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Revista da Escola de Enfermagem da USP

versión impresa ISSN 0080-6234

Rev. esc. enferm. USP vol.46 no.1 São Paulo feb. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0080-62342012000100018 

ARTIGO ORIGINAL

 

Colonização pelo Staphylococcus aureus em profissionais de enfermagem de um hospital escola de Pernambuco

 

Colonización por Staphylococcus aureus en profesionales de enfermería de un hospital escuela de Pernambuco

 

 

Eduardo Caetano Brandão Ferreira da SilvaI; Thammy Moura SamicoII; Rodrigo Rosa CardosoIII; Marcelle Aquino RabeloIV; Armando Monteiro Bezerra NetoV; Fábio Lopes de MeloVI; Ana Catarina de Souza LopesVII; Ivanize da Silva AcaVIII; Maria Amélia Vieira MacielIX

IDoutor em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Pernambuco. Recife, PE, Brasil. brandaoe@cpqam.fiocruz.br
IIPós Graduanda em Microbiologia Clínica do Programa de Pós Graduação em Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco. Recife, PE, Brasil. thammysamico@hotmail.com
IIIGraduação em Medicina da Universidade Federal de Pernambuco. Recife, PE, Brasil. cardosorrodrigo@gmail.com
IVMestranda do Programa de Pós Graduação em Medicina Tropical da Universidade Federal de Pernambuco. Recife, PE, Brasil. marcellearabelo@gmail.com
VMestrando do Programa de Pós Graduação em Medicina Tropical da Universidade Federal de Pernambuco. Recife, PE, Brasil. monteiro.armando10@gmail.com
VITecnologista do Departamento de Parasitologia do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães da FIOCRUZ. Recife, PE, Brasil. fflmelo8@hotmail.com
VIIProfessora Adjunta do Departamento de Medicina Tropical da Universidade Federal de Pernambuco. Recife, PE, Brasil. ana.lopes.ufpe@gmail.com
VIIIProfessora Assistente do Departamento de Medicina Tropical da Universidade Federal de Pernambuco. Recife, PE, Brasil. ivanizesa@yahoo.com
IXProfessora Associada do Departamento de Medicina Tropical da Universidade Federal de Pernambuco. Recife, PE, Brasil. amelia57@gmail.com

Endereço para correspondência:

 

 


RESUMO

O presente estudo foi realizado com o objetivo de identificar a prevalência de colonização pelo Staphylococcus aureus em profissionais de enfermagem de um hospital universitário de Pernambuco, bem como avaliar o perfil de resistência deles isoladamente. Para isso, foi realizado um estudo transversal, no qual foram coletadas amostras biológicas das mãos e da cavidade nasal. A identificação do S. aureus foi realizada por meio do semeio em agar-sangue, agar manitol-salgado e através dos testes de catalase e coagulase. O perfil de sensibilidade foi determinado pela técnica de Kirby Bauer e para determinação da resistência à meticilina foi realizado o screening em placa com oxacilina com adição de 4% de NaCl. Dos 151 profissionais avaliados, 39 se encontravam colonizados, o que demonstrou uma prevalência de 25,8%. Dentre as variáveis estudadas, a faixa etária e a quantidade de EPI apresentaram-se associadas à colonização pelo microrganismo. De todas as linhagens isoladas, apenas cinco apresentaram resistência à meticilina.

Descritores: Staphylococcus aureus; Enfermagem; Infecção hospitalar; Controle de infecções


RESUMEN

Estudio realizado para identificar prevalencia de colonización por Staphylococcus aureus en profesionales de enfermería de hospital universitario de Pernambuco, así como evaluar el perfil de resistencia de la bacteria aislada. Se realizó un estudio transversal en el que se recolectaron muestras biológicas de manos y cavidad nasal. La identificación del S. aureus se realizó mediante cultivo en agar-sangre, agar-manitol salado y mediante pruebas de catalasa y coagulasa. El perfil de sensibilidad se determinó por técnica de Kirby Bauer y para la determinación de resistencia a meticilina se realizó screening en placa con oxalacina, con adición de 4% de NaCl. De 150 profesionales evaluados, 39 estaban colonizados, lo que demostró prevalencia de 25,8%. Entre las variables estudiadas, faja etaria y cantidad de EPI se presentaron asociadas con la colonización por la bacteria. De todas las cepas aisladas, apenas cinco presentaron resistencia a meticilina.

Descriptores: Staphylococcus aureus; Enfermería; Infección hospitalaria; Control de infecciones


 

 

INTRODUÇÃO

Staphylococcus aureus é uma das bactérias mais frequentemente identificadas como causadora de infecções nosocomiais(1). Esse microrganismo piogênico pode ser encontrado como colonizante da microbiota normal da pele e mucosas de seres humanos, principalmente naqueles que atuam como profissionais de saúde(2-3). Estudo realizado em profissionais de saúde estimou que 20% a 30% desses profissionais estejam colonizados por essa bactéria e aponta estes como importantes fontes de infecção para indivíduos susceptíveis(4).

