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Memórias do Instituto Oswaldo Cruz

Print version ISSN 0074-0276On-line version ISSN 1678-8060

Mem. Inst. Oswaldo Cruz vol.61 no.2 Rio de Janeiro Aug. 1963

http://dx.doi.org/10.1590/S0074-02761963000200008 

Ueber das Zirkulationssystem einer Machilde (Thysanura)

Rudolf Barth1 

Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil

ABSTRACT

Es werden Anatomie und Histologie des Zirkulations- und Bingegewebssytems der letzten Segmente und der Schwanzanhaenge einer nicht naeher bestimmten Machilide beschrieben. Es ergeben sich folgende Hauptergebnisse: a - Das Bindegewebssystem hat eine ausgedehnt Entwicklung erfahren und schliesst, abgesehen vom Respirationssystem und den Lymphzellen, alle Organe gegen die Lymphfluessigkeit des Mixocoels ab ("Diffusionsbarrieren"). Es wird der mixocoelomiale Raum dem intracoelomialen gegenueber gestellt. Dieser schliesst die Mehrzahl der Organe in sich ein und erfaehrt im aeussersten Ende des Abdomens (etwa vom Anus ab) und in den Schwanzanhaengen eine ausgedehnte Entwicklung. Abdomenende und Anhaenge werden durch eine mesodermale Quermembran gegen den mixocoelomialen Raum abgeschlossen. b - Das Zirkulationssystem besteht im hinterem Koerperteis aus dem Rueckengefaess, das sich bis zur Quermembran fortsetzt und vor dieser ein Rueckstromventil und eine Filterregion besitzt, durch die keine Lymphzellen hindurchfliessen koennen, - ferner aus einem Terminalgefaess, das in Fortsetzung des Rueckengefaesses das Terminalfilum bis zum Ende durchlaeuft; hier muendet es in den intracoelomialen Raum. Ausserdem besitzt jeder Cercus ein Gefaess, das an der Quermembran mit einer ein Ventil tragenden Oeffnung beginnt und an der Spitze des Cercus sich ebenfalls oeffnet. Es hat seitliche Eintrittsoeffnungen und Bindegewebsbaender, durch die waehrend der Pulsation des Rueckengefaesses der Querschnitt veraendert wird. Der Zirkulationsweg geht aus der Figur 4 hervor. Terminalgefaess und Cercusgefaesse haben keine Muskelelemente. Die Cercusgefaesse treten nicht mit dem Rueckengefaess in Verbindung. C - Die Lymphfluessigkeit des mixocoelomialen Raumes hat eine andere Zusammensetzung als die des Raumes hinter der Quermembran. d - Das Rueckengefaess besteht aus einer inneren Muskularis, die gegen das Gefaesslumen durch das Sarkolemm abgeschlossen ist, und aus einer bindegewebigen aeusseren "Adventitia". Die Gefaesse der Schwanzanhaenge werden ausschliesslich aus Bindegewebe gebildet. An der Basis der Schwanzanhaenge besitzt die Hypodermis umfangreiche Imaginalringe, die das imaginale Wachstum der Anhaenge ermoeglichen: Ebenso finden sich hier die "Membranoblasten", embryonale Bindegewebszellen, von denen beim Wachstum die Membranen weiter gebildet werden, und zwei grosse Lager von embryonalen Zellen mesodermalen Typs, von denen laufend Zellen auswandern, die sich als mesodermales Epithel zwischen die peritoneale Auskleidung der Anhaenge und die Hypodermis schieben. Hypodermis und Mesodermepithel durchdringen sich gegenseitig, entsprechend der Figur 24, zu einem "MIschepithel". e - Die mesodermale Komponente des Mischepithels besteht aus oktoploiden Zellen, die durch Endomitosen aus den diploiden Zellen der Embryonallager entstanden sind. Durch weitere Endomitosen und anschliessende amitose-aehnliche Kerndurchsnuerungen wird die Kernzahl der endodermalen Komponente auf ein Vielfaches vermehrt. Die basal im Mischepithel gelegenen 8-ploiden Kerne machen eine Individualisierung der Chromosome durch, doch kommt es zu keiner Endomitose, sondern zu zwei sich schnell folgenden Kernfragmentationen, durch die vier gleichwertige diploide Kerne entstehen (somatische Reduktion). Diese Kerne umgeben sich, jeder fuer sich, mit einer Portion von Cytoplasma, treten aus dem Mischepithel aus und gelangen, die peritoneale Membran durchbrechend, in den intracoelomialen Raum und werden zu Lymphzellen. Diese werden, infolge der Pulsationen des Dorsalgefaesses, durch die Gefaesse der Cerci in den mixocoelomialen Raum transportiert, wo sie gealterte Lymphzellen ersetzen. Mitotische Vermehrung von Lymphzellen des Mixocoela wurden nicht gefunden. f - Aehnliche Lymphzellen bildende Epithelien wurden bei einer Lepsmatide, der Pro-Imago einer Ephemeride, einer Ephemeridenlarve sowie bei einer isopoden Crustaceee gefunden.

