiores que um terço do comprimento da carapaça; face frontal lisa; retrolateral com estrias conspícuas em P. fuscus (fig. 19), menos evidentes em P. manauara; côndilo basal triangular; retromargem do sulco subungueal com 4 a 5 dentes subiguais, separados; garra longa, de comprimento maior que um terço do comprimento das quelíceras. Enditos convergentes, promargem sub-reta, retromargem com escavações conspícuas; lábio tão longo quanto largo, com cerca da metade do comprimento dos enditos. Esterno quase tão longo quanto largo, hirsuto, com longos pêlos não-inseridos em tubérculos; rebordo nítido; laterais da margem anterior pouco projetadas; escavações esternais presentes, pouco profundas (figs. 25, 26).

Pernas longas e afiladas em P. manauara, mais robustas em P. fuscus; cobertas por pêlos curtos simples e plumosos; em P. manauara (figs. 55, 56) e P. hassleri (Bonaldo & Brescovit, 1994, figs. 3b, c), geralmente, pêlos plumosos com haste achatada; em P. fuscus, haste dos pêlos plumosos não-modificada (fig. 54); comprimento relativo 4123; coxas com pêlos não-inseridos em tubérculos; tíbia I com 4 pares de espinhos ventrais; metatarso I com 2 pares de espinhos ventrais. Escópulas dos tarsos I, II e III, ralas; nos tarsos IV, substituídas por cerdas espiniformes (fig. 32); metatarsos I e II com escópulas muito ralas; metatarsos III e IV com tufo de cerdas ventro-distais inconspícuo; unhas tarsais com 5 ou 6 dentes grandes; pêlos subungueais densos; tricobótrias tarsais distribuídas em duas filas dorsais; unha do tarso do palpo da fêmea lisa; trocanteres recortados.

Abdômen piloso, com pêlos simples e plumosos e cerdas eretas esparsas; em P. hassleri, pêlos plumosos com hastes não-achatadas (BONALDO & BRESCOVIT, 1994, fig. 3a); scutum dorsal presente apenas nos machos, pouco definido, restrito ao terço anterior; scutum ventral ausente em ambos os sexos; tubérculo traqueal presente (fig.75). Cólulo representado por uma placa triangular com poucos pêlos simples.

Palpo do macho. Tíbia longa, com mais da metade do comprimento do címbio em P. fuscus; curta, com menos da metade do comprimento do címbio em P. manauara; ATR simples, PV ausente, ATV presente, articulada (fig. 324). Címbio sem PCr e PCp (figs. 331, 335). Subtégulo inteiro, de posição oblíqua em relação ao tégulo no bulbo não-expandido; fundus não-alargado, no tégulo; PTd pouco desenvolvida. Tégulo reduzido, com um processo laminar retrolateral (PLP), inserido próximo à base do êmbolo, muito desenvolvido em P. fuscus (fig. 325, 331) e pequeno em P. manauara (fig.335); reservatório pouco espiralado, hélice restrita à região proximal do tégulo. Condutor hialino, longo; êmbolo filiforme, muito longo e curvo (figs. 325, 326, 331, 336). Epígino com duas aberturas de copulação posteriores (figs. 333, 337); vulva sem PVP; ductos copulatórios longos; espermatecas secundárias tubulares, minúsculas, bem menores que as primárias, globulares (figs. 334, 338).

Elenco. Três espécies:
Parachemmis fuscus Chickering (pág. 127).
Parachemmis hassleri (Gertsch) - Guiana.
Stethorrhagus hassleri GERTSCH, 1942 (holótipo MCZ, examinado).
Parachemmis hassleri; BONALDO & BRESCOVIT, 1994.
Parachemmis manauara sp. nov. (pág. 128).

Espécie excluída. Parachemmis trilineatus Chickering é aqui transferida para Tupirinna gen. nov.

Parachemmis fuscus Chickering
(Figs.19, 54, 116, 117, 324, 325, 330-334)

Parachemmis fuscus CHICKERING, 1937:39, figs. 22, 33, 41, 45, 48, 52 (holótipo e parátipos , 2 , Ilha de Barro Colorado, Zona do Canal, Panamá, 16.VI-15.VII.1934, A. M. Chickering, MCZ, examinados); ROEWER, 1954:635; BONNET, 1958:3324.
Corinna tenubra CHICKERING, 1972:373, figs. 18-22 (holótipo
, Ilha de Barro Colorado, Zona do Canal, Panamá, VI.1950, A. M. Chickering, MCZ, examinado); BRIGNOLI, 1983:556. Syn. nov.

Diagnose. Machos de Parachemmis fuscus diferem dos de P. manauara pelo palpo do macho com processo tegular laminar amplo, inserido medianamente, próximo à inserção do êmbolo; porção média do êmbolo abrigada atrás do tégulo no palpo não-expandido (figs. 325, 331, 332); fêmeas diferem pelas aberturas de copulação medianas, próximas entre si e pelos ductos copulatórios não-espiralados (fig. 333).

Descrição. Macho (Ilha de Barro Colorado, Panamá). Carapaça castanho-clara, quelíceras, enditos e lábio castanhos, esterno amarelo, de bordas castanhas, pernas amarelas, abdômen amarelo, dorso com uma grande mancha violácea escura no terço posterior.

Comprimento total 7,6. Carapaça: comprimento 3,5, largura 2,9, altura 1,2; clípeo, altura 0,35. Olhos: fila anterior 1,27, posterior 1,45; QOM: comprimento 0,7, largura anterior 0,8, largura posterior 0,72; diâmetros: OMA 0,32, OLA 0,25, OMP 0,23, OLP 0,25; interdistâncias: OMA-OMA 0,17, OMA-OLA 0,02, OMP-OMP 0,27, OMP-OLP 0,3, OLA-OLP 0,07. Quelíceras: comprimento 1,75; retromargem com 4 dentes iguais, separados. Esterno: comprimento 1,8, largura 1,75. Abdômen: comprimento 3,9, largura 2,0. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 3,7/ patela 1,4/ tíbia 3,3/ metatarso 3,3/ tarso 1,6/ total 13,3; II - 3,6/1,4/3,2/3,3/1,5/13,0; III - 3,4/1,2/2,8/3,2/1,45/12,05; IV - 4,2/1,3/3,5/4,7/1,7/15,4. Espinulação: I - fêmur d1-1-0, p0-1-1-0; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2-0. II - fêmur d1-1-0, p0-1-1; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2-0. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p0-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia, p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 324, 325, 331, 332.

Fêmea (Ilha de Barro Colorado, Panamá). Coloração como no macho, exceto abdômen cinza, dorso com uma faixa branca transversal mediana.

