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Iheringia. Série Zoologia

Print version ISSN 0073-4721On-line version ISSN 1678-4766

Iheringia, Sér. Zool. vol.95 no.2 Porto Alegre June 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0073-47212005000200013 

Aves de fragmentos florestais em área de cultivo de cana-de-açúcar no sudeste do Brasil

 

Birds of forest fragments in area of sugar-cane crops in southeastern Brazil

 

 

Augusto PiratelliI; Viviane A. AndradeI,II; Mauri Lima FilhoIII

IDepartamento de Biologia Animal, Instituto de Biologia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Rodovia BR 465, Km 07, 23890-000 Seropédica, RJ, Brasil. (pirateli@ufrrj.br)
IIPrograma de Pós-Graduação em Biologia Animal, IB, UFRRJ. (vivalves2@yahoo.com.br) IIICampus Dr. Leonel Miranda, UFRRJ, Estrada do Açúcar, Km 05, 28020-560 Campos dos Goytacazes, RJ. (clmufrrj@rol.com.br)

 

 


RESUMO

Foi estudada a avifauna de quatro fragmentos florestais em uma área de cultivo de cana-de-açúcar na região de Campos dos Goytacazes, norte do estado do Rio de Janeiro. A dieta básica e a estrutura das guildas tróficas foi determinada. O estudo foi realizado de outubro de 2000 a julho de 2001, utilizando-se capturas com redes ornitológicas, registros visuais e auditivos e análise de fezes. Quarenta e quatro espécies foram registradas e agrupadas em oito guildas tróficas (insetívoros, granívoros, carnívoros, frugívoros, piscívoros, nectarívoros, onívoros e detritívoros). Estas espécies foram também subdivididas em guildas mais específicas, associadas a seus hábitats. Algumas espécies apenas sobrevoaram os fragmentos, como Egretta thula (Molina, 1782), enquanto outras foram consideradas residentes, como Manacus manacus (Linnaeus, 1766). Algumas, como Amazona amazonica (Linnaeus, 1766), somente utilizaram os fragmentos para repouso noturno. Espécies pequenas de sub-bosque provavelmente não se deslocaram entre fragmentos, dada a relativa grande distância entre eles. Predadores como Rupornis magnirostris (Gmelin, 1789) utilizaram tanto os fragmentos quando as áreas abertas e canaviais em seu entorno. Estes fragmentos estão em situação crítica, abrigando principalmente espécies generalistas e/ou especialistas de bordas; porém ainda são utilizados de alguma forma por espécies de interesse ecológico, como Rhynchocyclus olivaceus (Temminck, 1820) e A. amazonica.

Palavras-chave: Aves, fragmentos, guildas, cana-de-açúcar, Rio de Janeiro.


ABSTRACT

Birds of four forest fragments in areas of extensive sugar-cane plantation were studied in Campos dos Goytacazes, northern Rio de Janeiro State, Brazil, from October 2000 to July 2001. The basic diet of sampled species and their trophic guild allocation were determined. The study was carried out by means of capture with mist nets, visual and auditive records and analysis of faeces. Forty-four species were recorded and grouped in eight trophic guilds (insectivores, granivores, carnivores, frugivores, piscivores, nectarivores, omnivores and carrion eaters). The species were also allocated into smaller guilds, associated to their habitats. Some species only fly over the fragments, as Egretta thula (Molina, 1782), while others are residents, as Manacus manacus (Linnaeus, 1766), and some used these fragments for nocturnal resting, as Amazona amazonica (Linnaeus, 1766). Small understory species apparently do not travel between fragments, given their relatively large spacing. Raptors, such as Rupornis magnirostris (Gmelin, 1789) live in both fragments and nearby open areas. Fragments in critical situation, supporting mainly generalists and/or edge species, still support some species with ecological interest, such as Rhynchocyclus olivaceus (Temminck, 1820) and A. amazonica.

Keywords: Birds, forest fragments, guilds, sugar-cane, Rio de Janeiro.


 

 

As atividades humanas têm causado inúmeros impactos ambientais, reduzindo as áreas de vegetação nativa contínuas e transformando-as em fragmentos florestais isolados. Espécies como aves predadoras de topo de cadeia alimentar ou predadores/dispersores de sementes, que invariavelmente necessitam de milhares de hectares para sobreviverem, rapidamente são afetadas (TERBORGH, 1992).

