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Iheringia. Série Zoologia

Print version ISSN 0073-4721

Iheringia, Sér. Zool. vol.102 no.1 Porto Alegre Mar. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0073-47212012000100001 

Densidade, tamanho populacional e conservação de primatas em fragmento de Mata Atlântica no sul do Estado de Minas Gerais, Brasil

 

Density, population size and primate conservation in Atlantic forest fragments in the south region of Minas Gerais, Brazil

 

 

Maurício Djalles CostaI; Fernando Afonso Bonillo FernandesI; Renato Richard HilárioII; Aline Vaz GonçalvesI; Janaína Maria de SouzaI

ILaboratório de Ecologia, Departamento de Biologia, Universidade do Vale do Sapucaí. Av. Prefeito Tuany Toledo, 470, Fátima, 37550-000 Pouso Alegre, MG. (mauriciodjalles@uai.com.br; bonillofernandes@uol.com.br; aline_g16@yahoo.com.br; djananamaria@yahoo.com)
IICentro de Ciências Exatas e da Natureza, Universidade Federal da Paraíba. Cidade Universitária, 58059-900 João Pessoa, PB. (renatohilario@gmail.com)

 

 


ABSTRACT

The purpose of this work is to estimate the density and the population size of four primate species [Alouatta clamitans Cabrera, 1940; Callicebus nigrifrons (Spix, 1823); Callithrix aurita (É. Geoffroy, 1812); Cebus nigritus (Goldfuss, 1809)] which occur in a fragment of Atlantic forest of approximately 350 hectares located in Pouso Alegre, state of Minas Gerais, as well as to give subsidies for the conservation of those species in the area. The population surveying was carried out through the distance sampling method in linear transects (Distance Sampling). Data were collected between April and August 2008 from four transects deployed in the study area. The density and population size were calculated using the software Distance 5.0 and were estimated in 23,83 ± 9,78 ind./km² for Callicebus nigrifrons, 14,76 ± 5,92 ind./km² for Callithrix aurita and 7,71 ± 2,13 ind./km² for Cebus nigritus. The population size was estimated in 83,0 ± 34,0 individuals for C. nigrifrons, 52,0 ± 20,8 individuals for Callithrix aurita and 27,0 ± 7,4 individuals for Cebus nigritus. With regard to the howler monkey (A. clamitans), it was stated out that just a group with six individuals survive in the area. In conclusion, the chances for these isolated populations to survive are slim due to the risk of stochastic events. The creation of ecological corridors connecting the study area to the other fragments, besides the translocation of individuals from other areas of the Atlantic forest to this region, could provide alternatives to ensure the viability of these populations in a long-term. Therefore, it is necessary to consolidate public policies in Pouso Alegre that lead to the creation, enlargement and management of conservation units and incentives for the adoption of productive practices based on sustainability in these areas of ecological interest.

Keywords: Alouatta clamitans, Callicebus nigrifrons, Callithrix aurita, Cebus nigritus, linear transects.


RESUMO

Este trabalho teve como objetivo estimar a densidade e o tamanho populacional de quatro espécies de primatas [Alouatta clamitans Cabrera, 1940; Callicebus nigrifrons (Spix, 1823); Callithrix aurita (É. Geoffroy, 1812); Cebus nigritus (Goldfuss, 1809)] que ocorrem em um fragmento de Mata Atlântica de aproximadamente 350 ha, localizado no município de Pouso Alegre, estado de Minas Gerais e reunir subsídios para a conservação dessas espécies na região. O levantamento populacional foi realizado através do método de amostragem de distâncias em transecções lineares (Distance Sampling). Os dados foram coletados entre os meses de abril e agosto de 2008 a partir de quatro transecções implantadas na área de estudo. Os cálculos de densidade e tamanho populacional foram realizados empregando-se o programa Distance 5.0. As densidades foram estimadas em 23,83 ± 9,78 ind./km² para Callicebus nigrifrons, 14,76 ± 5,92 ind./km² para Callithrix aurita e 7,71 ± 2,13 ind./km² para Cebus nigritus. O tamanho populacional foi estimado em 83,0 ± 34,0 indivíduos para C. nigrifrons, 52,0 ± 20,8 indivíduos para Callithrix aurita e 27,0 ± 7,4 indivíduos para Cebus nigritus. Com relação ao bugio (A. guariba clamitans), constatou-se que apenas um grupo com seis indivíduos sobrevive na área. Conclui-se que, no caso de continuarem isoladas, essas populações têm poucas chances de sobrevivência no futuro frente aos riscos de eventos estocásticos. A criação de corredores ecológicos conectando a área de estudo aos outros fragmentos em seu entorno e a translocação de indivíduos de outras áreas da Mata Atlântica para esta região poderão constituir alternativas para garantir a viabilidade dessas populações em longo prazo. Para tanto, é necessário que se consolide uma política pública no município de Pouso Alegre voltada à criação, ampliação e gestão de Unidades de Conservação, e ao incentivo para a adoção de práticas produtivas sob critérios de sustentabilidade no entorno dessas áreas de interesse ecológico.

