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Iheringia. Série Zoologia

versão impressa ISSN 0073-4721

Iheringia, Sér. Zool. vol.100 no.1 Porto Alegre mar. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0073-47212010000100004 

Morcegos da região sul do Brasil: análise comparativa da riqueza de espécies, novos registros e atualizações nomenclaturais (Mammalia, Chiroptera)

 

Bats from southern Brazil: comparative analysis of species richness, new records and nomenclatural update (Mammalia, Chiroptera)

 

 

Fernando C. PassosI; João M. D. MirandaI; Itiberê P. BernardiI,II; Nathalia Y. Kaku-OliveiraI,III; Luana C. MunsterI,III

ILaboratório de Biodiversidade, Conservação e Ecologia de Animais Silvestres, Universidade Federal do Paraná, Caixa Postal 19020, 81531-990, Curitiba, PR, Brasil. (fpassos@ufpr.br; guaribajoao@yahoo.com.br; sturnira@gmail.com; nathalia_yurika@yahoo.com; luanamunster@yahoo.com.br)
IIPós-Graduação em Ecologia e Conservação, UFPR
IIIPós-Graduação em Zoologia, UFPR

 

 


RESUMO

Uma análise comparativa da riqueza de espécies de morcegos da Região Sul do Brasil é apresentada, assim como análises de similaridades entre estados. O estado do Paraná apresentou a maior riqueza de espécies de morcegos, com 64 espécies, seguido por Santa Catarina com 46 e pelo Rio Grande do Sul com 40. A família Phyllostomidae influencia fortemente este padrão de riqueza. As distribuições geográficas de Trachops cirrhosus (Spix, 1823), Artibeus cinereus (Gervais, 1851) e Thyroptera tricolor Spix, 1823 são ampliadas até o Paraná, estabelecendo um novo limite sul de distribuição dessas espécies e da família Thyropteridae. Além disso, Myotis dinellii Thomas, 1902 foi registrado pela primeira vez no Brasil, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, estabelecendo um novo limite leste para sua distribuição. Ainda, é ampliada a distribuição de Eptesicus taddeii Miranda, Bernardi & Passos, 2006 a partir de seu primeiro registro no estado do Rio Grande do Sul. Uma lista atualizada dos morcegos dos estados sul-brasileiros é apresentada bem como algumas adequações nomenclaturais. É enfatizada a importância do emprego de maiores esforços de campo para levantamentos da quiropterofauna, que assim podem contribuir para medidas de conservação embasadas em inventariamentos e coleções científicas representativas.

Palavras-chave: Distribuição geográfica, novos registros, Phyllostomidae, Vespertilionidae, Molossidae.


ABSTRACT

A comparative analysis of the patterns of bat species richness in southern Brazil is presented, as well as similarity analyses among states. The highest richness of bat species is found in the state of Paraná, with 64 species, followed by Santa Catarina with 46, and Rio Grande do Sul, with 40. The family Phyllostomidae plays an important role in determining this pattern. The geographical distributions of Trachops cirrhosus (Spix, 1823), Artibeus cinereus (Gervais, 1851) and Thyroptera tricolor Spix, 1823 are expanded to the state of Paraná, establishing a new southern limit for these species and for Thyropteridae. In addition Myotis dinellii Thomas, 1901 is first recorded in Brazil, in Santa Catarina and Rio Grande do Sul, establishing a new eastern limit for this species. The distribution of Eptesicus taddeii Miranda, Bernardi & Passos, 2006 is extended by a new record in Rio Grande do Sul. An updated list of bats for the southern Brazilian states is presented with few nomenclatural adjustments. The importance of more intensive field efforts to survey the chiropterofauna is highlighted as a way to improve conservation efforts based on representative surveys and scientific collections.

Keywords: Geographic distribution, new records, Phyllostomidae, Vespertilionidae, Molossidae.


 

 

Os estudos com morcegos no Brasil têm crescido muito nos últimos anos. Chama a atenção o número de ampliações de distribuições geográficas e novos registros (e.g. DIAS et al., 2003; NOGUEIRA et al., 2003; POL et al., 2003; GREGORIN et al., 2004; CAMARGO & FISCHER, 2005; BORDIGNON, 2005; AGUIAR et al., 2006; FABIÁN et al., 2006; MELLO & POL, 2006; MIKALUSKAS et al., 2006; MIRANDA et al., 2006b, 2007a, 2007b; SODRÉ & UIEDA, 2006; WEBER et al., 2006, 2007; BERNARDI et al., 2007; GAZARINI & BERNARDI, 2007; LONGO et al., 2007; SCULTORI et al., 2009). Além dessas novas ocorrências, foram realizadas descrições de novas espécies para o Brasil: Xeronycteris vierai Gregorin & Diethfield, 2006, Thyroptera devivoi Gregorin, Gonçalves & Engstron, 2006 e Eptesicus taddeii Miranda, Bernardi & Passos, 2006 (GREGORIN & DIETCHFIELD, 2006; GREGORIN et al., 2006; MIRANDA et al., 2006a). Destacam-se também as publicações de livros texto sobre mamíferos e quirópteros do Brasil (FREITAS et al., 2006; REIS et al., 2006, 2007, 2008c, 2008d), que auxiliam a despertar o interesse por esse grupo zoológico.

