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Iheringia. Série Zoologia

Print version ISSN 0073-4721On-line version ISSN 1678-4766

Iheringia, Sér. Zool. vol.107  supl.0 Porto Alegre  2017  Epub May 02, 2017

http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2017154 

Articles

Checklist das aves do Estado do Mato Grosso do Sul, Brasil

Checklist of the birds of the state of Mato Grosso do Sul, Brazil

Alessandro Pacheco Nunes1 

Fernando Costa Straube2  3 

Rudi Ricardo Laps3  4 

Sérgio Roberto Posso3  4 

1Programa de Pós-graduação em Ecologia e Conservação/Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil. (tiriba.ms@gmail.com)

2Hori Consultoria Ambiental, Curitiba, PR, Brasil.

3Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO), Brasil.

4Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.

RESUMO

Em contraste com vários outros estados brasileiros, apenas recentemente o Mato Grosso do Sul iniciou o inventário organizado de sua avifauna. Relacionamos 630 espécies de aves para o Mato Grosso do Sul, pertencentes a 26 ordens e 74 famílias, que corresponde a 34% da avifauna ocorrente no Brasil. Cerca de 90% dessas espécies apresentam registros comprobatórios de ocorrência no estado conforme as normas propostas pelo CBRO. As demais ainda aguardam documentação comprobatória adequada. Quarenta e cinco espécies foram incluídas na lista terciária por apresentarem problemas de documentação comprobatória devido à ausência de circunstanciação e distribuição incompatível. A grande diversidade de fitofisionomias e paisagens sob influência dos biomas Cerrado, Pantanal, Chaco, Bosques Chiquitanos e Mata Atlântica são responsáveis em parte, pela diversidade de espécies ocorrentes no Mato Grosso do Sul. No entanto, várias dessas fitofisionomias e paisagens já foram suprimidas e/ou alteradas pela pecuária e principalmente monoculturas ( Pinus, Eucalyptus e cana-de-açúcar). Trinta e sete espécies de aves ocorrentes no estado encontram-se presentes em listas de espécies ameaçadas de extinção em âmbito global e/ou nacional. Ainda existem grandes lacunas de conhecimento sobre a avifauna sul-matogrossense, notadamente no Pantanal do Paiaguás e em regiões limítrofes com o estado de Goiás e países como Paraguai (Chaco) e a Bolívia (Bosques Chiquitanos). Instituições como Embrapa Pantanal e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, bem como o trabalho de consultores ambientais e observadores de aves foram relevantes no avanço do conhecimento sobre a avifauna no estado. Grande parte dos museus institucionais no exterior abriga exemplares coletados no Mato Grosso do Sul, dentre os quais se destacam o Museum of Comparative Zoology (Cambridge, EUA), o American Museum of Natural History (Nova York, EUA), o The Field Museum of Natural History (Chicago, EUA) e o National Museum of Natural History (Washington, DC, EUA). No Brasil as principais coleções que guardam material ornitológico sul-matogrossense são o Museu de Zoologia (USP, São Paulo), o Museu Nacional (UFRJ, Rio de Janeiro) e o Departamento de Zoologia da Universidade Federal de Minas Gerais (DZUFMG, Minas Gerais).

PALAVRAS-CHAVE Pantanal; Cerrado; biodiversidade; Programa BIOTA-MS

ABSTRACT

Contrasting with several other Brazilian states, just recently the state of Mato Grosso do Sul started to organize an inventory of its birdlife. We list 630 species of birds for the Mato Grosso do Sul, belonging to 26 orders and 74 families, representing 34% of birds occurring in Brazil. About 90% of these species have documented records of its occurrence in the state (Main List), according to proposed by CBRO. The others species still wait for adequate supporting documentation (Secondary List). Forty five species were excluded for the Main List and included in Tertiary List due to problems in supporting documentation and/or incompatible distribution. The variety of landscapes and vegetation types under the influence of the biomes Cerrado, Pantanal, Atlantic forest, Chaco and Bosque Chiquitano is partly responsible for the high species diversity in Mato Grosso do Sul. However, several of these landscapes have been suppressed and/or severely altered by pastures, agriculture (mostly monocultures of sugar cane and soybeans) and agroforestry ( Pinus and Eucalyptus). Thirty-seven species of birds occurring in the state were present on red lists at the global and/or national level. There are still large gaps in knowledge about the avifauna of Mato Grosso do Sul, mainly in the region of Paiaguás in the Pantanal wetlands and in neighboring regions with the state of Goiás, Paraguay (Chaco) and Bolivia ( Bosque Chiquitano). Institutions such as Embrapa Pantanal and the Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, as well as the research of environmental consultants and birdwatchers, were relevant in the advancement of ornithological knowledge in the state. Much of the institutional museums harbor specimens collected in Mato Grosso do Sul, which highlights are the Museum of Comparative Zoology (Cambridge, USA), the American Museum of Natural History (New York), the Field Museum of Natural History (Chicago) and the National Museum of Natural History (Washington). In Brazil the main ornithological collections that keep material from Mato Grosso do Sul are the Museu de Zoologia (USP, São Paulo), the Museu Nacional (Rio de Janeiro) and the collection of Departmento de Zoologia at Universidade Federal de Minas Gerais (DZUFMG, Minas Gerais).

KEYWORDS Pantanal; Cerrado; conservation status; biodiversity; Biota-MS Program

Listas faunísticas são muito importantes para o avanço das ciências naturais, como fontes indispensáveis de subsídios a outras áreas do conhecimento, como a biogeografia, a ecologia e mesmo seus desdobramentos, como a biologia da conservação e as avaliações de impacto ambiental ( Silveira et al., 2010; Scherer-Neto et al., 2011). De fato, todo o conhecimento sobre a distribuição das aves brasileiras começou a ser estabelecido, ao longo da história, com o acúmulo de dados originários dos tantos estudos de natureza regional ( Pacheco & Bauer, 2001).

Por várias razões, o Mato Grosso do Sul apenas recentemente iniciou o inventário organizado de sua avifauna, contrastando fortemente com outros estados brasileiros como São Paulo ( Ihering, 1898, 1900, 1904), Rio Grande do Sul ( Ihering, 1899), Minas Gerais ( Pinto, 1952) e Espírito Santo ( Ruschi, 1953). Este estudo, fundamentado como fonte de referência, objetiva relacionar as espécies de aves até o momento registrados no Estado de Mato Grosso do Sul.

MATERIAL E MÉTODOS

Para a elaboração deste checklist, que deve ser tratado como uma ferramenta preliminar e suscetível a alterações, foram considerados registros visuais, audiovisuais e/ou sonoros disponíveis na literatura, museus institucionais no Brasil e no exterior, bem como os dados obtidos em campo pelos autores em diversas localidades do estado.

Ela foi construída com base no formato da “Lista das Aves do Brasil”, compilação que é anualmente produzida e atualizada pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos ( CBRO, 2011), grupo de estudos da Sociedade Brasileira de Ornitologia. Sob essa chancela, o procedimento aqui adotado inclui tanto a apresentação quanto os critérios adotados por aquele Comitê, com dois limites bem claros e definidos para a admissão de espécies ao inventário: (1) Lista Primária (LP), que agrega espécies com pelo menos um dos registros de ocorrência no Mato Grosso do Sul provido de evidência documental, ou seja, item(ns) disponível(is) para consulta independente, na forma de espécime integral ou parcial, fotografia, gravação de áudio ou vídeo, que permitam a determinação segura e indiscutível do táxon e (2) Lista Secundária (LS), incluindo espécies contando com um ou mais registros para o território sul-mato-grossense, mas cuja evidência documental não é conhecida ou disponível. Neste contexto, o protocolo de filtragem é o detalhamento da informação alusiva ao contato, seja visual ou auditivo, associado obrigatoriamente à coerência com o padrão distribucional e de dispersão da espécie estabelecido com base em evidências documentais. As espécies incluídas à lista estadual sob esse critério encontram-se discriminadas entre colchetes.

Em virtude do objetivo deste estudo, não se encontram indicados elementos fundamentais para o juízo e conclusões aqui procedidos, informações essas que se encontram em vias de compilação em obra especialmente destinada e esse fim ( Nunes, et al., 2017.).

Adicionalmente, e também conforme recomendações do CBRO, são excluídas algumas espécies que, embora citadas na literatura como componentes da avifauna do Mato Grosso do Sul, carecem de detalhes documentados ou minimamente circunstanciados. Esses casos estão consolidados em uma Lista Terciária ( Apêndice I), que também aponta a fonte original de menção e a racionália respectiva para a exclusão.

A lista de espécies segue a ordenação taxonômica bem como a nomenclatura científica e os nomes em português propostos pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos ( CBRO, 2011), com exceção de algumas recentes deliberações para as famílias Caprimulgidae e Thraupidae/Emberizidae e, ainda, de situações provisórias ( incertae sedis) de alguns grupos ou espécies, nesses casos baseados na edição anterior da mesma lista ( CBRO, 2009), sob a forma de arranjo mais coerente e consensual possível.

Adicionalmente, este estudo adota os limites de espécies para Aburria Reichenbach, 1853 apresentados por Lopes (2009) contra Grau et al. (2004) e CBRO (2011), particularmente na aceitação de A. grayi Pelzeln, 1870 e A. nattereri Reichenbach, 1862 como espécies plenas. Além disso, também se utiliza os conceitos e conclusões de D’Horta et al. (2008) na admissão de quatro espécies antes agregadas em Icterus cayanensis (Linnaeus, 1766), tais como I. pyrrhopterus (Vieillot, 1819), I. valenciobuenoi Ihering, 1902; I. periporphyrus (Bonaparte, 1850) e I. tibialis Swainson, 1838, sendo as três primeiras ocorrentes no Mato Grosso do Sul (vide Omland et al., 1999; Sturge et al., 2009). Essas manobras, embora discordantes do cenário nacional, visam ao fortalecimento do conhecimento da distribuição dos respectivos táxons envolvidos, todos eles - na opinião dos autores - perfeitamente reconhecíveis e dispondo de documentações satisfatórias.

Por questões de objetividade, os nomes em português aludem exclusivamente aos “nomes vernáculos técnicos” ( sensuFarias & Alves, 2007). Cientes de que se trata de denominações técnicas escolhidas para individualizar cada espécie de ave brasileira com uma única designação em língua portuguesa, acreditamos que tais nomes possuem caráter puramente instrumental, visando tão somente à comunicação com o público leigo. Nomes populares autênticos (“nomes locais”, segundo Farias & Alves, 2007) desta forma, não são apresentados, aguardando estudos pertinentes de colecionamento geograficamente significativo e a necessária base linguística, visando especialmente à preservação desse patrimônio cultural de indiscutível importância.

