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Iheringia. Série Zoologia

Print version ISSN 0073-4721On-line version ISSN 1678-4766

Iheringia, Sér. Zool. vol.107  supl.0 Porto Alegre  2017  Epub May 02, 2017

http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2017150 

Articles

Listagem da entomofauna antófila do estado de Mato Grosso do Sul, Brasil

Checklist of anthophilous entomofauna from Mato Grosso do Sul state, Brazil

Maria Rosângela Sigrist1 

Camila Aoki2 

Camila Silveira de Souza3 

Sebastião Laroca4 

Jennifer Elaine Maier1 

Márcia Rocha Vicente1 

Fabrício Hiroiuki Oda5 

Hélder Nagai Consolaro6 

1Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde. Cidade Universitária s/n, Caixa-Postal 549, 79070-900 Campo Grande, MS, Brasil. (sigristster@gmail.com)

2Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus Universitário de Aquidauana - CPAQ, Departamento de Biociências. Av. Oscar Trindade de Barros, 740, UFMS Unidade II, Serraria, 79200-000 Aquidauana, MS, Brasil.

3Programa de Pós-graduação em Biologia Vegetal, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde. Cidade Universitária s/n, Caixa-Postal 549, 79070-900 Campo Grande, MS, Brasil.

4Professor Sênior da Universidade Federal do Paraná, Rua Cel. Alfredo Ferreira da Costa,433, 81540-090 Curitiba, PR, Brasil.

5Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais. Universidade Estadual de Maringá, Nupélia - Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aqüicultura. Bloco G-90. Av. Colombo, 5790, 87020-900 Maringá, PR, Brasil.

6Universidade Federal de Goiás, Departamento de Ciências Biológicas. Av. Lamartine Pinto Avelar, 1120, 75704-390 Catalão, GO, Brasil.

RESUMO

Apresentamos listagem da entomofauna visitante de flores do estado de Mato Grosso do Sul (MS) com base na compilação de informações obtidas em 17 estudos, a maioria realizado em áreas de Cerrado (n = 11) e menos frequentemente no Pantanal (n = 6). Foram registrados 10 grupos de insetos, pertencentes a seis ordens, 80 famílias e 411 espécies. Maior riqueza foi amostrada para o Cerrado (307 spp.) que Pantanal (147 spp.), com somente 43 espécies (10,4%) em comum entre estes biomas. Anthophila foi o grupo mais rico (155 spp.), seguido por besouros (82), borboletas/mariposas (53) e vespas (45), que junto totalizaram 81,5% das espécies. Maior riqueza de abelhas está relacionada ao fato da maioria dos trabalhos enfocarem este grupo, além da especialização deste grupo na utilização de recursos florais. Surpreendente foi o segundo lugar ocupado por besouros em relação a outros visitantes mais “ativos” e “habituais”, como lepidópteros e moscas. Em MS os acervos e grupos de pesquisa com entomofauna antófila são restritos e/ou incipientes, sendo necessário fortalecimento dos mesmos através de parcerias, intercâmbios e formação de recursos humanos na área.

PALAVRAS-CHAVE Biodiversidade de insetos; visitante floral; Programa BIOTA MS.

ABSTRACT

We present a checklist of the anthophilous entomofauna of Mato Grosso do Sul state (MS) based on information compiled from 17 studies, most of them achieved in Cerrado vegetation (n = 11) and less frequently in the Pantanal (n = 6). We recorded 10 groups of insects, belonging to six orders, 80 families and 411 species. Higher richness was sampled for Cerrado (307 spp.) compared to Pantanal (147 spp.), with only 43 species (10.4%) common to both biomes. Anthophila was the richest group (155 spp.), followed by beetles (82), butterflies/moths (53) and wasps (45), which totalized 81.5% of species. The highest richness of bees is related to the fact the most studies are concentrated in this group, besides the specialization of this group in utilization of floral resources. Surprising was the beetles occupying second place compared to others more “active” and “habitual” visitors, such as butterflies and flies. The entomofauna collections and research teams in MS are limited and/or incipient and they should be strenghtened through partnerships, exchange and capacity building in this biological group.

KEYWORDS Insect biodiversity; floral visitor; BIOTA MS Program

A fauna antófila é constituída por diversos grupos de animais que visitam flores para buscar recursos alimentares (e.g. pólen, néctar, óleo, tecido floral, “sweet jelly”), materiais para a construção dos ninhos (óleo, resina) e/ou “perfumes” e podem também utilizar a flor como sítio de cópula, berçário e/ou dormitório (Simpson & Neff, 1981; Proctor et al., 1996; Sazima et al., 2001; Stehlmann & Semir, 2001; Dufaÿ & Anstett, 2003). Os visitantes florais são invertebrados (e.g. abelhas, moscas, besouros, vespas, borboletas, mariposas, grilos, baratas) e vertebrados (e.g. beija-flores, morcegos, lagartos) de várias Ordens (Faegri & van der Pijl, 1979; Proctor et al., 1996; Nyhagen et al., 2001; Vlasáková et al., 2008; Micheneau et al., 2010), com predomínio de insetos. A maioria dos insetos antófilos geralmente não é amostrada nos levantamentos faunísticos habituais, exceto pelas abelhas, que são essencialmente herbívoras e dependentes dos recursos florais.

