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Revista Brasileira de Entomologia

On-line version ISSN 1806-9665

Rev. Bras. entomol. vol.48 no.3 São Paulo  2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0085-56262004000300018 

BIOLOGIA, ECOLOGIA E DIVERSIDADE

 

Biodiversidade de moscas-das-frutas do gênero Anastrepha (Diptera, Tephritidae) no campus da ESALQ-USP, Piracicaba, São Paulo

 

 

Keiko UramotoI; Julio M. M. WalderII; Roberto A. ZucchiIII

IDepartamento de Biologia, Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo. Caixa Postal 11461, 05508-900 São Paulo-SP, Brasil. Endereço eletrônico: uramoto@usp.br
IILaboratório de Radioentomologia, Centro de Energia Nuclear na Agricultura, Universidade de São Paulo. 13400-970 Piracicaba-SP, Brasil. Endereço eletrônico: jmwalder@cena.usp.br
IIIDepartamento de Entomologia, Fitopatologia e Zoologia Agrícola, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo. 13418-900 Piracicaba-SP, Brasil. Endereço eletrônico: razucchi@esalq.usp.br

 

 


RESUMO

Este trabalho foi conduzido na área abrangida pelo campus da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo, no município de Piracicaba, Estado de São Paulo. Teve como objetivos, determinar a composição do gênero Anastrepha Schiner e verificar a associação das espécies de plantas hospedeiras, estabelecidas na área, com as espécies de Anastrepha. Foram examinadas 23.277 fêmeas de Anastrepha coletadas por meio de armadilhas McPhail e 18 espécies pertencentes a nove grupos de espécies foram registradas. Um total de 563 amostras de frutos pertencentes a nove famílias e, pelo menos, 23 espécies de plantas foi coletado em 47 estações de capturas. Foram identificadas 10.243 fêmeas e das 18 espécies de Anastrepha capturadas em armadilhas somente seis emergiram das amostras de frutos: A. bistrigata Bezzi, A. fraterculus (Wied.), A. obliqua (Macquart), A. pseudoparallela (Loew), A. serpentina (Wied.) e A. sororcula Zucchi. A. fraterculus infestou maior diversidade de frutos. Os hospedeiros preferidos de A. obliqua foram as espécies da família Anacardiaceae. A. pseudoparallela e A. serpentina infestaram exclusivamente Passifloraceae e Sapotaceae, respectivamente. A. fraterculus é registrada pela primeira vez em sapoti (Manilkara zapota L.) no Brasil.

Palavras-chave: Anastrepha; levantamento com armadilhas; plantas hospedeiras.


ABSTRACT

Biodiversity of fruit flies of the genus Anastrepha (Diptera, Tephritidae) at the ESALQ-USP campus, Piracicaba, São Paulo. The aim of this study was to determine the number of species of Anastrepha Schiner at the campus and to verify the association between host plant species and Anastrepha species in this area. A total of 23,277 females of Anastrepha collected in McPhail traps was examined, and 18 species belonging to nine species groups were recorded. A total of 563 fruit samples representing at least 23 plant species from nine families was collected in 47 capture sites. A total of 10,243 females was identified. Of the 18 Anastrepha species captured in traps, only six emerged from fruit samples: A. bistrigata Bezzi, A. fraterculus (Wied.), A. obliqua (Macquart), A. pseudoparallela (Loew), A. serpentina (Wied.) and A. sororcula Zucchi. A. fraterculus infested the greatest diversity of hosts. The preferred hosts of A. obliqua were plant species of the family Anacardiaceae. A. pseudoparallela, and A. serpentina only infested species of Passifloraceae and Sapotaceae, respectively. A. fraterculus is recorded for the first time in sapodilla (Manilkara zapota L.) in Brazil.

Keywords: Anastrepha; host plants; trapping survey.


