SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.46 issue1Job Satisfaction: a quality indicator in nursing human resource managementThe development of an instrument to assess nursing care responsiveness at a university hospital author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Revista da Escola de Enfermagem da USP

Print version ISSN 0080-6234

Rev. esc. enferm. USP vol.46 no.1 São Paulo Feb. 2012

https://doi.org/10.1590/S0080-62342012000100022 

ARTIGO ORIGINAL

 

Formação profissional e inserção no mercado de trabalho: percepções de egressos de graduação em enfermagem*

 

Formación profesional e inserción en el mercado de trabajo: percepciones de egresados de graduación en enfermería

 

 

Raquel ColenciI; Heloísa Wey BertiII

IMestre pelo Programa de Mestrado Profissional do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista. Enfermeira do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil. raquelcolenci@uol.com.br
IIProfessora Doutora do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista. Botucatu, SP, Brasil. weybe@fmb.unesp.br

Endereço para correspondência:

 

 


RESUMO

A trajetória profissional dos egressos permite analisar, compreender e refletir sobre o ensino superior e as características inerentes ao mercado de trabalho. Os objetivos deste estudo foram: apreender e analisar percepções de egressos de curso de graduação em Enfermagem de instituição privada em relação ao processo de formação, frente às condições de inserção no mercado de trabalho e às demandas vivenciadas no cotidiano profissional. O método utilizado foi o Discurso do Sujeito Coletivo. Os 104 egressos foram divididos em três grupos de acordo com a atuação após a graduação. A análise dos discursos possibilitou uma reflexão aprofundada dessa formação, indicando a necessidade de revisão do projeto pedagógico, destacando o ensino voltado para o desenvolvimento de competências nas quatro dimensões do processo de cuidar: gerência, assistência, educação e pesquisa.

Descritores: Enfermagem; Mercado de trabalho; Educação em enfermagem; Prática profissional


RESUMEN

La trayectoria profesional de los egresados permite analizar, comprender y reflexionar sobre la enseñanza superior y características inherentes al mercado de trabajo. Los objetivos de este estudio fueron: aprender y analizar percepciones de egresados de curso de graduación en Enfermería de institución privada en relación al proceso de formación, frente a las condiciones de inserción en el mercado de trabajo y las demandas experimentadas en el quehacer cotidiano profesional. Se utilizó el método de Discurso del Sujeto Colectivo. Los 104 egresados se dividieron en tres grupos de acuerdo con su actuación posterior a la graduación. El análisis de los discursos posibilitó reflexión profundizada de dicha formación, indicando necesidad de revisión del proyecto pedagógico, destacando la enseñanza enfocada al desarrollo de competencias en las cuatro dimensiones del proceso de cuidar: gerenciamiento, atención, educación e investigación.

Descriptores: Enfermería; Mercado de trabajo; Educación en enfermería; Práctica profesional


 

 

INTRODUÇÃO

A história da formação dos enfermeiros no Brasil segue trajetória paralela à do sistema de saúde, culminando na ampliação e diversificação dos postos de trabalho para enfermeiros através da criação do SUS. Há crescimento intensificado do número de escolas de graduação em Enfermagem, especialmente no setor privado, estimulado pelo apoio oferecido pelo governo federal através de programas de crédito educativo e bolsas de estudo(1).

Em 2007, havia no Brasil um total de 629 cursos de graduação em Enfermagem. Desse total, de acordo com a categoria administrativa, 124 são públicos e 505 privados. Assim, até 2007 o ensino privado representava 80,2% dos cursos de graduação em Enfermagem do país(2).

No ensino da Enfermagem, de maneira geral, as escolas encontram dificuldades na incorporação das propostas para incrementar as mudanças na formação dos profissionais, estabelecidas pelas diretrizes curriculares nacionais de Enfermagem, principalmente aquelas relativas à aquisição/desenvolvimento/avaliação das competências e das habilidades, dos conteúdos essenciais, das práticas/estágios e das atividades complementares. Observa-se que ainda não existe clara definição sobre as competências para a formação do enfermeiro e para obtenção de consenso sobre essas competências. Porém, são exatamente essas competências que irão conciliar o plano curricular dos cursos às necessidades e objetivos de formação de enfermeiros(3).

Há certa indefinição na abordagem do conceito de competência, sendo este vinculado ao conceito de habilidade, quando se trata de formação. Em relação ao trabalho, aparece como sinônimo de postura crítica, conhecimento revisado, profissionalização, aprimoramento profissional, atualização, dentre outros(4).

Competência é definida pela capacidade de agir eficazmente, embasado por conhecimentos, porém sem limitar-se a esses conhecimentos. É ter o conhecimento e a postura crítica para agir diante das mais diversas situações. O resultado será uma ação eficaz, partindo de um esquema de mobilização dos conhecimentos atrelado ao discernimento(5).