Palavras-chave: Alouatta clamitans, Callicebus nigrifrons, Callithrix aurita, Cebus nigritus, transecções lineares.


 

 

A Mata Atlântica é uma das regiões biologicamente mais ricas e mais ameaçadas do Planeta (Mittermeier et al., 2005). Atualmente restam entre 11,4% e 16% de cobertura vegetal de sua extensão original. Este bioma apresenta diferentes fitofisionomias, das quais a Floresta Estacional Semidecidual é a segunda mais devastada, estando atualmente representada por fragmentos de pequeno tamanho e com alto grau de isolamento (Ribeiro et al., 2009).

O município de Pouso Alegre, localizado no sul do Estado de Minas Gerais abriga, atualmente, somente 3% de remanescentes de Floresta Semidecidual em seu território. Originalmente as florestas se estendiam por todo o município numa área de aproximadamente 54.400 ha (SOS Mata Atlântica, 2009).

A diminuição e fragmentação de habitats florestais afetam várias espécies, em especial os primatas neotropicais que possuem hábitos essencialmente arborícolas. Das 24 espécies de primatas que ocorrem na Mata Atlântica, 15 encontram-se enquadradas em alguma categoria de ameaça segundo a lista oficial do Ministério do Meio Ambiente (Machado et al., 2005).

No município de Pouso Alegre ocorrem quatro espécies de primatas: Alouatta clamitans Cabrera, 1940; Callicebus nigrifrons (Spix, 1823); Callithrix aurita (É. Geoffroyi, 1812) e Cebus nigritus (Goldfuss, 1809) (Costa et al., no prelo). Destas, apenas o sagui-da-serra-escuro (C. aurita) é considerado ameaçado de extinção, muito embora as outras espécies sejam consideradas como "quase ameaçadas" (Machado et al., 2005). Diante disto, torna-se necessário o desenvolvimento de estudos que avaliem o estado de conservação e a viabilidade das populações desses primatas na região.

Neste contexto, este trabalho teve como objetivos estimar a densidade e o tamanho populacional de primatas em um fragmento de Mata Atlântica Semidecídua em Pouso Alegre, MG, e reunir subsídios para a conservação dessas espécies na região.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Este estudo foi realizado em um fragmento de Mata Atlântica localizado em um complexo montanhoso denominado Serra de Santo Antônio, no município de Pouso Alegre, sul do Estado de Minas Gerais, Brasil.

A região de estudo tem como referência as coordenadas geográficas 22°13'S e 45°58'O e é constituída por aproximadamente 350 ha de Floresta Estacional Semidecidual Montana. A área de estudo engloba o Parque Natural Municipal de Pouso Alegre (PNMPA) com cerca de 178 ha, a Reserva Particular do Patrimônio Natural Mata dos Sabiás e a Reserva Florestal do 14º Grupo de Artilharia de Campanha do Exército Brasileiro (Fig. 1).

 

 

O clima na região é do tipo Cwb, com verões chuvosos brandos e invernos secos conforme critérios definidos por Köppen (1936). O índice pluviométrico anual situa-se entre 1.300 e 1.700 mm (Costa et al., no prelo).

O levantamento populacional de primatas foi realizado através do método de amostragem de distâncias em transecções lineares (Distance Sampling) (Burnham et al., 1980; Buckland et al., 1993; Peres, 1999).

Para realizar as amostragens, foram implantadas quatro transecções com 1.014 m, 1.086 m, 1.170 m e 765 m de comprimento no interior do PNMPA. Tais transecções foram orientadas, paralelamente, no sentido norte/sul, sendo a distância entre elas de aproximadamente 300 m (Fig. 1).

As transecções foram percorridas duas vezes por semana das 09h00 às 12h00 e das 13h00 às 16h00, entre os meses de abril e agosto de 2008. Em cada dia de amostragem, as quatro transecções foram percorridas apenas uma vez a uma velocidade média de 1 km/h. Não houve coleta de dados em dias chuvosos.

Conforme os animais eram avistados, registrava-se o número de indivíduos do grupo, a distância entre o observador e o primeiro animal avistado, bem como o ângulo de avistamento. A distância do observador ao animal avistado foi medida com um telêmetro/hipsômetro modelo 100LHA da Opti-logic (amplitude: 4-100 m; precisão: 0,5 m) e um telêmetro modelo Yardage Pro 1000 da Bushnell (amplitude: 18-1.000 m; precisão: 0,9 m). O ângulo de observação (0-90°) foi obtido com uma bússola magnética.

