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Revista da Escola de Enfermagem da USP

versión impresa ISSN 0080-6234versión On-line ISSN 1980-220X

Rev. esc. enferm. USP vol.53  São Paulo  2019  Epub 19-Ago-2019

http://dx.doi.org/10.1590/s1980-220x2018020603484 

RELATO DE EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

Ações de extensão universitária para translação do conhecimento sobre desenvolvimento infantil em creches: relato de experiência

Acciones de extensión universitaria para translación del conocimiento acerca del desarrollo infantil en guarderías: relato de experiencia

Priscila Costa1 
http://orcid.org/0000-0002-2494-0510

Claudia Nery Teixeira Palombo2 
http://orcid.org/0000-0002-0651-9319

Letícia Soares Silva3 
http://orcid.org/0000-0002-0792-0809

Mariah Tomé Silva3 
http://orcid.org/0000-0002-5583-709X

Letícia Verônica de Jesus Mateus3 
http://orcid.org/0000-0002-8079-8109

Soraia Matilde Marques Buchhorn1 
http://orcid.org/0000-0001-7800-6136

1 Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Enfermagem, Departamento de Enfermagem Pediátrica, São Paulo, SP, Brasil.

2 Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem, Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva, Programa de Pós-Doutorado, São Paulo, SP, Brasil.

3 Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Enfermagem, São Paulo, SP, Brasil.

RESUMO

Objetivo

Relatar a experiência de estudantes e docentes de um projeto de extensão universitária no planejamento e realização de oficinas educativas sobre desenvolvimento infantil com educadoras de creche.

Método

Relato de experiência alicerçado nos referenciais das Necessidades Essenciais das Crianças e na Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano.

Resultados

Participaram das oficinas oito graduandas, duas docentes de Enfermagem de uma universidade pública e 24 educadoras de uma creche localizada no município de São Paulo, em região de alta vulnerabilidade social. As oficinas educativas abordaram os temas: fundamentos do desenvolvimento infantil, marcos do desenvolvimento nas áreas pessoal e social, linguagem, motor fino e grosseiro e promoveram o desenvolvimento infantil na creche. Como estratégias pedagógicas, foram utilizadas dinâmicas interativas, jogos didáticos e recursos midiáticos. As oficinas educativas favoreceram a translação do conhecimento sobre o desenvolvimento infantil e as necessidades essenciais das crianças.

Conclusão

As ações de extensão proporcionaram articulação entre a universidade e a comunidade por meio do compartilhamento de saberes entre profissionais da saúde e da educação visando à promoção do desenvolvimento infantil.

Palavras-Chave: Desenvolvimento Infantil; Creches; Educação em Saúde; Saúde da Criança; Enfermagem Pediátrica

RESUMEN

Objetivo

Relatar la experiencia de estudiantes y docentes de un proyecto de extensión universitaria en la planificación y realización de talleres educativos acerca del desarrollo infantil con educadoras de guarderías.

Método

Relato de experiencia cimentado en los marcos de referencia de las Necesidades Esenciales de los Niños y la Teoría Bioecológica del Desarrollo Humano.

Resultados

Participaron en los talleres ocho estudiantes de graduación, dos docentes de Enfermería de una universidad pública y 24 educadoras de una guardería ubicada en el municipio de São Paulo, en zona de alta vulnerabilidad social. Los talleres educativos abordaron los temas: fundamentos del desarrollo infantil, hitos del desarrollo en las áreas personal y social, lenguaje, motricidad fina y gruesa, y promovieron el desarrollo infantil en la guardería. Como estrategias pedagógicas, fueron utilizadas dinámicas interactivas, juegos didácticos y recursos mediáticos. Los talleres favorecieron la traslación del conocimiento acerca del desarrollo infantil y las necesidades esenciales de los niños.

Conclusión

Las acciones de extensión proporcionaron articulación entre la universidad y la comunidad mediante el intercambio de saberes entre los profesionales sanitarios y de la educación a fin de promover el desarrollo infantil.

