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Iheringia. Série Zoologia

Print version ISSN 0073-4721On-line version ISSN 1678-4766

Iheringia, Sér. Zool. vol.93 no.3 Porto Alegre Sept. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0073-47212003000300005 

Cerambycidae (Coleoptera) da Colômbia. VI. Lamiinae com unhas tarsais divaricadas ou bífidas

 

Cerambycidae (Coleoptera) of Colombia. VI. Lamiinae with divaricate or bifid tarsal claws

 

 

Maria Helena M. GalileoI, III; Ubirajara R. MartinsII, III

IMuseu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Caixa Postal 1188, 90001-970 Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
IIMuseu de Zoologia, Universidade de São Paulo, Caixa Postal 42694, 04299-970 São Paulo, São Paulo, Brasil
IIIBolsista do CNPq

 

 


ABSTRACT

New taxa described from Colombia: Desmiphora (D.) tristis sp. nov. from Cundinamarca; Blabia longipennis sp. nov. from Nariño; Anhanga gen. nov., type species A. diabolica sp. nov. from Valle del Cauca; Exalphus vicinus sp. nov. from Santander; Necalphus maranduba sp. nov. from Amazonas; Paradesmus gen. nov., type species, P. iuba sp. nov. from Atlántico. New combination proposed: Padesmus brunneus (Aurivillius, 1923) from Adesmus. New records for nineteen species (Acanthoderini, Acanthocinini, Aerenicini, Desmiphorini, Hemilophini, Polyrhaphidini) of Colombian fauna are given.

Keywords: Cerambycidae, Colombia, Lamiinae, new records, new taxa.


 

 

Introdução

O material examinado pertence às instituições: GMIC, Coleção Gilberto Mendoza, Santafé de Bogotá; IAHC, Instituto de Investigaciones de Recursos Biológicos "Alexander von Humboldt", Villa de Leyva; MZSP, Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, São Paulo; UNAB, Facultad de Agronomia, Universidad Nacional de Colombia, Bogotá.

 

Desmiphorini

Desmiphora (D.) fasciculata (Olivier, 1792)

Lamia fasciculata OLIVIER, 1792:465.

Cerambyx fasciculatus; OLIVIER, 1795:(67)96, est.7, fig.131.

Desmiphora (Desmiphora) fasciculata; AUDINET-SERVILLE, 1835:62; MONNÉ, 1994a:57 (cat.).

Desmiphora servillei WHITE, 1855:401, est.10, fig.7; CHEVROLAT, 1862:254.

Desmiphora fasciculata m. servillei; BATES, 1880:115.

Desmiphora gigantea THOMSON, 1860:75; BATES, 1874:225 (sin.).

Espécie com vasta distribuição do México até o Brasil (Espírito Santo), Guiana Francesa, Peru e Bolívia (MONNÉ, 1994a).

Material examinado. COLÔMBIA, Amazonas: PNN (Parque Nacional Natural) Amacayacu (Mocagua, 3°23'S, 70°06'W, 150 m), , 20-27.III.2000, A. Parente col., armadilha Malaise (IAHC).

 

Desmiphora (D.) tristis sp. nov.

(Fig. 1)

 

 

. Tegumento castanho-escuro. Cabeça revestida por pubescência castanho-clara. Vértice a cada lado com um pincel de pêlos brancos internamente e pretos externamente. Lobos oculares superiores tão afastados entre si quanto o dobro da largura de um lobo. Antenas com pubescência uniforme, acastanhada; ápice dos antenômeros V-X com estreito anel de pubescência branca.

Lados do protórax (fig. 1) com espinho desenvolvido ligeiramente voltado para trás e para cima. Pronoto revestido por pubescência castanha, com duas faixas laterais de pubescência branca, iniciadas perto do úmero e convergentes para a parte anterior, terminam num longo fascículo com pêlos brancos posteriormente e pretos implantados na margem anterior do pronoto.

Élitros (fig. 1) com pubescência castanha irregularmente entremeada por pubescência branca. Cada élitro com faixas de pubescência branca: (1) uma no úmero em continuação com a faixa pronotal; (2) uma estreita que se inicia entre o úmero e o escutelo, bifurca-se no nível do quinto anterior do élitro, formando um ramo que se dirige obliquamente em direção à sutura e outro ramo que se estende até o meio dos élitros e volta-se para a frente até tocar a faixa umeral; (3) uma faixa estreita em forma de "V", no terço posterior. Cada élitro com fascículos de pêlos: (1) um pequeno, predominantemente de pêlos castanhos na bifurcação da faixa 2; (2) um longitudinal de pêlos castanho-escuros no local da crista centro-basal; (3) um no quarto apical junto ao vértice da faixa 3, de pêlos brancos e muito longos seguido por um pincel longitudinal de pêlos pretos; (4) um anteapical, diminuto, de pêlos alaranjados e pretos.