A fauna antófila quando visita as flores, principalmente as abelhas (Anthophila), podem atuar como polinizadores. A polinização é serviço ambiental de grande relevância para a manutenção da integridade dos ecossistemas e para a sustentabilidade da agricultura, necessitando haver maior atenção no manejo agrícola e nas ações para a conservação dos polinizadores nativos. Por esta razão, o serviço ambiental prestado pelos polinizadores foi considerado uma das prioridades de estudo para o século XXI e em 2000 foi criado um programa que visa a conservação e o uso sustentado de polinizadores (ver Laroca & Orth, 2002), conhecido como “Iniciativa Internacional dos Polinizadores”. No Brasil a “Iniciativa Brasileira de Polinizadores” (IBP) foi legalmente instituída em 2005 com o objetivo de: (i) planejar e definir ações para a conscientização da importância da polinização, (ii) fornecer subsídios para a formulação de políticas públicas que favoreçam o manejo, conservação e uso sustentável de polinizadores na agricultura, (iii) disseminar os conhecimentos gerados através de livros e websites, (iv) incrementar a capacitação de pessoas envolvidas com o tema e (v) avançar nos conhecimentos sobre polinização e polinizadores (Imperatriz-Fonseca et al., 2007).

Tomando como foco a conservação de polinizadores, um dos resultados da IBP foi a publicação da Bibliografia Brasileira de Polinização e Polinizadores (MMA, 2006), levantamento detalhado da produção científica nacional sobre o tema. De acordo com este trabalho, o Pantanal aparece como o bioma com o menor número de estudos realizados. Considerando que o levantamento de espécies é o primeiro e essencial passo para avaliação do status de conservação, a falta dessa informação básica pode resultar em estratégias de conservação equivocadas, aumentando o risco de eventos irreversíveis de extinção de espécies.

Apresentamos a primeira listagem de visitantes florais de Mato Grosso do Sul (MS) com base na compilação de informações obtidas em estudos realizados no estado. Discutimos as principais lacunas e dificuldades existentes em termos de amostragem, o que certamente contribuirá para indicar áreas prioritárias para futuros estudos sobre o grupo, com consequente aumento do número de espécies registradas.

MATERIAL E MÉTODOS

O check list da entomofauna antófila foi elaborado a partir do levantamento bibliográfico sobre visitantes florais em periódicos científicos, boletins técnicos, livros, monografias de conclusão de curso, dissertações e teses, dentre outros. Foram considerados tanto trabalhos de levantamento como estudos de polinização. Os táxons não identificados até o nível específico foram inseridos à lista somente quando adicionavam nova família, tribo ou gênero. Os insetos foram organizados nos seguintes grupos: abelhas, besouros, borboletas/mariposas, formigas, hemípteros, moscas/mosquitos, vespas e outros. Os biomas foram classificados segundo IBGE (2004).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Lista das publicações e espécies para MS com comentários. Para o estado de MS foram registrados somente 17 estudos que trazem informações sobre visitantes florais, sendo sete artigos de periódicos, sete monografias/dissertações e três capítulos de livros. A maioria dos estudos (10) gerou dados para apenas um grupo de insetos, geralmente abelhas (Consolaro, 2002; Rodrigues, 2002; Oda, 2003; Vieira et al., 2008; Oliveira et al., 2007; Maier, 2009; Ferreira et al., 2010; Longo & Fischer, 2006; Vilas Boas, 2009; Aoki et al., 2012). Outros incluíram também vespas (Boff, 2008; Auko et al., 2012), besouros e/ou esfingídeos (Munin et al., 2008). Quatro estudos contemplaram grupos de animais que não são considerados “polinizadores habituais” (Aoki & Sigrist, 2006; Oliveira & Sigrist, 2008; Fava et al., 2011; Souza, 2012), sendo que apenas um investiga a fauna antófila como um todo (Aoki & Sigrist, 2006) (Tab. I).

Tab. I Insetos visitantes de flores amostrados em vegetação de Cerrado e Pantanal, no Mato Grosso do Sul, Brasil e referência bibliográfica: 1, Consolaro (2002); 2, Rodrigues (2002); 3, Oda (2003); 4, Aoki & Sigrist (2006); 5, Oliveira et al. (2007); 6, Oliveira & Sigrist (2008); 7, Munin et al. (2008); 8, Vieira et al. (2008); 9, Maier (2009); 10, Vilas Boas (2009); 11, Ferreira et al. (2010); 12, Longo & Fischer (2006); 13, Boff (2008); 14, Fava et al . (2011); 15, Aoki et al . (2012); 16, Auko et al . (2012); 17, Souza (2012).  