Comprimento total 8,2. Carapaça: comprimento 3,5, largura 2,9, altura 1,4; clípeo, altura 0,3. Olhos: fila anterior 1,25, posterior 1,4; QOM: comprimento 0,7, largura anterior 0,75, largura posterior 1,4; diâmetros: OMA 0,37, OLA 0,27, OMP 0,25, OLP 0,25; interdistâncias: OMA-OMA 0,12, OMA-OLA 0,02, OMP-OMP 0,22, OMP-OLP 0,27, OLA-OLP 0,05. Quelíceras: comprimento 1,65; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 1,8, largura 1,75. Abdômen: comprimento 4,5, largura 2,7. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 3,6/ patela 1,4/ tíbia 3,4/ metatarso 3,1/ tarso 1,5/ total 13,0; II - 3,6/1,4/3,3/3,1/1,5/12,9; III - 3,4/1,3/2,7/3,1/1,4/11,9; IV - 4,2/1,4/3,7/4,8/1,6/15,7. Espinulação: I - fêmur d1-1-0, p0-1-1-0; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2-0. II - fêmur d1-1-0, p0-1-1; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2-0. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p0-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 333, 334.

Variação. Comprimento: (10 ) total 6,3-8,4, carapaça 3,1-3,7, fêmur I 2,9-3,8; (10 ) total 7,5-9,9, carapaça 3,3-3,9, fêmur I 3,3-4,4.

Distribuição geográfica. Sul da América Central.

Material examinado. PANAMÁ. Zona do Canal: 2 , 3 , VII.1936 (MCZ); , , 8-9.VIII.1936 (MCZ); 4 , 3 , VII.1939 (MCZ, MCN 28452); , VIII.1939 (MCZ); 2 , V.1950 (MCZ); , VI.1950 (MCZ); , , 13.VIII.1954 (MCZ); 2 , 15.V.1964 (MCZ). Colón: Porto Belo, , VIII.1939 (MCZ) (todos coletados por A. M. Chickering).

Parachemmis manauara sp. nov.
(Figs. 8, 24-26, 32, 55, 56, 75, 83-85, 326, 335-338)

Holótipo , Fazenda Esteio (60 Km N Manaus), Manaus, Amazonas, Brasil, 23.X.1985, B. C. Klein (MCN 19299).

Etimologia. O substantivo específico designa os nativos de Manaus, Amazonas.

Diagnose. Machos de Parachemmis manauara diferem dos de P. fuscus pelo palpo do macho com processo tegular laminar pequeno, inserido na margem retrolateral do tégulo, afastado da inserção do êmbolo; porção média do êmbolo não-abrigada atrás do tégulo no palpo não-expandido (figs. 326, 335, 336); fêmeas diferem pelas aberturas de copulação laterais, afastadas entre si e pelos ductos copulatórios espiralados (figs. 337, 338).

Descrição. Macho (holótipo). Carapaça, quelíceras, enditos e lábio castanho-claros, esterno amarelo de bordas castanho-claras, pernas amarelas, abdômen cinza uniforme.

Comprimento total 5,3. Carapaça: comprimento 2,3, largura 1,9, altura 0,8; clípeo, altura 0,25. Olhos: fila anterior 0,73, posterior 0,81; QOM: comprimento 0,5, largura anterior 0,52, largura posterior 0,5; diâmetros: OMA 0,23, OLA 0,15, OMP 0,15, OLP 0,14; interdistâncias: OMA-OMA 0,1, OMA-OLA 0,02, OMP-OMP 0,16, OMP-OLP 0,12, OLA-OLP 0,02. Quelíceras: comprimento 1,05; retromargem com 6 dentes iguais, separados. Esterno: comprimento 1,1, largura 1,57. Abdômen: comprimento 2,85, largura 1,6. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 2,75/ patela 0,9/ tíbia 2,75/ metatarso 2,7/ tarso 1,65/ total 10,75; II - 2,75/0,9/2,65/2,75/1,65/10,7; III - 2,6/0,8/2,25/2,7/1,45/9,8; IV - 3,5/0,9/3,0/4,2/1,75/13,35. Espinulação: I - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-1-0; tíbia p0-0-1, v2-2-2-2; metatarso v2-2-0. II - fêmur d1-1-1, p0-1-1-1, r0-1-0; tíbia p0-0-1, v2-2-2-2; metatarso v2-2-0. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia d0-0-1, p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia d1-0-1, p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 326, 335, 336.

Fêmea (parátipo, Fazenda Esteio, Manaus, Amazonas). Coloração como no macho.

Comprimento total 6,2. Carapaça: comprimento 2,5, largura 2,0, altura 0,9; clípeo, altura 0,27. Olhos: fila anterior 0,8, fila posterior 0,87; QOM: comprimento 0,48, largura anterior 0,55, largura posterior 0,46; diâmetros: OMA 0,23, OLA 0,15, OMP 0,15, OLP 0,13; interdistâncias: OMA-OMA 0,1, OMA-OLA 0,02, OMP-OMP 0,16, OMP-OLP 0,15, OLA-OLP 0,02. Quelíceras: comprimento 1,1; retromargem como no macho. Esterno: comprimento 1,2, largura 1,25. Abdômen: comprimento 3,75, largura 2,0. Pernas: comprimento relativo 4123. I - fêmur 2,75/ patela 0,9/ tíbia 2,55/ metatarso 2,4/ tarso 1,45/ total 10,05; II - 2,7/0,85/2,45/2,4/1,45/9,85; III - 2,55/0,85/2,2/2,5/1,3/9,4; IV - 3,3/0,95/2,85/3,75/1,5/12,35. Espinulação: I - fêmur d1-1-1, p0-1-1-0; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2-0. II - fêmur d1-1-1, p0-1-1-0; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2-1. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia d0-1, p1-1, r1-1, v2-2-0; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia d0-1, p1-1, r1-1, v1p-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 337, 338.

Variação. Comprimento: (10 ) total 4,6-5,4, carapaça 2,1-2,4, fêmur I 2,5-2,8; (5 ) total 4,9-6,2, carapaça 2,2-2,5, fêmur I 2,3-2,7.

Distribuição geográfica. Amazônia central.

Material-tipo. Parátipos: BRASIL. Amazonas: Manaus (Fazenda Esteio, 60 Km N Manaus), 2 , 2 , 14,15,29.V.1985 (MCN 19300, 19837, 19885); , , 01.X.1985 (MCN 19303); , 13.XI.1985 (INPA); , 19.XII.1985 (INPA); 3 , 12,15,16.I.1986 (INPA); , 12.II.1986 (INPA); , 26.III.1986 (MCN 19306); , 15.V.1986 (INPA); , 25.II.1987 (MCN 19304) (todos coletado por B. C. Klein).

Material examinado. BRASIL. Amazonas: Manaus (Reserva Florestal Adolpho Ducke), , 21.X.1991, H. Höfer & T. Gasnier (SMNK); , 18-25.II.1992, A. D. Brescovit (IBSP); (Fazenda Esteio, 60 Km N Manaus), , 22.V.1985 (INPA); 4 , 03,15,16.X.1985 (INPA); , 28.X.1985 (MCN 19835); 2 , 11.XII.1985 (MCN 19307); 2 , 07.I.1986 (INPA); 3 , 06,18.II.1986 (INPA); 2 , 13,26.III.1986 (INPA); , 08.II.1987 (INPA); , 08.IV.1987 (MCN 19305); , 26.XI.1987 (INPA) (todos coletados por B. C. Klein).