Palabras-clave: Desarrollo Infantil; Guarderías Infantiles; Educación en Salud; Salud del Niño; Enfermería Pediátrica

INTRODUÇÃO

O investimento em ações promotoras do desenvolvimento na primeira infância deve ser prioridade em todos os países, uma vez que os primeiros anos de vida representam uma janela única de oportunidades para que os indivíduos se tornem membros produtivos da sociedade no futuro, rompendo ciclos de pobreza e desigualdade1 . No Brasil, o Marco Legal da Primeira Infância2 reconhece a criança como prioridade na formulação de políticas públicas, no desenvolvimento de programas e especialmente na formação de profissionais voltada à promoção do desenvolvimento das crianças desde o nascimento até os 6 anos de idade. Esta lei federal estabelece também que a União buscará a adesão dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para uma abordagem intersetorial, articulando os setores Saúde e Educação, por exemplo, no atendimento dos direitos da criança na primeira infância2 .

As ações promotoras do desenvolvimento na primeira infância têm o potencial de compensar as adversidades oriundas da pobreza, negligência, abandono e violência, fornecendo às crianças mais oportunidades de aprendizagem, crescimento físico e boa saúde1 . Em 2017, 3.406.796 de crianças brasileiras menores de 3 anos estavam matriculadas em creches, e, destas, 65% frequentavam creches públicas federais, estaduais ou municipais3 . Neste sentido, as creches representam espaços privilegiados para a promoção do desenvolvimento infantil e oferecem valiosas oportunidades para o cuidado promotor do bem-estar físico, social, emocional e cognitivo das crianças nos primeiros 3 anos de vida1 .

Considerando a influência dos fatores contextuais no desenvolvimento da criança nos primeiros anos de vida, um estudo4 revelou que 52,7% das crianças entre 6 e 18 meses que frequentavam creches apresentaram alterações desfavoráveis em seu desenvolvimento, especialmente nas competências e habilidades relacionadas à linguagem e desenvolvimento pessoal-social. Esses achados foram mais frequentes entre crianças que frequentavam creches sem o apoio de profissionais da saúde, como aqueles da Estratégia Saúde da Família. De modo semelhante, uma pesquisa5 realizada com 116 crianças menores de 4 anos revelou que o desempenho cognitivo, motor fino e grosseiro de crianças frequentadoras de creches públicas apresentaram resultados inferiores quando comparadas às crianças frequentadoras de creches particulares pertencentes à mesma classe econômica. Portanto, as evidências demonstram o papel de elementos contextuais, possivelmente relacionados à qualidade do cuidado em creches, no desenvolvimento da criança nos primeiros anos de vida.

Contudo, o distanciamento entre o conhecimento produzido e as ações de promoção da saúde e prevenção de agravos é uma preocupação de pesquisadores e profissionais da saúde6 . A translação do conhecimento é definida como um processo interativo de síntese, disseminação, troca e aplicação ética do conhecimento para melhorar a atenção à saúde7 . É um processo importante para o desenvolvimento de novas intervenções, uma vez que ajuda a aplicar a ciência na prática, testando sua viabilidade e aceitação8 .

Neste contexto, “a extensão universitária representa um processo educativo, cultural e científico que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável e viabiliza uma relação transformadora entre Universidade e a sociedade”9 . As ações de extensão universitária sobre o desenvolvimento infantil, das quais trata este relato, tiveram como meta sensibilizar as educadoras por meio de oficinas educativas que oportunizaram a construção de uma relação horizontal entre os participantes. Por sua vez, representaram uma estratégia de educação permanente10 estruturada a partir das necessidades do processo de trabalho do professor na creche e dos profissionais de saúde da universidade, sendo desenvolvida em um processo crítico-reflexivo entre os participantes.

Dada a escassa literatura11 - 12 relacionada às ações de extensão universitária articulando os diferentes saberes oriundos da área da saúde e da educação na translação do conhecimento sobre desenvolvimento infantil, o objeto do presente estudo é relatar a experiência de estudantes e docentes de um projeto de extensão universitária no planejamento e realização de oficinas educativas sobre desenvolvimento infantil com educadoras de uma creche.

MÉTODO

DESENHO DO ESTUDO

Trata-se de um relato de experiência sobre planejamento e realização de oficinas educativas sobre o desenvolvimento infantil por docentes e estudantes de Enfermagem com educadoras de uma creche.

CENÁRIO

O local de estudo foi uma creche situada em uma região de alta vulnerabilidade social na zona sul do município de São Paulo/SP, que atende aproximadamente 220 crianças de 0 a 3 anos de idade, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. A creche está conveniada à Prefeitura de São Paulo e pertence a um centro assistencial de caráter filantrópico, composto de um ambulatório de saúde, uma escola de educação infantil e um centro de juventude. Os profissionais do ambulatório de saúde oferecem atendimento à população, porém não realizam atividades de educação permanente voltadas aos profissionais da educação.