Na elaboração da lista de espécies de aves ameaçadas de extinção ocorrentes no Mato Grosso do Sul, consideramos a lista nacional de espécies ameaçadas ( Silveira & Straube, 2008), com os seguintes status de ameaça: CR (Criticamente em Perigo), EN (Em Perigo) e VU (Vulnerável).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Relacionamos 630 espécies de aves para o Mato Grosso do Sul, pertencentes a 26 ordens, 74 famílias e 396 gêneros ( Tab. I), o que corresponde a aproximadamente 35% das espécies ocorrentes no Brasil ( CBRO, 2011).

Tab. I Lista das aves do estado do Mato Grosso do Sul (Brasil). Status de conservação: CR (Criticamente em Perigo), EN (Em Perigo) e VU (Vulnerável), segundo Silveira & Straube (2008). 

Nome do táxon Nome popular
STRUTHIONIFORMES
Rheidae
Rhea americana (Linnaeus, 1758) ema
TINAMIFORMES
Tinamidae
Tinamus solitarius (Vieillot, 1819) macuco
[ Crypturellus soui (Hermann, 1783)] tururim
Crypturellus obsoletus (Temminck, 1815) inhambuguaçu
Crypturellus undulatus (Temminck, 1815) jaó
Crypturellus parvirostris (Wagler, 1827) inhambu-chororó
Crypturellus tataupa (Temminck, 1815) inhambu-chintã
Rhynchotus rufescens (Temminck, 1815) perdiz
Nothura minor (Spix, 1825) VU codorna-mineira
Nothura maculosa (Temminck, 1815) codorna-amarela
[ Taoniscus nanus (Temminck, 1815)] VU inhambu-carapé
ANSERIFORMES
Anhimidae
Anhima cornuta (Linnaeus, 1766) anhuma
Chauna torquata (Oken, 1816) tachã
Anatidae
Dendrocygna bicolor (Vieillot, 1816) marreca-caneleira
Dendrocygna viduata (Linnaeus, 1766) irerê
Dendrocygna autumnalis (Linnaeus, 1758) asa-branca
Coscoroba coscoroba (Molina, 1782) capororoca
Neochen jubata (Spix, 1825) pato-corredor
Cairina moschata (Linnaeus, 1758) pato-do-mato
Sarkidiornis sylvicola Ihering & Ihering, 1907 pato-de-crista
Callonetta leucophrys (Vieillot, 1816) marreca-de-coleira
Amazonetta brasiliensis (Gmelin, 1789) pé-vermelho
Anas bahamensis Linnaeus, 1758 marreca-toicinho
[ Anas versicolor Vieillot, 1816] marreca-cricri
Anas platalea Vieillot, 1816 marreca-colhereira
[ Netta erythrophthalma (Wied, 1832)] paturi-preta
Netta peposaca (Vieillot, 1816) marrecão
Nomonyx dominica (Linnaeus, 1766) marreca-de-bico-roxo
Oxyura vittata (Philippi, 1860) marreca-pé-na-bunda
GALLIFORMES
Cracidae
Ortalis guttata (Spix, 1825) aracuã
Ortalis canicollis (Wagler, 1830) aracuã-do-pantanal
Penelope superciliaris Temminck, 1815 jacupemba
Penelope ochrogaster Pelzeln, 1870 VU jacu-de-barriga-castanha
Aburria grayi Pelzeln, 1870 jacutinga-de-garganta-azul
Aburria nattereri Reichenbach, 1862 cujubi
Crax fasciolata Spix, 1825 mutum-de-penacho
Odontophoridae
Odontophorus capueira (Spix, 1825) uru
PODICIPEDIFORMES
Podicipedidae
[ Rollandia rolland (Quoy & Gaimard, 1824)] mergulhão-de-orelha-branca
Tachybaptus dominicus (Linnaeus, 1766) mergulhão-pequeno
Podilymbus podiceps (Linnaeus, 1758) mergulhão-caçador
CICONIIFORMES
Ciconiidae
Ciconia maguari (Gmelin, 1789) maguari
Jabiru mycteria (Lichtenstein, 1819) tuiuiú
Mycteria americana Linnaeus, 1758 cabeça-seca
SULIFORMES
Phalacrocoracidae
Phalacrocorax brasilianus (Gmelin, 1789) biguá
Anhingidae
Anhinga anhinga (Linnaeus, 1766) biguatinga
PELECANIFORMES
Ardeidae
Tigrisoma lineatum (Boddaert, 1783) socó-boi
Tigrisoma fasciatum (Such, 1825) EN socó-boi-escuro
Agamia agami (Gmelin, 1789) garça-da-mata
Cochlearius cochlearius (Linnaeus, 1766) arapapá
[ Botaurus pinnatus (Wagler, 1829)] socó-boi-baio
[ Ixobrychus exilis (Gmelin, 1789)] socoí-vermelho
[ Ixobrychus involucris (Vieillot, 1823)] socoí-vermelho
Nycticorax nycticorax (Linnaeus, 1758) savacu
Butorides striata (Linnaeus, 1758) socozinho
Bubulcus ibis (Linnaeus, 1758) garça-vaqueira
Ardea cocoi Linnaeus, 1766 garça-moura
Ardea alba Linnaeus, 1758 garça-branca-grande
Syrigma sibilatrix (Temminck, 1824) maria-faceira
Pilherodius pileatus (Boddaert, 1783) garça-real
Egretta thula (Molina, 1782) garça-branca-pequena
Egretta caerulea (Linnaeus, 1758) garça-azul
Threskiornithidae
Plegadis chihi (Vieillot, 1817) caraúna-de-cara-branca
Mesembrinibis cayennensis (Gmelin, 1789) coró-coró
Phimosus infuscatus (Lichtenstein, 1823) tapicuru-de-cara-pelada
Theristicus caerulescens (Vieillot, 1817) maçarico-real
Theristicus caudatus (Boddaert, 1783) curicaca
Platalea ajaja Linnaeus, 1758 colhereiro
CATHARTIFORMES
Cathartidae
Cathartes aura (Linnaeus, 1758) urubu-de-cabeça-vermelha
Cathartes burrovianus Cassin, 1845 urubu-de-cabeça-amarela
Coragyps atratus (Bechstein, 1793) urubu-de-cabeça-preta
Sarcoramphus papa (Linnaeus, 1758) urubu-rei
ACCIPITRIFORMES
Pandionidae
Pandion haliaetus (Linnaeus, 1758) águia-pescadora
Accipitridae
Leptodon cayanensis (Latham, 1790) gavião-de-cabeça-cinza
Chondrohierax uncinatus (Temminck, 1822) caracoleiro
Elanoides forficatus (Linnaeus, 1758) gavião-tesoura
Gampsonyx swainsonii Vigors, 1825 gaviãozinho
Elanus leucurus (Vieillot, 1818) gavião-peneira
Harpagus diodon (Temminck, 1823) gavião-bombachinha
Harpagus bidentatus (Latham, 1790) gavião-ripina
Circus buffoni (Gmelin, 1788) gavião-do-banhado
Accipiter poliogaster (Temminck, 1824) tauató-pintado
[ Accipiter superciliosus (Linnaeus, 1766)] gavião-miudinho
Accipiter striatus Vieillot, 1808 gavião-miúdo
Accipiter bicolor (Vieillot, 1817) gavião-bombachinha-grande
Ictinia mississippiensis (Wilson, 1811) sauveiro-do-norte
Ictinia plumbea (Gmelin, 1788) sovi
Busarellus nigricollis (Latham, 1790) gavião-belo
Rostrhamus sociabilis (Vieillot, 1817) gavião-caramujeiro
Geranospiza caerulescens (Vieillot, 1817) gavião-pernilongo
Heterospizias meridionalis (Latham, 1790) gavião-caboclo
Urubitinga urubitinga (Gmelin, 1788) gavião-preto
Urubitinga coronata (Vieillot, 1817) VU águia-cinzenta
Rupornis magnirostris (Gmelin, 1788) gavião-carijó
Parabuteo unicinctus (Temminck, 1824) gavião-asa-de-telha
Geranoaetus albicaudatus Vieillot, 1816 gavião-de-rabo-branco
Geranoaetus melanoleucus (Vieillot, 1819) águia-chilena
Pseudastur albicollis (Latham, 1790) gavião-branco
Buteo nitidus (Latham, 1790) gavião-pedrês
Buteo platypterus (Vieillot, 1823) gavião-de-asa-larga
Buteo brachyurus Vieillot, 1816 gavião-de-cauda-curta
Buteo albonotatus Kaup, 1847 gavião-de-rabo-barrado
[ Morphnus guianensis (Daudin, 1800)] uiraçu-falso
Harpia harpyja (Linnaeus, 1758) gavião-real
Spizaetus tyrannus (Wied, 1820) gavião-pega-macaco
Spizaetus melanoleucus (Vieillot, 1816) gavião-pato
Spizaetus ornatus (Daudin, 1800) gavião-de-penacho
FALCONIFORMES
Falconidae
Ibycter americanus (Boddaert, 1783) gralhão
Caracara plancus (Miller, 1777) caracará
Milvago chimachima (Vieillot, 1816) carrapateiro
Milvago chimango (Vieillot, 1816) chimango
Herpetotheres cachinnans (Linnaeus, 1758) acauã
Micrastur ruficollis (Vieillot, 1817) falcão-caburé
Micrastur semitorquatus (Vieillot, 1817) falcão-relógio
Falco sparverius Linnaeus, 1758 quiriquiri
Falco rufigularis Daudin, 1800 cauré
Falco deiroleucus Temminck, 1825 falcão-de-peito-laranja
Falco femoralis Temminck, 1822 falcão-de-coleira
Falco peregrinus Tunstall, 1771 falcão-peregrino
EURYPYGIFORMES
Eurypygidae
Eurypyga helias (Pallas, 1781) pavãozinho-do-pará
GRUIFORMES
Aramidae
Aramus guarauna (Linnaeus, 1766) carão
Rallidae
[ Coturnicops notatus (Gould, 1841)] pinto-d'água-carijó
Aramides ypecaha (Vieillot, 1819) saracuruçu
Aramides cajanea (Statius Muller, 1776) saracura-três-potes
[ Aramides saracura (Spix, 1825)] saracura-do-mato
[ Amaurolimnas concolor (Gosse, 1847)] saracura-lisa
Laterallus viridis (Statius Muller, 1776) sanã-castanha
Laterallus melanophaius (Vieillot, 1819) sanã-parda
Laterallus exilis (Temminck, 1831) sanã-do-capim
Porzana flaviventer (Boddaert, 1783) sanã-amarela
Porzana albicollis (Vieillot, 1819) sanã-carijó
Neocrex erythrops (Sclater, 1867) turu-turu
Pardirallus maculatus (Boddaert, 1783) saracura-carijó
Pardirallus nigricans (Vieillot, 1819) saracura-sanã
Gallinula galeata (Lichtenstein, 1850) frango-d'água-comum
Porphyrio martinica (Linnaeus, 1766) frango-d'água-azul
Porphyrio flavirostris (Gmelin, 1789) frango-d'água-pequeno
Heliornithidae
Heliornis fulica (Boddaert, 1783) picaparra
CARIAMIFORMES
Cariamidae
Cariama cristata (Linnaeus, 1766) seriema
CHARADRIIFORMES
Charadriidae
Vanellus cayanus (Latham, 1790) batuíra-de-esporão
Vanellus chilensis (Molina, 1782) quero-quero
Pluvialis dominica (Statius Muller, 1776) batuiruçu
[ Pluvialis squatarola (Linnaeus, 1758)] batuiruçu-de-axila-preta
Charadrius collaris Vieillot, 1818 batuíra-de-coleira
[ Charadrius semipalmatus Bonaparte, 1825] batuíra-de-bando
Recurvirostridae
Himantopus mexicanus (Statius Muller, 1776) pernilongo-de-costas-negras
Himantopus melanurus Vieillot, 1817 pernilongo-de-costas-brancas
Scolopacidae Rafinesque, 1815
Gallinago paraguaiae (Vieillot, 1816) narceja
Gallinago undulata (Boddaert, 1783) narcejão
Limosa haemastica (Linnaeus, 1758) maçarico-de-bico-virado
Bartramia longicauda (Bechstein, 1812) maçarico-do-campo
Actitis macularius (Linnaeus, 1766) maçarico-pintado
Tringa solitaria Wilson, 1813 maçarico-solitário
Tringa melanoleuca (Gmelin, 1789) maçarico-grande-de-perna-amarela
Tringa flavipes (Gmelin, 1789) maçarico-de-perna-amarela
Calidris fuscicollis (Vieillot, 1819) maçarico-de-sobre-branco
Calidris melanotos (Vieillot, 1819) maçarico-de-colete
Calidris himantopus (Bonaparte, 1826) maçarico-pernilongo
[ Tryngites subruficollis (Vieillot, 1819)] maçarico-acanelado
Phalaropus tricolor (Vieillot, 1819) pisa-n'água
Jacanidae Chenu & Des Murs, 1854
Jacana jacana (Linnaeus, 1766) jaçanã
Laridae
[ Chroicocephalus cirrocephalus (Vieillot, 1818)] gaivota-de-cabeça-cinza
Sternidae
Sternula superciliaris (Vieillot, 1819) trinta-réis-anão
Phaetusa simplex (Gmelin, 1789) trinta-réis-grande
[ Sterna trudeaui Audubon, 1838] trinta-réis-de-coroa-branca
Rynchopidae
Rynchops niger Linnaeus, 1758 talha-mar
COLUMBIFORMES
Columbidae
Columbina minuta (Linnaeus, 1766) rolinha-de-asa-canela
Columbina talpacoti (Temminck, 1811) rolinha-roxa
Columbina squammata (Lesson, 1831) fogo-apagou
Columbina picui (Temminck, 1813) rolinha-picui
Claravis pretiosa (Ferrari-Perez, 1886) pararu-azul
Uropelia campestris (Spix, 1825) rolinha-vaqueira
Columba livia Gmelin, 1789 pombo-doméstico
Patagioenas speciosa (Gmelin, 1789) pombo-trocal
Patagioenas picazuro (Temminck, 1813) pombão
Patagioenas cayennensis (Bonnaterre, 1792) pomba-galega
[ Patagioenas plumbea (Vieillot, 1818)] pomba-amargosa
Zenaida auriculata (Des Murs, 1847) pomba-de-bando
Leptotila verreauxi Bonaparte, 1855 juriti-pupu
Leptotila rufaxilla (Richard & Bernard, 1792) juriti-gemedeira
[ Geotrygon montana (Linnaeus, 1758)] pariri
PSITTACIFORMES
Psittacidae
Anodorhynchus hyacinthinus (Latham, 1790) VU arara-azul-grande
Ara ararauna (Linnaeus, 1758) arara-canindé
Ara chloropterus Gray, 1859 arara-vermelha-grande
Orthopsittaca manilata (Boddaert, 1783) maracanã-do-buriti
Primolius maracana (Vieillot, 1816) maracanã-verdadeira
Primolius auricollis (Cassin, 1853) maracanã-de-colar
Diopsittaca nobilis (Linnaeus, 1758) maracanã-pequena
Aratinga acuticaudata (Vieillot, 1818) aratinga-de-testa-azul
Aratinga leucophthalma (Statius Muller, 1776) periquitão-maracanã
Aratinga nenday (Vieillot, 1823) periquito-de-cabeça-preta
Aratinga auricapillus (Kuhl, 1820) jandaia-de-testa-vermelha
Aratinga aurea (Gmelin, 1788) periquito-rei
Pyrrhura devillei (Massena & Souancé, 1854) tiriba-fogo
Pyrrhura frontalis (Vieillot, 1817) tiriba-de-testa-vermelha
Pyrrhura molinae (Massena & Souancé, 1854) tiriba-de-cara-suja
Myiopsitta monachus (Boddaert, 1783) caturrita
Forpus xanthopterygius (Spix, 1824) tuim
Brotogeris chiriri (Vieillot, 1818) periquito-de-encontro-amarelo
Alipiopsitta xanthops (Spix, 1824) papagaio-galego
Pionus menstruus (Linnaeus, 1766) maitaca-de-cabeça-azul
Pionus maximiliani (Kuhl, 1820) maitaca-verde
Amazona amazonica (Linnaeus, 1766) curica
Amazona aestiva (Linnaeus, 1758) papagaio-verdadeiro
CUCULIFORMES
Cuculidae
Coccycua minuta (Vieillot, 1817) chincoã-pequeno
Micrococcyx cinereus (Vieillot, 1817) papa-lagarta-cinzento
Piaya cayana (Linnaeus, 1766) alma-de-gato