Trabalhos realizados para explicar a dinâmica de transmissão desses microrganismos apontam que esta pode ocorrer de pessoa a pessoa (infecção ou colonização cruzada), através do contato indireto (aerossóis, secreções, poeira, fômites e alimentos) ou por contato direto, estando a transferência na dependência de uma fonte (doentes ou portadores) e da taxa de microrganismos liberados, o que, por sua vez, está relacionado à capacidade de sobrevivência do agente e de sua patogenicidade, da presença de indivíduos susceptíveis e da frequência de contatos entre susceptíveis e os infectados/colonizados(3,5).

A preocupação com a disseminação de S. aureus no ambiente hospitalar e na comunidade tem sido crescente e vem sendo objeto de trabalho de vários autores desde a década de 1960(6-8). Surtos de infecção por essa bactéria são frequentemente relatados em unidades críticas do ambiente hospitalar (setor de queimados, enfermarias, unidades de terapia intensiva e clínicas cirúrgicas) e estão associados ao uso inadequado de antimicrobianos, higienização incorreta das mãos, número insuficiente de profissionais de enfermagem e presença de portadores assintomáticos do microrganismo entre os profissionais de saúde(9). Apesar de sua relevância, esse evento tem sido pouco estudado em hospitais da região nordeste do Brasil, sendo necessária a realização de inquéritos que possam subsidiar a implantação e monitoramento de ações de controle, minimizando o potencial da disseminação desse microrganismo, com consequente redução dos riscos de infecções hospitalares.

O objetivo deste estudo foi identificar a prevalência de colonização pelo Staphylococcus aureus em profissionais de enfermagem de um hospital universitário de Pernambuco, bem como avaliar o perfil de resistência dessas linhagens isoladas.

 

MÉTODO

População do estudo

Este estudo foi conduzido entre março e julho de 2007, no Hospital das Clínicas de Pernambuco. Nesse período, foram avaliados todos os profissionais de enfermagem que desenvolviam atividades no centro cirúrgico, unidades de terapia intensiva e no setor de nefrologia/hemodiálise, sendo 49 enfermeiros, 52 técnicos e 50 auxiliares de enfermagem, totalizando 151 profissionais. O presente estudo foi aprovado pelo Comitê em Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco - CAAE Nº 0275.0.172.000-06. Todos os participantes foram informados sobre os objetivos do trabalho e, após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, se iniciou a coleta das amostras biológicas e a aplicação do questionário específico. O questionário avaliou as seguintes variáveis: idade, gênero, categoria profissional, setor que trabalha, tempo de profissão, uso de equipamentos de proteção individual (EPI) e número de EPI utilizados.

Coleta, isolados e procedimentos microbiológicos

As amostras biológicas da região palmar/interdigital das duas mãos e da cavidade nasal foram coletadas dos profissionais durante o desenvolvimento de suas atividades, utilizando-se swabs estéreis. Após a coleta, o material foi transportado imediatamente ao laboratório de microbiologia da Universidade Federal de Pernambuco, em tubos contendo Brain Heart Infusion (BHI). Em seguida, as amostras foram cultivadas em sangue de carneiro a 5% e incubadas a 35ºC por 24 horas. Após esse período, colônias suspeitas de pertencerem à espécie S. aureus foram identificadas usando-se a coloração de Gram e os testes bioquímicos com os seguintes fenótipos: teste de catalase (+); prova de coagulase em tubo (+); DNAse (+) e crescimento em agar manitol salgado a 7,5% (+).

Os S. aureus isolados tiveram seus perfis de sensibilidade determinados por meio da técnica de Kirby Bauer, de acordo com os critérios do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI)(10). Foram utilizados os seguintes antimicrobianos: penicilina (10µg), oxacilina (1µg), clindamicina (2µg), sulfametoxazol/trimetoprim (25µg), cloranfenicol (30µg), gentamicina (10µg), mupirocina (5µg), cefoxitina (30µg), linezolida (30µg), vancomicina (30µg), teicoplanina (30µg), rifampicina (5µg) e eritromicina (15µg). Os diâmetros dos halos de incubação foram interpretados após 24 horas de incubação a 35ºC. Isolados com fenótipos resistentes à oxacilina pela técnica de difusão de disco, foram submetidas à confirmação por meio do teste de screening em placa de agar Mueller-Hinton suplementado com 4% de NaCl e 6g de oxacilina por mL.