O programa Distance 5.0 (Thomas et al., 2005) foi utilizado para realizar os cálculos de densidade e tamanho populacional. Simulações foram efetuadas com todos os modelos e ajustes disponíveis no programa com o objetivo de encontrar uma função de detecção que melhor se ajustasse aos dados. A escolha dos modelos foi conduzida levando em consideração os menores valores de AIC (Akaike Information Criterion) e de CV% (Coeficientes de Variação).

 

RESULTADOS

Foram percorridos 164 km em 41 dias de amostragem e contabilizados 85 avistamentos, sendo quatro de Alouatta clamitans, 30 de Callicebus nigrifrons, 28 de Callithrix aurita e 23 de Cebus nigritus. Em virtude do baixo número de avistamentos de Alouatta clamitans, decidiu-se não realizar a estimativa de densidade e tamanho populacional desta espécie, tendo em vista que estimativas de densidade geradas a partir de avistamentos reduzidos fornecem resultados pouco confiáveis e com altos valores de coeficientes de variação.

O número de indivíduos por avistamento variou de 2 a 6 (3,25 ± 1,89) para A. clamitans, 1 a 5 (2,3 ± 1,02) para C. nigrifrons, 1 a 8 (3,25 ± 1,85) para C. aurita e 1 a 11 (4,82 ± 3,31) para C. nigritus. Os modelos que melhor se ajustaram aos dados foram o do Cosseno Exponencial Negativo (Negative Exponential Cosine) para C. nigrifrons e C. aurita, e o do Cosseno Uniforme (Uniform Cosine) para C. nigritus. Callicebus nigrifrons e C. nigritus foram as espécies que apresentaram a maior e a menor densidade e tamanho populacional, respectivamente (Tab. I). No entanto, infere-se que A. clamitans seja a espécie menos abundante na área de estudo, tendo em vista o pequeno número de encontros registrados.

 

DISCUSSÃO

Densidade Populacional. O sauá (C. nigrifrons) foi a espécie que apresentou a maior densidade populacional na área de estudo. Dentre os estudos consultados (Tab. II), esta é a maior densidade populacional encontrada para a espécie na Mata Atlântica (23,83 ind./km²).

O bugio-ruivo (A. clamitans) foi a espécie menos avistada durante o levantamento e, provavelmente, é a menos abundante na área de estudo. Devido à proximidade dos locais onde A. clamitans foi observada, o mais provável é que os quatro avistamentos foram de um mesmo grupo. Supondo a existência de apenas um grupo de bugios no Parque Natural Municipal de Pouso Alegre, com seis indivíduos (avistamento com maior número de indivíduos), a densidade populacional estimada é de 3,37 ind./km². Esta é a segunda menor densidade encontrada na literatura até o momento (Tab. II), sendo superior apenas à densidade encontrada na Serra de Paranapiacaba (0,79 ind./km²) (Gonzáles-Solis et al., 2001).

A densidade populacional do macaco-prego-preto (C. nigritus) na área de estudo foi considerada baixa (7,71 ind./km²). Contudo, este valor encontra-se dentro das variações de densidade registradas em diferentes localidades da Mata Atlântica (entre 0,9 e 66,2 ind./km²) (Tab. II).

A densidade populacional do sagui-da-serra-escuro (C. aurita) foi considerada alta (14,76 ind./km²) se comparada às estimativas de densidade da espécie disponíveis na literatura (Cosenza & Melo, 1998; São Bernardo & Galetti, 2004) (Tab. II).

Vários fatores podem influenciar a densidade populacional de uma espécie, dentre eles, a disponibilidade de recursos (Stevenson, 2001), a dieta e a flexibilidade ecológica da espécie (Robinson & Redford, 1986; Stevenson, 2001), a competição por recursos (Terborgh, 1983), a pressão predatória (Stanford, 1995), a caça ilegal e a fragmentação de habitats (Peres, 1997). Tais fatores variam entre diferentes localidades e influenciam diferentemente cada uma das espécies. Dessa forma, ao menos que mais estudos sejam conduzidos, não é possível definir precisamente as causas para as baixas densidades de A. clamitans e C. nigritus e as altas densidades de C nigrifrons e C. aurita para a área de estudo.

Tamanho populacional e estratégias de conservação. A área de estudo é um pequeno fragmento florestal de 350 ha e mantém populações de quatro espécies de primatas (estimativa de 83 indivíduos de sauás, 52 indivíduos de saguis, 27 indivíduos de macacos prego e avistamento de 6 indivíduos de bugio). Estes tamanhos populacionais podem ser considerados pequenos e, caso permaneçam isoladas, estas populações podem ter poucas chances de sobrevivência no futuro, tendo em vista a vulnerabilidade das mesmas a eventos estocásticos como flutuações demográficas aleatórias, períodos de seca, incêndios, epidemias, depressão endogâmica e deriva gênica (Franklin & Frankham, 1998; Lynch & Lande, 1998).