Atuam na creche 24 educadoras que se distribuem em nove salas, sendo uma sala destinada a crianças menores de um 1 de idade, três salas para crianças entre 1 e 2 anos, três salas para crianças entre 2 e 3 anos e duas salas para crianças com idade entre 3 anos e 3 anos e 11 meses. Uma vez por mês as educadoras participam de atividades formativas oferecidas pela Prefeitura de São Paulo. Os encontros de formação são conduzidos por profissionais da educação vinculados a uma organização não governamental sem fins lucrativos, que visa contribuir para a qualidade da prática pedagógica na educação infantil pública.

COLETA DE DADOS

As atividades de planejamento e realização das oficinas sobre desenvolvimento infantil foram realizadas às terças-feiras dos meses de outubro e novembro de 2017. Foram realizados quatro encontros, totalizando uma carga horária de 12 horas. Os objetivos desta etapa foram: a) aprimorar o conhecimento das graduandas extensionistas sobre o desenvolvimento infantil; b) levantar os temas a serem abordados de acordo com as necessidades previamente identificadas com as educadoras da creche; c) elaborar estratégias pedagógicas para a abordagem dos temas de cada oficina educativa. A realização das oficinas educativas ocorreu na própria creche durante a jornada de trabalho das educadoras.

CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

Embora as educadoras participem regularmente dos encontros de formação, a coordenação da creche expressou a demanda por ações extensionistas que articulassem os setores Saúde e Educação, visando abordar os aspectos fundamentais do desenvolvimento infantil, bem como os marcos do desenvolvimento de crianças com idade entre 1 e 36 meses. Considerando a necessidade de atividades intersetoriais em resposta a uma lacuna de conhecimento percebida, o planejamento das oficinas foi realizado por duas educadoras da creche, duas docentes da universidade e oito graduandas do 2º e 3º ano do curso de graduação em Enfermagem, uma delas bolsista do projeto de extensão.

Para que não houvesse prejuízo à rotina do serviço, as 24 educadoras foram distribuídas em dois grupos.

ANÁLISE E TRATAMENTO DOS DADOS

As oficinas tiveram duração de 30 a 45 minutos e foram estruturadas em quatro momentos: dinâmica de integração, compartilhamento de saberes, dinâmica de aprendizagem e encerramento. A estrutura das oficinas esteve fundamentada em elementos da educação permanente, tais como as “necessidades do processo de trabalho e o processo crítico como inclusivo ao trabalho por meio de ações educativas que tenham como objetivo a transformação das práticas profissionais e da própria organização do trabalho”10 .

O referencial técnico adotou materiais do Ministério da Saúde, a exemplo da Caderneta de Saúde da Criança e vídeos sobre os três conceitos fundamentais acerca do desenvolvimento na primeira infância desenvolvidos pelo Center on the Developing Child , da Universidade de Harvard, traduzido e adaptado para o português pelo Núcleo Ciência Pela Infância, Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Insper Instituto de Ensino e Pesquisa e David Rockefeller Center for Latin American Studies .

Adicionalmente, a construção das oficinas educativas amparou-se nos referenciais teóricos13 - 15 das Necessidades Essenciais das Crianças e da Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano, ambos estudados com profundidade por autoras14 , 16 da Enfermagem brasileira.

Nesse sentido, o referencial das Necessidades Essenciais das Crianças considera que as necessidades essenciais se relacionam à sobrevivência e ao desenvolvimento dos indivíduos, independentemente da origem étnica, classe social, condição física ou mental13 . Os autores definem seis conjuntos de necessidades essenciais: “relacionamentos sustentadores contínuos; proteção física, segurança e regulamentação; experiências que respeitem as diferenças individuais; experiências adequadas ao desenvolvimento; estabelecimento de limites, organização e expectativas; e comunidades estáveis, amparadoras e de continuidade cultural”13 . As experiências e os tipos de cuidados fundamentais em torno dos quais as famílias, a educação, os sistemas de assistência e previdência social, judiciário e de saúde devem se organizar têm como base esse conjunto de necessidades13 - 14 .

