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Memórias do Instituto Oswaldo Cruz

Print version ISSN 0074-0276On-line version ISSN 1678-8060

Mem. Inst. Oswaldo Cruz vol.84 no.2 Rio de Janeiro Apr./June. 1989

http://dx.doi.org/10.1590/S0074-02761989000200011 

Infecção natural de roedores silvestres pelo Schistosoma mansoni

Tânia Maria Correa Silva1 

Zilton A. Andrade2 

INAMPS, Hospital Ana Nery, Salvador, Brasil

FIOCRUZ, Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz, Salvador, Brasil

ABSTRACT

In Planalto, a small locality in the interior of the Bahia state, Brazil, 47% of sylvatic rodents were found to be naturally infected with Schistosoma mansoni, whereas the prevalence of the infection in the inhabitants of the area was 3.26%. The rodents (Nectomys) live near the houses, in contact with water passing viable schistosome eggs in the stools. Worm burden is variable amongst such rodents. Periovular granulomas are small, especially in liver and intestines, and hepatic fibrosis is mild or absent, with no morphological evidence of portal hypertension being noted. Miracidia isolated from the eggs recovered from Nectomys readly infected laboratory-raised Bahia strain of Biophalaria glabrata. Cercariae then obtained infected Swiss mice in a similar way as the human strains of S. mansoni kept in laboratory. Also, Swiss mice left in contact with water collections in Planalto were easily infected, which proved the transmissibility potential of the area. In conclusion: sylvatic rodents in the area of Planalto tolerate well S. mansoni infection, eliminate viable eggs in the stools, are usually infected with a strain probably of human origin and therefore may play a role in maintaining parasite cycle in the area.

Key words: Nectomys; natural infection; natural hosts

Key words: schistosomiasis

RESUMO

No município baiano de Planalto, 47% dos roedores silvestres capturados (Nectomys) estavam infectados pelo Schistosoma mansoni, enquanto a prevalência desta infecção na população humana da área era de 3,26%. Os roedores habitam zonas peridomiciliares, têm hábitos aquáticos e eliminam ovos viáveis do S. mansoni. Albergam número variável de vermes e formam granulomas periovulares pequenos, principalmente no fígado e intestinos, sem fibrose hepática importante ou sinais de hipertensão porta. A deposição maior de ovos se faz a nível do intestino, sobretudo do jejuno, com passagem de grande número de ovos para as fezes. Miracídios isolados a partir dos ovos retirados dos roedores infectaram normalmente a Biomphalaria glabrata, com eliminação de cercárias, com as quais se provocou infecção no camundongo branco, em tudo semelhante aquelas causadas por outras cepas de origem humana. Também camundongos que foram deixados em contacto com as águas infestadas pelos roedores silvestres se infectaram facilmente, atestando o alto grau de transmissibilidade da área. Conclui-se que os roedores silvestres de planalto toleram bem a infecção esquistossomótica natural, são bons eliminadores de ovos viáveis do S. mansoni, estão infectados por uma cepa semelhante a que infecta o homem e podem ter um papel na manutenção do ciclo vital do S. mansoni na área estudada.

Palavras-Chave: Nectomys; esquistossomose; infecção natural; hospedeiros naturais

 

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