A definição de um tamanho mínimo de uma população capaz de se garantir em longo prazo (população mínima viável - PMV) é algo complexo e tem proporcionado um intenso debate entre pesquisadores (Franklin & Frankham, 1998). Normalmente, os valores para populações mínimas viáveis costumam ser definidos em 500 indivíduos ou mais (Franklin, 1980; Franklin & Frankham, 1998; Lynch & Lande, 1998, Reed & Bryant, 2000, Reed et al., 2003). Porém, estudos de Análise de Viabilidade Populacional - AVP, com três espécies de primatas ameaçados de extinção da Mata Atlântica reportam populações com 90 indivíduos de Brachyteles hypoxanthus (Kuhl, 1820) (Strier, 1993-1994) e 150-300 indivíduos de Leontopithecus chrysomelas (Kuhl, 1820) e Cebus xanthosternus Wied, 1820 (Paglia, 2003) como viáveis em 100 anos.

Infelizmente, os dados disponíveis para as espécies que ocorrem na área de estudo ainda são escassos para permitir uma AVP confiável destas. Portanto, se torna mais interessante do ponto de vista conservacionista não esperar até que tais dados estejam disponíveis e assumir que tais populações não são viáveis em longo prazo, partindo para estratégias de conservação que envolvam os outros fragmentos florestais da região.

Neste contexto, observa-se que numa área de entorno equivalente a 96 km², existem 95 fragmentos florestais que variam em tamanho de um a 1.000 ha. Este mosaico de fragmentos (incluindo a área de estudo) cobre uma área de aproximadamente 2.300 ha (Fig. 2). Contudo, somente quatro fragmentos possuem área superior a 50 ha (88, 95, 98, e 1.000 ha) além da área de estudo.

A matriz da paisagem é composta por áreas de pastagens de origem antrópica entremeadas por loteamentos habitacionais em zonas de expansão urbana do município de Pouso Alegre.

A distância entre os maiores fragmentos da região (> 50 ha) varia de 40-600m nos pontos de maior proximidade entre os mesmos. É possível, que a matriz da paisagem seja permeável para os primatas, já havendo um fluxo de animais entre estes fragmentos. Entretanto, a implantação de corredores ecológicos conectando estes fragmentos, potencializaria o fluxo de indivíduos (genes) entre as populações e evitaria que os primatas corressem riscos ao atravessarem a matriz da paisagem.

O fluxo de indivíduos entre esses fragmentos, em tese, aumentaria as chances de sobrevivência das espécies de primatas em longo prazo na região. Uma vez conectados, os fragmentos com área superior a 50 ha (incluindo a área de estudo) passariam a constituir um mosaico florestal com aproximadamente 1.700 ha (considerando áreas de corredores ecológicos).

Levando em consideração as densidades populacionais reportadas neste estudo, este mosaico florestal poderia, teoricamente, abrigar populações, com 405 ± 166 indivíduos de C. nigrifrons, 250 ± 100 indivíduos de C. aurita e 131 ± 36 indivíduos de C. nigritus, o que aumentaria, consideravelmente, a chance dessas populações, principalmente de C. nigrifrons e C. aurita, persistirem ao longo de 100 anos.

Com relação aos bugios seria conveniente estimar a densidade destes animais nos remanescentes florestais no entorno da área de estudo, pelo menos no fragmento de 1.000 ha, pois caso também ocorra em baixas densidades, a estratégia mais plausível a fim de se evitar a extinção local da espécie num futuro próximo seria a translocação de indivíduos de outras áreas da Mata Atlântica para esta região.

Conclui-se que os primatas que ocorrem no Parque Natural Municipal de Pouso Alegre e entorno têm poucas chances de sobrevivência no futuro frente aos riscos de eventos estocásticos. A criação de corredores ecológicos conectando a área de estudo aos outros fragmentos do seu entorno e a translocação de indivíduos de outras áreas da Mata Atlântica para esta região poderão constituir alternativas para garantir a viabilidade dessas populações em longo prazo. Para que estas estratégias de conservação se concretizem, é necessário que se consolide uma política pública no município voltada à ampliação e criação de Unidades de Conservação, à preservação dos demais remanescentes de Mata Atlântica da região no contexto da ecologia da paisagem e ao incentivo de práticas produtivas sob critérios de sustentabilidade no entorno dessas áreas de interesse ecológico.

Agradecimentos. À Secretaria Municipal de Planejamento Urbano Sustentável, Meio Ambiente e Habitação de Pouso Alegre por ceder funcionários que ajudaram na abertura de trilhas no Parque Municipal de Pouso Alegre.

 

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Recebido em 30 de agosto de 2010.
Aceito em 29 de março de 2012. ISSN 0073-4721