A Região Sul do Brasil se distingue das outras regiões brasileiras pelo clima predominantemente subtropical, sendo este o limite meridional ou setentrional de distribuição geográfica de um grande número de espécies de morcegos neotropicais (e.g. FABIÁN et al., 1999; MIRANDA et al., 2006a, 2006b; BERNARDI et al., 2007; PACHECO et al., 2007; WEBER et al., 2007). Os estados da Região Sul do Brasil, cada um em particular, tiveram listagens de suas faunas de morcegos publicadas recentemente (MIRETZKI, 2003; CHEREM et al., 2004; PACHECO & MARQUES, 2006; REIS et al., 2008a). O estudo realizado por PACHECO et al. (2007) utilizando uma abordagem biogeográfica tratou dos morcegos da região sul do Brasil, distribuindo-os pelas bacias hidrográficas. Porém desde que os estudos quiropterológicos são contínuos, já se faz necessária nova revisão. Assim, o presente trabalho tem por objetivos: apresentar uma análise comparativa da riqueza de espécies nos estados da Região Sul do Brasil, registrar pela primeira vez no estado do Paraná e no sul do Brasil as espécies Trachops cirrhosus (Spix, 1823), Artibeus cinereus (Gervais, 1856) e Thyroptera tricolor Spix, 1823, além de confirmar pela primeira vez no Brasil Myotis dinellii Thomas, 1902; e apresentar considerações sobre as alterações nomenclaturais para os morcegos da região sul-brasileira.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Área de estudo. A região localiza-se entre as latitudes 22º30' e 33º45'S e as longitudes 48º02' e 57º40'W. A altitude varia do nível do mar até 1887 m no Pico Paraná (ALVES, 2008). Os climas dominantes na região de acordo com a classificação de Köppen são o Cfa (temperado úmido com verão quente) e o Cfb (temperado úmido com verão temperado). A Região Sul do Brasil é formada pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, totalizando uma área de 577.384,9 km2. Estão presentes três biomas sul-americanos, a Floresta Atlântica lato sensu, o Cerrado e o Pampa (IBGE, 2005). Tais biomas promovem uma combinação ímpar de ambientes formados pelo contato entre as diferentes formações vegetacionais. São diversas as fitofisionomias encontradas na região sul, como a Floresta Ombrófila Densa, a Floresta Ombrófila Mista, a Floresta Estacional Decidual, a Floresta Estacional Semidecidual, o Campo de Planalto (Campos de Altitude), o Campo de Planície (Pampas), a Restinga e pequenas manchas de Cerrado (IBGE, 2005).

Análise comparativa da riqueza de espécies. Foi feita uma análise qualitativa das riquezas de espécies de morcegos entre os três estados da Região Sul do Brasil. A partir dessas listagens foi aplicado o índice de Similaridade de Jaccard comparando a riqueza de espécies entre os estados. Além disso, também foram comparadas as riquezas das três famílias mais representativas na região sul do Brasil (Phyllostomidae, Vespertilionidae e Molossidae). Foi realizada uma análise de agrupamento utilizando o próprio índice de Jaccard. Todas essas análises foram realizadas com o software Past versão 1.81.

Novos registros. São apresentados registros inéditos a partir de espécimes depositados na Coleção Científica de Mastozoologia do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná (DZUP), obtidos em pesquisas e expedições quiropterológicas nos estados do Paraná (regiões leste, sul e noroeste), Santa Catarina (região central e leste) e Rio Grande do Sul (noroeste e nordeste). Além dos dados inéditos aqui apresentados, outras informações bibliográficas foram adicionadas às listas estaduais (MIRETZKI, 2003; CHEREM et al., 2004; PACHECO & MARQUES, 2006; PACHECO et al., 2007; REIS et al., 2008a).