 

 

O gênero Anastrepha Schiner, 1868 é o maior dentro de Tephritidae (Trypetinae, Toxotrypanini) (NORRBOM 2001). Atualmente, Anastrepha é composto por 197 espécies válidas e, com base principalmente em estudos de morfologia dos adultos, são separadas em 17 grupos, embora, várias espécies não se enquadrem em nenhum destes grupos (NORRBOM et al. 1999). No Brasil, além das 94 espécies assinaladas (ZUCCHI 2000a) há o registro recente de A. pulchra Stone, 1942 no Estado do Amazonas (RONCHI-TELES 2000) totalizando 95 espécies distribuídas em, pelo menos, 13 grupos. A maioria das espécies de Anastrepha distribui-se pela Região Neotropical e algumas ocorrem no sul da região Neártica. O gênero está estabelecido no sul dos EUA, no México, na América Central e em toda a América do Sul, exceto no Chile onde ocorre, esporadicamente, ao norte do deserto de Atacama na fronteira com o Peru (MALAVASI et al. 2000). No Estado de São Paulo, foram assinaladas 35 espécies (SOUZA FILHO et al. 2000a).

Há registros de plantas hospedeiras para apenas 39% das espécies de Anastrepha (NORRBOM & KIM 1988). Além disso, aproximadamente 70% dos registros de hospedeiros correspondem às sete espécies importantes economicamente (NORRBOM 1985). Para 56% das espécies assinaladas no Brasil, não há registros da relação com plantas hospedeiras, uma vez que a maioria dos levantamentos foi realizada com armadilhas contendo atrativo alimentar (ZUCCHI 2000b). Uma espécie de tefritídeo capturada em armadilha instalada em uma árvore não permite associar esta planta como sua hospedeira (ALUJA et al. 1987). Portanto, o registro de fruto hospedeiro depende de se obter a espécie de tefritídeo diretamente desse fruto.

Os levantamentos baseados em coleta de frutos no Brasil foram intensificados nas últimas décadas (revisão em MALAVASI & ZUCCHI 2000), sobretudo devido à importância de se conhecer a associação com os frutos hospedeiros, tanto para estudos de biologia e ecologia de moscas-das-frutas, como para programas de manejo. Uma lista de hospedeiros das espécies de Anastrepha assinaladas no Brasil, com as respectivas referências, foi elaborada por ZUCCHI (2000b).

Este estudo tem por objetivo fornecer subsídios para o programa de controle de moscas-das-frutas na área que abrange o campus Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo. Assim, neste trabalho, foram estudadas a composição específica do gênero Anastrepha e sua associação com as plantas hospedeiras.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Os estudos foram conduzidos no campus da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo, no município de Piracicaba, São Paulo (22º42'30"S e 47º38'00"W). A altitude é, em média, de 546 m e o clima, segundo a classificação de Koppen, do tipo Cwa, tropical de altitude, com inverno seco e temperatura do mês mais quente maior que 22ºC (SENTELHAS 2001). O campus é uma área contínua de aproximadamente 1.050 ha, com cultivo de inúmeros hospedeiros primários de moscas-das-frutas. É um local praticamente isolado dos demais focos de moscas-das-frutas, por ser circundado, na sua grande parte, por canaviais e, em menor proporção, por pastagens, reflorestamento e área urbana.

As coletas de moscas-das-frutas foram realizadas em armadilhas plásticas tipo McPhail, contendo, como atrativo alimentar, proteína hidrolisada de milho estabilizada com bórax (pH entre 8,5 e 9,0) e diluída a 5%, instaladas nas copas de árvores (hospedeiras ou não) de julho/1998 a junho/1999. Foram distribuídas 84 armadilhas na área de estudo e o material capturado foi recolhido semanalmente. Os exemplares de Anastrepha foram sexados e as fêmeas armazenadas em frascos de vidro contendo etanol 70% para identificação posterior.

Para se determinar a associação entre a planta hospedeira e a espécie de Anastrepha, foram efetuadas coletas sistemáticas de frutos de janeiro a dezembro/1999. As amostras de frutos maduros ou em amadurecimento foram coletadas diretamente das árvores ou do solo (frutos recém-caídos). As amostras de frutos variaram ao longo do ano, de acordo com a época de frutificação de cada espécie. Os pupários recolhidos foram mantidos em gaiolas até a emergência dos adultos. Foi analisada apenas a relação fruto e espécie de Anastrepha, os índices de infestação dos frutos não foram estabelecidos.

A identificação específica de Anastrepha foi baseada nas fêmeas, principalmente no ápice do acúleo. Os espécimes-testemunha foram depositados na coleção do Departamento de Entomologia, Fitopatologia e Zoologia Agrícola da ESALQ/USP, Piracicaba, SP.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Coleta em armadilhas. Foram coletadas 23.277 fêmeas de Anastrepha por meio de armadilhas tipo McPhail ao longo de 12 meses. Foram identificadas 18 espécies em nove grupos de espécies, segundo a classificação de NORRBOM et al. (1999) (Tabela I).

