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Revista Brasileira de Entomologia

Print version ISSN 0085-5626

Rev. Bras. entomol. vol.50 no.3 São Paulo July/Sept. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0085-56262006000300001 

SISTEMÁTICA, MORFOLOGIA E BIOGEOGRAFIA

 

Fauna de Dissomphalus Ashmead (Hymenoptera, Bethylidae) da Mata Atlântica Brasileira, com descrição de 23 espécies novas

 

Fauna of Dissomphalus (Hymenoptera, Bethylidae) from Brazilian Atlantic rain forest, with the description of 23 new species

 

 

Elizandra S. RedighieriI, III; Celso O. AzevedoII, IV

IPPG-Biologia Animal, Universidade Federal do Espírito Santo, Av. Marechal Campos 1468, 29.040-090 Vitória-ES, Brasil. esredighieri@yahoo.com.br
IIDepartamento de Biologia, UFES. bethylidae@gmail.com
IIIBolsista CAPES
IVPesquisador do CNPq

 

 


RESUMO

Foram realizadas coletas padronizadas em 18 pontos ao longo da Mata Atlântica Brasileira no escopo do Programa BIOTA/FAPESP usando-se varredura de vegetação, e armadilhas Malaise e Möricke. Foi coletado um total de 2.811 exemplares de Dissomphalus. Foram reconhecidas 30 espécies descritas, a saber: Dissomphalus conicus Azevedo, 2003, D. h-ramus Redighieri & Azevedo, 2004, D. laminaris Redighieri & Azevedo, 2004, D. manus Azevedo, 2003, D. umbilicus Azevedo, 2003, D. verrucosus Redighieri & Azevedo, 2004, D. alticlypeatus Azevedo, 2003, D. bicerutus Azevedo, 2003, D. gilvipes Evans, 1979, D. krombeini Azevedo, 1999, D. gordus Azevedo, 2003, D. undatus Azevedo, 2003, D. cristatus Redighieri & Azevedo, 2004, D. laticephalus Azevedo, 2003, D. lobicephalus Azevedo, 2003, D. completus Azevedo, 1999, D. gigantus Azevedo, 1999, D. scamatus Azevedo, 1999, D. napo Evans, 1979, D. punctatus (Kieffer, 1910), D. infissus Evans, 1969, D. plaumanni Evans, 1964, D. concavatus Azevedo, 1999, D. rectilineus Azevedo, 1999, D. bifurcatus Azevedo, 1999, D. extrarramis Azevedo, 1999, D. strictus Azevedo, 1999, D. connubialis Evans, 1966, D. microstictus Evans, 1969, D. scopatus Redighieri & Azevedo, 2004. Além disso, foram descritas e ilustradas 23 espécies novas: Dissomphalus inclinatus sp. nov., D. divisus sp. nov., D. distans sp. nov., D. crassus sp. nov., D. filiformis sp. nov., D. inflexus sp. nov., D. spissus sp. nov., D. firmus sp. nov., D. setosus sp. nov., D. tubulatus sp. nov., D. differens sp. nov., D. lamellatus sp. nov., D. fimbriatus sp. nov., D. magnus sp. nov., D. trilobatus sp. nov., D. amplifoveatus sp. nov., D. personatus sp. nov., D. excellens sp. nov., D. peculiaris sp. nov., D. bahiensis sp. nov., D. amplexus sp. nov., D. elegans sp. nov. e D. amplus sp. nov.. Foram propostos 2 grupos novos de espécies, brasiliensis com duas espécies e setosus com oito espécies. Dissomphalus connubialis Evans, 1966 foi revalidado a partir de D. brasiliensis Kieffer, 1910. Dissomphalus bispinulatus Evans, 1969 foi considerado sinônimo junior de D. brasiliensis. Foi proposto para o gênero uma chave de espécies Neotropicais baseada em machos. Algumas espécies como Dissomphalus rectilineus, D. plaumanni, D. connubialis e D. gigantus são amplamente distribuídos ao longo deste bioma. Por outro lado, espécies como Dissomphalus completus, D. bifurcatus, D. napo, D. gilvipes, D. microstictus, D. brasiliensis, D. scamatus, D. strictus, D. undatus, D. alticlypeatus, D. laticephalus, D. verrucosus, D. extrarramis, D. concavatus, D. krombeini, D. gordus, D. lobicephalus e 13 espécies novas são restritas a regiões específicas, apresentando congruência com os subcentros deste bioma.

Palavras-chave: Biogeografia; Dissomphalus; Neotropical; Pristocerinae; taxonomia.


ABSTRACT

Standardized collections in 18 sites of Brazilian Atlantic rain forest were done under the scope of BIOTA/FAPESP Program using sweeping, Malaise and Möricke traps. A total of 2,811 specimens of Dissomphalus were collected. Thirty previously described species were recognized, such as: Dissomphalus conicus Azevedo, 2003, D. h-ramus Redighieri & Azevedo, 2004, D. laminaris Redighieri & Azevedo, 2004, D. manus Azevedo, 2003, D. umbilicus Azevedo, 2003, D. verrucosus Redighieri & Azevedo, 2004, D. alticlypeatus Azevedo, 2003, D. bicerutus Azevedo, 2003, D. gilvipes Evans, 1979, D. krombeini Azevedo, 1999, D. gordus Azevedo, 2003, D. undatus Azevedo, 2003, D. cristatus Redighieri & Azevedo, 2004, D. laticephalus Azevedo, 2003, D. lobicephalus Azevedo, 2003, D. completus Azevedo, 1999, D. gigantus Azevedo, 1999, D. scamatus Azevedo, 1999, D. napo Evans, 1979, D. punctatus (Kieffer, 1910), D. infissus Evans, 1969, D. plaumanni Evans, 1964, D. concavatus Azevedo, 1999, D. rectilineus Azevedo, 1999, D. bifurcatus Azevedo, 1999, D. extrarramis Azevedo, 1999, D. strictus Azevedo, 1999, D. connubialis Evans, 1966, D. microstictus Evans, 1969, D. scopatus Redighieri & Azevedo, 2004. In addition 23 new species were described and illustrated: Dissomphalus inclinatus sp. nov., D. divisus sp. nov., D. distans sp. nov., D. crassus sp. nov., D. filiformis sp. nov., D. inflexus sp. nov., D. spissus sp. nov., D. firmus sp. nov., D. setosus sp. nov., D. tubulatus sp. nov., D. differens sp. nov., D. lamellatus sp. nov., D. fimbriatus sp. nov., D. magnus sp. nov., D. trilobatus sp. nov., D. amplifoveatus sp. nov., D. personatus sp. nov., D. excellens sp. nov., D. peculiaris sp. nov., D. bahiensis sp. nov., D. amplexus sp. nov., D. elegans sp. nov. e D. amplus sp. nov.. Two new species groups were proposed, brasiliensis with two speices and setosus with eight species. Dissomphalus connubialis Evans, 1966 was revalidated from D. brasiliensis Kieffer, 1910. Dissomphalus bispinulatus Evans, 1969 is considered junior synonym of D. brasiliensis. A key for the Neotropical species of the genus based on males is proposed. Some species such as Dissomphalus rectilineus, D. plaumanni, D. connubialis and D. gigantus are widely distributed along the bioma. On the other hand species such as Dissomphalus completus, D. bifurcatus, D. napo, D. gilvipes, D. microstictus, D. brasiliensis, D. scamatus, D. strictus, D. undatus, D. alticlypeatus, D. laticephalus, D. verrucosus, D. extrarramis, D. concavatus, D. krombeini, D. gordus, D. lobicephalus and 13 new species are restricted to specific regions showing congruency with the subcenters of the bioma.

Keywords: Biogeography; Dissomphalus; Neotropical; Pristocerinae; taxonomy.


 

 

Dissomphalus Ashmead, 1893 é o gênero de Bethylidae, pertencente à subfamília Pristocerinae, considerado o mais abundante na região neotropical (Azevedo 2003) tanto em número de espécies quanto em número de indivíduos. A fauna neotropical deste grupo é composta por 154 espécies, as quais estão divididas em 25 grupos de espécies e ainda 18 espécies sem grupo definido. De todas as espécies conhecidas no mundo, apenas cinco apresentam macho e fêmea associados (Terayama 2001), isto por causa do dimorfismo sexual acentuado apresentado pelo gênero, em que os machos são grandes, alados, com ocelos e olhos bem desenvolvidos, enquanto as fêmeas são pequenas, ápteras, com olhos reduzidos e sem ocelos (Azevedo 1999a; Terayama 2001).

Dissomphalus foi descrito por Ashmead baseado nas espécies de machos que possuíam dois tubérculos pubescentes no tergito II do metassomo (Evans 1954), sendo este o caráter diagnóstico do gênero. No entanto, muitas espécies perderam os processos durante a evolução em diferentes grupos monofiléticos, como por exemplo grupos laticephalus ou incomptus, onde algumas espécies possuem processos tergais e outras não, portanto, Azevedo (2003) considerou como principal sinapomorfia do grupo, independente de ter ou não processo tergal, a divisão do edeago em duas estruturas distintas: ramo ventral e corpo dorsal.

Pouco se conhece sobre os hábitos de vida de Dissomphalus. Com base em exemplares capturados em armadilhas de solo e pelo dimorfismo sexual evidente, acredita-se que as fêmeas vivam sob a serapilheira, em madeira podre ou buracos em árvores e que sejam carregadas pelos machos durante a cópula, comportamento este destinado não apenas para a reprodução, mas também para transporte na busca por alimento e dispersão da espécie (Evans 1969). Em relação a seus hospedeiros, suspeita-se que sejam parasitóides de coleópteros pequenos, dentre eles, alguns mirmecófilos (Krombein 1979).

Por se tratar de um gênero especioso, em que várias espécies possuem caráteres compartilhados, houve várias tentativas de organizar Dissomphalus em grupos de espécies. A primeira delas foi com Evans (1954) que estabeleceu dois grupos de espécie baseado na distância do processo tergal: grupo xanthopus com processo tergal lateral, e grupo apertus com processo tergal próximo. Posteriormente, Evans (1962) estabeleceu o terceiro grupo, kansanus, para as espécies com processo tergal lateral e diminuto. No entanto, havia sobreposição de variações estruturais nestes grupos de espécies, além de várias espécies não estarem claramente associadas. Sendo assim, Azevedo (1999a), além de descrever várias espécies novas, organizou-as (junto com as demais) em 13 grupos de espécies que possuíam processo tergal mediano; mais tarde Azevedo (2000 e 2001), estabeleceu outros dois grupos com processos tergais laterais, dumosus e bicavatus, respectivamente; e por fim, Azevedo (2003) propôs mais 10 grupos de espécies, para aqueles indivíduos com processo tergal lateral.

Este trabalho teve como objetivo ampliar o conhecimento taxonômico de Dissomphalus da Mata Atlântica Brasileira, reconhecendo as entidades taxonômicas ocorrentes neste Bioma, analisando suas variações nas diferentes localidades ou em uma mesma população, observando padrões quando existentes, e apresentando informações referentes à distribuição das espécies.

 

TERMINOLOGIA

Os termos adotados neste estudo seguem Azevedo (1999a e 2003). As medidas usadas foram: comprimento da cabeça (LH); largura da cabeça (WH); largura da fronte (WF); comprimento do olho (HE); linha ocelar-ocular (OOL); largura do triângulo ocelar (WOT); diâmetro do ocelo anterior (DAO); distância do triângulo ocelar ao vértice; distância dos olhos à crista do vértice (VOL); comprimento do disco pronotal; comprimento do mesoscuto; comprimento e largura do disco propodeal; comprimento da asa anterior (LFW) e comprimento do corpo. Os termos de esculturações do integumento seguem Harris (1979).

A classificação de espécies e grupos de espécies segue a chave proposta por Azevedo (1999a e 2003) para as espécies neotropicais de processo tergal mediano e lateral, respectivamente.

 

MATERIAL EXAMINADO

O material analisado provém de coletas realizadas ao longo da Mata Atlântica Brasileira em 18 pontos localizados em 10 estados, nos períodos de dezembro de 2000 a novembro de 2002, os quais foram utilizados três métodos de coleta: 10 armadilhas Malaise em dois períodos consecutivos de três dias, resultando em 20 amostras por localidade, com um total de 360 amostras em todos os pontos; 20 conjuntos de cinco armadilhas Möricke em cada localidade por dois períodos consecutivos de três dias, o que gerou 40 amostras em cada localidade e 720 amostras no total; e varredura de vegetação com 30 amostras por localidade, sendo cada amostra composta pelo conjunto de cinco ciclos de um minuto de varredura cada, o que representou um total de 540 amostras em um esforço de 2700 minutos de varredura. Estas coletas foram realizadas no âmbito do projeto "Riqueza de Hymenoptera e Isoptera ao longo de um gradiente latitudinal da Mata Atlântica Brasileira" apoiado pelo programa BIOTA/FAPESP.

O material estudado pertence ao Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (curador C.R.F. Brandão), com duplicatas retidas na coleção da Universidade Federal do Espírito Santo (curador C.O. Azevedo).

As espécies propostas como novas neste estudo foram incluídas apenas quando representadas por séries de, pelo menos três exemplares, as séries menores serão acrescentadas e comparadas a materiais provenientes de outras coletas, para posteriormente serem descritas. Além disso, as poucas fêmeas coletadas não foram estudadas por terem até o presente momento pouca importância taxonômica no gênero.

Lista de localidades

1. Paraíba, João Pessoa, Mata do Buraquinho, 07º08'25''S 34º51'38''W
2. Pernambuco, Recife, Parque Dois Irmãos, 08º00'37.7''S 34º56'31''W
3. Alagoas, Quebrangulo, Reserva Biológica da Pedra Talhada, 09º14'54''S 36º25'32''W
4. Sergipe, Santa Luzia do Itanhy, Crasto, 11º22'37.4''S 37º24'50.3''W
5. Bahia, Sapiranga, Reserva de Sapiranga, 12º33'36.4''S 38º02'57.2''W
6. Bahia, Ilhéus, Mata Esperança, 14º46'S 39º04'W
7. Bahia, Porto Seguro, Estação Ecológica Pau Brasil, 16º23'17.6''S 39º10'55''W
8. Espírito Santo, Sooretama, Reserva Biológica de Sooretama, 19º00'11.5''S 40º07'08''W
9. Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W
10. Rio de Janeiro, Santa Maria Madalena, Parque Estadual de Desengano, 21º59'03''S 41º57'08''W
11. Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Reserva Biológica de Tinguá, 22º34'S 43º26'W
12. São Paulo, Ubatuba, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, 23º21'43''S 44º49'22''W
13. São Paulo, Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W
14. São Paulo, Ribeirão Grande, Parque Estadual de Intervales, 24º18'16''S 48º21'53''W
15. São Paulo, Peruíbe, Estação Ecológica Juréia-Itatins, 24º31'06''S 47º12'06''W
16. Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W
17. Santa Catarina, São Francisco do Sul, CEPA-Vila da Glória, 26º13'40''S 48º40'49.1''W
18. Santa Catarina, São Bento do Sul, CEPA-Rugendas, 26º19'25.6''S 49º18'26.5''W

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foi coletado um total de 2.811 exemplares, dos quais 2.391 foram identificados ao nível de espécie. Esta diferença de 420 exemplares equivale às fêmeas ou então espécies ainda não descritas representadas por séries de exemplares muito pequena.

Foi determinado um total de 53 espécies de Dissomphalus representando 30 espécies descritas, oito delas com processo tergal mediano e 22 com processo tergal lateral, e 23 espécies novas. Dentre as espécies descritas, muitas são citadas pela primeira vez para vários estados brasileiros. Além disso, D. completus Azevedo, 1999 e D. bifurcatus Azevedo, 1999 são citados pela primeira vez para a Mata Atlântica Brasileira. Com isto, a fauna de Dissomphalus da Mata Atlântica aumenta de 41 para 66 espécies.

Foram também definidos mais dois grupos de espécies, setosus e brasiliensis. Desta forma, o gênero passa a ser representado por 177 espécies e 27 grupos de espécies na região Neotropical, sendo que deste total de espécies, 30 delas ainda não estão classificadas em grupo por não apresentarem informações taxonômicas claras o suficiente para determinar suas relações monofiléticas.

Lista de espécies estudadas

Grupo conicus

1. Dissomphalus conicus Azevedo, 2003. macho. Brasil (CE, PE, DF, MG, ES, RJ, SP, PR).
2. Dissomphalus h-ramus Redighieri & Azevedo, 2004. macho. Brasil (ES).
3. Dissomphalus laminaris Redighieri & Azevedo, 2004. macho. Brasil (ES).
4. Dissomphalus manus Azevedo, 2003. macho. Brasil (ES, PR, SC).
5. Dissomphalus umbilicus Azevedo, 2003. macho. Brasil (DF, SP, PR).
6. Dissomphalus verrucosus Redighieri & Azevedo, 2004. macho. Brasil (ES).

Grupo gilvipes

7. Dissomphalus alticlypeatus Azevedo, 2003. macho. Brasil (PE).
8. Dissomphalus bicerutus Azevedo, 2003. macho. Brasil (RJ, SP, PR).
9. Dissomphalus gilvipes Evans, 1979. macho. Brasil (AM, AC, PA, RO, PE, MT, MG, ES, DF, SP, PR), Colômbia, Equador, Panamá e Peru.
10. Dissomphalus krombeini Azevedo, 1999. macho. USA (Flórida), Republica Dominicana, São Vicente, Dominica, Costa Rica, Equador, Brasil (DF, ES, SP, PR), Argentina.

Grupo hemisphaericus

11. Dissomphalus gordus Azevedo, 2003. macho. Brasil (RJ, SP, PR).
12. Dissomphalus undatus Azevedo, 2003. macho. Brasil (RJ).

Grupo laticephalus

13. Dissomphalus cristatus Redighieri & Azevedo, 2004. macho. Brasil (ES).
14. Dissomphalus laticephalus Azevedo, 2003. macho. Brasil (SP).
15. Dissomphalus lobicephalus Azevedo, 2003. macho. Brasil (PR).

Grupo linearis

16. Dissomphalus completus Azevedo, 1999. macho. Brasil (PA).

Grupo longiclypeus

17. Dissomphalus gigantus Azevedo, 1999. macho. Suriname e Brasil (AP, AM, BA, DF, SP, PR).
18. Dissomphalus scamatus Azevedo, 1999. macho. Brasil (PA).

Grupo punctatus

19. Dissomphalus napo Evans, 1979. macho. Equador, Peru, Brasil (AM, AC, MT), Paraguai.
20. Dissomphalus punctatus (Kieffer, 1910). macho. Costa Rica, Panamá, Equador, Peru, Brasil (AM, AC, RJ, PR).

Grupo rufipalpis

21. Dissomphalus infissus Evans, 1969. macho. Brasil (ES, SP, PR), Argentina.
22. Dissomphalus inclinatus sp. nov. macho. Brasil (ES, SP, PR, SC).

Grupo tuberculatus

23. Dissomphalus plaumanni Evans, 1964. macho. México, Belise, Guatemala, Costa Rica, Panamá, Trinidad & Tobago, Ecuador, Peru, Brasil (AM, PA, MA, AC, RO, ES, RJ, SP, PR, SC), Bolívia.

Grupo ulceratus

24. Dissomphalus concavatus Azevedo, 1999. macho. Brasil (ES, DF, SP, PR).
25. Dissomphalus rectilineus Azevedo, 1999. macho. Brasil (ES, RJ, SP, PR).

Grupo vallensis

26. Dissomphalus bifurcatus Azevedo, 1999. macho. Brasil (PA).
27. Dissomphalus extrarramis Azevedo, 1999. macho. Brasil (RJ, SP).
28. Dissomphalus strictus Azevedo, 1999. macho. Brasil (SP, PR).

Grupo setosus

29. Dissomphalus divisus sp. nov. macho. Brasil (PR).
30. Dissomphalus distans sp. nov. macho. Brasil (SP, PR, SC).
31. Dissomphalus crassus sp. nov. macho. Brasil (ES, RJ, SP).
32. Dissomphalus filiformis sp. nov. macho. Brasil (RJ, SP).
33. Dissomphalus inflexus sp. nov. macho. Brasil (RJ).
34. Dissomphalus spissus sp. nov. macho. Brasil (ES, SP, SC).
35. Dissomphalus firmus sp. nov. macho. Brasil (ES, SC).
36. Dissomphalus setosus sp. nov. macho. Brasil (PB, AL, SE, ES, SP, SC).

Grupo brasiliensis

37. Dissomphalus brasiliensis Kieffer, 1910
38. Dissomphalus tubulatus sp. nov. macho. Brasil (PB).

Espécies sem grupo de espécie definido:

39. Dissomphalus connubialis Evans, 1966. macho. Brasil (PE, ES, DF, RJ, SP, PR, SC), Argentina, Uruguai.
40. Dissomphalus microstictus Evans, 1969. macho. Bolívia, Brasil (AP, AM, PA, PE, DF, SP, PR, SC).
41. Dissomphalus scopatus Redighieri & Azevedo, 2004. macho. Brasil (ES).
42. Dissomphalus differens sp. nov. macho. Brasil (ES, RJ, SP).
43. Dissomphalus lamellatus sp. nov. macho. Brasil (PB, PE, AL).
44. Dissomphalus fimbriatus sp. nov. macho. Brasil (ES, SP).
45. Dissomphalus magnus sp. nov. macho. Brasil (PB).
46. Dissomphalus trilobatus sp. nov. macho. Brasil (PB, PE, SE, BA, ES, SP, SC).
47. Dissomphalus amplifoveatus sp. nov. macho. Brasil (PB, PE, AL, SE, RJ, SP).
48. Dissomphalus personatus sp. nov. macho. Brasil (SP, PR).
49. Dissomphalus excellens sp. nov. macho. Brasil (ES, RJ, SP).
50. Dissomphalus peculiaris sp. nov. macho. Brasil (BA, ES, RJ, SP).
51. Dissomphalus bahiensis sp. nov. macho. Brasil (BA).
52. Dissomphalus amplexus sp. nov. macho. Brasil (PR, SC).
53. Dissomphalus elegans sp. nov. macho. Brasil (PB, PE, SE, BA).
54. Dissomphalus amplus sp. nov. macho. Brasil (ES, RJ, SC).