Face ventral com pubescência ferruginosa. Processo prosternal com elevação transversal próxima à cabeça. Processo mesosternal sem tubérculo. Lados do metasterno com quatro rugas transversais; centro do metasterno e área das rugas sem pubescência. Lados do urosternito V com pincel de pêlos brancos. Pernas com pêlos longos e predominantemente brancos; pubescência variegada de pêlos ferruginosos e brancos.

Dimensões, em mm. Comprimento total 11,2; protórax: comprimento 2,7, maior largura 3,4; comprimento do élitro 8,2; largura umeral 3,7.

Material-tipo. Holótipo , COLÔMBIA, Cundinamarca: Viotá (ca. 4°N, 75°W), I.1995, Corradine col. (GMIC).

Discussão. Desmiphora (D.) tristis tem processo prosternal truncado para o lado da cabeça como D. (D.) maculosa Chemsak & Linsley, 1966, D. (D.) obliquelineata Breuning, 1948, D. (D.) fasciculata (Olivier, 1792), D. (D.) hirticollis (Olivier, 1795) e D. (D.) xerophila Martins & Galileo, 1995. Pela presença de pincéis de pêlos no urosternito V, assemelha-se a D. (D.) hirticollis e D. (D.) xerophila. Difere de D. (D.) hirticollis pela ausência de áreas cobertas por pubescência branca nos élitros; áreas rugosas do metasterno com número maior de rugas e lados dos urosternitos sem áreas circulares brilhantes. Distingue-se de D. (D.) xerophila pelos lobos oculares superiores mais distantes entre si do que a largura de um lobo; pelos lados do protórax com faixas de pubescência branca e pelos élitros sem área central de pubescência branca.

 

Estola fratercula Galileo & Martins, 1999

Estola fratercula GALILEO & MARTINS, 1999b:86, fig. 10; MARTÍNEZ, 2000:98.

Estola fratercula foi originalmente descrita de Bolívar. MARTÍNEZ (2000) repetiu essa procedência.

Material examinado. COLÔMBIA, Vichada: PNN (Parque Nacional Natural) Tuparro (Bosque Sabana, 5°21'N, 67°51'W, 100 m), , 20-29.IX.2000, W. Villalba col., armadilha Malaise (IAHC); (Cerro Tomás, 140 m), , 29.XI-8.XII.2000, W. Villalba col., armadilha Malaise (MZSP).

 

Estoloides (E.) strandiella Breuning, 1940

Estoloides (E.) strandiella BREUNING, 1940:76; 1974:55 (chave); MONNÉ, 1994a:40 (cat.).

O exemplar examinado enquadra-se perfeitamente em Estoloides (E.) strandiella tanto pela descrição original (BREUNING, 1940) quanto pela chave publicada por BREUNING (1974). A espécie foi originalmente descrita de Turrialba, Cartago, Costa Rica. Para a Colômbia, MARTÍNEZ (2000) citou duas espécies de Estoloides: E. (E.) grossepunctata Breuning, 1940 e E. (E.) perforata (Bates, 1872).

Material examinado. COLÔMBIA, Cauca: PNN (Parque Nacional Natural), Isla Gorgona (Alto del Mirador, 2°58'N, 78°11'W), , 8-24.IV.2000, H. Torres col., armadilha Malaise (IAHC).

 

Blabia longipennis sp. nov.

(Fig. 3)

 

 

. Colorido geral vermelho-acastanhado. Escapo, pedicelo e antenômero III castanhos; IV-X com base avermelhada e escurecidos para o ápice. Pernas alaranjadas. Fronte com alguns pontos esparsos. Lobos oculares inferiores com o quádruplo do comprimento das genas. Lobos oculares superiores com seis fileiras de omatídios, tão distantes entre si quanto a largura de um lobo. Antenas atingem o ápice dos élitros no meio do antenômero IX. Antenômero III ligeiramente curvo.

Espinhos laterais do protórax (fig. 3) curtos; uma sensila implantada em ponto apenas saliente um pouco à frente do espinho. Pronoto com três gibosidades, duas látero-anteriores e uma maior, centro-posterior. Pontuação pronotal grossa.