Cerrado Pantanal Referências
HYMENOPTERA, APOIDEA
ANDRENIDAE
Anthrenoides sp. X 13
Cephalurgus anomalus Moure & Lucas de Oliveira, 1962 X 4
Oxaea flavescens Klug, 1807 X 1, 4, 8
APIDAE
Alepidosceles imitatrix (Schrottky, 1909) X X 4, 13, 17
Apis mellifera Linaeus, 1758 (introduzida) X X 1, 3, 4, 6, 8, 9, 10, 12, 13, 15, 17
Arhysoceble dichroopoda Moure, 1948 X 4
Arhyzoceble sp. X 4
Bombus (Fervidobombus) morio (Swederus, 1787) X X 3, 4, 8, 15
Bombus (Fervidobombus) pauloensis Friese, 1913 X X 1, 13
Centris (Centris) aenea Lepeletier, 1841 X 13
Centris (Centris) flavifrons (Fabricius, 1775) X X 4, 9, 13
Centris (Centris) nitens Lepeletier, 1841 X 8
Centris (Centris) spilopoda Moure, 1969 X 13
Centris (Centris) varia (Erichson, 1848) X X 3, 4, 8, 9, 10, 17
Centris (Hemisiella) tarsata Smith, 1874 X 15, 17
Centris (Hemisiella) vittata Lepeletier, 1841 X 15
Centris (Heterocentris) analis (Fabricius, 1804) X X 1, 3, 15
Centris (Melacentris) collaris Lepeletier, 1841 X 4, 8
Centris (Melacentris) xanthocnemis (Perty, 1833) X 13, 15
Centris (Trachina) fuscata Lepeletier, 1841 X 13, 17
Centris (Trachina) similis (Fabricius, 1804) X 4
Centris (Xanthemisia) lutea Friese, 1899 X 13
Cephalotrigona capitata (Smith, 1854) X 4, 8
Ceratina (Calloceratina) chloris Fabricius, 1804 X 13
Ceratina (Crewella) diligens Smith, 1879 X 15
Ceratina (Crewella) gossypii Schrottky, 1907 X 4
Ceratina (Crewella) maculifrons Smith, 1854 X 4
Ceratina (Crewella) morrensis Strand, 1910 X X 9, 13, 15, 17
Ceratinula sp. X 4
Dasihalonia sp. X 4
Diadasina sp. X 1
Epicharis (Epicharis) bicolor Smith 1854 X 5
Epicharis (Epicharana) flava Friese, 1900 X 1, 3, 4, 5, 9, 10
Epicharis (Epicharana) rustica (Olivier, 1789) X 8
Epicharis (Epicharitides) cockerelli Friese, 1900 X 5, 9
Epicharis (Epicharoides) xanthogastra Moure & Seabra, 1959 X 3
Epicharis (Hoplepicharis) affinis Smith, 1874 X 4, 5
Epicharis (Triepicharis) analis Lepeletier, 1841 X 4, 5
Eufriesea sp. X 1
Euglossa (Euglossa) melanotricha Moure, 1967 X 4
Euglossa (Euglossa) townsendi Cockerell, 1904 X 9
Euglossa (Euglossella) viridis (Perty, 1833) X 4
Eulaema (Apeulaema) nigrita Lepeletier, 1841 X X 1, 2, 15
Exaerete smaragdina (Guérin, 1844) X 1
Exomalopsis (Exomalopsis) analis Spinola, 1853 X 13
Exomalopsis (Exomalopsis) auropilosa Spinola, 1853 X 1, 8
Exomalopsis (Exomalopsis) fulvofasciata Smith, 1879 X 4, 8
Frieseomelitta trichocerata Moure, 1990 X 4
Frieseomelitta varia (Lepeletier, 1836) X 1, 8
Geotrigona mombuca (Smith, 1863) X 9
Hopliphora velutina (Lepeletier & Serville, 1825) X 15
Leurotrigona muelleri (Friese, 1900) X 3, 9
Lophopedia sp. X 3
Melipona (Melipona) subnitida Ducke, 1910 X 3
Melipona (Michmelia) rufiventris Lepeletier, 1836 X X 4, 15
Melipona orbignyi (Guérin, 1844) X 15
Melissodes (Ecplectica) sexcincta (Lepeletier, 1841) X 4
Melissoptila cnecomala (Moure, 1944) X 8
Melissoptila richardiae Bertoni & Schrottky, 1910 X 4
Melitoma segmentaria (Fabricius, 1804) X 1
Monoeca lanei (Moure, 1944) X 4
Nannotrigona testaceicornis (Lepeletier, 1836) X X 8, 13
Nomada sp. X 4, 9
Osirinus santiagoi (Almeida, 1996) X 4
Oxytrigona sp. X 8
Paratetrapedia fervida (Smith, 1879) X 1
Paratetrapedia gigantea (Schrottky, 1909) X 4
Paratetrapedia maculata Friese, 1899 X 4
Paratrigona lineata (Lepeletier, 1836) X X 3, 4, 5, 6, 8, 9, 10, 13
Partamona sp. X 3, 4
Plebeia catamarcensis (Holmberg, 1903) X 15
Plebeia droryana (Friese, 1900) X 9
Plebeia remota (Holmberg, 1903) X 9
Rhathymus sp. X 4
Scaptotrigona bipunctata (Lepeletier, 1836) X 3
Scaptotrigona depilis (Moure, 1942) X 11
Scaptotrigona jujuyensis (Schrottky, 1911) X 15
Scaptotrigona postica (Latreille, 1807) X X 4, 9, 15
Scaura latitarsis (Friese, 1900) X X 4, 15
Scaura longula (Lepeletier, 1836) X 4
Scaura timida (Silvestri, 1902) X 15
Schwarziana quadripunctata (Lepeletier, 1836) X 4
Tetragona clavipes (Fabricius, 1804) X 4
Tetragonisca angustula (Latreille, 1811) X X 1, 3, 4, 8, 9, 10, 13, 15
Tetragonisca fiebrigi (Schwarz, 1938) X 17
Tetrapedia aff. amplitarsis Friese, 1899 X 3
Tetrapedia aff. curvipes Friese, 1990 X 3
Tetrapedia diversipes Klug, 1810 X 5
Tetrapedia hypoleuca Moure, 1999 X 4
Tetrapedia imitatrix Moure, 1999 X X 4, 9, 10, 15
Tetrapedia plumipes Smith, 1879 X 4
Tetrapedia rugulosa Friese, 1899 X 8
Thalestria spinosa (Fabricius, 1804) X 4
Thygater (Thygater) analis (Lepeletier, 1841) X 15
Trigona amalthea (Olivier, 1789) X 8
Trigona amazonensis (Ducke, 1916) X 4
Trigona branneri Cockerell, 1912 X 4, 5, 6
Trigona chanchamayoensis Schwarz, 1948 X 15
Trigona fulviventris Guérin, 1835 X X 4, 15
Trigona fuscipennis Friese, 1900 X X 4, 13, 15
Trigona hyalinata (Lepeletier, 1836) X 1, 8
Trigona recursa Smith, 1863 X X 3, 9, 15
Trigona spinipes (Fabricius, 1793) X X 1, 3, 5, 8, 9, 10, 12, 13, 14
Xanthopedia affinis Larocca & Moure X 4
Xanthopedia iheringii (Friese, 1899) X 4, 9
Xanthopedia larocai Moure, 1992 X 4, 5, 9, 10
Xylocopa (Neoxylocopa) frontalis (Olivier, 1789) X X 1, 13, 15
Xylocopa (Neoxylocopa) grisescens Lepeletier, 1841 X 8
Xylocopa (Neoxylocopa) ordinaria Smith, 1874 X X 9, 10, 13
Xylocopa (Neoxylocopa) suspecta Moure & Camargo, 1988 X X 3, 4, 6, 17
