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Revista da Escola de Enfermagem da USP

Print version ISSN 0080-6234

Rev. esc. enferm. USP vol.46 no.4 São Paulo Aug. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0080-62342012000400032 

ARTIGO DE REVISÃO

 

Impacto da incontinência urinária na vida de esposas de homens com incontinência: revisão integrativa*

 

Impacto de la incontinencia urinaria en la vida de esposas de hombres con incontinencia: revisión integrativa

 

 

Mariana Bezzon BicalhoI; Maria Helena Baena de Moraes LopesII

IEnfermeira pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas. Campinas, SP, Brasil. mbbicalho@yahoo.com.br
IIEnfermeira. Doutora. Professora Associada do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas. Campinas, SP, Brasil. mhbaenaml@yahoo.com.br

Correspondência

 

 


RESUMO

A incontinência urinária masculina tem sido relacionada a vários fatores, destacando-se a hiperplasia prostática benigna e o tratamento de câncer de próstata. A incontinência urinária gera implicações negativas tanto para o indivíduo incontinente, como para seus familiares e cuidadores. No presente estudo foi realizada uma revisão integrativa a fim de identificar o impacto na vida das parceiras de homens incontinentes. A busca dos artigos foi realizada nas bases de dados CINAHL, EMBASE, SCOPUS, MEDLINE e PubMed. Foram incluídos artigos na língua portuguesa, inglesa e espanhola, e excluídos os que não citavam esposas. A amostra final foi composta por 15 artigos, de sete países. Os artigos foram distribuídos nas categorias: Sofrimento Psíquico, Fadiga, Mudança na Vida Sexual, e Limitação da Vida Social. A categoria Sofrimento Psíquico esteve presente em todos os artigos e foi avaliada como a mais prejudicial na vida dessas mulheres.

Descritores: Homens; Incontinência urinária; Cônjuges; Qualidade de vida; Cuidados de enfermagem


RESUMEN

La incontinencia urinaria masculina ha sido relacionada a varios factores, destacándose la hiperplasia prostática benigna y el tratamiento del cáncer de próstata. La incontinencia urinaria genera implicaciones negativas, tanto para el individuo afectado como para sus familiares y cuidadores. En este estudio fue realizada una revisión integrativa, apuntando identificar el impacto en la vida de las compañeras de hombres con incontinencia. Búsqueda de artículos realizada en bases de datos CINAHL, EMBASE, SCOPUS, MEDLINE y PubMed. Fueron incluidos artículos en lengua portuguesa, inglesa y española. Se excluyeron aquellos que no mencionaban a las esposas. La muestra final se compuso de 15 artículos, de siete países. Los artículos se distribuyeron en las categorías: Sufrimiento Psíquico, Fatiga, Cambio en la Vida Sexual y Limitación de la Vida Social. La categoría Sufrimiento Psíquico estuvo presente en todos los artículos y fue evaluada como la más perjudicial en la vida de dichas mujeres.

Descriptores: Hombres; Incontinencia urinaria; Esposos; Calidad de vida; Atención de enfermería


 

 

INTRODUÇÃO

A incontinência urinária (IU) no homem tem sido relacionada a vários fatores, sendo considerados os mais importantes, a idade avançada, a hiperplasia prostática benigna (HPB), o tratamento de câncer de próstata, as incapacidades física e mental e algumas doenças prevalentes em idosos como o acidente vascular cerebral e o mal de Parkinson, além de medicações e cirurgias que são potencialmente capazes de provocar a diminuição do tônus muscular pélvico e/ou de gerar danos nervosos(1).

A hiperplasia prostática benigna atinge cerca de 10% dos homens na década dos 30 anos e é encontrada em 90% nos indivíduos com mais de 90 anos de idade(2). Já o câncer da próstata constitui a neoplasia mais freqüente entre os homens, acomete cerca de 18% deles até o fim de suas vidas e tem implicações óbvias negativas sobre suas existências(2).

Tanto a ressecção transuretral para o tratamento da hiperplasia prostática benigna quanto a prostatectomia no tratamento do câncer de próstata podem causar complicações e, entre elas, se destaca a disfunção erétil, a incontinência urinária e problemas na bexiga. Essas complicações podem afetar a qualidade de vida (QV) e o estado funcional do paciente, podendo ainda, afetar diretamente a auto-estima do homem e os aspectos íntimos do relacionamento do casal. Entre as complicações a incontinência urinária é a mais aflitiva. Em muitos pacientes, a incontinência melhora em alguns dias, semanas ou meses sem intervenção, porém, em uma pequena proporção de pacientes, isso não ocorre(3).