Élitros (fig. 3) com crista centro-basal apenas demarcada. Úmeros com tubérculo dorsal muito discreto. Extremidades elitrais com espinho externo moderado e levemente divergente. Toda superfície elitral com pubescência vermelho-acastanhada.

Face ventral revestida por pubescência acinzentada. Mesepimeros, metepimeros e lados do metasterno pontuados.

Dimensões, em mm. Comprimento total 11,6; protórax: comprimento 2,0, maior largura 2,5; comprimento do élitro 8,9; largura umeral 3,3.

Material-tipo. Holótipo , COLÔMBIA, Nariño: La Planada (Parcela Olga, 1o15'N, 28o15'W, 1850 m), 2-16.XII.2000, G. Oliva col., armadilha Malaise (IAHC); parátipo , mesmos dados do holótipo (MZSP).

Discussão. Blabia longipennis assemelha-se a B. bicuspis (Bates, 1866), ocorrente no Peru e na Amazônia brasileira. Distingue-se pela ausência de faixa amarelada no centro do pronoto e de pubescência amarelada, densa, no escutelo e pelos élitros relativamente mais longos (comprimento/largura umeral, 2,7). Em B. bicuspis, centro do pronoto ocupado por faixa longitudinal de pubescência amarelada; escutelo revestido por pubescência amarela e élitros relativamente mais curtos (comprimento/largura umeral 2,5-2,6).

 

Anhanga gen. nov.

Etimologia. Tupi, anhanga = diabo, alusivo ao aspecto dos espinhos pronotais. Gênero feminino.

Espécie-tipo, Anhanga diabolica sp. nov.

Aspecto geral alongado. Fronte mais larga do que longa. Região entre os tubérculos anteníferos acentuadamente deprimida. Olhos com granulação média; lobos oculares inferiores apenas mais longos que as genas; lobos oculares superiores com quatro fileiras de omatídios, tão distantes entre si quanto o quádruplo da largura de um lobo. Uma sensila implantada em tubérculo atrás de cada lobo ocular superior. Último artículo dos palpos maxilares esbelto e alongado. Escapo subcilíndrico, sem cicatriz apical, tão longo quanto o antenômero III, ligeiramente curvo; superfície irregular com depressões longitudinais. Antenômero III mais longo que o IV e o V (demais artículos faltam). Protórax mais longo do que largo, sem espinho ou tubérculo nos lados. Pronoto com quatro espinhos de ápices voltados para trás e situados na mesma linha transversal: dois externos, mais longos; dois internos, subdivididos (agudos no lado interno e pequena projeção no lado externo), glabros e brilhantes no ápice, com cerca de um terço do comprimento dos espinhos externos. Na frente destes quatro espinhos, no meio do pronoto, mais dois espinhos pequenos, um a cada lado, brilhantes, agudos e com ápice voltado para trás. Élitros com três linhas elevadas, estreitas; metade basal com alguns tubérculos providos de setas escamiformes de ápice truncado. Extremidades dos élitros transversalmente truncadas. Cavidade coxal anterior angulosa lateralmente. Processo prosternal sem tubérculos, laminiforme entre as coxas. Metasterno moderadamente reduzido em comprimento. Fêmures longamente pedunculados com clava esbelta. Mesotíbias com pequeno sulco no terço apical. Metatarsômero I tão longo quanto II+III.

Discussão. Anhanga apresenta um conjunto de caracteres que permitem distingui-lo dos gêneros sul-americanos de Desmiphorini com lados do protórax desarmados e separados em chave por MARTINS & GALILEO (1998a). Salientamos: fronte larga; lobos oculares superiores bem distantes entre si; escapo com irregularidades na superfície; pronoto com espinhos manifestos; cavidades procoxais angulosas no lado externo; superfície dos élitros com linhas elevadas e com setas escamiformes; extremidades elitrais truncadas; metasterno algo reduzido em comprimento; metatarsômero I tão longo quanto II+III.

Algumas espécies de Blabia apresentam setas grosseiras e truncadas nos élitros (B. rendira Galileo & Martins, 1998) ou escapo com depressões longitudinais (B. banga Galileo & Martins, 1998). Anhanga difere de Blabia pelos lados do protórax desarmados, pela presença de espinhos no pronoto e pelo metasterno encurtado.

 

Anhanga diabolica sp. nov.