Coccyzus melacoryphus Vieillot, 1817 papa-lagarta-acanelado
Coccyzus americanus (Linnaeus, 1758) papa-lagarta-de-asa-vermelha
Coccyzus euleri Cabanis, 1873 papa-lagarta-de-euler
Crotophaga major Gmelin, 1788 anu-coroca
Crotophaga ani Linnaeus, 1758 anu-preto
Guira guira (Gmelin, 1788) anu-branco
Tapera naevia (Linnaeus, 1766) saci
Dromococcyx phasianellus (Spix, 1824) peixe-frito-verdadeiro
Dromococcyx pavoninus Pelzeln, 1870 peixe-frito-pavonino
STRIGIFORMES
Tytonidae
Tyto alba (Scopoli, 1769) coruja-da-igreja
Strigidae
Megascops choliba (Vieillot, 1817) corujinha-do-mato
Pulsatrix perspicillata (Latham, 1790) murucututu
[ Pulsatrix koeniswaldiana (Bertoni & Bertoni, 1901)] murucututu-de-barriga-amarela
Bubo virginianus (Gmelin, 1788) jacurutu
[ Strix virgata (Cassin, 1849)] coruja-do-mato
Strix huhula Daudin, 1800 coruja-preta
Glaucidium minutissimum (Wied, 1830) caburé-miudinho
Glaucidium brasilianum (Gmelin, 1788) caburé
Athene cunicularia (Molina, 1782) coruja-buraqueira
Asio clamator (Vieillot, 1808) coruja-orelhuda
Asio stygius (Wagler, 1832) mocho-diabo
Asio flammeus (Pontoppidan, 1763) mocho-dos-banhados
CAPRIMULGIFORMES
Nyctibiidae
Nyctibius grandis (Gmelin, 1789) mãe-da-lua-gigante
Nyctibius griseus (Gmelin, 1789) mãe-da-lua
Caprimulgidae
[ Lurocalis semitorquatus (Gmelin, 1789)] tuju
Chordeiles pusillus Gould, 1861 bacurauzinho
Chordeiles acutipennis (Hermann, 1783) bacurau-de-asa-fina
Chordeiles minor (Forster, 1771) bacurau-norte-americano
Nyctiprogne leucopyga (Spix, 1825) bacurau-de-cauda-barrada
Podager nacunda (Vieillot, 1817) corucão
Nyctidromus albicollis (Gmelin, 1789) bacurau
[ Nyctiphrynus ocellatus (Tschudi, 1844)] bacurau-ocelado
Caprimulgus rufus Boddaert, 1783 joão-corta-pau
Caprimulgus maculicaudus (Lawrence, 1862) bacurau-de-rabo-maculado
Caprimulgus parvulus Gould, 1837 bacurau-chintã
Hydropsalis torquata (Gmelin, 1789) bacurau-tesoura
[ Eleothreptus candicans (Pelzeln, 1867)] EN bacurau-de-rabo-branco
APODIFORMES
Apodidae
Cypseloides senex (Temminck, 1826) taperuçu-velho
Streptoprocne zonaris (Shaw, 1796) taperuçu-de-coleira-branca
Chaetura meridionalis Hellmayr, 1907 andorinhão-do-temporal
Tachornis squamata (Cassin, 1853) tesourinha
Trochilidae
Phaethornis nattereri Berlespsch, 1887 besourão-de-sobre-amarelo
Phaethornis subochraceus Todd, 1915 rabo-branco-de-barriga-fulva
Phaethornis pretrei (Lesson & Delattre, 1839) rabo-branco-acanelado
[ Phaethornis eurynome (Lesson, 1832)] rabo-branco-de-garganta-rajada
Eupetomena macroura (Gmelin, 1788) beija-flor-tesoura
Aphantochroa cirrochloris (Vieillot, 1818) beija-flor-cinza
Florisuga fusca (Vieillot, 1817) beija-flor-preto
Colibri serrirostris (Vieillot, 1816) beija-flor-de-orelha-violeta
Anthracothorax nigricollis (Vieillot, 1817) beija-flor-de-veste-preta
Chrysolampis mosquitus (Linnaeus, 1758) beija-flor-vermelho
Lophornis gouldii (Lesson, 1832) topetinho-do-brasil-central
Lophornis magnificus (Vieillot, 1817) topetinho-vermelho
Chlorostilbon lucidus (Shaw, 1812) besourinho-de-bico-vermelho
Thalurania furcata (Gmelin, 1788) beija-flor-tesoura-verde
Thalurania glaucopis (Gmelin, 1788) beija-flor-de-fronte-violeta
Hylocharis cyanus (Vieillot, 1818) beija-flor-roxo
Hylocharis chrysura (Shaw, 1812) beija-flor-dourado
Leucochloris albicollis (Vieillot, 1818) beija-flor-de-papo-branco
Polytmus guainumbi (Pallas, 1764) beija-flor-de-bico-curvo
Amazilia versicolor (Vieillot, 1818) beija-flor-de-banda-branca
Amazilia fimbriata (Gmelin, 1788) beija-flor-de-garganta-verde
Heliactin bilophus (Temminck, 1820) chifre-de-ouro
Heliomaster squamosus (Temminck, 1823) bico-reto-de-banda-branca
Heliomaster furcifer (Shaw, 1812) bico-reto-azul
Calliphlox amethystina (Boddaert, 1783) estrelinha-ametista
TROGONIFORMES
Trogonidae
Trogon surrucura Vieillot, 1817 surucuá-variado
Trogon curucui Linnaeus, 1766 surucuá-de-barriga-vermelha
Trogon rufus Gmelin, 1788 surucuá-de-barriga-amarela
CORACIIFORMES
Alcedinidae
Megaceryle torquata (Linnaeus, 1766) martim-pescador-grande
Chloroceryle amazona (Latham, 1790) martim-pescador-verde
Chloroceryle aenea (Pallas, 1764) martinho
Chloroceryle americana (Gmelin, 1788) martim-pescador-pequeno
Chloroceryle inda (Linnaeus, 1766) martim-pescador-da-mata
Momotidae
Baryphthengus ruficapillus (Vieillot, 1818) juruva-verde
Momotus momota (Linnaeus, 1766) udu-de-coroa-azul
GALBULIFORMES
Galbulidae
Brachygalba lugubris (Swainson, 1838) ariramba-preta
Galbula ruficauda Cuvier, 1816 ariramba-de-cauda-ruiva
Bucconidae
Notharchus swainsoni (Gray, 1846) macuru-de-barriga-castanha
[ Bucco tamatia Gmelin, 1788] rapazinho-carijó
Nystalus chacuru (Vieillot, 1816) joão-bobo
Nystalus maculatus (Gmelin, 1788) rapazinho-dos-velhos
Nystalus striatipectus (Sclater, 1854) rapazinho-do-chaco
Nonnula rubecula (Spix, 1824) macuru
Monasa nigrifrons (Spix, 1824) chora-chuva-preto
Chelidoptera tenebrosa (Pallas, 1782) urubuzinho
PICIFORMES
Ramphastidae
Ramphastos toco Statius Muller, 1776 tucanuçu
Ramphastos vitellinus Lichtenstein, 1823 tucano-de-bico-preto
Ramphastos dicolorus Linnaeus, 1766 tucano-de-bico-verde
Pteroglossus castanotis Gould, 1834 araçari-castanho
Picidae
Picumnus cirratus Temminck, 1825 pica-pau-anão-barrado
Picumnus albosquamatus d'Orbigny, 1840 pica-pau-anão-escamado
Melanerpes candidus (Otto, 1796) birro
Melanerpes flavifrons (Vieillot, 1818) benedito-de-testa-amarela
Melanerpes cactorum (d’Orbigny, 1840) pica-pau-de-testa-branca
Veniliornis passerinus (Linnaeus, 1766) picapauzinho-anão
[ Veniliornis spilogaster (Wagler, 1827)] picapauzinho-verde-carijó
Veniliornis mixtus (Boddaert, 1783) pica-pau-chorão
Piculus chrysochloros (Vieillot, 1818) pica-pau-dourado-escuro
Colaptes melanochloros (Gmelin, 1788) pica-pau-verde-barrado
Colaptes campestris (Vieillot, 1818) pica-pau-do-campo
Celeus lugubris (Malherbe, 1851) pica-pau-louro
Celeus flavescens (Gmelin, 1788) pica-pau-de-cabeça-amarela
Celeus flavus (Statius Muller, 1776) pica-pau-amarelo
Dryocopus lineatus (Linnaeus, 1766) pica-pau-de-banda-branca
Campephilus robustus (Lichtenstein, 1818) pica-pau-rei
Campephilus melanoleucos (Gmelin, 1788) pica-pau-de-topete-vermelho
Campephilus leucopogon (Valenciennes, 1826) pica-pau-de-barriga-preta
PASSERIFORMES
Thamnophilidae
Terenura maculata (Wied, 1831) zidedê
Myrmorchilus strigilatus (Wied, 1831) piu-piu
Myrmotherula multostriata Sclater, 1858 choquinha-estriada-da-amazônia
Formicivora melanogaster Pelzeln, 1868 formigueiro-de-barriga-preta
Formicivora rufa (Wied, 1831) papa-formiga-vermelho
Dysithamnus mentalis (Temminck, 1823) choquinha-lisa
Herpsilochmus atricapillus Pelzeln, 1868 chorozinho-de-chapéu-preto
Herpsilochmus longirostris Pelzeln, 1868 chorozinho-de-bico-comprido
Thamnophilus doliatus (Linnaeus, 1764) choca-barrada
[ Thamnophilus ruficapillus Vieillot, 1816] choca-de-chapéu-vermelho
Thamnophilus torquatus Swainson, 1825 choca-de-asa-vermelha
Thamnophilus sticturus Pelzeln, 1868 choca-da-bolívia
Thamnophilus pelzelni Hellmayr, 1924 choca-do-planalto
Thamnophilus caerulescens Vieillot, 1816 choca-da-mata
Taraba major (Vieillot, 1816) choró-boi
Hypoedaleus guttatus (Vieillot, 1816) chocão-carijó
Pyriglena leuconota (Spix, 1824) papa-taoca
Pyriglena leucoptera (Vieillot, 1818) papa-taoca-do-sul
Cercomacra melanaria (Ménétriès, 1835) chororó-do-pantanal
Melanopareiidae
Melanopareia torquata (Wied, 1831) tapaculo-de-colarinho
Conopophagidae
Conopophaga lineata (Wied, 1831) chupa-dente
Formicariidae
Chamaeza campanisona (Lichtenstein, 1823) tovaca-campainha
Scleruridae
[ Sclerurus scansor (Ménétriès, 1835)] vira-folha
Geositta poeciloptera (Wied, 1830) VU andarilho
Dendrocolaptidae
Sittasomus griseicapillus (Vieillot, 1818) arapaçu-verde
Xiphorhynchus guttatus (Lichtenstein, 1820) arapaçu-de-garganta-amarela
Campylorhamphus trochilirostris (Lichtenstein, 1820) arapaçu-beija-flor
Dendroplex picus (Gmelin, 1788) arapaçu-de-bico-branco
Lepidocolaptes angustirostris (Vieillot, 1818) arapaçu-do-cerrado
Dendrocolaptes picumnus Lichtenstein, 1820 arapaçu-meio-barrado
Dendrocolaptes platyrostris Spix, 1825 arapaçu-grande
Xiphocolaptes albicollis (Vieillot, 1818) arapaçu-de-garganta-branca
Xiphocolaptes major (Vieillot, 1818) arapaçu-do-campo
Furnariidae
[ Xenops minutus (Sparrman, 1788)] bico-virado-miúdo
Xenops rutilans Temminck, 1821 bico-virado-carijó
Furnarius leucopus Swainson, 1838 casaca-de-couro-amarelo
Furnarius rufus (Gmelin, 1788) joão-de-barro
[ Lochmias nematura (Lichtenstein, 1823)] joão-porca
Automolus leucophthalmus (Wied, 1821) barranqueiro-de-olho-branco
Hylocryptus rectirostris (Wied, 1831) fura-barreira
Philydor lichtensteini Cabanis & Heine, 1859 limpa-folha-ocráceo
Philydor rufum (Vieillot, 1818) limpa-folha-de-testa-baia
Syndactyla rufosuperciliata (Lafresnaye, 1832) trepador-quiete
Syndactyla dimidiata (Pelzeln, 1859) limpa-folha-do-brejo
Pseudoseisura unirufa (d’Orbigny & Lafresnaye, 1838) casaca-de-couro-de-crista-cinza
Phacellodomus rufifrons (Wied, 1821) joão-de-pau
Phacellodomus ruber (Vieillot, 1817) graveteiro
Anumbius annumbi (Vieillot, 1817) cochicho
Schoeniophylax phryganophilus (Vieillot, 1817) bichoita
Certhiaxis cinnamomeus (Gmelin, 1788) curutié
Synallaxis ruficapilla Vieillot, 1819 pichororé
Synallaxis cinerascens Temminck, 1823 pi-puí
Synallaxis frontalis Pelzeln, 1859 petrim
Synallaxis albescens Temminck, 1823 uí-pi
[ Synallaxis spixi Sclater, 1856] joão-teneném
Synallaxis hypospodia Sclater, 1874 joão-grilo
Synallaxis albilora Pelzeln, 1856 joão-do-pantanal
Synallaxis scutata Sclater, 1859 estrelinha-preta
Cranioleuca vulpina (Pelzeln, 1856) arredio-do-rio
Pipridae
Neopelma pallescens (Lafresnaye, 1853) fruxu-do-cerradão
Pipra fasciicauda Hellmayr, 1906 uirapuru-laranja
Manacus manacus (Linnaeus, 1766) rendeira
Chiroxiphia caudata (Shaw & Nodder, 1793) tangará
Antilophia galeata (Lichtenstein, 1823) soldadinho
[ Machaeropterus pyrocephalus (Sclater, 1852)] uirapuru-cigarra
Tityridae
[ Oxyruncus cristatus Swainson, 1821] araponga-do-horto
Schiffornis virescens (Lafresnaye, 1838) flautim
Tityra inquisitor (Lichtenstein, 1823) anambé-branco-de-bochecha-parda
Tityra cayana (Linnaeus, 1766) anambé-branco-de-rabo-preto
Tityra semifasciata (Spix, 1825) anambé-branco-de-máscara-negra
Pachyramphus viridis (Vieillot, 1816) caneleiro-verde
[ Pachyramphus castaneus (Jardine & Selby, 1827)] caneleiro
Pachyramphus polychopterus (Vieillot, 1818) caneleiro-preto
[ Pachyramphus marginatus (Lichtenstein, 1823)] caneleiro-bordado
Pachyramphus validus (Lichtenstein, 1823) caneleiro-de-chapéu-preto
Xenopsaris albinucha (Burmeister, 1869) tijerila
Cotingidae
Procnias nudicollis (Vieillot, 1817) araponga
Pyroderus scutatus (Shaw, 1792) pavó
Phibalura flavirostris Vieillot, 1816 tesourinha-da-mata
Rynchocyclidae
Mionectes rufiventris Cabanis, 1846 abre-asa-de-cabeça-cinza
Leptopogon amaurocephalus Tschudi, 1846 cabeçudo
Corythopis delalandi (Lesson, 1830) estalador
Phylloscartes ventralis (Temminck, 1824) borboletinha-do-mato
Phylloscartes paulista Ihering & Ihering, 1907 não-pode-parar
Tolmomyias sulphurescens (Spix, 1825) bico-chato-de-orelha-preta
Todirostrum cinereum (Linnaeus, 1766) ferreirinho-relógio
Poecilotriccus plumbeiceps (Lafresnaye, 1846) tororó
Poecilotriccus latirostris (Pelzeln, 1868) ferreirinho-de-cara-parda
Myiornis auricularis (Vieillot, 1818) miudinho
Hemitriccus striaticollis (Lafresnaye, 1853) sebinho-rajado-amarelo
Hemitriccus margaritaceiventer (d’Orbigny & Lafresnaye, 1837) sebinho-de-olho-de-ouro
Tyrannidae
Hirundinea ferruginea (Gmelin, 1788) gibão-de-couro
Inezia inornata (Salvadori, 1897) alegrinho-do-chaco
Euscarthmus meloryphus Wied, 1831 barulhento
Euscarthmus rufomarginatus (Pelzeln, 1868) maria-corruíra
Camptostoma obsoletum (Temminck, 1824) risadinha
Elaenia flavogaster (Thunberg, 1822) guaracava-de-barriga-amarela
Elaenia spectabilis Pelzeln, 1868 guaracava-grande
Elaenia chilensis Hellmayr, 1927 guaracava-de-crista-branca
Elaenia parvirostris Pelzeln, 1868 guaracava-de-bico-curto