Nesse contexto, apresenta-se o mercado de trabalho com exigências crescentes de produtividade e de qualidade, tornando cada vez mais generalizada a implantação de modelos de formação e de gestão da força de trabalho baseados em competências profissionais. Além da flexibilidade técnico-instrumental, é necessária a flexibilidade intelectual, tendo em vista as necessidades de melhoria contínua dos processos de produção de bens e serviços. Consequentemente, o trabalho não-qualificado, fragmentado, repetitivo e rotineiro é substituído por novas formas de organização, por um trabalho polivalente, integrado, em equipe, com mais flexibilidade e autonomia. Este tipo de trabalho reveste-se da imprevisibilidade das situações, nas quais o trabalhador tem que fazer escolhas e opções todo o tempo, ampliando-se as operações mentais e cognitivas envolvidas nas atividades(6).

Em contrapartida, há situações que mostram que o ensino de graduação tem dificuldades para adequar-se às exigências do mercado de trabalho, tais como: o ensino focalizar-se em conteúdos ideais, que não encontram correspondência na prática assistencial, ou a exigência do cumprimento do saber técnico, de forma até rígida, durante a graduação e que nem sempre é possível de ser seguido na vida profissional, além da escola preparar o enfermeiro para prestar assistência e o mercado esperar dele administração e gerência(7).

A opinião dos egressos é uma das dimensões que possibilita a visualização das transformações que ocorrem no aluno, influenciadas pelo currículo. O egresso enfrenta, no seu cotidiano de trabalho, situações complexas que o levam a confrontar as competências desenvolvidas, durante o curso, com as requeridas no exercício profissional, podendo avaliar a adequação da estrutura pedagógica do curso que foi vivenciado e os aspectos intervenientes do processo na formação acadêmica(8).

Conhecer a trajetória profissional dos egressos é uma forma de analisar, compreender e refletir sobre as questões relativas ao ensino superior de Enfermagem e às características inerentes ao mercado de trabalho.

Os objetivos deste estudo foram apreender e analisar as percepções de egressos do Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade Marechal Rondon em relação ao seu processo de formação, frente às condições de inserção no mercado de trabalho e às demandas vivenciadas no cotidiano profissional, e caracterizar os egressos quanto aos aspectos sociodemográficos e de formação e atuação profissional.

 

MÉTODO

O método utilizado foi o Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), que propõe elencar e articular uma série de operações sobre a matéria-prima de depoimentos coletados em pesquisas empíricas de opinião por meio de questões abertas, operações que redundam, ao final do processo, em depoimentos coletivos confeccionados com extratos de diferentes depoimentos individuais. O DSC é, portanto, um conjunto harmônico de processos e procedimentos destinados, a partir de depoimentos colhidos, a conformar, descritivamente, a opinião de uma dada coletividade como produto qualiquantitativo, com um painel de depoimentos discursivos, ou seja, qualidades provenientes de quantitativos de indivíduos socialmente situados(9).

Para produção dos DSC, foram usadas três operações: ideias centrais - fórmulas sintéticas que descrevem o(s) sentido(s) presentes nos depoimentos de cada resposta e também nos conjuntos de respostas de diferentes indivíduos, que apresentam sentido semelhante ou complementar; expressões-chave - trechos selecionados do material verbal de cada depoimento, que melhor descrevem seu conteúdo; discurso do sujeito coletivo - reuniões das expressões-chave presentes nos depoimentos, que têm ideias centrais de sentido semelhante ou complementar(9).

Foram sujeitos da pesquisa os egressos do curso de graduação em Enfermagem da Faculdade Marechal Rondon, graduados em 2007. O total era de 114. Foram localizados 104 para um levantamento de dados, a partir de lista fornecida pela secretaria da faculdade. Após contato por telefone ou e-mail, foram coletados dados referentes à idade, sexo, ocupação antes e após a graduação em Enfermagem e realização de cursos de pós-graduação. Para a análise qualitativa, os egressos localizados foram classificados em três grupos e então calculados 35% dos que pertenciam a cada um desses grupos:

Grupo 1: 35% (n=20) de egressos que atuam como enfermeiros;

Grupo 2: 35% (n=7) de egressos que atuam como auxiliares ou técnicos de enfermagem;

Grupo 3: 35% (n=9) de egressos que não atuam na área da enfermagem.

Para a coleta de dados, foi utilizada a técnica de entrevista, realizada pelo próprio pesquisador, agendada e realizada em local e hora, conforme conveniência dos entrevistados. Para tanto, utilizou-se um gravador e fitas cassetes.

O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP (04/08/2008, Ofício 302/08-CEP). Os egressos que aceitaram participar do estudo assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

 

RESULTADOS

Caracterização dos egressos

A maior parte dos entrevistados (32,69%) estava na faixa etária entre 26 a 30 anos. Quanto ao sexo, 89 (85,57%) eram do sexo feminino e 15 (14,42%) do masculino. Foram também identificadas as ocupações que os egressos exerciam antes de cursarem a graduação em Enfermagem, apresentadas na Tabela 1.

 

 

As ocupações relatadas pelos egressos após a realização do curso de graduação em Enfermagem constam da Tabela 2.

 

 

Em relação à inserção no mercado de trabalho como enfermeiros, 55,76% haviam conseguido ingressar.

Na Tabela 3, são apresentadas as áreas nas quais os atuavam como enfermeiros.

 

 

Quanto à realização de curso de pós-graduação, 65 (62,50%) egressos estavam realizando ou já haviam realizado e 39 (37,5%) não haviam realizado, dado semelhante a outros estudos(8,10). Apenas um egresso havia iniciado programa de mestrado, os outros cursos foram lato sensu.