(Fig. 2)

 

 

. Tegumento avermelhado. Cabeça revestida por pubescência ferruginosa, mais esparsa na fronte. Pronoto densamente pontuado, revestido por pubescência ferrugínea; nos lados uma faixa de pubescência amarelada, que se inicia na borda anterior, passa pelo lado interno do espinho maior e estende-se até a base. Partes laterais do protórax densamente pontuadas. Élitros (fig. 2) revestidos por pubescência ferrugínea; cada um com uma faixa algo glabra, elevada, estreita, no quinto anterior; uma segunda faixa glabra, mas bordejada por pubescência mais amarelada, que se inicia atrás do úmero, segue paralela à margem até o terço anterior onde volta-se obliquamente para a sutura e atinge o meio do élitro; uma terceira faixa, interrompida, no terço posterior. Fêmures ligeiramente mais escurecidos na clava e revestidos por pubescência ferrugínea. Toda face ventral com pontos grandes.

Dimensões, em mm. Comprimento total 9,0; protórax: comprimento 2,4, maior largura 2,0; comprimento do élitro 6,2; largura umeral 3,0.

Material-tipo. Holótipo , COLÔMBIA, Valle del Cauca: PNN (Parque Nacional Natural) Farallones de Cali (03°26'N, 76°48'W, 730 m), 9.V-18.VII.2000, S. Sarria col., armadilha Malaise (IAHC); parátipo , mesmos dados do holótipo (MZSP).

 

Polyrhaphidini

Polyrhaphis angustata Buquet, 1853

Polyrhaphis angustata BUQUET, 1853:445; MONNÉ, 1994b:17 (cat.).

Polyrhaphis bondari LANE, 1939:76; LANE, 1974: 380 (sin.).

Polyrhaphis elongata BATES, 1880:133, est. 10, fig. 3; LANE, 1974:380 (sin.).

Polyrhaphis angustata ocorre, segundo MONNÉ (1994b), na América Central (Nicarágua) e na América do Sul (Colômbia, Peru e Brasil: Amazônia, Bahia).

Material examinado. COLÔMBIA, Cundinamarca: Tacaima (04°27'40"N, 74°38'16"S, 400m), , 17.VII.1996, F. Ballén col. (UNAB).

 

Polyrhaphis papulosa (Olivier, 1795)

Cerambyx papulosa OLIVIER, 1795:(67)72, est. 20, fig.156.

Lamia papulosa; SCHOENHERR, 1817:395.

Polyrhaphis papulosa; AUDINET-SERVILLE, 1835:351; MONNÉ, 1994b:18 (cat.).

Polyrhaphis papulosa ainda não havia sido assinalada para a Colômbia e distribui-se, de acordo com MONNÉ (1994b) na Guiana, Brasil (Amazônia) e Peru.

Material examinado. COLÔMBIA, Boyacá: Yopal, , III.1967, Plazas col. (UNAB).

 

Acanthoderini

Oreodera glauca glauca (Linnaeus, 1758)

Cerambyx glaucus LINNAEUS, 1758:390.

Lamia glauca; FABRICIUS, 1792:274.

Oreodera glauca; AUDINET-SERVILLE, 1835:20.

Oreodera glauca glauca; MONNÉ, 1994b:27; MARTÍNEZ, 2000:94.

Cerambyx tuberculatus DEGEER, 1775:112, est. 14, fig. 1; AURIVILLIUS, 1923b:377 (sin.).

Cerambyx spengleri FABRICIUS, 1776:231; AURIVILLIUS, 1923b:377 (sin.).

Cerambyx punctata VOET, 1778:16, est. 15, fig. 52; AURIVILLIUS, 1923b:377 (sin.).

Lamia scabra FABRICIUS, 1792:274; TAVAKILLIAN, 1991:449 (sin.).

Lamia rudis OLIVIER, 1792:461; TAVAKILLIAN, 1991:449 (sin.).

Cerambyx literatus DONOVAN, 1813, est. 546; AURIVILLIUS, 1923b:377 (sin.).

Oreodera g. glauca tem ampla distribuição do México ao Uruguai (MONNÉ, 1994b). MARTÍNEZ (2000) assinalou-a para a Colômbia, Meta.

Material examinado. COLÔMBIA, Amazonas: PNN (Parque Nacional Natural) Amacayacu (Mocagua, 3°23'S, 70°06'W, 150 m), , 3-9.IV.2000, A. Parente col., armadilha Malaise (IAHC).

 

Exalphus vicinus sp. nov.