Análise estatística

A entrada e análise dos dados foram realizadas utilizando-se o pacote estatístico Epiinfo® 6.04. A análise estatística consistiu em determinar, em termos de frequência, as variáveis estudadas, bem como identificar, mediante a análise da odds ratio, possíveis fatores de risco para colonização de profissionais de enfermagem pelo S. aureus. Foram consideradas estatisticamente significativas associações cujo p-valor foi inferior a 0,05.

 

RESULTADOS

Nesse estudo, foram obtidas 302 amostras biológicas das mãos (151) e da cavidade nasal (151), colhidas de 151 profissionais de enfermagem, em três categorias distintas. Entre os indivíduos avaliados, a prevalência geral foi de colonização pelo S. aureus foi de 25,8%. Dos 39 indivíduos colonizados, 25,6% apresentaram colonização exclusivamente das mãos, 48,8% exclusivamente da cavidade nasal e 25,6% apresentaram colonização em ambos os sítios anatômicos investigados. A análise descritiva demonstrou que dos 151 indivíduos examinados, 14,6% eram do sexo masculino e 85,4% do sexo feminino, com uma média de idade de 32,2 ± 8,5 anos. Esses profissionais encontravam-se distribuídos nas UTI (42,4%), clínicas cirúrgicas (41,7%) e serviço de nefrologia/hemodiálise (15,9%). Com relação à utilização de EPI, 56,3% dos profissionais afirmaram que sempre utilizam os equipamentos durante os procedimentos (Tabela 1). Dentre as variáveis investigadas, faixa etária e número de EPI utilizados apresentaram-se associadas ao desfecho (colonização). Com relação ao uso de EPI, os profissionais que relataram utilizar apenas um, referiram-se ao uso de luvas.

A análise do perfil de sensibilidade demonstrou que 100% das linhagens de S. aureus isoladas foram resistentes à penicilina e que maior sensibilidade foi observada em relação aos agentes antimicrobianos mupirocina (97,6%) e linezolida (97,6%). Com relação à vancomicina, três amostras (7,14%) apresentaram resistência intermediária e foram observadas ainda três amostras com fenótipo de resistência e duas com resistência intermediária à oxacilina (Figura 1). Todas as amostras resistentes ou com resistência intermediária a oxacilina se mostraram resistentes na técnica do screening em placa para oxacilina. Com relação aos demais agentes antimicrobianos, foi observada uma resistência de 11,9% para clindamicina, 4,8% para sulfametoxazol/trimetoprim, 7,1% para cloranfenicol, 4,8% para gentamicina, 2,4% para cefoxitina, 2,4% para teicoplanina, 23,8% para rifampicina e 42,8% para eritromicina.

Das cinco amostras resistentes para oxacilina, todas foram coletadas da cavidade nasal. Uma foi coletada de uma enfermeira da UTI pediátrica, duas foram coletadas de técnicas de enfermagem, uma lotada no centro cirúrgico e outra na UTI geral e as outras duas haviam sido coletadas de auxiliares do serviço de nefrologia/hemodiálise.

 

DISCUSSÃO

O Staphylococcus aureus é reconhecido com um dos principais agentes virulentos, considerado membro persistente da microbiota endógena humana e relacionado a importantes processos infecciosos. Esse microrganismo destaca-se entre os causadores de infecção tanto no nível hospitalar como no comunitário. Apesar da relevância dessa bactéria como agente etiológico de infecções nosocomiais e da importância de profissionais de saúde como potenciais veiculadores desse microrganismo, poucos estudos têm sido desenvolvidos no país a esse respeito(11).

No presente estudo, a taxa de prevalência de colonização (25,8%) observada entre os profissionais de enfermagem encontra-se situada dentro dos limites estabelecidos na literatura(12), que aponta uma ocorrência de 20% a 40% de portadores de S. aureus. Na população estudada, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas em relação à colonização segundo as categorias profissionais. Um trabalho realizado nos Estados Unidos com enfermeiros e residentes de enfermagem demonstrou uma taxa de colonização pelo S. aureus de 62%, sendo essa prevalência considerada alta(13). No Brasil, um inquérito investigando estudantes de enfermagem demonstrou prevalência similar a observada em nosso inquérito (26,7%)(3). Em 2008, um estudo realizado no estado de Pernambuco referente à colonização por S. aureus em profissionais de saúde de unidades críticas de um hospital escola evidenciou uma frequência de 50% de colonização entre técnicos de laboratório e fisioterapeutas (p<0,05)(8).

A colonização por S. aureus meticilina resistente (MRSA) foi observada em cinco profissionais (3,3%). Essa prevalência corrobora outro inquérito que identificou uma taxa de prevalência de MRSA entre profissionais de saúde de 2,6%(14). Os resultados desses trabalhos contrastam com a maioria dos dados disponíveis na literatura, que apontam taxas elevadas de colonização por MRSA, variando entre 17% a 40%(15-16). Estudo realizado em um hospital universitário brasileiro de São Paulo evidenciou uma taxa de colonização por MRSA em profissionais de saúde de 4,1%(17).