A teoria das Necessidades Essenciais das Crianças têm ampla correspondência com os componentes da teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano, a qual define o desenvolvimento como um processo de mudanças e continuidade das características biopsicológicas dos indivíduos, no curso da vida e das gerações, em função de quatro elementos que interagem entre si: o processo, a pessoa, o contexto e o tempo14 - 15 .

O elemento processo se refere às interações recíprocas entre a pessoa em desenvolvimento e outras pessoas, objetos e símbolos de seu ambiente próximo. De acordo com essa teoria, a pessoa é ativa em seu desenvolvimento e interage com o contexto segundo suas características biopsicossociais. O elemento contexto representa qualquer acontecimento ou condição exterior ao organismo, que potencialmente influencia ou é influenciado pelo ser em desenvolvimento, e o elemento tempo, ou cronossistema, é a estrutura que abarca as mudanças e estabilidades do desenvolvimento humano, como indivíduos e grupos, no curso da vida e das gerações15 .

O conceito de desenvolvimento humano adotado neste estudo considerou “o desenvolvimento infantil parte fundamental do desenvolvimento humano, um processo ativo e único de cada criança, expresso por continuidade e mudanças nas habilidades motoras, cognitivas, psicossociais e de linguagem, com aquisições progressivamente mais complexas nas funções da vida diária e no exercício de seu papel social”. De acordo com este conceito, o desenvolvimento infantil sofre influência dos fatores relacionados à gestação (exposição a poluentes ambientais, uso de medicamentos, álcool, tabaco e outras drogas, alimentação e saúde materna), aos aspectos próprios da criança (prematuridade, baixo peso ao nascer, crescimento e doenças), aspectos do cuidado da criança (saúde materna, desenvolvimento cognitivo dos pais, vínculo, interação dos pais com a criança, características do ambiente, exposição à violência doméstica e intervenção profissional) e condições socioeconômicas16 .

A escolha dos referenciais teóricos buscou considerar as especificidades de sujeito em desenvolvimento visando à integralidade nas ações de cuidado em saúde e educação na creche em sua interface com o desenvolvimento humano.

ASPECTOS ÉTICOS

As oficinas são parte do projeto de extensão universitária, desenvolvido desde 2016, denominado “Promoção da Saúde da Criança: extensão para o alcance das metas do milênio”, pertencente a uma escola de enfermagem de uma universidade pública federal de São Paulo/SP. Por se tratar de um relato de experiência dos autores, o estudo dispensa aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa.

RESULTADOS

No total, 24 educadoras – oito graduandas extensionistas e duas docentes de uma escola de enfermagem – participaram de oficinas educativas sobre desenvolvimento infantil em uma creche.

As educadoras eram do sexo feminino (100%), 85% com formação em Pedagogia, e o restante, em Magistério, e tinham em média 15 anos de experiência. Em relação às graduandas de Enfermagem, 100% era do sexo feminino, 62,5% cursavam o quarto semestre do curso, e o restante cursava o sexto semestre. Estas integravam o projeto de extensão havia no mínimo 6 meses e tinham participado previamente de atividades teóricas e práticas voltadas ao acompanhamento do desenvolvimento da criança menor de 3 anos. As graduandas do sexto semestre haviam cursado uma disciplina sobre Enfermagem na promoção da saúde da criança, com carga horária teórico-prática superior a 100 horas, realizada em escola de educação infantil e ambulatório de saúde. Quanto às docentes de Enfermagem, ambas incentivaram a participação tanto das educadoras quanto das graduandas, estimulando a capacidade crítica e fomentando ações de articulação da Universidade com as demandas da sociedade.

A etapa inicial da ação de extensão universitária envolveu o planejamento das oficinas educativas, apresentado no Quadro 1 . A primeira oficina educativa teve como tema o conceito de desenvolvimento infantil e os fatores que o influenciam. A segunda e terceira oficinas abordaram aspectos relacionados ao desenvolvimento emocional, social, da linguagem e motor da criança, incluindo os marcos do desenvolvimento de crianças menores de 3 anos constantes na Caderneta de Saúde da Criança, os fatores que os influenciam e as estratégias para a sua promoção, considerando a atuação do educador na creche. A quarta oficina abordou as práticas de cuidado e educação da criança na creche, como alimentação, sono e repouso, higiene corporal, brincadeiras bem como a importância dessas práticas para a promoção do desenvolvimento infantil.