Xylocopa (Schonnherria) muscaria (Fabricius, 1775) X 15
Xylocopa (Schonnherria) splendidula Lepeletier, 1841 X 17
COLLETIDAE
Colletes sp. X 4, 9
Hylaeus sp. X 1
Ptiloglossa willinki (Moure, 1953) X 17
Tetraglossula bigamica (Strand, 1910) X 1, 4
HALICTIDAE
Agapostemon chapadensis Cockerell, 1900 X 4
Augochlora amphitrite (Schrottky, 1909) X 4
Augochlora foxiana Cockerell, 1900 X 8
Augochlora mulleri Cockerell, 1900 X X 4, 15
Augochlora semiramis (Schrottky, 1910) X 9
Augochlorella iopoecila Moure, 1950 X 4
Augochloropsis aff. multiplex (Vachal, 1903) X 9
Augochloropsis callichroa (Cockerell, 1900) X 4, 6, 9
Augochloropsis cleopatra (Schrottky, 1902) X 4
Augochloropsis cupreola (Cockerell, 1900) X 8
Augochloropsis deianira Schrottky, 1910 X 13
Augochloropsis semiramis (Jörgensen, 1912) X 4
Augochloropsis smithiana (Cockerell, 1900) X 9
Augochloropsis sparsilis (Vachal, 1903) X 15
Augochloropsis wallacei (Cockerell, 1900) X 4
Dialictus osmioides (Ducke, 1902) X 4
Dialictus phaedrus (Schrottky, 1910) X 4
Dialictus ypirangensis (Schrottky, 1910) X 13
Neocorynura aff. aenigma (Gribodo, 1894) X 4
Paraxystoglossa jocasta (Schrottky,1910) X 4
Pseudagapostemon (Pseudagapostemon) pissisi (Vachal, 1903) X 4
Pseudaugochlora graminea (Fabricius, 1804) X 4, 6, 8
Rhectomia pumilla Moure, 1947 X 4
Temnosoma sp. X 4
Thectochlora alaris (Vachal, 1904) X 4
MEGACHILIDAE
Anthodioctes megachiloides Holmberg, 1903 X 4
Coelioxys (Acrocoelioxys) otomita Cresson, 1878 X 13, 15
Coelioxys (Acrocoelioxys) tolteca Cresson, 1878 X 13
Coelioxys (Glyptocoelioxys) pampeana Holmberg, 1887 X 13
Coelioxys (Neocoelioxys) praetextata Haliday, 1836 X 4
Coelioxys vidua Smith, 1854 X 13, 15
Epanthidium tigrinum (Schrottky, 1905) X X 1, 15
Hypanthidioides aff. gregaria (Schrottky, 1905) X 15
Hypanthidium sp. X 4, 8
Larocanthidium nigritulum Urban, 1997 X X 4, 13, 15
Megachile (Leptorachis) aetheria Mitchell, 1930 X 13
Megachile (Tylomegachile) orba Schrottky, 1913 X 13
Megachile aff. paulistana Schrottky, 1902 X X 4, 13
Megachile lentifera Vachal, 1909 X 15
COLEOPTERA
ANTHICIDAE
Eurygeniinae sp. X 4
BRENTIDAE
Apion sp. X 4
BUPRESTIDAE
Agrilus sp. X X 4, 17
Tetragonoschema missionarium Obenberger, 1947 X 17
CANTHARIDAE
Cantharis sp. X 4
Chauliognathus fallax Germar, 1824 X 4
CERAMBYCIDAE
Chrysoprasis aurigena Germar, 1824 X 4
Chrysoprasis chalybea Redtenbacher, 1868 X 4
Chrysoprasis hypocrita Erichson,1847 X 4
Cosmisoma cyaneum cyaneum Gounelle, 1891 X 4
Mallosoma zonata Sahlberg, 1823 X 4
Paratenthras martinsi Monné, 1998 X 14
CHRYSOMELIDAE
Acanthoscelides sp. X 4
Alticini sp. X 4
Attalus sp. X 17
Babiohaltica spp. X 17
Bruchini sp. X 17
Chrysodina spp. X 4
Colaspis sp. X 4
Diabrotica sp. X 4
Diabrotica speciosa Germar, 1824 X 4
Diabroticini sp. X 4
Eumolpinae sp. X 4
Iphimeis sp. X 4
Lema sp. X 17
Lilophaea sp. X 4
Metallactus sp. X 17
Monachini sp. X 4
Omophoita sp. X 4
Pachybrachini sp. X 4
Spintherophyta sp. X 17
Urodera circumcincta Lacordaire, 1848 X 4
COCCINELLIDAE
Hyperaspis sp. X 4
CURCULIONIDAE
Anthonomus sp. X 4
Atrichis sp. X 4
Baridinae sp. X 4
Belopoeus spp. X 14
Celetes sp. X 14
Conotrachelus sp. X 4
Derelomus sp. X 14
Erirrhinini sp. X 4
Erodiscus proximus Viana, 1959 X 4
Eudiagogini spp. X 17
Geraeus sp. X 17
Hylobiini sp. X 14
Hypothenemus sp. X 14
Madarini spp. X 14
Naupactus sp. X 4
Parapantomorus fluctuosus Boheman, 1840 X 4
Phyrdenus sp. X 4
Prionomerus sp. X 4
DERMESTIDAE
Cryptorhopalum sp. X 4
MELANDRYIDAE
Epitragus sp. X 17
MELYRIDAE
Astylus variegatus Germar, 1824 X 4
MORDELLIDAE
Mordella sp. X 17
NITIDULIDAE
Camptodes vittata Erichson, 1843 X 17
Carpophilus sp. X 4
Colopterus sp. X X 4, 14
Conotelus sp. X 4
Lobiopa sp. X 4
Mystrops sp. X 14
RHIPIPHORIDAE
Macrosiagon sp. X 4
SCARABAEIDAE
Cyclocephala quatuordecimpunctata Mannhenheim, 1829 X 4
Cyclocephala paraguayensis Arrow, 1904 X 7
Cyclocephala pugnax Arrow, 1914 X 14
Cyclocephala sp. X 4
Dicrania sp. X 4
Macraspis festiva Burmeister, 1844 X 4
Macraspis morio Burmeister, 1844 X 4
Macraspis sp. X 4
Macraspis thoracica Mannhenheim, 1829 X 4
Macrodactylus pumillo Burmeister, 1855 X 4
Symmela sp. X 4
STAPHYLINIDAE
Atheta sp. X 14
Eulissus chalybaeus Mannerheim, 1830 X 4
TENEBRIONIDAE
Alleculinae sp. X 4
Lagria villosa Fabricius, 1781 (introduzida) X 4
Lagriini sp. X 4
Lystronychus sp. X 4
Paratenetus sp. X 14
Strongylium sp. X 4
TROGOSSITIDAE
Tenebroides sp. X 14
LEPIDOPTERA
HESPERIIDAE
Aides epitus Stoll 1781 X 2
Antigonus sp. X 4
Anisochoria sp. X 4
Chioides catillus (Cramer, 1779) X 17
Heliopetes arsalte Linnaeus, 1758 X 4
Heliopetes macaira Reakirt, 1866 X 4
Heliopetes omrina Butler, 1870 X 4
Mysoria barcastus Sepp, 1855 X 4
Panoquina sp. X 4
Polites vibex Geyer, 1832 X 4
Pompeius pompeius Latreille, 1824 X 4
Proteides mercurius Fabricius, 1787 X 4
Pyrgus oileus Linnaeus, 1767 X 4
Typhedanus undulatus Hewitson, 1867 X 4
Urbanus dorantes (Stoll, 1790) X 17
Vehilius stictomenes Butler, 1877 X 4
LYCAENIDAE
Audre sp. X 4
Chlorostrymon sp. X 4
Ematurgina sp. X 4
Hemiargus hanno Stoll, 1780 X X 4, 17
cf. Janthecla sp. X 4
Leptotes cassius Cramer, 1775 X 4
Rekoa palegon Stoll, 1780 X 4
Stalactis phlegia Cramer, 1765 X 4
