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Iheringia. Série Zoologia

Print version ISSN 0073-4721On-line version ISSN 1678-4766

Iheringia, Sér. Zool. vol.94 no.2 Porto Alegre June 2004

https://doi.org/10.1590/S0073-47212004000200006 

Esponjas (Demospongiae, Halichondrida) da costa do Maranhão, Brasil

 

Sponges (Demospongiae, Halichondrida) from Maranhão coast, Brazil

 

 

Beatriz MothesI, III; Maurício Alves de CamposI, III; Cléa Beatriz LernerI; Maria Marlúcia Ferreira-CorreiaII

IMuseu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Rua Dr. Salvador França, 1427, 90690-000, Porto Alegre, RS, Brasil. (bmothes@fzb.rs.gov.br)
IILaboratório de Hidrobiologia, Universidade Federal do Maranhão, Av. dos Portugueses, s/n, Campus Universitário do Bacanga, 65080-040, São Luís, MA, Brasil
IIIBolsista CNPq

 

 


ABSTRACT

Three species of Halichondrida, Dragmacidon reticulatus (Ridley & Dendy, 1886) (Axinellidae), Myrmekioderma rea (Laubenfels, 1934) (Desmoxyidae) and Topsentia ophiraphidites (Laubenfels, 1934) (Halichondriidae), collected from 30 to 184 m depths, were recorded for the first time from State of Maranhão, north-northeast coast of Brazilian shelf.

Keywords: Porifera, diversity, distribution, West Atlantic.


 

 

INTRODUÇÃO

A diversidade de poríferos na costa brasileira ainda é pouco conhecida, principalmente ao norte e ao sul da desembocadura do rio Amazonas, entre o Amapá e o Maranhão; os registros dessa fauna encontram-se em COLLETTE & RÜTZLER (1977), que listaram 34 táxons, dos quais apenas 18 foram identificados em nível específico; COELHO & MELLO-LEITÃO (1978), HAJDU & DESQUEYROUX-FAÚNDEZ (1994), MOTHES et al. (1999) e MOTHES et al. (2000) registraram somente uma espécie. Objetiva-se ampliar o conhecimento da diversidade de esponjas da costa do Maranhão.

 

MATERIAL E MÉTODOS

As amostras são provenientes de cruzeiros oceanográficos realizados pelo Programa de Avaliação do Potencial de Recursos Vivos da Zona Econômica Exclusiva (REVIZEE), entre outubro e dezembro de 1997 (REVIZEE-Norte II), junho de 1999 (REVIZEE-Norte III) e julho de 2001 (REVIZEE-Norte IV). Foram coletadas ao largo da costa do Estado do Maranhão pelo N/Oc. Antares, por meio de draga retangular e coletor VanVeen, posteriormente fixadas em formol. Amostras encontram-se conservadas em álcool 90o e depositadas na coleção de Poríferos Marinhos do Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

A metodologia utilizada para a preparação de lâminas de dissociação espicular segue MOTHES-DE-MORAES (1978). Para a observação da estrutura esqueletal foram montadas lâminas de cortes, retirando-se um fragmento perpendicular à superfície da esponja, o qual permaneceu 48 horas em xilol para diafanização. A seguir, incluiu-se o fragmento em parafina líquida purificada em estufa com temperatura em torno de 60ºC. Os blocos foram cortados de modo mais fino possível, com o auxílio de um bisturi, colocados sobre uma lâmina de vidro e imersos em xilol para desparafinização. Após a completa dissolução da parafina, os cortes foram cobertos com resina especial para microscopia e lamínula. Com auxílio de pinça ou bisturi, retirou-se uma fina película paralela à superfície, colocando-a sobre uma lâmina e pingando algumas gotas de xilol para clarificação, para a observação do arranjo espicular da superfície da esponja. Após a completa secagem, o corte foi coberto com resina especial para microscopia e lamínula.

