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Revista Brasileira de Entomologia

Print version ISSN 0085-5626

Rev. Bras. entomol. vol.51 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0085-56262007000100005 

SISTEMÁTICA, MORFOLOGIA E BIOGEOGRAFIA

 

Espécies novas de Anthrenoides Ducke (Hymenoptera, Andreninae) do Sudeste do Brasil1

 

New species of Anthrenoides Ducke (Hymenoptera, Andreninae) from southeastern Brazil

 

 

Danúncia Urban

Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná, Caixa Postal 19020, 81531-980 Curitiba-PR, Brasil. Bolsista do CNPq

 



RESUMO

Dez espécies novas de Anthrenoides são descritas: A. affinis sp. nov., A. alvarengai sp. nov., A. bocainensis sp. nov., A. digitatus sp. nov., A. falsificus sp. nov., A. flavomaculatus sp. nov., A. glossatus sp. nov., A. jordanensis sp. nov., A. labratus sp. nov. e A. lavrensis sp. nov. São relacionadas novas ocorrências e é proposta uma chave para a identificação das espécies conhecidas dessa região.

Palavras-chave: Neotropical; Protandrenini; Taxonomia.


ABSTRACT

Ten new species of Anthrenoides are described: A. affinis sp. nov., A. alvarengai sp. nov., A. bocainensis sp. nov., A. digitatus sp. nov., A. falsificus sp. nov., A. flavomaculatus sp. nov., A. glossatus sp. nov., A. jordanensis sp. nov., A. labratus sp. nov. and A. lavrensis sp. nov. New occurrences and a key to the species known to occur in southeastern Brazil are given.

Keywords: Neotropical; Protandrenini; taxonomy.


 

 

Dando continuidade ao estudo dos Anthrenoides Ducke, 1907, são propostas espécies novas procedentes de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo com uma chave para a identificação de todas as espécies que já foram constatadas na região e alguns registros novos de ocorrência. As medidas relacionadas nas descrições são dadas em milímetros e são as comumente usadas para abelhas; a placa labral geralmente é delimitada por carenas laterais e pela carena apical. O termo polido refere-se à aparência lisa e brilhante do tegumento. Comentários sobre a inclusão das espécies novas na chave proposta por Urban (2005) são apresentados. O material-tipo das espécies descritas está depositado na Coleção de Entomologia Pe. J. S. Moure, Universidade Federal do Paraná, Curitiba (DZUP) e no American Museum of Natural History, New York (AMNH).

Anthrenoides affinis sp. nov.

(Fig. 1)

Diagnose. Fêmeas com os três palpômeros labiais distais mais longos que uma vez e meia o diâmetro do ocelo, palpômeros maxilares pouco mais longos que o diâmetro do ocelo; fóveas faciais longas e extremamente rasas, micro-reticuladas; tarsos amarelo-âmbar, esporão mesotibial longo e com 10 a 12 dentes; tergos com faixa marginal translúcida amarela.

Holótipo. Fêmea. Comprimento aproximado 12,40; comprimento da asa anterior 9,80; largura da cabeça 2,69; altura da cabeça 2,54; comprimento do olho 1,65. Tegumento predominantemente enegrecido, com tonalidade avermelhada nas genas, face ventral do mesossoma, propódeo e parte do primeiro tergo; antenas ocráceas ventralmente a partir do segundo flagelômero; tégulas amarelo-acastanhadas; asas tingidas de amarelo-méleo; pernas castanhas com áreas avermelhadas, exceto os tarsos e o esporão mesotibial amarelo-âmbar; tergos e esternos castanho-enegrecidos com faixa marginal translúcida amarelada.

Placa labral trapezóide com uma rúgula mediana longitudinal larga e baixa, as carenas laterais um pouco côncavas ocupando os 2/3 distais; clípeo micro-reticulado, sem carena longitudinal mediana, com pontos esparsos também micro-reticulados; supraclipeal micro-reticulada com pontos laterais muito rasos e elevada no meio; carena frontal curta, da tangente alveolar inferior até pouco acima dos alvéolos, um pouco mais larga inferiormente; fóveas faciais longas, extremamente rasas e micro-reticuladas, com o contorno medial contínuo com a fronte, maiores que 1/3 do comprimento dos olhos (0,65: 1,65); mesoscuto e escutelo micro-reticulados, o mesoscuto denso-pontuado, os pontos com o dobro do diâmetro dos retículos e quase igualando os intervalos entre os pontos; escutelo com pontos distintamente maiores que os do mesoscuto porém rasos e micro-reticulados; depressão basal do propódeo pouco marcada, mais longa que o metanoto, rasa e micro-reticulada, sem rúgulas; esporão mesotibial com 10 dentes, mais finos na base; mesepisternos micro-reticulados, quase foscos, com pontos finos esparsos; tergos micro-reticulados e quase foscos, densamente pontuados excetuando o primeiro com pontos escassos.

Pilosidade amarelada, inclusive na face ventral dos basitarsos; alongada e sem aspecto aveludado no pronoto; curtíssima no mesoscuto, com alguns pêlos longos na área basal; ereta e amarelada no lado dorsal das tíbias posteriores; face ventral dos mesepisternos com cerdas longas semi-eretas, fracamente onduladas; nos tergos curtíssima, amarelada e decumbente até a margem, o quinto com franja densa enegrecida e pêlos amarelados na ponta, no sexto tergo castanha.

Holótipo. Fêmea. "Coleção / Campos Seabra"; "Campos do Jordão / S. Paulo Brasil / XI-1957 / K. Lenko leg." (DZUP). Parátipos com os mesmos dados de coleta, 3 fêmeas, uma sem indicação do coletor; parátipo de Minas Gerais, Passa Quatro, Faz. dos Campos, I.1920, J. F. Zikán leg., 1 fêmea (DZUP).

Comentários. Pelas faixas marginais translúcidas amareladas dos tergos lembra A. langei Urban, 2005, que difere pelo esporão mesotibial inerme e pelos três palpômeros labiais distais curtos, quase igualando o diâmetro do ocelo. Na chave de Urban (2005) A. affinis sp. nov. sai juntamente com A. densopunctatus Urban, 2005 que tem o clípeo inteiramente micro-reticulado com carena longitudinal mediana muito fina, a depressão basal do propódeo com rúgulas longitudinais irregulares e o comprimento dos três palpômeros distais labiais igual a aproximadamente uma vez e meia o diâmetro do ocelo.

Etimologia. Similar à fêmea de A. jordanensis sp. nov.

Anthrenoides alvarengai sp. nov.

Diagnose. Fêmea com o clípeo e a área supraclipeal polidos, carena frontal curta e fina; mesoscuto e escutelo micro-reticulados, tergo basal com pontuação uniforme e sem área discal quase lisa; faixa marginal dos três tergos basais quase fosca.

Holótipo. Fêmea. Comprimento aproximado 5,98; comprimento da asa anterior 3,96; largura da cabeça 1,82; altura da cabeça 1,44; comprimento do olho 1,17. Tegumento predominantemente preto; as antenas com o escapo e o pedicelo enegrecidos, tégulas castanhas, as asas tingidas de castanho; pernas enegrecidas, menos as tíbias anteriores e medianas com nódoa amarelo-esbranquiçada, as nódoas muito reduzidas nas anteriores; esporão mesotibial méleo; tergos pretos com faixa marginal castanha translúcida; esternos enegrecidos com orla esbranquiçada estreita.