Percepções sobre a formação e inserção no mercado de trabalho dos egressos

Para o primeiro grupo, cujos membros atuam como enfermeiros, foram apresentadas as questões descritas abaixo, seguidas da síntese das ideias centrais e dos respectivos DSC:

Questão 1 Quais são as suas críticas em relação a sua formação profissional?

1. Teoria abordou tudo, basta o aluno ir atrás e procurar também (E1, E5, E6, E7):

Baseado em teoria praticamente abordou tudo, basta o aluno ir atrás e procurar. Quem faz a faculdade é o aluno. A gente tem que buscar. Na teoria, se eu não tivesse buscado mais, hoje estaria sentindo mais falta ainda.

2. Estágio ficou muito repetitivo e nunca foi muito bom (E1, E3, E4, E7, E8, E9, E11, E12, E13, E15, E16, E20):

O estágio ficou muito repetitivo. O campo era limitado a determinados hospitais, não conseguimos ver tudo que vimos na teoria, principalmente procedimentos mais complexos com paciente mais grave. Os campos nunca foram muito bons. Por ser primeira turma, a gente acabou sofrendo um pouco mais. Podia ter um tempo maior em cada área. O que é próprio para enfermeira deixa a desejar, principalmente com relação à prática administrativa, não vimos nada de administração específica. Escala, sondagem enteral, coleta de gasometria, montagem de PVC, PAM, nem chegamos a fazer na faculdade.

3. Eu não tenho crítica (E2, E6, E17):

Eu não tenho crítica, gostei muito do meu curso. Já tinha um pouco de experiência, mas assumir o papel de enfermeira é diferente, você tem uma visão totalmente diferente de lidar com o funcionário e com a rotina. Essa foi a maior dificuldade que tive, embora já tenha a prática e a técnica, mas a postura é diferente.

4. Falta carga horária teórica e prática (E9, E10, E20):

Por ter sido no período noturno, a hora aula foi muito pouca, a grade foi pequena, a gente podia ter explorado mais. Poderia ter sido em período integral. Sinto falta de carga horária de estágio, mais experiência em campo.

6. Foi bem fraca e deixou muito a desejar (E11, E12, E14, E18, E19):

Foi bem fraca na teoria, na prática você até sabe alguma coisa. Por ser a primeira turma, deixou muito a desejar. Tinha muitas falhas porque a faculdade era nova. O conteúdo era bom, mas os professores inexperientes. O campo de estágio foi muito ruim, são coisas que você sente depois, quando vai trabalhar e tem dificuldades.

7. Ninguém deu apoio para fazer trabalhos de iniciação científica (E12):

Tinha muito interesse em fazer trabalhos, iniciação científica, procurei bastante gente e ninguém deu apoio. A gente sai e nosso currículo não tem nenhum trabalho, só o TCC.

Questão 2 Quais dificuldades enfrentou para conseguir o primeiro emprego como enfermeiro?

1. Pouca experiência (E2, E3, E4, E9, E11, E14, E20):

Pouca experiência como enfermeiro, embora eu tenha sido técnica de enfermagem, mas a postura é diferente de ser técnica e depois assumir como enfermeira, ser responsável pela instituição, pelo setor que está trabalhando. A experiência como técnica não é levada em consideração. O pior é não poder fazer um estágio voluntário paralelo, porque tem que trabalhar pra pagar a faculdade. Fica difícil ter experiência sendo recém-formado.

2. Concorrência (E1, E5, E12, E14, E15, E16, E17, E18, E20):

O motivo é a concorrência, muita faculdade de enfermagem e muito enfermeiro. Tem poucas oportunidades e muitos candidatos. Cada ano fica mais competitivo, se formam 400 na região pra 20, 30 vagas. Antes tinha uma faculdade de Enfermagem na região, de repente abriram várias, e quem vem de uma instituição privada fica mais difícil.

3. Não tive dificuldades (E6, E7, E8):

Não tive dificuldades em conseguir o primeiro emprego, porque eu já trabalhava na área. Até acho que foi fácil pela experiência que eu já tinha anterior.

4. Falta de incentivo à pesquisa (E10):

Falta de incentivo à pesquisa. Tanto é que a apresentação de um trabalho, projeto, alguma coisa, nada foi feito. Foi só a monografia e daquele jeito, que hoje, fora, eu vejo muita diferença. Isso dificulta o primeiro emprego.

5. O salário não compensava (E13):

A maior dificuldade foi porque eu já era técnica de enfermagem e algumas coisas não compensavam pra mim. Várias oportunidades surgiram, mas o salário era quase equivalente ao meu.

6. Insegurança (E19):

Tive muito medo, pelo curso que fiz, fiquei insegura por muito tempo, esse serviço que eu estou é o primeiro concurso que prestei e passei, aí deslanchou um pouco, porque acho que não estava preparada. A gente acaba olhando, conversando, vendo provas e concursos e fala, mas isso eu não aprendi e são coisas difíceis, principalmente na área hospitalar.

Para o segundo grupo, que atua como Auxiliares ou Técnicos de Enfermagem, foram apresentadas as seguintes questões, seguidas da síntese das ideias centrais e dos respectivos DSC:

Questão 1 Quais são as suas críticas em relação à sua formação profissional?

