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Memórias do Instituto Oswaldo Cruz

Print version ISSN 0074-0276On-line version ISSN 1678-8060

Mem. Inst. Oswaldo Cruz vol.77 no.3 Rio de Janeiro 1982July./Sept. 1982

http://dx.doi.org/10.1590/S0074-02761982000300003 

Utilização da reação de imunofluorescência indireta no acompanhamento da terapêutica da leishmaniose tegumentar americana'

Wilson Jacinto Silva de Souza

Sergio Gomes Coutinho

Mauro Celio de Almeida Marzochi

Luciano Medeiros de Toledo

Marina Ventura Gottlieb

RESUMO

Foram estudados 17 indivíduos cujas idades variaram de 2 a 78 anos, procedentes da área endêmica de Jacarepaguá (RJ), com diagnóstico clínico, epidemiológico, imunológico e parasitológico de leishmaniose tegumentar americana. Todos foram tratados pelo antimoniato de N-metilglucamina na dose de 60 mg/kg/dia em três séries de 10 dias de duração, com 10 dias de intervalo entre cada série e submetidos à coleta e sangue venoso para a reação de imunofluorescência indireta (IF-IgG) antes, durante e após o medicamento. Estes 17 indivíduos foram reatores a intradermorreação de Montenegro (= 5 mm) e soro-reagentes (= 1:45) na IF-1gG, sendo que em 6 deles (31,7%) foi demonstrado ou isolado Leishmania braziliensis. A positividade da IF-IgG antes do tratamento foi de 76,4% (13 casos com título = 1:90). As médias geométricas das recíprocas dos títulos antes da primeira série do antimonial (89,9), durante o tratamento (63,6 a 29,3) e 10, 30 e 120 dias após medicação, mostraram uma graduação nitidamente decrescente (14,9;2,1 e 1,2), respectivamente. Todos tiveram suas lesões cicatrizadas ao final do tratamento sendo maior o número de cicatrizações após a 2°série. Somente 120 dias após a terapêutica, foram observados títulos abaixo de 1:45 na quase todalidade dos pacientes (16 casos - 94,1%) sugerindo que, na utilização da IF-IgG como controle de cura, faz-se necessário um acompanhamento sorológico de no mínimo 3 a 4 meses.

ABSTRACT

Seventeen persons, from 2 to 78 years of age, with clinical, epidemiological,immunological and parasitological diagnosis of american tegumentary leishmaniasis, were studied. All came from the endemic area of Jacarepaguá, a suburb of the city of Rio de Janeiro. The patients were treated with n-methylglucanine antimonate, using a dosage of 60 mg/kg/day, in three series of ten days duration each series, with intervals of ten days between each series, venous blood samples having been taken for the indirect immunefluorescent tests (IF-IgG) before, during and after medication. The seventeen individuals were reactive to the intradermal reaction of Montenegro (= 5 mm) and serum-reactive (= 1:45 mm) to the IF-IgG test; Leishmania b. braziliensis ssp was demonstrated or isolated in six cases (31.7%). Before treatment, the IF-IgG test showed positive in 76.4% of the cases (13 cases with titers = 1:90). The geometric averages of the reciprocal titer were as follows: before the first antimonial series (89,9); during treatment (63.6 to 29.3) and 10, 30 and 120 days after medication which revealed a clearly decreasing scale (14.9; 2.1 and 1.2), respectively. All lesions were healed upon termination of treatment, the scarring being most evident after the second series. Only 120 days after therapy were titers lower than 1:45 in all patients (16 cases - 94.1%). This suggests that, when the IF-IgG test is used as a control of cures, serological follow up is necessary during a minimum of three to four months.

 

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