Tupirinna gen. nov.

Espécie-tipo. Tupirinna rosae sp. nov.

Etimologia. O nome genérico, feminino, vem da fusão das palavras tupí, grupo lingüístico autóctone da América do Sul, e Corinna.

Diagnose. Carapaça com três faixas longitudinais de coloração contrastante, duas laterais e uma mediana; quelíceras do macho longas, garras com cerca da metade do comprimento das quelíceras. Palpo do macho com ATV articulada; tégulo pouco esclerotinizado, reservatório pouco espiralado; êmbolo curto, de ápice simples, com um processo basal alongado curvo (PET, figs. 328, 339, 344). Epígino com uma abertura de copulação; vulva com ducto copulatório alargado, formando uma bolsa copulatória (figs. 341, 343, 346, 347).

Descrição. Comprimento total (machos e fêmeas) 3,75-5,4. Carapaça com três faixas longitudinais de coloração contrastante, duas laterais, uma mediana; suboval, mais longa que larga; coberta por pêlos negros curtos e poucas cerdas eretas, mais abundantes na região ocular; com granulações finas, visíveis apenas ao microscópio eletrônico de varredura (fig. 7); maior largura entre as coxas II e III, maior altura sobre a inserção palpal. Região cefálica baixa, pouco delimitada, estreitamento pouco acentuado; margem anterior sub-reta, tubérculo interocular pouco desenvolvido; região torácica abruptamente rebaixada; sulco torácico curto e profundo, de comprimento menor do que o do QOM; margem posterior sub-reta. Clípeo alto, com cerca de dois diâmetros dos OMA; sulco clipeal presente. Ambas as filas de olhos fortemente procurvas; QOM tão longo quanto largo, largura anterior aproximadamente igual à posterior; cômoro ocular lateral quase nulo. Olhos médios circulares, laterais subovais; todos os olhos subiguais em tamanho. Interdistâncias: OMA-OMA separados por pouco menos de um diâmetro; OMA-OLA por cerca de um terço do diâmetro dos OMA; OMP-OMP por cerca de um diâmetro e meio; OMP-OLP por pouco mais de um diâmetro; OLA-OLP subcontíguos. Chilum inteiro, liso, glabro. Quelíceras curtas, menores que um terço do comprimento da carapaça nas fêmeas; mais alongadas, com cerca de um terço do comprimento da carapaça nos machos; em T. trilineata, muito longas, maiores que a metade do comprimento da carapaça, com dentes afastados da base da garra; levemente geniculadas nas fêmeas, fortemente geniculadas nos machos; face frontal lisa; retrolateral com estrias pouco conspícuas (fig. 20); côndilo basal triangular; retromargem do sulco subungueal com 4 dentes separados; garra mais longa em machos do que em fêmeas; em machos de T. trilineata, garra muito longa, maior do que a metade do comprimento da quelícera. Enditos convergentes, promargem sub-reta, retromargem com escavações profundas; lábio pouco mais largo que longo, menor que a metade do comprimento dos enditos. Esterno aproximadamente tão longo quanto largo, com pêlos longos não-inseridos em tubérculos; rebordo nítido; laterais da margem anterior projetadas; escavações presentes, profundas.

Pernas longas e delgadas, pilosas, cobertas por pêlos simples e plumosos; comprimento relativo variável, perna IV maior que as demais, pernas I, II e III de comprimento subigual; macho de T. rosae, 4132 e fêmea, 4312; macho de T. trilineata, 4231 e fêmea, 431=2. Coxas com pêlos não-inseridos em tubérculos; tíbia I com 3 a 4 pares de espinhos ventrais; metatarso I com 2 pares de espinhos ventrais. Escópulas dos tarsos I e II ralas; III e IV substituídas por cerdas espiniformes; metatarsos sem escópulas, III e IV com tufo de cerdas ventro-distais inconspícuo; unhas tarsais com 4 a 5 dentes grandes; pêlos subungueais densos; tricobótrias tarsais distribuídas em duas filas dorsais; unha do palpo da fêmea lisa; trocanteres I e II pouco recortados; III e IV recortados.

Abdômen com pêlos simples e plumosos abundantes, sem cerdas eretas; scutum dorsal e ventral ausentes em ambos os sexos; tubérculo traqueal presente (fig. 76). Cólulo representado por uma placa subtriangular com poucos pêlos simples.

Palpo do macho. Tíbia maior que a metade do comprimento do címbio; ATR simples, PV presente em T. rosae, ausente em T. trilineata; ATV presente, articulada. Címbio com PCr pouco desenvolvido, sem PCp (figs. 339, 345). Subtégulo inteiro; fundus alargado, no subtégulo; PTd ausente (fig. 118); Tégulo amplo, reservatório pouco espiralado, com uma volta ventral em "S"; condutor hialino; êmbolo fusionado ao tégulo, espiniforme, curto, com um processo basal (PET) (figs. 328, 339, 344). Epígino com uma abertura de copulação anterior (figs. 329, 341, 346); vulva com PVP muito desenvolvida em T. rosae (fig. 342), pouco desenvolvida em T. trilineata (fig. 347); ducto copulatório amplo medianamente, formando uma bolsa copulatória não-esclerotinizada, visível apenas com a remoção da PVP, em T. rosae (fig. 343), esclerotinizada em T. trilineata (fig. 347); espermatecas secundárias ausentes; as primárias globulares (figs. 343, 347).

Elenco. Duas espécies:
Tupirinna rosae sp. nov. (pág. 133).
Tupirinna trilineata (Chickering), comb. nov. (pág. 134).

Tupirinna rosae sp. nov.
(Figs. 7, 20, 76, 86-88, 118, 327-329, 339-343)

Holótipo , Reserva Florestal Adolpho Ducke, Manaus, Amazonas, Brasil, 21.XII.1992, H. Höfer & T. Gasnier (INPA).

Etimologia. O nome específico é uma homenagem a Rejane Rosa, desenhista do MCN.

Diagnose. Machos de Tupirinna rosae diferem dos de T. trilineata pela ATR grande com PV bem desenvolvido; ATV escavada retrolateralmente; êmbolo relativamente curto, com processo basal inserido ventralmente (figs. 327, 328, 339, 340); epígino com a borda anterior da abertura de copulação conspícua, em "V" invertido; internamente, com PVP bem desenvolvida e bolsa copulatória não-esclerotinizada (figs. 341-343).

Descrição. Macho (holótipo). Carapaça amarela com laterais castanho-escuras e uma faixa mediana castanha, estendida sobre a área ocular; quelíceras castanho-escuras, enditos e lábio castanhos, esterno amarelo, bordas e escavações laterais anteriores castanhas, pernas amarelas, face ventral das patelas manchadas de castanho, tíbias com manchas castanhas ventrais na base e no ápice; dorso do abdômen cinza-escuro, com área cardíaca amarela, 4 pares de manchas amarelas laterais e uma mancha amarela retangular transversal posterior; ventre amarelo.