Atualização nomenclatural e lista de morcegos da Região Sul do Brasil. A lista de morcegos da Região Sul do Brasil ora apresentada foi elaborada a partir da atualização das listas estaduais (MIRETZKI, 2003; REIS et al., 2008a, para o Paraná; CHEREM et al., 2004, para Santa Catarina; PACHECO & MARQUES, 2006, para o Rio Grande do Sul) e lista regional (PACHECO et al., 2007, para o sul do Brasil). Essa atualização foi realizada através de informações atualizadas de espécies na bibliografia científica posteriormente à publicação dessas listas e dos registros inéditos apresentados nesse trabalho. As atualizações nomenclaturais, bem como comentários taxonômicos e referências específicas são apresentados nos comentários sobre cada espécie.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A Região Sul do Brasil apresenta um total de 70 espécies de morcegos (Tab. I), distribuídas em sete famílias (Embalonuridae, Noctilionidae, Phyllostomidae, Furipteridae, Thryropteridae, Vespertilionidae e Molossidae). O Paraná apresenta a maior riqueza de espécies de morcegos (64 espécies), seguido por Santa Catarina (47) e finalmente pelo Rio Grande do Sul (40). Considerando-se as três famílias mais representativas (Phyllostomidae, Vespertilionidae e Molossidae) verifica-se que a família Phyllostomidae é a principal responsável pela maior riqueza encontrada no Paraná (30), seguido por Santa Catarina (20) e Rio Grande do Sul (12) (Fig. 1). Por outro lado, a riqueza da Família Vespertilionidae se mantém praticamente constante (variando de 15 a 17 espécies), enquanto na Família Molossidae, Santa Catarina se mostra como a unidade geográfica com menor número de espécies registradas (8).

 

 

A análise de similaridade demonstrou uma maior proximidade entre os estados de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul (Índice de Jaccard = 0,64151), que entre o Paraná e Santa Catarina (IJ = 0,6087) e que o Paraná e o Rio Grande do Sul (IJ = 0,57576) (Fig. 2). A similaridade entre as espécies da família Phyllostomidae apresentou o Paraná e Santa Catarina como os mais similares (IJ = 0,66667), seguidos pela similaridade entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul (IJ = 0,6) e entre o Paraná e o Rio Grande do Sul (IJ = 0,4) (Fig. 3). Já a família Vesperlionidae apresentou as maiores similaridades, sendo que o Paraná e o Rio Grande do Sul foram os mais similares (IJ = 0,875), seguidas pela similaridade encontrada entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul (IJ = 0,77778) e entre o Paraná e Santa Catarina (IJ = 0,68421) (Fig. 4). Por fim, entre as espécies da família Molossidae, a maior similaridade foi encontrada entre o Paraná e o Rio Grande do Sul (IJ = 0,6875), seguidas pelas encontradas entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul (IJ = 0,53486) e entre o Paraná e Santa Catarina (IJ = 0,53333) (Fig. 5).

Novos registros de morcegos na Região Sul do Brasil. Somam-se às listas anteriormente apresentadas para o Paraná (MIRETZKI, 2003; PACHECO et al., 2007; REIS et al., 2008a), Santa Catarina (CHEREM et al., 2004; PACHECO et al., 2007) e Rio Grande do Sul (PACHECO & MARQUES, 2006; PACHECO et al. 2007) as seguintes espécies, seus respectivos registros e comentários, além de considerações sobre outras espécies (Tab. I):

Família Phyllostomidae

Phyllostomus discolor Wagner, 1843. Espécie listada para a região de Londrina (23º14'S, 51º14'W) por REIS et al. (2002) não sendo contemplada na revisão de MIRETZKI (2003) e tampouco na de PACHECO et al. (2007), constando porém na lista de REIS et al. (2008a). Embora SIMMONS (2005) cite a espécie para o norte da Argentina sem mencionar a localidade, BARQUEZ (2006) não a considera ocorrente no território argentino. Assim sendo, essa ocorrência para o Paraná provavelmente é o limite sul da distribuição conhecida da espécie.

Trachops cirrhosus (Spix, 1823). Nova ocorrência para o estado do Paraná e para a Região Sul do Brasil. Espécie coletada no norte da planície litorânea do Paraná, município de Guaraqueçaba, Reserva Natural do Salto Morato (25º10'S, 48º17'W), 1(DZUP 507) em 07.XII.2007 e 1 (DZUP 882) em 20.III.2009, e na serra do mar, município de Morretes, Parque Estadual do Pico Marumbi (25º27'S, 48º55'W), PR, 1 , 1 imaturo coletados em 23.I.2009 (DZUP 811, 812)(dados morfométricos, Tab. II). Essa espécie distribui-se desde o México até o sudeste e sul do Brasil, passando por todos os biomas brasileiros (exceto o Pampa) (MARINHO-FILHO & SAZIMA, 1998; NOGUEIRA et al., 2007). O registro no Parque Estadual do Pico Marumbi passa a ser o limite sul da distribuição conhecida da espécie.