A incontinência urinária gera implicações negativas nos âmbitos emocional, social e econômico tanto para o indivíduo incontinente, como para seus amigos, familiares e cuidadores, e por isso, representa um desafio para profissionais da saúde, na busca de formas alternativas de abordagem e tratamento do problema, que tem sido constantemente subestimado, principalmente em nosso meio(1).

Os sintomas urinários nos homens afetam negativamente a qualidade de vida de suas esposas. A relação entre os sintomas do marido e a interferência dos mesmos na vida de suas mulheres difere entre os países, sendo esse impacto influenciado pela cultura e por diferentes percepções(4).

Sendo assim, o planejamento do cuidado a esse casal deve estar embasado não só no conhecimento científico, mas também na caracterização da realidade dos mesmos enfocando suas percepções e vivências. Enfoques esses, ausentes nas publicações nacionais e pouco explorados nos artigos publicados em outros países.

Frente a essas considerações, foi realizada uma revisão integrativa com o objetivo de identificar o impacto da incontinência urinária na vida das parceiras de homens incontinentes, isto é, as repercussões sobre sua saúde física e mental, e sua vida sexual e social, a fim de subsidiar os profissionais de saúde na elaboração de planos de cuidados voltados às suas necessidades, além de nortear futuras investigações sobre o tema.

 

MÉTODO

A revisão integrativa é um método específico de revisão que sintetiza a literatura teórica e empírica com o intuito de aprofundar o entendimento de determinado tema ou problema de saúde(5). Por meio da revisão integrativa o pesquisador analisa as pesquisas relevantes buscando nelas embasamento para a tomada de decisão e a melhoria da prática clínica.

Para realizar a revisão integrativa foram seguidas as etapas preconizadas pela literatura(5).

Primeira etapa: Identificação do problema

As seguintes questões nortearam o estudo: Qual o impacto da incontinência urinária na vida das parceiras de homens incontinentes? Quais as repercussões na saúde física e mental, e na vida sexual e social?

Segunda etapa: Busca na literatura

O levantamento bibliográfico foi realizado com publicações até novembro de 2010, por meio das bases de dados CINAHL, EMBASE, SCOPUS, MEDLINE e o serviço de pesquisa da National Library of Medicine nas bases de dados, PubMed. Foram usados os descritores do Medical Subject Headings (MeSH) e operador booleano "AND", resultando nas seguintes combinações: Incontinência Urinária and Masculino and Cônjuges and Qualidade de Vida. Os descritores foram utilizados em português, inglês e espanhol. Somente foram considerados para análise artigos redigidos na língua portuguesa, inglesa e espanhola e excluídos os que não incluíam a percepção da parceira do homem com incontinência urinária. A busca dos artigos identificados foi realizada por meio do Programa de Acesso à Informação Eletrônica e o Portal de Periódicos Capes no sistema de busca da Biblioteca Eletrônica da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Terceira etapa: Avaliação dos dados

Os artigos foram avaliados por meio de leitura na íntegra dos textos, que deveriam enfocar o relato das parceiras em relação à afecção do companheiro e o quanto essa condição interferia na qualidade de vida delas e do casal.

Quarta etapa: Análise dos dados

Os estudos selecionados foram analisados e os problemas vivenciados pelas esposas dos homens incontinentes, referidos nestes artigos, agrupados em categorias que definem o impacto da incontinência urinária na vida de esposas de homens incontinentes. As categorias foram selecionadas de acordo com os objetivos do estudo e com o que foi encontrado nos artigos, visando avaliar o impacto da incontinência urinária nos aspectos emocionais, sexuais, físicos e sociais.

Não foi utilizada a técnica de análise de conteúdo ou um referencial teórico específico, porque as informações presentes nos artigos não permitiam esse tipo de análise. Portanto, os dados são discutidos com base na literatura apenas.

Quinta etapa: Apresentação

A síntese dos achados foi apresentada em tabela e a análise se fez a partir das categorias estabelecidas.

 

RESULTADOS

Na busca às bases de dados foram localizados 40 artigos. Destes, 25 foram excluídos por não citarem as esposas. Assim, 15 artigos foram analisados.

