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Iheringia. Série Zoologia

Print version ISSN 0073-4721On-line version ISSN 1678-4766

Iheringia, Sér. Zool. vol.107  supl.0 Porto Alegre  2017  Epub May 02, 2017

https://doi.org/10.1590/1678-4766e2017128 

Articles

Checklist de Chironomidae para o estado de Mato Grosso do Sul

Checklist of Chironomidae from Mato Grosso do Sul state

Lívia Maria Fusari1 

Fabio de Oliveira Roque2 

Carlos José Einicker Lamas3 

1Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo. Av. Nazaré, 481 Ipiranga 04263-000 São Paulo, SP, Brasil. (liviafusari@gmail.com)

2Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, UFMS, Campo Grande, MS, Brasil.

3Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.


RESUMO

A família Chironomidae é amplamente distribuída com aproximadamente 4.147 espécies conhecidas para o mundo, entretanto esse valor já está desatualizado; para o Brasil cerca de 379 espécies são registradas. Apresentamos um inventário atualizado das espécies de Chironomidae do estado do Mato Grosso do Sul. Até o momento, 16 espécies possuem registro assinalado para o estado. Estas pertencem aos gêneros Aedokritus, Beardius, Chironomus, Corynoneura, Djalmabatista, Fissimentum, Goeldichironomus, Oukuriella e Xenochironomus. Além destas, são conhecidas 83 morfoespécies, referentes a 33 gêneros de Chironominae, seis de Orthocladiinae e dez de Tanypodinae, todas provenientes de levantamentos faunísticos e estudos ecológicos no Alto Rio Paraná e seus rios adjacentes.

PALAVRAS-CHAVE Chironomidae; larvas; insetos aquáticos; Rio Paraná; Programa Biota-MS

ABSTRACT

Family Chironomidae is widely distributed with approximately 4,147 species known to the World, but this value is already outdated; for to Brazil about 379 species are recorded. We present a current inventory of species of Chironomidae for the state of Mato Grosso do Sul. Up to now, 16 species are recorded to the state. These species belongs to the genera Aedokritus, Beardius, Chironomus, Corynoneura, Djalmabatista, Fissimentum, Goeldichironomus, Oukuriella and Xenochironomus. In addition, 83 morphospecies are known to 33 genus of Chinonominae, six of Orthocladiinae and ten of Tanypodinae, all from fauna surveys and ecological studies in the Upper Paraná River and its adjacent rivers.

KEYWORDS Chironomidae; larvae; aquatic insects; Paraná river; Biota-MS Program

Os Chironomidae (Diptera) estão entre os mais bem distribuídos e abundantes insetos aquáticos ( Armitage et al., 1995; Ferrington Jr., 2008). O estágio predominante do ciclo de vida, as larvas, é encontrado em ambiente terrestre, semi-terrestre e semi-aquático, marinho, e, principalmente, em ambiente dulciaquícola. Ferrington Jr. (2008) mencionou 4.147 espécies com larvas em ambientes de água-doce mundialmente e estimativas apontam para a existência de 10.000 a 20.000 espécies no total ( Coffman, 1995).

Atualmente são reconhecidas 11 subfamílias: Aphroteniinae, Buchonomyiinae, Chironominae, Chilenomyiinae, Diamesinae, Orthocladiinae, Podonominae, Prodiamesinae, Tanypodinae, Telmatogetoninae e Usumbaromyiinae ( Spies & Reiss, 1996); destas, somente a última não ocorre na Região Neotropical, sendo endêmica para a África ( Andersen & Sæther, 1994). No Brasil há registro de cinco subfamílias (Chironominae, Orthocladiinae, Podonominae, Tanypodinae e Telmatogetoninae). Ashe (1983) reconheceu 355 gêneros válidos, Sæther et al.(2000) estimaram haver 440 gêneros. Mendes (2008), por sua vez, considerou que, devido ao elevado número de gêneros descritos nos últimos anos, uma estimativa de 500 não é exagerada. A distribuição da família abrange todas as regiões zoogeográficas, inclusive a Antártida ( Cranston, 1995). O catálogo dos Chironomidae neotropicais ( Spies & Reiss, 1996) listou 710 espécies em 155 gêneros. Porém, trabalhos recentes vêm aumentando significativamente o registro de espécies e gêneros para esta região ( e.g.Kyerematen & Andersen, 2002; Fusari et al., 2013; Trivinho-Strixino & Strixino, 2005; Sanseverino & Fittkau, 2006, entre outros.). Mendes (2008), por exemplo, adicionou 181 novos registros ao catálogo de Chironomidae da Região Neotropical. A necessidade de mais trabalhos que abordem a sistemática de Chironomidae no Brasil foi ressaltada por muitos autores ( e.g.Trivinho-Strixino & Strixino, 1995; Spies & Reiss, 1996; Trivinho-Strixino, 2011).