Artibeus cinereus (Gervais, 1851). Essa espécie apresenta registro inédito para o estado do Paraná e para a Região Sul do Brasil: Guaraqueçaba, Reserva Natural do Salto Morato, 3 e 1 em 11-14.I.2008 (série DZUP 527-530) (dados morfométricos, Tab. II). Essa espécie foi também recentemente capturada no Paraná, em Antonina, na localidade de Morro da Mina (SCULTORI et al., 2009a) e no Parque Nacional de Superagui (Gustavo Graciolli, com. pess.). Ocorre nas Guianas, Venezuela, Trinidad e Tobago, Colômbia, Peru e Brasil (SIMMONS & VOSS, 1998; ZORTÉA, 2007). Artibeus cinereus é a espécie mais comumente encontrada no Brasil entre os pequenos Artibeus (Dermanura), e até o momento só não possuía ocorrência na região sul-brasileira (ZORTÉA, 2007). Esse dado passa a ser o limite sul da distribuição conhecida da espécie.

Platyrrhinus recifinus (Thomas, 1901). Espécie listada para o estado do Paraná e para a Região Sul do Brasil por SCULTORI et al. (2009b), com base em quatro indivíduos coletados no município de Antonina, PR, na localidade de Morro da Mina (25º21'S, 48º46'W), sendo esse o limite sul da distribuição conhecida da espécie (VELAZCO, 2005; ZORTÉA, 2007; SCULTORI et al., 2009b). Essa espécie também foi coletada na Reserva Natural do Salto Morato, em Guaraqueçaba, PR, sendo coletados 2 e 1 (série DZUP 879-881).

Família Thyropteridae

Thyroptera tricolor Spix, 1823. Representa o primeiro registro da Família Thyropteridae na Região Sul do Brasil, sendo esse o limite conhecido da família (SOLARI et al., 2004; GREGORIN et al., 2006; ESBÉRARD et al., 2007). Foi capturado em Guaraqueçaba, Reserva Natural do Salto Morato, PR, 1

em 26.IV.2009 (DZUP 883), com rede armada sobre a estrada, em um trecho aberto com predomínio de gramíneas. A reserva apresenta diferentes fases sucessionais de Floresta Ombrófila Densa, e em vários locais existem agrupamentos de plantas das famílias Heliconiaceae e Musaceae, que são conhecidas como abrigos de Thyropteridae (BEZERRA et al., 2005; ESBÉRARD et al., 2007).

Família Vespertilionidae

Eptesicus taddeii Miranda, Bernardi & Passos, 2006. Ocorre na Floresta Atlântica no sul e sudeste do Brasil (SP, PR, SC e RS), sendo registrada na porção leste do estado do Paraná, nos municípios de Balsa Nova (25º26'S, 49º41'W) e de Cerro Azul (24º49'S, 49º15'W) (MIRANDA et al., 2006a; ARNONE & PASSOS, 2007). Além dessas localidades e de Passos Maia, SC (26º46'S, 52º03'W) e Ribeira de Iguape, SP (24º42'S, 47º33'W), citadas na descrição da espécie, E. taddeii foi apontada com ocorrência também no município de Telêmaco Borba, PR (24º12'S, 50º33'W) (REIS et al., 2008b) e em Londrina, Telêmaco Borba, Curitiba e litoral do Paraná (REIS et al., 2008a), porém sem se mencionar as localidades específicas. No estado do Rio Grande do Sul a espécie foi coletada nos Campos do Alto da Serra (1) (DZUP 878) no município de São José dos Ausentes, sendo este o limite sul da distribuição da espécie.

PACHECO et al. (2007) em sua avaliação da distribuição de morcegos nas bacias hidrográficas do sul do Brasil cometeram um engano ao apontar a espécie somente para a bacia do rio Tibagi, PR. As localidades de ocorrência dessa espécie no Paraná no trabalho original (MIRANDA, et al., 2006a) são na verdade na bacia do rio Ribeira. Além dos registros bibliográficos, E. taddeii foi também constatado no município de Palmeira, Fazenda da Ilha (25º20'S, 49º39'W), PR (2 e 1) em 31.I.2009 (série DZUP 863-865). Um espécime () procedente do município de Piraquara, PR, coletado em 1987 está depositado na coleção científica do Museu de História Natural Capão da Imbuia (MHNCI 3292). Esses registros aumentam para dez as localidades de distribuição da espécie. É possível que alguns espécimes do estado do Paraná citados na literatura como Eptesicus sp. (REIS et al. 2003) ou Eptesicus fuscus (Beuvois, 1796) (BIANCONI & PEDRO, 2007) sejam na realidade E. taddeii, como sugerem as citações mais recentes de REIS et al. (2008a, b).