Elaenia mesoleuca (Deppe, 1830) tuque
Elaenia cristata Pelzeln, 1868 guaracava-de-topete-uniforme
Elaenia chiriquensis Lawrence, 1865 chibum
Elaenia obscura (d’Orbigny & Lafresnaye, 1837) tucão
Suiriri suiriri (Vieillot, 1818) suiriri-cinzento
Suiriri islerorum Zimmer, Whittaker & Oren, 2001 suiriri-da-chapada
Myiopagis gaimardii (d’Orbigny, 1839) maria-pechim
Myiopagis caniceps (Swainson, 1835) guaracava-cinzenta
Myiopagis viridicata (Vieillot, 1817) guaracava-de-crista-alaranjada
Capsiempis flaveola (Lichtenstein, 1823) marianinha-amarela
Phaeomyias murina (Spix, 1825) bagageiro
Phyllomyias virescens (Temminck, 1824) piolhinho-verdoso
Phyllomyias reiseri Hellmayr, 1905 piolhinho-do-grotão
Phyllomyias fasciatus (Thunberg, 1822) piolhinho
Culicivora caudacuta (Vieillot, 1818) VU papa-moscas-do-campo
Polystictus pectoralis (Vieillot, 1817) VU papa-moscas-canela
Pseudocolopteryx sclateri (Oustalet, 1892) tricolino
Pseudocolopteryx acutipennis (Sclater & Salvin, 1873) tricolino-oliváceo
[ Serpophaga nigricans (Vieillot, 1817)] joão-pobre
Serpophaga subcristata (Vieillot, 1817) alegrinho
[ Serpophaga griseicapilla Straneck, 2007] alegrinho-trinador
Serpophaga munda Berlepsch, 1893 alegrinho-de-barriga-branca
Platyrinchus mystaceus Vieillot, 1818 patinho
Attila phoenicurus Pelzeln, 1868 capitão-castanho
[ Attila bolivianus Lafresnaye, 1848] bate-pára
Legatus leucophaius (Vieillot, 1818) bem-te-vi-pirata
Myiarchus tuberculifer (d’Orbigny & Lafresnaye, 1837) maria-cavaleira-pequena
Myiarchus swainsoni Cabanis & Heine, 1859 irré
Myiarchus ferox (Gmelin, 1789) maria-cavaleira
Myiarchus tyrannulus (Statius Muller, 1776) maria-cavaleira-de-rabo-enferrujado
Sirystes sibilator (Vieillot, 1818) gritador
Casiornis rufus (Vieillot, 1816) caneleiro
Pitangus sulphuratus (Linnaeus, 1766) bem-te-vi
Philohydor lictor (Lichtenstein, 1823) bentevizinho-do-brejo
Machetornis rixosa (Vieillot, 1819) suiriri-cavaleiro
Myiodynastes maculatus (Statius Muller, 1776) bem-te-vi-rajado
Tyrannopsis sulphurea (Spix, 1825) suiriri-de-garganta-rajada
Megarynchus pitangua (Linnaeus, 1766) neinei
Myiozetetes cayanensis (Linnaeus, 1766) bentevizinho-de-asa-ferrugínea
Myiozetetes similis (Spix, 1825) bentevizinho-de-penacho-vermelho
Tyrannus albogularis Burmeister, 1856 suiriri-de-garganta-branca
Tyrannus melancholicus Vieillot, 1819 suiriri
Tyrannus savana Vieillot, 1808 tesourinha
Tyrannus tyrannus (Linnaeus, 1766) suiriri-valente
Griseotyrannus aurantioatrocristatus (d’Orbigny & Lafresnaye, 1837) peitica-de-chapéu-preto
Empidonomus varius (Vieillot, 1818) peitica
Colonia colonus (Vieillot, 1818) viuvinha
Myiophobus fasciatus (Statius Muller, 1776) filipe
Sublegatus modestus (Wied, 1831) guaracava-modesta
Pyrocephalus rubinus (Boddaert, 1783) príncipe
Fluvicola albiventer (Spix, 1825) lavadeira-de-cara-branca
Fluvicola nengeta (Linnaeus, 1766) lavadeira-mascarada
Arundinicola leucocephala (Linnaeus, 1764) freirinha
Gubernetes yetapa (Vieillot, 1818) tesoura-do-brejo
Alectrurus tricolor (Vieillot, 1816) VU galito
Alectrurus risora (Vieillot, 1824) tesoura-do-campo
Cnemotriccus fuscatus (Wied, 1831) guaracavuçu
Lathrotriccus euleri (Cabanis, 1868) enferrujado
Empidonax alnorum Brewster, 1895 papa-moscas-de-alder
Contopus cinereus (Spix, 1825) papa-moscas-cinzento
Knipolegus striaticeps (d’Orbigny & Lafresnaye, 1837) maria-preta-acinzentada
[ Knipolegus hudsoni Sclater, 1872] maria-preta-do-sul
Knipolegus cyanirostris (Vieillot, 1818) maria-preta-de-bico-azulado
[ Knipolegus aterrimus Kaup, 1853] maria-preta
Knipolegus lophotes Boie, 1828 maria-preta-de-penacho
Hymenops perspicillatus (Gmelin, 1789) viuvinha-de-óculos
Satrapa icterophrys (Vieillot, 1818) suiriri-pequeno
Xolmis cinereus (Vieillot, 1816) primavera
Xolmis velatus (Lichtenstein, 1823) noivinha-branca
Xolmis irupero (Vieillot, 1823) noivinha
Vireonidae
Cyclarhis gujanensis (Gmelin, 1789) pitiguari
Vireo olivaceus (Linnaeus, 1766) juruviara
Hylophilus poicilotis Temminck, 1822 verdinho-coroado
Hylophilus amaurocephalus (Nordamann, 1835) vite-vite-de-olho-cinza
Hylophilus pectoralis Sclater, 1866 vite-vite-de-cabeça-cinza
Corvidae
Cyanocorax cyanomelas (Vieillot, 1818) gralha-do-pantanal
Cyanocorax cristatellus (Temminck, 1823) gralha-do-cerrado
Cyanocorax chrysops (Vieillot, 1818) gralha-picaça
Cyanocorax cyanopogon (Wied, 1821) gralha-cancã
Hirundinidae
[ Pygochelidon cyanoleuca (Vieillot, 1817)] andorinha-pequena-de-casa
Alopochelidon fucata (Temminck, 1822) andorinha-morena
Stelgidopteryx ruficollis (Vieillot, 1817) andorinha-serradora
Progne tapera (Vieillot, 1817) andorinha-do-campo
Progne chalybea (Gmelin, 1789) andorinha-doméstica-grande
Tachycineta albiventer (Boddaert, 1783) andorinha-do-rio
Tachycineta leucorrhoa (Vieillot, 1817) andorinha-de-sobre-branco
Riparia riparia (Linnaeus, 1758) andorinha-do-barranco
Hirundo rustica Linnaeus, 1758 andorinha-de-bando
Petrochelidon pyrrhonota (Vieillot, 1817) andorinha-de-dorso-acanelado
Troglodytidae
Troglodytes musculus Naumann, 1823 corruíra
[ Cistothorus platensis (Latham, 1790)] corruíra-do-campo
Campylorhynchus turdinus (Wied, 1831) catatau
[ Pheugopedius genibarbis (Swainson, 1838)] garrinchão-pai-avô
Cantorchilus leucotis (Lafresnaye, 1845) garrinchão-de-barriga-vemelha
Cantorchilus guarayanus (d’Orbigny & Lafresnaye, 1837) garrincha-do-oeste
Donacobiidae
Donacobius atricapilla (Linnaeus, 1766) japacanim
Polioptilidae
Polioptila dumicola (Vieillot, 1817) balança-rabo-de-máscara
Turdidae
Catharus fuscescens (Stephens, 1817) sabiá-norte-americano
Turdus rufiventris Vieillot, 1818 sabiá-laranjeira
Turdus leucomelas Vieillot, 1818 sabiá-barranco
Turdus amaurochalinus Cabanis, 1850 sabiá-poca
[ Turdus subalaris (Seebohm, 1887)] sabiá-ferreiro
Turdus albicollis Vieillot, 1818 sabiá-coleira
Mimidae
Mimus saturninus (Lichtenstein, 1823) sabiá-do-campo
Mimus triurus (Vieillot, 1818) calhandra-de-três-rabos
Motacillidae
Anthus lutescens Pucheran, 1855 caminheiro-zumbidor
Coerebidae
Coereba flaveola (Linnaeus, 1758) cambacica
Thraupidae
Saltator maximus (Statius Muller, 1776) tempera-viola
Saltator coerulescens Vieillot, 1817 sabiá-congá
Saltator similis d’Orbigny & Lafresnaye, 1837 trinca-ferro-verdadeiro
Saltator aurantiirostris Vieillot, 1817 bico-duro
Saltatricula atricollis Vieillot, 1817 bico-de-pimenta
Conothraupis mesoleuca (Berlioz, 1939) tiê-bicudo
Schistochlamys melanopis (Latham, 1790) sanhaçu-de-coleira
Schistochlamys ruficapillus (Vieillot, 1817) bico-de-veludo
Cissopis leverianus (Gmelin, 1788) tietinga
Neothraupis fasciata (Lichtenstein, 1823) cigarra-do-campo
Nemosia pileata (Boddaert, 1783) saíra-de-chapéu-preto
Thlypopsis sordida (d’Orbigny & Lafresnaye, 1837) saí-canário
Cypsnagra hirundinacea (Lesson, 1831) bandoleta
Trichothraupis melanops (Vieillot, 1818) tiê-de-topete
Eucometis penicillata (Spix, 1825) pipira-da-taoca
Tachyphonus coronatus (Vieillot, 1822) tiê-preto
Tachyphonus rufus (Boddaert, 1783) pipira-preta
Ramphocelus carbo (Pallas, 1764) pipira-vermelha
Thraupis sayaca (Linnaeus, 1766) sanhaçu-cinzento
Thraupis palmarum (Wied, 1823) sanhaçu-do-coqueiro
Pipraeidea melanonota (Vieillot, 1819) saíra-viúva
Pipraeidea bonariensis (Gmelin, 1789) sanhaçu-papa-laranja
Tangara seledon (Statius Muller, 1776) saíra-sete-cores
Tangara cayana (Linnaeus, 1766) saíra-amarela
Tersina viridis (Illiger, 1811) saí-andorinha
Dacnis cayana (Linnaeus, 1766) saí-azul
Cyanerpes cyaneus (Linnaeus, 1766) saíra-beija-flor
Hemithraupis guira (Linnaeus, 1766) saíra-de-papo-preto
Conirostrum speciosum (Temminck, 1824) figuinha-de-rabo-castanho
Emberizidae
Zonotrichia capensis (Statius Muller, 1776) tico-tico
Ammodramus humeralis (Bosc, 1792) tico-tico-do-campo
Porphyrospiza caerulescens (Wied, 1830) campainha-azul
Donacospiza albifrons (Vieillot, 1817) tico-tico-do-banhado
Poospiza melanoleuca (d’Orbigny & Lafresnaye, 1837) capacetinho
Poospiza cinerea Bonnaparte, 1850 capacetinho-do-oco-do-pau
[ Sicalis citrina Pelzeln, 1870] canário-rasteirinho
Sicalis flaveola (Linnaeus, 1766) canário-da-terra-verdadeiro
Sicalis luteola (Sparrman, 1789) tipio
Emberizoides herbicola (Vieillot, 1817) canário-do-campo
Emberizoides ypiranganus Ihering & Ihering, 1907 canário-do-brejo
Embernagra platensis (Gmelin, 1789) sabiá-do-banhado
Volatinia jacarina (Linnaeus, 1766) tiziu
[ Sporophila frontalis (Verreaux, 1869)] VU pixoxó
Sporophila plumbea (Wied, 1830) patativa
Sporophila collaris (Boddaert, 1783) coleiro-do-brejo
Sporophila lineola (Linnaeus, 1758) bigodinho
Sporophila nigricollis (Vieillot, 1823) baiano
Sporophila caerulescens (Vieillot, 1823) coleirinho
Sporophila leucoptera (Vieillot, 1817) chorão
Sporophila nigrorufa (d’Orbigny & Lafresnaye, 1837) VU caboclinho-do-sertão
Sporophila bouvreuil (Statius Muller, 1776) caboclinho
Sporophila hypoxantha Cabanis, 1851 caboclinho-de-barriga-vermelha
Sporophila ruficollis Cabanis, 1851 caboclinho-de-papo-escuro
Sporophila palustris (Barrows, 1883) EN caboclinho-de-papo-branco
Sporophila hypochroma Todd, 1915 caboclinho-de-sobre-ferrugem
Sporophila cinnamomea (Lafresnaye, 1839) VU caboclinho-de-chapéu-cinzento
[ Sporophila melanogaster (Pelzeln, 1870)] VU caboclinho-de-barriga-preta
Sporophila angolensis (Linnaeus, 1766) curió
[ Sporophila maximiliani (Cabanis, 1851)] CR bicudo
Tiaris obscurus (d’Orbigny & Lafresnaye, 1837) cigarra-parda
Arremon taciturnus (Hermann, 1783) tico-tico-de-bico-preto
Arremon flavirostris Swainson, 1838 tico-tico-de-bico-amarelo
Coryphospingus cucullatus (Statius Muller, 1776) tico-tico-rei
Paroaria coronata (Miller, 1776) cardeal
Paroaria capitata (d’Orbigny & Lafresnaye, 1837) cavalaria
Charitospiza eucosma Oberholser, 1905 mineirinho
Coryphaspiza melanotis (Temminck, 1822) VU tico-tico-de-máscara-negra
Cardinalidae
Piranga flava (Vieillot, 1822) sanhaçu-de-fogo
Habia rubica (Vieillot, 1817) tiê-do-mato-grosso
Pheucticus aureoventris (d’Orbigny & Lafresnaye, 1837) rei-do-bosque
Cyanoloxia moesta (Hartlaub, 1853) negrinho-do-mato
Cyanoloxia cyanoides (Lafresnaye, 1847) azulão-da-amazônia
Cyanoloxia brissonii (Lichtenstein, 1823) azulão
Cyanoloxia glaucocerulea (d’Orbigny & Lafresnaye, 1837) azulinho
Parulidae
Parula pitiayumi (Vieillot, 1817) mariquita
Geothlypis aequinoctialis (Gmelin, 1789) pia-cobra
Basileuterus culicivorus (Deppe, 1830) pula-pula
Basileuterus hypoleucus Bonaparte, 1830 pula-pula-de-barriga-branca
Basileuterus flaveolus (Baird, 1865) canário-do-mato
Basileuterus leucoblepharus (Vieillot, 1817) pula-pula-assobiador
Basileuterus leucophrys Pelzeln, 1868 pula-pula-de-sobrancelha
Icteridae
Psarocolius decumanus (Pallas, 1769) japu
Procacicus solitarius (Vieillot, 1816) iraúna-de-bico-branco
Cacicus chrysopterus (Vigors, 1825) tecelão
Cacicus haemorrhous (Linnaeus, 1766) guaxe
Cacicus cela (Linnaeus, 1758) xexéu
Icterus cayanensis (Linnaeus, 1766) inhapim
Icterus pyrrhopterus (Vieillot, 1819) encontro
Icterus periporphyrus (Bonaparte, 1850) pega
Icterus croconotus (Wagler, 1829) joão-pinto
Gnorimopsar chopi (Vieillot, 1819) graúna
Amblyramphus holosericeus (Scopoli, 1786) cardeal-do-banhado
Agelasticus cyanopus (Vieillot, 1819) carretão
Chrysomus ruficapillus (Vieillot, 1819) garibaldi
Pseudoleistes guirahuro (Vieillot, 1819) chopim-do-brejo
Agelaioides badius (Vieillot, 1819) asa-de-telha
Molothrus rufoaxillaris Cassin, 1866 vira-bosta-picumã
Molothrus oryzivorus (Gmelin, 1788) iraúna-grande
Molothrus bonariensis (Gmelin, 1789) vira-bosta
Sturnella superciliaris (Bonaparte, 1850) polícia-inglesa-do-sul
Dolichonyx oryzivorus (Linnaeus, 1758) triste-pia
Fringillidae
Sporagra magellanica (Vieillot, 1805) pintassilgo
Euphonia chlorotica (Linnaeus, 1766) fim-fim
Euphonia violacea (Linnaeus, 1758) gaturamo-verdadeiro
Euphonia laniirostris d’Orbigny & Lafresnaye, 1837 gaturamo-de-bico-grosso
Euphonia chalybea (Mikan, 1825) cais-cais
Euphonia cyanocephala (Vieillot, 1818) gaturamo-rei
Estrildidae
Estrilda astrild (Linnaeus, 1758) bico-de-lacre
Passeridae Rafinesque, 1815
Passer domesticus (Linnaeus, 1758) pardal