Placa labral retangular, sem rúgulas, com os cantos arredondados e as carenas laterais quase até a base; clípeo polido, sem carena longitudinal mediana e com pontos grandes distribuídos irregularmente, separados por um a três diâmetros de ponto; supraclipeal polida, sem micro-reticulação, com protuberância arredondada e pontos menores e mais esparsos que os do clípeo, os pontos mais densos junto às suturas subantenais; carena frontal pouco elevada, com alvéolo médio-ventral prolongado dorsalmente, por curta distância, como um sulco muito fino; fóveas faciais alongadas medindo aproximadamente 1/3 do comprimento dos olhos (0,38: 1,17); mesoscuto e escutelo micro-reticulados, quase foscos, o mesoscuto com os pontos pouco maiores que os retículos e separados por 1 a 2 diâmetros de ponto; escutelo com os pontos maiores que os do mesoscuto, mais densos para a base e medialmente; asas tingidas de castanho, pterostigma amarelo-âmbar; depressão basal do propódeo pouco mais longa que o metanoto, com rúgulas longitudinais paralelas e densas, contorno posterior evidente; esporão mesotibial com cinco dentes muito curtos na metade distal; mesepisternos micro-reticulados; tergos micro-reticulados com faixa marginal lineolada e quase fosca, sem faixa submarginal polida, o primeiro com áreas laterais micro-reticuladas, primeiro e segundo tergos com a pontuação densa até a faixa marginal.

Pilosidade branca; curtíssima e denso-ramificada, com aspecto aveludado na parte posterior do colar pronotal, porém um pouco alongada, densa e de tamanho uniforme nos lobos pronotais, na área subalar e parte dorsal dos mesepisternos menos densa; área ventral dos mesepisternos com cerdas finas com a ponta dobrada em gancho; cerdas brancas na face dorsal nas tíbias posteriores.

Holótipo. Fêmea. "BRAZIL, São Paulo:/ Serra da Bocaina / S. José [do] Barreiro, / 1650m., Nov. 1968 / M. Alvarenga." (AMNH). Parátipos. São Paulo, São Paulo, Cipo, 40 km S de São Paulo, II.10.1964, V. N. Alin coll., 1 fêmea (DZUP); Paraná, Rio Negro, 7.II.1974, J. G. Rozen & R. C. Thompson col., 1 fêmea (DZUP).

Comentários. Na chave de Urban (2005) sai com A. meridionalis (Schrottky, 1906), que difere por ter o escutelo brilhante e com micro-reticulação muito fraca; o primeiro tergo com faixa sub-marginal polida e a pontuação distintamente mais esparsa que a do segundo, a margem dos tergos brilhante com lineolado superficial.

Etimologia. Em homenagem ao coletor do holótipo, Moacyr Alvarenga.

Anthrenoides bocainensis sp. nov.

(Fig. 2)

Diagnose. Macho com o labro enegrecido e as máculas cefálicas amarelas, pernas enegrecidas, clípeo polido, área supraclipeal micro-reticulada com estria discal polida, fronte com carena curta e um alvéolo médio-ventral pequeno.

Holótipo. Macho. Comprimento aproximado 5,30; comprimento da asa anterior 3,54; largura da cabeça 1,65; altura da cabeça 1,32; comprimento do olho 0,94. Tegumento predominante preto. Cabeça com o clípeo e as paroculares inferiores amarelos, o clípeo com duas pequenas nódoas pretas próximas das fóveas tentoriais e a margem preta, mais larga junto aos lóbulos látero-apicais; máculas paroculares não chegando ao terço inferior das suturas subantenais externas, mais largas junto às órbitas; antenas com a face ventral castanho-escura a partir do segundo flagelômero; tégulas translúcidas castanho-amareladas; asas tingidas de castanho, pterostigma castanho-amarelado; pernas enegrecidas menos os tarsômeros distais castanho-claros, as tíbias anteriores e medianas com nódoa basal arredondada amarelo-pálida; esporão mesotibial translúcido esbranquiçado; tergos pretos com faixa marginal larga e translúcida, castanha; esternos castanhos com faixa marginal translúcida esbranquiçada.

Placa labral retangular com os cantos arredondados, as carenas laterais quase até a base; clípeo polido e sem carena longitudinal mediana, com pontos finos muito esparsos; supraclipeal micro-reticulada, não protuberante, elevada em direção à fronte e com pequena estria mediana quase lisa, os pontos rasos junto às suturas subantenais; fronte com micro-reticulação brilhante, carena frontal curta e irregular, entre os alvéolos antenais e com o alvéolo médio-ventral reduzido a um ponto pequeno; fóveas faciais curtas e estreitas, medindo aproximadamente 1/5 do comprimento dos olhos (0,18: 0,94); genas com angulosidade entre a superfície ventral e a posterior, sem projeção dentiforme; mesoscuto e escutelo micro-reticulados com pontos pequenos e esparsos, no mesoscuto mais densos posteriormente, escutelo com áreas sem pontos maiores que o ocelo; depressão basal do propódeo quase igualando o comprimento do metanoto, micro-reticulada e fosca com rúgulas longitudinais curtas irregulares; mesepisternos micro-reticulados e foscos com pontos esparsos e rasos; tergos com faixa marginal lineolada irregularmente, polidos para a base, o tergo basal com a pontuação fina, muito esparsa nas proximidades da faixa marginal, no segundo os pontos um pouco mais densos; sexto esterno com carena basal quase reta, transversal, contínua com as margens laterais do recorte em "U"; projeção mediana do oitavo esterno truncada, sua largura o dobro do diâmetro do ocelo mediano.

Pilosidade branca, inclusive nas pernas; densa mas sem aspecto aveludado na parte posterior do colar e nos lobos pronotais, curta na parte dorsal dos mesepisternos; formando franja decumbente esparsa do quarto ao sexto tergo.

Holótipo. Macho. "BRAZIL, São Paulo:/ Serra da Bocaina / S. José [do] Barreiro, / 1600m., Jan. 1969 / M. Alvarenga." (AMNH). Parátipos. Com os mesmos dados do holótipo, XI. 1968, um macho (AMNH), XI.1970, um macho (DZUP).

Comentários. Na chave de Urban (2005), o macho sai com A. meridionalis que é reconhecida pela supraclipeal inteiramente polida e com protuberância arredondada, pela ausência de carena frontal, mesoscuto polido e área sub-marginal polida e brilhante no tergo basal. Parcialmente simpátrica com A. alvarengai, a qual é conhecida somente pela fêmea, que tem a área supraclipeal protuberante e polida, sem micro-reticulação.

Etimologia. Nome relativo ao local de coleta.

Anthrenoides digitatus sp. nov.

(Fig. 3)

Diagnose. Macho com as projeções látero-apicais do clípeo longas e delgadas, digitiformes; cabeça em grande parte polida com máculas amarelo-pálidas; paroculares elevadas medianamente, junto aos olhos, como em A. guarapuavae Urban, 2005. Fêmea com o clípeo polido e carenado; fóveas faciais em forma de gota com a ponta ventral muito curta e estreita. Tanto o macho como a fêmea com as gáleas muito curtas, medindo aproximadamente a metade do comprimento da cabeça.

Holótipo. Macho. Comprimento aproximado 5,30; comprimento da asa anterior 4,31; largura da cabeça 1,78; altura da cabeça 1,17; comprimento do olho 0,89. Tegumento predominantemente preto, menos o clípeo e as paroculares inferiores amarelo-pálidos, o clípeo com duas manchinhas pretas próximas às fóveas tentoriais e a margem preta, as máculas paroculares grandes, com o bordo dorsal mais longo junto aos olhos e medialmente quase até a metade das suturas subantenais externas; antenas com a face dorsal dos flagelômeros castanha a partir do quinto e a face ventral amarelo-acastanhada pálida a partir do terceiro flagelômero; tégulas amarelo-acastanhadas; asas tingidas de castanho-amarelado; pterostigma amarelo-âmbar; tarsômeros intermediários e o distal amarelo-âmbar; esporão mesotibial translúcido esbranquiçado. Tergos castanhos com áreas enegrecidas, nos distais o castanho mais claro, a faixa marginal translúcida levemente acastanhada, porém um pouco amarelada nos dois tergos basais.