Histiotus laephotis Thomas, 1916. Espécie recentemente registrada por MIRANDA et al. (2007a) para a região central de Santa Catarina, município de Passos Maia (26º46'S, 52º03'W). Essa espécie, assim como H. montanus Philippi & Landbeck 1861, parece ser rara em sua distribuição (NOWAK, 1994; BARQUEZ et al., 1999; MIRANDA et al., 2006b, 2007a). Essa ocorrência é o limite leste conhecido da distribuição da espécie. Passos Maia, até o momento, é a única localidade com registro desta espécie em todo o território brasileiro.

Lasiurus egregius (Peters, 1871). Espécie descrita com a localidade-tipo para Santa Catarina (VIEIRA, 1942; CABRERA, 1957) e citada também por CHEREM & PEREZ (1996) para a Floresta Nacional de Três Barras, SC (26º06'S, 50º19'W). Embora conste na lista de mamíferos de Santa Catarina (CHEREM et al., 2004), não foi contemplada na revisão de PACHECO et al. (2007). Lasiurus egregius tem ocorrência conhecida para Santa Catarina, Pará e Pernambuco (SOUSA et al., 2004; BIANCONI & PEDRO, 2007). Essa espécie aparentemente é rara a despeito de ser amplamente distribuída.

Lasiurus cinereus (Beuvois, 1796). A ocorrência da espécie para Santa Catarina feita por CHEREM et al. (2004) e repetida por BIANCONI & PEDRO (2007) foi possivelmente baseada na proposta biogeográfica de MARINHO-FILHO (1996), porém sem registros oficiais para o Estado. PACHECO et al. (2007) adotando uma postura mais conservadora não consideram a espécie para Santa Catarina, postura também adotada no presente trabalho.

Myotis albescens (É. Geoffroy, 1806). Essa espécie é apontada por REIS et al. (2008a) como ocorrendo na região de Cianorte e de Ponta Grossa no Estado do Paraná, porém sem mencionar as localidades específicas. No entanto, o único dado seguro é na região noroeste do Paraná, ilha Mutum (Rio Paraná), município de Porto Rico (22º46'S, 53º16'W) (MIRANDA et al., 2007b) e não na região de Cianorte. A informação citada para a região de Ponta Grossa (REIS et al., 2008a) foi feita por ZANON & REIS (2007) e é baseada no Parque Estadual de Vila Velha (PEVV), PR. Essa informação cita a espécie como potencial ocorrente no PEVV, visto que THOMAS (1889) cita a espécie para o município de Palmeira, no entorno do PEVV. Posteriormente MILLER & ALLEN (1928) reidentificaram esses exemplares como M. chiloensis alter Miller & Allen 1928, que atualmente são considerados M. levis por LAVAL (1973). Portanto, não existem registros seguros ou recentes dessa espécie na região de Ponta Grossa.

Myotis dinellii Thomas, 1902. Apresenta ocorrência inédita para o Brasil em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No estado de Santa Catarina, município de Ponte Alta do Norte, no planalto catarinense (27º09'S, 50º27'W), foram coletados 11 indivíduos em 27.V.2009, 7e 4(série DZUP 867-877), no forro de uma casa (dados morfométricos, Tab. II). No Rio Grande do Sul a espécie foi coletada no município de Derrubadas, Parque Estadual do Turvo (27º15'S, 53º51'W), em 29.IV.2008, 6 e 5(DZUP 701-711), no telhado de um quiosque (dados morfométricos na Tab. II).

Família Molossidae

Molossops neglectus Willians & Genoways, 1980. SEKIAMA et al. (2001) citam essa espécie para o Parque Nacional do Iguaçu, PR, baseados no dado de M. neglectus no Parque Nacional Iguazu na Argentina (BARQUEZ et al., 1999). REIS et al. (2008a) apontam sua ocorrência na região de Cianorte, porém o único registro dessa espécie para o Estado foi feita no município de Maringá, região norte do Paraná (26º25'S, 51º56'W) (GAZARINI & BERNARDI, 2007). Embora de ampla distribuição (GREGORIN et al., 2004; PERACCHI et al., 2006; FABIÁN & GREGORIN, 2007), essa espécie parece ser mal amostrada (GREGORIN et al., 2004; BERNARDI et al., 2007; GAZARINI & BERNARDI, 2007).

Atualizações nomenclaturais e comentários taxonômicos. Além dos novos registros, atualiza-se aqui também a nomenclatura de pelo menos uma das listas anteriores (MIRETZKI, 2003; CHEREM et al., 2004; PACHECO & MARQUES, 2006; REIS et al., 2008a), desde que alguns grupos foram recentemente revisados:

Família Phyllostomidae

Artibeus planirostris (Spix, 1823). Utiliza-se aqui no lugar de A. jamaicensis Leach, 1821. Embora o táxon tenha uma posição sistemática um pouco controversa, sendo considerada por alguns autores como subespécie ou sinônimo de A. jamaicensis, seguimos as propostas de GUERRERO et al. (2003), LIM et al. (2004) e LARSEN et al. (2007), onde A. planirostris é considerada uma espécie plena, o que é também seguido por diversos autores (BARQUEZ et al., 1991, 1999; SIMMONS, 2005; BARQUEZ, 2006; ZORTÉA, 2007).