São vários os efeitos da fragmentação sobre as comunidades de aves (BORNSCHEIN & REINERT, 2000). Bandos mistos podem ter sua estabilidade, riqueza, tamanho e composição alterados em decorrência deste processo e do tamanho das formações vegetais remanescentes (MALDONADO-COELHO & MARINI, 2000). Willis (1979) relatou que aves escaladoras de troncos e galhos (Picidae e Dendrocolaptidae) são as que mais rapidamente desaparecem. D'ANGELO NETO et al. (1998) verificaram redução de cerca de 48% das espécies florestais em pequenos trechos de mata em Minas Gerais. Aves dependentes de mata tendem a desaparecer nos menores remanescentes, enquanto outras, como as granívoras, podem ser favorecidas com o isolamento dos fragmentos, pelo aumento da área de bordas, hábitats mais utilizados por estas últimas (ANJOS, 1998). RESTREPO & GÓMEZ (1998) observaram os efeitos de borda sobre as diferentes guildas de alimentação no sudoeste da Colômbia. Concluíram que, além da distância, o tempo transcorrido desde a formação da borda e as estações do ano também afetam a abundância, de modo distinto, nas diferentes guildas.

Uma das monoculturas que têm substituído a Mata Atlântica em algumas regiões do Rio de Janeiro é a cana-de-açúcar. A maior parte da região norte do Estado atualmente é coberta por pastos e culturas de cana-de-açúcar, mandioca e arroz, restando como matas remanescentes mais expressivas as do Parque Estadual do Desengano, com 22.500 ha, e a Fazenda União, com 2.000 ha (PACHECO et al., 1996). As monoculturas de cana-de-açúcar são ambientes particularmente pobres em espécies de aves, mesmo quando comparados a outros ambientes alterados (PETIT et al., 1999; MARTIN & CATTERALL, 2001).

O objetivo deste trabalho foi estudar a avifauna em quatro fragmentos florestais isolados no interior de canaviais na região norte do Estado do Rio de Janeiro, observando algumas características ecológicas das espécies e os possíveis efeitos da fragmentação florestal sobre elas.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O município de Campos dos Goytacazes (21º75' S, 41º32' W) localiza-se na região norte do Estado do Rio de Janeiro, tendo uma área de 4.027 km2 e altitude de 13 m no distrito sede do município (IBGE, 2004). Foram amostrados quatro fragmentos localizados entre as plantações de cana-de-açúcar da Usina Santa Cruz (figs. 1-4). O fragmento F1 (9,95 ha; 21º42' S, 41º29' W) distava 825 m do fragmento F2 (18,24 ha; 21º43' S, 41º29' W), 825 m de F3 (27,28 ha; 21º43' S , 41º28' W) e 1.375 m de F4 (4,00 ha; 21º43' S, 41º28' W). O fragmento F2 distava 525 m do fragmento F3 e 1.425 m de F4. A distância entre os fragmentos F3 e F4 era de 850 m.

 

 

As aves foram amostradas utilizando-se capturas com redes ornitológicas e registros visuais e auditivos. Para as capturas, utilizaram-se redes ornitológicas de malha 36mm, dispostas em transectos lineares (adaptado da metodologia de BIERREGAARD, 1990) em trilhas já existentes. As redes eram abertas ao alvorecer, em horários que variaram conforme as estações do ano, e fechadas no final do dia. As coletas iniciaram-se em outubro de 2000 e estenderam-se até junho de 2001, totalizando aproximadamente 1.000 horas-rede. Para registros visuais (com auxílio de binóculos 10x50) e auditivos, foram efetuadas caminhadas aleatórias ao longo das trilhas e ao redor dos fragmentos, além de percursos esporádicos ao longo dos canaviais, totalizando cerca de 50 horas de observação. Para a marcação das aves, foram utilizadas anilhas metálicas cedidas pelo CEMAVE/IBAMA. A nomenclatura e a ordem sistemática das espécies seguiram SICK (1997).