(Fig. 4)

Tegumento castanho-escuro. Fronte quadrangular, revestida por pubescência mesclada de alaranjado e castanho; região central com alguns pontos profundos. Área entre os lobos superiores dos olhos densamente crivada de pontos profundos. Lobos oculares superiores tão distantes entre si quanto a largura de um lobo. Antenas, nos machos, atingem a ponta dos élitros na extremidade do antenômero X. Escapo com pubescência ferrugínea mesclada por pêlos brancos. Antenômeros III-XI gradualmente mais largos em direção ao ápice, com anel de pubescência branca na base.

Lados do protórax com tubérculo agudo atrás do meio. Pronoto densamente pontuado e revestido por pubescência ferrugínea; com três tubérculos no meio dispostos em linha transversal; os dois laterais mais evidentes do que o central.

Élitros (fig. 4) com crista centro-basal apenas indicada. Pubescência predominantemente amarelo-ferrugínea entremeada por pontos contrastantes e áreas de pubescência castanho-escura em toda a superfície; no meio do dorso, mancha de pubescência branca em grande área que se estende do terço anterior ao quarto posterior; a metade anterior dessa mancha não toca a sutura, mas a metade posterior alcança-a. Na parte anterior da mancha, área de pubescência castanho-escura em forma de "V". No interior de cada ponto elitral uma seta branca e curta. Extremidades elitrais arredondadas em conjunto.

Face ventral coberta por pubescência acinzentada; nos machos, região centro-posterior do metasterno com longos pêlos amarelados; pontuação inaparente. Fêmures escurecidos antes da clava. Meso- e metatíbias com três anéis de pubescência esbranquiçada.

Dimensões, em mm, . Comprimento total 10,7-11,0; protórax: comprimento 2,1-2,2, maior largura 3,5-3,6; comprimento do élitro 7,6-7,8; largura umeral 4,0-4,2.

Material-tipo. Holótipo , COLÔMBIA, Santander: Macaravita (Hacienda El Cairo), 28.XI.1989, Corradine col. (GMIC); parátipo da mesma procedência que o holótipo, 2.VIII.1989, Corradine col. (MZSP).

Discussão. O gênero Exalphus foi recentemente estabelecido (RESTELLO et al., 2001) para 15 espécies anteriormente incluídas em Alphus White, 1855. Exalphus vicinus é a primeira espécie do gênero descrita da Colômbia e é semelhante a E. simplex (Galileo & Martins, 1998). Difere de E. simplex pelos antenômeros III e IV sem anel de pubescência branca; pelos lados do protórax sem pubescência branca densa; pelo padrão de colorido dos élitros com a mancha central de pubescência branca mais desenvolvida e ausência de máculas de pubescência branca perto do ápice.

 

Necalphus maranduba sp. nov.

(Fig. 5)

 

 

Etimologia. Tupi, maranduba = novidade.

Tegumento preto revestido por pubescência preta na face dorsal e acinzentada na ventral. Pubescência branca: nos dois terços basais do antenômero VI; pequena mancha atrás de cada um dos lobos oculares superiores; duas faixas longitudinais nos lados do pronoto; faixa junto à margem dos élitros que se inicia no úmero e estende-se até um pouco além do meio; mancha oblíqua dorsal no quinto apical dos élitros.

Fronte quadrangular. Olhos muito desenvolvidos; lobos oculares inferiores quase ocupam todo lado da cabeça; lobos oculares superiores com cerca de dez fileiras de omatídios e separados entre si por distância equivalente a três fileiras de omatídios. Antenas atingem a ponta dos élitros no ápice do antenômero IX. Escapo cilíndrico, tão longo quanto o antenômero III e o IV.

Protórax (fig. 5) mais largo do que longo. Lados com espinho ao nível do meio. Pronoto com duas gibosidades muito discretas; superfície sem pontos. Processos pro- e mesosternal sem tubérculos. Élitros desprovidos de crista centro-basal, com pontuação na metade anterior; ápices transversalmente truncados. Fêmures pedunculados e clavados. Ápices dos metafêmures não atingem as pontas dos élitros. Mesotíbias profundamente sulcadas nos dois terços apicais. Metatarsômero I tão longo quanto II+III. Face ventral sem pontos. Urosternito V com borda apical truncada.

Dimensões, em mm, . Comprimento total 18,7; protórax: comprimento 3,7, maior largura 6,0; comprimento do élitro 13,5; largura umeral 6,7.

Material-tipo. Holótipo , COLÔMBIA, Amazonas: PNN (Parque Nacional Natural) Amacayacu (Matamata, 3°23'S, 70°06'W, 150 m), 11-24.III.2000, A. Parente col., armadilha Malaise (IAHC).