Aproximadamente 90% das espécies de aves ocorrentes no estado apresentam registros comprobatórios de ocorrência por meio de espécime(s) integral(is) ou parcial(is), fotografia, gravação de áudio ou vídeo e outros tipos de documentos que permitam a determinação segura, e a aferição posterior, do táxon (vide Carlos et al., 2010). As demais ainda aguardam documentação comprobatória adequada, mas foram incluídas provisoriamente na lista secundária. Quarenta e seis espécies foram transferidas para a lista terciária devido à ausência (ou casos insolúveis mal esclarecidos) de documentação, associada à incompatibilidade de distribuição geográfica ( Apêndice 1).

Algumas espécies poderiam ser consideradas como ocorrentes no Mato Grosso do Sul pelos registros na Reserva Biológica de Mbaracayú ( Pérez & Colman, 1995), tal como sugerido por Bornschein (2000). No entanto, em se tratando de uma área protegida binacional cujos limites ainda não foram acordados no contexto territorial do Brasil e Paraguai, e pelo fato dos pontos específicos de contato merecerem o devido resgate, esses táxons adquiriram uma situação provisória ( Straube, 2003). Nesse sentido enquadram-se Podicephorus major (Boddaert, 1783); Gallinula melanops (Vieillot, 1819); Chaetura cinereiventris Sclater, 1862; Stephanoxis lalandi (Vieillot, 1818); Pteroglossus bailloni (Vieillot, 1819); Pseudocolopteryx dinelliana Lillo, 1905; Pygochelidon melanoleuca (Wied, 1820); Tachycineta leucopyga (Meyen, 1834); Anthus hellmayri Hartert, 1909; Agelasticus thilius (Molina, 1782) e Euphonia pectoralis (Latham, 1801).