Strymon sp. X X 4, 17
Eumaeinae X 4
cf. MIMMALONIDAE
cf. Mimmalonidae X 7
NYMPHALIDAE
Actinote sp. X 4
Agraulis vanillae maculosa (Stichel, [1908]) X 17
Anartia jatrophae Johansson, 1763 X 4
Anthanassa frisia herma (W.C. Hewitson, 1864) X 17
Chlosyne lacinia Geyer, 1837 X 4
Danaus gilippus Cramer, 1776 X 4
Dryadula phaetusa Linnaeus, 1758 X 4
Eunica ingens Seitz, 1915 X 4
Euptoieta hegesia Cramer, 1780 X 4
Hermeuptychia hermes Fabricius, 1775 X 4
Junonia genoveva Stoll, 1782 X 4
Marpesia chiron Fabricius, 1775 X 4
Phystis simois variegata (J.K.M. Röber, 1913) X 17
Tegosa sp. X 4
Yphthimoides affinis Butler, 1867 X 4
Yphthimoides sp. X 4
PIERIDAE
Ascia monuste (Linnaeus, 1764) X 17
Eurema albula Cramer, 1775 X 4
Eurema elathea Cramer, 1777 X X 4, 17
Glutophrissa drusilla drusilla (Cramer 1777) X 17
Phoebis sennae Linnaeus, 1758 X 2, 4
Phoebis statira Cramer, 1777 X 4
Pyrisitia leuce leuce (Boisduval, 1836) X 17
RIODINIDAE
Apodemia sp. X 17
Aricoris sp. X 17
SPHINGIDAE
Agrius cingulatus (Fabricius, 1775) X 7
HYMENOPTERA, FORMICIDAE
Dolichoderinae
Azteca sp. X 4
Dolichoderus bispinosus (Olivier 1792) X 17
Dorymyrmex thoracicus Gallardo, 1916 X 17
Linepithema sp. X 4
Ectatomminae
Ectatomma brunneum Smith, 1858 X 4
Ectatomma tuberculatum Olivier, 1792 X 4
Ectatomma spp. X 4
Formicinae
Camponotus crassus Mayr, 1862 X 17
Camponotus crispulus Wild, 2007 X 17
Camponotus mus Roger, 1863 X 17
Camponotus rufipes Fabricius, 1775 X 4
Camponotus sericeiventris Guérin-Méneville, 1838 X 4
Nylanderia fulva (Mayr, 1862) X 17
Myrmicinae
Atta rubropilosa Forel, 1908 X 4
Cephalotes atratus Linnaeus, 1758 X 4
Cephalotes pusillus (Klug, 1824) X 17
Crematogaster spp. X 4
Pheidole gertrudae Forel, 1886 X 4
Solenopsis sp. X 4
Wasmannia sp. X 4
Ponerinae
Pachycondyla sp. X 4
Pseudomyrmecinae
Pseudomyrmex gracilis (Fabricius, 1804) X 17
Pseudomyrmex spp. X 4
HEMÍPTERA
CERCOPIDAE
Cercopidae spp. X 4
COREIDAE
Allocoris sp. X 4
Coreidae spp. X 4
FULGORIDAE
Fulgoridae spp. X 4
LYGAEIDAE
Lygaeidae spp. X 4
MEMBRACIDAE
Membracidae spp. X 4
MIRIDAE
Miridae spp. X 4
PENTATOMIDAE
Euschistus (Euschistus) heros (Fabricius, 1798) X 4
Sibaria armata (Dallas, 1851) X 4
Thyanta (Thyanta) perditor (Fabricius, 1794) X 4
REDUVIIDAE
Reduviidae spp. X 4
RHOPALIDAE
Rhopalidae X 4
SCUTELLERIDAE
Orsilochides leucoptera (Germar, 1839) X 4
Scutelleridae sp. X 17
Sternorrhyncha
Sternorrhyncha spp. X 4
DIPTERA
ASILIDAE
Asilidae sp. X 17
BIBIONIDAE
Bibionidae sp. X 4
BOMBYLIIDAE
Chrysanthrax spp. X X 4, 17
Exoprosopa sp. X X 4, 17
Poecilognathus spp. X X 4, 17
Toxophora aurea Macquart, 1848 X 17
Villa sp. X 4
CALLIPHORIDAE
Chloroprocta idioidea (Robineau-Desvoidy, 1830) X 17
Chrysomya sp. X 4
Hemilucilia segmentaria (Fabricius, 1805) X 17
CAMILLIDAE
Camillidae sp. X 4
CARNIDAE
Carnidae sp. X 4
CHLOROPIDAE
Chloropidae spp. X 17
Olcella sp. X 17
CULICIDAE
Culicidae sp. X 17
DOLICHOPODIDAE
Dolichopodidae spp. X 4
DROSOPHILIDAE
Drosophila sp. X 14
EMPIDIDAE
Drapetis (Elaphropeza) sp. X 4
MUSCIDAE
Brontaea debilis (Williston, 1896) X 4
Limnophora sp. X 17
OTITIDAE
Otitidae spp. X 4
RICHARDIDAE
Richardidae spp. X 4
SARCOPHAGIDAE
Sarcophagidae spp. X X 4, 17
STRATYOMYIDAE
Hoplitimyia cf. mutabilis (Fabricius 1787) X 4
SYRPHIDAE
Copestylum spp. X 17
Syrphidae spp. X 17
Toxomerus sp. X 17
TABANIDAE
Tabanidae sp. X 4
TACHINIDAE
Dexiinae (Dexiini) sp. X 4
Lixophaga sp. X 4
Tachinidae Indeterminado X 4
Trichopodini (complexo Acaulona) sp. X 4
Trichopodini (complexo Trichopoda) sp. X 4
TEPHRITIDAE
Tephritidae sp. X 4
HYMENOPTERA, ACULEATA
AMPULICIDAE
Ampulicidae sp. X 4
BRACONIDAE
Braconidae spp. X 4
CHALCIDIDAE
Chalcididae spp. X 4
CHRYSIDIDAE
Chrysididae sp. X 16
CRABRONIDAE
Larrinae spp. X 4
Trachypus petiolatus (Spinola, 1841) X 16
EUCHARITIDAE
Eucharitidae spp. X 4
NYSSONIDAE
Bicyrtes sp. X 4
Nyssoninae spp. X 4
Rubrica sp. X 4
PHILANTIDAE
Philantinae sp. X 4
POMPILIDAE
Pepsis spp. X 4
SCOLIIDAE
Scoliinae spp. X 4
SPHECIDAE
Amnophilinae spp. X 4
Eremnophila sp. X X 4, 16
Philanthus sp. X 4
Sphecinae spp. X 4
Sphex sp. X 4
TIPHIIDAE
Tiphiidae spp. X 4
VESPIDAE
Agelaia multipicta (Haliday, 1936) X 16
Agelaia sp. X 4
Ancistroceroides rafimaculus (Fox) X 16
Brachygastra fistulosa Naumann, 1968 X 4
Brachygastra lecheguana Latreille, 1824 X 13
Brachygastra moulae Richards, 1978 X 16
Brachygastra sp. X X 4, 16
Cyphomenes infernalis (Saussure, 1875) X 16
Minixi suffusion (Fox) X 16
Mischocyttarus sp. X X 4, 17
Nectarina sp. X 4, 6
Omicron tegulare (Fox, 1899) X 16
Omicron tuberculatum (Fox, 1899) X 16
Pachodynerus sp. X X 4, 16
Polistes canadensis (Linnaeus, 1758) X 4
Polistes versicolor (Olivier,1791) X 4
Polybia chrysothorax (Lichtenstein, 1796) X X 4, 16
Polybia ignobilis (Haliday, 1836) X X 4, 13, 16
Polybia paulista (Ihering, 1896) X 13
Polybia sericea (Olivier, 1791) X 13
Protonectarina sp. X 4
Stenonartonia apicipennis (Fox, 1902) X 16
Synoeca sp. X 16
Synoeca surinama Linnaeus, 1767 X 4
Zeta argillaceum (Linnaeus, 1758) X X 4, 16
Zethus schrottkyanus Ihering, 1911 X 16
ORTHOPTERA
ACRIDIDAE
Acrididae 1 X 4
BLATODEA
BLATTELIDAE
Blattelidae 1 X 4
BLATTIDAE
Blattidae 1 X 14
MANTODEA
Mantodea 1 X 4