Comprimento total 4,75. Carapaça: comprimento 2,0, largura 1,65, altura 0,75; clípeo, altura 0,21. Olhos: fila anterior 0,61, posterior 0,69; QOM: comprimento 0,31, largura anterior 0,33, largura posterior 0,36; diâmetros: OMA 0,14, OLA 0,11, OMP 0,12, OLP 0,1; interdistâncias: OMA-OMA 0,07, OMA-OLA 0,02, OMP-OMP 0,14, OMP-OLP 0,11, OLA-OLP 0,02. Quelíceras: comprimento 1,2; retromargem com 3 dentes iguais, separados; promargem com 2 dentes, primeiro muito maior. Esterno: comprimento 1,1, largura 1,12. Abdômen: comprimento 2,35, largura 1,9. Pernas: comprimento relativo 4132. I - fêmur 1,85/ patela 0,75/ tíbia 1,65/ metatarso 1,65/ tarso 0,95/ total 6,85; II - 1,8/0,75/1,55/1,6/0,8/6,5; III - 1,8/0,7/1,45/1,85/0,95/6,75; IV - 2,1/0,75/1,85/2,5/1,05/8,25. Espinulação: I - fêmur d1-1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-0-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 327, 328, 339, 340.

Fêmea (parátipo, Reserva Florestal Adolpho Ducke, Manaus, Amazonas). Coloração como no macho.

Comprimento total 5,1. Carapaça: comprimento 2,0, largura 1,75, altura 0,75; clípeo, altura 0,21. Olhos: fila anterior 0,6, posterior 0,7; QOM: comprimento 0,35, largura anterior 0,34, largura posterior 0,37; diâmetros: OMA 0,14, OLA 0,12, OMP 0,14, OLP 0,11; interdistâncias: OMA-OMA 0,08, OMA-OLA 0,02, OMP-OMP 0,14, OMP-OLP 0,1, OLA-OLP 0,04. Quelíceras: comprimento 0,95; retromargem com 4 dentes iguais, separados; promargem como no macho. Esterno: comprimento 1,15, largura 1,2. Abdômen: comprimento 2,75, largura 1,9. Pernas: comprimento relativo 4312. I - fêmur 1,85/ patela 0,8/ tíbia 1,55/ metatarso 1,5/ tarso 0,9/ total 6,6; II - 1,85/0,8/1,5/1,5/0,85/6,5; III - 1,85/0,75/1,45/1,75/0,9/6,7; IV - 2,25/0,85/1,9/2,5/1,05/8,55. Espinulação: I - fêmur d1-1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 341-343.

Variação. Comprimento: (10 ) total 4,1-5,15, carapaça 1,8-2,2, fêmur I 1,8-2,0; (10 ) total 4,3-5,4, carapaça 1,8-2,05, fêmur I 1,75-1,95. A faixa mediana na carapaça varia em largura; em alguns indivíduos, o padrão de colorido do dorso do abdômen é inconspícuo.

Distribuição geográfica. Amazônia venezuelana e brasileira.

Material-tipo. Parátipos: VENEZUELA. Amazonas: Neblina (Rio Mawarinuma, 66º 10' O, 00º 50' N), , 25.XI-04.XII.1984, A. L. Weitzman (MCZ); BRASIL. Amazonas: Manaus (Reserva Florestal Adolpho Ducke), , 06-26.VI.1971, Irmler (INPA); , 14.I.1991 (SMNK); , 11.II.1991 (INPA); , 23.IX.1991 (INPA); , 21.X.1991 (INPA); , 04.XI.1991 (INPA); , 02.XII.1991 (IBSP); , 23.XII.1991 (INPA); 2 , 16.III.1992 (SMNK); , 06.IV.1992 (SMNK); , 22.VI.1992 (SMNK); , 27.VII.1992 (IBSP); , 26.X.1992 (SMNK); , 21.XII.1992 (MCN 28456) (todos coletados por H. Höfer & T. Gasnier); (Igapó Tarumã-Mirim), , 17.XII.1981, J. Adis (SMNK); (Fazenda Esteio, 60 Km N Manaus), , 28.V.1985, B. C. Klein (INPA); , 01.X.1985, B. C. Klein (MCN 19836); , 04.II.1987, B. C. Klein (MCN 19310).

Material examinado. BRASIL. Amazonas: Manaus (Reserva Florestal Adolpho Ducke), , 09-31.I.1972, Irmler (INPA); , 21.X-14.XI.1971, Irmler (INPA); 5 , 5, 02,04,09,30.IX.1991 (INPA, SMNK); 2 , 14.X.1991 (INPA); , 2 , 02,11,18.XI.1991 (INPA); , 13.I.1992 (INPA); 2 , , 03,10,24.II.1992 (INPA, SMNK); 2 , 23,30.III.1992 (SMNK); 3 , 13,20,27.IV.1992 (INPA, SMNK); 2 , 08,17.V.1992 (INPA, SMNK); , , 22,29.VI.1992 (SMNK); , , 13,27.VII.1992 (SMNK); , 07.IX.1992 (SMNK); , 12.X.1992 (SMNK) (todos coletados por H. Höfer & T. Gasnier); (Fazenda Esteio, 60 Km N Manaus), , B. C. Klein (MCN 19314).

Tupirinna trilineata (Chickering), comb. nov.
(Figs. 344-347)

Parachemmis trilineatus Chickering, 1937:41, figs. 28, 31, 35, 38, 49, 51 (holótipo , alótipo , Ilha de Barro Colorado, Zona do Canal, Panamá, 1934, A. M. Chickering, MCZ, não-examinados; parátipos 3 , 16.VI-15.VIII.1934, A. M. Chickering, MCZ, examinados). ROEWER, 1954:635; BONNET, 1958:3324.

Diagnose. Machos de Tupirinna trilineata diferem dos de T. rosae pela ATR pequena, sem PV; ATV não-escavada retrolateralmente; êmbolo relativamente longo, com processo basal inserido dorsalmente (figs. 344, 345); epígino com borda posterior da abertura de copulação conspícua, levemente recurva; internamente, com PVP pouco desenvolvida e bolsa copulatória esclerotinizada (figs. 346, 347).

Descrição. Macho (Ilha de Barro Colorado, Panamá). Carapaça amarela com laterais castanho-escuras e uma faixa mediana castanha, estendida sobre a área ocular; quelíceras, enditos, lábio e esterno amarelos, pernas amarelas, com as laterais das patelas, tíbias e metatarsos I e II manchados de castanho; abdômen amarelo, dorso com um par de manchas longitudinais cinza-escuras nas laterais da área cardíaca; na região média, dois pares de manchas cinza-escuras de cada lado e posteriormente uma mancha ímpar, transversal, cinza-escura; contorno anterior das fiandeiras cinza-escuro.