Em virtude do ineditismo desta lista não é possível comparar riquezas nem avanços no conhecimento ornitológico do estado. No entanto, a avifauna sul-matogrossense pode ser considerada bastante diversificada, pois apesar da grande extensão territorial, essa unidade da federação não possui litoral, tampouco condições orográficas com expressivo gradiente altitudinal, tal como verificado nas porções atlânticas dos estados de São Paulo ( Silveira & Uezu, 2011), Paraná ( Scherer-Neto et al., 2011) e Rio Grande do Sul ( Bencke, 2001), que contam com 793, 744 e 624 espécies, respectivamente.

Por outro lado, o Mato Grosso do Sul abriga fitofisionomias e paisagens únicas no Brasil, tais como o Pantanal, o Chaco e os Bosques Chiquitanos. O primeiro deles corresponde a uma vasta depressão inundável do rio Paraguai, que no estado ocupa grande parte do território fronteiriço com a Bolívia e Paraguai. Nessa imensa depressão predominam as áreas abertas (campo cerrado, campos de gramíneas nativas e/ou exóticas, corixos, vazantes, baías e salinas) e, em menor proporção, os ambientes florestais, ali representados por cordilheiras (cerradão e floresta semidecídua), capões e matas de galeria ao longo do rio Paraguai e seus principais afluentes ( Straube & Pivatto, 2012).