Glyphonycteris silvestris Thomas, 1896. Considera-se essa espécie no lugar de Micronycteris silvestris (Thomas, 1896), pois de acordo com a revisão feita por SIMMONS (1996) o gênero Micronycteris não é monofilético e foi dividido em vários gêneros. Essa espécie tem sido tratada por G. silvestris desde então em diversas revisões (SIMMONS & VOSS, 1998; SIMMONS, 2005; PERACCHI et al., 2006; ZORTÉA, 2007).

Família Thyropteridae

Thyroptera tricolor, Spix 1823. Esse táxon é considerado politípico incluindo T. t. juquiaensis Vieira, 1942 para as populações mais meridionais (VIEIRA, 1942; GREGORIN et al., 2006). O exemplar capturado no Paraná possui as características diagnósticas da subespécie T. t. juquiaensis (VIEIRA, 1942), porém como ainda restam dúvidas sobre a validade desse táxon (SOLARI et al., 2004; GREGORIN et al., 2006) é preferível por hora, tratar esse exemplar por T. tricolor.

Família Vespertilionidae

Eptesicus furinalis (d'Orbigny & Gervais, 1847). Segundo BARQUEZ (2006) tradicionalmente se atribuiu a autoria dessa espécie somente a d'Orbigny, porém, tanto este como Gervais foram autores da descrição do táxon.

Histiotus alienus Thomas, 1916. Espécie conhecida apenas por seu holótipo e de sua localidade-tipo (município de Joinvile - 26º18'S, 48º50'W). Embora considerada válida por diversos autores (SIMMONS, 2005; PERACCHI et al., 2006; BIANCONI & PEDRO, 2007) e inclusa na presente lista de espécies, CABRERA (1957) questiona a validade do táxon, questionamento feito também por MIRANDA et al. (2007a).

Lasiurus blossevillii (Lesson & Garnot, 1826). Utiliza-se aqui no lugar de L. borealis (Muller, 1776). Lasiurus blossevilli tem sido considerado como um táxon independente de L. borealis desde a revisão de BAKER et al. (1998), sendo assim seguido desde então (BARQUEZ et al., 1999; SIMMONS, 2005; BARQUEZ, 2006; PERACCHI et al., 2006; BIANCONI & PEDRO, 2007).

Myotis dinellii Thomas, 1902. Esse táxon foi descrito originalmente como espécie plena (THOMAS, 1902), sendo posteriormente tratada no nível subespecífico a partir da revisão de MILLER & ALLEN (1928) e foi até recentemente considerado uma subespécie geográfica de M. levis (I. Geoffroy, 1824) (LAVAL, 1973; BARQUEZ et al., 1999). Porém BARQUEZ (2006) registrou as duas formas em uma mesma localidade e sugere o status de espécie plena para M. dinellii, proposta taxonômica aceita no presente trabalho.

Myotis ruber (É. Geoffroy, 1806). Considerada aqui no lugar de M. rubra (É. Geoffroy, 1806), pois de acordo com SIMMONS (2005) o Comitê Internacional de Nomenclatura Zoológica, em 1958 estabeleceu o gênero Myotis como masculino. Assim, os epítetos específicos associados a Myotis devem concordar quanto ao gênero. Essa forma tem sido adotada em diversas revisões (BARQUEZ et al., 1999; LÓPEZ-GONZÁLEZ et al., 2001; BARQUEZ, 2006; PERACCHI et al., 2006; BIANCONI & PEDRO, 2007).

Roghessa hussoni Genoways & Baker, 1996. Neste trabalho esta espécie é considerada no lugar de R. tumida H. Allen, 1866. De acordo com a revisão de GENOWAYS & BAKER (1996), a espécie que ocorre no sul do Brasil seria R. hussoni, sendo essa revisão seguida desde então (PERACCHI et al., 2006; BIANCONI & PEDRO, 2007).

Família Molossidae

Eumops bonariensis (Peters, 1874). Espécie com escassos registros para o sul do Brasil, fato que originou uma série histórica de incertezas sobre seu status taxonômico, bem como de sua distribuição geográfica nos estados sul-brasileiros. BERNARDI et al. (2009) revisaram os exemplares disponíveis em coleções científicas procedentes desta porção do país e esclareceram a situação nomenclatural e distribucional deste complexo, alertando para a necessidade urgente de aumentar os esforços de coleta deste táxon de forma a permitir a utilização de ferramentas sistemáticas mais potentes.