A síntese dos resultados obtidos é apresentada na Tabela 1. Os estudos foram publicados no período de 2001 a 2009, ressaltando que até a data de inclusão dos artigos somente neste período foram encontradas publicações sobre o tema.

As publicações encontradas se originam de sete países: Estados Unidos da América, Reino Unido, Noruega, Suécia, Grécia, Israel e Coréia. Contudo concentram-se nos Estados Unidos da América.

Os problemas vivenciados pelas companheiras de homens incontinentes e relatados pelos estudos foram agrupados nas categorias apresentadas a seguir: Sofrimento Psíquico, Fadiga, Mudança na Vida Sexual, e Limitação da Vida Social.

Sofrimento Psíquico

As esposas dos homens com sintomas urinários sentem-se mais angustiadas do que os maridos(6-12), sendo as fontes dessa angústia a falta de informação, o medo do desconhecido, o medo do futuro, as preocupações relacionadas com o tratamento do esposo(8,10,13-14), e ainda, medo do diagnóstico de câncer, da cirurgia e dos seus efeitos colaterais(4,9).

As mulheres também relataram: desespero(4,9,12), estresse(6-7,14-15,17,19), culpa(6), medo(4,6,8), raiva(6,12), amargura(6), desamparo(6), ansiedade(6-7,12,15-16). Os problemas urinários nos maridos estão associados à angústia e à baixa qualidade de vida nas esposas(16). A incerteza sobre a doença do marido causa preocupação(8,10,13-14,16-17) e depressão nas companheiras(7,12,15-18).

Fadiga

As esposas sentiam-se cansadas durante o dia devido aos distúrbios no sono(4,17,19), pois despertavam uma ou mais vezes durante a noite em decorrência dos sintomas de nocturia do marido(4,17,19). A insônia foi citada apenas em um artigo(14). A fadiga nas esposas foi associada também aos cuidados com os maridos e ao aumento das responsabilidades, afetando negativamente a Qualidade Vida dessas mulheres(6,14,16).

Mudança na vida sexual

Os sintomas urinários e a disfunção erétil promoveram mudança na vida sexual do casal, tornando-a inadequada(4,11,17,19).

Limitação na vida social

Os casais acabam isolando-se do convívio social devido aos sintomas urinários(4,15-16,19).

 

DISCUSSÃO

A incontinência urinária após a prostatectomia é uma complicação de difícil tratamento e causa um profundo impacto negativo na qualidade de vida do indivíduo, desencadeando problemas psicológicos como ansiedade, insônia e depressão, bem como, complicações como infecções do trato urinário, dermatites, constrangimento e afeta a auto-estima do homem(20).

Na maioria dos artigos analisados a incontinência foi apontada como um dos resultantes do tratamento do câncer de próstata, e que afeta a vida dos pacientes e de suas parceiras, podendo diminuir a qualidade de vida de ambos.

A qualidade de vida da parceira afeta a qualidade de vida do paciente(21-23) assim como, a avaliação negativa da doença está associada à diminuição da qualidade de vida do casal(22). A avaliação negativa do marido em relação à doença está associada às responsabilidades das cuidadoras e pode causar nelas estresse e fadiga, por esses motivos elas acham-se física, mental e emocionalmente esgotadas(16).

Elas relatam que sofrimento psíquico expresso por sentimentos como culpa, raiva, medo, isolamento, depressão, desamparo e ansiedade são mais prejudiciais para suas vidas e suas funções diárias do que as demandas físicas(6).

A preocupação com os sintomas urinários nos homens com incontinência urinária é menor do que nas esposas(10), devido a isso, conforme aumenta o gravidade dos sintomas do marido, diminui a saúde mental das esposas(9).

As parceiras experimentam algum tipo de morbidade como conseqüência da condição do marido, sendo as mais comuns a sobrecarga psicológica, a vida sexual inadequada, a limitação na vida social e os distúrbios no sono que podem ser associados à perda urinária, como a noctúria; a urge-incontinência e a enurese noturna.