Na borda oeste da planície do Pantanal o Bosque Chiquitano, um tipo especial de fitofisionomia típica da Bolívia, adentra o território brasileiro e cobre grande parte da Serra do Amolar e os morros de calcário no entorno do município de Corumbá ( Vasconcelos & Hoffmann, 2006). Ainda na borda oeste, destaca-se o Maciço do Urucum, que exibe uma considerável variedade de tipos fitofisionômicos os quais reúnem elementos típicos de vários biomas (Cerrado, Chaco, Bosques Chiquitanos e Mata Atlântica), com predomínio de florestas estacionais semideciduais submontanas, seguidas das florestas estacionais deciduais submontanas e, em menor representatividade, os campos das altitudes mais elevadas ( Pott et al., 2000).

A região fronteiriça com o Paraguai, no município de Porto Murtinho, a Província Chaquenha marca o limite oeste do Pantanal com presença de dois componentes básicos ( Adámoli, 1986): o “chaco seco” com predominância de vegetação decídua e espinhenta (diversas espécies de bromélias e cactos, bem como espécies arbóreas, notadamente aquelas do gênero Prosopis L.) e o “chaco úmido”, com florestas (quebrachais Schinopsis balansae Engl. e Aspidosperma quebracho-blanco Schltdl.) e savanas (carandazais Copernicia alba Morong.) ( Straube & Di Giácomo, 2007).

Não obstante seja necessário mencionar tais situações, ressalta-se o Cerrado como o bioma mais influente na porção central e leste do estado, estendendo seus domínios até a borda leste do Pantanal (Serra de Maracaju) com predominância de fitofisionomias como cerradões (savana florestada), florestas estacionais semideciduais, vegetação ripária (mata de galeria e mata ciliar) e veredas ( Adámoli, 1986). A Serra de Maracaju atravessa todo o território no sentido norte-sul, atuando como um divisor de águas entre as bacias hidrográficas dos rios Paraguai (a oeste), e Paraná (a leste) ( Boggiani et al., 1998).

As florestas meridionais ou atlânticas e suas transições, embora atualmente reduzidas a pequenos fragmentos, se fazem presentes na região sul de Mato Grosso do Sul e se estendem até o sudeste do estado (limite oeste da Província Atlântica), na planície alagável do alto rio Paraná ( Veloso & Strang, 1968; Gimenes et al., 2007). Na região do alto rio Paraná, a paisagem destaca-se pelos amplos canais anastomasados com reduzida declividade, ora com vasta planície inundável e grande acúmulo de sedimento em seu leito, originando pequenas ilhas, ora com ilhas grandes e planície alagável mais restrita ( Gimenes et al., 2007).

Essa notável variedade de condições propicia também a diversidade de paisagens verificada no Mato Grosso do Sul, aspecto que se revela como causa direta para a riqueza de espécies de aves listadas nesse estudo. Excetuando-se a tiriba-fogo ( Pyrrhura devillei), que em território nacional ocorre somente em restrita área do Mato Grosso do Sul, de modo geral há ausência de endemismos.

As espécies aquáticas ou relacionadas a ambientes aquáticos representam 18% da comunidade de aves sul-matogrossense e estão concentradas principalmente no Pantanal e na planície de inundação do alto rio Paraná, na divisa com os estados de São Paulo e Paraná. O Pantanal abriga as maiores populações de aves aquáticas continentais ocorrentes no Brasil ( Nunes & Tomas, 2008). Vinte e sete espécies, a maioria maçaricos (Scolopacidae), inverna no Mato Grosso do Sul por ali passam durante seus deslocamentos do Hemisfério Norte em direção à Patagônia e vice-versa. Os visitantes meridionais (aves neotropicais) partindo da Argentina, Chile, Uruguai e extremo sul do Brasil (Rio Grande do Sul) atingem áreas mais ao norte do continente Sul Americano, como Colômbia e Venezuela ( Sick, 1983).

O Estado do Mato Grosso do Sul conta com 18 espécies ameaçadas de extinção em âmbito nacional, sendo 14 inclusas na categoria de vulnerável, três em perigo e uma criticamente ameaçada. Verifica-se, no entanto, que essa condição é frágil e inconsistente, ao menos no cenário estadual, uma vez que vários táxons de distribuição restrita e/ou com sérios problemas de conservação, devido em grande parte à perda de habitat, estão fora da lista brasileira de ameaçadas de extinção ( Silveira & Straube, 2008). Listas de espécies ameaçadas são de extrema importância no planejamento de estratégias e na definição de prioridades para a conservação ( Gärdenfors, 2001). Desta forma, faz-se extremamente necessária e urgente a elaboração de uma lista de espécies ameaçadas para o Mato Grosso do Sul, através de ampla consulta e participação dos pesquisadores atuantes no estado, a exemplo do que tem sido realizado em vários outros estados brasileiros, como São Paulo ( Silveira et al., 2009) e Paraná ( Straube et al., 2004).

Principais grupos de pesquisa. A Ornitologia contemporânea no Estado do Mato Grosso do Sul já é uma das mais destacadas no Brasil e, embora grande parte do conhecimento até então gerado se concentre na planície do Pantanal, esforços gradativamente direcionados a diversas outras regiões do estado, caracterizam-na como emergente em pleno desenvolvimento, inclusive pelo início e desenvolvimento de grupos institucionalizados.

A unidade que mais se destaca nesse sentido é a Empresa Brasileira de Desenvolvimento Agropecuário (Embrapa-Pantanal), sediada em Corumbá para onde, graças aos inúmeros trabalhos ali desenvolvidos desde a década de 1980, converge a maior parte do conhecimento da composição estadual. Essa condição, inclusive, tem servido não somente para a produção de novas publicações sobre avifauna de localidades específicas, como para um projeto integrado e abrangente de compilação de obras instrumentais, dentre ela a Coletânea da avifauna do Estado do Mato Grosso do Sul (Nunes, et al., 2017) que se encontra em fase final de preparação.

De igual importância merecem menção os estudos realizados pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), notadamente no campus de Três Lagoas, com destaque para os estudos realizados pelos ornitólogos Augusto João Piratelli, José Ragusa Netto e Sérgio Roberto Posso, cabendo a este último a responsabilidade pelo Laboratório de Ecologia, Sistemática e Conservação das Aves Neotropicais (LESCAN).

Não há como deixar de ressaltar a participação de outras universidades e demais instituições e centros de pesquisa que, embora sediados em outros estados brasileiros, se dedicam direta ou indiretamente a regiões limítrofes de seus territórios estaduais, com certa atenção nas áreas limítrofes que incluem o Mato Grosso do Sul. Graças a essas intervenções, vários setores passaram a ter sua avifauna mais conhecida, tais como a bacia do Rio Paraná (Museu de História Natural Capão da Imbuia/MHNCI, Universidade Estaduais de Londrina/UEL, Maringá/UEM e do Oeste do Paraná/UNIOESTE). Por sua importância como área úmida, o Pantanal também recebe com grande frequência a visita de estudiosos brasileiros e do exterior, por meio de projetos de organizações não governamentais empenhadas em estudos de migrações (Cemave, WWF-Brasil, Conservation International) ou de espécies ameaçadas. Em alguns casos, projetos financiados por várias entidades são sediados em pontos específicos (Fundação Neotropica, Ecotropica, projeto Arara Azul, Earthwatch, Fundação Boticário e Fundect).

O ecoturismo em geral e a observação de aves em particular é um elemento não somente importante como fundamental para a propulsão do conhecimento, ainda bastante preliminar, da avifauna do Mato Grosso do Sul. Situado em um dos polos turísticos mais importantes e promissores do Brasil, o Pantanal há muito tempo se destaca como área onde se concentram a maiora das visitas de observadores de aves no Mato Grosso do Sul ( Straube & Pivatto, 2012). Outra importante fonte de conhecimento sobre a avifauna do Mato Grosso do Sul são os estudos técnicos e avaliações de impactos ambientais realizados em áreas de grandes empreendimentos tais mineradoras (e.g. Maciço do Urucum), indústrias de celulose, açúcar e álcool.

Principais acervos. Algumas instituições no exterior abrigam vários exemplares do Mato Grosso do Sul, dentre elas o Museum of Comparative Zoology (MCZ, Cambridge, EUA), o American Museum of Natural History (AMNH, Nova York, EUA), o The Field Museum of Natural History (FMNH, Chicago, EUA) e o National Museum of Natural History (NMNH, Washington, DC, EUA). No Brasil as principais coleções que guardam material ornitológico sul-matogrossense são o Museu de Zoologia (USP, São Paulo), o Museu Nacional (UFRJ, Rio de Janeiro) e o Departamento de Zoologia da Universidade Federal de Minas Gerais (DZUFMG, Minas Gerais). Há alguns exemplares depositados no Museu de História Natural Capão da Imbuia (MHNCI, Paraná), na Universidade Estadual de Londrina (UEL, Paraná), coleção da Fundação Museu de Ornitologia (FMO, Goiás) e no Laboratório de Ecologia, Sistemática e Conservação das Aves Neotropicais (UFMS, Três Lagoas). Ainda há um grande problema, extensível à literatura, que é o resgate de certas informações antigas de espécimes, em cujo campo de localidade de coleta consta apenas “Mato Grosso”. Investigações futuras dos itinerários de coletores, especialmente se os exemplares estiverem acompanhados de data de coleta, poderão elucidar muitas dessas situações.

Principais lacunas de conhecimento e perspectivas de pesquisa em Ornitologia para os próximos 10 anos. Ainda existem grandes lacunas de conhecimento sobre a avifauna de Mato Grosso do Sul, notadamente em regiões limítrofes com o Paraguai (Chaco) e a Bolívia (Bosques Chiquitanos), bem como o Pantanal (sub-regiões Taquari e rio Taquari) e áreas limítrofes com o estado de Goiás. Tais regiões merecem atenção em futuros estudos e levantamento avifaunísticos, pois várias espécies de aves têm elevado potencial de ocorrência em território sul-matogrossense. Nesse sentido enquadram-se Micropygia schomburgkii (Schomburgk, 1848) e Sporophila minuta (Linnaeus, 1758), espécies ocorrentes no Parque Nacional de Emas ( Hass, 2004), situado na região limítrofe de Goiás e Mato Grosso do Sul. No Chaco brasileiro há elevado potencial de ocorrência de Eleothreptus anomalus (Gould, 1838), Amazona vinacea (Kuhl, 1820) e Chaetura cinereiventris Sclater, 1862; ambos os táxons já foram confirmados como ocorrentes em algumas localidades no Paraguai, situadas a poucos quilômetros da fronteira com o Mato Grosso do Sul.