Para determinação da dieta, as aves capturadas foram mantidas por cerca de 10 minutos em sacos de pano contendo papel filtro em seu interior, para que se obtivessem amostras de suas fezes (DEKINGA & PIERSMA, 1993; TAYLOR & O'HALLORAN, 1997). As fezes e regurgitos obtidos com este procedimento foram acondicionados em recipientes de plástico etiquetados e trazidos para o laboratório, onde foram triados com auxílio de microscópio estereoscópico e estiletes de ponta fina. Em relação àquelas espécies capturadas, das quais não se obtiveram amostras de sua dieta, foi considerado como hábito alimentar principal aquele mais amplamente descrito na literatura (WILLIS, 1979; SICK, 1997), além de observações no campo. Para comparar a composição trófica nos quatro fragmentos, foi utilizado o teste de Chi-quadrado, empregando-se o pacote estatístico Statistix 8.0.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

No total, foram amostradas 44 espécies, representantes de 23 famílias, e efetuadas 23 capturas (tab. I). Estas 44 espécies representam 10,6% das 414 conhecidas para a região norte fluminense que, segundo PACHECO et al. (1996), seriam em sua maioria representativas da baixada quente florestada, de vegetação pioneira litorânea, de áreas alagadas e principalmente das imensas áreas alteradas pela atividade humana.

 

 

A maioria das espécies (n= 21) foi registrada utilizando o interior e a borda dos fragmentos (47,7%). Dezesseis espécies eram típicas de borda (36,4%), seis (13,6%) apenas sobrevoaram os remanescentes florestais (tendo uma delas pousado em seu interior) e Amazona amazonica (Linnaeus, 1766) (2,3%) utilizou-os como abrigo noturno, partindo em pequenos bandos no começo da manhã e retornando ao final do dia. Entre as espécies capturadas, destacou-se Rhynchocyclus olivaceus (Temminck, 1820), que se encontra na lista das espécies ameaçadas de extinção no Estado do Rio de Janeiro, com status de vulnerável (ALVES et al., 2000). Tais proporções mantiveram-se quase inalteradas nas quatro áreas, independentemente de seu tamanho, e nenhuma das espécies observadas pode ser considerada exclusiva de ambientes florestais; todas as encontradas no interior das matas também exploram suas periferias. Pequenas manchas florestais, em geral, têm menos espécies dependentes de floresta do que áreas maiores (ALEIXO & VIELLIARD, 1995; MARINI, 2001). De acordo com Laurance et al. (2002), o efeito de borda, agindo na redução da abundância de aves de sub-bosque, pode atingir até 200 m em seu interior, de onde supõe-se que o reduzido tamanho dos remanescentes aqui estudados os torna grandes bordas, não suportando, de modo geral, espécies mais especializadas (fig. 5).

 

 

Várias possíveis conseqüências da severa degradação puderam ser detectadas, tais como as baixas taxas de captura, baixa diversidade de espécies, grande número de espécies generalistas e/ou típicas de áreas abertas, além da ausência de espécies tipicamente dependentes de ambientes florestais (SILVA, 1995). PETIT et al. (1999) e MARTIN & CATTERALL (2001) argumentam que monoculturas como a cana-de-açúcar podem produzir grandes impactos sobre a avifauna, já que diminuem a complexidade estrutural da vegetação, reduzindo também a disponibilidade de recursos alimentares, principalmente para aves frugívoras.

Além do reduzido tamanho, as distâncias entre os remanescentes também podem ter contribuído para a baixa riqueza de espécies encontrada no presente estudo. Em razão da distância, apenas aquelas espécies mais associadas às áreas abertas ou espécies de maior porte poderiam transitar entre os fragmentos. POULSEN (1994) concluiu que a maioria das espécies que estudou transitava entre manchas de vegetação distantes até 80 m. ANJOS (1998) verificou que, além do tamanho, o nível de isolamento (distância) entre áreas de mata nativa também é importante na determinação da composição avifaunística, tendo verificado ainda que um fragmento de 7 ha apresentava um número de espécies semelhante a outro de 60 ha mais isolado.