Uma lista dos gêneros e espécies de Chironomidae relatadas para o Brasil é encontrada em Mendes & Pinho (2013). O pouco que se conhece atualmente no Brasil concentra-se em São Paulo e na região Amazônica, pelo simples fato da concentração de taxonomistas no local e maior esforço de coleta.

Considerando as demandas do Programa Estadual de Biodiversidade - Biota MS de reunir as informações existentes sobre a biodiversidade do estado de Mato Grosso do Sul para subsidiar políticas públicas de pesquisa e conservação, apresentamos um checklist dos táxons de Chironomidae registrados no estado.

MATERIAL E MÉTODOS

Triamos uma lista dos trabalhos publicados sobre ecologia e taxonomia de Chironomidae no estado de Mato Grosso do Sul. Consultas foram realizadas a partir do site Brazilian Chironomids ( Mendes & Pinho, 2013), e de bancos de dados na internet como Web of Science e Scopus; além disso, autores foram consultados diretamente para atualizar a lista. Nível de identificação e morfoespécies são citados aqui como foram escritos nas referências originais.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Estudos taxonômicos foram realizados primeiramente por Oliveira & Messias (1989) quando descreveram Aedokritus souzalopesi, a primeira espécie para o estado. Somente em 2005 uma nova espécie, Xenochironomus ceciliae Roque & Trivinho-Strixino, foi descrita a partir de coletas em esponja de água doce no Rio Paraná ( Roque & Trivinho-Strixino, 2005). Posteriormente, Fusari et al. (2008, 2014) descreveram Oukuriella antonioi Fusari, Roque & Hamada, 2008 e Oukuriella rimamplusa ( Fusari et al., 2014) ambas também associadas a esponjas de água doce do Rio Paraná. Wiedenbrug & Trivinho-Strixino (2011) e Wiedenbrug et al. (2012) descreveram seis espécies de Corynoneura. Wiedenbrug & Silva (2013) descreveram Nanocladius longispicula. Silva et al. (2014) descreveram Denopelopia moema Silva, Wiedenbrug & Neubern. Ainda, Trivinho-Strixino et al. (2015) descreveram Tanytarsus corumba Trivinho-Strixino, Wiedenbrug & Silva e registraram a ocorrência de mais duas espécies do gênero. Pinho et al. (2015) estabeleceram Polypedilum ( Tripodura) guato Pinho, Fusari & Lamas e Polypedilum ( Tripodura) kadiweu Pinho, Fusari & Lamas. Complementando o levantamento, em análise do material biológico na Coleção de Diptera do Museu de Zoologia, constatamos exemplares de Zavreliella longiseta Reiss, 1990 provenientes de coletas no estado através do projeto SISBIOTA. Na tabela I apresentamos registros taxonômicos, onde os tipos estão depositados e quais os semaforontes descritos.

Tab. I Espécies de Chironomidae conhecidas para o estado do Mato Grosso do Sul, localização dos tipos e semaforontes conhecidos (M - macho e F - fêmea do semaforonte adulto; L, larva; P, pupa). 