Discussão. A única espécie de Necalphus Lane, 1970, N. asellus (Pascoe, 1866) está representada por apenas uma fêmea, procedente de Santa Marta, Magdalena, Colômbia, depositada no The Natural History Museum, Londres. Não temos certeza que N. maranduba pertença ao gênero, embora apresente caracteres que indiquem sua inclusão em Necalphus: antenas pouco mais longas que o corpo, escapo delgado, pronoto sem tubérculos ou gibosidades, élitros pontuados e tarsos longos, os metatarsos cerca de três quartos do comprimento da metatíbia.

Não concordam com a descrição (LANE, 1970): antenômero III um terço mais longo que o escapo e extremidades elitrais "estreitam-se gradualmente e terminam em ápice agudo". PASCOE (1866) definiu os ápices dos élitros como: "elytris apicem versus attenuato-rotundatis" e "elytra ... gradually attenuated, not suddenly rounded…".

Até que se possa examinar Necalphus asellus, parece-nos pertinente situar N. maranduba no gênero.

 

Acanthocinini

Oedopeza leucostigma Bates, 1864

Oedopeza leucostigma BATES, 1864:146; MONNÉ, 1995a:12 (cat.).

Registrada para o Panamá, Equador, Peru e Brasil (Amazonas, Pará, Rondônia), O. leucostigma ainda não havia sido assinalada para a Colômbia.

Material examinado. COLÔMBIA, Amazonas: PNN (Parque Nacional Natural) Amacayacu (Matamata, 3°23'S, 70°06'W, 150 m), 2 , 12-20.III.2000, A. Parente col., armadilha Malaise (IAHC, MZSP).

 

Xylergates lacteus Bates, 1864

Xylergates lacteus BATES, 1864:20; MONNÉ, 1995a:31 (cat.).

Xylergates lacteus, segundo MONNÉ (1995a), tem ampla distribuição: Venezuela, Guiana, Suriname, Equador, Peru, Brasil (Amazônia, Maranhão, Mato Grosso) e Bolívia, mas ainda sem registro para a Colômbia.

Material examinado. COLÔMBIA, Amazonas: PNN (Parque Nacional Natural) Amacayacu (Mocagua, 3°23'S, 70°06'W, 150 m), , , 24.IV-2.V.2000, A. Parente col., armadilha Malaise (MZSP, IAHC).

 

Xylergates elaineae Gilmour, 1962

Xylergates elaineae GILMOUR, 1962:277, est. 3, fig. 3; MONNÉ, 1995a:31 (cat.).

Xylergates dorothaea GILMOUR, 1962:279, est. 3, fig. 4; TAVAKILIAN, 1997:135 (sin.).

Material examinado. COLÔMBIA, Amazonas: PNN (Parque Nacional Natural) Amacayacu (San Martin, 3°23'S, 70°06'W, 150 m), , 23-30.IV.2000, B. Amado col., armadilha Malaise (IAHC).

 

Xylergates picturatus Lane, 1957

Xylergates picturatus LANE, 1957:19, fig. 2; MONNÉ, 1995a:31 (cat.).

Assinalada para o Brasil (Amazonas, Rondônia) e Peru, registra-se agora para a Colômbia.

Material examinado. COLÔMBIA, Amazonas: PNN (Parque Nacional Natural) Amacayacu (Mocagua, 3°23'S, 70°06'W, 150 m), , 3-9.IV.2000, A. Parente col., armadilha Malaise (IAHC).

 

Trypanidius apicalis Aurivillius, 1921

Trypanidius apicalis AURIVILLIUS, 1921:53, est. 2, fig. 11; MONNÉ, 1995a:60 (cat.).

Até o momento, o gênero Trypanidius Blanchard, 1847 estava representado na Colômbia por duas espécies: T. andicola Blanchard, 1847 e T. notatus (F., 1787) (MARTÍNEZ, 2000) e agora registram-se duas outras.

Material examinado. COLÔMBIA, Boyacá: Somondoco (4°59'17"N, 73°26'09"W, 1704 m), , 24.IX.1998, A. Bautista & A. Bohórquez col. (UNAB).

 

Trypanidius irroratus Monné & Delfino, 1980

Trypanidius irroratus MONNÉ & DELFINO, 1980:320, fig. 2; MONNÉ, 1995a:61 (cat.).

Originalmente descrita da Venezuela (Aragua, Rancho Grande) ora registra-se para a Colômbia.

Material examinado. COLÔMBIA, Boyacá: Moniquirá (5°52'51"N, 73°34'45"W, 1650 m), , 21.X.1997, Y. Aranda col. (UNAB).

