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Revista da Escola de Enfermagem da USP

Print version ISSN 0080-6234

Rev. esc. enferm. USP vol.46 no.6 São Paulo Dec. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0080-62342012000600026 

ARTIGO ORIGINAL

 

Trabalho em turnos: estado geral de saúde relacionado ao sono em trabalhadores de enfermagem*

 

Trabajo por turnos: estado general de salud relacionado al sueño de trabajadores de enfermería

 

 

Sandra Soares MendesI; Milva Maria Figueiredo De MartinoII

IEnfermeira Mestre em Enfermagem pelo Departamento de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas. Campinas, SP, Brasil. sandras.mendes@hotmail.com
IIDoutora. Professora Associada do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Federal de Campinas. Campinas, SP, Brasil. milva@unicamp.br

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

 O objetivo deste estudo foi identificar os sintomas referentes ao estado geral de saúde associado ao trabalho em turnos de enfermagem e relacioná-los com a qualidade do sono. O estudo foi realizado no Hospital da Irmandade da Santa Casa de Poços de Caldas, Minas Gerais. Participaram 136 profissionais de enfermagem, com média de idade de 33,1 anos, divididos nas seguintes categorias: enfermeiro (8,1%); técnico de enfermagem (80,9%); auxiliar de enfermagem dos turnos diurno e noturno (11%). Os sintomas de saúde foram identificados a partir do Inventário de Estado Geral de Saúde, e a qualidade do sono foi avaliada pelo Diário do Sono. Os dados foram estatisticamente significativos pelo Teste Qui-Quadrado (p=0,021) para a presença do sintoma de flatulência ou distensão abdominal no turno noturno. Constatou-se com a análise de regressão linear múltipla que os sujeitos do turno diurno que apresentaram os sintomas de má digestão (às vezes ou sempre) e irritabilidade (sempre) tiveram pior qualidade de sono noturno.

Descritores: Sono. Trabalho em turnos. Enfermagem. Saúde do trabalhador.


RESUMEN

Se objetivó identificar síntomas referentes al estado general de salud asociado al trabajo por turnos de enfermería y relacionarlos con la calidad del sueño. Realizado en Hospital de la Hermandad de Santa Casa de Poços de Caldas, estado de Minas Gerais. Participaron (n=136) profesionales de enfermería, con media etaria de 33,1 años, divididos en las categorías: enfermero 8,1%, técnico de enfermería 80,9%, auxiliar de enfermería 11,0% de turnos diurno y nocturno. Los síntomas de salud se identificaron mediante Inventario General de Salud y la calidad de sueño se evaluó por Diario del Sueño. Datos estadísticamente significativos según test Chi-Cuadrado (p=0,021) para presencia del síntoma de flatulencia o distensión abdominal en turno nocturno. Mediante análisis de regresión lineal múltiple, los sujetos del turno diurno que presentaban síntomas de mala digestión (eventualmente o siempre) e irritabilidad (siempre), tuvieron peor calidad de sueño nocturno.

Descriptores: Sueño. Trabajo por turnos. Enfermería. Salud laboral.


 

 

INTRODUÇÃO

Na sociedade contemporânea, vários fatores contribuíram para aumentar o trabalho realizado além dos horários tradicionais, tais como, as características demográficas da população, rápidas transformações tecnológicas e a globalização econômica, a qual foi um importante fator na expansão do trabalho noturno(1).

Os grupos mais antigos de profissionais que trabalhavam em esquema de turnos estão distribuídos em várias categorias: profissionais da saúde como os médicos, enfermagem e outras categorias que desenvolvem principalmente atividades em serviços essenciais(2)

O trabalho em turnos é uma forma de organização diária do trabalho, na qual estão envolvidas várias equipes, que trabalham de modo sucessivo, com extensão dos horários de trabalho(3). É organizado em jornadas que podem ocorrer em diferentes horários do dia, de maneira fixa ou em forma de rodízio. No período matutino, vespertino e noturno de modo contínuo nas 24 horas do dia, ou seja, a atividade de trabalho é desenvolvida continuadamente(4).

A área da saúde é um setor que utiliza os esquemas de trabalho em turnos pela necessidade de assistência ao indivíduo e família nas 24 horas(5).

Na prática da enfermagem brasileira a carga horária de trabalho semanal varia entre 30 a 40 horas semanais, sendo mais comum a jornada de 36 horas por semana. No que se refere às jornadas diárias há vários horários: turnos de 12 horas de trabalho, seja diurno ou noturno, seguido de 36 horas de descanso, turnos com duração de 6 hora/dia, 8 horas/dia ou ainda quatro dias de 6 horas e um de 12 horas, conforme normas vigentes em cada instituição hospitalar(6).  