1. Foi satisfatória (E1, E3, E4, E5, E6, E7):

Foi muito boa, porque a gente tinha noção de auxiliar de enfermagem e como enfermeira a gente pode ver que é diferente. Tudo que eu aprendi faltava pra eu ser profissional. Aprendi mais na teoria, porque na prática, a maioria eu já sabia porque faz 13 anos que sou auxiliar. O estágio, eu também gostei. A graduação acrescentou muito. Tinha a visão de trabalho, agora tenho a visão de administração, da estruturação como um todo. Fora o conhecimento técnico-científico, anatomia, patologia. A graduação foi pontual. Não deixou a desejar em nada.

2. Foi voltado mais para saúde pública (E2):

Foi bom, só que foi voltado mais pra saúde pública, pra atenção primária, foi mais o que a gente fez estágio, daí fica um pouco difícil quando você vai tentar um concurso de hospital.

Questão 2: Quais dificuldades enfrenta para conseguir o primeiro emprego como enfermeiro?

1. Mercado está bastante concorrido (E1, E2, E7):

O mercado está bem concorrido e disputado aqui na região. Eu não estou desesperado porque estou empregado, então estou tranquilo, mas a competição é muito grande.

2. Não compensa pelo salário (E3, E4, E5):

Não procurei, não fiz concurso, parei. Em minha opinião, não está tão difícil, se a gente procurar tem bastante. Mas pra mim não compensa pelo salário. O mercado tem bastante profissional, então eles põem o preço que querem e o salário tá muito ruim, por isso ainda continuo como técnica. É mais responsabilidade. Então precisa ganhar bem.

3. Falta de experiência (E5, E6):

Sempre exigem experiência e como auxiliar não conta. Tem que ter experiência como enfermeiro. Como ter experiência se você acabou de se formar? O mercado tá cobrando uma coisa que não tem nexo. Tenho experiência de anos como auxiliar, mas não tenho como enfermeira. Conta pra atuar, mas na hora do cargo de enfermeiro eles querem a atuação como enfermeiro. Tinham que olhar o currículo como um todo, toda a experiência na área da saúde.

Para o terceiro grupo (egressos que não atuam na área da enfermagem), foram apresentadas as questões descritas abaixo, seguidas da síntese das ideias centrais e dos respectivos DSC:

Questão 1 Quais são as suas críticas em relação à sua formação profissional?>

1 Faculdade pouquíssimo reconhecida e não dá subsídio profissional ou acadêmico (E1, E5):

É uma faculdade pouquíssimo reconhecida. Não dá subsídio pra você se preparar, nem profissionalmente e muito menos de maneira acadêmica. Não fornece nenhum tipo de ingressos para que você esteja num projeto de pesquisa e aprenda a fazer pesquisa direito, não fornece nenhum material, nenhum subsídio para participar de congresso, de curso. Os locais de estágio muito ruins. Preparam a gente pra área puramente assistencial. Em termos teóricos ficou muito a dever, podia ter tido um embasamento muito melhor, ao invés de gastar muito tempo em horários obrigatórios em estágio. Faltou a vivência da área de Enfermagem, do que realmente o enfermeiro faz.

2. Depende só do aluno (E2):

Depende muito da pessoa, depende completamente do empenho, por mais que a gente tenha tido problema com campo de estágio, desde que a pessoa tenha vontade, onde tiver vai aprender.

3. Teve alguns pontos fracos, mas nada que nos prejudicasse (E7, E8):

Como foi a primeira turma, teve alguns pontos fracos, teve algumas falhas, mas nada que prejudicasse a gente pra procurar um trabalho. Aprendi bastante coisa e aproveitei muito nos estágios. Não saí com dúvidas, com medo de ir trabalhar. Eu acho que saí preparada.

4. Faltou prática (E3, E4, E6, E9):

Em relação a estágio, podia ter passado por mais coisas, senti que saí um pouco cru em relação à prática. Faltou bastante coisa em UTI, em termos de medicação. Os campos de estágio foram deficientes. Talvez porque foi a primeira turma. Você aprende muita coisa na prática da enfermagem, mas o que o enfermeiro realmente atua no dia-a-dia, você não aprende. O tempo em cada unidade é pouco. Faltou laboratório bom, aula de patologia, citologia. Teve estágio que foi muito restrito.

Questão 2: Quais dificuldades enfrenta para conseguir o primeiro emprego como enfermeiro?

1. Dificuldades decorrentes dos concursos, que são muito difíceis (E1, E6):

Os concursos são muito concorridos e a gente sabe que existe muita política dentro dos concursos, muita indicação, você percebe que as provas têm uma determinada intenção. Chega na hora da prática você não tem essa prática porque nunca trabalhou na área.

2. Pouca vaga para a região e muita concorrência (E2, E3, E4, E5, E9):

Tem pouca vaga, abre concurso pra duas vagas, tem 300 inscritos, tem muitos que têm entrevista, prova prática, tem coisa que deixa a duvidar da credibilidade da instituição. O campo tá muito concorrido. A gente concorre por um salário desanimador.