Microfotografias do conjunto espicular foram realizadas com microscópio eletrônico de varredura (SILVA & MOTHES, 1996) e, para a arquitetura esqueletal, utilizou-se microscópio óptico com câmera digital. Mensurações espiculares referem-se a mínima, média, máxima, expressas em µm, largura após a barra (/); N=50, exceto quando indicado.

As abreviaturas utilizadas correspondem: INV, Instituto de Investigaciones Marinas de Punta de Betín, Universidad Nacional de Colombia, Santa Marta; MCN, Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre; ZMA, Zoölogisch Museum Amsterdam, Amsterdam.

Axinellidae

Dragmacidon reticulatus (Ridley & Dendy, 1886)

(Figs. 1-6)

Axinella reticulata Ridley & Dendy, 1886:481 (localidade-tipo: Bahia, Brasil); 1887:184,185, est. 37, figs. 4 a-b; HECHTEL, 1976:253.

Axinella lunaecharta; HECHTEL, 1976:252 [non A. lunaecharta RIDLEY & DENDY, 1886].

Pseudaxinella lunaecharta; COLLETTE & RÜTZLER, 1977:309 [examinado]; SOLÉ-CAVA et al., 1981:131, fig. 9; MOTHES-DE-MORAES, 1987:131, 132, figs. 3-7 [examinado]; MURICY et al., 1991:1187 [non P. lunaecharta RIDLEY & DENDY, 1886].

Pseudaxinella reticulata; LERNER, 1996:110, 111 [examinado]; LEHNERT & SOEST, 1998:85; MORAES et al., 2003:17.

Dragmacidon reticulatus; ALVAREZ & HOOPER, 2002:734,735, fig. 9a.

Sinonímia adicional, ALVAREZ et al. (1998).

Material examinado. BRASIL, Maranhão: 01o33'81"S-43o15'87"W, 80 m, 02.XII.1997 (MCN 3804); 00o45'25"S-44o34'39"W, 43 m, 12.VI.1999 (MCN 4775).

Esponja maciça, irregular (fig. 1). Dimensões do maior espécime (MCN 3804), em cm: comprimento 5,0, largura 5,0, altura 4,0. Superfície lisa ao tato, discretamente conulosa em algumas regiões da porção inferior da esponja. Ectossoma destruído no restante, coanossoma permanece exposto. Interior com estruturas coniformes híspidas, interligadas por membranas contínuas; ósculos situados entre estruturas coniformes, alguns obstruídos por fina membrana translúcida; ósculos 0,1-0,3 cm em diâmetro. Material preservado de consistência pouco compressível; coloração bege-clara.

Esqueleto (fig. 2) plumoreticulado, com feixes de escleras ascendentes (60-700 µm), perpendiculares à superfície, feixes algumas vezes unidos por uma ou mais escleras dispostas em ângulos variados.

Óxeas (figs. 3, 4) com extremidades gradualmente aceradas e discreta curvatura na porção mediana do eixo. Estilos (figs. 5, 6) discretamente curvados na porção basal. Dimensões (tab. I).

 

 

Comentários. As dimensões das escleras dos espécimes do Caribe (ALVAREZ et al., 1998) e da costa brasileira se mantêm num mesmo padrão (RIDLEY & DENDY, 1886; M.-DE-MORAES, 1987 e LERNER, 1996), inclusive as da costa do Maranhão.

Distribuição geográfica. Atlântico ocidental: Carolina do Norte, Carolina do Sul, Georgia, Florida, Bermuda, Golfo do México, Belize, Nicarágua, Porto Rico, Ilhas Virgens, Curaçao, Tobago, Venezuela (ALVAREZ et al., 1998); Brasil: Amapá, ao largo da desembocadura do Rio Amazonas (COLLETTE & RÜTZLER, 1977); Maranhão (novo registro); Pernambuco (HECHTEL, 1976); Atol das Rocas, Rio Grande do Norte (MORAES et al., 2003); Bahia (RIDLEY & DENDY, 1886); Espírito Santo (SOLÉ-CAVA et al., 1981); Rio de Janeiro (MURICY et al., 1991); Santa Catarina (M.-DE-MORAES, 1987; LERNER, 1996).