Agradecimentos

Agradecemos a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciências e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect) e a Superintendência de Ciências e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Sucitec/MS) pelo convite de participação neste fascículo especial da Iheringia, Série Zoologia e o suporte financeiro para sua publicação; e a todos os pesquisadores que forneceram informações importantes sobre a avifauna de Mato Grosso do Sul: Maurício Neves Godoi, Dante R. C. Buzzetti, Sáuria L. R. Castro, Reginaldo J. Donatelli, Claudenice Faxina, Diego Hoffmann, Iêda M. Novaes Ilha, Edson Vargas Lopes, Alyson Melo, José Carlos Morante Filho, Eduardo W. Patrial, Augusto João Piratelli, Maria Antonietta C. Pivatto, José Ragusa-Netto, Luís Fábio Silveira, Walfrido M. Tomas, Alberto Urben-Filho e Marcelo Ferreira de Vasconcelos.

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Apêndice 1.

Lista terciária das aves do estado do Mato Grosso do Sul, Brasil. 

Táxon Nome popular
Fonte de citação e racionália
Tinamidae
Nothura boraquira (Spix, 1825) codorna-do-nordeste
Straube et al. (2006): embora a espécie tenha sido tentativamente identificada com base na literatura e comparação com exemplares de museu (Straube et al., 2006), a identificação é frágil, pela falta de documentação e da semelhança conhecida entre outras espécies, inclusive Nothoprocta cinerascens (Burmeister, 1860) que, embora ainda não registrada no País, ocorre marginalmente ao Mato Grosso do Sul, precisamente na região onde ocorreu o contato (Short, 1975).
Anatidae
Anas sibilatrix Poeppig, 1829 marreca-oveira
Melo (2006): menção em lista de espécies, sem circunstanciação; a distribuição é incompatível.
Anas cyanoptera Vieillot, 1816 marreca-colorada
Nunes et al. (2008): os dados alusivos ao registro não puderam ser reavaliados.
Mergus octosetaceus Vieillot, 1817 pato-mergulhão
Collar et al. (1992): menção para bacia do Sucuriú, sem circunstanciação; Hughes et al. (2006) descartam esse registro.
Cracidae
Penelope obscura Temminck, 1815 jacuaçu
Aguirre & Aldrighi (1983), Souza (2005): o exemplar atribuído à espécie não foi analisado por Nacinovic (2012) que procedeu a correção da identificação para P. ochrogaster.
Accipitridae
Geranoaetus polyosoma (Quoy & Gaimard, 1824) gavião-de-costas-vermelhas
Reichholf (1974), Pacheco (2004): menção em lista de espécies, sem circunstanciação, localidades ou datas.
Rallidae
Fulica leucoptera Vieillot, 1817 carqueja-de-bico-amarelo
Leuzinger (2009): menção em lista de espécies, sem detalhamento; a distribuição é incompatível.
Scolopacidae
Numenius phaeopus (Linnaeus, 1758) maçarico-galego
Morrison et al. (2008): menção em obra de referência, sem circunstanciação.
Arenaria interpres (Linnaeus, 1758) vira-pedras
Morrison et al. (2008): menção em obra de referência, sem circunstanciação.
Calidris alba (Pallas, 1764) maçarico-branco
Tubelis & Tomas (2003): menção em lista de espécies. Equívoco de identificação. De acordo com Straube et al. (2006), os espécimes procedentes de Porto Quebracho e identificados no Museu Nacional como tal, são Phalaropus tricolor (Vieillot, 1819).
Calidris pusilla (Linnaeus, 1766) maçarico-rasteirinho
Tubelis & Tomas (2003): registro único, não documentado do segundo autor, que não pôde ser reavaliado.
Calidris minutilla (Vieillot, 1819) maçariquinho
Leuzinger (2009): citação em lista de espécies, sem circunstanciação.
Calidris bairdii (Coues, 1861) maçarico-de-bico-fino
Melo (2006): menção em lista de espécies, sem circunstanciação; conforme Straube et al. (2006), os espécimes identificados no Museu Nacional como tal, se tratam de Calidris melanotos (Vieillot, 1819); a espécie é de difícil identificação e geralmente distribuída pelo litoral meridional do Brasil.
Columbidae
Columbina cyanopis (Pelzeln, 1870) rolinha-do-planalto
Parker & Willis (1997): registro único, não documentado e carente de confirmação.
Psittacidae
Anodorhynchus glaucus (Vieillot, 1816) arara-azul-pequena
Collar et al. (1992): menção em lista de espécies, sem circunstanciação. O suposto avistamento em Corumbá trata-se de equívoco de identificação. A distribuição é incompatível.
Pionopsitta pileata (Scopoli, 1769) cuiú-cuiú
Bocchese et al. (2008): citação em lista de espécies, sem circunstanciação. Distribuição incompatível.
Triclaria malachitacea (Spix, 1824) sabiá-cica
Sick & Teixeira (1979), Sick (1985): a indicação para “Campo Grande”, foi satisfatoriamente refutada por Straube & Scherer-Neto (1995), situação acatada em Sick (1997).
Strigidae
Aegolius harrisii (Cassin, 1849) caburé-acanelado
Hass (2004): menção em lista de espécies, sem circunstanciação; a distribuição é incompatível.
Caprimulgidae
Hydropsalis forcipata (Nitzsch, 1840) bacurau-tesoura-gigante
Endrigo (2005): menção em lista de espécies, sem circunstanciação; o autor (Endrigo, 2012 in litt.) confirmou o equívoco.
Apodidae
Chaetura brachyura (Jardine, 1846) andorinhão-de-rabo-curto
Travassos (1940), Naumburg (1930): erro de identificação: o exemplar coletado em Salobra e depositado no Museu Nacional corresponde ao congênere C. meridionalis e o exemplar no American Museum carece de confirmação quanto à identidade.
Trochilidae
Phaethornis ruber (Linnaeus, 1758) rabo-branco-rubro
Hass (2004): menção em lista de espécies, sem circunstanciação. Distribuição incompatível.
Campylopterus largipennis (Boddaert, 1783) asa-de-sabre-cinza
Previatto et al. (2009): menção em lista de espécies, sem circunstanciação; a distribuição é incompatível.
Hylocharis sapphirina (Gmelin, 1788) beija-flor-safira
Tubelis & Tomas (2003), Nunes et al. (2009), Previatto et al. (2009): menção em lista de espécies, sem circunstanciação; a distribuição é incompatível. O segundo autor (Nunes et al. 2009) confirmou o equívoco.
Heliomaster longirostris (Audebert & Vieillot, 1801) bico-reto-cinzento
Hass (2004), Previatto et al. (2009): menção em lista de espécies, sem circunstanciação.
Ramphastidae
Ramphastos tucanus Linnaeus, 1758 tucano-grande-de-papo-branco
Pivatto et al. (2008): os autores relatam um único indivíduo observado, o que poderia ser decorrente de escape ou soltura de cativeiro e, além disso, discutem sobre o status da espécie na área do registro e da necessidade de confirmação.
Picidae
Melanerpes cruentatus (Boddaert, 1783) benedito-de-testa-vermelha
Hass (2004): menção em lista de espécies, sem circunstanciação; a distribuição é incompatível com o registro.
Piculus aurulentus (Temminck, 1821) pica-pau-dourado
Schubart et al. (1965): possível equívoco na identificação do exemplar coletado em Salobra e depositado no Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.
Thamnophilidae
Formicivora grisea (Boddaert, 1783) papa-formiga-pardo
Hass (2004): menção em lista de espécies sem circunstanciação. A dificuldade de identificação exige material documental. Desta forma o registro atribuído a esse táxon foi convertido em Formicivora melanogaster, com ocorrência no estado.
Thamnophilus stictocephalus Pelzeln, 1868 choca-de-natterer
Silva et al. (2006): menção em lista de espécies, sem circunstanciação. Distribuição incompatível.
Hypocnemoides maculicauda (Pelzeln, 1868) solta-asa
Ridgely & Tudor (1994): os autores mencionam “n. Mato Grosso do Sul” - provavelmente um engano, se referindo ao estado antes da divisão política; a distribuição é incompatível.
Dendrocolaptidae
Dendroplex kienerii (Dês Murs, 1855) arapaçu-ferrugem
Pinto (1978): menção a pele de Dendroplex picus kienerii; a subespécie em questão tem status de espécie plena (Aleixo, 2002) com distribuição incompatível, sendo que o registro em questão deve ser revertido à Dendroplex picus (Gmelin, 1788).
Xiphorhynchus fuscus (Vieillot, 1818) arapaçu-rajado
Donatelli (2005), Leuzinger (2009): menção em lista de espécies, sem circunstanciação. Distribuição incompatível.
Furnariidae
Philydor atricapillus (Wied, 1821) limpa-folha-coroado
Ridgely & Tudor (1994): menção em obra de referência, sem circunstanciação.
Rhynchocyclidae
Phylloscartes eximius (Temminck, 1822) barbudinho
Ridgely & Tudor (1994): menção em obra de referência, sem circunstanciação; a distribuição é incompatível.
Tyrannidae
Myiopagis flavivertex (Sclater, 1887) guaracava-de-penacho-amarelo
Tubelis & Tomas (2003), Melo (2006): menção em lista de espécies, sem circunstanciação. Distribuição incompatível.
Xolmis dominicanus (Vieillot, 1823) noivinha-de-rabo-preto
Silva (1995): menção em lista de espécie, sem circunstanciação. Distribuição incompatível.
Conopias trivirgatus (Wied, 1831) bem-te-vi-pequeno
Tubelis & Tomas (2003), Donatelli (2005), Gimenes et al. (2007): menção em lista de espécies, sem circunstanciação. Distribuição incompatível.
Pipridae
Machaeropterus pyrocephalus (Sclater, 1852) uirapuru-cigarra
Posso et al. (2008) menção em lista de espécies, sem circunstanciação. Distribuição incompatível
Hirundinidae
Progne subis (Linnaeus, 1758) andorinha-azul
Melo (2006), Nunes et al. (2010): a dificuldade de identificação exige material documental.
Progne elegans Baird, 1865 andorinha-do-sul
Melo (2006): menção em lista de espécies, sem circunstanciação; a dificuldade de identificação exige material documental.
Turdidae
Turdus flavipes Vieillot, 1818 sabiá-una
Ragusa-Neto (2002): indicação em nota de rodapé; a identificação de fêmeas é complicada e não há, na fonte original, nenhum detalhamento sobre o contato.
Emberizidae
Haplospiza unicolor Cabanis, 1851 cigarra-bambu
Posso et al. (2009): menção em lista de espécies, sem circunstanciação; distribuição incompatível.
Tiaris fuliginosus (Wied, 1830) cigarra-do-coqueiro
Leuzinger (2009): citação em lista de espécies, sem circunstanciação.
Coryphospingus pileatus (Wied, 1821) tico-tico-rei-cinza
Hass (2004): menção em lista de espécies, sem circunstanciação; a distribuição é incompatível.
Icteridae
Agelasticus thilius (Molina, 1782) sargento
Melo (2006): menção em lista de espécies, sem circunstanciação; distribuição incompatível.

Received: November 21, 2016; Accepted: February 06, 2017

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