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Memórias do Instituto Oswaldo Cruz

Print version ISSN 0074-0276On-line version ISSN 1678-8060

Mem. Inst. Oswaldo Cruz vol.38 no.2 Rio de Janeiro  1943

http://dx.doi.org/10.1590/S0074-02761943000200011 

Suscetibilidade de pintos ao virus amarílico neurotrópico

Herminio Linhares


RESUMO

1. O virus neurotrópico Francês pode ser transferido em série de cérebro de pinto, sem modificações essenciais no comportamento do virus em camondongos e pintos. 2. Pintos são suscetiveis à inoculação de virus por via intracerebral, intraritoneal e intradérmica, evidenciando virus circulante e desenvolvimento de imunidade, em alta percentagem, para os inoculados nos primeiros dias de nascidos. A presença, porem, de virus no sangue varia na razão inversa da idade. Não parece ser possível infetar pintos por via gástrica. 3. O virus pode ser encontrado, ocasionalmente, no pulmão, fígado, baço e rim; alguns dias depois é apenas isolado do cérebro, onde pode ser evidenciado até o 10.° dia post-inoculação intraperitoneal e até o 15.° dia depois de inoculação intracerebral, e talvez em data posterior. Não conseguimos, porem, isolar virus das feses. 4. Não parece haver diferença na suscetibilidade ao virus amarílico, em pintos com avitaminose B. 5. Anticorpos são evidenciaveis no soro em media 10 a 11 dias após inoculação intraperitoneal e intracerebral, sendo possível isolar ao mesmo tempo, virus do cérebro. 6. A idade tem influencia nítida no desenvolvimento da imunidade, em pintos inoculados por via intraperitoneal. 7. A multiplicação e circulação de virus após inoculação intradérmica de 50 a 160 D. M. M., torna possível a hipótese de mosquitos infectados difundirem o virus entre pintos e talvez a outras aves, com poucos dias de idade.

ABSTRACT

1. After 80 serial passages from brain to brain of chicks, neurotropic virus fails to show essential modifications in the behaviour of the virus in mice or chicks. 2. Chicks are susceptible by intracerebral, intraperitoneal and intradermal route, showing high levels of circulating virus and become immunes when inoculated during the first days after birth. But, circulating virus varies, however, in inverse ratio to age. It does not seem possible to infect chicks by gastric route. 3. During first days virus may be found, occasionally in the lungs, liver, spleen and kidneys; some days afterwards, no chicks showed virus in other organs than brain, in which virus persists up to 10th day post-intraperitoneal inoculation and up to 15th day after the intracerebral inoculation, and perhaps till later. We have however, not been able to isolate the virus from excretions. 4. There does not seem to be any difference in susceptibillity to the yellow fever virus, on chicks with B avitaminosis. 5. Detectable immune bodies appear by 10-11 day after intraperitoneal and intracerebral inoculation, at time, that many of some chicks still have virus in the brain. 6. Age has a marked influence on the development of immunity, in chicks inoculated by intraperitoneal route. 7. The multiplication and circulation of virus after intradermal inoculation of 50 to 160 M.L.D., renders possible to suggest that infected mosquitoes can difuse the virus among chicks and, perhaps, to other birds, a few days old.

 

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