Placa labral curta e arredondada, com as carenas laterais muito curtas, junto ao ápice; clípeo polido com pontos esparsos, sem carena longitudinal mediana, com as projeções látero-apicais digitiformes; supraclipeal polida com pontos nos lados e área lisa ao longo do meio; fronte com sulco mediano quase até o ocelo, orlado por duas carenas finas quase paralelas; fóveas faciais elipsóides curtas e largas, menores que 1/4 do comprimento dos olhos (0,18: 0,89); genas com angulosidade obtusa rasa entre a superfície ventral e a posterior; mesoscuto e escutelo polidos, com pontos finos extremamente esparsos separados por intervalos maiores que o diâmetro do ocelo; mesepisternos polidos, com micro-reticulação superficial em algumas áreas; depressão basal do propódeo quase lisa, tão longa quanto o metanoto, com o rebordo posterior pouco marcado e uma área polida mediana, atrás da depressão basal; os tergos polidos, com áreas fracamente micro-reticuladas e faixa marginal larga, brilhante e fracamente lineolada; tergo basal com pontos esparsos; sexto esterno com a carena basal em arco, contínua com os bordos laterais do recorte em "U"; projeção mediana do oitavo esterno truncada e tão larga quanto o dobro do diâmetro do ocelo mediano.

Pilosidade branca; muito curta e denso-plumosa na parte posterior do colar pronotal, nos lobos um pouco mais longa e de tamanho uniforme, denso-plumosa; segundo ao quarto tergo com faixas laterais de pêlos curtos e decumbentes, pouco distintas da pilosidade adjacente, no quinto e sexto tergos com franja decumbente muito esparsa.

Fêmea. Comprimento aproximado 7,35; comprimento da asa anterior 5,00; largura da cabeça 2,14; altura da cabeça 1,42; comprimento do olho 1,17. Tegumento enegrecido exceto pequena mácula amarela ovalada nas paroculares inferiores, perto das fóveas tentoriais; antenas amarelo-âmbar a partir do terceiro flagelômero ventralmente e, com áreas castanhas na face dorsal, do quarto flagelômero em diante; asas tingidas de castanho; tégulas amarelo-acastanhadas; pernas castanhas, tíbias anteriores e medianas com nódoa amarela basal; esporão mesotibial castanho-amarelado; tergos com larga faixa marginal amarelo-acastanhada; esternos com faixa marginal translúcida esbranquiçada estreita.

Placa labral quase retangular, curta e com a margem arredondada, as carenas laterais quase alcançando a base da placa; clípeo polido, com carena longitudinal mediana e pontos grandes, maiores que os intervalos; supraclipeal com micro-reticulação irregular e pontos grandes; carena frontal curta, iniciando pouco abaixo dos alvéolos antenais e estendendo-se até pouco acima da tangente dorsal aos mesmos; fóveas faciais foscas, menores que 1/3 do comprimento dos olhos (0,34: 1,17), em forma de gota alargada, com a ponta ventral muito curta e estreita e a parte larga um pouco maior que a metade do seu comprimento (0,18: 0,34); mesoscuto, escutelo, mesepisternos e tergos como no macho; depressão basal do propódeo tão longa quanto o metanoto, quase lisa, com micro-reticulação brilhante e rúgulas irregulares muito finas; esporão mesotibial com três dentes subapicais finos e numerosos dentículos muito pequenos para a base.

Pilosidade branca; no pronoto como no macho; tíbias posteriores com cerdas brancas na face dorsal; área ventral dos mesepisternos com cerdas finas dobradas na ponta; quinto e sexto tergos com pêlos castanho-claros.

Holótipo. Macho. "Passos - MG / Brasil - 5-I-63 / Claudionor Elias" (DZUP). Parátipos. Minas Gerais, com os mesmos dados do holótipo, 2 fêmeas; da mesma localidade, 12.I.1963, C. Elias leg., 2 fêmeas; 18-23.XI.1963, C. Elias leg., 2 machos; 28-31.XII.1963, C. Elias leg.,1 fêmea; XII, 1963, C. & T. Elias leg., 1 macho; 21.XII.1964, C. Elias leg., 1 fêmea; Araxá, 17-23.II.1965, C. Elias leg., 1 fêmea e 2 machos; III.1965, C. & T. Elias leg., 1 macho e 1 fêmea; 29.XI.1965, C. T. & C. Elias leg., 1 fêmea; 25.XII.1965, C. Elias leg., 1 fêmea; Ibiá, 14.III.1962, C. Elias leg., 2 fêmeas; 10.XII.1965, C. Elias leg., 1 macho; 17.XII.1965, C. Elias leg., 2 fêmeas; Patos de Minas, 23.XI.1965, C. Elias leg., 1 macho e 2 fêmeas; Perdizes, 8.IV.1965, C. Elias leg., 1 macho. São Paulo, Ribeirão Preto, Campus da USP, 10.IV.1999, Melo leg., 4 fêmeas (DZUP).

Comentários. Um macho coletado em Araxá com pequena estria amarela na área supraclipeal. Parátipos fêmeas com variação nas máculas amarelas das paroculares inferiores: ausentes, reduzidas ou até com o dobro do tamanho do ocelo mediano; a carena clipeal variando no comprimento, até o meio do clípeo ou quase até o ápice; as fóveas faciais às vezes brilhantes; uma fêmea de Passos com uma das fóveas faciais sem o contorno definido. Os machos, como os de A. meloi Urban, 2005, com placa labral preta e sulco frontal orlado por carenas. Entretanto, A. meloi tem as projeções látero-apicais do clípeo lobuladas e o porte mais robusto. A fêmea sai, na chave de Urban (2005) com A. meloi, pelo clípeo polido, com carena mediana e pelas fóveas faciais largas dorsalmente; porém difere de A. meloi pelo mesoscuto e mesepisternos polidos e pela carena frontal curta e fina, sem sulco. O macho de A. digitatus sai, na referida chave, juntamente com A. pinhalensis Urban, 2005 e A. guarapuavae Urban, 2005; porém se distingue pelas projeções digitiformes do clípeo, máculas paroculares grandes amarelo-esbranquiçadas e pelo sulco frontal.

Etimologia. Nome alusivo às duas projeções digitiformes do clípeo do macho.

Anthrenoides falsificus sp. nov.

(Fig. 4)

Diagnose. Fêmea com o clípeo, mesoscuto e escutelo polidos, o mesoscuto com micro-reticulação superficial em algumas áreas; mesepisternos brilhantes com micro-reticulação superficial; fronte com um sulco fino entre os alvéolos; área basal do propódeo longa como o metanoto e com poucas rúgulas.

Holótipo. Fêmea. Comprimento aproximado 7,74; comprimento da asa anterior 6,15; largura da cabeça 2,38; altura da cabeça 1,86; comprimento do olho 1,36. Tegumento preto, as antenas castanhas ventralmente a partir do quarto flagelômero, tégulas translúcidas castanhas, as asas fracamente tingidas de castanho; tíbias sem mácula amarela basal, esporão mesotibial castanho-claro; tergos com faixa marginal translúcida amarelo-acastanhada.

Placa labral trapezoidal, alongada, sem rúgulas, com carenas aos lados dos 2/3 distais; clípeo polido, sem carena mediana longitudinal, com micro-pontos esparsos e pontos grandes, estes separados por espaços menores que os pontos até espaços medindo quatro vezes o diâmetro dos pontos; supraclipeal polida e pouco protuberante, com pontuação um pouco densa perto das suturas subantenais e uma área discal sem pontos igual ao tamanho do ocelo mediano; fronte elevada e sem carena definida, com um ponto mediano ao nível da tangente alveolar inferior, maior que os pontos clipeais e, um sulco curto muito fino entre os alvéolos; fóveas faciais bem delimitadas, longas e um pouco alargadas no terço dorsal, seu comprimento igual a 1/3 do comprimento dos olhos (0,46: 1,36); mesoscuto e escutelo polidos, o mesoscuto com micro-reticulação muito superficial no disco e um pouco mais marcada em volta, os pontos separados por espaços variáveis de 1 a 3 diâmetros de ponto; depressão basal do propódeo polida e tão longa quanto o metanoto, com a margem posterior marcada fracamente e rúgulas curtas e irregulares; mesepisternos brilhantes, com micro-reticulação superficial e pontos esparsos; esporão mesotibial com dentes finos; o primeiro tergo inteiramente polido e quase sem pontos, os demais com faixa marginal brilhante fracamente lineolada e polidos para a base, o segundo e o terceiro com ponto finos muito rasos e pouco densos.