Chave para os machos das espécies Neotropicais de Dissomphalus.

A chave abaixo foi modificada a partir de Azevedo (2003) com a inclusão das cinco espécies novas descritas por Redighieri & Azevedo (2004) além das 23 ora descritas.

1.

Processo tergal do tergito II do metassomo próximos entre si, localizados numa     mesma depressão restrita ao terço mediano do tergito ......... Azevedo (1999a)
Processo tergal do tergito II do metassomo ausentes ou amplamente separados,     localizados em depressões diferentes além do terço mediano do tergito ........ 2

2.

Cabeça 1,3x tão longa quanto larga; WF 0,9x HE; VOL 0,7x HE; disco pronotal     aproximadamente tão longo quanto o mesoscuto...(grupo dumosus) ............ 3
WH no máximo 1,0x LH; WF 1,0-1,6x HE; VOL 0,5x HE; disco pronotal 0,5-0,7x o     comprimento do mesoscuto .................................................................. 4

3.

Fronte e dorso do tórax densamente pontuado; ramo ventral do edeago com     filamento apical; margem dorsal do parâmero curta .D. dumosus Azevedo, 2000
Fronte e dorso do tórax pouco pontuados; ramo ventral do edeago com expansão     apical laminar; margem dorsal do parâmero muito desenvolvida     .............................................................. D. longicephalus Azevedo, 2000

4.

Mandíbulas muito longas, pelo menos 0,75x tão longa quanto a distância entre     suas     bases, cabeça com vértice fortemente angulado lateralmente ou largo,     WH 1.2x LH...(grupo laticephalus) ......................................................... 5
Mandíbulas não tão longas e não modificadas, sobrepondo-se delicadamente     quando fechadas; cabeça com vértice não angulado ou WH 1,0x LH ............ 9

5.

Vértice com projeção lateral lobular; tempora fortemente carenada; disco pronotal     projetado para frente, margem anterior bruscamente angulada lateralmente     ................................................................ D. lobicephalus Azevedo, 2003
Vértice sem projeção lobular, tempora fracamente carenada; disco pronotal com     margem anterior arredondada ............................................................... 6

6.

Mandíbula com 4 dentes .......................................................................... 7
Mandíbula com 2-3 dentes ....................................................................... 8

7.

Processo tergal presente; base da margem dorsal do parâmero plana e bem     desenvolvida para baixo ................................ D. laticephalus Azevedo, 2003
Processo tergal ausente; margem dorsal do parâmero côncava ........ D. cristatus     Redighieri & Azevedo, 2004

8.

Mandíbula com 2 dentes; disco propodeal com uma constrição lateral e anterior,     sem carena posterior ..................................... D. contractus Azevedo, 2003
Mandíbula com 3 dentes; disco propodeal sem constrição anterior, com carena     posterior .................................................. D. mandibulatus Azevedo, 2003

9.

Processo tergal com fóvea ampla e cerdas grossas e conspícuas na borda externa     de cada depressão (Fig. 20)...(grupo setosus) ....................................... 10
Processo tergal sem fóvea ampla, ou quando presente, sem cerdas grossas e     conspícuas na lateral da depressão ...................................................... 17

10.

Clípeo com carena mediana totalmente dividida; corpo dorsal do edeago com ápice     do lobo externo franjado (Fig. 5) ................................... D. divisus sp. nov.
Clípeo com carena mediana única e corpo dorsal do edeago não como acima ... 11

11.

Clípeo com carena mediana alta; ramo ventral do edeago com ápice arredondado     e curvado para fora (Fig. 6) ......................................... D. distans sp. nov.
Clípeo com carena mediana baixa; ramo ventral do edeago com ápice agudo, ou     quando arredondado, não curvado para fora .......................................... 12

12.

Clípeo trapezoidal ou subtrapezoidal; parâmero da genitália com ápice reto     (Figs.15-16) ............................................................. D. spissus sp. nov.
Clípeo amplo, com lobo mediano mal definido; parâmero da genitália com ápice     agudo ou angulado, mas nunca reto ..................................................... 13

13.

Mandíbula com 2 dentes; ramo ventral do edeago com ápice dividido em dois     dentes pequenos e arredondados (Fig.21) ..................... D. setosus sp. nov.
Mandíbula com 4 ou 3 dentes; ramo ventral não é dividido no ápice ............... 14

14.

Mandíbula com 3 dentes ................................................ D. filiformis sp. nov.
Mandíbula com 4 dentes ........................................................................ 15

15.

Notáulice completa; parâmero com ápice fino e curvado para a região ventral     (Fig. 12) .................................................................. D. inflexus sp. nov.
Notáulice ausente ou incompleta; parâmero diferente do descrito acima ......... 16

16.

Margem posterior do hipopígio reta; lobo externo do corpo dorsal com ápice agudo     e curvado para a região ventral (Fig. 9) ........................ D. crassus sp. nov.
Margem posterior do hipopígio côncava; lobo externo do corpo dorsal do edeago     com ápice arredondado ou reto (Fig. 18) ......................... D. firmus sp. nov.

17.

Lobo mediano do clípeo com um par de chifres ou carena mediana dividida pelo     menos parcialmente, formando uma pequena concavidade ........................ 18
Lobo mediano do clípeo não modificado, carena mediana simples, sem chifres .. 23

18.

Lobo mediano do clípeo de chifres largos projetados para frente, sem carena     mediana; mandíbula bidentada com o dente superior amplo e com borda lisa     ......................................................................... D. mirabilis Evans, 1966
Lobo mediano do clípeo sem chifre, carena mediana totalmente ou parcialmente     dividida, formando uma pequena cavidade; mandíbula sem borda cortada .... 19

19.

Lobo mediano do clípeo com carena mediana parcialmente dividida ................. 20
Lobo mediano do clípeo com carena mediana totalmente dividida ................... 22

20.

Mandíbula com 4 dentes; carena occipital ausente em vista ventral, carena     subgenal ausente na área occipital ........................ D. cornutus Evans, 1964
Mandíbula com 3 dentes; carenas occipital e subgenal presentes .................. 21

21.

Processo tergal presente; dígito com estruturas em forma de franjas na parte     dorsal; edeago com ramo ventral mais longo do que o corpo dorsal (Figs.33-34)     .......................................................................... D. fimbriatus sp. nov.
Processo tergal ausente; dígito sem as estruturas descritas acima; edeago com     ramo ventral mais curto do que o corpo dorsal     (Figs.55- 56)..............................................................D. amplus sp. nov.

22.

Parâmero longo, por volta de 2x mais longo do que o basiparâmero, margem dorsal     com uma quina basal angulada; ramo ventral do edeago com margem interna     reta, sem filamento ......................................... D. caviclypeus Evans, 1969
Parâmero curto, tão longo quanto o basiparâmero, margem dorsal com uma quina     basal arredondada; ramo ventral do edeago com margem interna côncava na     metade apical, com um filamento mediano longo ..D. xanthopus Ashmead, 1893

23.

Processo tergal extremamente diminuto ou ausente; corpo dorsal do edeago com     dois pares de flagelos...(grupo incomptus) ............................................ 24
Processo tergal pequeno ou grande, mas claramente presente; corpo dorsal do     edeago sem flagelo ........................................................................... 25

24.

Ramo ventral do edeago com ápice agudo, corpo dorsal com flagelo liso; base do     edeago com projeção lateral não foliácea     .........................................................D. microtuberculatus Azevedo, 1999
Ramo ventral do edeago com ápice arredondado, corpo dorsal com flagelo     convertido em um dente diminuto; base do edeago com projeção lateral     foliácea .......................................................... D. incomptus Evans, 1964

25.

Lobo mediano do clípeo com um dente mediano longo, sem projeções laterais ou     dentes ........................................................................................... 26
Lobo mediano do clípeo trapezoidal, subtrapezoidal ou tridentado, dente mediano     sempre paralelo a projeções laterais ou dentes ...................................... 29

26.

Lobo externo do corpo dorsal do edeago com ápice curvado para baixo, margem     ventral com tufo de pêlos denso ........ D. scopatus Redighieri & Azevedo, 2004
Lobo externo do corpo dorsal do edeago com ápice reto, quando curvado, a     margem ventral não apresenta tufo de pêlos densos ............................... 27

27.

Ramo ventral do edeago laminar, com uma expansão apical em forma de asa     .................................................................. D. rettenmeyeri Evans, 1964
Ramo ventral do edeago tubular, com ápice amplo e arredondado (Fig.23)...(grupo     brasiliensis) ..................................................................................... 28

28.

Processo tergal com depressão pequena e circular; lobo externo do corpo dorsal     do edeago com projeção digiforme ...................... D. brasiliensis Kieffer, 1910
Processo tergal com depressão grande, rasa e circular; lobo externo do corpo     dorsal do edeago sem projeção digiforme (Fig. 24) .......... D. tubulatus sp.nov.

29.

Clípeo totalmente amplo, projetado anteriormente, lobo mediano mal definido ou     fracamente tridentado ....................................................................... 30
Clípeo com lobo mediano bem definido, trapezoidal ou subtrapezoidal .............. 44

30.

Processo tergal com um tufo de pêlos apresentando uma cerda lateral longa e     distinta...(grupo gilvipes) ................................................................... 31
Processo tergal com tufo de pêlos não apresentado cerda lateral .................. 34

31.

Ramo ventral do edeago bruscamente afilado no ápice......................................     .....................................................................D. bicerutus Azevedo, 2003
Ramo ventral do edeago afilando gradualmente no ápice .............................. 32

32.

Notáulice completa; corpo dorsal do edeago com ápice fino em vista lateral ........     .......................................................................... D. gilvipes Evans, 1979
Notáulice incompleta ou ausente; corpo dorsal do edeago com ápice arredondado     em vista lateral ................................................................................ 33

33.

Carena mediana do clípeo baixa em perfil; margem posterior do hipopígio reta;     ramo ventral do edeago com ápice arredondado ... D. krombeini Azevedo, 1999
Carena mediana do clípeo alta em perfil; margem posterior do hipopígio côncava;     ramo ventral do edeago com ápice agudo ....... D. alticlypeatus Azevedo, 2003

34.

Ramo ventral do edeago com três chifres apicais longos e conspícuos.................     ....................................................................... D. politus Ashmead, 1894
Ramo ventral do edeago sem chifres ........................................................ 35

35.

Parâmero amplo, margem apical emarginada; basivolsela com filamento longo;     ramo ventral do edeago com uma constrição forte no ápice...........................     ....................................................................... D. clypeatus Evans, 1954
Parâmero não tão amplo, ápice arredondado; basivolsela sem filamento; ramo     ventral do edeago com ápice não constrito ........................................... 36

36.

Disco pronotal marginado posteriormente por um carena delicada; ramo ventral do     edeago mais alto do que a cúspide e tão longo quanto o corpo dorsal.............     ....................................................................... D. archboldi Evans, 1969
Disco pronotal sem carena posterior; ramo ventral do edeago mais curto do que a     cúspide e o corpo dorsal .................................................................... 37

37.

Mandíbula com 4 dentes ........................................................................ 38
Mandíbula com 5 dentes ........................................................................ 39

38.

Ramo ventral do edeago mais curto do que o corpo dorsal.................................     .................................................................... D. confusus Ashmead, 1894
Ramo ventral do edeago tão ou mais longo do que o corpo dorsal (Figs. 47-48)     ............................................................................ D. peculiaris sp. nov.

39.

Processo tergal com depressão elíptica; lobo externo do corpo dorsal do edeago     com margem externa convexa .................................. D. collaris Evans, 1962
Processo tergal com depressão circular ou subcircular, quando elíptica, a margem     externa do lobo externo do corpo dorsal do edeago não é convexa ............ 40

40.

Processo tergal com tubérculo diminuto e voltado para fora; hipopígio com margem     posterior trilobada .................................................. D. trilobatus sp. nov.
Processo tergal não como descrito acima; hipopígio com margem côncava,     convexa ou reta ............................................................................... 41

41.

Processo tergal em forma de lamela, posicionado de forma diagonal no tergito II     (Fig. 30); parâmero da genitália com ápice bilobado (Figs. 31-32)...................     ........................................................................... D. lamellatus sp. nov.
Processo tergal não como descrito acima; parâmero da genitália com ápice reto,     arredondado ou agudo ....................................................................... 42

42.

Margem dorsal do parâmero com um espinho apical; corpo dorsal do edeago com     lobo externo laminar .......................................................................... 43
Margem dorsal do parâmero sem espinho apical; corpo dorsal do edeago com lobo     externo laminar, porém com uma concavidade na margem interna formando uma     concha ao redor do lobo interno (Fig. 29) ..................... D. differens sp. nov.

43.

Ramo ventral do edeago com metade apical tubular e bifurcada (Fig. 35).............     .............................................................................. D. magnus sp. nov.
Ramo ventral do edeago laminar e não bifurcado (Fig. 45)     ............................................................................ D. excellens sp. nov.

44.

Processo tergal com um par de depressões inclinadas e lineares. (grupo rufipalpis)     ..................................................................................................... 45
Processo tergal nunca linear, usualmente circular ....................................... 48

45.

Ramo ventral do edeago com uma dobra na margem interna com ápice bidentado     (Fig. 2) ................................................................. D. inclinatus sp. nov.
Ramo ventral do edeago sem dobra na margem interna ................................ 46

46.

Cubano ................................................................. D. ellipticus Evans, 1969
Continente da América Central e do Sul .................................................... 47

47.

Ramo ventral do edeago bem mais curto do que o corpo dorsal, metade apical     arqueada, ápice reto ............................................. D. infissus Evans, 1969
Ramo ventral do edeago tão longo quanto o corpo dorsal, metade apical sinuosa,     ápice fino mas arredondado .................................. D. rufipalpis Kieffer, 1910

48.

Tergito II do metassomo com um par de tubérculos com borda elevada, triangular     anteriormente e arredondada posteriormente...(grupo guttus) ................... 49
Tergito II do metassomo com par de tubérculos diferentes do descrito acima ... 50

49.

Depressão do processo tergal com quatro cerdas laterais distintas; parâmero com     margem dorsal reta; edeago com lobo externo do corpo dorsal com três dentes     direcionados para baixo, ramo ventral fino apicalmente e direcionado para     dentro da genitália .............................................. D. guttus Azevedo, 2003
Depressão do processo tergal sem as cerdas laterais distintas; parâmero com     margem dorsal côncava; edeago com lobo externo do corpo dorsal sem dentes     apicais, ramo ventral reto apicalmente ................ D. latimerus Azevedo, 2003

50.

Processo tergal com um par de tubérculos elípticos, com suas margens internas     cobertas por um esclerito translúcido, tubérculos hemisféricos...(grupo     hemisphaericus) .............................................................................. 51
Processo tergal diferente do descrito acima ............................................... 55

51.

Ramo ventral do edeago com uma expansão triangular apical, direcionada para     fora e para baixo .............................................................................. 52
Ramo ventral do edeago sem expansão apical ............................................ 53

52.

Ramo ventral do edeago com uma expansão triangular robusta, margem interna     côncava abaixo do ápice, superfície interna do lobo externo do corpo dorsal     com um dente apical direcionado para baixo ......... D. vampirus Azevedo, 2003
Ramo ventral do edeago com expansão triangular laminar, margem interna com     uma pequena concavidade abaixo do ápice, superfície interna do lobo externo     do corpo dorsal sem dente ....................... D. hemisphaericus Azevedo, 2003

53.

Ápice do ramo ventral do edeago com quatro dentes pontiagudos, lobo externo do     corpo dorsal com ápice amplo e uma constrição subapical     ...................................................................... D. ferocus Azevedo, 2003
Ápice do ramo ventral sem dentes, lobo externo do corpo dorsal com ápice não     tão amplo ....................................................................................... 54

54.

Edeago não muito amplo, ápice curvado para dentro, lobo externo do corpo dorsal     com superfície ondulada e margem ventral fortemente franjada, ramo ventral     estreito .......................................................... D. undatus Azevedo, 2003
Edeago muito amplo medianamente, lobo externo do corpo dorsal diferente do     descrito acima, ramo ventral amplo com metade apical distintamente mais     afilada.............................................................. D. gordus Azevedo, 2003

55.

Processo tergal com tubérculos ligeiramente voltados um para o outro ........... 56
Processo tergal com tubérculos, quando presentes, não direcionados um para o     outro ............................................................................................. 59

56.

Processo tergal com um par de depressões conspícuas, tubérculos grandes,     ocupando por volta de toda a depressão...(grupo strabus) ....................... 57
Processo tergal com um par de depressões ausentes ou rasas, tubérculos     pequenos, menores do que os descritos acima...(grupo tuberculatus) ........ 58

57.

Edeago com ramo ventral muito amplo, com ápice fortemente côncavo, ápice do     lobo externo do corpo dorsal pontiagudo e arqueado para baixo .....................     ...................................................................... D. strabus Azevedo, 2003
Edeago com ramo ventral estreito, com ápice arredondado, margem ventral do     lobo externo do corpo dorsal com uma série de dentes conspícuos..................     .................................................................... D. thysanus Azevedo, 2003

58.

Mandíbula com quatro dentes, parâmero muito amplo ... D. plaumanni Evans, 1964
Mandíbula com dois dentes, parâmero distintamente estreito apicalmente.............     ............................................................... D. tuberculatus Ashmead, 1894

59.

Processo tergal com depressão ovóide, inclinada, profunda e grande, por volta de     0,5x tão longa quanto o tergito II, borda geralmente pilosa...(grupo bicavatus)     ..................................................................................................... 60
Processo tergal com depressão menor do que a descrita acima, não tão grande,     borda sem pêlos ............................................................................... 61

60.

Mandíbula tridentada ................................................ D. falcatus Evans, 1962
Mandíbula bidentada ........................................................... Azevedo (2001)

61.

Parâmero 2x mais longo do que largo; ramo ventral do edeago bifurcado, processo     basal presente e com 2 a 5 dentes apicais (Fig. 52) ...... D. amplexus sp. nov.
Parâmero não tão longo; ramo ventral em lâmina única, processo basal ausente,     quando presente, não possui os dentes apicais ...................................... 62

62.

Processos tergais com um par de tubérculos conspícuos, com borda alta e tufo     denso de pêlos...(grupo conicus) ......................................................... 63
Processos tergais com um par de tubérculos pequenos ou ausentes ............... 74

63.

Basivolsela com uma fileira de cerdas grossas e conspícuas...............................     .................................................... D. laminaris Redighieri & Azevedo, 2004
Basivolsela sem a fileira de cerdas ........................................................... 64

64.

Lobo externo do corpo dorsal do edeago com estruturas em forma de pequenas     verrugas ..................................... D. verrucosus Redighieri & Azevedo, 2004
Lobo externo do corpo dorsal do edeago sem verrugas ................................ 65

65.

Ramo ventral do edeago com ápice bipartido em forma de H..............................     ..................................................... D. h-ramus Redighieri & Azevedo, 2004
Ramo ventral do edeago com ápice único, ou quando bipartido, não exibe a forma     de um H ......................................................................................... 66

66.

Processos tergais com um par de depressões ovóides, com margem anterior     subangulada em vista posterior ........................... D. connubialis Evans, 1966
Processos tergais com um par de depressões circulares ou subcirculares, quando     ovóide, não apresenta a margem anterior subangulada ............................ 67

67.

Ramo ventral do edeago com metade apical translúcida e fina, ápice com duas     expansões em forma de chifres, ápice com constrição subapical, margem     interna com expansão serreada ......................... D. cervoides Azevedo, 2003
Ramo ventral do edeago sem as expansões descritas acima .......................... 68

68.

Ramo ventral do edeago com margem externa apresentando uma angulação     mediana forte, fazendo com que os ápices se sobreponham, ramo fino com     ápice amplo e arredondado em vista lateral ............. D. manus Azevedo, 2003
Ramo ventral do edeago reto ou não fortemente angulado na parte mediana, não     sobrepondo os ápices ........................................................................ 69

69.

Ápice do parâmero com espinhos internos; ramo ventral do edeago com metade     apical distintamente mais estreita ............................. D. filus Azevedo, 2003
Ápice do parâmero sem espinhos internos; ramo ventral do edeago com metade     apical sem estreitamento distinto ........................................................ 70

70.

Basivolsela com expansão grande, ampla e arredondada, direcionada para cima na     margem interna; ramo ventral do edeago com margem ventral apresentando     invaginação mediana profunda, lobo externo do corpo dorsal com margem     dorsal fortemente cônica em vista lateral, margem ventral com dois dentes     grandes e longos ............................................... D. conicus Azevedo, 2003
Basivolsela sem expansão; ramo ventral do edeago sem invaginação, lobo externo     do corpo dorsal com margem dorsal não cônica em vista lateral, margem     ventral com no máximo um dente grande .............................................. 71

71.

Margem ventral do lobo externo do corpo dorsal do edeago com um dente apical     grande e longo, direcionado para baixo ................................................. 72
Margem ventral do lobo externo do corpo dorsal do edeago sem dentes apicais. 73

72.

Corpo dorsal do edeago com um par de processos basais apresentando dois     dentes longos e pontiagudos, ramo ventral reto ...... D.spinosus Azevedo, 2003
Corpo dorsal do edeago sem processo basal, ramo ventral angulado medianamente     .................................................................... D. umbilicus Azevedo, 2003

73.

Ápice do ramo ventral do edeago arredondado e dilatado, ápice do corpo dorsal     arredondado com margem ventral totalmente serreada.................................     ................................................................ D. curviventris Azevedo, 2004
Ápice do ramo ventral do edeago côncavo e não dilatado, ápice do corpo dorsal     muito amplo em vista lateral, com margem ventral irregularmente serreada.......     ................................................................... D. truncatus Azevedo, 2004

74.

Mandíbula com dois dentes ..................................................................... 75
Mandíbula com três ou quatro dentes ....................................................... 81

75.

Processo tergal inconspícuo, com pequeno tufo de pêlos ou depressão pequena e     muito rasa ...................................................................................... 76
Processo tergal conspícuo, com tamanho de tufo de pêlos medianos .............. 78

76.