Quadro 1 – Planejamento das oficinas educativas sobre promoção do desenvolvimento infantil e articulação com os referenciais teóricos – São Paulo, SP, Brasil, 2017. 

Dinâmica de integração (5 min) Compartilhamento de saberes (15 min) Dinâmica de aprendizagem (15 min) Encerramento (5 min) Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano Necessidades essenciais das crianças
1ª oficina Memorizando nomes. Tema: Fundamentos do desenvolvimento infantil. A brincadeira do semáforo. Roda de massagem. O conceito de desenvolvimento infantil e a influência dos fatores relacionados à gestação, à interação entre a herança genética e as experiências da criança, considerando sua família, a comunidade onde vive, a época e as condições socioeconômicas representativas dos elementos processo, tempo e contexto. Necessidade de relacionamentos sustentadores e contínuos; e a necessidade de comunidades estáveis, amparadoras e de continuidade cultural.
2ª oficina O canto das vogais. Tema: O desenvolvimento pessoal-social, emocional e da linguagem da criança. A brincadeira do verdadeiro ou falso. Abraço de despedida. A influência dos aspectos próprios da criança, como o comportamento de acordo com a idade, temperamento e condições de saúde, bem como dos aspectos relacionados ao cuidado da criança na família e no ambiente de educação infantil, com destaque para o papel do vínculo, interação com adultos e outras crianças e hábitos culturais representativos dos elementos processo, pessoa, tempo e contexto. Necessidade de relacionamentos sustentadores e contínuos; necessidade de proteção física, segurança e regulamentação; necessidade de experiências que respeitem as diferenças individuais; necessidade de experiências adequadas ao desenvolvimento.
3ª oficina O alongamento das vogais. Tema: O desenvolvimento motor fino e grosseiro da criança. Construção de uma linha do tempo com imagens ilustrativas dos marcos do desenvolvimento. O “tchau” de despedida. O caráter contínuo e progressivo em sua complexidade relacionado ao desenvolvimento de habilidades e competências motoras representativas dos elementos processo, pessoa e contexto. Necessidade de estabelecimento de limites, organização e expectativas; necessidade de experiências que respeitem as diferenças individuais; e necessidade de proteção física e segurança.
4ª oficina Dinâmica da confiança. Tema: As rotinas de cuidado na creche. Sorteio de frases para conversa sobre as práticas de cuidado e educação na creche. Dinâmica da palavra. O cuidado diário da criança na creche e sua importância na promoção do desenvolvimento, representativo dos elementos processo, contexto e tempo. Necessidade de relacionamentos sustentadores e contínuos; e necessidade de proteção física e segurança

Nas dinâmicas de integração, as atividades tinham como objetivo facilitar a interação entre os participantes e dar início ao tema a ser abordado em cada oficina. Logo, a primeira atividade, denominada “memorizando nomes”, organizava os participantes em roda e propunha que os eles dissessem o próprio nome e o dos colegas que os antecediam, exercitando desta forma sua memória. Na “canto das vogais”, os participantes falavam as vogais do próprio nome, cantando-as de acordo com o ritmo de um chocalho e praticando tanto habilidades de memória quanto de linguagem. A terceira oficina, o “alongamento das vogais”, propunha que os participantes dispostos em roda realizassem movimentos de alongamento corporal que buscavam simbolizar as vogais, exercitando, portanto, suas habilidades motoras. Na “dinâmica da confiança”, os participantes se distribuíam em duplas, em que um não poderia falar e o outro estaria vendado. A dupla deveria caminhar pela sala se ajudando mutuamente, objetivando o estabelecimento da confiança e colaboração entre os participantes. Essa dinâmica buscou destacar a importância do trabalho em equipe na atuação das educadoras na creche.

O compartilhamento de saberes ocorreu de forma dialogada, utilizando recursos midiáticos. Nesse sentido, buscou-se articular os saberes e as experiências de educadoras e extensionistas de Enfermagem sobre o conceito de desenvolvimento infantil, os fatores que o influenciam, os marcos do desenvolvimento e as estratégias de promoção amparados pelos referenciais teóricos.