Táxons Tipos Semaforontes
Chironominae
Aedokritus souzalopesi Oliveira & Messias, 1989 IOC - RJ M
Oukuriella antonioi Fusari, Roque & Hamada, 2008 INPA M
Oukuriella rimamplusa Fusari et al., 2014 INPA M
Xenochironomus ceciliae Roque & Trivinho-Strixino, 2005 UFSCar M, F, P, L
Orthocladiinae
Corynoneura bodoquena Wiedenbrug et al., 2012 MZUSP M, P
Corynoneura fortispicula Wiedenbrug & Trivinho-Strixino, 2011 MZUSP/ UFSCar M, F, P, L
Corynoneura septadentata Wiedenbrug & Trivinho-Strixino, 2011 MZUSP M, F, P, L
Corynoneura sertaodaquina Wiedenbrug & Trivinho-Strixino, 2011 MZUSP M, F, P, L
Corynoneura sisbiota Wiedenbrug et al., 2012 MZUSP M, F, P
Corynoneura unicapsulata Wiedenbrug & Trivinho-Strixino, 2011 MZUSP/ UFSCar M, F, P, L

Em estudos realizados por Anjos & Takeda (2010), Butakka et al. (2014) e Higuti & Takeda (2002) identificaram - através das larvas - as espécies Beardius xylophilus Trivinho-Strixino & Strixino, 2000, Chironomus streinzkei Fittkau, 1968, Djalmabatista pulcher (Johannsen, 1908), Fissimentum desiccatum Cranston & Nolte, 1996, Goeldichironomus holoprasinus (Goeldi, 1905), Goeldichironomus maculatus Trivinho-Strixino & Strixino, 1991. Desta forma, 16 espécies são reconhecidas para o estado do Mato Grosso do Sul.

Na tabela I apresentamos as descrições taxonômicas, onde os tipos estão depositados e quais os semaforontes descritos.

Entretanto, estudos com a família iniciaram na década de 1990, esses de cunho ecológico, ficando o conhecimento desta fauna restrito a larvas aquáticas. Nosso levantamento bibliográfico resultou basicamente em artigos ecológicos e de levantamento com foco em larvas do Chironomidae, assim listamos a ocorrência de 83 morfoespécies, referentes a 33 gêneros de Chironominae, seis de Orthocladiinae e dez de Tanypodinae ( Tab. II). Na Tabela II consta todas as morfoespécies registradas nos estudos conforme foram citadas nos textos originais e suas respectivas referências.

Tab. II Inventário dos gêneros e morfoespécies de Chironomidae para o estado do Mato Grosso do Sul e a respectiva bibliografia. 