3. Falta de experiência (E3, E6, E7, E8, E9):

Abriu concurso pra quem já tinha anos de experiência. Como um recém-formado vai ter experiência? Pedem pelo menos um ano. Ninguém dá a oportunidade pra se conseguir esse um ano. Eu fiquei um ano como voluntária.

 

DISCUSSÃO

Estudo semelhante realizado com egressos de instituições de ensino superior privado também encontrou a faixa etária entre 26 a 30 anos como prevalente(8). Quando se trata de instituições de ensino público, a faixa etária diminui, sendo entre 20 e 25 anos(10-11). A diferença entre instituição pública e privada fica também evidente em estudo comparativo entre os dois tipos de instituição(12). Chama a atenção o número relativamente alto de egressos com faixa etária maior que 40 anos (19,22%); isso deve estar vinculado à necessidade desses egressos terem que trabalhar para pagar os estudos. O curso foi oferecido no período noturno, facilitando a condição de aluno trabalhador.

Em relação ao sexo, corroborando com outros estudos, a Enfermagem ainda é profissão basicamente feminina(1,8,10-14).

A maioria dos alunos estava inserida no mercado de trabalho ao ingressarem na graduação, já atuando na área da Enfermagem, dados semelhantes aos identificados em outros estudos(8,12-13). Porém, um estudo realizado em curso estruturado em período integral aponta que a minoria dos alunos exercia atividade remunerada antes da graduação(11).

Estudos semelhantes apontam para uma maior ocupação de egressos como enfermeiros. Porém, é preciso ressaltar que tais estudos foram desenvolvidos entre 1998 e 2004, época em que o número de enfermeiros disponíveis para o mercado de trabalho era menor(8,10).

A maioria dos egressos estava inserida na área hospitalar, dado semelhante a outro estudo(8), mas discorda de outro trabalho no qual a maioria dos egressos atuava na área de saúde pública, estudo esse realizado no Estado de Goiás, onde há parcela importante de atuação no Programa/Estratégia Saúde da Família (ESF) em cidades do interior do estado(10). O mercado hospitalar requer número maior de profissionais. Uma equipe de ESF precisa de um enfermeiro para atuar, enquanto uma unidade hospitalar precisa de pelo menos quatro enfermeiros, pois trabalha em turnos contínuos. Há unidades de maior complexidade, como pronto-socorro e UTI que exigem a presença de número ainda maior de enfermeiros pelas especificidades do cuidado e legislação correlata(15). Portanto, é esperado que a inserção ocorra mais na área hospitalar.

O primeiro grupo, cujos membros atuam como enfermeiros, possui a crítica embasada em situações vividas no dia-a-dia, enfrentadas durante a atuação.

As escolas formadoras têm dificuldades em desenvolver a aprendizagem vinculada a ações reais da prática. O ensino é preconizado por ações no ideal, marcado pelo descompasso entre o proposto e o que será vivenciado na prática assistencial. Há incompatibilidade entre formação e prática profissional pautada em investimentos pedagógicos desvinculados da realidade do desenvolvimento do aluno(16).

O real papel da instituição formadora é ensinar as competências mínimas para o exercício da profissão. O ensino da ciência aplicada e a formação do enfermeiro devem ser articulados objetivando a formação para reflexão-ação, de modo que o profissional seja preparado para os desafios que a prática exige(17).

Dessa maneira, a inserção no mercado de trabalho e o cumprimento dos papéis que este exige aconteceria de maneira mais natural. Nesse sentido, pode-se dizer que há a formação ideal na graduação, porém esta não é, em sua totalidade de aplicação, prática. Quando o profissional se insere no mercado, deverá ter uma nova formação, ou uma nova construção e estruturação de conhecimentos, a partir de conceitos criados por sua experiência isolada, a formação proposta pela instituição de ensino e as experiências vividas durante o curso, além da cultura e da filosofia da nova instituição que esse profissional se insere. Parte importante desse processo e ponto de discussão são os estágios, descritos como repetitivos e com campo limitado.

Alguns professores têm a conduta de restringir oportunidades da prática no Ensino Clínico a cuidados básicos em detrimento de outras práticas, consideradas essenciais à formação do enfermeiro(8).

Os estágios representam quase toda a formação prática do enfermeiro. Porém, a situação precária dos campos de prática é fator que também apresenta limitações significativas para esta formação. As instalações e os recursos clínicos devem dar a oportunidade ao estudante de confrontar-se com os problemas e situações de enfermagem. Porém, as deficiências pelas quais passa o setor público brasileiro afetam os hospitais e postos de saúde, onde se observam, entre outros fatores, instalações e equipamentos precários, carência de profissionais em termos quantitativos e qualitativos. Tais condições interferem e desqualificam a maioria dos campos para a prática dos alunos. Por outro lado, esse é o contato que os futuros profissionais terão com a realidade de trabalho que encontrarão, pois as instituições públicas no Brasil são as que mais oferecem emprego aos egressos(17).

De modo geral, as unidades destinadas à realização dos estágios frequentadas pelos egressos deste estudo mostram essa realidade. O cenário é de falta de recursos financeiros, que aparece pela escassez de estrutura física adequada e materiais básicos. Há falta de recursos humanos qualificados. Esses elementos irão revelar ao aluno a situação de trabalho que encontrarão depois de formados, mas acabam prejudicando a formação. O desenvolvimento de técnicas inadequadas em decorrência da escassez de materiais ou da observação de condutas inadequadas de outros profissionais diante das situações decorrentes da desqualificação profissional são alguns exemplos.