Nas dinâmicas de aprendizagem, os participantes se mostraram envolvidos em compartilhar experiências que se destacavam pela importância dos relacionamentos sustentadores e contínuos entre o educador e a criança, bem como o pelo papel da família e o impacto do contexto de vida no desenvolvimento da criança. Aspectos relacionados às características do território onde vivem as famílias, com destaque para a liberdade para brincar em espaços públicos e algumas situações de risco para a proteção física e psicológica da criança no contexto familiar, foram debatidos entre os participantes.

As contribuições desta etapa incluíram refletir sobre as práticas de cuidado da criança na creche valorizando os momentos de troca de olhares, conversa utilizando tom de voz suave e toque gentil durante as trocas de fraldas, que representam momentos de cuidado individual. As oportunidades de tocar os alimentos e levá-los à boca praticando a autonomia, bem como o respeito ao ritmo e à necessidade de cada criança nas refeições foram discutidas em articulação com as características do desenvolvimento de cada faixa etária. Os educadores destacaram a importância do brincar recreativo na creche e a necessidade de maior diálogo com as famílias das crianças, incentivando os cuidados domiciliares que garantam a brincadeira, a boa alimentação, a higiene e o afeto.

Nesta etapa foram utilizados jogos educativos e brincadeiras para abordar o tema de cada oficina. Na primeira oficina, a brincadeira do semáforo objetivou estimular as educadoras a identificar suas necessidades de conhecimento sobre os fundamentos do desenvolvimento infantil. Nessa brincadeira, as educadoras foram convidadas a identificar temas ou assuntos de seu interesse para os próximos encontros. Cada tema ou assunto foi registrado em um papel e depositado pela educadora em caixas de papelão de cor vermelha, amarela ou verde. A caixa vermelha representava urgência, a caixa amarela, atenção, e a caixa verde, segurança sobre determinado tema. Os temas identificados pelas educadoras nas caixas amarela e vermelha se relacionaram aos comportamentos e competências esperados para cada idade e aos sinais de atraso no desenvolvimento. A influência do ambiente no desenvolvimento da criança, com destaque para o papel da brincadeira e da creche, estiveram presentes na caixa verde.

Na segunda oficina, a brincadeira do verdadeiro ou falso trazia imagens e frases sobre as características do desenvolvimento emocional, pessoal-social e da linguagem nos primeiros 3 anos de vida. Quanto ao desenvolvimento emocional e pessoal-social, houve compartilhamento de experiências sobre o papel do afeto e vínculo entre as educadoras e as crianças, da autonomia da criança para vestir-se, alimentar-se, cuidar de sua higiene corporal, e sobre as brincadeiras e competências sociais da criança de acordo com a idade. Os marcos do desenvolvimento da área pessoal-social e linguagem foram abordados por meio de ilustrações e frases para serem julgadas como verdadeiras ou falsas.

Na terceira oficina, os participantes construíram uma linha do tempo com imagens ilustrativas dos marcos do desenvolvimento nas áreas motora fina e grosseira. Neste encontro, o cuidado da criança com sinais de atraso no desenvolvimento e necessidades especiais na creche foi debatido, destacando o desafiador e importante papel do educador no atendimento às suas necessidades emocionais e de proteção física. Na última oficina, a dinâmica envolveu o sorteio de frases sobre as necessidades de afeto e segurança emocional, alimentação, sono e repouso da criança, higiene bucal e brincadeiras. Depois do sorteio de cada frase, os participantes dialogaram sobre as práticas na creche destacando a importância de oferecer oportunidades às crianças para explorarem os alimentos e estarem apoiadas por um adulto nos momentos de higiene corporal, sono, repouso e brincadeiras.

As dinâmicas de encerramento visaram promover a reflexão final sobre o tema e agradecer a oportunidade de cada encontro. No primeiro encontro, cada participante foi convidado a realizar uma massagem nos ombros do colega a seu lado. Na segunda e terceira oficina, os participantes se despediram por meio de um abraço ou acenando para seu colega ao lado. Na última oficina, cada participante elegeu uma palavra que representasse a sua experiência ao longo das oficinas e compartilhou com o grupo.