Eumops patagonicus Thomas, 1924. O município de Garruchos, no extremo oeste do estado do Rio Grande do Sul, é a única localidade com registros formais da espécie em território nacional, visto que os dados desta espécie no leste do Rio Grande do Sul são produtos de identificações equivocadas (ver BERNARDI et al., 2009).

Cynomops abrasus (Temminck, 1827). Considerase aqui no lugar de Molossops abrasus (Temminck, 1827). O Gênero Cynomops já foi considerado subgênero de Molossops, porém atualmente tem sido tratado como um gênero à parte (BARQUEZ et al., 1999; GREGORIN & TADDEI, 2002; SIMMONS, 2005; BARQUEZ, 2006; PERACCHI et al., 2006; FABIÁN & GREGORIN, 2007).

Cynomops planirostris (Peters, 1866). Utiliza-se aqui no lugar de Molossops planirostris (Peters, 1866). Ver comentário na espécie anterior.

Molossus rufus (É. Geoffroy, 1805). Considera-se aqui no lugar de Molossus ater É. Geoffroy, 1805, seguindo o proposto por DOLAN (1989) e seguido nas últimas revisões (GREGORIN & TADDEI, 2002; BARQUEZ, 2006; PERACCHI et al., 2006; FABIÁN & GREGORIN, 2007).

O número total de espécies registradas para a região sul do Brasil (70 espécies) corresponde a aproximados 41 % do total de espécies registradas para o país (169 espécies, ver: PERACCHI et al., 2006; MIRANDA et al., 2007a; REIS et al., 2007, além do presente registro de Myotis dinellii), o que é bastante representativo especialmente em se tratando da menor e mais meridional das regiões do país, onde predominam climas mais subtropicais. A maior riqueza de espécies encontradas no Paraná, seguida por Santa Catarina e pelo Rio Grande do Sul parecem respeitar um gradiente latitudinal. Por outro lado, pode representar uma diferença na amostragem entre os estados ou mesmo do número de grupos de pesquisa. CÁCERES et al. (2007) apontam uma maior riqueza de mamíferos concentrada em regiões próximas a grandes centros urbanos, o que pode ser um reflexo da maior concentração de pesquisadores e estudos desenvolvidos nessas áreas.

Os estados vizinhos apresentam as maiores similaridades entre as riquezas de espécies (Fig. 2), aparecendo também uma tendência à diminuição de espécies em direção ao sul. Por outro lado, essas diferenças poderiam refletir diferenças nos esforços amostrais entre os estados. Por exemplo, as últimas informações sobre morcegos de Santa Catarina foram disponibilizadas na literatura científica em 2004 (CHEREM et al., 2004). KOOPMAN (1982), utilizando morcegos como modelos biogeográficos, aponta duas províncias biogeográficas distintas para o sul do Brasil: Patagônica e Planalto e Costa do Atlântico. Esse quadro se reflete na distribuição das espécies de morcegos na região sulbrasileira, onde várias espécies de Phyllostomidae, além de Thyropteridae, T. tricolor, encontram nessa região seu limite meridional, enquanto, por outro lado, Histiotus montanus e H. laephotis tem na mesma região o limite setentrional de sua distribuição. Além disso, Myotis dinellii é uma espécie típica da região Patagônica (sensu KOOPMAN, 1982) e tem o sul do Brasil como seu limite oriental.

A família Phyllostomidae é a principal responsável pela maior riqueza de espécies encontrada no Paraná em relação aos outros estados do sul do Brasil (Fig. 1). Essa maior riqueza seria esperada, já que a família Phyllostomidae é ligada a climas mais quentes e baixas latitudes (STEVENS, 2004). Nota-se em especial a brusca diminuição de espécies da subfamília Phyllostominae em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul (Tab. I). Essa diminuição de morcegos filostomídeos acaba refletida na maior similaridade entre estados vizinhos (Fig. 3).

Já na família Vespertilionidae nota-se certa equivalência na riqueza de espécies entre os estados, uma vez que essa é uma família com muitas espécies associadas ao clima subtropical (STEVENS, 2004) (Fig. 1). A presença de algumas espécies exclusivas em Santa Catarina (H. laephotis, H. alienus Thomas, 1916 e L. egregius) acaba por refletir na menor similaridade da fauna desse Estado com os outros da Região Sul brasileira. Por outro lado, as faunas de Vespertilionidae do Paraná e do Rio Grande do Sul são virtualmente idênticas (Fig. 4).

Os representantes da família Molossidae, por sua vez, aparecem com um menor número de espécies registradas em Santa Catarina (Fig. 1). Isso pode representar alguma falta de amostragem direcionada para esse grupo, já que as espécies dessa família são pouco capturáveis por redes de neblina (em especial as armadas próximas ao solo) (BROSSET et al., 1996; SIMMONS & VOSS, 1998). Assim, tal resultado pode indicar ser interessante uma maior amostragem de morcegos dessa família em Santa Catarina, visando um maior esforço para esse grupo em particular. Em contrapartida, a menor riqueza de Molossidae em Santa Catarina aponta esse Estado como o mais dissimilar entre os estados do sul do Brasil (Fig. 5).