Comprimento total 4,65. Carapaça: comprimento 2,1, largura 1,85, altura 0,85; clípeo, altura 0,25. Olhos: fila anterior 0,69, posterior 0,77; QOM: comprimento 0,38, largura anterior 0,39, largura posterior 0,42; diâmetros: OMA 0,13, OLA 0,13, OMP 0,12, OLP 0,11; interdistâncias: OMA-OMA 0,11, OMA-OLA 0,05, OMP-OMP 0,16, OMP-OLP 0,12, OLA-OLP 0,03. Quelíceras: comprimento 1,3; retromargem com 3 dentes iguais, separados. Esterno: comprimento 1,15, largura 1,15. Abdômen: comprimento 2,45, largura 1,45. Pernas: comprimento relativo 4231. I - fêmur 2,15/ patela 0,85/ tíbia 1,75/ metatarso 1,8/ tarso 0,9/ total 7,45; II - 2,1/0,8/1,65/1,8/0,9/7,25; III - 2,1/0,75/1,6/1,95/0,95/7,35; IV - 2,5/0,85/2,0/2,75/1,1/9,2. Espinulação: I - fêmur d1-1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-0; metatarso p1-0-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-0-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Palpo: figs. 344, 345.

Fêmea (Ilha de Barro Colorado, Panamá). Coloração como no macho.

Comprimento total 4,7. Carapaça: comprimento 1,95, largura 1,6, altura 0,75; clípeo, altura 0,16. Olhos: fila anterior 0,62, posterior 0,65; QOM: comprimento 0,36, largura anterior 0,35, largura posterior 0,38; diâmetros: OMA 0,13, OLA 0,13, OMP 0,13, OLP 0,11; interdistâncias: OMA-OMA 0,1, OMA-OLA 0,02, OMP-OMP 0,14, OMP-OLP 0,08, OLA-OLP 0,05. Quelíceras: comprimento 0,82; retromargem com 4 dentes iguais, separados. Esterno: comprimento 1,0, largura 1,05. Abdômen: comprimento 2,75, largura 1,95. Pernas: comprimento relativo 431=2. I - fêmur 1,8/ patela 0,75/ tíbia 1,45/ metatarso 1,4/ tarso 0,75/ total 6,15; II- 1,8/0,75/1,4/1,45/0,75/6,15; III - 1,75/0,7/1,3/1,65/0,8/6,2; IV - 2,15/0,75/1,75/2,35/0,95/7,95. Espinulação: I - fêmur d1-1-1, p0-0-1; tíbia v2-2-2-2; metatarso v2-2. II - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-0; tíbia v1p-2-2-2; metatarso v2-2. III - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-1-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p1-0-1, r1-1-1, v2-2-1. IV - fêmur d1-1-1, p0-1-1, r0-0-1; tíbia p1-1, r1-1, v2-2-2; metatarso p2-1-1, r1-1-1, v2-2-1. Epígino: figs. 346, 347.

Variação. Comprimento: (3 ) total 3,75-4,2, carapaça 1,8-1,85, fêmur I 1,5-1,7; (8 ) total 4,1-5,2, carapaça 2,15-1,75, fêmur I 1,7-1,95. Em alguns espécimes as manchas medianas do dorso do abdômen estão fusionadas.

Distribuição geográfica. Sul da América Central.

Material examinado. PANAMÁ. Zona do Canal: Ilha de Barro Colorado, , VII.1934; , VII.1936; , , VIII.1937; , VII.1939; , 1939; , 08.I.1964; , 15.V.1964 (todos coletados por A. M. Chickering, MCZ); , 12.VI.1972, Y. Lubin (MCZ); Colon: Fort Gulick, , III.1980, H. J. Harlan (AMNH).

Attacobius Mello-Leitão

Myrmecobius MELLO-LEITÃO, 1923b:524 (espécie-tipo por designação original, Myrmecobius luederwaldti Mello-Leitão).
Attacobius MELLO-LEITÃO, 1925:455 (nomem novum para Myrmecobius Mello-Leitão).
Myrmeques ROEWER, 1935:193 (espécie-tipo por monotipia, Myrmeques attarum Roewer). Sinonimizado com Attacobius por MELLO-LEITÃO, 1947:285.
Morenilia MELLO-LEITÃO, 1942:412 (espécie-tipo por designação original, Morenilia nigripes Mello-Leitão). Sinonimizado com Attacobius por PLATNICK & BAPTISTA, 1995:6.
Achalaicola MELLO-LEITÃO, 1943:113 (espécie-tipo por designação original, Achalaicola vestita Mello-Leitão). Sinonimizado com Attacobius por PLATNICK & BAPTISTA, 1995:6.

Diagnose. Carapaça baixa; oito olhos, OMA com demarcação interna nítida (Bonaldo & Brescovit, 1997, fig. 14); metatarso das pernas sem espinho ventral apical mediano, curvo; ápice dos tarsos das pernas comprimido lateralmente.

Elenco. Quatro espécies. PLATNICK & BAPTISTA (1995) reconheceram Attacobius luederwaldti (Mello-Leitão, 1923) de São Paulo, A. attarum (Roewer, 1935), do Rio de Janeiro e A. nigripes (Mello-Leitão, 1942), do Chaco argentino. BONALDO & BRESCOVIT (1997) reinterpretaram os escleritos do palpo do macho de A. attarum e descreveram A. verhaagui, do Ceará, estendendo a distribuição do gênero ao nordeste brasileiro.

Ecitocobius Bonaldo & Brescovit

Ecitocobius BONALDO & BRESCOVIT, 1997:166 (espécie-tipo por designação original e monotipia, Ecitocobius comissator Bonaldo & Brescovit).

Diagnose. Carapaça alta; dois olhos, os posteriores e laterais anteriores ausentes; OMA sem demarcação interna nítida; metatarso das pernas com um espinho ventral apical mediano, curvo (BONALDO & BRESCOVIT, 1997, figs. 1, 7, 8); ápice dos tarsos das pernas não-comprimidos lateralmente.

Elenco. Monotípico.

 

DISCUSSÃO

A hipótese de monofiletismo de Corinnidae, proposta por BONALDO (1997), permite testar a inclusão de alguns gêneros na família com base em, pelo menos, um caráter informativo, a modificação da base das tricobótrias. Naquela ocasião, foram listados quatro gêneros em Corinnidae incertae sedis (Ianduba, Mandaneta, Procopius e Pseudocorinna), e documentadas tricobótrias de representantes dos três primeiros. Espécies de Pseudocorinna também apresentam bótriuns modificados. Outros dois gêneros, o Afro-oriental Oedignatha Thorell (atualmente em Corinninae) e o Oriental Sesieutes Simon (listado em Liocranidae), apresentam o estado plesiomórfico da base da tricobótria. Oedignatha e Sesieutes parecem estar relacionados a Teutamus Simon (atualmente em Liocranidae), com o qual compartilham bulbo do palpo do macho pouco esclerotinizado e êmbolo apical achatado, curvo, acompanhando a declividade do tégulo. É possível que estes gêneros pertençam a um grupo relacionado à Trachelinae pelo bulbo do palpo do macho de paredes pouco esclerotinizadas, inflado e preenchido por tecidos organizados em folículos (M. Ramírez, com. pessoal) e pelas pontes inter-coxais conectando o esterno à carapaça. Esta hipótese implicaria na origem homoplásica da modificação da base da tricobótria em Trachelinae ou na reversão do caráter naqueles três gêneros.