A maioria dos estudos foi realizada no Cerrado (n = 11) e menos frequentemente no Pantanal (n = 6) (Fig. 1). Não foram encontrados estudos em áreas de com vegetação de Mata Atlântica, bioma restrito à região sul do estado. Dentre os estudos em Cerrado, nove foram realizados em remanescentes florestais inseridos em área urbana no centro (Consolaro, 2002; Rodrigues, 2002; Oda, 2003; Oliveira et al., 2007; Munin et al., 2008; Oliveira & Sigrist, 2008; Maier, 2009; Vilas Boas, 2009) ou mais ao sul do estado (Ferreira et al., 2010), com somente dois trabalhos realizados no nordeste de MS (Aoki & Sigrist, 2006; Vieira et al., 2008) (Fig. 1). No Pantanal, há estudos na planície (Longo & Fischer, 2006; Boff, 2008; Fava et al., 2011), incluindo um em formação chaquenha (Souza, 2012) e, mais raramente, no Planalto (Aoki et al., 2012; Auko et al., 2012).

Fig 1 Mapa com a distribuição dos estudos sobre visitantes florais no estado do Mato Grosso do Sul (1, Consolaro, 2002; 2, Rodrigues, 2002; 3, Oda, 2003; 4. Aoki & Sigrist, 2006; 5. Oliveira et al., 2007; 6, Oliveira & Sigrist, 2008; 7, Munin et al., 2008; 8, Vieira et al., 2008; 9. Maier, 2009; 10, Vilas Boas, 2009; 11, Ferreira et al., 2010; 12. Longo & Fischer, 2006; 13, Boff, 2008; 14, Fava et al., 2011; 15, Aoki et al., 2012; 16, Auko et al., 2012; 17, Souza, 2012). 

