SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.53 issue1A simple micro-incineratorSensibility of the hamster (Cricetus auratus) to the Treponema pertenue author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Memórias do Instituto Oswaldo Cruz

Print version ISSN 0074-0276On-line version ISSN 1678-8060

Mem. Inst. Oswaldo Cruz vol.53 no.1 Rio de Janeiro May 1955

http://dx.doi.org/10.1590/S0074-02761955000100006 

The use of triphenyltetrazolium chloride in the study of dehydrogenase activity of Brucellae

Milton Thiago de Mello1 

Niber Paz M. Silva1 

Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil

ABSTRACT

Experiments for the investigation of dehydrogenase activity of washed cells of a strains of Br. abortus and another of Br. suis in presence of different single added substrates are reported. The activity was measured as the amount of formazan produced by the reduction of 2, 3, 5-triphenyltetrazolum chloride acting as a hydrogen ions acceptor, at pH 7.0. In a general manner the dehydrogenase activity of Br. suis was much more intense than that of Br. abortus (fig. 5). In the conditions of the experiments Br. abortus oxidized L-arabinose, D-galactose, D-glucose, glycerol, D-xylose, DL-alanine, D-fructose, and D-sorbitol. Brucella suis oxidized D-xylose, L-arabinose, D-glucose, D-galactose, DL-alanine, sodium acetate, maltose, glycine, D-fructose, and D-sorbitol. Glycerol was oxidized by Br. abortus but its oxidation by Br. suir was very slight. Sodium acetate and maltose were intensely oxidized by Br. suir but not by Br. abortus. The sites of more intense enzymatic acitivity were seen as small red colored round granules located in one pole of the cells.

RESUMO

Com a finalidade de observar a atividade dhidrogenásica de brucelas, em presença de diversos substratos isolados, empregamos o cloreto de trifeniltetrazólio (em solução aquosa a 0,1%) como receptor de hidrogênio. Os substratos (em solução aquosa M 50) foram os seguintes: Hidratos de carbono: L-arabinose, D-frutose, D-galactose, D-glucose, D-lactose, matose e D-xilose; alcoóis: glicerol, L-inositol, D-manitol e D-sobitol; ácidos aminados: ácido D-glutâmico, D-arginina, DL-alanina, L-asparagina e glicina; acetato de sódio. Empregamos suspensões de culturas de 48 horas de duas amostras típicas: Brucella abortus (aeróbica, nº 1 868, amostra B-99, Weybridge) e Br. suis (nº 1 568, amostra SIG do Dr. S. S. Elberg, da Universidade de Califórnia). As culturas em agar, lavadas 5 vêzes em solução de cloreto de sódio a 0,9% ("resting cells") foram suspensas nessas solução salina de maneira a dar uma leitura de 100 na escala do colorímetro fotoelétrico de Klett-Summerson, quando diluídas a 1:20. O tampão utilizado nas provas era de fosfatos em solução M 15, a pH 7.0. Cada tubo de prova continha 0,2 ml de tampão, 0,1 ml de tetrazólio, 0,2 ml de substrato e 0,5 ml de suspensão de brucelas; um testemunho levava 0,2 ml de água destilada em vez de substrado e outro, mais 0,1 de tampão, em vez de tetrazólio ("blank" para a extração). Incubavam-se os tubos em banho-maria a 37ºC retirando-se no fim de 1, 2, 3 e 4 horas; a reação enzimática era estabilizada com uma gota de formol a 30% e os tubos guardados na geladeira, arrolhados. A formazana resultante da redução do tetrazólio era extraída 1 ou 2 dias depois, com acetona e dosada no colorímetro fotoelétrico K-S, em relação a uma reta padrão prèviamente determinada com formazana pura. Também foram observados os pontos de maior atividade enzimática (provàvelmente mitocôndrias) colocando-se as brucelas, antes da extração da formazana, entre lâmina e lamínula e observando-se ao microscópio com filtro verde. Os resultados permitiram-nos chegar às seguintes conclusões: a) De um modo geral Br. suis possui atividade dehidrogenásica mais acentuada do que Br. abortus (fig. 5). b) Br. abortus oxida mais intensamente os seguintes substratos: arabinose e galactose (muito intensamente), glucose, glicerol, xilose, alanina, frutose e sorbitol (que foi o menos oxidado). c) Br. suis oxida mais intensamente os seguintes substratos, em ordem decrescente: xilose, arabinose e glucose (muito intensamente), galactose, alanina, acetato de sódio, maltose, glicina, frutose e sorbidol. d) Glicerol não aumenta a atividade dehidrogenásica endógena de Br. suis enquanto o acetato de sódio não aumenta esta atividade em Br. abortus. e) Os pontos de maior atividade enzimática são arredondados, muito pequenos, e estão situados numa das extremidades do germe, raramente nas duas.

 

Creative Commons License All the contents of this journal, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License