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Iheringia. Série Zoologia

Print version ISSN 0073-4721

Iheringia, Sér. Zool. vol.103 no.1 Porto Alegre Mar. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0073-47212013000100005 

Ocorrência e conservação de Touit melanonotus (Aves, Psittacidae) no sul do Brasil

 

Occurrence and conservation of Touit melanonotus (Aves, Psittacidae) in southern Brazil

 

 

Marcelo A. V. VallejosI; Ricardo Belmonte-LopesII,III,IV; Louri Klemann-JuniorV; Marcos R. BornscheinII,IV,V; Leonardo R. DecontoI; Eduardo CarranoV,VI,VII; Carlos O. A. GussoniVII

IHori Consultoria Ambiental, Rua Cel. Temístocles de Souza Brasil, 311, 82520-210, Curitiba, PR, Brasil. (marcelo@hori.bio.br)
IILaboratório de Dinâmica Evolutiva e Sistemas Complexos, Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná, Centro Politécnico, Caixa Postal 19020, 81531-990, Curitiba, PR, Brasil
IIIPrograma de Pós-Graduação em Zoologia, Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná, Centro Politécnico, Caixa Postal 19020, 81531-990, Curitiba, PR, Brasil
IVMater Natura – Instituto de Estudos Ambientais, Rua Lamenha Lins, 1080, 80250-020, Curitiba, PR, Brasil
VPrograma de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação, Universidade Federal do Paraná, Centro Politécnico, 81531-990, Curitiba, PR, Brasil
VICurso de Biologia, Escola de Saúde e Biociências, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, PR, Brasil; Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO)
VIIDepartamento de Zoologia, Universidade Estadual Paulista, campus de Rio Claro. Avenida 24-A, 1515, Bela Vista, 13506-900, Rio Claro, SP, Brasil

 

 


RESUMO

O apuim-de-costas-pretas [Touit melanonotus (Wied, 1820)] é uma espécie florestal endêmica da Mata Atlântica Brasileira e de relevante interesse conservacionista. Trata-se de uma ave com poucas informações disponíveis acerca de sua história natural e distribuição geográfica e novas observações são importantes fontes de informação para auxiliar na conservação da espécie. Aqui reavaliamos o primeiro registro da espécie e apresentamos novas observações no estado do Paraná, sul do Brasil. As vocalizações atribuídas a T. melanonotus e que consubstanciaram sua ocorrência no estado foram examinadas com auxílio de espectrogramas e identificadas como vozes de Pionopsitta pileata (Scopoli, 1769). Não obstante, T. melanonotus ocorre com certa regularidade no Paraná, como indicado por novos registros da espécie em sete localidades distribuídas por todo o litoral do estado. Esta ave foi registrada principalmente em florestas de terras baixas e, uma vez que esta fisionomia sofre intensas pressões antrópicas, sugerimos que esforços de conservação da espécie devem priorizar a preservação desses hábitats.

Palavras-chave: Apuim-de-costas-pretas, floresta litorânea, litoral do Paraná, vocalização.


ABSTRACT

The Brown-backed Parrotlet [Touit melanonotus (Wied, 1820)] is a rare forest species restricted to the Brazilian Atlantic Forest, and is included in the endangered category for species threatened of extinction. As there is a lack of knowledge about the species' natural history and occurrence, new observations can provide helpful information for parrotlet conservation. Here we reevaluate the first record for the species and present new records for the state of Paraná (southern Brazil). The vocalizations previously attributed to T. melanonotus, and which were used to infer its occurrence in the state, were examined by spectrogram analysis. These were actually found to be vocalizations of the Red-capped Parrot [Pionopsita pileata (Scopoli, 1769)], representing a case of misidentification. Even so, the Brown-backed Parrotlet occurs with some regularity in the state of Paraná, as shown by 12 records spread through seven localities spanning the entire Paraná coast. The Brown-backed Parrotlet was recorded mostly in lowland areas, and as these forest types suffer intense pressures, conservation efforts aiming the species preservation should focus in the maintenance of these habitats.

Keywords: Brown-backed Parrotlet, lowland forests, Paraná coast, vocalization.


 

 

O apuim-de-costas-pretas, Touit melanonotus (Wied, 1820), é um psitacídeo florestal raro e endêmico da Floresta Atlântica, particularmente da área de endemismo da Serra do Mar (CRACRAFT, 1985; MORRONE, 2001; STRAUBE & DI GIÁCOMO, 2007). A espécie conta com poucos registros ao longo de toda sua distribuição geográfica, que abrange o sul do estado da Bahia e os estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo (FORSHAW, 1977; SICK & TEIXEIRA, 1979; SICK, 1997; SILVEIRA, 2008; BIRDLIFE INTERNATIONAL, 2011).