A compilação de dados revelou a ocorrência de dez grupos de insetos visitantes de flores, pertencentes a seis ordens, 80 famílias e que totalizaram 411 espécies (Tab. I). Contudo, ao menos mais 262 espécies ocorrem no estado (Fig. 2), mas permaneceram indeterminadas por conta de dificuldades taxonômicas, o que elevaria a riqueza para 673 espécies. Vespas e moscas estão entre os taxa com maior déficit na identificação. Maior riqueza foi amostrada para o Cerrado (307 spp.) que Pantanal (147 spp.), o que é razoável considerando o maior esforço amostral neste bioma, sendo registradas somente 43 espécies (10,4%) em comum entre os dois biomas.

Fig 2 Número mínimo de espécies não identificadas que constam em levantamentos realizados no Cerrado e Pantanal, Mato Grosso do Sul, Brasil. 

Abelhas foi o grupo mais rico (155 spp.), seguido por besouros (82), borboletas/mariposas (53) e vespas (45), que junto totalizaram 81,5% das espécies (Fig. 3). Maior riqueza de abelhas está relacionada ao fato da maioria dos trabalhos enfocar este grupo, além da especialização deste grupo na utilização de recursos florais. Abelhas possuem cuidado parental e o néctar como principal fonte de carboidratos e o pólen de proteína para a nutrição da prole e adultos (Faegri & van der Pijl, 1979; Barbola et al., 2000). Surpreendente foi a segunda posição ocupada por besouros em relação a outros visitantes mais “ativos”, como lepidópteros e moscas.

Fig 3 Riqueza de insetos amostrados em flores em estudos realizados em vegetação de Cerrado e Pantanal, Mato Grosso do Sul, Brasil. 

Dentre os visitantes categorizados como “polinizadores não habituais”, destacaram-se hemípteros e formigas. Muitas espécies de percevejos são visitantes comuns e conspícuos, atraídos principalmente por néctar e tecidos florais, chegando muitas vezes a danificar o ovário (Faegri & van der Pijl, 1979). Por outro lado, formigas são comumente observadas em flores com néctar acessível e, raramente, são mencionadas sequer como visitantes florais, pois há o pressuposto que são polinizadores ineficientes ou, mais comumente, ladrões de néctar: são pequenas, desprovidas de asas, possuem corpo liso, que limpam frequentemente; bem como liberam secreções antibióticas que supostamente reduzem a viabilidade do pólen. Entretanto, formigas podem ser importantes polinizadores de espécies que crescem junto ao solo, em ambientes áridos ou desérticos ou em altitudes elevadas (Corlett, 2004).

Abelhas (Hymenoptera, Apoidea, Anthophila). As 155 espécies registradas pertencem a 68 gêneros e cinco famílias (Michener, 2000), sendo Apidae a mais rica (109 espécies), seguida por Halictidae (25), Megachilidae (14), Colletidae (4) e Andrenidae (3). A riqueza de abelhas amostrada até o momento em MS é pequena se comparada à estimada, por exemplo, para o estado de São Paulo (SP) (729 spp.) (Pedro & Camargo, 1999), onde são realizados levantamentos a mais de quatro décadas e onde ocorrem diversos grupos de pesquisas e acervos. Entretanto, trabalhos com coletas em sete localidades distintas no estado de SP (três na Mata Atlântica e quatro no cerrado), registraram total de 276 espécies e 88 gêneros, com Apidae como família mais representativa, mas com 105 espécies registradas em Cerrado, valor ligeiramente menor que neste estudo (126 spp.).

Centris (13 spp.), Augochloropsis, Trigona (9 spp. cada) e Epicharis (7 spp.) foram os gêneros mais representativos (Tab. I) e estão entre os oito gêneros mais ricos das savanas tropicais (exceto Trigona) (Pinheiro-Machado et al., 2002). Apis melífera, exótica, foi a mais comum nos levantamentos, seguida pelas nativas Tetragonisca angustula, Trigona spinipes, Paratrigona lineata e Centris varia. Exceto C. varia, as demais espécies são consideradas generalistas, pois geralmente visitam amplo espectro de plantas (Imperatriz-Fonseca et al., 2011).

Besouros (Coleoptera). Os 82 táxons de besouros com alguma identificação registrados para Mato Grosso do Sul estão relatados em apenas quatro estudos (Aoki & Sigrist, 2006; Munin et al., 2008; Fava et al., 2011; Souza, 2012). Esta elevada riqueza de coleópteros mostra que flores são importantes sítios de coleta deste grupo de insetos. Dentre as 18 famílias registradas, Chrysomelidae foi a mais rica (20 espécies), seguida de Curculionidae (18) e Scarabaeidae (10). Representantes dessas famílias são comumente mencionadas como visitantes florais e/ou polinizadores de diversas famílias de Angiospermas (Gottsberger, 1999; Corlett, 2004; Lenzi et al., 2005; Costa & Morais, 2008).