Outro caráter que poderia corroborar o monofiletismo de Corinnidae é o padrão de distribuição das fúsulas das glândulas cilíndricas, as quais estão envolvidas na produção das ootecas e ocorrem apenas em fêmeas. PLATNICK et al. (1991) sugeriram que a presença destas fúsulas corrobora o grupo Entelegynae, assumindo perda(s) secundária(s) em Anyphaenidae, Miturgidae, Clubionidae e Salticidae. Nas fiandeiras médias de fêmeas de Liocranidae ocorrem várias destas fúsulas, dispostas em fila dupla. Em Ianduba, Mandaneta, Procopius, Corinninae e Castianeirinae ocorrem três fúsulas nas fiandeiras médias posteriores e duas nas laterais posteriores.

Todos os Corinninae apresentam o subtégulo semicircular, em "T", sem traços de anelli. Subtégulos semicirculares são comuns em Dionycha, ocorrendo em Miturgidae (BONALDO, 1994) e em representantes de Trachelinae e Castianeirinae. Entretanto, pelo menos três gêneros de Corinnidae incertae sedis, os africanos Mandaneta, Procopius e Pseudocorinna apresentam o subtégulo completo, em forma de taça, com diversos anelli conspícuos, uma possível simplesiomorfia. Entre aqueles grupos que compartilham subtégulo semicircular, apenas Ianduba e Corinninae compartilham subtégulo em "T", sem anelli, o que faz de Ianduba um possível grupo irmão de Corinninae. Em Ianduba e na maioria dos coriníneos, o fundus do reservatório não se estende ao subtégulo, estando localizado em uma projeção tegular dorso-retrolateral (PTd). Esta é uma condição rara em Dionycha, onde o fundus é, em geral, abrigado pelo subtégulo. Entretanto, em alguns gêneros de Corinninae, nos quais o reservatório sofreu desenrolamento (Creugas, Erendira e em algumas espécies de Stethorrhagus e Tupirinna), o fundus é amplo e está inserido no subtégulo, sendo estes eventos passíveis de serem considerados como reversões. Com efeito, a aquisição do fundus amplo, incluído no subtégulo, pode representar uma adaptação para a manutenção da capacidade de armazenamento do esperma, frente ao desenrolamento e conseqüente encurtamento do reservatório. Em todas as espécies com reservatório fortemente espiralado, o fundus é pequeno e está incluído no tégulo. Outra evidência em favor da hipótese de Ianduba como grupo irmão de Corinninae é a presença de um processo, filiforme ou em forma de gancho, no lobo ventral da apófise tibial retrolateral (PV) (=AS, BONALDO, 1997). Em Ianduba este processo é cercado por um prolongamento apical e um basal, o que constitui uma sinapomorfia do gênero. O PV é reconhecível em diversos coriníneos, sendo uma possível simplesiomorfia para a subfamília. A presença de ATR bilobada em Ianduba pode indicar que este estado seja uma simplesiomorfia em Corinninae, sendo a ATR única, um estado derivado pela redução de um dos lobos ou pela fusão destes. A hipótese de redução do lobo dorsal é reforçada pela ocorrência de PV em várias espécies com ATR única. Entretanto, a condição ATR única provavelmente não é resultado de um só evento, uma vez que ao menos em Paradiestus giganteus, este estado parece ter sido alcançado por fusão dos lobos ventral e dorsal.

O monofiletismo de Corinninae é sustentado por, pelo menos, duas sinapomorfias putativas, o reservatório de percurso helicoidal e a presença de uma área esclerotinizada distal no reservatório (AER), caracteres que estão ausentes em Ianduba. Entretanto, nódulos esclerotinizados, similares à AER, ocorrem esporadicamente em Castianeirinae, o que poderia indicar que Corinninae e Castianeirinae formam um grupo monofilético. Por outro lado, a interpretação do reservatório de percurso helicoidal como uma sinapomorfia de Corinninae implica em alguns eventos independentes de desenrolamento, como nos gêneros Creugas, Tapixaua e Erendira. Mesmo em níveis de generalidade menor, como no grupo bicalcarata de Septentrinna e em espécies de Falconina, Xeropigo, Parachemmis, Tupirinna e Stethorrhagus, ocorrem independentemente diferentes graus e formas de desenrolamento do reservatório, caracteres potencialmente utilizáveis na reconstrução da história evolutiva das espécies de cada um destes gêneros. Hipóteses alternativas considerariam um padrão de percurso simples, presente, por exemplo, em Creugas ou Tapixaua, como condição plesiomórfica em Corinninae, o que implicaria em diversas instâncias de aquisição do reservatório helicoidal. A perda da apófise média, presente em gêneros de Corinnidae insertae sedis e em diversas famílias de Araneomorphae, é um caráter de difícil interpretação fora do contexto de uma análise da família Corinnidae como um todo. Os integrantes de Castianeirinae e Trachelinae não apresentam esta estrutura, o que poderia indicar que estes formam um grupo monofilético com Corinninae. Neste caso, os gêneros considerados como Corinnidae incertae sedis poderiam constituir grupos basais de Corinnidae. Entretanto, a hipótese de que Ianduba forma um grupo monofilético com Corinninae implica que a perda da apófise média tenha ocorrido ao menos duas vezes na história evolutiva da família e que um destes eventos independentes é uma sinapomorfia adicional para Corinninae.

A hipótese de monofiletismo de Corinna, proposta por BONALDO (1996), com base na presença de condutor esclerotinizado, implica na exclusão daquelas espécies com condutor hialino, um estado plesiomórfico em Corinninae. Entretanto, ao menos uma instância de homoplasia é necessária para a manutenção desta hipótese. Em Xeropigo, o condutor apresenta-se esclerotinizado, com uma calha que aloja o êmbolo. Na hipótese de homologia deste evento de esclerotinização, Corinna deveria ser redefinido de forma a abrigar as espécies de Xeropigo. Contudo, em Corinna a calha é formada por uma dobra da margem prolateral, enquanto que em Xeropigo, ambas as margens são projetadas formando uma calha mediana. Assim, a validade de Xeropigo é aqui mantida, pois o critério de similaridade morfológica sugere não-homologia do condutor esclerotinizado de Xeropigo e Corinna. Nas espécies de Xeropigo, o palpo do macho apresenta um processo tegular que poderia ser interpretado como homólogo à apófise media. Entretanto, a base membranosa deste esclerito é contínua com a parede do tégulo, o que sugere que esta seja uma modificação tegular recente. O monofiletismo de Xeropigo é portanto sustentado pela presença, no palpo do macho, de um processo tegular exclusivo (PTX), de base pouco esclerotinizada, sobreposto ao êmbolo e ao condutor.