Pilosidade branca predominando, inclusive nos dois artículos basais das pernas, creme no dorso do mesossoma até o metanoto e nos demais artículos das pernas; curtíssima na parte posterior do colar pronotal e um pouco mais longa nos lobos, também densa; com uma tonalidade âmbar na face ventral dos basitarsos anteriores; face dorsal das tíbias posteriores com algumas cerdas bicoloridas, castanhas na base e creme na ponta; área ventral dos mesepisternos com cerdas brancas onduladas, não dobradas em gancho na ponta.

Holótipo. Fêmea. "Dpto Zool / UF-Paraná"; "Santa Tereza - ES / Brasil 17/8/1967 / C. T. & C. Elias leg" (DZUP). Um parátipo, fêmea, com os mesmos dados (DZUP).

Comentários. O holótipo está com a cabeça deslocada para a frente. Na chave de Urban (2005), sai com A. corrugatus Urban, 2005, que difere pelo porte maior (11,22 mm de comprimento), pelo comprimento das gáleas quase igualando o da cabeça, pela área basal do propódeo densamente enrugada, pelos dois palpômeros labiais distais (0,34: 0,37), quase chegando ao dobro do diâmetro do ocelo mediano (0,20), e a pilosidade castanha dos tarsos. Anthrenoides falsificus sp. nov. , tem as gáleas curtas, aproximadamente a metade do comprimento da cabeça, base do propódeo polida e os dois palpômeros labiais distais com o mesmo comprimento (0,20) e um pouco maiores que o diâmetro do ocelo mediano (0,16).

Etimologia. Nome dado devido à semelhança entre alguns caracteres desta espécie com A. corrugatus.

Anthrenoides flavomaculatus sp. nov.

(Figs. 5 e 6)

Diagnose. Macho com o labro preto, máculas cefálicas amarelas, carena frontal curta e genas com projeção ventral dentiforme. Fêmea com desenhos amarelos no clípeo e nas paroculares inferiores.

Holótipo. Macho. Comprimento aproximado 8,51; comprimento da asa anterior 5,77; largura da cabeça 2,40; altura da cabeça 1,65; comprimento do olho 1,32. Tegumento preto predominando. Clípeo e paroculares inferiores amarelos, o clípeo com a margem preta e duas manchinhas pretas próximas das fóveas tentoriais; a mácula das paroculares alongada, alcançando os dois terços inferiores da sutura subantenal externa e um pouco mais longa junto à órbita. Antenas castanhas dorsalmente a partir do quarto flagelômero e de um castanho levemente avermelhado a partir do terceiro flagelômero ventralmente; tégulas translúcidas amarelo-âmbar; asas tingidas de castanho-amarelado; esporão mesotibial castanho; tíbias sem nódoa amarela basal; tergos castanho-claros, os distais com uma tonalidade castanho-amarelada.

Placa labral trapezóide com a ponta fracamente emarginada, as carenas laterais quase até o meio; clípeo polido, sem carena longitudinal mediana e com pontos pequenos rasos dispersos, as projeções látero-apicais lobuladas porém com aparência digitiforme quando vistas frontalmente; supraclipeal polida, protuberante e com pontuação densa nos lados; carena frontal fina, da metade da área supraclipeal até a tangente alveolar superior; fóveas faciais elipsóides, medindo aproximadamente 1/4 do comprimento dos olhos (0,30: 1,32); genas com projeção ventral dentiforme curta e um pouco arqueada para a frente, entre a superfície ventral e a posterior; mesoscuto e escutelo polidos, com os intervalos entre os pontos maiores no disco, igualando 2 a 3 diâmetros de ponto; depressão basal do propódeo quase tão longa quanto o metanoto, com rúgulas esparsas e irregulares no meio e pontos rasos nos lados, rebordo posterior somente em pequena área mediana; mesepisternos micro-reticulados e brilhantes com pontos finos esparsos; tergos micro-reticulados com pontuação densa rasíssima e a faixa marginal lineolada; sexto esterno com carena basal em arco, contínua com as margens do recorte em "U"; projeção mediana do oitavo esterno estreita, quase igualando o diâmetro do ocelo mediano.

Pilosidade creme na cabeça, dorso do mesossoma e no tergo distal; densa e muito curta na área posterior do colar pronotal, um pouco mais longa e densa nos lobos pronotais, em volta do mesoscuto e no escutelo; predominantemente branca nas pernas; quinto e sexto tergos com franja longa esbranquiçada e muito esparsa, decumbente; nos lados do segundo ao quarto tergo com franjas laterais.

Fêmea. Comprimento aproximado 8,33; comprimento da asa anterior 6,24; largura da cabeça 2,63; altura da cabeça 1,92; comprimento do olho 1,45. Tegumento enegrecido, excetuando uma estria mediana e nódoas amarelas laterais triangulares no clípeo e máculas amarelas quase quadradas nas paroculares inferiores; antenas castanhas a partir do terceiro flagelômero, no lado ventral; tégulas translúcidas, castanho-amareladas; asas tingidas de amarelo-acastanhado; pernas sem mácula amarela na base das tíbias, esporão mesotibial castanho-escuro; tergos com faixa marginal larga amarelo-acastanhada translúcida, os esternos castanhos com faixa marginal translúcida amarelo-esbranquiçada.

Placa labral trapezoidal com uma rúgula mediana longitudinal e numerosas rúgulas divergentes da base e do meio para os lados, quase até o ápice, as carenas laterais ultrapassando a metade da placa; clípeo polido e sem carena longitudinal mediana, com pontos grandes um pouco densos e micro-pontos esparsos; supraclipeal polida, protuberante, com a pontuação mais densa que a do clípeo; carena frontal da metade da supraclipeal até pouco acima da tangente alveolar superior; fóveas faciais elipsóides e largas com pontos pilígeros, medindo aproximadamente 1/3 do comprimento dos olhos (0,48: 1,45); mesoscuto, escutelo, depressão basal do propódeo, mesepisternos e tergos como no macho; esporão mesotibial com numerosos dentes curtos e finos.

Pilosidade creme na cabeça e dorso do mesossoma; muito densa e curta na parte posterior do colar pronotal, pouco mais alongada e densa nos lobos pronotais e no contorno do mesoscuto, no disco do mesoscuto curta e ereta com pêlos longos de permeio; alongada e densa no escutelo; branca na face ventral do mesossoma; face dorsal das tíbias posteriores com cerdas bicoloridas, castanhas na base e brancas na ponta, mescladas com cerdas castanhas; cerdas longas e semi-decumbentes na face ventral dos mesepisternos, não dobradas na ponta; branca nos tergos basais, formando faixas laterais no segundo tergo e faixa completa no terceiro e quarto, castanha nos dois tergos distais.

Holótipo. Macho. "Perdizes - MG / Brasil 8-IV 65 / C. Elias leg." (DZUP). Parátipos. Minas Gerais: com os mesmos dados do holótipo, 11 fêmeas; Araxá, IV.1964, C. & T. Elias leg., 1 macho; 5.IV.1965, C. Elias leg., 2 machos; 22.IV.1965, C. Elias leg., 1 macho; IV.1965, C. & T. Elias leg., 4 machos; 5.V.1965, C. Elias leg.1 macho. São Paulo, Cajuru, Fazenda Rio Grande, 25.III.2000, G. A. R. Melo leg., 4 fêmeas; 4.IV.2000, 1 fêmea; 12.IV.2001, G. A. R. Melo & M. C. Gaglianone leg., 1 fêmea; 13.IV.2001, 1 fêmea; Corumbatai, Pasto-Topo, 31.III.2003, Bianchi-Santos, M. leg., 2 fêmeas (DZUP).

Comentário. O macho sai com A. meridionalis na chave de Urban (2005), porém o macho de A. meridionalis não tem carena frontal nem projeção dentiforme na face ventral das genas e a projeção mediana do oitavo esterno tem o dobro do diâmetro do ocelo mediano; a fêmea sai com A. rodrigoi Urban, 2005, que não tem máculas amarelas na cabeça.

Etimologia. Nome alusivo às máculas cefálicas amarelas que ocorrem tanto no macho como na fêmea.