O trabalho de enfermagem é um trabalho coletivo, somado ao trabalho de outros profissionais da saúde. O processo de assistência congrega diferentes trabalhadores, instrumentos e finalidades específicas com o propósito de atingir a saúde do indivíduo, considerada primordial para todos os envolvidos(7).

O hospital é uma instituição onde os serviços são realizados de maneira ininterrupta para que as ações de enfermagem não sejam prejudicadas com danos aos pacientes e familiares. Tem a finalidade de atender, tratar e curar indivíduos portadores de várias patologias. É um ambiente em que os trabalhadores podem estar expostos constantemente a diversos riscos para a saúde como acidentes de trabalho e doença profissional(8).

O ciclo vigília-sono é um dos ritmos biológicos mais evidentes e está presente no ser humano. É organizado temporalmente por estruturas internas que lhe conferem em condições naturais, um padrão cíclico básico de 24 horas(9-10). Sua ação ocorre através de varias estruturas do sistema nervoso com influências endógenas e do ambiente, como horário de trabalho, fatores sociais, lazer e outras atividades(11).

Vários podem ser os prejuízos a saúde dos trabalhadores em turnos devido à dessincronização dos ritmos biológicos em relação aos horários de trabalho em turno, ou noturno, apresentando como sintomas mais frequentes, alterações de sono, distúrbios gastrintestinais, cardiovasculares, mal-estar, redução de desempenho, fadiga, irritabilidade, sonolência excessiva durante o dia, desordens psíquicas, interferência nas relações sociais e familiares(10,12-13).

No âmbito das pesquisas de enfermagem, o trabalho em turnos destaca-se como um fator estressor, que pode ter repercussões negativas no que diz respeito à saúde destes indivíduos(14-16).

Muitas são as variáveis que podem melhorar ou piorar a tolerância ao trabalho em turnos, as quais estão relacionadas às condições de vida e trabalho como: esquemas de horários e jornadas, características individuais e sua relação com a tolerância ao trabalho, meio ambiente, fatores psicossociais, condição econômica, política e social do país. A interligação entre estas variáveis poderão determinar a tolerância ao trabalho, a qual é diferente para cada trabalhador, e influenciará em grande parte na saúde, qualidade de vida e adaptação(17).

 O desajustamento nos horários habituais dos membros da equipe de enfermagem é uma questão que necessita hoje de maiores investigações, pois sabemos da existência do relógio biológico e os mecanismos que podem alterá-los, principalmente em relação às alterações do sono.

Diante da problemática que envolve o trabalhador em turnos é de grande importância o conhecimento da realidade vivida pelos profissionais de enfermagem que atuam em turnos de 12 horas de trabalho, a fim de propor medidas efetivas voltadas para a elaboração de programa de atenção à saúde dos trabalhadores de enfermagem.

O objetivo principal deste estudo foi identificar os sintomas referentes ao estado geral de saúde associado ao trabalho em turnos de enfermagem e relacioná-los com a qualidade do sono.

 

MÉTODO

Tipo de estudo

Este estudo caracterizou-se por uma pesquisa quantitativa, transversal e descritiva, com uma amostra representativa de profissionais de enfermagem, de uma instituição hospitalar privada de natureza filantrópica.

Sujeitos

Numa população de 200 profissionais de enfermagem, a amostra constituiu-se de (n=136) trabalhadores de enfermagem dos turnos diurno e noturno, com jornadas de 12/36 h, das diferentes unidades do estudo. Os indivíduos estavam divididos nas seguintes categorias profissionais: enfermeiro (n=11), técnico de enfermagem (n=110) e auxiliar de enfermagem (n=15), do Hospital da Irmandade da Santa Casa de Poços de Caldas Minas Gerais. O horário de trabalho dos sujeitos do turno diurno era das 7 horas às 19 horas e do turno noturno das 19 horas às 7 horas do dia seguinte.

Critérios para seleção da amostra

Foram convidados a participar os profissionais de enfermagem lotados na Unidade de Terapia Intensiva Adulto, Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal, Centro Cirúrgico, Central de Material e Esterilização, Hemodiálise, Clínica Cirúrgica, Clínica Médica, Maternidade, Pediatria, Berçário, Urgência/Emergência dos turnos, diurno e noturno de 12 horas/dia. Participaram profissionais de ambos os sexos, que trabalhavam na instituição hospitalar com período superior a um mês.