Dos quatro grupos de espécies aqui reconhecidos em Corinna, apenas o grupo capito é claramente monofilético. Este grupo é caracterizado pelo palpo do macho com êmbolo filiforme, articulado ao tégulo por uma membrana, e pelo processo tegular de Corinna (PTC) digitiforme. Em todos os outros grupos de Corinninae o êmbolo é contínuo ao tégulo. Os representantes do grupo rubripes compartilham o PTC pouco desenvolvido, triangular e, no epígino, espermatecas primárias parcialmente encobertas por dobras laterais da placa vulvar posterior (PVP). Os grupo kochi e aenea compartilham o PTC virguliforme. Para o grupo kochi não foi possível propor hipóteses de monofiletismo. O grupo aenea é caracterizado pela fila de olhos posteriores recurva, condição única em Corinninae. Entretanto, neste grupo observa-se diversos graus de afastamento dos olhos laterais posteriores em relação aos laterais anteriores, o que pode constituir uma série de transformação ou, alternativamente, indicar homoplasia.

Os integrantes do gênero Paradiestus apresentam um sulco longitudinal conspícuo na face retrolateral das quelíceras, fila dos olhos anteriores reta, com os olhos laterais de direcionamento ventral oblíqüo. Na grande maioria dos gêneros de Corinninae, a fila dos olhos anteriores é procurva, sendo recurva apenas no gênero Attacobius. Outras possíveis sinapomorfias de Paradiestus são a coxa I nitidamente mais robusta que as demais, com a face ventral coberta por pêlos com inserções tuberculadas e a presença de um processo tegular associado à base do êmbolo (PTP).

O monofiletismo de Abapeba baseia-se na presença de pêlos modificados em forma de clava no cefalotórax, pernas e abdômen. Neste gênero, são definidos três grupos de espécies putativamente monofiléticos. Dois destes grupos, abalosi e grassima, compartilham uma área tegular esclerotinizada, subdistal, mediana, próxima da base do êmbolo. No grupo abalosi esta área é representada por uma escavação e o ápice do tégulo apresenta um grande processo rombo que circunda o êmbolo por trás. O monofiletismo do grupo grassima poderia sustentar-se pelo PV reduzido a pequeno gancho direcionado retrolateralmente e pelo condutor inserido em uma projeção tegular. As espécies do grupo da espécie-tipo, A. lacertosa, apresentam o tégulo com projeção triangular subapical, a qual aparentemente não é homóloga à área tegular esclerotinizada, presente nos outros dois grupos do gênero.

Falconina e Septentrinna compartilham o processo cimbial retrolateral basal (PCr) muito desenvolvido, o que poderiam evidenciar o parentesco destes dois gêneros. O tégulo com processo ventral laminar (PTF), de inserção mediana; o êmbolo espiniforme, com um processo basal e o epígino composto por uma dobra da placa epiginal que encobre a abertura de copulação e, internamente, com extensões da placa dorsal fusionadas às espermatecas primárias, são possíveis sinapomorfias de Falconina. O tégulo com processo tubular de inserção apical e ápice bífido (PTS); o êmbolo laminar e o epígino com uma bolsa ventral de abertura posterior, podem ser considerados como sinapomorfias de Septentrinna.

Os representantes do gênero Simonestus apresentam uma série de caracteres que podem atestar o monofiletismo deste táxon: região cefálica alta, subquadrangular, com estreitamento cefálico quase nulo; espinhos ventrais das tíbias e metatarsos I e II curtos e grossos; garras das quelíceras curtas, menores que um terço do comprimento das quelíceras. Considera-se a região cefálica alta como um caráter derivado em Simonestus. Entretanto, a altura da região cefálica aparentemente está subordinada ao desenvolvimento da musculatura das quelíceras, sendo portanto sujeita à modificações adaptativas. Carapaças com região cefálica alta ocorrem independentemente em espécies de Corinna e Stethorrhagus.

Em espécies de Creugas, um dos gêneros que retém a carapaça não-modificada, baixa, com região cefálica pouco diferenciada, o reservatório tem apenas uma volta ventral, visível por transparência na porção basal do tégulo, formando um "S" característico. No grupo gulosus, o êmbolo apresenta uma divisão apical (DAC), a qual, em C. gulosus, é conspícua apenas ao microscópio eletrônico de varredura. Entretanto, o grau de desenvolvimento desta modificação embolar é variável, podendo estar restrita ao ápice, como em C. cinnamius ou apresentar-se completa, desde a base do êmbolo, como em C. falculus e C. bajulus. As fêmeas de pelo menos duas espécies deste grupo, C. gulosus e C. cinnamius, compartilham um septo transversal no epígino, duas aberturas de copulação posteriores, espermatecas primárias maiores que as secundárias e placa vulvar posterior não-esclerotinizada. No grupo bellator, o êmbolo não apresenta a divisão típica do grupo gulosus, mas um processo na região mediana (PEC). A hipótese de homologia destas modificações embólicas pode ser rejeitada pela presença de ambas em C. gulosus. A presença de PEC em representantes de ambos os grupos de Creugas sugere que esta é uma sinapomorfia para o gênero, assumindo-se que o caráter foi perdido secundariamente em um subgrupo de espécies do grupo gulosus, evento talvez relacionado ao incremento da divisão do ápice do êmbolo. No grupo bellator, a forma do PEC varia de laminar em C. bellator a filiforme em C. lisei e a genitália feminina apresenta uma ampla abertura de copulação anterior, espermatecas primárias menores que as secundárias e placa vulvar posterior bem esclerotinizada.

Os gêneros Creugas e Tapixaua podem formar um grupo monofilético pela presença do reservatório de percurso simples, com apenas uma volta ventral. Entretanto, Tapixaua callida é uma espécie muito distinta, que apresenta uma série de caracteres exclusivos. O palpo do macho tem o subtégulo dividido em duas peças independentes, uma proximal, em "T" (STp) e uma distal (STd), com um grande processo cônico curvo que acompanha a margem retrolateral do tégulo no bulbo não-expandido (PST). Outras características conspícuas, provavelmente relacionadas à mirmecofilia, são carapaça rebaixada abruptamente na região posterior, clípeo alto e presença de pêlos espatulados no ápice dos fêmures e nas patelas e tíbias das pernas I. Estes pêlos podem desempenhar um papel no mimetismo de formigas, de maneira semelhante à descrita para Pranburia Deeleman-Reinhold (Corinnidae, Castianeirinae) por DEELEMAN-REINHOLD (1993), onde a simulação do tagma cefálico é produzida pelo aglomerado de pêlos formado pela junção das pernas I à frente do cefalotórax.

Os gêneros Methesis, Megalostrata, Erendira, Stethorrhagus, Parachemmis e Tupirinna compartilham a presença de uma área circular esclerotinizada, posicionada anteriormente ao espiráculo traqueal, denominada tubérculo traqueal. A hipótese de que este caráter teve origem única em Corinninae sustentaria o monofiletismo deste grande grupo de gêneros. Entretanto, a presença de tubérculo traqueal em Ianduba e em algumas espécies de Corinna complica a interpretação deste caráter, sugerindo um cenário de múltiplas perdas (ou ganhos) independentes.