Distribuição batimétrica. Desde 1,5 m (Santa Catarina) até 80 m.

Desmoxyidae

Myrmekioderma rea (Laubenfels, 1934)

(Figs. 7-14)

Anacanthea rea LAUBENFELS, 1934:11, 12 (localidade-tipo: Porto Rico, Caribe).

Myrmekioderma rea; DIAZ et al., 1993; LEHNERT & SOEST, 1998:85.

Sinonímia adicional, DIAZ et al. (1993).

Material examinado. BRASIL, Maranhão: 01o33'81"S-43o15'87"W, 80 m, 02.XII.1997 (MCN 3810, 3819, 3948).

Espécime maciço, amorfo (fig. 7). Dimensões do maior espécime (MCN 3819), em cm: comprimento 11,8, largura 6,0, altura 3,0. Superfície discretamente híspida ao tato, pronunciadamente tuberculada; superfície microverrugosa sobre a parede dos tubérculos em algumas regiões; ósculos circulares na porção superior de alguns tubérculos; ósculos 0,6-0,7 cm em diâmetro. Material preservado de consistência discretamente compressível; coloração marrom-clara.

Ectossoma (fig. 8) destacável, formado por paliçada de óxeas microespinhadas. Coanossoma com óxeas lisas abundantes, superiores paratangenciais e inferiores em discretos feixes ascendentes (80-120 µm de espessura), com pouca espongina e contendo 5-8 escleras. Raras atravessam o ectossoma, protraindo na superfície; escleras conectadas por raros feixes transversais (30-55 µm de espessura), contendo 2-3 escleras ou escleras isoladas; raras escleras microespinhadas do ectossoma, dispostas aleatoriamente, também observadas no coanossoma. Tricodragmas não observadas.

Óxeas I (figs. 9, 10) microespinhadas, espinhos concentrados nas extremidades, região mediana algumas vezes sem microespinhadura; discretamente encurvadas, raras infladas na porção mediana; extremidades gradualmente aceradas. Dimensões (tab. II).

 

 

Óxeas II (figs. 11-14) lisas, discretamente encurvadas, algumas retas, canal axial algumas vezes visível, extremidades gradualmente aceradas, raras estrongilóxeas. Dimensões (tab. II).

Comentários. Para o Brasil e Caribe ocorrem duas espécies, Myrmekioderma rea e M. gyroderma (Alcolado, 1984). Conforme Dr. Sven Zea e Dr. Pedro Alcolado (com. pess.), M. rea é uma espécie psamófila, vivendo enterrada entre areia e cascalho ou, quando em substrato duro, nos arrecifes, encontra-se preenchendo cavidades, sendo também morfologicamente distinta de M. gyroderma, a qual apresenta sulcos serpentiformes na sua superfície.

A identificação dos espécimes foi com base em comparação com o material identificado por S. Zea (INV 528). A única diferença observada é que o material da costa do Maranhão aqui estudado não apresenta tricodragmas. Como a presença deste tipo de esclera é uma característica do gênero, esta ausência é aqui considerada um fenômeno atípico. Este fenômeno de alternância de presença e ausência de uma esclera tem sido observado também com a esclera do tipo sigma, em Niphates erecta Duchassaing & Michelotti, 1864, na região do Caribe (SOEST, 1980).

Distribuição geográfica. Atlântico ocidental: Bahamas (DIAZ et al., 1993); Cuba (ALCOLADO & GOTERA, 1986); Porto Rico (LAUBENFELS, 1934); Barbados (SOEST & STENTOFT, 1988); Venezuela (DIAZ et al., 1993); Brasil: Maranhão (novo registro); Rio Grande do Sul (ROSA-BARBOSA, 1995).