Material

Foram utilizados três questionários: um para identificação das características individuais e sócio-demográficas, outro para dados relativos ao estado geral de saúde, e o terceiro, o diário de sono, para a avaliação do ciclo vigília-sono.

Procedimento

A coleta de dados ocorreu no período de agosto a setembro de 2009. A pesquisadora pediu aos sujeitos para preencherem primeiramente, o questionário sobre as características individuais e dados sócio-demográficos, em seguida, os sujeitos responderam sobre sintomas de saúde, após estarem atuando no trabalho em turnos. Depois de responder a estes dois questionários, os sujeitos os devolveram imediatamente para a pesquisadora.

Para investigar sobre os padrões de sono, foi entregue aos sujeitos o questionário do diário do sono e explicou-se sobre o seu preenchimento. Os registros no diário de sono foram preenchidos diariamente, após o sono noturno, ou diurno, até ser completado o período de 15 dias consecutivos,  após este período, os sujeitos devolveram para a pesquisadora no prazo determinado e proposto.

Aspectos éticos

Antes de dar início a coleta de dados, foi encaminhada uma cópia do projeto ao Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP, que foi aprovado, sob o parecer nº 686/2008.

Todos os profissionais que fizeram parte do estudo assinaram um termo de consentimento de sua participação, com base na resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde referente às recomendações para pesquisa com seres humanos.

Tratamento dos dados

Para avaliar os sintomas de saúde com os turnos de trabalho utilizou-se o Teste Qui-Quadrado. Para identificar as variáveis que influenciavam na qualidade do sono noturno foi utilizado a Análise de Regressão Linear Múltipla. Para comparação dos sintomas de saúde com a qualidade do sono noturno o Teste Kruskal-Wallis. Para a comparação da qualidade do sono noturno e diurno com os turnos de trabalho aplicou-se o Teste Mann-Whitney. O nível de significância adotado foi 5% (p-valor<= 0,05).

 

RESULTADOS

A média de idade dos sujeitos foi de 33,1 anos, em relação ao sexo houve predominância do sexo feminino com 82,4%, sendo 17,6% do sexo masculino.

No que se refere aos dados sobre saúde, vários foram os sintomas relatados pelos profissionais de enfermagem dos turnos diurno e noturno.

De acordo com a Tabela 1, os profissionais do turno diurno informaram apresentar o sintoma de flatulência ou distensão abdominal na freqüência: (às vezes), num total de 23,8%, e 8,3% referiram ter (sempre) este sintoma. Numa comparação com o turno noturno por meio do Teste Qui-Quadrado verificou-se que houve diferença estatisticamente significativa (p=0,021).

Verificou-se também que outros sintomas de saúde foram relatados pelos profissionais de enfermagem: alterações gastrintestinais (distúrbio de apetite, sensação de má digestão, azia ou queimação), ganho de peso, irritabilidade, insônia, dores de cabeça, dificuldade de concentração, sensação de depressão ou infelicidade, sensação da diminuição da auto-estima e labilidade de humor.

O modelo final da regressão linear múltipla é apresentado na Tabela 2 demonstrando que, as variáveis: turno, sensação de má digestão e irritabilidade obtiveram 17,4% da variância relativa às diferenças da qualidade de sono noturno.

Os dados da Tabela 3 demonstram resultado estatisticamente significativo através do Teste Kruskal-Wallis para os sintomas de: sensação de má digestão (0,023), irritabilidade (0,002), insônia (0,001), dores de cabeça (0,005), dificuldade de concentração (0,002). Os profissionais dos turnos diurno e noturno, que relataram ap resentar estes sintomas (sempre), tiveram uma média de qualidade de sono noturno pior daqueles que referiram apresentá-lo (às vezes).

Quanto às características do padrão de sono da equipe de enfermagem, a Figura 1 mostra os valores médios para a qualidade do sono noturno e diurno, entre os turnos de trabalho.  Houve diferença estatisticamente significativa (p=0,046) através do Teste Mann-Whitney para a qualidade do sono noturno. Por outro lado para a qualidade do sono diurno não houve diferença estatisticamente significativa (p=0,238), através do Teste Mann-Whitney.

 

 

DISCUSSÃO

Quanto à média de idade demonstrada neste estudo, verificou-se que são adultos jovens (média de 33,1 anos), que estão em plena capacidade produtiva. Em um estudo realizado com enfermeiros em unidades hospitalares de diferentes turnos (6h para turno da manhã e tarde, e 12 h para o noturno) evidenciou-se resultado similar em relação à média de idade que foi de 33,8 anos(18).