A raridade de T. melanonotus fez com que sua conservação fosse alvo de preocupação desde a década de 1940, quando se sugeriu que, possivelmente, a espécie fosse comum nas florestas costeiras de São Paulo, passando posteriormente a ser uma das mais raras em toda a faixa litorânea do Brasil (PINTO, 1946). SICK (1969), por outro lado, mencionou que a espécie poderia ser menos rara do que suposto até então e, posteriormente, alocou o táxon como de status desconhecido (SICK & TEIXEIRA, 1979). Atualmente é avaliada como ameaçada na categoria em perigo, no âmbito global (IUCN, 2011), e vulnerável, na lista nacional (MMA, 2003).

Considerando a grande lacuna de conhecimento sobre a espécie, seja de informações sobre aspectos de história natural ou distribuição geográfica, novas informações referentes a este psitacídeo são de grande importância para sua conservação. No presente trabalho reavaliamos o suposto primeiro registro da espécie no sul do Brasil (BARNETT et al., 2004) e apresentamos novas informações sobre sua ocorrência e status de conservação na região.

 

MATERIAL E MÉTODOS

A análise qualitativa dos espectrogramas foi realizada considerando somente a modulação das vozes e o formato geral das notas. Avaliamos gravações disponíveis no acervo digital xeno-canto (www.xenocanto.org), sendo estas: gravação que consubstancia o registro mencionado por BARNETT et al. (2004) (MS 1025); vocalizações em voo de Pionopsitta pileata (Scopoli, 1769) (XC 85348) e Touit melanonotus (XC 85445). A comparação com P. pileata foi realizada devido à grande similaridade vocal entre estas espécies (vide WHITNEY et al., 2002 e MINNS et al., 2009).

Todos os registros recentes foram efetuados independentemente pelos autores, em expedições realizadas entre os anos de 1997 e 2012 a vários pontos do litoral do estado. Os apontamentos são acompanhados de informações relevantes sobre os locais dos flagrantes, tamanho dos bandos e outros dados de história natural coligidos oportunamente na ocasião das observações. As localidades georreferenciadas foram inseridas em um mapa de modo a contextualizar os registros no âmbito estadual e a cobertura florestal remanescente. Os tipos florestais foram reconhecidos e designados conforme os critérios para a classificação da vegetação brasileira propostos pelo Projeto RADAMBRASIL (VELOSO et al., 1991; IBGE, 1992).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Reavaliação do primeiro registro da espécie no Paraná. O primeiro registro publicado de T. melanonotus no estado do Paraná foi realizado na Serra da Graciosa (parte do conjunto da Serra do Mar; BARNETT et al., 2004), tendo sido documentado por uma gravação do autor-sênior. Contudo, nossas análises indicaram que a frequência do canto, o ritmo e a modulação das frases são condizentes com o observado em P. pileata (Figs. 1A e 1B) e, consequentemente, a primeira documentação atribuída a T. melanonotus no Paraná trata-se de um registro de P. pileata. Esta conclusão concorda com uma recente reavaliação da gravação MS 1025, realizada por um dos autores-júnior da referida comunicação (MINNS, 2010).

 


 

Novas informações sobre Touit melanonotus no Paraná. Ao todo foram realizados 12 registros da espécie no estado, todos concentrados na vertente leste da Serra do Mar, no litoral (Fig. 2, Tab. I). O primeiro registro foi realizado por E. C., P. SCHERER-NETO e M. Wasilewski em agosto de 1997 (citado em SCHERER-NETO et al. [2011] como 1996) na estrada para o Descoberto, município de Guaratuba, quando cinco indivíduos foram observados em área de floresta ombrófila densa de terras baixas secundária deslocando-se rapidamente em voo acima das árvores.

Quase nove anos após, COAG e RB-L registraram este psitacídeo em março de 2006 em Riozinho, município de Guaratuba. Uma gravação foi obtida de espécimes que sobrevoavam uma área de floresta ombrófila densa de terras baixas, consistindo na primeira documentação da ocorrência da espécie no estado do Paraná. A identidade da espécie foi confirmada após análises da gravação (Figs. 1C e 1D), haja vista que os indivíduos não foram visualizados nesta oportunidade. Outro registro foi obtido pelos mesmos autores no mesmo mês e ano, onde 12 indivíduos foram observados voando sobre uma estrada entre plantios de Pinus sp. contíguos a áreas florestadas, nas proximidades do registro vocal supracitado.

Após dois anos, em outubro de 2008, EC, LKJ e P. Scherer-Neto avistaram um pequeno grupo com seis indivíduos voando e vocalizando sobre uma área de floresta ombrófila densa submontana próxima à vila de Castelhanos, município de São José dos Pinhais. No ano seguinte, a espécie foi registrada por EC e LKJ em fevereiro de 2009 (citado em SCHERER-NETO et al. [2011] como 2002) no município de Guaratuba, sendo observado um grupo com aproximadamente 20 indivíduos vocalizando em voo, os quais pousaram em meio a uma área de floresta ombrófila densa submontana. Ainda no mesmo ano, T. melanonotus foi observado em duas ocasiões na localidade de Porto de Cima, município de Morretes: o primeiro contato foi realizado em abril por MAVV, T. Molin e S. Baijuk, quando um grupo de seis indivíduos foi observado primeiramente em voo, vocalizando intensamente, e posteriormente pousados em Archontophoenix cunninghamii H.Wendl. & Drude (Arecaceae) de uma propriedade particular; o segundo registro da espécie na mesma localidade foi em 1 de maio, por MAVV e LRD com um grupo de oito aves avistado sobrevoando a mesma propriedade, também vocalizando intensamente.