Borboletas/mariposas (Lepidoptera). As 53 espécies de lepidópteros registradas estão distribuídas em sete famílias, com destaque para Nymphalidae (16 espécies), Hesperiidae (16) e Lycaenidae (10), famílias com representantes de hábito diurno, período em que se concentrou a quase totalidade dos estudos realizados. No estado a amostragem de mariposas em flores praticamente inexiste, com duas espécies registradas em Bauhinia curvula por Munin et al. (2008).

Formigas (Hymenoptera, Formicidae). Somente dois estudos contribuíram para o conhecimento da fauna de formigas em flores (Aoki & Sigrist, 2006; Souza, 2012), resultando em listagem de 23 espécies distribuídas em seis subfamílias, com destaque para Myrmicinae (7 espécies), Formicinae (6) e Dolichoderinae (4). Apesar de ocuparem todos os extratos de um ambiente, muitos grupos de formigas mantêm relações estreitas com plantas, obtendo recursos como pólen e néctar floral e extrafloral e, na maioria das vezes, protegendo a planta hospedeira de outros herbívoros (Oliveira et al., 1987).

Hemípteros (Hemiptera). Doze famílias foram listadas, e até o momento somente quatro, das 15 espécies registradas, foram identificadas. Representantes de Hemiptera são frequentemente amostrados em estudos que registram toda a fauna antófila, e geralmente visitam flores para comer partes florais, sendo o néctar de interesse secundário ou nulo (Faegri & van der Pijl, 1979).

Moscas/mosquitos (Diptera). Dentre as 34 espécies identificadas em algum nível taxonômico, foram registradas vinte famílias de moscas e mosquitos em visitas às flores, com destaque para Bombyliidae e Tachinidae em riqueza (5 spp. cada). No mundo, segundo Larson et al. (2001), Diptera corresponde à segunda ordem mais importante de insetos visitantes de flores, com pelo menos 71 famílias com representante antófilo.

Vespas (Hymenoptera, Apoidea, Aculeata). Treze famílias de vespas foram registradas em estudos de visitantes florais no estado, sendo que Vespidae foi majoritariamente a mais rica (26 spp.). Vespas são visitantes comuns em flores, embora algumas espécies sejam atraídas pela oportunidade de predar outros visitantes (Faegri & van der Pijl, 1979; Corlett, 2004).

Ordens diversas. Foram incluídos neste grupo representantes de Orthoptera (Acrididae) (grilos), Mantodea (louva-a-Deus) e Blattodae (Blattelidae e Blattidae) (baratas), que comumente são registrados em flores consumindo partes florais ou buscando alguma presa (Mantodea) e não atuando como polinizadores, com exceções (Nagamitsu & Inoue, 1997; Corlett, 2004; Vlasáková et al., 2008; Micheneau et al., 2010).

Principais acervos e grupos de pesquisa. No MS há somente duas instituições que abrigam espécimes de insetos que visitam flores: a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) com a Coleção Zoológica de Referência da UFMS (ZUFMS) e a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), com o Museu de Biodiversidade da Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais (Mubio/UFGD). Temos apenas dois os grupos de pesquisas, ambos na UFMS, que trabalham direta ou indiretamente com insetos de visitantes de flores: (i) no campus Campo Grande, na linha de pesquisa “Conservação de Polinizadores” coordenado por Maria Rosângela Sigrist, (ii) no campus de Corumbá no grupo “Pesquisa em abelhas: biologia, diversidade e genética” coordenado por Aline Mackert dos Santos.

Principais dificuldades, lacunas de conhecimento e perspectivas para os próximos 10 anos. Para a maioria dos grupos amostrados (exceto abelhas, geralmente amostradas em flores) comparações foram limitadas por falta de dados e/ou estudos equivalentes no Brasil como um todo e não somente em MS. Dados sobre visitantes florais noturnos (e.g. besouros, mariposas, moscas) praticamente inexistem para o estado. Intercâmbio ou parceria entre profissionais que trabalham com levantamento de insetos em flores e taxonomistas destes grupos é incipiente, haja vista o elevado número de espécies na categoria de “indeterminado”. Este fato é agravado pela falta de taxonomistas para boa parte dos grupos amostrados, necessidade de revisões taxonômicas e de boas coleções de referência no estado.

A dificuldade de identificação de material biológico é uma limitação tanto com relação à determinação da riqueza de espécies em determinado bioma, estado ou país, como para a comparação e utilização dos dados de interações relatadas nos trabalhos. No Brasil, para quase todos os grupos de insetos há escassez de especialistas para a identificação das espécies, portanto, são necessários incentivos ou ações que promovam a formação de taxonomistas e a integração entre os taxonomistas existentes e os centros de pesquisa de regiões com carência deste tipo de profissional, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Norte.

Perspectivas e necessidades. Fomento das coleções a partir de novos levantamentos, mas com o fortalecimento dos acervos e grupos de pesquisa através de parcerias entre pesquisadores do estado e do Brasil, bem como formação de recursos humanos nestas áreas. Pesquisas com enfoque nas redes de interação, no papel dos visitantes florais na polinização das espécies vegetais, estudos sobre o efeito da sazonalidade na diversidade de visitantes florais principalmente no Pantanal em que esta é muito marcada, estudo dos efeitos da inclusão de espécies exóticas (como Apis mellifera) sobre as nativas de polinizadores são necessários.

Agradecimentos.

CNPq, FUNDECT, Capes e Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul pelo apoio às nossas pesquisas; aos Drs. Ayr de Moura Bello, André V. L. Freitas, Carlos José Einicker Lamas, Gustavo Graciolli, Helcio Gil Santana e Rogério Silvestre, ao MSc. Manoel Fernando Demétrio e ao biólogo Daniel Máximo Corrêa de Alcântara pelo auxílio na identificação e/ou valiosos comentários sobre besouros, borboletas, hemípteros e moscas; Arnildo Pott revisou o abstract.

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Received: November 25, 2016; Accepted: February 06, 2017

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