Ápice do lobo externo do corpo dorsal do edeago com margem ventral serreada,     presença de filamento longo entre o par de lobo externo (Fig. 50)..................     ............................................................................ D. bahiensis sp. nov.
Ápice do lobo externo do corpo dorsal do edeago com margem ventral não     serreada, quando serreada, sem o filamento entre o par de lobos externos .. 77

77.

Metade apical do ramo ventral do edeago como um filamento longo e fino; margem     ventral do corpo dorsal serreada ....................... D. microstictus Evans, 1969
Metade apical do ramo ventral do edeago fina, mas não como um filamento;     margem ventral do corpo dorsal não serreada ...........D. mendicus Evans, 1969

78.

Parâmero com base 3x mais larga do que o ápice; margem ventral do ramo ventral     do edeago com uma projeção subquadrada na metade apical (Fig. 53)     .............................................................................. D. elegans sp. nov.
Parâmero e ramo ventral diferentes dos descritos acima .............................. 79

79.

Processo tergal com depressão ovóide, mais ampla do que longa, com margem     anterior subangulada em vista posterior; edeago com um par de processos     basais tridentados ............................................ D. connubialis Evans, 1966
Processo tergal com depressão circular, margem anterior não subangulada em     vista posterior; edeago sem o par de processos basais...(grupo punctatus).. 80

80.

Dígito grande, amplo e fortemente arqueado para baixo; margem externa do ramo     ventral do edeago reta; lobo externo do corpo dorsal do edeago sem filamentos     ............................................................................. D. napo Evans, 1970
Dígito diferente do descrito acima; margem externa do ramo ventral do edeago     côncava; lobo externo do corpo dorsal do edeago com um par de filamentos     longos e delicados .......................................... D. punctatus (Kieffer, 1910)

81.

Mandíbula com três dentes ..................................................................... 82
Mandíblua com quatro dentes ................................................................. 84

82.

Margem posterior do hipopígio fortemente invaginada, edeago com corpo dorsal     terminando em quatro pares de lobos apicais ............ D. puteolus Evans, 1969
Margem posterior do hipopígio reta, edeago com corpo dorsal dividido em dois     pares de lobos apicais ....................................................................... 83

83.

Edeago com corpo dorsal terminando em três ganchos fortes.............................     ...................................................................... D. chiapanus Evans, 1962
Edeago com corpo dorsal não apresentando ganchos (Fig. 41)...........................     ..................................................................... D. amplifoveatus sp. nov.

84.

Processo tergal diminuto; lobo externo do corpo dorsal do edeago com uma     projeção horizontal em forma de máscara (Fig. 44) ..... D. personatus sp. nov.
Processo tergal grande; lobo externo do corpo dorsal do edeago sem projeção em     forma de máscara ............................................................................. 85

85.

Processos tergais com depressões profundas, grandes e circulares, com um tufo     denso de pêlos; edeago com ramo ventral estreitando para um ápice agudo,     corpo dorsal com um par de lobos apicais ................ D. fungosus Evans, 1979
Processos tergais com depressões pequenas, tufo de pêlos pequenos; edeago     com ramo ventral amplo, ápice truncado e obliquo, corpo dorsal com dois pares     de lobos apicais, o par dorsal curto e angulado medianamente.......................     ......................................................................... D. nanellus Evans, 1969

Grupo linearis
Dissomphalus completus
Azevedo, 1999

Dissomphalus completus Azevedo, 1999a: 338.

Esta espécie era estritamente amazônica, sendo conhecida apenas para o estado do Pará. Agora ela é registrada aqui pela primeira vez para a Mata Atlântica Brasileira, no estado da Bahia.

Material examinado. BRASIL, 1 macho, Bahia, Ilhéus, Mata Esperança, 14º46'S 39º04'W, 18-21.v.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Grupo longiclypeus
Dissomphalus gigantus
Azevedo, 1999

Dissomphalus gigantus Azevedo, 1999a: 341.

Esta espécie é amplamente distribuída no Brasil (Azevedo, 1999a), sendo aqui citada pela primeira vez para os estados do Alagoas, Espírito Santo e Santa Catarina, e com a adição de mais alguns exemplares para o Paraná e São Paulo.

Nesta série, os indivíduos do Norte para o Sul tendem a ter o vértice da cabeça com cantos mais angulados. Os espécimes do Espírito Santo (Santa Teresa) podem ter a fronte e o tórax mais ou menos polidos e com poucas ou muitas pontuações. Alguns exemplares de Alagoas e do Paraná possuem a cabeça bem desenvolvida na porção atrás do olho; outras variações como cabeça mais estreita e corpo dorsal do edeago mais recurvado são observadas também nos indivíduos de Alagoas.

Material examinado. BRASIL, 2 machos, Alagoas, Quebrangulo, Reserva Biológica da Pedra Talhada, 09º14'54''S 36º25'32''W, 08-14.ix.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-12.iv.2001, 10 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); São Paulo, Ribeirão Grande, Parque Estadual de Intervales, 24º18'16''S 48º21'53''W, 10-16.xii.2000, 17 machos, armadilha Malaise, 2 machos, varredura, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 01 macho, Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 10-13.iv.2002, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); Santa Catarina, São Bento do Sul, CEPA-Rugendas, 26º19'25.6''S 49º18'26.5''W, 13-19.x.2001, 3 machos, armadilha Malaise, 3 machos, armadilha Möricke, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus scamatus Azevedo, 1999

Dissomphalus scamatus Azevedo, 1999a: 343.

Esta espécie era conhecida somente para o estado do Paraná, e agora é citada pela primeira vez para o Espírito Santo e São Paulo.

Material examinado. BRASIL, 3 machos, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-09.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); São Paulo, 10 machos, Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W, 30.iii-05.iv.2001, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); 3 machos, Ribeirão Grande, Parque Estadual de Intervales, 24º18'16''S 48º21'53''W, 10-16.xii.2000, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP).

Grupo ulceratus
Dissomphalus concavatus
Azevedo, 1999

Dissomphalus concavatus Azevedo, 1999a: 346.

Esta espécie era registrada para os estados do Espírito Santo, Distrito Federal, São Paulo e Paraná e agora citada pela primeira vez para Alagoas.

Nesta série, os espécimes podem apresentar fronte com pontuações mais fortes ou fracas, clípeo com lobo mediano trapezoidal (Espírito Santo e São Paulo); processo tergal com depressão menor ou maior, rasa ou profunda, com tufo de pêlos grandes ou pequenos sendo que não há um padrão por localidade; alguns exemplares de São Paulo (Ribeirão Grande) apresentam manchas sobre o processo tergal. Os indivíduos do Norte para o Sul tendem a ter um aumento no comprimento do corpo dorsal do edeago, sendo o Espírito Santo (Santa Teresa) o local com os espécimes com características intermediárias.

Trata-se de uma espécie próxima a D. rectilineus Azevedo, 1999 pelas várias características estruturais compartilhadas e distribuição geográfica semelhante (Figs. 57 e 58), já que, na Mata Atlântica, esta espécie está registrada, nas mesmas localidades onde D. rectilineus Azevedo, 1999 se encontra; porém, ela não está presente em todas as localidades em que D. rectilineus foi registrado.

Material examinado. BRASIL, 2 machos, Alagoas, Quebrangulo, Reserva Biológica da Pedra Talhada, 09º14'54''S 36º25'32''W, 08-14.ix.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-12.iv.2001, 58 machos, armadilha Malaise, 6 machos, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); São Paulo, 2 machos, Ubatuba, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, 23º21'43''S 44º49'22''W, armadilha Malaise, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP); 1 macho, Peruíbe, Estação Ecológica Juréia-Itatins, 24º31'06''S 47º12'06''W, 03.v.2002, armadilha Malaise, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus rectilineus Azevedo, 1999

Dissomphalus rectilineus Azevedo, 1999a: 347.

Esta espécie é amplamente distribuída na Mata Atlântica. Era conhecida para o Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, sendo agora citada pela primeira vez para os estados da região Nordeste do Brasil – Pernambuco, Alagoas e Bahia, e para o estado de Santa Catarina no sul.

Santa Teresa (ES) e Salesópolis (SP) foram as localidades de maior abundância e também de maior variação estrutural entre os espécimes estudados.

Alguns padrões de variação foram observados nos indivíduos do Norte para o Sul como: diminuição da profundidade da depressão do processo tergal, sendo que os exemplares de São Paulo possuem formas e tamanhos intermediários, e aumento do dente mediano do clípeo. Além destes padrões, outras variações pontuais puderam ser observadas: clípeo com lobo mediano subtrapezoidal nos espécimes de Pernambuco e Alagoas; pontuações da fronte mais fracas e vértice menos angulado nos indivíduos da Bahia. Alguns exemplares de Santa Teresa possuem a margem posterior do hipopígio ligeiramente côncava, lembrando D. concavatus. O tamanho da depressão e do tufo de pêlos do processo tergal varia de região para região ou dentro de uma mesma população. Os indivíduos dos estados mais ao norte da Mata Atlântica possuem corpo dorsal do edeago com ápice agudo e angulado, enquanto aqueles pertencentes ao estados situados mais ao Sul, apresentam o corpo dorsal com ápice arredondado angulado. Os caráteres diagnósticos que diferem D. concavatus Azevedo, 1999 das outras espécies do grupo, segundo Azevedo (1999a), são: parâmero com margem dorsal muito desenvolvida e ápice amplo com quatro dentes pequenos e arredondados, e margem posterior do hipopígio com uma concavidade acentuada. Porém estes caráteres foram observados individualmente em alguns exemplares de D. rectilineus, o que demonstra a necessidade de um estudo de caso mais detalhado a respeito das espécies que compõem este grupo.

Material examinado. BRASIL, Pernambuco, Recife, Parque Dois Irmãos, 08º00'37.7''S 34º56'31''W, 17-23.viii.2002, 2 machos, armadilha Malaise, 4 machos, varredura, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); Alagoas, Quebrangulo, Reserva Biológica da Pedra Talhada, 09º14'54''S 36º25'32''W, 08-14.ix.2002, 8 machos, armadilha Malaise, 2 machos, varredura, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); Bahia, 10 machos, Ilhéus, Mata Esperança, 14º46'S 39º04'W, 15-21.v.2002, armadilha Malaise, A. M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); Porto Seguro, Estação Ecológica Pau-Brasil, 16º23'17.6''S 39º10'55''W, 17-20.v.2002, 4 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-12.iv.2001, 135 machos, armadilha Malaise, 4 machos, armadilha Möricke, 140 machos, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); Rio de Janeiro, Santa Maria Madalena, Parque Estadual de Desengano, 21º59'03''S 41º57'08''W, 16-19.iv.2002, 4 machos, armadilha Malaise, 01 macho, varredura, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); 19 machos, Nova Iguaçu, Reserva Biológica de Tinguá, 22º34'S 43º26'W, 05-11.iii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); São Paulo, 3 machos, Ubatuba, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, 23º21'43''S 44º49'22''W, 21-27.i.2002, armadilha Malaise, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP); Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W, 30.iii-05.iv.2001, 42 machos, armadilha Malaise, 1 macho, armadilha Möricke, 7 machos, varredura, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); Ribeirão Grande, Parque Estadual de Intervales, 24º18'16''S 48º21'53''W, 10-16.xii.2000, 5 machos, armadilha Malaise, 3 machos, varredura, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); Peruíbe, Estação Ecológica Juréia-Itatins, 24º31'06''S 47º12'06''W, 05-06.v.2002, 4 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP); Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 07-13.iv.2002, 8 machos, armadilha Malaise, 5 machos, varredura, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); Santa Catarina, São Francisco do Sul, CEPA-Vila da Glória, 26º13'40''S 48º40'49.1''W, 17-20.x.2001, 1 macho, armadilha Malaise, 1 macho,varredura, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Grupo vallensis
Dissomphalus bifurcatus
Azevedo, 1999

Dissomphalus bifurcatus Azevedo, 1999a: 322.

Esta espécie era estritamente amazônica, sendo conhecida somente para o estado do Pará; e agora é registrada pela primeira vez tanto para a Mata Atlântica como para os estados da Paraíba, Alagoas e Sergipe.

Material examinado. BRASIL, 4 machos, Paraíba, João Pessoa, Mata do Buraquinho, 07º08'25''S 34º51'38''W, 25-31.vii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); Alagoas, Quebrangulo, Reserva Biológica da Pedra Talhada, 09º14'54''S 36º25'32''W, 08-11.ix.2002, 17 machos, armadilha Malaise, 1 macho, armadilha Möricke, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); Sergipe, Santa Luzia do Itanhy, Crasto, 11º22'37.4''S 37º24'50.3''W, 29.vii-04.viii.2001, 9 machos, armadilha Malaise, 5 machos, varredura, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus extrarramis Azevedo, 1999

Dissomphalus extrarramis Azevedo, 1999a: 320.

Esta espécie era registrada para os estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo; e agora é citada pela primeira vez para a Bahia e Paraná.

Nesta série, alguns exemplares do Paraná (Morretes) apresentam corpo dorsal do edeago com um dente no ápice e nos indivíduos observados nesta e outras localidades a projeção larga e subquadrática descrita por Azevedo (1999a) apresenta-se com um dente ventral coberto por parte do lobo interno. Além disto, foram observadas as mesmas variações já citadas por Azevedo (1999a).

Material examinado. BRASIL, 1 macho, Bahia, Ilhéus, Mata Esperança, 14º46'S 39º04'W, 18-21.v.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); 11 machos, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-12.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); 1 macho, Rio de Janeiro, Santa Maria Madalena, Parque Estadual de Desengano, 21º59'03''S 41º57'08''W, 16-19.iv.2002, armadilha Möricke, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); 56 machos, Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 07-13.iv.2002, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus strictus Azevedo, 1999

Dissomphalus strictus Azevedo, 1999a: 325.

Esta espécie tem distribuição restrita aos estados do Paraná e São Paulo, e agora mais espécimes são adicionados para São Paulo.

Material examinado. BRASIL, São Paulo, Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W, 30.iii-05.iv.2001, 3 machos, armadilha Malaise, 1 macho, armadilha Möricke, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP).

Grupo conicus
Dissomphalus conicus
Azevedo, 2003

Dissomphalus conicus Azevedo, 2003: 32.

Esta espécie é amplamente distribuída na Mata Atlântica, sendo registrada para os estados do Ceará, Pernambuco, Distrito Federal, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Neste estudo, exemplares novos são adicionados para o Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, e citações novas são feitas para Alagoas e Bahia.

Nesta série, os exemplares da Bahia apresentam o corpo dorsal do edeago com a margem ventral do lobo externo toda denteada, sem divisão de dente apical e subapical como é descrito para a série tipo.

Material examinado. BRASIL, 31 machos, Alagoas, Quebrangulo, Reserva Biológica da Pedra Talhada, 09º14'54''S 36º25'32''W, 08-14.ix.2002, armadilha malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); 3 machos, Bahia, Sapiranga, Reserva de Sapiranga, 12º33'36.4''S 38º02'57.2''W, 19-25.vii.2001, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 5 machos, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-12.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); Rio de Janeiro, Santa Maria Madalena, Parque Estadual de Desengano, 21º59'03''S 41º57'08''W, 16-20.iv.2002, 1 macho, armadilha Malaise, 2 machos, varredura, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); Nova Iguaçu, Reserva Biológica de Tinguá, 22º34'S 43º26'W, 05-11.iii.2002, 3 machos, armadilha Malaise, 1 macho, armadilha Möricke, 1 macho, varredura, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); 2 machos, São Paulo, Ubatuba, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, 23º21'43''S 44º49'22''W, 24-27.i.2002, armadilha Malaise, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP); 1 macho, Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 08-11.iv.2002, armadilha Möricke, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus h-ramus Redighieri & Azevedo, 2004

Dissomphalus h-ramus Redighieri & Azevedo, 2004: 330.

Esta espécie é conhecida apenas para o Espírito Santo; e agora, espécimes novos são adicionados para a localidade tipo, além de uma citação nova para a Bahia, Paraná e Santa Catarina.

Nesta série, os espécimes do Paraná e Santa Catarina apresentam genitália com a margem dorsal do parâmero com uma reentrância pequena apical e margem ventral do lobo externo do corpo dorsal do edeago com apenas um dente, diferente dos indivíduos da série tipo que não possuem esta reentrância e apresentam dois dentes na margem ventral do lobo externo do corpo dorsal.

Material examinado. BRASIL, 1 macho, Bahia, Porto Seguro, Estação Ecológica Pau Brasil, 16º23'17.6''S 39º10'55''W, 20.v.2002, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-12.iv.2001, 55 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); 1 macho, Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 10-13.iv.2002, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 1 macho, Santa Catarina, São Bento do Sul, CEPA-Rugendas, 26º19'25.6''S 49º18'26.5''W, 13-16.x.2001, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus laminaris Redighieri & Azevedo, 2004

Dissomphalus laminaris Redighieri & Azevedo, 2004: 331.

Esta espécie é conhecida apenas na localidade tipo no estado do Espírito Santo; e agora espécimes novos são adicionados tanto para a localidade tipo quanto para outra localidade dentro do estado, e citações novas são feitas para Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e São Paulo.

Nesta série, todos os exemplares possuem mandíbula tridentada, diferente da série tipo que apresenta mandíbula bidentada. São observadas também outras variações como mesossomo e metassomo mais claros, processos tergais mais próximos, depressões profundas ou rasas e tufos de pêlos mais ou menos densos.

Material examinado. BRASIL, 8 machos, Paraíba, João Pessoa, Mata do Buraquinho, 07º08'25''S 34º51'38''W, 25-31.vii.2002, armadilha Malaise, S.P.T. Amarante e eq. col. (MZSP); 8 machos, Pernambuco, Recife, Parque Dois Irmãos, 08º00'37.7''S 34º56'31''W, 17-23.vii.2002, armadilha Malaise, S.P.T. Amarante e eq. col. (MZSP); Alagoas, Quebrangulo, Reserva Biológica da Pedra Talhada, 09º14'54''S 36º25'32''W, 08-14.ix.2002, 4 machos, armadilha Malaise, 2 machos, varredura, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); 1 macho, Sergipe, Santa Luzia do Itanhy, Crasto, 11º22'37.4''S 37º24'50.3''W, 01-04.viii.2001, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); Bahia, Sapiranga, Reserva de Sapiranga, 12º33'36.4''S 38º02'57.2''W,19-25.vii.2001, 6 machos, armadilha Malaise, 15 machos, varredura, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 3 machos, Ilhéus, Mata Esperança, 14º46'S 39º04'W, 15-21.v.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); 1 macho, Porto Seguro, Estação Ecológica Pau Brasil, 16º23'17.6''S 39º10'55''W, 20.v.2002, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); Espírito Santo, 1 macho, Sooretama, Reserva Biológica de Sooretama, 19º00'11.5''S 40º07'08''W, 22.iii.2002. varredura, C. O. Azevedo e eq. col. (MZSP); Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-12.iv.2001, 7 machos, armadilha Malaise, 12 machos, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); 2 machos, São Paulo, Ribeirão Grande, Parque Estadual de Intervales, 24º18'16''S 48º21'53''W, 10-13.xii.2000, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus manus Azevedo, 2003

Dissomphalus manus Azevedo, 2003: 35.

Esta espécie foi descrita para o Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina; e agora exemplares novos são adicionados para estes três estados, além de citações novas para Alagoas, Sergipe, onde foi registrada a maior abundância, Rio de Janeiro e São Paulo.

Nesta série, alguns espécimes de Sergipe apresentam processos tergais mais distantes em relação aos das outras localidades; e em Sergipe, alguns indivíduos possuem genitália com o corpo dorsal do edeago com três dentes ao invés de dois dentes.

Material examinado. BRASIL, 7 machos, Alagoas, Quebrangulo, Reserva Biológica da Pedra Talhada, 09º14'54''S 36º25'32''W, 08-14.ix.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); Sergipe, Santa Luzia do Itanhy, Crasto, 11º22'37.4''S 37º24'50.3''W, 29.vii-04.viii.2001, 22 machos, armadilha Malaise, 3 machos, varredura, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 1 macho, Espírito Santo, Sooretama, Reserva Biológica de Sooretama, 19º00'11.5''S 40º07'08''W, 21-24.iii.2002, armadilha Möricke, C. O. Azevedo e eq. col. (MZSP); 3 machos, Rio de Janeiro, Santa Maria Madalena, Parque Estadual de Desengano, 21º59'03''S 41º57'08''W, 16-22.iv.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP), 1 macho, São Paulo, Ribeirão Grande, Parque Estadual de Intervales, 24º18'16''S 48º21'53''W, 10-13.xii.2000, armadilha Malaise, M. T. Tavares e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus umbilicus Azevedo, 2003

Dissomphalus umbilicus Azevedo, 2003: 39.

Esta espécie é conhecida para o Distrito Federal, São Paulo e Paraná; agora é registrada pela primeira vez para Santa Catarina e Espírito Santo, além de espécimes novos serem adicionados para o estado de São Paulo.

Material examinado. BRASIL, 1 macho, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 11.iv.2001, varredura, C. O. Azevedo e eq. col. (MZSP); São Paulo, Ribeirão Grande, Parque Estadual de Intervales, 24º18'16''S 48º21'53''W, 10-16.xii.2000, 15 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 3 machos, Santa Catarina, São Francisco do Sul, CEPA-Vila da Glória, 26º13'40''S 48º40'49.1''W, 14-20.x.2001, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus verrucosus Redighieri & Azevedo, 2004

Dissomphalus verrucosus Redighieri & Azevedo, 2004: 330.

Neste estudo, exemplares novos são acrescentados à localidade tipo no estado do Espírito Santo e um único espécime é registrado para São Paulo.

Nesta série, alguns exemplares possuem a depressão do processo tergal mais profunda, circular em um indivíduo de São Paulo e com cerdas grossas e conspícuas na borda externa da depressão.

Material examinado. BRASIL, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-12.iv.2001, 7 machos, armadilha Malaise, 9machos, varredura, C. O. Azevedo e eq. col. (MZSP); 1 macho, São Paulo, Ubatuba, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, 23º21'43''S 44º49'22''W, 24-27.i.2002, armadilha Malaise, N. W. Perioto e eq. col. (MZSP).

Grupo gilvipes
Dissomphalus alticlypeatus
Azevedo, 2003

Dissomphalus alticlypeatus Azevedo, 2003: 23.

Esta espécie foi descrita para Pernambuco; agora é registrada pela primeira vez para os estados do Espírito Santo e São Paulo.

Material examinado. BRASIL, 3 machos, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-12.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); São Paulo, Ubatuba, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, 23º21'43''S 44º49'22''W, 24-27.i.2002, 2 machos, armadilha Malaise, 2 machos, varredura, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus bicerutus Azevedo, 2003

Dissomphalus bicerutus Azevedo, 2003: 23.

Esta espécie é descrita originalmente para o Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná; agora são registradas reincidências para estes três estados, além de citações novas para Alagoas, Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina; tornando esta espécie amplamente distribuída na Mata Atlântica.

Os indivíduos desta série apresentam algumas variações como: notáulice presente no terço apical do mesoscuto nos exemplares do Paraná e Santa Catarina, vértice reto a ligeiramente côncavo em Alagoas, Espírito Santo e São Paulo, depressão circular em alguns dos espécimes que estão presentes em quase todas as localidades e no Rio de Janeiro, alguns exemplares possuem genitália com o ápice do parâmero mais estreito e base mais larga. Há uma tendência na diminuição do tamanho corporal dos indivíduos do norte para o sul.

Material examinado. BRASIL, Alagoas, Quebrangulo, Reserva Biológica da Pedra Talhada, 09º14'54''S 36º25'32''W, 08-14.ix.2002, 8 machos, armadilha Malaise, 1 macho, armadilha Möricke, 1 macho, varredura, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); Bahia, 1 macho, Ilhéus, Mata Esperança, 14º46'S 39º04'W, 18-21.v.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); 1 macho, Porto Seguro, Estação Ecológica Pau Brasil, 16º23'17.6''S 39º10'55''W, 20.v.2002, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-12.iv.2001, 23 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); Rio de Janeiro, Santa Maria Madalena, Parque Estadual de Desengano, 21º59'03''S 41º57'08''W, 16-22.iv.2002, 3 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); 1 macho, Nova Iguaçu, Reserva Biológica de Tinguá, 22º34'S 43º26'W, 05-08.iii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); São Paulo, Ubatuba, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, 23º21'43''S 44º49'22''W, 21-27.i.2002, 5 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP); 2 machos, Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W, 30.iii-02.iv.2001, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); 4 machos, Ribeirão Grande, Parque Estadual de Intervales, 24º18'16''S 48º21'53''W, 10-13.xii.2000, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 8 machos, Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 10-13.iv.2002, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); Santa Catarina, São Francisco do Sul, CEPA-Vila da Glória, 26º13'40''S 48º40'49.1''W, 13-19.x.2001, 1 macho, armadilha Malaise, 4 machos, armadilha Möricke, A. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus gilvipes Evans, 1979

Dissomphalus gilvipes Evans, 1979: 283.

Trata-se de uma espécie amplamente distribuída na América do Sul (Azevedo, 1999b) e nas matas brasileiras, incluindo Floresta Amazônica e Mata Atlântica. Agora ela é citada pela primeira vez para Alagoas e Sergipe, e reincidente para o Espírito Santo.

Nesta série, ao contrário de D. bicerutus Azevedo, 2003, há uma tendência no aumento do tamanho corporal dos indivíduos do norte para o sul. Além disso, foram observadas algumas variações pontuais, principalmente nos estados de Alagoas e Sergipe, onde esta espécie foi mais abundante, como: depressões do processo tergal mais rasas e próximas entre si e com tubérculo inconspícuo.

Material examinado. BRASIL, Alagoas, Quebrangulo, Reserva Biológica da Pedra Talhada, 09º14'54''S 36º25'32''W, 08-14.ix.2002, 10 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); Sergipe, Santa Luzia do Itanhy, Crasto, 11º22'37.4''S 37º24'50.3''W, 29.vii-04.viii.2001, 7 machos, armadilha Malaise, 2 machos, varredura, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 4 machos, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-12.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus krombeini Azevedo, 1999

Dissomphalus krombeini Azevedo, 1999c: 52.

D. krombeini foi descrita para os Estados Unidos (Flórida) e citada pela primeira vez para a região neotropical por Azevedo (2003). Neste mesmo trabalho, ela foi citada para o Brasil no Distrito Federal, Espírito Santo, São Paulo e Paraná; agora espécimes novos são adicionados para todos estes estados, exceto Distrito Federal, e ocorre um registro novo para Santa Catarina.

É característico desta espécie uma gama ampla de variações (Azevedo, 2003), nesta série os indivíduos apresentam variações da notáulice e cor do metassomo em concordância com Azevedo (1999c e 2003), além da depressão do processo tergal em forma circular.

Material examinado. BRASIL, 1 macho, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-09.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); São Paulo, Ubatuba, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, 23º21'43''S 44º49'22''W, 22-27.i.2002, 1 macho, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP); Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W, 30.iii-04.iv.2001, 5 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); Ribeirão Grande, Parque Estadual de Intervales, 24º18'16''S 48º21'53''W, 10-16.xii.2000, 6 machos, armadilha Malaise, 2 machos, varredura, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); Peruíbe, Estação Ecológica Juréia-Itatins, 24º31'06''S 47º12'06''W, 30.iv-07.v.2002, 1 macho, armadilha Malaise, 1 macho, armadilha Möricke, 11 machos, varredura, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP); 1 macho, Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 08-11.iv.2002, armadilha Möricke, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 1 macho, Santa Catarina, São Francisco do Sul, CEPA-Vila da Glória, 26º13'40''S 48º40'49.1''W, 14-17.x.2001, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); São Bento do Sul, CEPA-Rugendas, 26º19'25.6''S 49º18'26.5''W, 13-19.x.2001, 5 machos, armadilha Malaise, 2 machos, varredura, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Grupo hemisphaericus
Dissomphalus gordus
Azevedo, 2003

Dissomphalus gordus Azevedo, 2003: 46.

Neste trabalho, esta espécie é registrada pela primeira vez para o Espírito Santo e Santa Catarina, e exemplares novos são adicionados para os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

Em todas as localidades onde esta espécie foi encontrada, os espécimes podem apresentar vértice ligeiramente côncavo e com cantos arredondados, depressão do processo tergal pequena e profunda ou grande e rasa. Em alguns exemplares do Rio de Janeiro e São Paulo a cabeça é mais desenvolvida atrás dos olhos e, em indivíduos provenientes do Espírito Santo, o corpo dorsal do edeago pode ser mais alto, ou não, do que o parâmero.

Material examinado. BRASIL, 2 machos, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 07.iv.2001, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); 5 machos, Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Reserva Biológica de Tinguá, 22º34'S 43º26'W,05-08.iii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); São Paulo, Ubatuba, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, 23º21'43''S 44º49'22''W, 21-27.i.2002, 11 machos, armadilha Malaise, 3 machos, varredura, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP); 8 machos, Ribeirão Grande, Parque Estadual de Intervales, 24º18'16''S 48º21'53''W, 10-16.xii.2000, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 07-13.iv.2002, 6 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); Santa Catarina, São Bento do Sul, CEPA-Rugendas, 26º19'25.6''S 49º18'26.5''W, 13-19.x.2001, 6 machos, armadilha Malaise, 3 machos, armadilha Möricke, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus undatus Azevedo, 2003

Dissomphalus undatus Azevedo, 2003: 46.

Neste estudo, esta espécie foi observada apenas para o Espírito Santo, constituindo primeira citação para este estado.

Material examinado. BRASIL, 6 machos, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-09.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP).

Grupo laticephalus
Dissomphalus cristatus
Redighieri & Azevedo, 2004

Dissomphalus cristatus Redighieri & Azevedo, 2004: 331.

Esta espécie é conhecida somente pelo tipo coletado no Espírito Santo, e agora é registrada pela primeira vez para os estados de São Paulo e Paraná.

Os espécimes encontrados em São Paulo e no Paraná apresentam genitália com a margem dorsal do parâmero com a metade apical côncava e metade basal reta, diferente da espécie tipo que apresenta esta margem totalmente côncava.

Material examinado. BRASIL, 1 macho, São Paulo, Ubatuba, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, 23º21'43''S 44º49'22''W, 22.i.2002, varredura, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP); Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 09-13.iv.2002, 1 macho, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus laticephalus Azevedo, 2003

Dissomphalus laticephalus Azevedo, 2003: 17.

Esta espécie é conhecida apenas pelo tipo encontrado em São Paulo; agora, espécimes novos são registrados para este estado. Nesta série, alguns indivíduos apresentam vértice côncavo e notáulice completa.

Material examinado. BRASIL, 7 machos, São Paulo, Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W, 30.iii-02.iv.2001, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus lobicephalus Azevedo, 2003

Dissomphalus lobicephalus Azevedo, 2003: 14.

Esta espécie é conhecida apenas para São Paulo, e agora é citada pela primeira vez para Santa Catarina e Paraná, além de espécimes novos serem adicionados para São Paulo.

Algumas variações são aqui registradas para esta espécie como: clípeo com carena mediana alta nos exemplares de São Paulo e Santa Catarina e lobo mediano do clípeo mais desenvolvido do que os lobos laterais nos exemplares de São Paulo e Paraná. Em Santa Catarina, alguns indivíduos possuem mandíbula tridentada, enquanto outros apresentam mandíbula com dois dentes arredondados e separados, e os lobos do vértice não tão evidentes quanto na série tipo. Alguns espécimes de São Paulo apresentam genitália com a margem interna do ramo ventral do edeago sem angulação mediana.

Material examinado. BRASIL, São Paulo, Ribeirão Grande, Parque Estadual de Intervales, 24º18'16''S 48º21'53''W, 12-16.xii.2000, 1 macho, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 1 macho, Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 07-10.iv.2002, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 3 machos, Santa Catarina, São Bento do Sul, CEPA-Rugendas, 26º19'25.6''S 49º18'26.5''W, 13-19.x.2001, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Grupo punctatus
Dissomphalus napo
Evans, 1979

Dissomphalus napo Evans, 1979: 278, 282.

No Brasil, esta espécie foi registrada para a Floresta Amazônica no estado do Amazonas, e depois por Azevedo (2003) para os estados do Acre e Mato Grosso. Redighieri & Azevedo (2004) citaram esta espécie pela primeira vez para a Mata Atlântica no Espírito Santo; e agora mais exemplares são adicionados para este estado e registros novos são apresentados para Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Sugerindo que esta espécie tenha uma distribuição restrita ao Norte da Mata Atlântica.

Material examinado. BRASIL, 2 machos, Paraíba, João Pessoa, Mata do Buraquinho, 07º08'25''S 34º51'38''W, 25-28.vii.2002, armadilha Malaise, S.P.T. Amarante e eq. col. (MZSP); 5 machos, Pernambuco, Recife, Parque Dois Irmãos, 08º00'37.7''S 34º56'31''W, 17-23.vii.2002, armadilha Malaise, S.P.T. Amarante e eq. col. (MZSP); Alagoas, Quebrangulo, Reserva Biológica da Pedra Talhada, 09º14'54''S 36º25'32''W, 08-11.ix.2002, 1 macho, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); 1 macho, Sergipe, Santa Luzia do Itanhy, Crasto, 11º22'37.4''S 37º24'50.3''W, 01-04.viii.2001, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus punctatus (Kieffer, 1910)

Thaumatepyris punctatus Kieffer, 1910: 47.

Dissomphalus punctatus Evans, 1964: 47.

Glenobethylus montanus Kieffer, 1910: 50.

Dissomphalus montanus Evans, 1964: 46, 48.

No Brasil, esta espécie é citada somente para os estados do Amazonas, Acre, Rio de Janeiro e Paraná; e agora espécimes novos são adicionados para o Rio de Janeiro e são feitas citações novas para Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo e São Paulo, o que torna esta espécie amplamente distribuída na Mata Atlântica Brasileira.

As variações observadas neste estudo dizem respeito principalmente ao processo tergal, concordando com Azevedo (2003) que cita como principais variações para esta espécie a distância dos processos tergais, a profundidade da depressão e a densidade do tufo de pêlos, bem como caráteres da genitália como forma do parâmero, margem do corpo dorsal do edeago e comprimento do filamento. Nesta série, a depressão do processo tergal pode ser profunda ou rasa, mais ou menos pilosa e estar mais ou menos próximas entre si; independente da localidade.

Material examinado. BRASIL, Pernambuco, Recife, Parque Dois Irmãos, 08º00'37.7''S 34º56'31''W, 17-23.vii.2002, 5 machos, armadilha Malaise, 2 machos, varredura, S.P.T. Amarante e eq. col. (MZSP); 1 macho, Alagoas, Quebrangulo, Reserva Biológica da Pedra Talhada, 09º14'54''S 36º25'32''W, 11-14.ix.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); Sergipe, Santa Luzia do Itanhy, Crasto, 11º22'37.4''S 37º24'50.3''W, 29.vii-04.viii.2001, 4 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varreduram M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 3 machos, Bahia, Porto Seguro, Estação Ecológica Pau Brasil, 16º23'17.6''S 39º10'55''W, 20.v.2002, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-12.iv.2001, 27 machos, armadilha Malaise, 4 machos, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); 2 machos, Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Reserva Biológica de Tinguá, 22º34'S 43º26'W,05-11.iii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); São Paulo, Ubatuba, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, 23º21'43''S 44º49'22''W, 21-27.i.2002, 5 machos, armadilha Malaise, 2 machos, varredura, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP); Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W, 30.iii-02.iv.2001, 9 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP).

Grupo rufipalpis
Dissomphalus infissus
Evans, 1969

Dissomphalus infissus Evans, 1969: 14, 19, 22.

Neste estudo, exemplares novos são adicionados ao Espírito Santo e Santa Catarina, além de citações novas para os estados da Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

Nesta série, alguns indivíduos de Santa Catarina apresentam mandíbula bidentada e os espécimes de Alagoas possuem processo tergal com tufo de pêlo mais denso.

Material examinado. BRASIL, 2 machos, Paraíba, João Pessoa, Mata do Buraquinho, 07º08'25''S 34º51'38''W, 25-31.vii.2002, armadilha Malaise, S.P.T. Amarante e eq. col. (MZSP); 1 macho, Pernambuco, Recife, Parque Dois Irmãos, 08º00'37.7''S 34º56'31''W, 20-23.vii.2002, armadilha Malaise, S.P.T. Amarante e eq. col. (MZSP); 1 macho, Alagoas, Quebrangulo, Reserva Biológica da Pedra Talhada, 09º14'54''S 36º25'32''W, 08-14.ix.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); 2 machos, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-09.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); 1 macho, Santa Catarina, São Bento do Sul, CEPA-Rugendas, 26º19'25.6''S 49º18'26.5''W, 16-19.x.2001, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus inclinatus sp. nov.
(Figs. 1-3)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 3,26 mm; LFW 2,76 mm. Cor: cabeça preta, mesossomo preto pronoto castanho-escuro, metassomo e clípeo castanho-escuros, mandíbula castanho-clara ápice do dente mediano castanho-escuro, pernas castanho-claras, asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula bidentada. Clípeo com lobo mediano trapezoidal. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 17:5:5:6; segmento XI 2x mais longo do que largo. Olhos com alguns pêlos curtos. Fronte coriácea, pontuações rasas, separadas por 1–2x seu diâmetro. LH 1,02x WH, WF 0,65x WH, WF 1,38x HE, OOL 1,0x WOT, DAO 0,36x WOT, distância do ocelo posterior da crista do vértice 1,25x DAO. Vértice com uma concavidade pequena e cantos arredondados, VOL 0,5x HE.

Mesossomo: dorso do tórax coriáceo com pontuações rasas. Disco pronotal 0,52x o comprimento do mesoscuto. Disco propodeal 0,6x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 3,7x mais longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões laterais, grandes, profundas, subcirculares; cada uma com um tufo de pêlos denso, retangular e inclinado, com a parte posterior voltada para dentro. Hipopígio com margem posterior reta e cantos arredondados (Fig. 1). Genitália (Figs. 2-3): parâmero tão longo quanto o basiparâmero, margem dorsal muito desenvolvida, com ápice côncavo e muito protuberante dorsalmente, cerdas apicais e ventrais. Edeago com ramo ventral mais curto do que o corpo dorsal, laminar, superfície horizontal, com metade basal ampla e margem interna ondulada e uma dobra formando um processo sinuoso com ápice agudo dividido em dois dentes, o interno menor, direcionado para cima e o externo maior direcionado para o lado de fora, metade apical afilando-se bruscamente terminando em um ápice agudo (Fig. 2); corpo dorsal do edeago com dois pares de lobos apicais; o externo laminar, superfície vertical, com ápice arredondado e com concavidade pequena na margem posterior da metade apical (Fig. 3); o interno volumoso, membranoso e piloso; apodema atingindo o anel genital.

Material examinado. Holótipo. BRASIL, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-09.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP). Parátipos. 1 macho, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-09.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); 2 machos, Peruíbe, Estação Ecológica Juréia-Itatins, 24º31'06''S 47º12'06''W, 03-06.v.2002, armadilha Malaise, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP); 2 machos, Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 07-13.iv.2002, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); Santa Catarina, São Bento do Sul, CEPA-Rugendas, 26º19'25.6''S 49º18'26.5''W, 16-19.x.2001, 1 macho, armadilha Malaise, 1 macho, armadilha Möricke, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Variações: esta espécie pode apresentar os cantos do vértice menos arredondados como nos exemplares do Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina; cabeça mais coriácea nos exemplares de São Paulo; depressões mais rasas como nos exemplares de São Paulo e Paraná, exemplares de São Paulo, Paraná e Santa Catarina possuem processo tergal menor e mais separados do que os do Espírito Santo; no Paraná, os indivíduos possuem tufo de pêlos mais arredondados.

Discussão: esta espécie pertence ao grupo rufipalpis por possuir o processo tergal em depressão linear e inclinada; é similar a D. infissus Evans, 1969 pela forma do parâmero e do ramo ventral do edeago, porém trata-se de uma espécie nova pela diferença acentuada do corpo dorsal do edeago, pela presença de uma dobra na margem interna do ramo ventral e pelo tufo de pêlos da depressão ser mais denso, já que D. infissus possui apenas uma fileira de pêlos no processo tergal.

Distribuição: Brasil (Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Santa Catarina).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se à inclinação do tufo de pêlos do processo tergal do metassomo.

Grupo tuberculatus
Dissomphalus plaumanni
Evans, 1964

Dissomphalus plaumanni Evans, 1964: 47, 52, 58-59.

Trata-se de uma espécie amplamente distribuída na região neotropical, principalmente Mata Atlântica, e agora é citada pela primeira vez para os estados de Alagoas, Sergipe, Bahia e Rio de Janeiro, ampliando a sua distribuição neste bioma.

Nesta série, são observadas algumas variações citadas por Evans (1964) como as diferenças na profundidade das pontuações na cabeça e no tórax; e Azevedo (1999b) que mencionou a proximidade da depressão da margem anterior do tergito II como observado nos espécimes de Sergipe e Rio de Janeiro, e comentou sobre depressões menores e mais rasas como observado em alguns exemplares de Sergipe, tufo de pêlos direcionados apenas para baixo, ou um para o outro como observado em espécimes de Alagoas, ou ainda a presença de mais ou menos pêlos no tubérculo, como observado em exemplare do Espírito Santo. Na genitália, a margem dorsal do parâmero tende a um padrão, sendo mais desenvolvida na base nos espécimes do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná; e menos desenvolvida para os exemplares de Alagoas, Sergipe, Bahia e Espírito Santo.

Material examinado. BRASIL, Alagoas, Quebrangulo, Reserva Biológica da Pedra Talhada, 09º14'54''S 36º25'32''W, 08-14.ix.2002, 15 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); Sergipe, Santa Luzia do Itanhy, Crasto, 11º22'37.4''S 37º24'50.3''W, 29.vii-04.viii.2001, 14 machos, armadilha Malaise, 4 machos, varredura, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 7 machos, Bahia, Porto Seguro, Estação Ecológica Pau-Brasil, 16º23'17.6''S 39º10'55''W, 17-20.v.2002, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); Espírito Santo, 3 machos, Sooretama, Reserva Biológica de Sooretama, 19º00'11.5''S 40º07'08''W, 21-27.iii.2002, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-12.iv.2001, 44 machos, armadilha Malaise, 1 macho, armadilha Möricke, 4 machos, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); Rio de Janeiro, 3 machos, Santa Maria Madalena, Parque Estadual de Desengano, 21º59'03''S 41º57'08''W, 16-19.iv.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); 7 machos, Nova Iguaçu, Reserva Biológica de Tinguá, 22º34'S 43º26'W, 05-11.iii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); São Paulo, Ubatuba, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, 23º21'43''S 44º49'22''W, 21-27.i.2002, 19 machos, armadilha Malaise, 9 machos, varredura, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP); 4 machos, Ribeirão Grande, Parque Estadual de Intervales, 24º18'16''S 48º21'53''W, 10-13.xii.2000, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); Peruíbe, Estação Ecológica Juréia-Itatins, 24º31'06''S 47º12'06''W, 30.iv-06.v.2002, 8 machos, armadilha Malaise, 14 machos, varredura, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP); Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 07-13.iv.2002, 15 machos, armadilha Malaise, 2 machos, varredura, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); Santa Catarina, 1 macho, São Francisco do Sul, CEPA-Vila da Glória, 26º13'40''S 48º40'49.1''W, 14-17.x.2001, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); São Bento do Sul, CEPA-Rugendas, 26º19'25.6''S 49º18'26.5''W, 13-19.x.2001, 27 machos, armadilha Malaise, 87 machos, armadilha Möricke, 1 macho, varredura, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Grupo setosus

Diagnose: processo tergal composto por um tubérculo com fóvea muito ampla e depressões bem laterais, com cerdas grossas e conspícuas na borda externa de cada depressão (Fig. 20), edeago com ramo ventral laminar e superfície horizontal, com base mais ampla que o ápice, clípeo amplo com lobo mediano mal definido.

Comentários: este grupo é formado por oito espécies, todas elas novas, amplamente distruída pela Mata Atlântica, porém pelo material de diversos museus já parcialmente triado este grupo tem distruição ampla pela região Neotropical. Na chave de identificação proposta por Azevedo (2003), todas as espécies deste grupo, exceto a D. divisus sp. nov. por causa da carena do clípeo dividida, chegam ao ponto 24 não apresentando nenhum dos caráteres apresentados pelas demais espécies conhecidas.

Dissomphalus divisus sp. nov.
(Figs. 4-5)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 4,7 mm; LFW 3,9 mm. Cor: cabeça castanho-escura, mesossomo e metassomo castanhos, antenas com os dois primeiros segmentos castanho-claros escurecendo gradualmente na parte distal, mandíbulas e pernas castanho-claras, asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula tridentada, clípeo com lobo mediano tridentado, com duas carenas medianas totalmente divididas. Razão entre os quatros primeiro segmentos antenais de 18:7:4:5; segmento XI 1,16x tão longo quanto largo. Fronte fracamente coriácea e brilhante. LH 0,9x WH; WF 0,6x WH; WF 1,4x HE; OOL 1,2x WOT; DAO 0,33x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 0,62x DAO. Vértice com cantos arredondados e tempora muito desenvolvida; VOL 0,76x HE.

Mesossomo: dorso do tórax fracamente coriáceo, brilhante e sem pontuações. Disco pronotal 0,53x o comprimento do mesoscuto, notáulice completa. Disco propodeal 1,0x mais longo do que largo, com carena mediana incompleta. Fêmur anterior 3,7x mais longo do que largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões elípticas, rasas, situadas bem lateralmente, quase tocando as margens anterior e laterais do tergito; cada um com um microtubérculo onde está inserido um tufo de pêlos; presença de cerdas laterais longas na margem externa da depressão. Margem posterior do hipopígio ligeiramente côncava. Genitália (Figs. 4-5): parâmero com ápice arredondado e curvado para dentro, margem ventral formando um ângulo agudo na base, margem dorsal com base muito desenvolvida, presença de pêlos e espinhos internos no ápice do parâmero. Edeago com ramo ventral tão longo quanto o corpo dorsal, laminar, superfície horizontal, margens lisas, metade basal ampla e metade apical bruscamente afilada, ápice agudo (Fig. 4); corpo dorsal do edeago com dois pares de lobos apicais; o par externo laminar, superfície vertical, com ápice arredondado e franjado, arqueado para a região ventral (Fig. 5); o par interno volumoso, membranoso e piloso.

Material examinado. Holótipo. BRASIL, 1 macho, Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 10-13.iv.2002, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP). Parátipos. 1 macho, Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 10-13.iv.2002, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP).

Discussão: Trata-se de uma espécie nova por ter edeago com ramo ventral e corpo dorsal diferentes do observado nas espécies conhecidas até o momento e carena mediana do clípeo totalmente dividida, o que se assemelha a D. caviclypeus Evans, 1969 e D. xanthopus Ashmead, 1893, porém a carena dessa não é alta como a das espécies anteriores

Distribuição: Brasil (Paraná).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se à divisão da carena do clípeo em duas.

Dissomphalus distans sp. nov.
(Figs. 6-7)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 2,61 mm; LFW 1,92 mm. Cor: cabeça preta, mesossomo preto, metassomo castanho-escuro, clípeo castanho, mandíbulas e palpos castanho-claros, antenas castanhas com os três primeiros segmentos mais claros, pernas castanho-claras, asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula tetradentada, sendo o dente inferior maior, o suprainferior um pouco menor e os dois dentes superiores menores e de tamanhos iguais. Clípeo amplo e reto, com lobo mediano mal definido, com um dente mediano pequeno e arredondado, carena mediana alta. Razão entre os quatro primeiros segmentos de 14:5:4:4; segmento XI 2,5x tão longo quanto largo. Fronte coriácea, com pontuações muito pequenas, rasas e bem esparsas. LH 0,94x WH; WF 0,65x WH; WF 1,3x HE; OOL 1,1x WOT; DAO 0,4x WOT; distância do ocelo posterior a crista do vértice 1,25x DAO. Vértice convexo, com cantos arredondados, carena occipital visível em vista dorsal; VOL 0,44x HE.

Mesossomo: dorso do tórax coriáceo com pontuações pequenas e rasas como na fronte. Disco pronotal 0,85x o comprimento do mesoscuto, notáulice completa. Disco propodeal 0,79x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 3,14x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões laterais subcirculares, quase tocando as margens laterais e anterior do tergito; cada uma com cerdas grossas e conspícuas na margem externa e com um tubérculo de borda alta, ligeiramente voltado para fora e com uma fóvea no topo, de onde sai um tufo de pêlos também direcionados para fora. Margem posterior do hipopígio reta. Genitália (Figs. 6-7): parâmero com base 2x mais larga do que o ápice que é oblíquo, margem dorsal com metade basal muito desenvolvida para dentro e para baixo, margem ventral reta. Edeago com ramo ventral tão longo quanto o corpo dorsal, laminar, superfície horizontal, com base ampla afilando gradualmente até um ápice arredondado e ligeiramente voltado para fora (Fig. 6); corpo dorsal com dois pares de lobos apicais; o par externo com metade apical dividida em dois ramos com ápice agudo, margem interna com uma concavidade subapical e margem externa arredondada e convexa (fig 7); o par interno membranoso, fino e piloso.

Material examinado. Holótipo. BRASIL, São Paulo, Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W, 30.iii-02.iv.2001, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP). Parátipos. São Paulo, Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W, 30.iii-05.iv.2001, 12 machos, armadilha Malaise, 8 machos, varredura, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); 2 machos, Ribeirão Grande, Parque Estadual de Intervales, 24º18'16''S 48º21'53''W, 12-15.xii.2000, varredura, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 1 macho, Santa Catarina, São Bento do Sul, CEPA-Rugendas, 26º19'25.6''S 49º18'26.5''W, 16-19.x.2001, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Variações: os espécimes podem apresentar mandíbula com três dentes como o exemplar de Santa Catarina, mandíbulas tetradentadas onde os dois dentes superiores e o suprainferior são de tamanhos iguais, cabeça com vértice reto e cantos ligeiramente angulados, pontuações da cabeça mais evidentes, gáster castanho-claro, depressões mais próximas umas das outras e mais distantes da margem anterior do tergito II, tubérculos com bordas mais baixas e fóveas maiores.

Discussão: Trata-se de uma espécie nova por apresentar um conjunto de caracteres estruturais, principalmente na genitália, não observados nas espécies conhecidas, como processo tergal característico deste grupo, parâmero com a base 2x mais larga do que o ápice, e edeago com ramo ventral com ápice arredondado e voltado para fora e corpo dorsal com ápice agudo, margem interna com uma concavidade subapical.

Distribuição: Brasil (São Paulo e Santa Catarina).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se à distância entre dos processos tergais do metassomo.

Dissomphalus crassus sp. nov.
(Figs. 8-9)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 2,34 mm; LFW 1,8 mm. Cor: cabeça preta; mesossomo preto; metassomo castanho; clípeo castanho; mandíbulas e palpos castanho-claros; antenas castanho-claras escurecendo nos segmentos mais distais; pernas castanho-claras; asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula tetradentada, com dente inferior um pouco maior que os outros; clípeo amplo com lobo mediano mal definido. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 11:5:3:4, segmento XI 2,0x tão longo quanto largo. Fronte coriácea com pontuações rasas e diminutas, separadas por 1,0-2,5x seus diâmetros. LH 0,97x WH; WF 0,7x WH; WF 1,52x HE; OOL 1,1x WOT; DAO 0,5x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 0,8x DAO. Vértice côncavo, com cantos angulados, carena occipital visível em vista dorsal ; VOL 0,52x HE.

Mesossomo: dorso do tórax coriáceo como na fronte. Disco pronotal 0,64x o comprimento do mesoscuto, sem notáulice. Disco propodeal 0,8x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 3,14x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões laterais circulares, quase tocando as margens laterais e anterior do tergito, depressão ocupando a maior parte do tergito; cada uma com cerdas grossas e conspícuas na margem externa e com um tubérculo conspícuo com uma fóvea no topo, de onde sai um tufo de pêlos voltados para cima. Margem posterior do hipopígio reta. Genitália (Figs. 8-9): parâmero com ápice inclinado para dentro, base 2x mais larga do que o ápice, margem dorsal com metade apical reta e metade basal convexa, margem ventral reta e com uma fileira de cerdas, ligeiramente curvada na base. Edeago com ramo ventral ligeiramente mais curto do que o corpo dorsal, laminar, superfície horizontal com base ampla afilando gradualmente em um ápice agudo (Fig. 8); corpo dorsal com dois pares de lobos apicais; o par externo laminar, superfície vertical, ápice agudo curvado para a região dorsal, base do lobo com um par de processos em forma de dentes voltados para fora (Fig. 9); o par interno volumoso, membranoso e piloso.

Material examinado. Holótipo. BRASIL, 1 macho, São Paulo, Ubatuba, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, 23º21'43''S 44º49'22''W, 24-27.i.2002, armadilha Malaise, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP). Parátipos. Espírito Santo, 1 macho, Sooretama, Reserva Biológica de Sooretama, 19º00'11.5''S 40º07'08''W, 06.vi.2002, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); 2 machos, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-09.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); 1 macho, Rio de Janeiro, Santa Maria Madalena, Parque Estadual de Desengano, 21º59'03''S 41º57'08''W, 19-22.iv.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Variação: alguns indivíduos apresentam cantos do vértice menos angulados e cabeça menos coriácea. Alguns espécimes do Espírito Santo possuem poucas cerdas na lateral da depressão do processo tergal e outros indivíduos também do Espírito Santo (Sooterama) e Rio de Janeiro apresentam genitália com a margem dorsal do parâmero mais desenvolvida na base.

Discussão: Trata-se de uma espécie nova por apresentar o mesmo conjunto de caráteres estruturais que determinam Dissomphalus distans sp. nov. como uma espécie nova, como o processo tergal característico do grupo, mandíbula tetradentada, clípeo amplo, base do parâmero 2x mais larga do que o ápice e corpo dorsal laminar; porém algumas diferenças conspícuas justificam a separação destas duas espécies como ápice do ramo ventral arredondado e corpo dorsal do edeago com lobo externo menor e voltado para cima em Dissomphalus distans sp. nov., enquanto que em Dissomphalus crassus sp. nov. o ápice do ramo ventral é agudo e o lobo externo do corpo dorsal é maior e curvado para a região ventral.

Distribuição: Brasil (Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se às cerdas laterais à depressão do processo tergal.

Dissomphalus filiformis sp. nov.
(Figs. 10-11)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 2,73 mm; LFW 2,3 mm. Cor: cabeça preta; mesossomo e metassomo castanho-escuros; clípeo castanho; antenas, mandíbulas e palpos castanho-claros; pernas castanho-claras, asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula tridentada, sendo que o dente inferior é maior e os dois superiores são do mesmo tamanho. Clípeo amplo com lobo mediano mal definido e dente mediano agudo. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 15:5:5:6, segmento XI 2,0x tão longo quanto largo. Fronte fracamente coriácea, brilhante, com pontuações diminutas e muito esparsas. LH 0,9x WH; WF 0,58x WH; WF 1,21x HE; OOL 0,81x WOT; DAO 0,5x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 1,0x DAO. Vértice ligeiramente côncavo, com cantos arredondados, carena occipital visível em vista dorsal ; VOL 0,47x HE.

Mesossomo: dorso do tórax mais coriáceo do que a fronte, com pontuações diminutas e esparsas. Disco pronotal 0,62x o comprimento do mesoscuto, notáulice completa. Disco propodeal 1,1x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 3,26x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões laterais circulares, quase tocando as margens laterais e anterior do tergito; cada uma com cerdas grossas e conspícuas na margem externa e com um tubérculo inconspícuo com uma fóvea ampla no topo, de onde sai um tufo de pêlos voltados para cima. Margem posterior do hipopígio reta. Genitália (Figs. 10-11): parâmero com ápice voltado para a região ventral; margem dorsal convexa; margem ventral muito côncava nos 2/3 apicais e reta no terço basal. Edeago com ramo ventral ligeiramente mais curto do que o corpo dorsal, laminar, superfície horizontal, base larga, margem externa com uma concavidade mediana e uma expansão triangular no terço apical, ápice arredondado (Fig.10); corpo dorsal do edeago com dois pares de lobos apicais; o par externo laminar, superfície vertical, ápice dividido em dois dentes agudos, o dente externo ligeiramente curvado para a região ventral e o dente interno menor e direcionado para cima (Fig. 11); o par interno volumoso, membranoso e piloso. Processo basal elevado, filamentoso com ápice agudo.

Material examinado. Holótipo. BRASIL, São Paulo, Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W, 30.iii-02.iv.2001, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP). Parátipos. 1 macho, Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Reserva Biológica de Tinguá, 22º34'S 43º26'W, 09-12.iii.2002, armadilha Möricke, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); 1 macho, São Paulo, Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W, 30.iii-02.iv.2001, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP).

Variação: nesta série o edeago pode apresentar margem ventral do parâmero com metade apical côncava e metade basal reta.

Discussão: Trata-se de uma espécie nova por apresentar um conjunto de caracteres estruturais diferentes das espécies conhecidas, como edeago com ramo ventral amplo, com uma concavidade mediana e uma expansão triangular na margem externa, e corpo dorsal com ápice dividido em dois dentes agudos, o dente externo ligeiramente curvado para a região ventral e o dente interno menor e direcionado para cima e um processo basal filamentoso com ápice agudo.

Distribuição: Brasil (Rio de Janeiro e São Paulo).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se à forma filamentosa do processo basal do edeago.

Dissomphalus inflexus sp. nov.
(Figs. 12-14)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 1,96 mm; LFW 1,53 mm. Cor: cabeça castanho-escura; mesossomo e metassomo castanhos; clípeo castanho; mandíbulas e palpos castanho-claros, antenas castanho-claras escurecendo nos segmentos apicais; pernas castanho-claras; asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula tetradentada sendo o dente inferior maior do que os superiores, clípeo amplo, com lobo mediano mal definido, tridentado e com carena mediana alta. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 8:4:3:3, segmento XI 2,0x tão longo quanto largo. Fronte fracamente coriácea e brilhante, com pontuações diminutas e muito esparsas. LH 0,96x WH; WF 0,66x WH; WF 1,42x HE; OOL 1,25x WOT; DAO 0,37x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 0,66x DAO. Vértice convexo, com cantos arredondados, carena occipital visível em vista dorsal; VOL 0,78x HE.

Mesossomo: dorso do tórax fracamente coriáceo, brilhante, com pontuações diminutas e muito esparsas como na fronte. Disco pronotal 0,5x o comprimento do mesoscuto, notáulice completa. Disco propodeal 1,0x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 3,4x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões laterais subcirculares, quase tocando as margens laterais e anterior do tergito; cada uma com cerdas grossas e conspícuas na margem externa e com um tubérculo de borda curta ligeiramente direcionado para fora, com uma fóvea ampla no topo, de onde sai um tufo de pêlos voltados para cima. Margem posterior do hipopígio reta. Genitália (Figs. 12-14): parâmero com base ampla e ápice fino, voltado para a região ventral; margem dorsal convexa e margem ventral côncava (Fig. 12). Edeago com ramo ventral ligeiramente mais curto do que o corpo dorsal, laminar, superfície horizontal, base ampla afilando gradualmente até um ápice agudo e curvado para o lado (Fig. 13); corpo dorsal do edeago com dois pares de lobos apicais; o par externo laminar, superfície horizontal, com ápice dividido em dois ramos retangulares com cantos arredondados, margem externa ligeiramente convexa e com uma pequena concavidade na base, margem interna reta com metade apical côncavo (Fig. 14); o par interno laminar, membranoso, piloso, com ápice agudo, ligeiramente mais longo do que o lobo externo.

Material examinado. Holótipo. BRASIL, Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Reserva Biológica de Tinguá, 22º34'S 43º26'W, 07.iii.2002, varredura, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP). Parátipos. 7 machos, Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Reserva Biológica de Tinguá, 22º34'S 43º26'W, 07-08.iii.2002, varredura, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP).

Variaçãoes: alguns exemplares desta série possuem tubérculo inconspícuo, fóvea pouco ampla, cerdas laterais acima da depressão e parâmero mais longo ou curto em relação ao edeago.

Discussão: Trata-se de uma espécie nova por apresentar diferenças marcantes no parâmero que possui base ampla e ápice fino e curvado para a região ventral; e corpo dorsal do edeago o par de lobo externo com ápice dividido em dois ramos retangulares com cantos arredondados, com uma pequena concavidade na base e margem interna com metade apical côncava.

Distribuição: Brasil (Rio de Janeiro).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se à curvatura acentuada do parâmero na genitália.

Dissomphalus spissus sp. nov.
(Figs. 15-16)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 2,3 mm; LFW 1,92 mm. Cor: cabeça preta; mesossomo preto; metassomo castanho; clípeo castanho-escuro; mandíbulas e palpos castanho-claros, antenas castanhas com os dois primeiros segmentos mais claros; pernas castanho-claras escurecendo em algumas partes; asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula tridentada, sendo o dente inferior maior e os dois superiores de mesmo tamanho, clípeo trapezoidal. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 12:5:3:4, segmento XI 1,33x tão longo quanto largo. Fronte coriácea, com pontuações rasas e distantes 1,0–2,5x seus diâmetros. LH 1,0x WH; WF 0,66x WH; WF 1,36x HE; OOL 1,0x WOT; DAO 0,5x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 0,8x DAO. Vértice reto, com cantos angulados, carena occipital visível em vista dorsal ; VOL 0,47x HE.

Mesossomo: dorso do tórax coriáceo, com pontuações um pouco menores do que as da fronte. Disco pronotal 0,78x o comprimento do mesoscuto, notáulice completa. Disco propodeal 0,8x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 3,14x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões laterais subcirculares, quase tocando as margens laterais e anterior do tergito; cada uma com cerdas grossas e conspícuas na margem externa e com um tubérculo de borda curta, com uma fóvea ampla no topo, de onde sai um tufo de pêlos voltados para cima. Margem posterior do hipopígio reta. Genitália (Figs. 15-16): parâmero com ápice reto; margem dorsal com ápice côncavo e base reta muito desenvolvida para baixo; margem ventral ligeiramente côncava. Edeago com ramo ventral tão longo quanto o corpo dorsal, laminar, superfície horizontal, com base um pouco mais ampla do que o ápice, metade apical ligeiramente sinuosa e ápice arredondado e voltado para o lado, metade basal com margem interna reta e margem externa convexa (Fig. 15); corpo dorsal do edeago com dois pares de lobos apicais; o par externo laminar, superfície vertical extendendo-se a horizontal e abraçando o lobo interno, terço apical em forma triangular com ápice ligeiramente voltado para a região ventral (Fig. 16); o par interno volumoso, membranoso e piloso.

Material examinado. Holótipo. BRASIL, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 09-12.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP). Parátipos. Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-09.iv.2001, 12 machos, armadilha Malaise, 56 machos, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); São Paulo, Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W, 30.iii-05.iv.2001, 8 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); 4 machos, Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 10-13.iv.2002, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 5 machos, Santa Catarina, São Bento do Sul, CEPA-Rugendas, 26º19'25.6''S 49º18'26.5''W, 13-19.x.2001, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Variação: alguns indivíduos desta série de São Paulo e Santa Catarina apresentam clípeo subtrapezoidal, mandíbula bidentada, vértice côncavo e cantos menos angulados, processo tergal com depressões circulares, mais próximas entre si e com cerdas nas margens externas superiores, e corpo dorsal do edeago com margem apical interna côncava, os exemplares do Paraná também apresentam algumas destas variações.

Discussão: Trata-se de uma espécie nova por apresentar caracteres estruturais na genitália diferentes do observado nas espécies conhecidas, como parâmero com ápice reto e margem dorsal com base reta muito desenvolvida para baixo; edeago com ramo ventral sinuoso e com ápice arredondado e voltado para o lado, e corpo dorsal com o par de lobo externo laminar, com forma triangular, abraçando o par de lobo interno.

Distribuição: Brasil (Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Santa Catarina).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se às cerdas presentes na lateral da depressão do processo tergal.

Dissomphalus firmus sp. nov.
(Figs. 17-18)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 2,5 mm; LFW 1,92 mm. Cor: cabeça preta; mesossomo preto com manchas castanho-escuras no pronoto; metassomo castanho-escuro; clípeo castanho; mandíbulas e palpos castanho-claros; antenas castanhas com o terço basal mais claro; pernas castanho-claras com bases mais escuras; asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula tetradentada sendo o dente inferior maior do que os superiores, clípeo amplo com lobo mediano mal definido e carena mediana proeminente. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 10:5:4:3, segmento XI 1,33x tão longo quanto largo. Fronte coriácea, com pontuações diminutas e bem esparsas. LH 0,92x WH; WF 0,7x WH; WF 1,4x HE; OOL 0,9x WOT; DAO 0,36x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 1,5x DAO. Vértice reto, com cantos angulados, carena occipital visível em vista dorsal; VOL 0,45x HE.

Mesossomo: dorso do tórax coriáceo, com pontuações diminutas como na fronte. Disco pronotal 0,5x o comprimento do mesoscuto, notáulice incompleta. Disco propodeal 0,76x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 2,37x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões laterais ovais e muito rasas, tocando as margens laterais e anterior do tergito; cada uma com cerdas grossas e conspícuas na margem externa e com um microtubérculo, com uma fóvea no topo, de onde sai um tufo de pêlos voltados para a região anterior do corpo. Margem posterior do hipopígio com pequena concavidade. Genitália (Figs. 17-18): parâmero ligeiramente curvado para dentro; margem dorsal com uma concavidade no terço apical e os outros dois terços retos, base muito desenvolvida para baixo; margem ventral reta, presença de cerdas conspícuas ventral e apicalmente. Edeago com ramo ventral tão longo quanto o corpo dorsal, laminar, superfície horizontal, base ampla e terço apical afilando bruscamente na margem externa, margem interna reta, ápice arredondado (Fig. 17); corpo dorsal do edeago com dois pares de lobos apicais; o par externo com metade apical laminar, superfície vertical, ápice arredondado (Fig. 18); o par interno volumoso, membranoso e piloso.

Material examinado. Holótipo. BRASIL, São Paulo, Ribeirão Grande, Parque Estadual de Intervales, 24º18'16''S 48º21'53''W, 10-13.xii.2000, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP). Parátipos. 2 machos, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 07.iv.2001, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); São Paulo, Ribeirão Grande, Parque Estadual de Intervales, 24º18'16''S 48º21'53''W, 10-16.xii.2000, 9 machos, armadilha Malaise, 01 , varredura, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 1 macho, Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 10-13.iv.2002, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); Santa Catarina, São Bento do Sul, CEPA-Rugendas, 26º19'25.6''S 49º18'26.5''W, 13-19.x.2001, 10 machos, armadilha Malaise, 1 macho, armadilha Möricke, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Variações: nesta série o maior número de variações está presente no exemplares do Paraná e Santa Catarina, com clípeo muito projetado para frente, cabeça e mesossomo menos coriáceos, metassomo mais claro, depressão do processo tergal sem cerdas laterais conspícuas, parâmero do edeago menos desenvolvido basalmente na margem dorsal.

Discussão: Trata-se de uma espécie nova pois apresenta edeago com ramo ventral parecido com o de D. bicerutus Azevedo, 2003, porém não pertence ao grupo gilvipes por não possuir o pêlo no processo tergal característico deste grupo; e corpo dorsal diferente, constituindo-se de uma lâmina vertical com ápice arredondado.

Distribuição: Brasil (Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Santa Catarina).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se às cerdas da depressão do processo tergal no metassomo.

Dissomphalus setosus sp. nov.
(Figs. 19-22)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 1,73 mm; LFW 1,57 mm. Cor: cabeça preta; mesossomo e metassomo castanho-escuros; clípeo castanho; mandíbulas e palpos castanho-claros; antenas castanhas com base mais clara; pernas castanho-claras; asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula bidentada, clípeo amplo com lobo mediano mal definido (Fig. 19). Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 11:5:3:3, segmento XI 2,0x tão longo quanto largo. Fronte fracamente coriácea, brilhante e com pontuações rasas distantes 1,0–3,0 seus diâmetros. LH 1,03x WH; WF 0,65x WH; WF 1,31x HE; OOL 1,11x WOT; DAO 0,44x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 0,5x DAO. Vértice reto, com cantos angulados, carena occipital visível em vista dorsal ; VOL 0,5x HE.

Mesossomo: dorso do tórax fracamente coriáceo, brilhante e com pontuações fracas como na fronte. Disco pronotal 0,7x o comprimento do mesoscuto, notáulice completa. Disco propodeal 0,85x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 3,16x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões laterais ovais e rasas, quase tocando as margens laterais e anterior do tergito; cada uma com cerdas grossas e conspícuas na margem externa e com um tubérculo de borda pequena, com uma fóvea ampla no topo, de onde sai um tufo de pêlos voltados para cima (Fig. 20). Margem posterior do hipopígio reta. Genitália (Figs. 21-22): parâmero com base 2x mais larga do que o ápice, ligeiramente curvada para dentro; margem dorsal com metade apical côncava e metade basal desenvolvida; margem ventral côncava; presença de pequenos ganchos na parte interna do parâmero; basevolsela com uma dobra na margem interna, próxima à base. Edeago com ramo ventral tão longo quanto o corpo dorsal, laminar, superfície horizontal, base mais larga afilando gradualmente, ápice dividido em pequenos dentes arredondados (Fig. 21); corpo dorsal do edeago com dois pares de lobos apicais; o par externo em forma de ganchos voltados para a região ventral (Fig. 22) e uma estrutura em forma triangular com ápice curvado para fora recobrindo a metade basal do lobo externo; o par interno maior do que o par externo, volumoso, membranoso e piloso.

Material examinado. Holótipo. BRASIL, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-09.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP). Parátipos. 2 machos, Paraíba, João Pessoa, Mata do Buraquinho, 07º08'25''S 34º51'38''W, 28-31.vii.2002, armadilha Malaise, S.P.T. Amarante e eq. col. (MZSP); 1 macho, Alagoas, Quebrangulo, Reserva Biológica da Pedra Talhada, 09º14'54''S 36º25'32''W, 08-11.ix.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); ); Sergipe, Santa Luzia do Itanhy, Crasto, 11º22'37.4''S 37º24'50.3''W, 30.vii-04.viii.2001, 4 machos, armadilha Malaise, 1 macho, armadilha Möricke, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-12.iv.2001, 84 machos, armadilha Malaise, 2 machos, armadilha Möricke, 174 machos, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); 5 machos, São Paulo, Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W, 30.iii-02.iv.2001, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); 02 machos, Santa Catarina, São Bento do Sul, CEPA-Rugendas, 26º19'25.6''S 49º18'26.5''W, 16-19.x.2001, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Variações: Nesta série alguns exemplares podem apresentar mandíbula tridentada, como em todos os indivíduos de Sergipe e alguns dos outros estados, cantos do vértice arredondados, metassomo mais claro, processo tergal ligeiramente voltado para fora, depressão do processo tergal circular ou subcircular. Os exemplares de Alagoas, Sergipe e São Paulo (somente Salesópolis) apresentam a genitália com a base do parâmero mais desenvolvida ventralmente do que os exemplares do Espírito Santo, justamente de onde provém a maior parte do material analisado.

Discussão: Trata-se de uma espécie nova por apresentar um conjunto de caráteres estruturais não observados nas espécies conhecidas, como processo tergal característico deste grupo; edeago com ramo ventral com ápice dividido em pequenos dentes arredondados e lobo externo do corpo dorsal em forma de ganchos voltados para a região ventral e apresentando uma estrutura em forma triangular com ápice curvado para fora em sua metade basal.

Distribuição: Brasil (Paraíba, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo, São Paulo e Santa Catarina).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se às cerdas laterais da depressão do processo tergal.

Grupo brasiliensis

Diagnose: macho. Clípeo amplo; edeago com ramo ventral em forma tubular (Fig. 23) e corpo dorsal curto (Fig. 24).

Comentários: este grupo é reconhecido por ter edeago com ramo ventral em forma tubular. É composto por duas espécies: D. brasiliensis Kieffer, 1910, que está amplamente distribuída na América do Sul (Azevedo, 1999b), sendo citada para o Panamá, Venezuela, Guiana, Suriname, Equador, Peru, Brasil (RO, AC e SP) e Argentina; e D. tubulatus sp. nov., registrado para a Paraíba.

Dissomphalus brasiliensis Kieffer, 1910

Dissomphalus brasiliensis Kieffer, 1910: 295.

Dissomphalus bispinulatus Evans, 1969: 13, 19-20. syn. nov.

Dissomphalus hastatus Evans, 1979: 276-277, 281-282. syn. nov.

D. bispinulatus Evans, 1969 e D. hastatus Evans, 1979 foram propostos por Azevedo (1999b) como sinônimos, sendo o primeiro considerado como sinônimo sênior.

Comparamos o holótipo de D. brasiliensis Kieffer, 1910 pertencente ao California Academy of Sciences com D. bispinulatus, tendo sido observados vários caráteres compartilhados pelas duas espécies. O holótipo de D. brasiliensis não possui genitália, porém, um estudo comparativo das estruturas corporais externas das duas espécies revela similaridades em várias estruturas como: clípeo amplo, com lobo mediano mal definido, dente mediano longo e carena mediana ligeiramente alta; mandíbula tridentada, sendo o dente inferior maior do que os dois dentes superiores; mesossomo com notáulice presente e completa e propódeo com estriações fracas em forma de rede; processos tergais próximos, porém em depressões diferentes, com tubérculos pequenos e tufo de pêlos muito pequenos e voltados para cima. Desta forma, consideramos D. bispinulatus e consequentemente D. hastatus como sinônimos juniores de D. brasiliensis.

Dissomphalus tubulatus sp. nov.
(Figs. 23-24)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 2,8 mm; LFW 2,34 mm. Cor: cabeça preta; mesossomo e metassomo castanhos; clípeo castanho-escuro; antenas, mandíbulas, palpos e pernas castanho-claras; asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula tridentada, clípeo amplo com lobo mediano mal definido, dente mediano agudo e carena mediana alta na ponta do dente. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 15:5:5:5, segmento XI 1,66x tão longo quanto largo. Fronte fracamente coriácea, com pontuações grandes e rasas, distantes 1–1,5x seus diâmetros. LH 0,97x WH; WF 0,57x WH; WF 1,13x HE; OOL 1,0x WOT; DAO 0,45x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 0,8x DAO. Vértice ligeiramente côncavo, com cantos angulados; VOL 0,39x HE.

Mesossomo: dorso do tórax fracamente coriáceo como na fronte. Disco pronotal 0,76x o comprimento do mesoscuto, notáulice completa. Disco propodeal 0,9x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 3,42x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões laterais grandes, rasas e circulares, tocando a margem anterior do tergito e distantes entre si 0,66x o seu diâmetro; cada uma com um pequeno tubérculo na margem interna, de onde sai um tufo de pêlos direcionados para cima. Margem posterior do hipopígio reta. Genitália (Figs. 23-24): parâmero com ápice arqueado para dentro, ligeiramente mais estreito do que a base; margem dorsal com metade basal reta e metade apical côncava; margem ventral sinuosa e com muitas cerdas. Edeago com ramo ventral mais longo do que o corpo dorsal, amplo, tubular, com ápice arredondado; margem interna reta e margem externa ligeiramente convexa em vista ventral (Fig. 23); corpo dorsal do edeago com dois pares de lobos apicais; o par externo muito curto, com metade apical em forma de triângulos, porém com ápice arredondado e arqueado para a região ventral (Fig. 24); o par interno tubular, em forma de espinho, voltado para a região ventral.

Material examinado. Holótipo. BRASIL, Paraíba, João Pessoa, Mata do Buraquinho, 07º08'25''S 34º51'38''W, 25-31.vii.2002, armadilha Malaise, S.P.T. Amarante e eq. col. (MZSP). Parátipos. 14 machos, Paraíba, João Pessoa, Mata do Buraquinho, 07º08'25''S 34º51'38''W, 25-31.vii.2002, armadilha Malaise, S.P.T. Amarante e eq. col. (MZSP).

Variações: alguns indivíduos desta série podem apresentar vértice da cabeça reto, mesossomo e metassomo mais escuros e processo tergal com tubérculos ligeiramente direcionados um para o outro.

Discussão: esta espécie é próxima de D. brasiliensis Kieffer, 1910 por compartilhar caracteres como a forma tubular do ramo ventral do edeago, clípeo amplo e mandíbula tridentada; porém, diferencia-se da anterior por ter o processo tergal com depressões mais próximas, tubérculo com tufo de pêlos maiores e mais densos, corpo dorsal do edeago maior e sem projeção digiforme no lobo externo, chamado por Azevedo (1999b) de lobo dorsal.

Distribuição: Brasil (Paraíba).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se à forma tubular do ramo ventral do edeago.

Espécies sem grupo de espécie definido

Dissomphalus connubialis Evans, 1966 stat. rev.
(Figs. 25-27)

Dissomphalus brasiliensis Kieffer, 1910: 295.

Dissomphalus connubialis Evans, 1966: 106.

Azevedo (1999b) analisando um exemplar do Museum of Comparative Zoology que equivocadamente acreditava ser o holótipo de D. brasiliensis, considerou este como sinônimo de D. connubialis. Após reconhecer a identidade correta do holótipo de D. brasiliensis, revalidamos o status de D. connubialis por se tratar claramente de espécies diferentes.

No Brasil, esta espécie é registrada para o Pernambuco, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina; e agora exemplares novos são adicionados para estes estados (exceto Distrito Federal) e citações novas são feitas para Sergipe e Bahia.

D. connubialis é considerada uma espécie sem grupo definido por não apresentar informações taxonônicas suficientes para determinar suas relações com outras espécies. É sabido a respeito de seus caráteres diagnósticos que apresenta processo tergal em depressão rasa, subcircular e com a margem anterior da depressão subangulada em vista posterior. Porém, uma análise detalhada de 96 indivíduos coletados para este estudo demonstrou que caráteres importantes, considerados diagnósticos para o grupo de espécie conicus, como: processo tergal com tubérculo conspícuo, apresentando uma fóvea no topo, onde está inserido um tufo de pêlos; além de outros caráteres não diagnósticos, mas presentes em todas as espécies deste grupo, como: mandíbula bidentada e clípeo trapezoidal; também são encontradas nesta espécie. Diante de tais observações, sugere-se aqui que D. connubialis seja transferido para o grupo conicus.

Nesta série, as variações mais evidentes estão no processo basal situado na genitália.com dentes apresentando forma, número e tamanhos diferentes (figs 25-27). Apesar destas diferenças acentuadas, outras estruturas internas e externas como: clípeo, processo tergal, parâmero, basiparâmero, ramo ventral e corpo dorsal do edeago são muito semelhantes, não sendo justificada a divisão deste conjunto de indivíduos em duas ou mais espécies distintas.

Não se sabe ao certo a função de cada estrutura na genitália de Dissomphalus. Evans (1969) supôs que, em Apenesia nitida (Kieffer, 1910), o parâmero, devido a sua forma, ficasse preso ao esclerito da fêmea externamente, a volsela segurasse a borda interna do esclerito e o edeago fosse preso a um gancho presente no aparato genital da fêmea. Já Gordh (1990), com base em Apenesia evansi Gordh, 1990, afirmou que a única estrutura responsável pela união das genitálias de machos e fêmeas durante a cópula fosse o edeago, restando ao parâmero uma função sensorial no reconhecimento da fêmea. Nenhum dos dois autores mencionou a existência do processo basal, provavelmente pelo fato deste gênero não apresentar esta estrutura, já que nem mesmo em Dissomphalus este processo é registrado para todas as espécies. Sendo assim, com base nos dados disponíveis e na falta de estudos a respeito desta estrutura, acreditamos que o processo basal do edeago não seja de grande importância taxonômica neste gênero a ponto de sozinha determinar a classificação de uma entidade taxonômica.

Material examinado. BRASIL, Sergipe, Santa Luzia do Itanhy, Crasto, 11º22'37.4''S 37º24'50.3''W, 29.vii-04.viii.2001, 6 machos, armilha Malaise, 1 macho, armadilha Möricke, M.T. Tavares e eq. col. (MXSP); 1 macho, Bahia, Porto Seguro, Estação Ecológica Pau Brasil, 16º23'17.6''S 39º10'55''W, 17.v.2002, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); Espírito Santo, 2 machos, Sooretama, Reserva Biológica de Sooretama, 19º00'11.5''S 40º07'08''W, 21-27.iii.2002, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-12.iv.2001, 5 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); Rio de Janeiro, Santa Maria Madalena, Parque Estadual de Desengano, 21º59'03''S 41º57'08''W, 16-19.iv.2002, 5 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); Nova Iguaçu, Reserva Biológica de Tinguá, 22º34'S 43º26'W, 05-11.iii.2002, 3 machos, armadilha Malaise, 1 macho, armadilha Möricke, 1 macho, varredura, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); São Paulo, Ubatuba, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, 23º21'43''S 44º49'22''W, 21-27.i.2002, 29 machos, armadilha Malaise, 12 machos, varredura, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP); 1 macho, Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W, 30.iii-02.iv.2001, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); Peruíbe, Estação Ecológica Juréia-Itatins, 24º31'06''S 47º12'06''W, 30.iv-06.v.2002, 17 machos, armadilha Malaise, 4 machos, varredura, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP); Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 07-14.iv.2002, 5 machos, armadilha Malaise, 1 macho, armadilha Möricke, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 2 machos, Santa Catarina, São Francisco do Sul, CEPA-Vila da Glória, 26º13'40''S 48º40'49.1''W, 14-17.x.2001, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus microstictus Evans, 1969

Dissomphalus microstictus Evans, 1969: 17.

Esta espécie está amplamente distribuída não só na Mata Atlântica como também na Amazônia, sendo registrada para os estados do Amapá, Amazonas, Pará, Pernambuco, Distrito Federal, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Neste estudo, ela é registrada pela primeira vez para Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro; o que torna a sua distribuição ampla ao longo da Mata Atlântica Brasileira.

O filamento longo do ramo ventral do edeago constitui a característica diagnóstica nesta espécie. Nesta série, os exemplares tendem a ter um aumento no tamanho da depressão do processo tergal do Norte para o Sul; e uma diminuição no número de dentes da mandíbula, já que os exemplares de Sergipe e Alagoas e alguns do Rio de Janeiro apresentam três dentes, enquanto dos indivíduos da Bahia, Espírito Santo e os demais do Rio de Janeiro apresentam dois dentes, sendo o Rio de Janeiro, portanto, o local de transição entre estes dois estados de caráter.

Material examinado. BRASIL, 2 machos, Alagoas, Quebrangulo, Reserva Biológica da Pedra Talhada, 09º14'54''S 36º25'32''W, 11-14.ix.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); 9 machos, Sergipe, Santa Luzia do Itanhy, Crasto, 11º22'37.4''S 37º24'50.3''W, 29.vii-04.viii.2001, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 03 machos, Bahia, Ilhéus, Mata Esperança, 14º46'S 39º04'W, 15-18.v.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); 6 machos, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-12.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); 1 macho, Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Reserva Biológica de Tinguá, 22º34'S 43º26'W, 05-08.iii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus scopatus Redighieri & Azevedo, 2004

Dissomphalus scopatus Redighieri & Azevedo, 2004: 333.

Esta espécie era conhecida somente a partir do tipo, e agora exemplares novos são registrados como reincidência na localidade tipo do Espírito Santo.

Material examinado. BRASIL, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-09.iv.2001, 1 macho, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP).

Dissomphalus differens sp. nov.
(Figs. 28-29)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 3,0 mm; LFW 2,3 mm. Cor: cabeça, clípeo, mesossomo e metassomo pretos; mandíbulas castanhas; palpos castanho-claros; antenas castanho-claras com metade distal mais escura; pernas castanho-claras, asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula tridentada, clípeo amplo, com lobo mediano mal definido. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 16:6:5:5, segmento XI 2,0x tão longo quanto largo. Fronte coriácea, com pontuações grandes e rasas, distantes 0,5–2,0x seus diâmetros. LH 0,94x WH; WF 0,62x WH; WF 1,22x HE; OOL 1,0x WOT; DAO 0,35x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 0,8x DAO. Vértice reto, com cantos arredondados; VOL 0,48x HE.

Mesossomo: dorso do tórax coriáceo e com pontuações rasas como na fronte. Disco pronotal 0,52x o comprimento do mesoscuto, notáulice completa. Disco propodeal 0,69x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 2,8x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões laterais, grandes, rasas e subcirculares, ocupando quase todo o comprimento do tergito e quase tocando as margens anterior e laterais; cada uma com um tubérculo de borda muito baixa, fóvea ampla com um tufo de pêlos direcionados para cima, situados na borda anterior e interna da depressão. Margem posterior do hipopígio reta. Genitália (Figs. 28-29): parâmero curvado para dentro, com base cerca de 3x mais larga do que o ápice; margem dorsal com uma pequena concavidade no ápice e o resto da margem reta; margem ventral com metade apical côncava e metade basal reta. Edeago com ramo ventral mais curto do que o corpo dorsal, laminar na base e tubular em sua metade apical, com margem interna côncava e margem externa convexa, ápice arredondado e curvado para o centro da genitália (Fig. 28); corpo dorsal do edeago com dois pares de lobos apicais; o par externo com metade apical laminar, superfície vertical, com margens anterior e posterior côncavas, formando uma concha ao redor do lobo interno (Fig. 29) que é volumoso, membranoso e piloso.

Material examinado. Holótipo. BRASIL, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-09.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP). Parátipos. Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-12.iv.2001, 20 machos, armadilha Malaise, 18 machos, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); Rio de Janeiro, 1 macho, Santa Maria Madalena, Parque Estadual de Desengano, 21º59'03''S 41º57'08''W, 16-19.iv.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); 5 machos, Nova Iguaçu, Reserva Biológica de Tinguá, 22º34'S 43º26'W, 05-11.iii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); São Paulo, Ubatuba, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, 23º21'43''S 44º49'22''W, 21-27.i.2002, 4 machos, armadilha Malaise, 2 machos, varredura, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP); Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W, 30.iii-02.iv.2001, 7 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); Peruíbe, Estação Ecológica Juréia-Itatins, 24º31'06''S 47º12'06''W, 30.iv-03.v.2002, 1 macho, armadilha Malaise, 2 machos, varredura, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP).

Variações: alguns exemplares desta série apresentam fronte menos coriácea e com pontuações menores e mais esparsas, mandíbula bidentada nos indivíduos de Salesópolis (São Paulo), mesossomo e metassomo mais claros, processo tergal com depressões mais profundas e algumas cerdas laterais.

Discussão: esta espécie está próxima das espécies pertencentes ao grupo setosus por compartilhar características como clípeo amplo, fóvea ampla e ,em alguns casos, presença de cerdas laterais a depressão; porém não possui o ramo ventral em superfície laminar e nem todos os indivíduos possuem as cerdas laterais a depressão. Trata-se de uma espécie nova pela forma do edeago, com ramo ventral laminar na base e tubular em sua metade apical, apresentando ápice arredondado e curvado para o centro da genitália; e o lobo externo do corpo dorsal formando uma concha ao redor do lobo interno.

Distribuição: Brasil (Espírito Santo , Rio de Janeiro e São Paulo).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se à genitália com caracteres diferentes do observado em outras espécies.

Dissomphalus lamellatus sp. nov.
(Figs. 30-32)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 1,46 mm; LFW 1,15 mm. Cor: cabeça castanha; mesossomo e metassomo castanho-claros; mandíbulas e palpos castanho-claros; antenas castanhas com os primeiros segmentos mais claros; pernas castanho-claras; asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula tridentada, clípeo amplo com lobo mediano mal definido e dente mediano arredondado. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 7:4:2:2, segmento XI 1,0x tão longo quanto largo. Fronte fracamente coriácea e brilhante. LH 1,04x WH; WF 0,59x WH; WF 1,18x HE; OOL 1,09x WOT; DAO 0,27x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 0,33x DAO. Cabeça bem desenvolvida atrás dos olhos, vértice côncavo, com cantos arredondados; VOL 0,63x HE.

Mesossomo: dorso do tórax fracamente coriáceo e brilhante como na fronte. Disco pronotal 1,0x o comprimento do mesoscuto, notáulice ausente. Disco propodeal 1,1x tão longo quanto largo, apenas com a carena mediana incompleta. Fêmur anterior 3,25x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de processos em forma de lamelas posicionados de forma diagonal, com a parte interna mais próxima da margem anterior do tergito; situados em depressões laterais e semicirculares, quase tocando as margens laterais (Fig. 30). Margem posterior do hipopígio reta. Genitália (Figs. 31-32): parâmero com ápice bilobado, sendo o lobo ventral menor do que o lobo dorsal, e ligeiramente curvado para dentro; margem dorsal côncava com base muito desenvolvida para baixo e para dentro; margem ventral com os dois terços apicais côncavos e o terço basal reto. Volsela com cúspide muito desenvolvida. Edeago com ramo ventral mais curto do que o corpo dorsal, laminar, superfície horizontal, amplo, margens interna e externa retas e paralelas, ápice bruscamente afilado, agudo e ligeiramente inclinado para fora (Fig. 31); corpo dorsal do edeago com dois pares de lobos apicais; o par externo laminar, superfície horizontal, ápice truncado, ligeiramente virado para dentro (Fig. 32); o par interno volumoso, membranoso e piloso.

Material examinado. Holótipo macho. BRASIL, Paraíba, João Pessoa, Mata do Buraquinho, 07º08'25''S 34º51'38''W, 25-28.vii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP). Parátipos. Paraíba, João Pessoa, Mata do Buraquinho, 07º08'25''S 34º51'38''W, 25-31.vii.2002, 81 machos, armadilha Malaise, 1 macho, armadilha Möricke, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); 1 macho, Pernambuco, Recife, Parque Dois Irmãos, 08º00'37.7''S 34º56'31''W, 20-23.vii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); Alagoas, Quebrangulo, Reserva Biológica da Pedra Talhada, 09º14'54''S 36º25'32''W, 11-14.ix.2002, 2 machos, armadilha Malaise, 2 machos, armadilha Möricke, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Variações: nesta série alguns exemplares apresentam cabeça mais clara como nos de Alagoas, mesossomo e metassomo mais escuros e clípeo com carena mediana parcialmente dividida.

Discussão: esta espécie é considera nova por apresentar processo tergal com uma dobra em forma de lamela, parâmero bilobado e corpo dorsal do edeago em forma de lâmina horizontal curvada para o centro da genitália.

Distribuição: Brasil (Paraíba , Alagoas e Pernambuco).

Etimogenia: a origem do epíteto específico refere-se à forma do processo tergal.

Dissomphalus fimbriatus sp. nov.
(Figs. 33-34)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 2,19 mm; LFW 1,69 mm. Cor: cabeça e mesossomo pretos; metassomo castanho-escuro; mandíbulas e palpos castanho-claros; antenas castanhas com ápices mais escuros; pernas castanho-claras; asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula tridentada, clípeo amplo com lobo mediano mal definido e carena parcialmente dividida. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 9:4:3:3, segmento XI 2,0x tão longo quanto largo. Fronte coriácea com pontuações diminutas. LH 1,06x WH; WF 0,69x WH; WF 1,53x HE; OOL 1,22x WOT; DAO 0,44x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 1,0x DAO. Cabeça bem desenvolvida atrás dos olhos, vértice reto e cantos angulados; VOL 0,6x HE.

Mesossomo: dorso do tórax coriáceo e com pontuações diminutas como na fronte. Disco pronotal 0,66x o comprimento do mesoscuto. Disco propodeal 1,1x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 3,16x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões laterais e muito rasas, mais próximas entre si do que da lateral do tergito; cada uma com um tubérculo pequeno, com um pequeno tufo de pêlos, direcionado para cima. Margem posterior do hipopígio reta. Genitália (Figs. 33-34): parâmero com ápice curvado para dentro; margem dorsal côncava com base muito desenvolvida para baixo; margem ventral com uma fileira de cerdas grossas, concavidade mediana e base reta. Volsela com cúspide bem desenvolvida e digito com estruturas em forma de franjas na parte dorsal. Edeago com ramo ventral mais longo do que o corpo dorsal, laminar, superfície horizontal, amplo, ápice truncado e arredondado, margem externa reta e margem interna com metade apical côncava e metade basal convexa (Fig. 33); corpo dorsal do edeago com dois pares de lobos apicais; o par externo laminar, base ampla e metade apical dividida em dois ramos de superfície vertical, ápice agudo e curvado para a região ventral (Fig. 34); o par interno volumoso, membranoso e piloso.

Material examinado. Holótipo macho. BRASIL, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-09.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP). Parátipos. Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-12.iv.2001, 6 machos, armadilha Malaise, 7 machos, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); 1 macho, São Paulo, Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W, 01.iv.2001, varredura, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP).

Variações: nesta série alguns exemplares apresentam cabeça e mesossomo castanhos, fronte brilhante, vértice com cantos menos angulados e metassomo mais claro.

Discussão: esta espécie é similar a D. cornutus Evans, 1964 em alguns caracteres como clípeo com carena parcialmente dividida, genitália com lobo externo do corpo dorsal do edeago com ápice agudo, parâmero possuindo uma fileira de cerdas grossas e conspícuas na margem ventral e margem dorsal com base muito desenvolvida para baixo, porém algumas diferenças marcantes entre estas duas espécies também são observadas: carena do clípeo não elevada como em D. cornutus, processo tergal muito próximo em relação a espécie anterior e na genitália, o dígito em D. conutus não possui estrutura em forma de franja e o ramo ventral aqui se apresenta com ápice arredondado, enquanto em D. cornutus se apresenta de forma obtusa.

Distribuição: Brasil (Espírito Santo e São Paulo).

Etimogenia: a origem do epíteto específico refere-se a estrutura em forma de franja existente no digito da genitália.

Dissomphalus magnus sp. nov.
(Figs. 35-37)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 2,46 mm; LFW 1,92 mm. Cor: cabeça e mesossomo pretos; metassomo castanho-escuro; mandíbulas e palpos castanho-claros; antenas castanhas com os três primeiros segmentos mais claros; pernas castanho-claras; asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula tridentada, clípeo amplo, tridentado e lobo mediano mal definido Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 12:5:4:4, segmento XI 2,0x tão longo quanto largo. Fronte coriácea com pontuações grandes e rasas, distantes 0,5-2,0x o seu diâmetro. LH 1,05x WH; WF 0,6x WH; WF 1,15x HE; OOL 1,18x WOT; DAO 0,36x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 0,5x DAO. Cabeça bem desenvolvida atrás dos olhos, vértice convexo e cantos arredondados; VOL 0,55x HE.

Mesossomo: dorso do tórax coriáceo e com pontuações pequenas. Disco pronotal 0,71x o comprimento do mesoscuto, notáulice completa. Disco propodeal 0,86x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 3,16x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões muito laterais rasas e subcirculares, distantes uma da outra 3,33x o seu maior diâmetro, distantes da margem anterior do tergito 0,33x o seu maior diâmetro; cada uma com um tubérculo diminuto de onde saem alguns pêlos curtos voltados para cima; margem externa da depressão com um conjunto de cerdas grossas. Margem posterior do hipopígio reta. Genitália (Figs. 35-37): parâmero amplo com ápice arredondado; margem dorsal reta e com um espinho apical; margem ventral com margem apical ondulada e ligeiramente côncava, metade basal reta. Edeago com ramo ventral mais longo do que o corpo dorsal, metade basal laminar, superfície horizontal, metade apical dividida em dois ramos tubulares, sinuosos, com ápice agudo e voltado para a região lateral externa (Fig. 35); corpo dorsal do edeago com dois pares de lobos apicais; o par externo laminar, superfície vertical, ápice curvado para a região ventral e dividido em dois dentes agudos: um direcionado para cima e o outro para a região ventral, margem dorsal com uma expansão em forma de triangulo e margem ventral com outra expansão em forma retangular (Fig. 36-37); o par interno volumoso, membranoso e piloso.

Material examinado. Holótipo macho. BRASIL, Paraíba, João Pessoa, Mata do Buraquinho, 07º08'25''S 34º51'38''W, 25-28.vii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP). Parátipos. 15 machos, Paraíba, João Pessoa, Mata do Buraquinho, 07º08'25''S 34º51'38''W, 25-31.vii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP).

Discussão: esta espécie é similar a D. politus Ashmead, 1894 pela semelhança no clípeo, forma do processo tergal e corpo dorsal do edeago com ápice dividido em dois dentes, mas diferencia-se desta por não possuir o pêlo longo no processo tergal que é característico de D. politus, e por apresentar o ramo ventral do edeago dividido em dois chifres tubulares e o lobo externo do corpo dorsal com duas projeções, uma triangular na parte dorsal e outra retangular na parte ventral; enquanto que em D. politus o ramo ventral do edeago se apresenta de forma laminar e dividido em três chifres e não possui as projeções do corpo dorsal do edeago.

Distribuição: Brasil (Paraíba).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se à forma do clípeo ampla.

Dissomphalus trilobatus sp. nov.
(Figs. 38-39)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 2,0 mm; LFW 1,55 mm. Cor: cabeça e mesossomo pretos; metassomo castanho; mandíbulas e palpos castanho-claros; antenas castanhas com os segmentos distais mais escuros; pernas castanho-claras; asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula tridentada, sendo o dente inferior bem maior do que os outros, clípeo amplo com lobo mediano mal definido. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 10:4:3:3, segmento XI 2,0x tão longo quanto largo. Fronte fracamente coriácea, com pontuações fracas e esparsas. LH 0,95x WH; WF 0,65x WH; WF 1,3x HE; OOL 0,92x WOT; DAO 0,38x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 1,0x DAO. Cabeça bem desenvolvida atrás dos olhos, vértice côncavo e cantos angulados; VOL 0,65x HE.

Mesossomo: dorso do tórax fracamente coriáceo e com pontuações diminutas. Disco pronotal 0,52x o comprimento do mesoscuto, notáulice completa. Disco propodeal 0,85x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 2,8x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões laterais rasas e circulares, distantes entre si 2,0x o seu diâmetro e distantes da margem anterior do tergito 0,5x o seu diâmetro; cada uma com um tubérculo diminuto, ligeiramente voltado para fora, com poucos pêlos curtos no topo, direcionados para cima e para fora. Margem posterior do hipopígio ligeiramente trilobada. Genitália (Figs. 38-39): parâmero com ápice reto e obliquo; margem dorsal côncava com base muito desenvolvida para baixo; margem ventral reta. Edeago com ramo ventral ligeiramente mais curto do que o corpo dorsal, laminar, superfície horizontal, base ampla afilando gradualmente em um ápice agudo, margem interna reta e margem externa convexa (Fig. 38); corpo dorsal do edeago com dois pares de lobos apicais; o par externo laminar, superfície vertical, ápice agudo e curvado para a região ventral (Fig. 39); o par interno mais alto do que o lobo externo, membranoso, volumoso e piloso.

Material examinado. Holótipo macho. BRASIL, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 06-09.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP) Parátipos. 1 macho, Paraíba, João Pessoa, Mata do Buraquinho, 07º08'25''S 34º51'38''W, 28-31.vii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); 4 machos, Pernambuco, Recife, Parque Dois Irmãos, 08º00'37.7''S 34º56'31''W, 17-20.vii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); 1 macho, Sergipe, Santa Luzia do Itanhy, Crasto, 11º22'37.4''S 37º24'50.3''W, 01-04.viii.2001, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 2 machos, Bahia, Ilhéus, Mata Esperança, 14º46'S 39º04'W, 15-18.v.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 09-12.iv.2001, 3 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); São Paulo, 1 macho, Ubatuba, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, 23º21'43''S 44º49'22''W, 21-24.i.2002, armadilha Malaise, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP); 16 machos, Ribeirão Grande, Parque Estadual de Intervales, 24º18'16''S 48º21'53''W, 10-16.xii.2000, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP).

Variação: nesta série os exemplares podem apresentar o tubérculo voltado para cima ou para a região anterior e o parâmero pode ter o ápice denteado.

Discussão: esta espécie possui caracteres estruturais internos muito semelhantes a várias outras espécies já descritas, como ramo ventral do edeago em superfície laminar e horizontal, com ápice agudo; e corpo dorsal do edeago em superfície laminar inclinada para a região ventral, porém, a junção destes caracteres com outros externos tais como processo tergal com um tubérculo diminuto, voltado para fora, com um pequeno tufo de pêlos direcionado para cima e para fora e margem do hipopígio trilobada, resulta numa associação não observada em outras espécies.

Distribuição: Brasil (Paraíba, Pernanbuco, Sergipe, Bahia, Espírito Santo e São Paulo).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se à margem posterior do hipopígio trilobada.

Dissomphalus amplifoveatus sp. nov.
(Figs. 40-42)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 2,3 mm; LFW 1,84 mm. Cor: cabeça e mesossomo pretos; metassomo castanho-escuro; mandíbulas e palpos castanho-claros; antenas castanhas com os três primeiros segmentos castanho-claros; pernas castanho-claras; asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula tridentada, clípeo subtrapezoidal. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 11:5:4:3, segmento XI 1,33x tão longo quanto largo. Fronte coriácea, com pontuações pequenas, distantes entre si 1,0-2,0x o seu diâmetro. LH 0,92x WH; WF 0,62x WH; WF 1,25x HE; OOL 0,9x WOT; DAO 0,45x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 0,6x DAO. Vértice convexo e cantos angulados; VOL 0,4x HE.

Mesossomo: dorso do tórax coriáceo e com pontuações pequenas como na fronte. Disco pronotal 0,53x o comprimento do mesoscuto, notáulice completa. Disco propodeal 0,9x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 3,0x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões bem laterais grandes e subcirculares, tocando as margens anterior e lateral do tergito; cada uma com um pequeno tubérculo com fóvea ampla, de onde sai um pequeno tufo de pêlos direcionado para cima. Hipopígio com margem posterior reta. Genitália (Figs. 40-42): parâmero com ápice arredondado e voltado para dentro; margem dorsal com o terço apical côncavo e os outros dois terços basais retos; margem ventral reta. Edeago com ramo ventral mais curto do que o corpo dorsal, laminar, metade basal em superfície horizontal, com margens interna e externa retas; e metade apical em superfície vertical, côncava e ápice agudo (Fig. 40); corpo dorsal do edeago com dois pares de lobos apicais; o par externo laminar, superfície vertical, forma retangular em vista lateral (Figs. 41-42); o par interno membranoso, volumoso e piloso.

Material examinado. Holótipo macho. BRASIL, Paraíba, João Pessoa, Mata do Buraquinho, 07º08'25''S 34º51'38''W, 28-31.vii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP). Parátipos. 35 machos, Paraíba, João Pessoa, Mata do Buraquinho, 07º08'25''S 34º51'38''W, 25-31.vii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); 2 machos, Pernambuco, Recife, Parque Dois Irmãos, 08º00'37.7''S 34º56'31''W, 17-23.vii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); 4 machos, Alagoas, Quebrangulo, Reserva Biológica da Pedra Talhada, 09º14'54''S 36º25'32''W, 08-14.ix.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP) 2 machos, Sergipe, Santa Luzia do Itanhy, Crasto, 11º22'37.4''S 37º24'50.3''W, 01-04.viii.2001, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); 4 machos, Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Reserva Biológica de Tinguá, 22º34'S 43º26'W, 05-11.iii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); 2 machos, São Paulo, Ribeirão Grande, Parque Estadual de Intervales, 24º18'16''S 48º21'53''W, 13-16.xii.2000, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP).

Variação: nesta série, os indivíduos de Alagoas e Rio de Janeiro possuem o clípeo amplo.

Discussão: trata-se de uma espécie nova por apresentar características não observadas em outras espécies, como processo tergal com pequeno tubérculo e fóvea muito ampla, genitália com parâmero com ápice arredondado, ramo ventral retorcido e corpo dorsal do edeago em uma lâmina simples de forma retangular e voltado para a região ventral.

Distribuição: Brasil (Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Rio de Janeiro e São Paulo).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se à fóvea ampla do processo tergal.

Dissomphalus personatus sp. nov.
(Figs. 43-44)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 2,57 mm; LFW 1,92 mm. Cor: cabeça e mesossomo pretos; metassomo castanho-escuro; mandíbulas e palpos castanho-claros; antenas castanho-claras com ápice mais escuro; pernas castanho-claras; asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula tetradentada, clípeo subtrapezoidal. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 10:6:3,5:4, segmento XI 1,5x tão longo quanto largo. Fronte coriácea, com pontuações rasas, distantes entre si 1,0-2,5x seus diâmetros. LH 1,0x WH; WF 0,7x WH; WF 1,47x HE; OOL 1,3x WOT; DAO 0,4x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 1,0x DAO. Vértice côncavo e cantos arredondados; VOL 0,52x HE.

Mesossomo: dorso do tórax com pronoto rugoso e mesoscuto coriáceo e com pontuações como na fronte. Disco pronotal 0,62x o comprimento do mesoscuto, notáulice completa. Disco propodeal 0,74x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 3,14x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões laterais rasas e subcirculares, quase tocando as margens anterior e laterais do tergito; cada uma com um tubérculo diminuto, com um pequeno tufo de pêlos voltado para cima. Margem posterior do hipopígio côncava. Genitália (Figs. 43-44): parâmero com ápice agudo, voltado para dentro, margens dorsal e ventral retas. Edeago com ramo ventral mais longo do que o corpo dorsal, laminar, superfície horizontal, metade basal ampla e fundida (única), metade apical dividida em duas lâminas que afilam gradualmente em um ápice agudo (Fig. 43); corpo dorsal do edeago com dois pares de lobos apicais; o par externo laminar, superfície vertical, ápice agudo conectado ao lobo do par interno, com uma projeção subapical em forma subcircular e côncava em sua parte interna, seguida por uma projeção horizontal em forma de máscara (Fig. 44); o par interno membranoso, volumoso, piloso e maior do que o lobo externo.

Material examinado. Holótipo macho. BRASIL, Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 10-13.iv.2002, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP). Parátipos. 3 machos, São Paulo, Ubatuba, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, 23º21'43''S 44º49'22''W, 24-27.i.2002, armadilha Malaise, N.W. Perioto e eq. col. (MZSP); 3 machos, Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 10-13.iv.2002, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP).

Variação: nesta série, alguns espécimes possuem clípeo trapezoidal.

Discussão: Esta espécie chega ao ponto de D. fungosus Evans, 1979 e D. nanelus Evans, 1969 na chave de Azevedo (2003), porém trata-se de uma espécie nova por apresentar o processo tergal diminuto e lobo externo do corpo dorsal do edeago com a projeção horizontal em forma de máscara, características estas não observadas em outras espécies conhecidas.

Distribuição: Brasil (São Paulo e Paraná).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se à projeção em forma de máscara do corpo dorsal do edeago.

Dissomphalus excellens sp. nov.
(Figs. 45-46)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 2,7 mm; LFW 2,15 mm. Cor: cabeça e mesossomo pretos; metassomo castanho; mandíbulas e palpos castanho-claros; antenas castanho-claras; pernas castanho-claras; asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula tridentada, clípeo amplo com lobo mediano mal definido. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 12:5:4:4, segmento XI 1,66x tão longo quanto largo. Fronte coriácea, com pontuações rasas e esparsas. LH 0,92x WH; WF 0,68x WH; WF 1,44x HE; OOL 1,09x WOT; DAO 0,36x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 0,75x DAO. Vértice reto e cantos arredondados; VOL 0,55x HE.

Mesossomo: dorso do tórax coriáceo e com pontuações rasas e esparsas como na fronte. Disco pronotal 0,47x o comprimento do mesoscuto, notáulice completa. Disco propodeal 0,81x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 3,83x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões laterais subcirculares, distantes da margem lateral do tergito 0,75x o seu maior diâmetro; cada uma com uma fóvea coberta por um tufo denso de pêlos direcionado para cima. Margem posterior do hipopígio reta. Genitália (Figs. 45-46): parâmero com ápice reto, ligeiramente curvado para dentro e para a região dorsal, com um espinho no lado dorsal do ápice, margem dorsal reta, maior do que a margem ventral, que possui uma concavidade delicada no terço apical e os outros dois terços basais reto. Edeago com ramo ventral ligeiramente mais curto do que o corpo dorsal, laminar, superfície horizontal, ápice arredondado e uma projeção triangular apical, de canto arredondado na margem externa, margem interna reta (Fig. 45); corpo dorsal do edago com dois pares de lobos apicais; o par externo laminar, superfície vertical, ápice reto curvado para a região ventral, ligado a uma lâmina dorsal de superfície horizontal, formando entre as lâminas verticais do lobo externo uma projeção subapical subquadrada, seguido por uma invaginação e seguido por outra projeção subquadrada (Fig. 46); o par interno membranoso, volumoso e piloso.

Material examinado. Holótipo macho. BRASIL, São Paulo, Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W, 02-05.iv.2001, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP). Parátipos. 1 macho, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 09-12.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); 1 macho, Rio de Janeiro, Santa Maria Madalena, Parque Estadual de Desengano, 21º59'03''S 41º57'08''W, 19-22.iv.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); 6 machos, São Paulo, Salesópolis, Estação Biológica da Boracéia, 23º39'06.5''S 45º53'48''W, 30.iii-05.iv.2001, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP).

Variação: nesta série, alguns espécimes podem ser mais coriáceos e as depressões do processo tergal podem estar mais próximas ou mais distantes.

Discussão: na chave de Azevedo (2003) esta espécie chega ao ponto 24, porém é considerada como nova por apresentar caracteres, principalmente genitais, não observados nas espécies conhecidas, como parâmero com um espinho apical situado no lado dorsal, edeago com ramo ventral com projeção triangular apical, e corpo dorsal com uma lâmina horizontal ligada ao lobo externo formando duas projeções subquadradas e uma invaginação.

Distribuição: Brasil (Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se à beleza da genitália.

Dissomphalus peculiaris sp. nov.
(Figs. 47-48)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 2,7 mm; LFW 2,11 mm. Cor: cabeça e mesossomo pretos; metassomo castanho-escuro; palpos castanho-claros; mandíbulas e antenas castanhas; pernas castanho-claras com fêmures castanhos; asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula tetradentada, clípeo amplo, sendo o dente mediano arredondado e projeções laterais. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 12:5:4:4, segmento XI 1,33x tão longo quanto largo. Fronte fortemente coriácea, com pontuações pequenas e rasas, distantes 1,0-2,5x seus diâmetros. LH 0,97x WH; WF 0,71x WH; WF 1,6x HE; OOL 1,08x WOT; DAO 0,41x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 1,0x DAO. Vértice reto e cantos angulados; VOL 0,45x HE.

Mesossomo: dorso do tórax fortemente coriáceo e com pontuações como na fronte. Disco pronotal 0,52x o comprimento do mesoscuto, notáulice incompleta. Disco propodeal 0,76x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 3,25x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões laterais rasas e circulares, tocando as margens anterior e laterais do tergito; cada uma com uma fóvea de onde sai um pequeno tufo de pêlos direcionado para cima. Margem posterior do hipopígio reta. Genitália (Figs. 47-48): parâmero com ápice reto, margem dorsal reta e inclinada, com uma pequena concavidade subapical, base muito desenvolvida para dentro e para baixo, margem ventral reta. Edeago com ramo ventral tão longo quanto o corpo dorsal, laminar, superfície horizontal, base ampla, afilando gradualmente em um ápice arredondado (Fig. 47); corpo dorsal de edago com dois pares de lobos apicais; o par externo laminar, superfície vertical, em forma retangular, com um dente no canto apical dorsal (Fig. 48); o par interno membranoso, volumoso e piloso.

Material examinado. Holótipo macho. BRASIL, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 09-12.iv.2001, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP). Parátipos. 2 machos, Bahia, Ilhéus, Mata Esperança, 14º46'S 39º04'W, 15-18.v.2002, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP); 4 machos, Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Reserva Biológica de Tinguá, 22º34'S 43º26'W, 05-11.iii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); 2 machos, São Paulo, Ribeirão Grande, Parque Estadual de Intervales, 24º18'16''S 48º21'53''W, 10-16.xii.2000, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP).

Variação: nesta série, alguns espécimes da Bahia e Rio de Janeiro podem ser menos coriáceos e apresentar os pêlos do processo tergal voltados para fora.

Discussão: Na chave proposta por Azevedo (2003) esta espécie chega ao ponto 24, apresentando caracteres estruturais comuns a outras espécies como processo tergal sem tubérculo, porém com fóvea e tufo de pêlos pequenos, genitália com ramo ventral laminar, com ápice arredondado e corpo dorsal em forma retangular; mas que em conjunto torna-o diferente das espécies conhecidas. Nesta espécie, o parâmero é muito semelhante ao de Dissomphalus excelles sp. nov. pois apresenta ápice reto com uma concavidade subapical pequena na margem dorsal, porém diferencia-se da anterior por não possuir o espinho apical no lado dorsal e apresentar a margem dorsal com base muito desenvolvida.

Distribuição: Brasil (Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se à genitália desta espécie que é diferente das demais.

Dissomphalus bahiensis sp. nov.
(Figs. 49-50)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 2,57 mm; LFW 1,88 mm. Cor: cabeça preta; mesossomo castanho-escuro com pronoto mais claro; metassomo castanho; mandíbulas, palpos, antenas e pernas castanho-claras; asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula bidentada, clípeo trapezoidal. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 12:5:4:4, segmento XI 1,33x tão longo quanto largo. Fronte fortemente coriácea, com pontuações rasas, distantes 1,0-3,0x seus diâmetros. LH 1,02x WH; WF 0,62x WH; WF 1,25x HE; OOL 1,11x WOT; DAO 0,4x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 1,25x DAO. Vértice reto e cantos angulados; VOL 0,55x HE.

Mesossomo: dorso do tórax coriáceo com pontuações diminutas e esparsas. Disco pronotal 0,57x o comprimento do mesoscuto, notáulice completa. Disco propodeal 0,72x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 3,33x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões laterais muito rasas e circulares, distantes entre si 2,66x o seu diâmetro e muito próximas da margem anterior do tergito; cada uma com um microtubérculo com um pequeno tufo de pêlos inseridos no topo. Margem posterior do hipopígio reta. Genitália (Figs. 49-50): parâmero com ápice truncado, curvado para dentro; margem dorsal reta com uma pequena reentrância subapical; margem ventral com metade apical côncava e metade basal reta. Edeago com ramo ventral mais curto do que o corpo dorsal, laminar, superfície horizontal, amplo, margem interna reta e margem externa convexa, ápice com margem irregular e diagonal, com um dente no canto externo (Fig. 49); corpo dorsal do edeago com dois pares de lobos apicais; o par externo laminar, superfície vertical, margem interna côncava, ápice arredondado e margem ventral serreada, com um longo filamento entre o lobo externo de ápice agudo (Fig. 50); o par interno membranoso, volumoso e piloso.

Material examinado. Holótipo macho. BRASIL, Bahia, Porto Seguro, Estação Ecológica Pau Brasil, 16º23'17.6''S 39º10'55''W, 17.v.2002, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP). Parátipos, 2 machos, Bahia, Porto Seguro, Estação Ecológica Pau Brasil, 16º23'17.6''S 39º10'55''W, 17-20.v.2002, armadilha Malaise, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP).

Discussão: esta espécie chega ao ponto 51 na chave proposta por Azevedo (2003), entre D. microstictus Evans, 1969 e D. mendicus Evans, 1969, porém, esta não possui o filamento no ramo ventral do edeago característico de D. microstictus e apresenta o ramo ventral bem mais curto do que D. mendicus, além disso, o ápice do corpo dorsal do edeago é serreado em vista ventral, característica esta não pertencente a nenhuma das espécies anteriores. A genitália se assemelha muito a de D. punctatus pela presença do filamento no corpo dorsal do edeago, mas a espécie aqui tratada não possui o processo tergal com um tufo denso de pêlos voltados para baixo como em D. punctatus.

Distribuição: Brasil (Bahia).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se à localidade tipo.

Dissomphalus amplexus sp. nov.
(Figs. 51-52)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 4,5 mm; LFW 3,34 mm. Cor: cabeça e mesossomo pretos; metassomo castanho-escuro; mandíbulas e palpos castanho-claros; antenas castanho-claras com a parte basal mais clara; pernas castanho-claras com fêmures castanhos; asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula bidentada, clípeo trapezoidal. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 24:9:7:9, segmento XI 1,6x tão longo quanto largo. Fronte fortemente coriácea, com pontuações rasas e largas, distantes 1,0-2,0x seus diâmetros. LH 0,95x WH; WF 0,67x WH; WF 1,53x HE; OOL 1,05x WOT; DAO 0,47x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 1,11x DAO. Vértice convexo e cantos angulados; VOL 0,59x HE.

Mesossomo: dorso do tórax coriáceo e com pontuações como na fronte. Disco pronotal 0,95x o comprimento do mesoscuto. Disco propodeal 0,63x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 2,75x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões laterais subcirculares, tocando as margens anterior e lateral do tergito; cada uma com um pequeno tubérculo de borda muito baixa, com uma fóvea no topo de onde sai um pequeno tufo denso de pêlos muito curtos. Margem posterior do hipopígio reta. Genitália (Figs. 51-52): parâmero longo e arqueado, 2x tão longo quanto largo, ápice arredondado e voltado para dentro; margem dorsal reta com uma pequena concavidade subapical; margem ventral com metade apical côncava e metade basal reta. Edeago com ramo ventral ligeiramente mais longo do que o corpo dorsal, laminar, metade basal com superfície horizontal e ampla, metade apical dividida em dois lobos bifurcados em dois ramos, o ramo interno mais fino do que o externo, margens internas e externas paralelas e ápice arredondado, o ramo externo bem lateral, mais longo do que o interno, margens interna e externa paralelas, ápice arredondado e curvado para fora (Fig. 51); corpo dorsal do edeago com dois pares de lobos apicais; o par externo laminar, superfície horizontal com projeções laterais e apicais na margem externa que abraçam todo o edeago na direção ventral, quase se encontrando na região ventral e com as bordas arredondadas e serreadas, projeções laterais e apicais na margem interna em forma de fita que se enrola para dentro do edeago, com a extremidade distal expandida, formando um subcirculo (Fig. 52); o par interno membranoso, volumoso e piloso. Processo basal longo com 4 ou 5 dentes apicais agudos, um dente longo subapical agudo na margem interna e uma expansão triangular subapical na margem externa.

Material examinado. Holótipo macho. BRASIL, Santa Catarina, São Bento do Sul, CEPA-Rugendas, 26º19'25.6''S 49º18'26.5''W, 16-19.x.2001, armadilha Malaise, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP). Parátipos. Paraná, Morretes, Parque Estadual do Pau Oco, 25º34'27.5''S 48º53'33''W, 07-13.iv.2002, 2 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); Santa Catarina, São Bento do Sul, CEPA-Rugendas, 26º19'25.6''S 49º18'26.5''W, 13-19.x.2001, 3 machos, armadilha Malaise, 1 macho, Möricke, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Variação: nesta série, alguns espécimes apresentam variação no número de dentes do processo basal que podem ser 2 ou 3 dentes; e geralmente o número de dentes de um lado é diferente do outro.

Discussão: esta espécie pode ser confundida com as espécies do grupo conicus por ter um tubérculo no processo tergal, mas não pertence a este grupo pelo fato deste tubérculo apresentar borda baixa e não ser tão conspícua como nos exemplares deste grupo. Trata-se de uma espécie nova por apresentar caracteres únicos na genitália como ramo ventral do edeago bifurcado e lobo externo do corpo dorsal do edeago com projeções laterais e apicais na margem externa que abraçam todo o edeago na direção ventral e projeções laterais e apicais na margem interna em forma de fita que se enrola para dentro do edeago.

Distribuição: Brasil (Paraná e Santa Catarina).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se à forma do lobo externo do corpo dorsal do edeago que abraça todo o edeago.

Dissomphalus elegans sp. nov.
(Figs. 53-54)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 3,35 mm; LFW 2,43 mm. Cor: cabeça e mesossomo pretos; metassomo castanho-escuro; mandíbulas, palpos, antenas e pernas castanho-claras; asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula bidentada, clípeo trapezoidal. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 17:7:5:7, segmento XI 1,5x tão longo quanto largo. Fronte coriácea, com pontuações grandes e rasas, distantes 0,5-1,0x seus diâmetros. LH 1,03x WH; WF 0,66x WH; WF 1,32x HE; OOL 0,74x WOT; DAO 0,33x WOT; distância do ocelo posterior à crista do vértice 1,0x DAO. Vértice reto e cantos angulados; VOL 0,6x HE.

Mesossomo: dorso do tórax coriáceo e com pontuações como na fronte. Disco pronotal 0,54x o comprimento do mesoscuto. Notáulice completa. Disco propodeal 1,57x tão longo quanto largo. Fêmur anterior 3,27x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II com um par de depressões laterais rasas e subcirculares, distantes entre si 1,84x o seu maior diâmetro, e distantes da margem anterior do tergito 0,26x o seu maior diâmetro; cada uma com uma fóvea ampla com pêlos curtos e densos, situados na borda anterior e interna da depressão. Margem posterior do hipopígio côncava. Genitália (Figs. 53-54): parâmero com base 3x mais larga do que o ápice, que é agudo e curvado para dentro e para a região ventral; margem dorsal com ápice ligeiramente côncavo e base reta; margem ventral com metade apical côncava e metade basal reta. Edeago com ramo ventral tão longo quanto o corpo dorsal, laminar, superfície vertical, amplo, ápice fino e agudo, direcionado para a região dorsal; margem ventral com uma projeção subquadrada na metade apical, dobrada para o lado externo (Fig. 53); corpo dorsal de edago com dois pares de lobos apicais; o par externo laminar, superfície vertical, ápice arredondado e serreado, curvado para a região ventral, com um dente agudo, subapical na margem dorsal (Fig. 54); o par interno membranoso, volumoso e piloso.

Material examinado. Holótipo macho. BRASIL, Sergipe, Santa Luzia do Itanhy, Crasto, 11º22'37.4''S 37º24'50.3''W, 01-04.viii.2001, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP). Parátipos. 7 machos, Paraíba, João Pessoa, Mata do Buraquinho, 07º08'25''S 34º51'38''W, 25-31.vii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); 1 macho, Pernambuco, Recife, Parque Dois Irmãos, 08º00'37.7''S 34º56'31''W, 17-20.vii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); 4 machos, Sergipe, Santa Luzia do Itanhy, Crasto, 11º22'37.4''S 37º24'50.3''W, 29.vii-04.viii.2001, armadilha Malaise, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP); Bahia, Sapiranga, Reserva de Sapiranga, 12º33'36.4''S 38º02'57.2''W, 19-25.vii.2001, 10 machos, armadilha Malaise, 1 macho, varredura, M.T. Tavares e eq. col. (MZSP).

Variação: nesta série, alguns espécimes podem apresentar o mesossomo e o metassomo mais claros, e o tufo de pêlos do processo tergal pode estar direcionado para baixo.

Discussão: trata-se de uma espécie nova pela forma do edeago, com ramo ventral apresentando a margem ventral com uma projeção subquadrada na metade apical, dobrada para o lado externo; e lobo externo do corpo dorsal com ápice arredondado e serreado, curvado para a região ventral, com um dente agudo, subapical na margem dorsal.

Distribuição: Brasil (Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se à beleza da genitália.

Dissomphalus amplus sp. nov.
(Figs. 55-56)

Descrição do holótipo: macho: comprimento do corpo 1,4 mm; LFW 1,18 mm. Cor: cabeça e mesossomo castanho-escuros; metassomo castanho; mandíbulas, palpos, antenas e pernas castanho-claras; asas subhialinas.

Cabeça: mandíbula tridentada, clípeo amplo com carena mediana alta e parcialmente dividida, formando uma concavidade. Razão entre os quatro primeiros segmentos antenais de 12:5:4:5, segmento XI 1,66x tão longo quanto largo. Fronte não coriácea, brilhante, com pontuações diminutas e esparsas. LH 0,95x WH; WF 0,62x WH; WF 1,33x HE; OOL 1,15x WOT; DAO 0,35x WOT; distância do ocelo posterior a crista do vértice 0,57x DAO. Vértice reto e cantos arredondados; VOL 0,86x HE.

Mesossomo: dorso do tórax não coriáceo e com pontuações diminutas como na fronte. Disco pronotal 0,53x o comprimento do mesoscuto. Notáulice ausente. Disco propodeal 0,76x tão longo quanto largo, polido, apresentando apenas a carena mediana. Fêmur anterior 3,33x tão longo quanto largo.

Metassomo: tergito II sem processo tergal. Margem posterior do hipopígio reta. Genitália (Figs. 55-56): parâmero com ápice agudo e curvado para dentro; margem dorsal com metade apical côncava e metade basal convexa; margem ventral reta. Edeago com ramo ventral mais curto do que o corpo dorsal, laminar, superfície horizontal, amplo, com ápice arredondado e ligeiramente mais fino do que a base (Fig. 55); corpo dorsal de edago com dois pares de lobos apicais; o par externo laminar, superfície vertical, amplo e ápice arredondado (Fig. 56); o par interno membranoso, volumoso e piloso.

Material examinado. Holótipo macho. BRASIL, Espírito Santo, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 09-12.iv.2001, armadilha Möricke, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP). Parátipos. Espírito Santo, 2 machos, Sooretama, Reserva Biológica de Sooretama, 19º00'11.5''S 40º07'08''W, 21-27.iii.2002, armadilha Möricke, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); 5 machos, Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia, 19º58'S 40º32'W, 07-10.iv.2001, varredura, C.O. Azevedo e eq. col. (MZSP); 1 macho, Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Reserva Biológica de Tinguá, 22º34'S 43º26'W, 08-11.iii.2002, armadilha Malaise, S.T.P. Amarante e eq. col. (MZSP); 1 macho, Santa Catarina, São Bento do Sul, CEPA-Rugendas, 26º19'25.6''S 49º18'26.5''W, 13-16.x.2001, armadilha Möricke, A.M. Penteado-Dias e eq. col. (MZSP).

Variação: nesta série, alguns espécimes podem apresentar o mesossomo e o metassomo mais claros, e a carena mediana do clípeo pode ser mais alta.

Discussão: na chave proposta por Azevedo (2003) esta espécie chega em D. cornutus por apresentar carena mediana alta que dividide parcialmente o clípeo, formando uma concavidade, característica esta que é considerada diagnóstica para a espécie. Porém trata-se de uma espécie nova por apresentar mandíbula tridentada, não possuir processo tergal, genitália com a margem posterior do parâmero não desenvolvida basalmente, ramo ventral do edeago mais curto do que o corpo dorsal e com ápice arredondado e corpo dorsal do edeago com ápice tão amplo quanto a base, enquanto D. cornutus apresenta mandíbula tridentada, processo tergal evidente, genitália com margem posterior do parâmero muito desenvolvida basalmente, ramo ventral do edeago tão longo quanto o corpo dorsal e com ápice agudo, e corpo dorsal do edeago digiforme.

Distribuição: Brasil (Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina).

Etimogenia: o epíteto específico refere-se ao tamanho do ramo ventral e corpo dorsal do edeago.

 

Considerações Finais

Dissomphalus é o gênero mais abundante da família Bethylidae em áreas de florestas tropicais e apresentou uma distribuição ampla na Mata Atlântica Brasileira, porém foi observado em algumas espécies padrões específicos de distribuição.

Até o momento, as informações disponíveis sobre este grupo eram pontuais, e através delas sugeria-se que as espécies consideradas abundantes e comuns, como D. rectilineus Azevedo, 1999 (Fig. 57) e D. plaumanni Evans, 1964 (Fig. 57), fossem amplamente distribuídas na Mata Atlântica, o que agora é confirmado através das várias citações destas espécies para diversos estados brasileiros, além de outras como D. connubialis Evans, 1966 e D. gigantus Azevedo, 1999.

Vivo (1997) propôs uma divisão da Mata Atlântica em quatro subcentros de acordo com o endemismo de táxons da mastofauna, sendo elas: subcentro Nordeste onde predominam táxons de ampla distribuição e espécies amazônicas; subcentro Bahia que também possuem formas próximas das amazônicas e táxons do leste do Brasil; subcentro Rio de Janeiro que vai do sul do Espírito Santo a São Paulo, com fauna endêmica; e subcentro Sul com fauna muito semelhante à fauna do subcentro anterior, porém mais pobre. Em relação à Dissomphalus, esta divisão é claramente observada, onde se registra D. completus Azevedo, 1999 (Fig. 57), D. bifurcatus Azevedo, 1999 (Fig. 57) e D. napo Evans, 1979, espécies estritamente amazônicas, sendo citadas pela primeira vez para o bioma Mata Atlântica, nos estados do subcentro Nordeste e Bahia; além destas, observam-se outras espécies como D. gilvipes Evans, 1979 e D. microstictus, que estão presentes nos dois subcentros citados acima e no subcentro Rio de Janeiro, porém são mais abundantes nos anteriores; além de Dissomphalus tubulatus sp. nov. que é próxima de D. brasiliensis Kieffer, 1910 (espécie registrada para a Floresta Amazônica) e que neste caso, é descrita para a Mata Atlântica no subcentro Nordeste. Das espécies novas descritas quatro são estritamente pertencentes aos subcentros Nordeste e Bahia, não sendo registradas para outras regiões (Fig. 58). O subcentro Rio de Janeiro apresenta espécies como D. scamatus Azevedo, 1999 (Fig. 58), D. strictus Azevedo, 1999 (Fig. 57), D. undatus Azevedo, 2003, D. alticlypeatus Azevedo, 2003, D. laticephalus Azevedo, 2003 (Fig. 58), D. verrucosus Redighieri & Azevedo, 2004 e mais seis espécies novas com distribuição restrita; e algumas outras espécies como D. extrarramis Azevedo, 1999, D. concavatus Azevedo, 1999 (Fig. 57), D. krombeini Azevedo, 1999, D. gordus Azevedo, 2003 e Dissomphalus excellens sp. nov. (Fig. 58) que estendem a sua distribuição para o subcentro Sul, porém em número menor, concordando com os dados de Vivo (1997) para a mastofauna, confirmando assim a classificação do subcentro Sul como "uma extensão do subcentro Rio de Janeiro". Neste último subcentro também são observadas espécies endêmicas como D. lobicephalus Azevedo, 2003 (Fig. 58) e Dissomphalus amplexus sp. nov. (Fig. 58).

Neste estudo, observa-se o subcentro Rio de Janeiro como a região de maior riqueza e abundância, sendo o município de Santa Teresa (Estação Biológica de Santa Lúcia) no Espírito Santo o mais abundante com 1.201 exemplares coletados, distribuídos em 23 espécies conhecidas, das 30 espécies registradas neste trabalho, e 11 espécies das 23 espécies novas; sendo considerado inclusive, localidade tipo para várias delas.

Agradecimentos. A Geane Oliveira Lanes pela elaboração dos mapas; a Ricardo Kawada pela confecção das pranchas; ao laboratório de Genética da Universidade Federal do Espírito Santo pelo empréstimo da câmara-clara utilizada para a ilustração da genitália; ao Programa BIOTA/FAPESP, processo nº 98/05083-0, pelo apoio financeiro para as coletas e tratamento do material; ao CNPq pela concessão da bolsa de pesquisador do segundo autor; a CAPES pela concessão da bolsa de mestrado da primeira autora.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em 08/06/2005; aceito em 11/05/2006