A lista de morcegos do Paraná foi acrescida em quatro espécies em relação à última revisão (REIS et al., 2008a): Thyroptera tricolor, Trachops cirrhosus, Artibeus cinereus e Platyrrhinus recifinus. Alguns dos registros mais recentemente obtidos para o Paraná (H. montanus e M. albescens) foram feitos em regiões apontadas por MIRETZKI (2003) como de altíssima e média prioridades para inventários da fauna de morcegos. No entanto, outras seis espécies (T. cirrhosus, A. cinereus, P. recifinus, T. tricolor, E. taddeii e M. neglectus) foram registradas em regiões consideradas de baixa prioridade para amostragens de morcegos por esse autor. Esse quadro sugere que a necessidade de inventários de morcegos no Paraná é geral (MIRANDA et al., 2006a; GAZARINI & BERNARDI, 2007; SCULTORI et al., 2009a, 2009b), não havendo regiões suficientemente amostradas, o que certamente também é verdade para os outros estados do sul do Brasil.

Para o estado de Santa Catarina dois dos novos registros (E. taddeii e H. laephotis) ocorreram em uma região considerada pouco amostrada por CHEREM et al. (2004). Porém os registros de M. dinellii foram realizados no planalto catarinense, considerada região de melhor amostragem em Santa Catarina (CHEREM et al., 2004). Esse quadro mostra que pouco ainda se conhece sobre a quiropterofauna catarinense como um todo, e novos esforços mostram um aumento no conhecimento de mamíferos, tanto no litoral quanto no interior do Estado (CHEREM et al., 2007; CÁCERES et al., 2007).

No Rio Grande do Sul os estudos com quirópteros estiveram concentrados, em sua maioria, na porção leste do Estado (PACHECO & MARQUES, 2006; PACHECO et al., 2007). Regiões como o norte e o noroeste, que até então haviam experimentado esforços amostrais principalmente em unidades de conservação (e.g. WALLAUER & ALBUQUERQUE, 1986), vem recebendo maior atenção nos últimos anos e já apresentam importantes registros para a quiropterofauna gaúcha (WEBER et al., 2006, 2007; BERNARDI et al., 2007, 2009). Tanto o registro de Myotis dinellii no noroeste quanto o de Eptesicus taddei no nordeste confirmam a carência de informações quiropterológicas nessas áreas.

Alguns táxons ocorrentes nos estados sul-brasileiros estão representados em coleções por poucos exemplares. Esta deficiência dificulta o esclarecimento de aspectos taxonômicos e por vezes inviabiliza considerações distribucionais mais apuradas (e.g. BERNARDI et al., 2009). Somente com a disponibilização de séries mais numerosas procedentes destas regiões é que estas e outras questões poderão ser elucidadas com mais clareza.

As recentes inclusões de espécies à lista de morcegos do sul do Brasil (MIRANDA et al., 2006a, 2006b, 2007a, 2007b; WEBER et al., 2006; BERNARDI et al., 2007; GAZARINI & BERNARDI, 2007; SCULTORI et al., 2009a, 2009b; além do presente trabalho) devem-se principalmente a diversas amostragens em áreas não suficientemente amostradas. Assim reforça-se aqui a necessidade de mais e maiores esforços de campo no sentido de amostrar a biodiversidade nacional, bem como dar crescimento às coleções científicas como sugerido por REEDER et al. (2007) e BRITO et al. (2009). É importante destacar que é com base nesses dados que se torna possível elaborar propostas de conservação da biodiversidade embasadas em diagnósticos robustos (MACE & LANDE, 1991; IUCN, 2001). Além disso, nos últimos anos alguns aspectos como taxonomia e distribuição geográfica vêm recebendo mais atenção nos estados da Região Sul do Brasil. É bastante provável que essa lista de morcegos seja alterada a partir da continuidade de estudos dessa natureza, da capacitação de novos pesquisadores e, por consequência, do incremento do acervo museológico.

Agradecimentos. Ao CNPq pela bolsa de Produtividade em Pesquisa (FCP, Processo 300466/2009-9) e pelas bolsas de Mestrado (NYKO e LCM), e à CAPES/REUNI pela bolsa de Mestrado (IPB). À Fundação O Boticário de Proteção a Natureza pela permissão de desenvolver estudos na RPPN Reserva Natural Salto Morato em Guaraqueçaba. Aos dois revisores anônimos pelas sugestões apresentadas.

 

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Recebido em junho de 2008.
Aceito em junho de 2009.

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