 

Granastyochus elegantissimus (Tippmann, 1953)

Astyochus elegantissimus TIPPMANN, 1953:347, est. 25, fig. 57.

Granastyochus elegantissimus; GILMOUR, 1959:2, fig. 2; MONNÉ, 1995a:41 (cat.).

Material examinado. COLÔMBIA, Amazonas: PNN (Parque Nacional Natural) Amacayacu (Matamata, 3°23'S, 70°06'W, 150 m), , , 27.III-3.IV.2000, A. Parente col., armadilha Malaise (MZSP, IAHC).

 

Neoeutrypanus incertus (Bates, 1864)

Eutrypanus incertus BATES, 1864:23; MONNÉ, 1995a:41 (cat.).

Neoeutrypanus incertus; MONNÉ, 1977:696.

Espécie ainda não assinalada para a Colômbia, é conhecida das Guianas e do Brasil (Amazonas e Pará).

Material examinado. COLÔMBIA, Amazonas: PNN (Parque Nacional Natural) Amacayacu (Mocagua, 3°23'S, 70°06'W, 150 m), , , 3-9.IV.2000, A. Parente col., armadilha Malaise (IAHC).

 

Toronaeus terebrans Bates, 1864

Toronaeus terebrans BATES, 1864:17; MONNÉ, 1995a:40 (cat.).

Espécie até o momento assinalada apenas para o Brasil: Amazonas, Rondônia e Mato Grosso (MONNÉ, 1995a).

Material examinado. COLÔMBIA, Amazonas: PNN (Parque Nacional Natural) Amacayacu (Matamata, 3°23'S, 70°06'W, 150 m), 2 , 12-19.III.2000, 20-26.III.2000, A. Parente col., armadilha Malaise (IAHC, MZSP).

 

Aerenicini

Pseudophaula porosa (Bates, 1881)

Aerenica porosa BATES, 1881:146.

Pseudophaula porosa; LANE, 1973:422; MONNÉ, 1995b:52 (cat.); MARTINS & GALILEO, 1998b:29.

Segundo MARTINS & GALILEO (1998b), P. porosa ocorre na Colômbia, Venezuela, Brasil (Pernambuco ao Espírito Santo) e Bolívia.

Material examinado. COLÔMBIA, Cundinamarca: Girardot (4°18'18"N, 74°48'06"W, 281 m), , 28.VI.1974 (UNAB).

 

Hemilophini

Isomerida tupi Martins & Galileo, 1992

Isomerida tupi MARTINS & GALILEO, 1992:189, fig. 2; MONNÉ, 1995b:16 (cat.); GALILEO & MARTINS, 1996:243.

GALILEO & MARTINS (1996) destacaram a variabilidade da pubescência branca compacta nos urosternitos que, na série típica de Goiás, Brasil, recobre os urosternitos IV e V e nos exemplares de Rondônia e Mato Grosso, pode estar ausente no urosternito V, mas presente nos lados do III. Nos exemplares colombianos a pubescência reveste os urosternitos IV e V e a região basal dos élitros é mais avermelhada.

Material examinado. COLÔMBIA, Valle del Cauca: PNN (Parque Nacional Natural) Faralones de Cali (3°26'N, 76°48'W, 730 m), 2 , 9.V-18.VII.2000, S. Sarria col., armadilha Malaise (IAHC, MZSP).

 

Isomerida lineata Bates, 1874

Isomerida lineata BATES, 1874:232; MONNÉ, 1995b:15 (cat.); GALILEO & MARTINS, 1996:243; MARTÍNEZ, 2000:99.

GALILEO & MARTINS (1996) citaram I. lineata para a Colômbia, Cundinamarca: Arcabuco. MARTÍNEZ (2000) arrolou-a para Bayacá, Magdalena e Meta.

Material examinado. COLÔMBIA, Meta: Parque San Martin (3°42'N, 73°42'W, 419 m), , 28.IV.1989, G. Garzón col. (UNAB). Cundinamarca: Girardot (4°18'18"N, 74°48'06"W, 281 m), , 29.VI.1989, J. López col. (MZSP). Bayacá: Miraflores (5°11'50"N, 73°08'56"W, 1720 m), , 5.VI.1980, F. Ramírez col. (UNAB).

 

Phoebe concinna White, 1856

Phoebe concinna WHITE, 1856:408, est. 40, fig. 12; MONNÉ, 1995b:35 (cat.); MARTINS & GALILEO, 1998c:432.

Esta espécie foi assinalada por MARTINS & GALILEO (1998c) para o Brasil (Amazonas e Pará).