Em relação ao ensino de administração ou gerenciamento em enfermagem, em pesquisa sobre avaliação da formação de enfermeiros segundo a percepção de egressos, os discursos analisados revelaram a necessidade de melhorar o ensino de administração em enfermagem, tanto referente à carga horária quanto à distribuição e aprofundamento de conteúdos. Além disso, os egressos também sugeriram o fortalecimento da prática interdisciplinar e apontaram a necessidade de otimizar a distribuição de conteúdos e da carga horária das disciplinas que se destinam à formação de competências administrativas(8).

Para esta turma, a grade curricular contemplava uma disciplina teórica no quarto semestre, com carga horária de 36 horas. As atividades práticas eram desenvolvidas nos campos de estágio, durante o estágio obrigatório das outras disciplinas, conforme o próprio docente desses campos julgasse necessário, sem que houvesse um planejamento específico para o conteúdo de administração. Cabe salientar que alguns conteúdos devem ser colocados de forma transversal no currículo de Enfermagem. O processo de trabalho do enfermeiro é composto por quatro dimensões: gerencial, assistencial, educação e pesquisa. Para constituição e apreensão dessas dimensões, deve-se considerar projetos pedagógicos que proporcionem a experiência da prática profissional embasada em teoria e mediada por docentes capazes de fazer a ponte com a realidade em saúde.

Um entrevistado apontou como dificuldade para o primeiro emprego a falta de incentivo à pesquisa. Nos últimos anos, tem-se verificado nos processos de seleção de enfermeiros, principalmente nas instituições públicas, além de provas teóricas-práticas, a inclusão da análise de currículo. O hospital público universitário que mais emprega enfermeiros na região onde estão os egressos deste estudo tem como critério pontuar consideravelmente a publicação de trabalhos de pesquisa e as divulgações em eventos científicos. Este novo comportamento do mercado de trabalho está a indicar a exigência de profissionais capazes, também, de consumir conhecimento e de produzir conhecimento para a resolução de problemas que surgem na prática profissional.

Em relação à carga horária total do curso, é previsto pelo Ministério da Educação a carga horária mínima de 3.500 horas a serem integralizadas em, no mínimo, quatro anos(18). Para essa turma, a carga horária contemplada foi totalizada em 4.008 horas. Assim, esse não é fator determinante de interferência na formação. Embora seja fator fundamental, deve-se pensar em como essa carga horária está trabalhada, se há contribuição para a integração do conhecimento.

Os motivos para a busca pela graduação em Enfermagem por auxiliares e técnicos são tentativa de melhoria das atividades profissionais, ascensão profissional, melhora do conhecimento científico e possibilidade de mudança de status dentro da equipe, o próprio reconhecimento da profissão, pois essas categorias são pouco valorizadas e recebem baixa remuneração no setor saúde(11-12,19-20).

Através dos discursos, pode-se observar que a graduação vem como forma de estruturar e aprofundar conhecimentos antes apenas práticos e que agora tem embasamento teórico. Assim, os egressos relatam que a graduação foi satisfatória. Há também algumas críticas, mas grande parte considerou satisfatória, especialmente no sentido de ter propiciado um embasamento técnico-científico. Esse embasamento teórico adquirido na graduação continua sendo utilizado para a prática como auxiliares e técnicos de enfermagem, ponto importante a ser ressaltado, uma vez que esses profissionais continuam atuando sob supervisão direta do enfermeiro e, para tanto, pode não ter aparecido ainda a realidade da atuação como enfermeiros.

Para o segundo grupo de egressos, nem todos os motivos para a busca da graduação foram contemplados. O ponto que mais chama a atenção é a questão salarial. Nota-se que foi fator limitante para a procura pelo emprego como enfermeiro. Como auxiliares e técnicos de enfermagem, esses profissionais, pelo tempo de serviço, têm maior rendimento do que como enfermeiros iniciantes.

Outro ponto que vale discutir é a questão da experiência prática anterior, que foi facilitadora nas situações de aprendizagem, tanto teórica quanto prática. Assim, anteriormente, havia participação desses profissionais de enfermagem nos serviços de saúde, mas com uma visão limitada do processo saúde-doença.

Esses conhecimentos técnicos anteriores são elementos facilitadores durante o processo educativo. Deve-se considerar essencial, no ensino da enfermagem, a correlação com o real, a aquisição dos conhecimentos científicos a partir do desempenho de habilidades práticas(19).

No entanto, a experiência anterior na área, no momento da busca pelo emprego como enfermeiro, não teve esse aspecto facilitador. Assim, a exigência do mercado de trabalho pela experiência também é motivo de dificuldade para esse grupo.

Historicamente, a enfermagem é composta por grupos distintos de profissionais que, além da formação, possuem características peculiares. Portanto, não será instantaneamente que os auxiliares/técnicos de enfermagem conseguirão, apenas cursando a graduação, se "desvestir" de sua vivência para absorver outra cultura(20).