Dos sujeitos estudados, houve predominância do sexo feminino (82,4%), este achado pode estar relacionado à origem da profissão de enfermagem, que sempre esteve ligada ao cuidado. Em uma pesquisa para avaliar o nível de stress e sua correlação com o cronótipo, com equipe de enfermagem, verificou-se que 81,6% dos sujeitos são do sexo feminino(16).

De um modo geral os sintomas de saúde relatados pelos profissionais de enfermagem do turno diurno e noturno, assim como as alterações gastrintestinais referidas pelos trabalhadores do turno noturno são queixas que se repetem em outras pesquisas como no estudo com enfermeiros do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-SP, demonstrando que 42,8% apresentaram distúrbios do apetite, 50% ganho de peso corporal, 44,8% para dores de cabeça, e 34,4% irritabilidade(14). Em outra pesquisa realizada com uma equipe de enfermagem do Hospital Universitário de São Paulo, onde o objetivo foi avaliar os efeitos do trabalho em turnos sobre a saúde e vida social, de uma equipe de enfermagem, conclui-se que, a saúde foi prejudicada pelas alterações neuropsíquicas, cardiovasculares e gastrintestinais(19).

Devido ao baixo poder de explicação do modelo R2 do modelo = 0.1742 (17,4%), apenas pode-se indicar os fatores que combinados, determinaram pior qualidade de sono noturno para o grupo diurno.

A análise da qualidade do sono mostrou que os sujeitos do grupo noturno tiveram uma melhor qualidade de sono noturno em relação ao grupo diurno.  Este achado pode estar relacionado à extensa jornada de trabalho (12h), e pela rotina hospitalar, em que a grande maioria dos procedimentos de enfermagem são realizados durante este período. Estudo feito com profissionais de enfermagem em turnos fixos de 12 horas diárias, seguidas de 36 horas de descanso, mostrou que a percepção da qualidade do sono noturno dos indivíduos do grupo noturno em dias de descanso foi maior do que a qualidade do sono diurno em dias de trabalho noturno(20). Em outra pesquisa realizada com enfermeiros que trabalhavam nos turnos, diurno e noturno, do Hospital de Clínicas da Faculdade de medicina de Ribeirão Preto-USP-SP, demonstrou através da polissonografia que a qualidade do sono diurno foi pior em comparação com o sono noturno, mostrando que houve elevado número de despertares e micro despertares que influenciaram de certo modo na qualidade do sono diurno(14).

Os aspectos de saúde descritos neste estudo demonstraram que, nesta população as alterações de saúde estiveram presentes o que se deve em parte a extensa jornada de trabalho. Pode-se acrescentar que houve limitações do estudo, principalmente em relação ao turno diurno que tem uma jornada de 12/36 h. É preciso desenvolver estudos que avaliem o seu impacto com jornadas reduzidas para que se possa afirmar os desgastes desta investigada.

 

CONCLUSÃO

Os dados sobre estado geral de saúde mostraram alterações na saúde física e psicológica dos profissionais de enfermagem após estarem atuando no trabalho em turnos, seja diurno ou noturno.

A análise das queixas de saúde dos sintomas sobre flatulência ou distensão abdominal demonstrou resultado estatisticamente significativo para os sujeitos do turno noturno.

Os fatores que indicaram uma pior qualidade do sono noturno para os sujeitos do grupo diurno foram os sintomas de má digestão e irritabilidade.

O conhecimento desta realidade demonstrou percepções coerentes especialmente às extensas jornadas de trabalho favorecendo o aumento da produção do conhecimento sobre o tema e fornecendo subsídios para o desenvolvimento de estratégias efetivas para melhorar as condições de saúde e de trabalho dos profissionais de enfermagem, através de ações de controle preventivo em relação às queixas de saúde e higiene do sono. No entanto, outros estudos podem sugerir inovações quanto aos aspectos de saúde dos trabalhadores de enfermagem que desenvolvem suas atividades em turnos hospitalares. 

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência:
Maria Figueiredo De Martino
Rua Renato Reis, 56
CEP 13084-445 - Campinas, SP, Brasil

Recebido: 08/09/2011
Aprovado: 26/03/2012

 

 

* Extraído da dissertação "Trabalho em turnos: estado geral de saúde relacionado ao sono em trabalhadores de enfermagem", Departamento de Enfermagem, Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, 2010.

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