Anthrenoides glossatus sp. nov.

(Figs. 7 e 8)

Diagnose. Glossa quase tão longa quanto a metade do comprimento do corpo, área posterior do colar pronotal mais longa que uma vez e meia o diâmetro do ocelo mediano, mesoscuto, escutelo e mesepisternos polidos; macho com máculas esbranquiçadas na cabeça, o clípeo em parte preto; a fêmea com a cabeça tão longa quanto larga e as fóveas faciais estreitas e longas.

Holótipo. Macho. Comprimento aproximado 9,42; comprimento da asa anterior 6,16; largura da cabeça 2,42; altura da cabeça 2,16; comprimento do olho 1,39. Tegumento castanho-enegrecido na cabeça, mesoscuto e escutelo, com uma tonalidade mais clara e um pouco avermelhada nas genas, face ventral do mesossoma e pernas. Clípeo e paroculares inferiores com máculas esbranquiçadas, a mácula do clípeo em forma de faixa subapical estreita na parte protuberante do clípeo, os flancos e o restante do clípeo pretos; nas paroculares, a mácula quase triangular, até os olhos e não chegando à sutura epistomal; antenas castanho-enegrecidas, na face ventral castanhas a partir do ápice do segundo flagelômero; tégulas castanhas, translúcidas; asas tingidas de castanho; pernas sem mácula amarela na base das tíbias; esporão mesotibial castanho; tergos com área basal de um castanho-âmbar e faixa marginal castanha translúcida; esternos castanhos com faixa marginal translúcida amarelo-esbranquiçada.

Placa labral curta, larga e com a carena apical um pouco emarginada, sem carenas laterais, o contorno pouco distinto do restante do labro; clípeo protuberante, polido e com pontos irregulares alongados ou arredondados; supraclipeal polida com micro-reticulação muito superficial, sem pontos no disco, protuberante desde a base; sem carena frontal porém com um ponto mediano unido a um sulco interalveolar longitudinal finíssimo; fóveas faciais muito estreitas ventralmente, brilhantes e com pontos como os das paroculares, medindo aproximadamente 1/4 do comprimento dos olhos (0,36: 1,39); genas com a superfície ventral e a posterior quase em ângulo reto, a angulosidade projetada em um tubérculo pequeno carenado; mesoscuto e escutelo polidos, com os pontos do mesmo tamanho, separados por espaços de 1 a 4 diâmetros de ponto; depressão basal do propódeo mais longa que o metanoto, o rebordo posterior elevado e com trabéculas longitudinais separando alvéolos grandes medialmente, as trabéculas irregulares nos flancos; mesepisternos polidos; tergos polidos com pontuação como a do mesoscuto e faixa marginal brilhante e com micro-reticulação superficial menos o basal com pontos menores e mais esparsos e com micro-reticulação superficial; sexto esterno com carena basal em arco contínua com as margens do recorte em "U"; projeção mediana do oitavo esterno estreita, pouco mais larga que o diâmetro do ocelo mediano.

Pilosidade branca, esparsa nos tergos, exceto no distal castanho-pálida; área posterior do colar e os lobos pronotais com pêlos curtos lisos e plumosos, os lobos com pêlos denso-plumosos de cor creme no contorno posterior.

Fêmea. Comprimento aproximado 11,35; comprimento da asa anterior 8,00; largura da cabeça 2,54; altura da cabeça 2,54; comprimento do olho 1,58. Tegumento castanho-enegrecido na cabeça, mesoscuto e escutelo; antenas castanhas; face ventral do mesossoma, pernas, metanoto e propódeo castanho-avermelhados; tégulas e asas como no macho; as pernas sem mácula basal amarela nas tíbias; esporão mesotibial enegrecido; dois tergos basais castanho-avermelhados, os demais enegrecidos com áreas avermelhadas, a faixa marginal castanha.

Placa labral quase quadrangular com a margem um pouco arredondada e carenas nos lados dos 2/3 distais, com uma rúgula mediana longitudinal e rúgulas divergentes laterais até o meio da placa; clípeo e supraclipeal polidos com pontos grandes irregulares e intervalos menores que os pontos; sem carena frontal, com um ponto mediano pequeno prolongado dorsalmente em sulco muito curto e fino orlado com margens polidas; fóveas faciais estreitas e longas, medindo cerca de 1/3 do comprimento dos olhos (0,55: 1,58); esporão mesotibial com o dente apical encurvado e 7 dentes grossos para a base; os esporões metatibiais com dentes até a base, um pouco mais grossos junto ao ápice; mesossoma e tergos como no macho.

Pilosidade branca, porém com cerdas bicoloridas na face dorsal das tíbias posteriores, castanhas na metade basal e brancas na distal; pronoto como no macho; no quinto tergo castanho-escura e densa e no sexto castanho-pálida; face ventral dos mesepisternos com cerdas semi-decumbentes um pouco arqueadas.

Holótipo. Macho. "Coleção / Campos Seabra"; "in cop."; "Fl. Tijuca / 27-XI-55 / Moure-Seabra". (DZUP). Parátipo, em outro alfinete e com os mesmos dados, 1 fêmea (DZUP). Coletados na cidade do Rio de Janeiro, Floresta da Tijuca.

Comentários. O mesoscuto com o sulco mediano e as parápsides bem evidentes como em A. admirabilis Urban, 2005 e A. serranicola Urban, 2005. Tanto o macho como a fêmea saem na chave de Urban (2005) juntamente com A. admirabilis pelo alongamento da glossa, porém A. admirabilis difere pelas faixas opacas amareladas dos tergos.

Etimologia. Nome alusivo à glossa, extremamente longa.

Anthrenoides jordanensis sp. nov.

(Fig. 9 )

Diagnose. Os três palpômeros labiais distais pouco menores que o dobro do diâmetro do ocelo mediano e os palpômeros maxilares mais longos que o diâmetro do ocelo. Macho com o labro enegrecido; clípeo castanho-enegrecido na metade basal e a distal esbranquiçada, máculas paroculares esbranquiçadas e muito curtas; cabeça em grande parte fosca. A placa labral da fêmea com uma rúgula mediana longitudinal mais longa e rúgulas basais divergentes, as fóveas faciais rasas e longas, sem micro-reticulação; tarsos enegrecidos inclusive os esporões mesotibiais. Tergos sem faixa marginal amarelada.

Holótipo. Macho. Comprimento aproximado 8,25; comprimento da asa anterior 6,00; largura da cabeça 2,53; altura da cabeça 1,79; comprimento do olho 1,12. Tegumento castanho-enegrecido, inclusive no labro, exceto a metade distal do clípeo e as máculas paroculares esbranquiçadas, no clípeo a área esbranquiçada ocupando a metade distal e prolongada no meio em forma de pequeno lóbulo; nas paroculares inferiores, a mácula muito curta, um pouco alongada junto às órbitas; antenas castanho-pálidas a partir do terceiro flagelômero, no lado ventral; tégulas castanho-amareladas; asas tingidas de amarelo-âmbar e na ponta um pouco acastanhadas; tíbias sem nódoa basal amarela; esporão mesotibial castanho; esternos castanhos com áreas castanho-amareladas.

Placa labral curta, com o bordo arredondado e as carenas laterais um pouco côncavas, até o meio da placa; clípeo com micro-reticulação superficial, polido na parte distal, brilhante e sem carena longitudinal mediana; área supraclipeal micro-reticulada, elevada em direção à fronte; carena frontal muito delgada, até o meio da distância alvéolo-ocelar; fóveas faciais curtas e rasas, medindo 1/5 do comprimento dos olhos (0,22: 1,12); genas com pequena projeção angulosa ventral; mesoscuto e escutelo micro-reticulados porém brilhantes, o mesoscuto com pontos finos separados por 2 a 4 diâmetros de ponto, o escutelo com os pontos e os espaços entre os pontos um pouco maiores; depressão basal do propódeo mais longa que o metanoto, porém indistinta nos lados, micro-reticulada, com algumas rúgulas muito finas e divergentes para os lados, o contorno posterior pouco marcado medianamente; mesepisternos micro-reticulados e brilhantes, com pontos finos esparsos. Tergos com a faixa marginal fracamente lineolada, brilhante; o basal polido com pontos finíssimos esparsos, os dois seguintes com micro-reticulação superficial; sexto esterno com as carenas laterais do recorte em "U" convergentes em ângulo para a base do esterno; projeção mediana do oitavo esterno pouco mais larga que o diâmetro do ocelo mediano.