As escolas formadoras não estão preparadas para discutir a questão da mobilidade profissional e todas as consequências que ela acarreta. Há a necessidade de desenvolver mudança de comportamento. A preocupação não deve ser apenas no âmbito técnico-científico, mas nas atitudes, objetivando a transformação social desses sujeitos(20).

As dificuldades de ingresso no mercado de trabalho podem ser caracterizadas pelo desenvolvimento pessoal e segurança no momento da realização de concursos e avaliações. Há, também, as dificuldades relacionadas com o desenvolvimento dos cursos de graduação em Enfermagem e da própria Enfermagem no país.

Em relação à competitividade, pode-se fazer um resgate histórico do desenvolvimento do mercado de trabalho da Enfermagem. Na década de 1980, havia uma proliferação desordenada de escolas, desconsiderando necessidades regionais, além de grande diversidade de currículos de um curso para outro. Havia uma situação de baixa procura pelos cursos de Enfermagem, embora se observasse uma grande empregabilidade nas instituições/serviços de saúde(21).

A mudança começa na década de 1990, com um aquecimento no sistema educativo da Enfermagem e expressiva expansão de cursos e vagas. Observa-se a expansão do setor privado. O crescimento do sistema educativo pode estar atrelado à implementação do Sistema Único de Saúde (SUS), com expansão de postos de trabalho e à implantação do Programa de Saúde da Família (PSF), que se tornou uma perspectiva atraente no mercado de trabalho dos enfermeiros(21).

Atualmente, há grande número de ingressantes para o mercado de trabalho. Não se pode dizer que não haja necessidade de enfermeiros. Há uma relação per capita de apenas 0,6 enfermeiros por 1000 habitantes, considerando o Brasil como um todo. Esta marca está bem abaixo de países europeus, que têm uma relação de 5 a 10 enfermeiros por 1000 habitantes, dependendo do país. Entretanto, esse cenário deve ser observado e acompanhado através de medidas regulatórias para o setor educacional, visando à qualidade dos profissionais formados(21).

Nota-se que a expansão no número de vagas ainda é insuficiente para atender às múltiplas e diversas demandas de atenção à saúde da população nos níveis locais, regionais e nacionais(13).

As regiões sul e sudeste, que são economicamente mais desenvolvidas do Brasil, têm maior número de cursos de Enfermagem que as demais. Como consequência, há o aumento desordenado e centralizado dos cursos de graduação no país, lançando grande número de profissionais no mercado e aumentando a competitividade em busca por vaga de emprego nessas regiões.

É importante ressaltar que, diante desse cenário, é fundamental na formação dos profissionais de Enfermagem que o mercado de trabalho não seja a meta privilegiada, mas sim a construção de uma nova sociedade, a formação de sujeitos críticos, capazes sempre de buscar o novo e ousar. O essencial mesmo é desenvolver o pensamento crítico(22).

Assim, mostra-se a necessidade de construção do conhecimento, de modo a tornar o enfermeiro profissional crítico e apto a discutir e propor mudanças, deixando de ser uma profissão que ainda mostra sinais de dificuldades em se estabelecer, tanto no setor da saúde quanto na sociedade de modo geral.

 

CONCLUSÃO

A metodologia adotada permitiu atingir os objetivos propostos, mediante análise dos discursos dos egressos, evidenciando fatos relevantes nessa formação. Possibilitou uma reflexão aprofundada quanto às concepções teóricas e práticas, relacionadas ao processo formativo por eles vivenciado, frente às demandas do cotidiano de trabalho em Enfermagem, indicando a necessidade de revisão do projeto pedagógico do curso dessa instituição.

Nessa perspectiva reflexiva, essas considerações são um recorte da realidade que mostra as dificuldades enfrentadas pelos egressos em busca da inserção no mercado de trabalho, fazendo uma interlocução com a proposta educativa e com o próprio mercado.

Algumas percepções relativas à formação apareceram de maneira evidente, destacando-se a falta de conhecimento sobre gerência, por não ter sido oferecida a disciplina de administração; estágios e carga horária insuficientes para o desenvolvimento de habilidades necessárias à assistência; além da falta de incentivos à pesquisa. Assim, dentre as contribuições que o estudo possibilitou para a revisão do projeto político-pedagógico, destaca-se a necessidade de um ensino voltado para o desenvolvimento de competências, englobando a atuação do enfermeiro nas quatro dimensões do processo de cuidar: gerência, assistência, educação e pesquisa.

É preciso considerar que não se pode buscar transformação sem mudanças efetivas nas práticas de ensino, as quais envolvem: preparação adequada dos docentes; dos campos de estágio e integração entre currículo, prática pedagógica e realidade, atendendo necessidades comuns, mediante elaboração de modelo de formação profissional, condizente com as demandas sociais.

A busca pela excelência precisa de avaliação continua a fim de, a partir de dados reunidos, realizar os ajustes, construções e reformulações no processo ensino aprendizagem. Esse é um instrumento valiosíssimo para atingir níveis satisfatórios nesse processo.