Distribuição batimétrica. Desde 20 m (Cuba) até 100 m (Barbados).

Halichondriidae

Topsentia ophiraphidites (Laubenfels, 1934)

(Figs. 15-20)

Viles ophiraphidites LAUBENFELS, 1934:13, 14 (localidade-tipo: Porto Rico, Caribe).

Topsentia ophiraphidites; LEHNERT & SOEST, 1998:85; MURICY & MORAES, 1998:215; LEHNERT & SOEST, 1999:150; MORAES et al., 2003:17.

Sinonímia adicional, DIAZ et al. (1993).

Material examinado. BRASIL, Maranhão: 00o50'N-43o58'W, 49 m, 15.VII.2001 (5332, 5339); 00o22'N-44o52'W, 72 m, 18.VII.2003 (5355, 5361); 00o11'13"N- 44o46'12"W, 93 m, 10.VI.1999 (4764, 5002); 00o20'38"S-44o17'38"W, 39 m, 12.VI.1999 (5015); 00o32'S-43o50'W, 72 m, 18.XI.1997 (3825); 00o35'12"S-43o20'55"W, 94 m, 14.VI.1999 (4791, 4915, 4794, 4796, 4799, 4801, 4802, 4999); 00o51'44"S-44o21'24"W, 31 m, 12.VI.1999 (4782); 01o03'25"S-43o30'36"W, 184 m, 15.VI.1999 (4805); 01o33'81"S-43o15'87"W, 80 m, 02.XII.1997 (3453); 01o54'31"S-44o03'43"W, 30 m, 17.XI.1997 (3847); 01o57'01"S-42o24'15"W, 70 m, 05.XII.1997 (3801). Todos depositados no MCN.

Espécime maciço, amorfo (fig. 15). Dimensões do maior espécime (MCN 3825), em cm: comprimento 12,5, largura 8,0, altura 5,8. Superfície lisa ao tato, tuberculada; ósculos circulares, raros, distribuídos pela superfície; ósculos 0,1-1,2 cm em diâmetro. Material preservado de consistência dura; coloração amarela-clara.

Esqueleto (figs. 16, 17) halicondróide, com grande concentração de óxeas desorganizadas e espongina reduzida. Ectossoma com óxeas I, de arranjo paratangencial. Coanossoma com grande quantidade de escleras do tipo óxeas II sem padrão aparente.

Óxeas I e II (figs. 18-20) lisas, discretamente curvadas na região basal, extremidades obtusas. Dimensões (tab. III).

 

 

Comentários. DIAZ et al. (1993) referiram a ocorrência de duas a três categorias de óxeas. No material estudado, foi possível distinguir somente duas categorias, onde a menor encontra-se disposta no ectossoma. A identificação específica foi por comparação com o material identificado pelo Dr. Rob van Soest (ZMA 8805).

Distribuição geográfica. Atlântico ocidental: Caribe. República Dominicana (DIAZ et al., 1993); Porto Rico (LAUBENFELS, 1934); Barbados (SOEST & STENTOFT, 1988); Curaçao, Colombia e Venezuela (DIAZ et al., 1993); Brasil: Maranhão (novo registro); Atol das Rocas, Rio Grande do Norte (MORAES et al., 2003); Pernambuco (HECHTEL, 1983); Fernando de Noronha e Tamandaré (MURICY & MORAES, 1998).

Distribuição batimétrica. Desde 20 m (República Dominicana) até 184 m.

Agradecimentos. Ao Dr. Sven Zea (INV) e Dr. Pedro Alcolado, Instituto de Oceanologia, Academia de Ciências de Cuba, pela doação de material para estudo comparativo e pelos valiosos comentários. Ao Dr. Rob van Soest (ZMA), pelo empréstimo de material para estudo comparativo.

 

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Recebido em agosto de 2003. Aceito em março de 2004.

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