 

 

Dentre as 35 espécies de Anastrepha registradas no Estado de São Paulo (SOUZA FILHO et al. 2000a), aproximadamente 50% foram detectadas neste estudo, elevando para 18 o número de espécies registradas no município de Piracicaba. Em um ano de amostragem (armadilhas e frutos), ARRIGONI (1984) havia coletado nove espécies em Piracicaba: A. barbiellinii Lima, 1938, A. bistrigata Bezzi, 1919, A. daciformis Bezzi, 1909, A. distincta Greene, 1934, A. fraterculus (Wiedemann, 1830), A. montei Lima, 1934, A. pseudoparallela (Loew, 1873), A. serpentina (Wiedemann, 1830) e A. sororcula Zucchi, 1979. Em levantamento de três anos, realizado em 12 municípios de São Paulo, CALZA et al. (1988) obtiveram 11 espécies de Anastrepha. RAGA et al. (1996) detectaram nove espécies em pomar de citros em Presidente Prudente, SP, em coletas com armadilhas, em dois anos. Recentemente, SOUZA FILHO (1999) realizou extenso levantamento de plantas hospedeiras de moscas-das-frutas em 94 municípios paulistas, registrando 14 espécies.

A ocorrência de maior riqueza específica de Anastrepha no campus Luiz de Queiroz pode ser atribuída à grande diversidade de espécies de plantas cultivadas na área (pelo menos, 53), muitas das quais são hospedeiras primárias de moscas-das-frutas, além de várias espécies de plantas nativas.

Os exemplares obtidos neste trabalho, em geral, são monomórficos, obedecendo o padrão apresentado nas descrições das espécies, com exceção de A. fraterculus, que apresentou variações na asa (coloração geral, faixas e tamanho) e no ápice do acúleo, como observado por vários autores (BEZZI 1909; STONE 1942; ARAUJO 1997).

Coleta de frutos. Das cerca de 53 espécies de plantas presentes, foram obtidas 563 amostras de frutos em menos da metade desses hospedeiros. Os frutos amostrados pertencem a nove famílias e a pelo menos 23 espécies (as espécies cítricas foram agrupadas em Citrus spp.) e foram coletados em 47 estações de captura, dentre as 84 estações estabelecidas no campus. Foram identificadas 10.243 fêmeas. Das 18 espécies de Anastrepha capturadas em armadilhas, somente seis emergiram de frutos: A. bistrigata, A. fraterculus, A. obliqua, A. pseudoparallela, A. serpentina e A. sororcula, embora várias espécies de frutos tenham sido coletadas. Provavelmente, as demais espécies de Anastrepha desenvolvam-se em hospedeiros específicos no campus, que não foram coletados. A. fraterculus infestou a maior diversidade de frutos (20 espécies) (Tabela II), a exemplo do observado nos levantamentos de moscas-das-frutas em frutos hospedeiros no Brasil. No Brasil, A. fraterculus é a espécie mais polífaga, infestando 67 espécies de hospedeiros (ZUCCHI 2000b). As espécies de Myrtaceae e Rosaceae são os hospedeiros mais atacados por A. fraterculus (MALAVASI et al. 1980). No Estado de São Paulo, SOUZA FILHO (1999) obteve A. fraterculus de 12 famílias e verificou sua constância em todas as espécies de Myrtaceae, Rosaceae e Rutaceae. No presente estudo, A. fraterculus infestou espécies de nove famílias, incluindo o sapoti, Manilkara zapota L. (primeiro registro no Brasil) e Pouteria caimito L., ambas Sapotaceae, e Passiflora edulis Sims (Passifloraceae).

Os espécimes de A. obliqua emergiram de nove espécies de plantas, principalmente de Anacardiaceae. A. bistrigata foi obtida de Spondias dulcis Forst. f. (Anacardiaceae) e de Psidium guajava L. (Myrtaceae) e A. sororcula, de Eugenia uniflora L. e Psidium guajava (Myrtaceae). A. pseudoparallela infestou exclusivamente Passifloraceae e A. serpentina esteve restrita às espécies de Sapotaceae. Há especificidade entre certas espécies e plantas hospedeiras como as do grupo pseudoparallela às espécies de Passiflora (Passifloraceae) e o grupo serpentina às espécies de Sapotaceae (NORRBOM 1985) (Tabela II).