RESUMO

Descreve-se a anatomia e histologia do sistema circulatório e do sistema do tecido conjuntivo nos últimos segmentos do abdômen e dos anexos caudais de uma espécie de Maquilídeo, ainda não classificada. Chegamos aos seguintes resultados: a - O sistema do tecido conjuntivo, em comparação com outros insetos, é bem desenvolvido e protege todos os órgãos, com exceção do sistema respiratório e das células linfáticas, ao líquido linfático do mixocélio (barreiras de difusão). Caracterizam-se os espaços mixocelomial e intracelomial. O último inclui a maioria dos órgãos, bem como a extremidade da cavidade abdominal (a partir da altura do ânus), inclusive os três anexos caudais. Estas partes são separadas do espaço mixocelomial por meio de uma membrana transversal de origem mesodérmica. b - O sistema circulatório da região posterior do corpo consta do vaso dorsal que se continua até a membrana transversal possuindo, antes desta, uma válvula contra o refluxo de linfa e uma região de filtragem que impede a passagem de células linfáticas. Em continuação do vaso dorsal o "vaso terminal" prolonga-se por tôda a extensão do filamento terminal e abre-se na sua extremidade. Cada cêrco possui um vaso que se inicia na membrana transversal com uma válvula e que se abre na extremidade do cêrco. Êste vaso possui perfurações laterais, bem como filamentos de tecido conjuntivo que possibilitam modificações da forma do vaso na ocasião das pulsações do vaso dorsal. O circuito da circulação é apresentado na figura 4. Os vasos do filamento terminal e dos cercos não possuem elementos musculares. Os vasos dos cercos não entram em comunicação com o vaso dorsal. c - O líquido linfático do espaço mixocelomial tem composição diferente daquele do espaço atrás da membranda transversal. d - O vaso dorsal consta, internamente, de uma camada muscular sendo esta delimitada, no seu lado interno, pelo sarcolema e externamente por "adventícia" de origem mesodérmica. Os vasos dos anexos caudais são formados, exclusivamente, por teciso conjuntivo. Na base dos anexos, a hipoderme forma volumosos aneis imaginais, que possibilitam o crescimento do filamento terminal e dos cercos ainda no estádio adulto. Encontram-se, nestas regiões, os "membranoblastos", que são células do tecido conjuntivo, ainda em estádio embrionário, pelas quais, durante o crescimento, se continua a formação das membranas. Localizam-se, aqui, dois grandes grupos de células mesodérmicas embrionárias, dos quais se deslocam, contìnuamente, células que penetram entre a membrana peritoneal e a hipoderme dos anexos, formando um espesso epitélio mesodérmico. Êste e a hipoderme sofrem uma intrusão recíproca, conforme a figura 24, formando um "epitélio mixto". e - O componente mesodérmico do epitélio mixto consta de células octoplóides originando-se, por meio de duas endomitoses, das células diplóides dos grupos de células embrionárias. O número dos núcleos do componente mesodérmico multiplica-se, várias vêzes, por outras endomitoses, seguidas por fragmentação do núcleo em forma amitótica. Os núcleos 8-plóides, situados na região basal do epitélio mixto, sofrem uma individualização dos cromossomas. Não se realisa, porém, uma nova endomitose, mas sim duas fragmentações nulceares, dando origem a quatros núcleos diplóides iguais (redução somática). Êstes núcleos, incluídos, cada um, em uma porção de citoplasma, rompem a membrana peritoneal, deixam o epitélio mixto e entram, em forma de células linfáticas, no espaço intracelomial. Daqui, em virtude das pulsações do vaso dorsal (veja figura 4), as novas células linfáticas são transportadas, através dos vasos dos cercos para o espaço mixocelomial onde substituem células linfáticas envelhecidas. Não foram observadas, no mixocélio, multiplicações mitóticas das células linfáticas. f - Epitélios semelhantes, formando também células linfáticas, forma encontrados em um Lepismatídeo, um Efemerídeo (pré-imago), uma larva de Efemerídeo, e ainda, em um Crustáceo isópode.

 

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