Pilosidade branca predominando, curta e pouco conspícua, com pêlos castanhos mesclados aos brancos em parte da cabeça; castanha na fronte, vértice e mesoscuto, no mesoscuto os pêlos curtíssimos entremeados com alguns muito longos; creme no pronoto, os pêlos alongados tanto no colar como nos lobos, não densos e variáveis no comprimento; quinto e sexto tergos com franja decumbente rala; nos lados dos tergos intermediários os pêlos um pouco mais densos; castanho-clara no tergo distal.

Fêmea. Comprimento aproximado 10,00; comprimento da asa anterior 7,93; largura da cabeça 2,34; altura da cabeça 2,10; comprimento do olho 1,44. Tegumento castanho-enegrecido, as asas como no macho, tíbias sem mácula amarela basal, esporão mesotibial castanho escuro e faixa castanha na margem dos tergos.

Placa labral trapezoidal com os cantos basais e os apicais arredondados, os contornos laterais um pouco côncavos e as carenas laterais quase até a base da placa, com uma rúgula longitudinal mediana longa e rúgulas divergentes curtas aos lados, até o meio da placa; clípeo e supraclipeal micro-reticulados e brilhantes, o clípeo com os pontos grandes também com micro-reticulação e a supraclipeal com pontos muito rasos aos lados e sem pontos no disco; carena frontal como no macho; fóveas faciais muito rasas, longas e polidas, sem micro-reticulação, distintamente maiores que 1/3 do comprimento dos olhos (0,58: 1,44); mesoscuto e escutelo micro-reticulados e quase foscos, com pontuação densa, os pontos separados por um a dois diâmetros de ponto; a depressão basal do propódeo como no macho; esporão mesotibial quase tão longo quanto o basitarso, com sete dentes fortes; tergos com micro-reticulação, o primeiro com áreas brilhantes e a faixa marginal lineolada e quase fosca.

Pilosidade creme-esbranquiçada, castanho-pálida nos dois tergos distais; enegrecida nas tíbias e tarsos, as tíbias posteriores com cerdas bicoloridas na face dorsal, enegrecidas na base e com a parte apical branca; curta e densa tanto no colar pronotal como nos lobos; castanho-pálida e curtíssima no mesoscuto mesclada com pêlos longos esparsos; face ventral dos mesepisternos com cerdas finas, longas e arqueadas e cerdas dobradas na ponta; nos tergos curta e esparsa, formando pequenas franjas laterais.

Holótipo. Macho. "Cpos [Campos] do Jordão / SP Brasil X-57 / Lenko leg." (DZUP). Parátipos. São Paulo: da mesma localidade e coletor, XI.1957, 2 machos e 3 fêmeas; XII.1957, 2 fêmeas; X.1957, 1 fêmea; Campos do Jordão, I.1948, sem indicação de coletor, 1 macho; X.1957, sem indicação de coletor, 1 fêmea. (DZUP).

Comentários. O macho, pelo clípeo em parte enegrecido e em parte esbranquiçado, sai com A. pinhalensis na chave de Urban (2005). O macho de A. pinhalensis tem o clípeo polido, esbranquiçado e com duas nódoas castanhas perto das fóveas tentoriais, os palpômeros labiais distais curtos, quase igualando o diâmetro do ocelo mediano. A fêmea sai com A. langei na referida chave. Anthrenoides affinis sp. nov. é parcialmente simpátrica com A. jordanensis sp. nov., porém difere pelo tegumento e a pilosidade amarelados nos tarsos, o esporão mesotibial também amarelado, a pilosidade fina e amarelada até na faixa marginal pálida dos tergos e pelas fóveas faciais micro-reticuladas.

Etimologia. Nome relativo à localidade-tipo.

Anthrenoides labratus sp. nov.

(Fig. 11)

Diagnose. Fêmea com a placa labral triangular, mais longa que larga, com a ponta estreita e arredondada; clípeo polido, tíbias sem mácula amarela basal, mesoscuto e escutelo polidos.

Holótipo. Fêmea. Comprimento aproximado 10,45; comprimento da asa anterior 6,60; largura da cabeça 2,37; altura da cabeça 1,94; comprimento do olho 1,44. Tegumento castanho-avermelhado, um pouco mais claro na face ventral das antenas a partir do ápice do terceiro flagelômero; tégulas translúcidas castanho-amareladas; asas tingidas de amarelo-méleo; esporão mesotibial castanho; tergos com faixa marginal castanha.

Placa labral triangular, quase lisa, mais longa que sua largura basal, com a ponta estreita e arredondada, as carenas laterais quase até a base; clípeo polido com área discal lisa e pontos grandes separados por intervalos do tamanho dos pontos ou pouco menores; supraclipeal polida, com área discal lisa e pontos como os clipeais no disco e menores nos flancos; fronte sem carena; fóveas faciais elipsóides, largas, medindo quase 1/3 do comprimento dos olhos (0,43: 1,44); mesoscuto e escutelo polidos, o mesoscuto com área anterior micro-reticulada e pontos separados por intervalos de 2 a 3 diâmetros de ponto; escutelo com os pontos como os do mesoscuto porém muito esparsos deixando espaços lisos grandes; depressão basal do propódeo mais curta que o metanoto, com uma rúgula longitudinal mediana e algumas laterais esparsas e curtas, rebordo posterior mais evidente no meio; esporão mesotibial quase tão longo quanto o basitarso, com 8 dentes grossos, diminuindo um pouco para a base; esporões metatibiais ciliados; mesepisternos polidos com áreas fracamente micro-reticuladas; tergos polidos com pontos finos e faixa marginal larga micro-reticulada e brilhante, o basal com pontos finos muito esparsos nos lados.

Pilosidade esbranquiçada predominando; parte posterior do colar pronotal e lobos pronotais com pêlos alongados e curtos, lisos e ramificados, sem encobrir o tegumento; cerdas amarelo-âmbar na face ventral dos basitarsos; tíbias posteriores com cerdas bicoloridas na face dorsal, castanhas na base e apicalmente brancas; face ventral dos mesepisternos com cerdas longas e finas, semi-eretas e arqueadas na ponta.

Holótipo. Fêmea. "Floresta da Tijuca / D. Federal [Rio de Janeiro] Brasil / 24 Janeiro 1956 / C. A. C. Seabra coll." (DZUP).

Comentário. Na chave de Urban (2005) sai com A. antonii Urban, 2005, que ocorre do Paraná ao Rio Grande do Sul e tem a placa labral retangular, arredondada nos cantos.

Etimologia. Nome alusivo ao aspecto peculiar da placa labral.

Anthrenoides lavrensis sp. nov.

(Fig. 10)

Diagnose. Macho com o labro preto e as máculas cefálicas esbranquiçadas; clípeo micro-reticulado com área basal enegrecida de contorno irregular; genas sem tubérculo. Fêmea com os tergos de cor âmbar, ao menos em parte; clípeo micro-reticulado e brilhante, fóveas faciais curtas e o palpômero labial basal quase uma vez e meia a soma dos três palpômeros distais.

Holótipo. Macho. Comprimento aproximado 6,08; comprimento da asa anterior 4,99; largura da cabeça 1,94; altura da cabeça 1,39; comprimento do olho 1,00. Cabeça e dorso do mesossoma pretos; o clípeo esbranquiçado com a margem, nódoa quase triangular junto ao ramo transversal da sutura epistomal e duas nódoas junto às fóveas tentoriais, prolongadas dorsalmente até os ramos laterais da sutura epistomal, pretas; paroculares inferiores com as máculas esbranquiçadas muito curtas, até o ramo lateral da sutura epistomal; antenas castanho-amareladas ventralmente a partir do ápice do segundo flagelômero; tégulas enegrecidas e asas tingidas de castanho; face ventral do mesossoma, pernas e tergos castanho-enegrecidos; esporões mesotibiais castanho-escuros; tergos enegrecidos com margem translúcida castanha, menos o terço basal do sexto e grande parte do sétimo tergo amarelo-âmbar; esternos em parte castanho-amarelados e em parte amarelo-âmbar.