SUBFAMÍLIA/gênero/morfoespécie Referências
CHIRONOMIDAE
Aedokritus Takeda et al., 2004; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011
Aedokritus sp. 1 Pinha et al., 2013
Apedilum Butakka et al., 2014
Asheum Anjos et al., 2011; Butakka et al., 2014
Asheum sp. 1 Pinha et al., 2013
Asheum sp. 2 Pinha et al., 2013
Axarus Takeda et al., 2004; Rosin & Takeda, 2007; Rosin et al., 2010; Butakka et al., 2014
Beardius Takeda et al., 2004; Rosin & Takeda, 2007; Rosin et al., 2010
Beardius sp. 1 Pinha et al., 2013
Caladomyia Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011
Caladomyia sp. 1 Pinha et al., 2013
Chironomus Higuti et al., 1993; Takeda et al., 2004; Rosin & Takeda, 2007; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011
Chironomus sp. 1 Pinha et al., 2013
Chironomus sp. 2 Pinha et al., 2013
Chironomus sp. 3 Pinha et al., 2013
Cladopelma Rosin et al., 2010
Cladotanytarsus Anjos et al., 2011
Cryptochironomus Higuti et al., 1993; Takeda et al., 2004; Rosin & Takeda, 2007; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011
Dicrotendipes Takeda et al., 2004; Rosin & Takeda, 2007; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011
Endotribelos Rosin & Takeda, 2007; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011
Fissimentum Takeda et al., 2004; Rosin & Takeda, 2007; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011
Glyptotendipes Higuti et al., 1993
Goeldichironomus Higuti et al., 1993; Takeda et al., 2004; Rosin & Takeda, 2007; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011
Goeldichironomus gr. pictus Pinha et al., 2013
Goeldichironomus sp. 1 Butakka et al., 2014
Goeldichironomus sp. 2 Butakka et al., 2014
Harnischia Takeda et al., 2004; Rosin & Takeda, 2007; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011
Harnischia sp. 3 Butakka et al., 2014
Lauterborniella Takeda et al., 2004
Microchironomus Butakka et al., 2014
Micropsectra Higuti et al., 1993
Nilothauma Takeda et al., 2004; Rosin et al., 2010
Nimbocera Takeda et al., 2004
Parachironomus Takeda et al., 2004; Rosin & Takeda, 2007; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011; Anjos & Takeda, 2010
Paralauterborniella Rosin et al., 2010; Butakka et al., 2014
Pelomus sp. 2 Pinha et al., 2013
Pelomus psamophilus Butakka et al., 2014
Phaenopsectra Takeda et al., 2004; Butakka et al., 2014
Polypedilum Higuti et al., 1993; Takeda et al., 2004; Rosin & Takeda, 2007; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011
Polypedilum ( Polypedilum) sp. Anjos & Takeda, 2010
Polypedilum ( Polypedilum) sp. 1 Butakka et al., 2014
Polypedilum ( Polypedilum) sp. 2 Butakka et al., 2014
Polypedilum ( Tripodura) sp. Anjos & Takeda, 2010
Polypedilum ( Tripodura) sp. 1 Pinha et al., 2013
Pseudochironomus Takeda et al., 2004; Rosin & Takeda, 2007; Rosin et al., 2010; Anjos & Takeda, 2010; Anjos et al., 2011
Xenochironomus Anjos & Takeda, 2010
Rheotanytarsus Takeda et al., 2004; Anjos et al., 2011; Anjos & Takeda, 2010
Saetheria Takeda et al., 2004; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011
Stenochironomus Higuti et al., 1993; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011; Butakka et al., 2014
Tanytarsus Takeda et al., 2004; Rosin & Takeda, 2007; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011
Tanytarsus sp. 1 Pinha et al., 2013; Butakka et al., 2014
Tanytarsus sp. 2 Pinha et al., 2013
Zavreliella Butakka et al., 2014
Zavreliella sp. 2 Pinha et al., 2013
ORTHOCLADIINAE
Corynoneura Anjos et al., 2011
Cricotopus Takeda et al., 2004; Rosin & Takeda, 2007; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011; Anjos & Takeda, 2010
Cricotopus sp. 1 Butakka et al., 2014
Lopescladius (cf. ) Takeda et al., 2004
Lopescladius Rosin et al., 2010
Onconeura Anjos & Takeda, 2010
Paratrichocladius Takeda et al., 2004
Thienemanniella Rosin et al., 2010
Thienemanniella sp. 1 Anjos & Takeda, 2010
Thienemanniella sp. 2 Anjos & Takeda, 2010
TANYPODINAE
Ablabesmyia Higuti et al., 1993; Takeda et al., 2004; Rosin & Takeda, 2007; Rosin et al., 2010; Anjos & Takeda, 2010; Anjos et al., 2011; Butakka et al., 2014
Ablabesmyia gr. annulata Pinha et al., 2013; Butakka et al., 2014
Ablabesmyia ( Karelia) Pinha et al., 2013; Butakka et al., 2014
Clinotanypus Anjos et al., 2011
Coelotanypus Higuti et al., 1993; Takeda et al., 2004; Rosin & Takeda, 2007; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011; Butakka et al., 2014
Coelotanypus sp. 1 Pinha et al., 2013
Coelotanypus sp. 2 Pinha et al., 2013
Djalmabatista Takeda et al., 2004; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011; Anjos & Takeda, 2010
Labrundinia Takeda et al., 2004; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011
Labrundinia sp. 2 Butakka et al., 2014
Labrundinia sp. 3 Pinha et al., 2013
Larsia Anjos et al., 2011
Procladius Higuti et al., 1993; Takeda et al., 2004; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011
Procladius sp. 1 Butakka et al., 2014
Procladius sp. 2 Pinha et al., 2013; Butakka et al., 2014
Tanypus Takeda et al., 2004; Rosin & Takeda, 2007; Rosin et al., 2010; Anjos et al., 2011
Tanypus sp. 1 Pinha et al., 2013
Zavrelimyia Anjos et al., 2011
Zavrelimyia sp. 1 Pinha et al., 2013

Todos os estudos analisados se concentram na região do Alto Rio Paraná e seus rios adjacentes. Como o enfoque dos estudos é levantamento faunístico e ecológico, consiste basicamente em coleta e identificação de larvas, o que praticamente impossibilita a identificação específica da maioria das espécies. Isto resulta em uma discrepância entre o número de gêneros registrados e espécies.