Os extensionistas e as educadoras da creche participaram com entusiasmo e interesse em conhecer os aspectos conceituais e as estratégias de promoção do desenvolvimento infantil. Foram identificados os facilitadores e as barreiras relacionadas à ação de extensão universitária. Aspectos como a relevância do tema, o bom relacionamento e a parceria previamente estabelecida entre as educadoras e os docentes de Enfermagem foram facilitadores das oficinas educativas. O entusiasmo e a motivação dos estudantes extensionistas acrescidos das experiências anteriores vivenciadas em atividades teórico-práticas também foram facilitadores para que os estudantes exercessem seus papéis com protagonismo na condução das oficinas, amparados pelos docentes de Enfermagem. As barreiras envolveram a ausência de apoio financeiro para o transporte dos estudantes e docentes extensionistas, bem como para a aquisição de materiais utilizados na elaboração das dinâmicas de grupo, projeção de vídeos e reprodução de materiais educativos a serem compartilhados com as educadoras, a exemplo do instrumento de vigilância do desenvolvimento infantil da Caderneta de Saúde da Criança.

Apesar das barreiras percebidas, as oficinas educativas representaram uma oportunidade de colaboração mútua na formação profissional de enfermeiros e de educadores. A experiência permitiu que graduandos e docentes de Enfermagem refletissem criticamente sobre a importância de ações intersetoriais que articulam ensino, pesquisa e extensão em resposta às demandas da sociedade. Adicionalmente, o desafio de abordar uma temática complexa como o desenvolvimento humano em um espaço limitado de tempo (30 a 45 minutos) por meio de dinâmicas interativas, brincadeiras e jogos elaborados pelos extensionistas foi uma fonte de aprendizagem sobre o processo de desenvolvimento de estratégias didáticas participativas. Essa experiência representou uma oportunidade gratificante de disseminação e troca de conhecimento, além de potencialmente favorecer a qualidade do cuidado da criança na creche.

DISCUSSÃO

As ações de extensão universitária possibilitaram a translação do conhecimento sobre desenvolvimento infantil por meio da disseminação e troca de conhecimento entre profissionais de Enfermagem e professores da educação infantil participantes de oficinas educativas. As oficinas educativas mobilizaram os participantes a buscarem conhecimento sobre desenvolvimento infantil e refletiram sobre as práticas de cuidado da criança na creche.

Experiência semelhante foi relatada por psicólogos pertencentes a um projeto de extensão universitária no Rio Grande do Sul, que visava “contribuir para o aprimoramento da formação de educadores de berçário e de maternal”17 . Os autores realizaram workshops com 180 educadores, abordando temas como “desenvolvimento social, emocional, cognitivo, motor e da linguagem da criança; a sensibilidade na interação educador-criança; necessidades emocionais da criança; diferenças individuais na infância; importância das interações iniciais para o desenvolvimento infantil; e relações família-creche-educador”17 . As estratégias pedagógicas incluíram “treinamento instrucional, vinhetas de vídeos e discussões dos educadores com as psicólogas e entre si”17 . “As psicólogas propunham um momento inicial expositivo sobre o tema de cada encontro”17 . “As vinhetas de vídeos foram utilizadas com o objetivo de possibilitar o aprofundamento da temática sugerida, bem como suscitar discussões e reflexões”17 .

Portanto, as ações extensionistas auxiliam a missão social da Universidade de se articular às demandas da sociedade. Contudo, o ensino superior nos cursos de Enfermagem, Pedagogia e Psicologia apresenta limitações no desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão voltadas à translação do conhecimento sobre desenvolvimento infantil, particularmente quanto à formação de cuidadores de creche11 .

Destaca-se o papel da Enfermagem no fortalecimento da intersetorialidade para a promoção do desenvolvimento infantil. Dada a complexidade do tema, a experiência de realizar oficinas educativas suscitou a necessidade de dar continuidade às ações de extensão universitária voltadas à formação de profissionais da saúde e da educação. Além de promover a disseminação e a troca de conhecimento, as ações futuras de translação do conhecimento sobre desenvolvimento infantil devem também propiciar oportunidades de aplicação do conhecimento no cuidado à criança na creche pelas educadoras.

Um aspecto inovador do presente relato de experiência se relaciona a translação do conhecimento de um conceito ampliado de desenvolvimento humano, que considera a “influência dos anos iniciais da infância como decisivos no processo, que é constituído pela interação das características biopsicológicas, herdadas geneticamente, e as experiências oferecidas pelo meio ambiente”16 , com destaque para o papel da creche e do professor de educação infantil, considerando que “o alcance do potencial de cada criança depende do cuidado responsivo às suas necessidades essenciais”16 .