O monofiletismo de Methesis é hipotetizado pelo clípeo alto, maior que três vezes o diâmetro dos olhos médios anteriores, tarso I longo, com o comprimento aproximado do metatarso I e vulva sem espermatecas secundárias. Megalostrata e Erendira podem estar relacionados pelas quelíceras do macho relativamente compridas e afiladas, com garras longas, ATR laminar e tégulo com processo prolátero-apical (PTM). Em Megalostrata, o tégulo do palpo do macho apresenta reservatório tipicamente helicoidal, porém o condutor está ausente. Uma vez que todos os outros gêneros de Corinninae apresentam condutor, a ausência deste em Megalostrata é considerada uma perda secundária e, portanto, uma sinapomorfia deste gênero. Em Erendira, o percurso do reservatório do tégulo assume a forma de um "S" transversal ventral, com a porção terminal passando adjacente à segunda dobra e formando uma alça bem definida. Outro caráter comum exclusivo das espécies do gênero é a PVP modificada em um par de bolsas vulvares acessórias (BVE) aparentemente não-conectadas às restantes estruturas da genitália feminina.

Stethorrhagus, Parachemmis e Tupirinna formam um grupo provavelmente monofilético, definido pela presença de escavações esternais e de uma apófise distal retrolateral articulada na tíbia do palpo do macho (ATV). Neste grupo, as espermatecas secundárias da vulva são pequenas e, em algumas espécies, inconspícuas. Estas estruturas (chamadas bursae copulatrix em BONALDO & BRESCOVIT, 1994) estão presentes em praticamente todos os grupos de Corinninae e são geralmente bem desenvolvidas, maiores que as espermatecas primárias. O epígino das fêmeas de Stethorrhagus e Tupirinna apresenta abertura de copulação única, geralmente com apenas um ducto copulatório. Entretanto, em Stethorrhagus limbatus, observa-se a nítida separação do par de ductos copulatórios, apesar destes abrirem-se em cavidade única (BONALDO & BRESCOVIT, 1994). As espécies de Parachemmis apresentam ductos de copulação separados, abertos em cavidades distintas. A polarização desta série de transformação é dificultada pela ocorrência de ambos os estados em diversos grupos de Corinninae. A hipótese de separação dos ductos copulatórios a partir de um único, sustentaria o monofiletismo de Parachemmis. Por outro lado, a hipótese de fusão dos ductos indicaria uma relação de grupo-irmão entre Stethorrhagus e Tupirinna, a qual poderia ser corroborada pela presença de duas faixas laterais de coloração contrastante na carapaça, presente em Stethorrhagus limbatus e nas espécies de Tupirinna. Neste caso, seria necessário postular a perda deste padrão de coloração em todas as outras espécies de Stethorrhagus e a aquisição de uma terceira faixa contrastante, mediana, na carapaça dos representantes de Tupirinna. O palpo do macho com êmbolo de ápice bífido e ducto ejaculatório abrindo-se na bifurcação é uma sinapomorfia putativa de Stethorrhagus. Em todas as espécies deste gênero as fêmeas apresentam PVP bem esclerotinizada, cobrindo a metade posterior da vulva. Este segundo caráter foi considerado por BONALDO & BRESCOVIT (1994) como mais uma provável sinapomorfia para Stethorrhagus. Uma amostragem ampla em Corinninae evidenciou que PVP esclerotinizada é um caráter comum nesta subfamília, constituindo-se na continuidade póstero-dorsal da parede ventral do epígino.

Os gêneros Attacobius e Ecitocobius compreendem aranhas extremamente especializadas, o que dificulta o estabelecimento de hipóteses sobre seu relacionamento com outros coriníneos. A exclusividade de caracteres como a redução da espinulação das pernas, a ausência de sérrula nos enditos, lábio muito mais largo que longo e a presença, no tégulo do palpo do macho, de um característico processo tegular (PTA), deixa poucas dúvidas sobre o monofiletismo do grupo formado por estes dois gêneros. A monotipia de Ecitocobius e o fato de que se conhece o macho de apenas uma espécie de Attacobius impedem afirmações categóricas sobre o monofiletismo de cada um destes gêneros. BONALDO & BRESCOVIT (1997) hipotetizaram que o ápice dos tarsos das pernas comprimido lateralmente e olhos médios anteriores demarcados são sinapomorfias de Attacobius e que a perda dos olhos posteriores e dos laterais anteriores e metatarsos das pernas com um espinho ventral apical mediano curvo são sinapomorfias de Ecitocobius.

Biogeografia. Exames preliminares da fauna africana e asiática de Corinnidae sugerem que Corinninae, tal como delimitada por BONALDO (1997), seja um grupo de distribuição primariamente neotropical. Considerando-se a exclusão de Mandaneta, Procopius, Pseudocorinna e Oedignatha de Corinninae, e a correção da alocação das espécies descritas em Corinna para a África, a subfamília Corinninae estaria representada no Sudoeste da Ásia e no continente africano por apenas uma espécie, Creugas gulosus, provavelmente o corinídeo mais comum em ambientes antrópicos na América do Sul. Esta espécie é também comum nas Américas Central e do Norte. LEHTINEN (1996b) reportou a ocorrência desta espécie (sob Corinna cetrata Simon) em diversas ilhas do sul do Pacífico, listando-a como espécie de origem Neotropical. Uma vez que Creugas gulosus pertence a um gênero neotropical putativamente monofilético, a melhor explicação para tal distribuição é a dispersão antropocórica. Outras duas espécies de Corinninae com ampla distribuição são Xeropigo tridentiger, espécie descrita para a Ilha de Santa Helena, no Oceano Atlântico, mas comum nas Américas do Sul e Central, e Falconina gracilis, relativamente abundante na América do Sul, mas com vários registros confirmados no sudoeste dos Estados Unidos. A hipótese de que os coriníneos se diferenciaram na Região Neotropical, após a quebra de Gondwana, deverá ser testada à luz do exame mais detalhado da fauna africana e asiática de Corinnidae.

Agradecimentos. Ao Prof. Dr. Arno Antonio Lise, pela orientação na Tese de Doutorado. Ao Curso de Pós-Graduação em Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, por ter possibilitado o desenvolvimento do Projeto de Doutorado. À Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Ensino Superior (CAPES), pela concessão da Bolsa de Doutorado. Ao MCN, Porto Alegre, onde este trabalho foi desenvolvido, pela cedência das instalações e equipamentos. Aos curadores das instituições citadas, pelo empréstimo de material. Aos Drs. C. Rollard, P. D. Hillyard e R. Jocqué, pela gentil acolhida e pelo acesso, respectivamente, às coleções do MNHN, Paris; BMNH, Londres e MRAC, Tervuren. À Dra C. Deeleman-Reinhold, Ossendrecht, por ter proporcionado acesso a seus manuscritos e à amostras de aranhas do sudoeste asiático. Às pesquisadoras do MCN, Erica Helena BUCKup e Maria Aparecida de Leão Marques, pelas indispensáveis críticas advindas da leitura de diferentes partes e versões do manuscrito. Aos colegas e amigos Antonio Domingos Brescovit (IBSP) e Luciano de Azevedo Moura (MCN), pelas sugestões e apoio em diversos momentos da execução deste trabalho. À Maria Cristina dos Santos Costa, pelo incentivo.

 

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Recebido em 30.06.1999; aceito em 13.03.2000.

 

 

1 Tese de Doutorado, Curso de Pós-Graduação em Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná (Bolsa CAPES)

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