Material examinado. COLÔMBIA, Caquetá: San José de Fragua (1°20'N, 76°06'W, 1270 m), , 9-13.IX.2000, E. González col. (IAHC).

 

Paradesmus gen. nov.

Etimologia. Do latim, para, ao lado; adesmus, gênero-tipo da tribo.

Espécie-tipo, Paradesmus iuba sp. nov.

Cabeça mais larga que o protórax no nível dos olhos. Vértice não-abaulado. Fronte mais larga que longa. Olhos inteiros. Lobos oculares inferiores com mais do que o dobro do comprimento das genas; lobos oculares superiores tão distantes entre si quanto a largura de um lobo. Antenas () atingem o ápice dos élitros na extremidade do antenômero X. Escapo subcilíndrico, mais curto do que o antenômero III, atinge o meio do protórax. Franja constituída por pêlos curtos e numerosos no lado interno do antenômero III. Protórax mais largo do que longo. Lados do protórax subparalelos e sem gibosidades. Disco pronotal regularmente convexo. Comprimento do élitro igual a 2,4 vezes a largura umeral; úmeros sub-retos na margem anterior; lados com duas carenas separadas; friso marginal sem pêlos longos; extremidades ligeiramente emarginadas com espinho externo. Metafêmures ultrapassam a borda posterior do urosternito II. Meso- e metatarsômeros intumescidos. Garras tarsais com dente interno subigual em comprimento ao dente externo.

Discussão. MARTINS & GALILEO (1997) publicaram chave para os gêneros de Hemilophini relacionados com Adesmus Lepeletier & A.-Serville, 1825, com duas carenas em cada élitro. Pela cabeça tão ou mais larga que o protórax, fronte transversal, protórax mais largo do que longo e olhos inteiros, Paradesmus assemelha-se mais a Kyranycha Martins & Galileo, 1997 e Piruanycha Martins & Galileo, 1997. Contudo, ambos os gêneros apresentam nos urosternitos manchas de pubescência densa branca ou amarelada. Especialmente de Kyranycha, Paradesmus distingue-se pela cabeça mais larga do que o protórax e não-intumescida no dorso; pelo protórax não-abaulado e pelos tarsômeros intumescidos nos machos.

 

Paradesmus iuba sp. nov.

(Fig. 6)

Etimologia. Tupi, iuba = amarelo, alusivo à coloração corporal.

Colorido geral vermelho-alaranjado. Escutelo quase glabro. Pronoto com pubescência esparsa e densamente pontuado. Élitros (fig. 6) recobertos por pubescência amarelada, exceto na declividade lateral onde a pubescência é mais esparsa e o tegumento amarelo-alaranjado mais visível; essa cor invade a região dorsal dos élitros, em pequena extensão, numa mancha lateral no nível do meio. Face ventral do corpo revestida por pubescência esbranquiçada.

Dimensões, em mm. Comprimento total 18,2; protórax: comprimento 3,4; maior largura 4,0; comprimento do élitro 14,0; largura umeral 5,9.

Material-tipo. Holótipo , COLÔMBIA, Atlántico: Palmar del Varela (10°45'N, 74°45'W), 8.I.1974, R. Méndez col. (UNAB).

 

Paradesmus brunneus (Aurivillius, 1923), comb. nov.

Adesmus brunneus AURIVILLIUS, 1923a:478; MONNÉ, 1995b:22 (cat.); GALILEO & MARTINS, 1999a:113.

GALILEO & MARTINS (1999a) consideraram Adesmus brunneus espécie incertae sedis baseados no diapositivo do holótipo, que é um macho, e apresenta fronte com duas gibosidades situadas no meio, flagelômeros esparsamente pilosos no lado interno e tarsômeros intumescidos. AURIVILLIUS (1923a), com base no holótipo que apresenta a pubescência corporal mal conservada, chamou atenção para a presença de quatro carenas elitrais. Adesmus brunneus foi originalmente descrita de Valle del Cauca. Paradesmus iuba concorda com P. brunneus no aspecto geral e na maioria dos caracteres, mas distingue-se principalmente pela ausência de projeções frontais.

Agradecimentos. À desenhista Rejane Rosa (MCNZ), pela execução dos desenhos; a Antonio Santos Silva (MZSP) pela execução das fotografias. O material pertencente ao IHAC foi colecionado com apoio da National Science Foundation, USA (DEB 9972024) a Michael Sharkey e Brian Brown.

 

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Recebido em 10.09.2002
aceito em 18.03.2003

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