A ausência de contribuições na sistemática do grupo, como também, a falta da associação entre os imaturos e adultos ainda se constitui num impedimento para o conhecimento da família ( Trivinho-Strixino, 2011). Neste sentido, ressaltamos a necessidade de estudos sistemáticos que contemplem associações e distribuição biogeografia, de forma a fornecer informações mais precisas a respeito da fauna ocorrente no Mato Grosso do Sul.

Principais grupos de pesquisa e acervos. Apresentamos uma lista de Instituições onde estão lotados pesquisadores que atuam diretamente com taxonomia e sistemática de Chironomidae no Brasil. Para maiores informações sobre os pesquisadores e o endereço para contato consulte Mendes & Pinho (2013): Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA); Museu Nacional (MZ/UFRJ); Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP); Universidade Federal do ABC (UFABC); Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS); Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). As principais instituições com acervos de Chironomidae são: (1) brasileiras: Coleção de Entomologia, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA); Instituto Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz (IOF/FIOCRUZ); Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP); Universidade Federal de São Carlos, Laboratório de Entomologia Aquática (UFSCar); (2) estrangeiras: Museum of Zoology, University of Bergen, Noruega e Zoologische Staatssammlung München, München, Alemanha.Principais Lacunas de Conhecimento. Apesar do progresso feito nos recentes anos, com o Guia de identificação de larvas de Chironomidae para o Estado de São Paulo ( Trivinho-Strixino & Strixino, 1995; Trivinho-Strixino, 2011) e o aumento significativo de registros de espécies e gêneros, o conhecimento taxonômico ainda se encontra incompleto para muitos gêneros. A informação de Chironomidae existente no Brasil ainda é, de maneira geral, maior nas regiões Sudeste e Norte, em especial nos estados do Amazonas e São Paulo, onde estão muitos dos pesquisadores e grandes iniciativas de pesquisa. Nas outras regiões essa fauna ainda é pouco conhecida, recebendo contribuições isoladas.Perspectivas de Pesquisa para Grupo nos próximos 10 anos. Para as pesquisas envolvendo a ordem Diptera, como também para a família Chironomidae, existe uma grande expectativa relacionada ao desenvolvimento do projeto “Rede temática para estudos de diversidade, sistemática e limites distribucionais de Diptera nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia”, aprovado no âmbito do Edital SISBIOTA, em uma parceria do CNPq com a FAPESP. O projeto teve início em fevereiro de 2010 e vem amostrando, de forma continuada, localidades estratégicas nestes três estados.

Juntamente com o recente instalado Grupo de pesquisa em Chironomidae na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e a formação de taxonomistas pela pós-graduação em Entomologia e Conservação da Biodiversidade pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), espera-se que haja um aumento bastante significativo no conhecimento da diversidade nos próximos anos.

Agradecimentos.

A Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciências e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect) e a Superintendência de Ciências e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Sucitec/MS) pelo convite de participação neste fascículo especial da Iheringia, Série Zoologia e o suporte financeiro para sua publicação. Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) (Proc. 563256/2010-9) e Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) (Proc. 2010/52314-0) pelo auxílio conferido ao projeto “Rede temática para estudos de diversidade, sistemática e limites distribucionais de Diptera nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia”, aprovado no âmbito do Edital SIBIOTA. A Prof. Dra. Alice Takeda pela disponibilidade de dados e publicações. Lívia M. Fusari agradece ao CNPq pela bolsa de pós-doutoramento (Proc. 150424/2013-8). Fabio O. Roque e Carlos J. E. Lamas são bolsistas CNPq.

Referências Bibliográficas

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Recebido: 28 de Novembro de 2016; Aceito: 06 de Fevereiro de 2017

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