 

REFERÊNCIAS

1. Baptista SS, Barreira IA. Enfermagem de nível superior no Brasil e vida associativa. Rev Bras Enferm. 2006;59(n.esp):411-6.         [ Links ]

2. Brasil. Ministério da Educação. Resumo técnico do Censo da Educação Superior de 2009 [Internet]. Brasília; 2009 [citado 2009 ago. 4]. Disponível em: http://download.inep.gov.br/download/superior/censo/2009/resumo_tecnico2009.pdf        [ Links ]

3. Fernandes JD, Xavier IA, Ceribelli MIPF, Bianco MHC, Maeda D, Rodrigues MVC. Diretrizes curriculares e estratégias para implantação de uma nova proposta pedagógica. Rev Esc Enferm USP. 2005;39(4):443-9.         [ Links ]

4. Dell'Acqua MCQ, Miyadahira AMK, Ide CAC. Planning nursing teaching: educational purposes and clinical competence. Rev Esc Enferm USP [Internet]. 2009 [cited 2009 July 25];43(2):264-71. Available from: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v43n2/en_a02v43n2.pdf        [ Links ]

5. Perrenoud P. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artes Médicas; 2000.         [ Links ]

6. Deluiz N. Qualificação, competências e certificação: visão do mundo do trabalho. In: Brasil. Ministério da Saúde; Secretaria de Gestão de Investimentos em Saúde. Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores na Área de Enfermagem. Brasília; 2001. p. 5-15.         [ Links ]

7. Rodrigues RM, Zanetti ML. Teoria e prática assistencial na enfermagem: o ensino e o mercado de trabalho. Rev Latino Am Enferm. 2000;8(6):102-9.         [ Links ]

8. Meira MDD, Kurcgant P. Avaliação da formação de enfermeiros segundo a percepção de egressos. Acta Paul Enferm. 2008;21(4):556-61.         [ Links ]

9. Lefevre F, Lefevre AMC. O sujeito coletivo que fala. Interface Comun Saúde Educ. 2006; 10(20):517-24.         [ Links ]

10. Carrijo CIS, Bezerra ALQ, Munari DB, Medeiros M. A empregabilidade de egressos de um curso de graduação em enfermagem. Rev Enferm UERJ. 2007;15(3):356-63.         [ Links ]

11. Wetterich NC, Melo MRAC. Perfil sociodemográfico do aluno do curso de graduação em enfermagem. Rev Latino Am Enferm. 2007;15(3):404-10.         [ Links ]

12. Spindola T, Martins ERC, Francisco MTR. Enfermagem como opção: perfil de graduandos de duas instituições de ensino. Rev Bras Enferm. 2008;61(2):164-9.         [ Links ]

13. Teixeira E,Vale EG, Fernandes JD, De Sordi MRL. Trajetória e tendências dos Cursos de Enfermagem no Brasil. Rev Bras Enferm. 2006;59(4):479-87.         [ Links ]

14. Faustino RLH, Egry EY. A formação da enfermeira na perspectiva da educação: reflexões e desafios para o futuro. Rev Esc Enferm USP. 2002;36(4):322-7.         [ Links ]

15. Brasil. Lei n. 7.498, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e dá outras providências [Internet]. Brasília; 1986 [citado 2009 ago. 26]. Disponível em: http://www.portalcofen.gov.br/sitenovo/node/4161        [ Links ]

16. Dell'Acqua MCQ. A construção da competência clínica da concepção dos planejamentos de ensino às representações da aprendizagem entre graduandos de enfermagem [tese doutorado]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo; 2004.         [ Links ]

17. Therrien SMN, Barreto MC, Almeida MI, Moreira TMM. Formação profissional: mudanças ocorridas nos Cursos de Enfermagem, CE, Brasil. Rev Bras Enferm. 2008;61(3):354-60.         [ Links ]

18. Brasil. Ministério da Educação; Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CES n. 213, de 9 de outubro de 2008. Dispõe sobre a carga horária mínima e procedimentos relativos à integralização e duração dos cursos de graduação em Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição e Terapia Ocupacional, bacharelados, na modalidade presencial [Internet]. Brasília; 2008 [citado 2008 out. 30]. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/2008/pces213_08.pdf        [ Links ]

19. Medina NVJ, Takahashi RT. A busca da graduação em enfermagem como opção dos técnicos e auxiliares de enfermagem. Rev Esc Enferm USP. 2003;37(4):101-8.         [ Links ]

20. Costa MLAS, Merighi MAB, Jesus MCP. Ser enfermeiro tendo sido estudante-trabalhador de enfermagem: um enfoque da fenomenologia social. Acta Paul Enferm. 2008;2(1):17-23.         [ Links ]

21. Varella TC, Pierantoni CR. A migração de enfermeiros: um problema de saúde pública. Rev Bras Saúde Matern Infant. 2007;7(2):199-211.         [ Links ]

22. De Domenico EBL, Ide CAC. Referências para o ensino de competências na enfermagem. Rev Bras Enferm. 2005;58(4):453-7.         [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência:
Raquel Colenci
Alameda Antonio Sartor, 178 - Parque das Cascatas
CEP 18607340 - Botucatu, SP, Brasil

Recebido: 18/02/2010
Aprovado: 02/06/2011

 

 

* Extraído da dissertação "Formação profissional e inserção no mercado de trabalho: percepções de egressos de um curso de graduação em Enfermagem de instituição privada" - Programa de Mestrado Profissional do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista, 2009.

Creative Commons License All the contents of this journal, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License