Os estudos mostram que o impacto sobre a vida das esposas de homens incontinentes sofre interferência de fatores como a idade. As esposas mais velhas (mais de 65 anos) experimentam menos perturbações nos seus planos e, portanto, vêem o cuidar menos negativamente ao longo do tempo. Elas são mais satisfeitas com seu papel de cuidadoras do que as mulheres mais novas. Entretanto, as vulnerabilidades físicas em parceiras idosas, as colocam em risco para debilidades físicas, aumentando problemas de saúde e conseqüente mortalidade(6). E ainda, o isolamento social, a diminuição dos recursos familiares e os efeitos das comorbidades, podem causar angústia por serem mais presentes em esposas idosas(16).

Esse aspecto é relevante em termos de saúde pública, considerando-se que a prevalência da incontinência urinária masculina aumenta com a idade. Ou seja, aumentando a população de idosos, haverá maior número de casos em homens e, considerando-se que as parceiras também tenham idade mais avançada, uma parcela cada vez maior de mulheres sofrerá agravo adicional à saúde quando os companheiros forem incontinentes. Soma-se a isso o fato de que o impacto da incontinência urinária masculina na saúde das parceiras é uma questão negligenciada pelos serviços de saúde quando centralizam a assistência apenas no indivíduo incontinente.

A incontinência urinária pode ser completamente aceitável para alguns homens como um resultado esperado da prostatectomia, mas para outros a ansiedade devido à perda urinária limita o contato social(24). A restrição do contato social, por sua vez, leva à percepção de uma vida pessoal fora de controle devido à diminuição da realização de atividades(25).

No entanto, a despeito dos efeitos adversos da incontinência urinária na qualidade de vida, a maioria dos homens se adaptam às conseqüências adversas porque a prostatectomia foi essencial para prolongar suas vidas(26). Por outro lado, é importante lembrar que embora a maioria dos pacientes possa se adaptar aos efeitos colaterais, isso não significa que os sintomas não sejam importantes ou possam ser facilmente controlados; desta forma, o tratamento da incontinência urinária pós prostatectomia deve iniciar quando a cirurgia é planejada e continuar até que possa ser controlada pelo paciente(27). Frente ao impacto que esse problema tem sobre as companheiras, a assistência de enfermagem deve se estender a elas, envolvendo-as nesse planejamento de cuidado.

Os achados têm claras implicações para assistência, mas também para o ensino. O enfermeiro deve ter este conteúdo em sua formação inicial e não apenas em cursos de especialização devido à prevalência e dimensão do problema. Se os enfermeiros em geral tivessem melhor preparo para atender às pessoas com incontinência, os problemas advindos desta condição poderiam ser prevenidos, melhorados ou controlados, evitando não apenas o sofrimento do indivíduo em si, mas também de sua parceira e de sua família.

Na presente revisão, a categoria Sofrimento Psíquico foi encontrada em todos os 15 artigos, a Fadiga em cinco, a Mudança na Vida Sexual e o Isolamento Social em quatro, cada um. Apesar das diferenças culturais e de percepção, todos os artigos evidenciaram que a incontinência urinária nos homens afetava negativamente a vida das companheiras cuidadoras.

Os artigos encontrados nas línguas espanhola e portuguesa, oriundos de países da América Latina foram excluídos por não citarem as esposas, ressaltando assim, a necessidade de mais pesquisas sobre o referido assunto nesses países, que representariam diferentes culturas.

Uma das limitações do estudo é que algumas bases de dados não foram incluídas, bem como teses, dissertações e artigos publicados em anais de congressos, além disso, houve restrições em relação à língua, limitando-se aos artigos em língua inglesa, portuguesa e espanhola.

 

CONCLUSÃO

A incontinência urinária nos homens afeta negativamente a vida de suas parceiras, especialmente nas questões emocionais, sexuais e sociais, destacando-se o sofrimento psíquico que eles geram.

Com base nos achados, intervenções devem ser propostas e implementadas na prática clínica para ajudar o casal a enfrentar essa experiência, minimizando esses efeitos em suas vidas e, em especial, no cotidiano da mulher cuidadora.

 

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Correspondência:
Mariana Bezzon Bicalho
Rua Visconde de Inhaúma, 1175 - Apto. 131 - Higienópolis
CEP 14010-100 - Ribeirão Preto, SP, Brasil

Recebido: 07/04/2011
Aprovado: 21/12/2011

 

 

* Extraído do trabalho de conclusão de curso "Impacto da incontinência urinária na vida de esposas de homens com incontinência: uma revisão integrativa", Departamento de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, 2010.