Na goiaba (Psidium guajava), ocorreu a maior diversidade de espécies: A. bistrigata, A. fraterculus, A. obliqua e A. sororcula. SOUZA FILHO (1999) havia registrado no Estado de São Paulo, sete espécies de Anastrepha em goiaba, representando também o hospedeiro com maior diversidade de espécies. Em levantamentos realizados em outras regiões do Brasil, a goiaba foi também associada à maior diversidade de espécies de Anastrepha (MALAVASI et al. 1980; SILVA et al. 1996; CANAL 1997; VELOSO 1997). Das outras espécies de Myrtaceae, emergiram A. fraterculus, A. obliqua e A. sororcula da pitanga (Eugenia uniflora) e A. fraterculus e A. obliqua da uvaia (E. pyriformis Cambess.).

Com relação às espécies de Anacardiaceae, verificou-se alta infestação por A. obliqua. A cajá-manga (Spondias dulcis) foi atacada por A. bistrigata e A. fraterculus e a manga (Mangifera indica L.) por A. fraterculus, entretanto as infestações por estas espécies foram relativamente menores.

A carambola (Averrhoa carambola L.) foi infestada predominantemente por A. obliqua e em pequena proporção por A. fraterculus. A preferência de A. obliqua por carambola (Oxalidaceae) também foi verificada por SOUZA FILHO et al. (2000b).

Do maracujá-doce (Passiflora alata Dryander), obteve-se exclusivamente A. pseudoparallela e em maracujá-azedo (P. edulis) observou-se também a infestação predominante por A. pseudoparallela e a emergência de apenas cinco exemplares de A. fraterculus.

As espécies de Rosaceae foram infestadas exclusivamente por A. fraterculus. Para as espécies de Rutaceae obteve-se predominantemente A. fraterculus, com exceção de duas amostras com três exemplares de A. obliqua. A única espécie de Rubiaceae amostrada, Coffea arábica L., foi também infestada predominantemente por A. fraterculus e por apenas um exemplar de A. obliqua. Estas associações com A. obliqua são acidentais, considerando-se a baixa proporção em relação ao total de indivíduos que emergiram. SOUZA FILHO (1999) e VELOSO (1997) também obtiveram resultados similares.

As épocas de coleta das amostras de diferentes espécies de frutíferas coincidiram com aquelas apresentadas no cronograma da infestação de espécies de Anastrepha no Estado de São Paulo elaborado por SOUZA FILHO (1999) (Tabela III).

As moscas-das-frutas emergiram de amostras de goiaba coletadas no período de setembro a junho, com aumento da infestação nas coletas de dezembro a março. As amostras de pitanga e uvaia infestadas foram coletadas de setembro a novembro e de jambo apenas em dezembro. Embora a infestação em citros tenha sido baixa, obteve-se amostras destes frutos infestados ao longo de todo o ano. Este quadro indica a ocorrência de uma sucessão de hospedeiros principalmente para A. fraterculus. Provavelmente, os frutos cítricos poderiam manter a população de A. fraterculus no campus ao longo do ano. Na Flórida (EUA), as populações de A. suspensa mantiveram-se ao longo do ano pela sucessão de seus hospedeiros preferenciais presentes na área; as variedades de citros foram atacadas apenas na época em que o índice de infestação nos hospedeiros primários foi alto ou no período de escassez destes hospedeiros (NUGYEN et al. 1992). Um cenário semelhante ocorreu com os hospedeiros preferenciais de A. obliqua, com a seguinte sucessão de hospedeiros: manga (novembro a fevereiro), cajá-manga (fevereiro a setembro, com maiores infestações em fevereiro e março), serigüela (janeiro a março) e carambola (dezembro a setembro).

 

CONCLUSÕES

O presente estudo permite concluir que 18 espécies de Anastrepha ocorrem na área estudada; Anastrepha fraterculus é a espécie mais polífaga; os hospedeiros preferidos de A. obliqua pertencem à família Anacardiaceae; Anastrepha pseudoparallela e A. serpentina infestam somente Passifloraceae e Sapotaceae, respectivamente, e A. fraterculus é registrada pela primeira vez em Manilkara zapota L. (sapoti) (Sapotaceae) no Brasil.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em 06.XI.2003; aceito em 30.V.2004

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