Nosso relato de experiência permite verificar que a perspectiva de cuidado que orienta as educadoras e profissionais de enfermagem na promoção do desenvolvimento infantil tem caminhado para além dos aspectos biológicos, destacando as necessidades socioemocionais da criança e a necessidade de comunidades estáveis e amparadoras, que ofereçam uma rede de apoio às famílias com crianças pequenas, a exemplo da creche. A adoção de referenciais teóricos que permitiram contemplar, além de aspectos biológicos e maturacionais do desenvolvimento humano, os aspectos relacionados à própria criança, a época em que vive, o seu contexto de vida em território de alta vulnerabilidade social, é um outro aspecto relevante.

De modo semelhante, alguns estudos18 - 19 abordaram conceitos ampliados de desenvolvimento infantil alicerçados na Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano. Um estudo18 que buscou compreender as concepções de cuidadores de recém-nascidos prematuros sobre o desenvolvimento infantil revelou que as famílias se preocupam com a possibilidade de prejuízo no desenvolvimento atual e futuro da pessoa/criança, definida como frágil em razão do nascimento prematuro (dimensão Tempo), preocupação minimizada pelo alcance de competências observáveis, como habilidades motoras. O Contexto, especialmente família e serviços de saúde, e os Processos proximais, descritos por interações unidirecionais dos cuidadores, são considerados determinantes do desenvolvimento. Um outro estudo que visou “conhecer as vivências e expectativas de mães com recém-nascidos pré-termo internados em unidades de terapia intensiva neonatal revelou que a percepção materna quanto à unidade de terapia intensiva, representativa do elemento contexto da referida teoria, foi como um ambiente de cuidado e atenção, limpo e organizado, porém representativo de tristeza e preocupação”19 .

Embora o referencial das Necessidades Essenciais das Crianças contribua de modo singular para a compreensão das necessidades de acordo com as especificidades das crianças e seu processo de desenvolvimento, trata-se de um referencial pouco difundido nas áreas da saúde e educação, a literatura é escassa sobre o tema14 , 20 . Corroborando nossa experiência na adoção desse referencial, um estudo objetivou “caracterizar os cuidados maternos às crianças menores de 1 ano para a promoção da segurança infantil no domicílio”20 . De modo semelhante aos temas abordados nas nossas oficinas educativas, os resultados do estudo revelaram como elementos essenciais ao cuidado da criança nos primeiros anos de vida: a presença e o envolvimento dos pais com amorosidade no cotidiano de cuidados da criança, a valorização de aspectos como higiene, alimentação, prevenção de doenças e acidentes, e sua importância para a proteção física da criança, o papel da interação entre adultos e crianças, bem como das experiências adequadas, de acordo com a idade da criança, incluindo as brincadeiras e interações, a necessidade do estabelecimento de limites e a dificuldade para construir estes limites e não superproteger a criança, além da importância de “uma rede de suporte composta de profissionais do setor público da Saúde, da Educação e da Assistência Social. De modo semelhante ao nosso relato, as evidências geradas ampliam a compreensão sobre o cuidado da criança na promoção da saúde infantil, destacando a importância dos relacionamentos sustentadores contínuos, proteção física e segurança, respeito às diferenças individuais, experiências adequadas ao desenvolvimento, estabelecimento de limites e construção de redes sociais estáveis e amparadoras”20 .

O presente estudo apresenta como limitação relatar a experiência somente sob a perspectiva de três discentes e docentes de Enfermagem. Trabalhos futuros deveriam expressar a experiência de todos os participantes, mesmo que isto represente articular mais de 30 pessoas na elaboração de evidências para a prática.

CONCLUSÃO

As ações de extensão proporcionaram articulação entre a universidade e a comunidade por meio do compartilhamento de saberes entre profissionais da saúde e da educação visando à promoção do desenvolvimento infantil. A realização das oficinas educativas sobre desenvolvimento infantil permitiu a translação do conhecimento científico e contribuiu para a formação de profissionais da Enfermagem e da educação infantil envolvidos no cuidado da criança nos primeiros anos de vida.

REFERÊNCIAS

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Recibido: 25 de Mayo de 2018; Aprobado: 29 de Enero de 2019

Autor correspondente: Priscila Costa Rua Napoleão de Barros, 754 CEP 04024-002 – São Paulo, SP, Brasil pricosta84@yahoo.com.br

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