Os resultados do teste de sensibilidade revelaram que 100% dos isolados de S. aureus foram resistentes à penicilina G. A resistência do mesmo a esse antimicrobiano atinge quase que 100% na maioria dos locais onde foi analisado(18). Tal fato inviabiliza a utilização desses fármacos no tratamento de infecções estafilocócicas, ainda que adquiridas fora do ambiente hospitalar. Com os resultados dessa investigação, podemos perceber o impacto do uso indiscriminado dos antimicrobianos; ou seja, foi observada uma maior resistência aos fármacos mais rotineiramente comercializados, como é o caso da eritromicina.

Para o antimicrobiano vancomicina, fármaco de escolha no tratamento de infecções estafilocócicas graves, onde o microrganismo se mostrou MRSA, não foram identificadas linhagens resistentes. No entanto, três amostras demonstram resistência intermediária, sendo importante o monitoramento dessas cepas no local estudado. Um inquérito realizado com as equipes médica e de enfermagem nas UTI, clínica médica, clínica cirúrgica, ginecologia/obstetrícia e centro cirúrgico de uma instituição de saúde de Goiás evidenciou uma taxa de sensibilidade de apenas 53,3% entre os isolados de S. aureus(11). Trabalhos apontam que a resistência ao glicopeptideo vancomicina deve ser preferencialmente determinada através de técnicas mais sensíveis como, por exemplo, a técnica de screening em placa, teste de determinação da concentração inibitória mínima (E-test) ou detecção genotípica(19).

Com relação às variáveis investigadas nesse inquérito (sexo, categoria profissional, setor de trabalho e uso de EPI), não apresentaram relação com a colonização pelo S. aureus (p>0,05). No entanto, possuir idade entre 20 e 28 anos, bem como utilizar apenas um EPI durante os procedimentos assistenciais, mostraram-se fatores de risco. Inquéritos realizados anteriormente demonstraram que em estudantes de enfermagem o envolvimento prévio em atividades hospitalares não representa um fator predisponente para colonização pelo S. aureus(3). De acordo com o presente estudo, indivíduos na faixa etária de risco (20 a 28 anos) apresentam aproximadamente 3,8 vezes mais chance de encontrarem-se colonizados. Tal fato provavelmente ocorre devido à necessidade da consolidação de conceitos que acontecem efetivamente no decorrer do exercício profissional, como, por exemplo, a higienização adequada das mãos antes e após cada procedimento. Uma investigação realizada em uma unidade pediátrica de um hospital público aponta o processo de descontaminação inadequado de aerossóis como um fator de risco para aquisição de microrganismos patogênicos, entre eles, o S. aureus(20). Um estudo realizado na região Sudeste do Brasil aponta o controle e a prevenção da disseminação de MRSA como essencial para prática da enfermagem e para a segurança do paciente, discutindo ainda que a compreensão e consciência de ser potencial disseminador desse microrganismo são fundamentais para adoção de medidas necessárias para interromper a cadeia de transmissão desses agentes, no âmbito da assistência a saúde(21).

Na atualidade, as ferramentas de epidemiologia molecular permitiram grande avanço na investigação dos processos infecciosos, principalmente na elucidação de surtos epidêmicos de infecções, pois permitem identificar e caracterizar com segurança os agentes etiológicos, bem como possibilita determinar origens clonais dos isolados. Essas informações são indispensáveis para elucidação da dinâmica de disseminação do microrganismo, bem como na determinação de medidas profiláticas eficazes. Um inquérito utilizando a técnica de eletroforese em gel campo pulsado revelou a existência de um mesmo clone circulando entre pacientes e profissionais de saúde, reforçando desta forma a transferência cruzada de microrganismo no hospital(22).

 

CONCLUSÃO

Os resultados do presente estudo apontam que a prevalência de colonização pelo S. aureus entre os profissionais de enfermagem investigados é considerada dentro dos limites aceitáveis. No entanto, esses profissionais representam um grupo vulnerável à colonização por microrganismos com perfil de resistência hospitalar, uma vez que durante sua prática profissional estão diretamente e por prolongados períodos de tempo em contato com pacientes e materiais médico-hospitalares potencialmente colonizados, sendo estes de extrema importância no processo de disseminação da bactéria no ambiente hospitalar. Diante disto, medidas de vigilância devem ser adotadas visando minimizar a transferência desse microrganismo e, consequentemente, reduzir os riscos de infecções nosocomias na instituição estudada.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Eduardo Caetano Brandão Ferreira da Silva
Av. Professor Moraes Rego, s/n - Cidade Universitária
CEP 50.670-420 - Recife, PE, Brasil

Recebido: 23/07/2010
Aprovado: 12/04/2011