No ano seguinte, em outubro, T. melanonotus foi novamente registrado em Riozinho, município de Guaratuba. No dia 28, MRB registrou grupos da espécie em voo. Um dia após, MRB, RB-L, B.L. Reinert e D.D. Sobotka observaram um grupo de cerca de seis indivíduos pousados em Psidium guajava L. (Myrtaceae) junto a uma casa, obtendo-se registros fotográficos de três indivíduos (Fig. 3). As aves forrageavam isoladamente e em silêncio, alimentando-se de frutos de Struthanthus vulgaris Mart. (Loranthaceae). No dia 30 um bando foi gravado vocalizando em voo por MRB, e dois foram avistados por RB-L pousados em uma palmeira próxima à borda de uma área secundária de floresta ombrófila densa de terras baixas, emitindo uma vocalização distinta daquela emitida em voo e também das gravações disponíveis (WHITNEY et al., 2002; MINNS et al., 2009; acervo digital xeno-canto).

Em outubro de 2011, um grupo com cerca de 30 indivíduos foi registrado sobrevoando ruidosamente uma área de floresta ombrófila densa submontana na Reserva Natural Salto Morato, município de Guaraqueçaba (F.C. STRAUBE, com. pess.).

Finalmente, entre fevereiro e março de 2012, diversos contatos foram realizados por COAG e MRB com grupos vocalizando em voo na Reserva Bicudinho-do-brejo. E ainda, em Riozinho, COAG observou cerca de 15 indivíduos em março de 2012. Em todos os contatos os bandos apenas sobrevoavam o local, às vezes a baixa altura.

Estes registros ampliam a distribuição conhecida da espécie em cerca de 100 km para o sul de seu limite austral (Ilha do Cardoso; WEGE & LONG, 1995), embora sua presença no Paraná fosse esperada. O limite meridional de ocorrência da espécie também contempla o litoral norte de Santa Catarina (EC, dados inéditos), que apresenta continuidade florestal com o litoral sul do Paraná, especialmente entre os municípios de Guaratuba (Paraná), Garuva e Itapoá (Santa Catarina), região onde se encontram os maiores remanescentes de floresta ombrófila densa de terras baixas do litoral sul do Paraná e Santa Catarina.

Uma vez que a biologia de T. melanonotus é pouco conhecida, os padrões de ocupação das matas paranaenses não são claros, podendo sua presença no estado ser atribuída tanto a padrões migratórios ainda incógnitos, colonização recente da região ou mesmo à simples falta de observações. Mesmo considerando o elevado esforço amostral despendido na região por diversos observadores e ornitólogos (STRAUBE & SCHERER-NETO, 2001), esta última possibilidade não pode ser descartada, tendo em vista a raridade natural da espécie e a difícil identificação de sua voz em campo.

A maior parte dos registros da espécie foi realizada em áreas de floresta ombrófila densa de terras baixas, sendo essa uma das fácies vegetacionais cuja integridade é das mais ameaçadas (STOTZ et al. 1996). Esse tipo florestal continua sendo suprimido no litoral paranaense devido à formação de pastagens e cultivos de arroz e banana, assim como pelo crescimento urbano desordenado, a exemplo do verificado nas Áreas de Proteção Ambiental de Guaratuba (MRB, observ. pess.) e Guaraqueçaba (EC, observ. pess.). Destacam-se ainda como potenciais ameaças grandes projetos de infraestrutura, como a instalação do novo traçado da BR-101 entre a cidade de Garuva (SC) e a BR 277, no município de Morretes (PR), novos ramais rodoviários ligando a BR-277 às cidades de Paranaguá (PR) e Pontal do Sul (PR) e nova linha férrea. Há outros inúmeros empreendimentos de menor abrangência, mas que em conjunto também podem afetar grandes áreas dessa formação florestal ainda em bom estado de conservação. Considerando o fato dessa formação ser a menos protegida por Unidades de Conservação de Proteção Integral nos estados do Paraná e Santa Catarina, e também o grau de ameaça de T. melanonotus, a conservação da espécie dependerá de efetivos esforços para interromper a perda de hábitat, sua principal causa de ameaça.

Agradecimentos. Alguns dos registros da espécie em Guaratuba foram efetuados durante fases de campo dos projetos 0682/20052 e 0911/20112 apoiados pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. RB-L é apoiado por bolsa de doutorado do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT 141823/2011-9); COAG é bolsista de doutorado da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP 2010/09707-1) e MRB da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

 

REFÊRENCIAS

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Recebido em 07 de julho de 2012.
Aceito em 08 de fevereiro de 2013.

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