O que pode determinar a presença de uma espécie em um ambiente degradado é sua mobilidade e sua tolerância à deterioração do hábitat (LENS et al., 2002). Entretanto, a mobilidade pode variar em uma mesma espécie, dependendo se os indivíduos estão solitários ou agregados a bandos, tornando-se mais móveis neste último caso (POULSEN, 1994). LAURANCE et al. (2002) constataram que, eventualmente, alguns Passeriformes amazônicos poderiam atravessar áreas abertas de até 320 m dependendo de sua motivação, mas que, em geral, para algumas espécies insetívoras, uma clareira de apenas 80 m pode ser uma barreira instransponível.

Foram encontrados representantes de oito guildas tróficas, havendo predomínio de espécies insetívoras (n = 15; 34,1%) e granívoras (n = 8; 18,2%) (tab. II), que estiveram representadas em todos os locais estudados. Não houve diferença significativa entre as áreas estudadas quanto à composição trófica (c2=19,14; n.s.). Nestas guildas, predominaram espécies insetívoras de bordas (18,2%) e granívoras de bordas e áreas abertas (13,3%) (tab. II).

 

 

MOTTA-JÚNIOR (1990) relatou que em ambientes com altos índices de degradação ambiental há um número crescente de aves onívoras e, possivelmente, insetívoras menos especializadas, sucedendo o contrário no caso de frugívoras e insetívoras mais ou menos especializadas. Os resultados deste trabalho confirmam esses relatos, já que a maior parte das guildas tróficas foi composta por espécies de bordas ou áreas abertas, e com pouca ou nenhuma especialização quanto à sua dieta. O reduzido número de espécies frugívoras seria mais uma evidência das condições de degradação ambiental da área em questão.

POULSEN (1994) constatou, no Equador, que espécies frugívoras movem-se mais freqüentemente entre manchas de florestas do que insetívoras e onívoras. Frugívoras menos especializadas como Manacus manacus (Linnaeus, 1766) podem ser comumente encontradas em áreas alteradas, sofrendo menos os efeitos da fragmentação (ALEIXO & VIELLIARD, 1995).

De modo semelhante, espécies de borda também se deslocam com mais freqüência por entre mosaicos de vegetação do que as de interior de mata. MARINI (2001) observou em área de cerrado que as manchas florestais menores apresentaram número de espécies menor, porém sem alterações nas guildas tróficas, exceto as granívoras, que aumentaram em diversidade conforme a redução no tamanho da área.

Apesar de alterados, os fragmentos estudados ainda devem ser mantidos e até mesmo recuperados, pois espécies generalistas usuárias de áreas abertas também podem usufruir de florestas como abrigo noturno e/ou para a nidificação (ANJOS & BOÇON, 1999), aproveitando-se por exemplo de ocos em árvores (BERG, 1997), recursos que não podem ser encontrados em ambientes como canaviais. Amazona amazonica foi uma espécie que tipicamente utilizou as áreas de mata para abrigo noturno, principalmente pela presença de espécies arbóreas. CHIARELLO (2000) observou situação semelhante para Cairina moschata (Linnaeus, 1758) em uma mata de 150 ha cercada por cana-de-açúcar no interior do Estado de São Paulo.

Faltam, na área da Usina Santa Cruz, espécies especialistas como vários predadores de topo de cadeia (Accipitridae), médios e grandes frugívoros (Tinamidae, Trogonidae, Ramphastidae), insetívoros de chão (certos Formicariidae), grandes insetívoros de troncos (Picidae e Dendrocolaptidae) e diversos frugívoros especializados (certos Pipridae e Thraupinae), o que pode ser considerado uma conseqüência típica da redução dos ambientes florestais (D'ANGELO NETO et al., 1998). A recuperação das matas atrairia tais espécies, transformando as áreas não somente em abrigos de espécies generalistas, mas também em hábitat de aves mais especializadas com ocorrência conhecida para a região.

Agradecimentos. A Ana B. F. Bacelar e Carlos E. S. Garske, pelo auxílio na coleta de dados; ao Dr. Mauri Manhães e demais colegas do "Campus Dr. Leonel Miranda" da Universidade Rural, pelo apoio logístico; à Usina Santa Cruz, por permitir os estudos em áreas de sua propriedade, ao CNPq, pela bolsa de Iniciação Científica concedida à segunda autora durante as coletas de dados.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Recebido em junho de 2003. Aceito em junho de 2005

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