Placa labral um pouco mais estreita apicalmente, com os contornos laterais fracamente carenados quase até a base; clípeo e supraclipeal com micro-reticulação superficial e pontos pequenos, muito esparsos no clípeo e muito rasos na supraclipeal; carena frontal fina e longa, não chegando ao ocelo mediano; fóveas faciais muito estreitas no terço ventral e alargando um pouco na parte dorsal porém aí mais estreitas que a metade do diâmetro do ocelo mediano, pouco maiores que 1/4 do comprimento dos olhos (0,27: 1,00); genas angulosas; mesoscuto e escutelo com micro-reticulação pouco marcada, brilhantes, com os pontos distribuídos irregularmente deixando áreas de vários tamanhos entre os mesmos, algumas ultrapassando o tamanho do ocelo mediano, no escutelo os pontos um pouco maiores; depressão basal do propódeo mais longa que o metanoto, com rúgulas curtas e pouco evidentes na base e o contorno posterior pouco marcado; mesepisternos micro-reticulados com pontos esparsos finíssimos; tergos brilhantes e com micro-reticulação pouco marcada, o basal com pontos muito esparsos e os dois seguintes com pontos esparsos no disco e mais densos para a base, a faixa marginal brilhante e lineolada; sexto esterno com o recorte mediano alargando um pouco junto à base, carena basal em arco, contínua com os bordos laterais do recorte em "U"; projeção mediana do oitavo esterno estreita, quase igualando o diâmetro do ocelo mediano.

Pilosidade branca predominando; pêlos amarelados, lisos e ramificados no colar e nos lobos pronotais; curtos e esparsos nos tergos porém um pouco alongados nos flancos, de um castanho claro no vértice e nos dois tergos distais; amarelada no mesoscuto e escutelo.

Fêmea. Comprimento aproximado 8,77; comprimento da asa anterior 5,67; largura da cabeça 2,18; altura da cabeça 1,63; comprimento do olho 1,20. Tegumento enegrecido na cabeça e mesossoma; antenas com os flagelômeros castanho-amarelados na face ventral, a partir da metade do segundo flagelômero; tégulas enegrecidas; asas tingidas de castanho; pernas sem mácula amarela na base das tíbias, tarsômeros um pouco amarelados exceto os basitarsos enegrecidos; esporão mesotibial méleo; tergos castanhos com área discal larga amarelo-âmbar e a faixa marginal castanha; esternos castanhos com faixa marginal translúcida larga amarelada.

Placa labral com a margem arredondada, com rúgulas basais curtas e divergentes, as carenas laterais quase até a articulação labro-clipeal; clípeo micro-reticulado e brilhante, com pontos grandes; supraclipeal micro-reticulada com os pontos menores que a metade do tamanho dos pontos clipeais; carena frontal fina e quase duas vezes mais longa que o diâmetro do ocelo mediano; fóveas faciais rasas e pilosas, pouco mais largas dorsalmente e pouco mais longas que 1/4 do comprimento dos olhos (0,43: 1,20); mesoscuto e escutelo micro-reticulados como no macho porém os espaços sem pontos do mesoscuto medindo cerca de meio diâmetro do ocelo; o escutelo com a micro-reticulação muito superficial e os pontos um pouco maiores que os mesoscutais; depressão basal do propódeo e mesepisternos como no macho; esporão mesotibial com três dentes subapicais pouco maiores que os basais; tergos brilhantes e com micro-reticulação superficial, a faixa marginal como no macho, tergo basal com pontos pequenos esparsos, o segundo com pontos densos na área discal.

Pilosidade esbranquiçada na cabeça, face ventral do mesossoma e nos esternos; no pronoto como no macho; castanha e curtíssima no mesoscuto, com pêlos longos intercalados; face externa das tíbias posteriores com cerdas brancas mescladas com cerdas bicoloridas, enegrecidas na base e brancas na ponta; toda a face ventral dos mesepisternos com cerdas finas, longas e dobradas em gancho na ponta; quatro tergos basais com micro-pilosidade castanha, os dois distais com pêlos longos castanho-escuros.

Holótipo. Macho. "Nº 950838 / H 12:00 / 14:00 / Planta 032"; "Lavras Novas Ouro Preto / MG - Brasil 17/VIII/1996 / 20º 28' 22" S 43º 33" 4" W / Faria, G. M., Melo, M. A., Daniel, A. M., Paiva, G. leg." (DZUP). Parátipos: com os mesmos dados do holótipo, 20.VIII.1996, 2 fêmeas (DZUP).

Comentário. Um parátipo fêmea com os tergos castanhos, o metassoma colado em um cartão. Tanto o macho como a fêmea saem juntamente com A. pinhalensis na chave proposta por Urban (2005). Entretanto o macho de A. pinhalensis tem o clípeo polido e esbranquiçado, às vezes com uma faixa irregular enegrecida e muito estreita junto à base; genas com tubérculo na angulosidade ventral; pilosidade fina e curta dos tergos até as adjacências da faixa marginal; segundo e terceiro tergos quase foscos devido à micro-reticulação e pontuação superficiais; a fêmea tem os tergos basais como os do macho; a pilosidade ventral dos mesepisternos fina e ondulada, sem dobra em forma de gancho na ponta; o palpômero labial basal tão longo como duas vezes o comprimento dos três distais.

Etimologia. Nome alusivo à localidade-tipo.

Chave para as espécies de Anthrenoides do Sudeste do Brasil

Além das espécies descritas neste trabalho, são incluídas as seguintes espécies conhecidas do sudeste brasileiro: A. albinoi Urban, 2005, A. guarapuavae Urban, 2005, A. langei Urban, 2005, A. meridionalis (Schrottky, 1906) e A. pinhalensis Urban, 2005. Também A. rodrigoi Urban, 2005, conhecida anteriormente só do Paraná, foi coletada no Rio de Janeiro, Alto Itatiaia 2200 m; São Paulo, Campos do Jordão, 1600 m e Serra da Bocaina, S. José do Barreiro. Quanto a A. pinhalensis Urban, 2005, conhecida do Espírito Santo e Paraná, teve a distribuição geográfica ampliada para Minas Gerais, Araxá; Rio de Janeiro, Santa Maria Madalena, Santo Antonio do Imbé e São Paulo, Campos do Jordão, 1600m.

Machos

(não são conhecidos os machos de A. affinis, A. alvarengai, A. falsificus, A. labratus e A. langei).

1.

Glossa longa, medindo aproximadamente 4 vezes o comprimento das gáleas ..................................................................... A. glossatus sp. nov.
Glossa de comprimento variável porém não ultrapassando o dobro do comprimento das gáleas ................................................................ 2

2 (1).

Placa labral, com dois tubérculos espiniformes no ápice, sem carena apical e sem as carenas laterais; mesepisternos com pontos grandes como os do mesoscuto; depressão basal do propódeo com alvéolos alongados .A. albinoi.
Placa labral sem tubérculos espiniformes no ápice, com carena apical e carenas laterais; mesepisternos com pontos distintamente menores que os do mesoscuto; depressão basal do propódeo com rúgulas longitudinais ou quase lisa, sem alvéolos ........................................................................ 3

3 (2).

Clípeo com as projeções látero-apicais digitiformes, estreitas e alongadas ...................................................................... A. digitatus sp. nov.
Clípeo com as projeções látero-apicais alargadas e achatadas, em forma de lóbulos ...................................................................................... 4

4 (3).

Placa labral amarela ......................................................... A. rodrigoi
Placa labral castanha ou preta ....................................................... 5

5 (4).

Máculas cefálicas esbranquiçadas ................................................... 6
Máculas cefálicas amarelas ............................................................ 9

6 (5).

Paroculares um pouco elevadas medialmente, junto às órbitas; palpômero labial basal muito curto, pouco maior que a metade do comprimento do escapo e mais curto que a soma dos três palpômeros labiais distais; área supraclipeal polida no disco; mesoscuto polido ................................ A. guarapuavae
Paroculares deprimidas medialmente, junto às órbitas; palpômero labial basal mais longo que o escapo e ultrapassando a soma dos três palpômeros labiais distais; área supraclipeal micro-reticulada também no disco; mesoscuto, ao menos em parte, micro-reticulado ................................................... 7

7 (6).

Palpômeros labiais distais quase tão longos quanto o dobro do diâmetro do ocelo mediano; palpômeros maxilares pouco menores que os labiais; escutelo micro-reticulado ............................................ A. jordanensis sp. nov.
Palpômeros labiais distais pouco maiores que o diâmetro do ocelo mediano; palpômeros maxilares mais curtos que o diâmetro do ocelo mediano; escutelo brilhante, com micro-reticulação superficial ...................................... 8

8 (7).

Clípeo polido, quase todo esbranquiçado ou com pequena área basal preta; segundo e terceiro tergos quase foscos até as proximidades da faixa marginal; genas com um tubérculo pequeno na face ventral ............. A. pinhalensis
Clípeo micro-reticulado, com área basal preta, de contorno irregular, quase até o meio; segundo e terceiro tergos polidos com pontos esparsos; genas angulosas ........................................................ A. lavrensis sp. nov.

9 (5).

Supraclipeal micro-reticulada e brilhante; mesoscuto micro-reticulado; sexto esterno com o recorte em "U" mais largo que longo .. A. bocainensis sp. nov.
Supraclipeal e mesoscuto polidos, sem área micro-reticulada; sexto esterno com o recorte em "U" mais longo que a largura na base ..................... 10

10 (9).

Fronte com carena mediana; genas com projeção dentiforme ventral; primeiro palpômero labial medindo quase o dobro da soma dos três distais; tíbias sem mácula basal amarela; projeção mediana do oitavo esterno estreita, quase igualando o diâmetro do ocelo mediano ......... A. flavomaculatus sp. nov.
Fronte sem carena; genas com angulosidade ventral, sem projeção dentiforme; primeiro palpômero labial pouco maior que a soma dos três distais; tíbias anteriores e medianas com nódoa basal amarela; projeção mediana do oitavo esterno larga como duas vezes o diâmetro do ocelo mediano ......... ............................................................................... A. meridionalis

Fêmeas

(Não são conhecidas as fêmeas de A. bocainensis e A. guarapuavae).

1.

Glossa longa, medindo aproximadamente 4 vezes o comprimento das gáleas .................................................................... A. glossatus sp. nov.
Glossa curta, medindo no máximo duas vezes o comprimento das gáleas . 2

2 (1).

Placa labral triangular, com a ponta muito estreita e arredondada, mais longa que sua largura basal ............................... A. labratus sp. nov.
Placa labral retangular, trapezoidal, quadrangular ou com a margem arredondada, mais curta que sua largura basal ................................ 3

3 (2).

Clípeo enegrecido com máculas amarelas aos lados e medianamente ........................................................... A. flavomaculatus sp. nov.
Clípeo inteiramente castanho ou enegrecido, sem máculas amarelas ..... 4

4 (3).

Paroculares inferiores com pequena nódoa amarela ovalada junto ao clípeo; fóveas faciais largas dorsalmente, com a forma de gota; clípeo com carena mediana quase completa ou na metade basal; mesepisternos polidos ..................................................................... A. digitatus sp. nov.
Paroculares inferiores sem mácula amarela; fóveas faciais elipsóides; clípeo sem carena mediana; mesepisternos micro-reticulados, foscos ou brilhantes ............................................................................................. 5

5 (4).

Clípeo micro-reticulado .............................................................. 6
Clípeo polido ou com pequena área basal micro-reticulada ................ 9

6 (5).

Mesoscuto com pontuação irregular, mais densa em volta e esparsa no disco; fóveas faciais medindo aproximadamente 1/4 do comprimento dos olhos; esporão mesotibial com três dentes grossos na metade apical e numerosos dentes muito finos para a base ..........A. lavrensis sp. nov.
Mesoscuto com pontuação densa, os espaços menores ou iguais ao diâmetro dos pontos; fóveas faciais medindo aproximadamente 1/3 do comprimento dos olhos; esporão mesotibial liso ou com 7 ou mais dentes grossos quase até a base ........................................................... 7

7(6).

Esporão mesotibial sem dentes; palpômeros maxilares e os dois palpômeros distais labiais curtos, menores que o diâmetro do ocelo mediano ...A. langei
Esporão mesotibial com numerosos dentes grossos quase até a base; palpômeros distais labiais medindo pouco menos que o dobro do diâmetro do ocelo mediano e os palpômeros maxilares pouco menores que os labiais ... 8

8 (7).

Fóveas faciais rasas e micro-reticuladas, com o contorno medial indistinto; tarsos e esporão mesotibial amarelo-âmbar; pilosidade tarsal amarelada ....................................................................... A. affinis sp. nov.
Fóveas faciais sem micro-reticulação, inteiramente delimitadas; tarsos e esporão mesotibial castanho-enegrecidos; pilosidade tarsal castanho-enegrecida ................................................. A. jordanensis sp. nov.

9 (5).

Mesepisternos com pontos grandes como os do mesoscuto; depressão basal do propódeo com alvéolos ................................................ A. albinoi
Mesepisternos com pontos distinamente mais finos que os do mesoscuto; depressão basal do propódeo lisa ou com rúgulas, sem alvéolos ........ 10

10 (9).

Comprimento do primeiro palpômero labial maior que o dobro da soma dos três palpômeros distais; carena frontal fina e longa; tergos em grande parte amarelo-âmbar ......................................................... A. pinhalensis
Comprimento do primeiro palpômero labial pouco maior que a soma dos três palpômeros distais; com ou sem carena frontal, quando presente curta e fina; tergos pretos ou enegrecidos .............................................. 11

11 (10).

Tergo basal inteiramente polido, sem micro-reticulação, com pontos finos muito esparsos, quase sem pêlos dorsalmente; tergos com faixa marginal translúcida amarelada ...................................... A. falsificus sp. nov.
Tergo basal micro-reticulado ou com micro-reticulação rasa ao menos em parte; quando com pontos rasíssimos esparsos quase inteiramente micro-reticulado, com pilosidade variável dorsalmente; tergos com faixa marginal enegrecida ............................................................................. 12

12 (11).

Mesoscuto e escutelo inteiramente micro-reticulados .................................................................. A. alvarengai sp. nov.
Mesoscuto brilhante com micro-reticulação superficial; escutelo polido ou com algumas áreas micro-reticuladas .......................................... 13

13 (12).

Sem carena frontal; esporão mesotibial com dentes finos; tergo basal com área polida junto à faixa marginal, sem micro-reticulação; depressão basal do propódeo mais larga que o metanoto e com rúgulas irregulares ............................................................................ A. meridionalis
Fronte com carena curta e fina; esporão mesotibial com 4 a 5 dentes grossos e mais longos que o diâmetro do esporão; tergo basal micro-reticulado junto à faixa marginal, sem área polida; depressão basal do propódeo mais estreita que o metanoto e com rúgulas longitudinais paralelas ................................................................................. A. rodrigoi.

Agradecimentos. Ao Dr. Albino Morimasa Sakakibara, da Universidade Federal do Paraná, pelas fotos e diagramação das figuras. Ao Dr. Clemens Schlindwein, do Departamento de Botânica, Universidade Federal de Pernambuco e Dr. Jerome G. Rozen Jr., do American Museum of Natural History, New York, USA, pelo empréstimo de material para estudo e doação de espécimes.

 

REFERÊNCIA

Urban, D. 2005. Espécies novas de Anthrenoides Ducke (Hymenoptera,Andrenidae) do Brasil. Revista Brasileira de Entomologia 49: 36–62.        [ Links ]

 

 

Recebido em 04/05/2006; aceito em 02/02/2007

 

 

1 Contribuição nº. 1630 do Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná.