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Revista Brasileira de Entomologia

Print version ISSN 0085-5626On-line version ISSN 1806-9665

Rev. Bras. entomol. vol.51 no.2 São Paulo  2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0085-56262007000200005 

SISTEMÁTICA, MORFOLOGIA E BIOGEOGRAFIA

 

Espécies novas de Trigonisca Moure (Hymenoptera, Apidae, Apinae)

 

New species of Trigonisca Moure (Hymenoptera, Apidae, Apinae)

 

 

Patrícia Maia Correia de AlbuquerqueI; João Maria Franco de CamargoII, III

IDepartamento de Biologia, Universidade Federal do Maranhão, 65085-580, São Luís-MA, Brasil. palbuq@elo.com.br
IIDepartamento de Biologia, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto-USP, Av. dos Bandeirantes, 3900, 14040-901, Ribeirão Preto-SP, Brasil. jmafcama@ffclrp.usp.br
IIIPesquisador do CNPq

 

 


RESUMO

Algumas espécies novas de Meliponini do gênero Trigonisca Moure, 1950 (Hymenoptera, Apidae, Apinae) do Brasil e Panamá são descritas: T. roubiki sp. nov. (Panamá), T. variegatifrons sp. nov. (Brasil: RO, PA, MT), T. vitrifrons sp. nov. (Brasil: AM, PA), T. unidentata sp. nov. (Brasil: AM), T. meridionalis sp. nov. (Brasil: PA, MA, MT, MG, SP), T. bidentata sp. nov. (Brasil: RO), T. extrema sp. nov. (Brasil: AM) e T. hirticornis sp. nov. (Brasil: RO, PA); e são apresentados novos registros geográficos de T. flavicans (Moure, 1950), T. intermedia Moure, 1989, T. dobzhanskyi (Moure, 1950), T. ceophloei (Schwarz, 1938), T. nataliae (Moure, 1950) e T. pediculana (Fabricius, 1804) e uma chave para identificação das espécies.

Palavras-chave: Meliponini; abelhas-sem-ferrão; taxonomia.


ABSTRACT

Some new Meliponini species of the genus Trigonisca Moure, 1950 (Hymenoptera, Apidae, Apinae) from Brazil and Panamá are described: T. roubiki sp. nov. (Panamá), T. variegatifrons sp. nov. (Brazil: RO, PA, MT), T. vitrifrons sp. nov. (Brazil: AM, PA), T. unidentata sp. nov. (Brazil: AM), T. meridionalis sp. nov. (Brazil: PA, MA, MT, MG, SP), T. bidentata sp. nov. (Brazil: RO), T. extrema sp. nov. (Brazil: AM) and T. hirticornis sp. nov. (Brazil: RO, PA); additional geographic records from T. flavicans (Moure, 1950), T. intermedia Moure, 1989, T. dobzhanskyi (Moure, 1950), T. ceophloei (Schwarz, 1938), T. nataliae (Moure, 1950) and T. pediculana (Fabricius, 1804) and an identification key for species are presented.

Keywords: Meliponini; stingless bees; taxonomy.


 

 

Trigonisca Moure, 1950, é um gênero de abelhas sociais, sem-ferrão, muito pequenas (2 – 3 mm), conhecidas do México até São Paulo - Brasil, que nidificam em pequenos ocos de ramos e troncos de árvores. A única revisão sobre o gênero foi feita por Moure (1950) onde, com base em caracteres morfológicos de operárias, propôs para as "Hypotrigona Neotropicais", quatro subgêneros: Celetrigona, Dolichotrigona, Leurotrigona e Trigonisca, e descreveu três espécies novas, totalizando, nessa ocasião, 10 espécies para Trigonisca. Muito pouco foi acrescentado à sistemática do gênero desde então, havendo apenas os trabalhos de Wille (1965) e Moure (1989) que descreveram outras duas espécies novas, e Ayala (1999), em cuja revisão dos Meliponini do México, descreveu outras quatro espécies.

Michener (1990, 2000) reconheceu Trigonisca com status de gênero, relegando Leurotrigona, Celetrigona e Dolichotrigona à categoria de sinônimos juniores. Silveira et al. (2002) reconheceram 2 gêneros: Leurotrigona e Trigonisca (esta tendo como sinônimos juniores Dolichotrigona e Celetrigona). Camargo & Moure (1988), Camargo (1988, 1989) e Camargo & Pedro (1992a, b, 2005) deram o tratamento de gênero não só para Leurotrigona e Trigonisca, como também para Dolichotrigona e Celetrigona – esta é a orientação que seguimos no presente trabalho. O reconhecimento de que esses 4 gêneros constituem um grupo monofilético independente das "Hypotrigona" africanas, está implícito nos vários trabalhos acima mencionados, especialmente em Camargo & Pedro (1992b).

Trigonisca é um gênero bastante diversificado. As espécies nominais, até agora reconhecidas para o gênero, são as seguintes: Trigonisca atomaria (Cockerell, 1917); T. azteca Ayala, 1999; T. buyssoni (Friese, 1902); T. ceophloei (Schwarz, 1938); T. discolor (Wille, 1965); T. dobzhanskyi (Moure, 1950); T. duckei (Friese, 1900); T. flavicans (Moure, 1950); T. fraissei (Friese, 1901); T. graeffei (Friese, 1900); T. intermedia Moure, 1989; T. maya Ayala, 1999; T. mixteca Ayala, 1999; T. nataliae (Moure, 1950); T. pediculana (Fabricius, 1804); T. pipioli Ayala, 1999 e T. townsendi (Cockerell, 1911).

No presente trabalho são descritas outras oito espécies novas; todavia, deve-se salientar que este não constitui uma revisão completa do gênero – ainda há muitas outras espécies por serem devidamente estudadas e descritas –, o que só pode ser feito à luz de estudos dos espécimens-tipo, especialmente das espécies descritas por Friese, Cockerell e Ayala. As espécies aqui descritas tem registros apenas para o Brasil, exceto uma que é do Panamá. Aproveita-se, também, para apresentar registros adicionais de distribuição de T. ceophloei, T. dobzhanskyi, T. flavicans, T. intermedia, T. nataliae e T. pediculana, além de incluí-las na chave de identificação.

A diagnose do gênero pode ser vista em Moure (1950, 1951) e Camargo & Pedro (2005).

 

MATERIAL E MÉTODOS

Os exemplares estudados estão depositados, na sua maioria, na coleção do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (RPSP, coleção Camargo), no Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná (DZUP, Coleção de Entomologia Pe. Jesus Santiago Moure) e Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZSP).

A identificação dos táxons já descritos, aqui considerados, foi feita com base no exame dos tipos, exceto de T. ceophloei, da qual foram estudados dois parátipos, e de T. pediculana que foi interpretada com base no trabalho de Moure (1960: 158), que estudou e designou o lectótipo.

Os caracteres referentes à cor do tegumento são baseados na Tabela de cores do Webster's New International Dictionary of the English Language (second edition) (1954).

A terminologia utilizada está de acordo com Pedro & Camargo (2003). O termo propódeo refere-se ao 1º tergo abdominal incorporado ao tórax; sulco-frontal refere-se ao sulco entre o ocelo médio e o ápice da carena supraclipeal; as pernas são indicadas com numerais romanos–I, II, III; as asas são referidas apenas como anteriores e posteriores. A distância entre o alvéolo antenal e o ocelo lateral é indicada como distância alveolocelar, e distância interocelar refere-se à distância entre o ocelo médio e o lateral. A medida de comprimento da asa anterior foi tomada entre o ápice do esclerito Costal e o ápice da asa, exceto quando indicado de outra forma (medidas incluindo a tégula). Todas as medidas são apresentadas em milímetros. Em relação à terminologia empregada na descrição da escultura do integumento, considera-se: lisopolido - quando o retículado e/ou estriação no integumento é bastante superficial e este é praticamente liso e brilhante; tecelado – a superfície é brilhante com uma estriação suave, porém mais evidente, formando desenho que lembra os omatídeos; reticulado - como o anterior porém forte, tornando a superfície do integumento mate; micro-alveolado - com os pontos do retículo menores que os omatídeos, tornando a superfície do integumento sem brilho (fosco). Em relação à pilosidade: pompom, como denominado por Moure, refere-se às cerdas plumosas de formato circular como bolinhas, totalmente brancas; escamas, cerdas plumosas com formato espatulado-arredondado, com bordos mais ou menos esfiapados, também brancas; microcerdas plumosas, são pequenas cerdas onde se consegue ver os raminhos mais esparsos, não em forma de uma pluma densa.

 

RESULTADOS

Chave para as espécies de Trigonisca (operárias)

1. Cerdas decumbentes da face, especialmente na metade inferior da fronte e do mesoscuto, em forma de pompons, escamas ou pelo menos nitidamente plumosa-prateadas. Fronte e clípeo com a superfície micro-alveolada opaca ................................................................................................... 2
Cerdas decumbentes da face e do mesoscuto, simples. Fronte com micro-alvéolos superficiais, ou com retículo, ou lisa-brilhante; clípeo liso ou com retículo superficial, brilhante ...................................................... 5
2(1). Corpo inteiramente amarelo, exceto o pedicelo e flagelo das antenas, área entre os ocelos e disco basal do propódeo que são ferrugíneo-enegrecidos. A base do escapo um pouco alargada e achatada e com algumas cerdas mais longas que o diâmetro deste (larg. cabeça, 1,26–1,28) (Brasil: RO, PA) ....................................................................... T. hirticornis sp. nov.
Corpo preto ou predominantemente preto, às vezes apenas as pernas mais claras. A base do escapo não alargada e as cerdas da base, no máximo, aproximadamente iguais ao diâmetro deste ........................................... 3
3(2). Cerdas decumbentes em forma de pompons muito evidentes, grandes - os maiores ca. 1/3 do diâmetro do ocelo, e espalhados na cabeça, tórax, lados do propódeo, fêmures e tíbia III e nos tergos metassomais (exceto no disco do I, II e III). Célula marginal fortemente bojuda, a veia Rs sinuosa para o ápice (como na Fig.1) (larg. cabeça, 1,12–1,20) (Brasil: RO, PA, MA, MT, GO) ............................................................................T. nataliae (Moure)
Cerdas decumbentes em forma de pequenas escamas ou apenas plumosas, limitadas à cabeça e tórax. A célula marginal não fortemente bojuda (Fig. 2), a veia Rs aproximadamente reta para o ápice ....................................... 4
4(3). Algumas cerdas na base do escapo praticamente iguais ao diâmetro deste. Cerdas decumbentes em forma de escama, regularmente distribuídas na cabeça e mesoscuto (larg. cabeça, 1,16) (Brasil: AM, Guiana Francesa) .......................................................................T. ceophloei (Schwarz)
Cerdas da base do escapo muito curtas, menores que metade do diâmetro deste. Cerdas decumbentes na cabeça e mesoscuto (apenas nos cantos anteriores deste), apenas plumosas, não formam escamas (larg. cabeça, 1,07–1,18) (Brasil: MG) ........................................ T. intermedia (Moure)
5(4). Largura máxima da cabeça entre 1,36 e 1,40. A mandíbula com dois dentes, o do canto interno, grande e pontiagudo (Fig. 3) (larg. cabeça, 1,38–1,40) (Panamá) .............................................................. T. roubiki sp. nov.
Largura máxima da cabeça não excedendo 1,30. Mandíbula com um ou dois dentículos ..................................................................................... 6
6(5). Fronte, clípeo e mesoscuto com a superfície micro-alveolada opaca; corpo inteiramente amarelo, exceto o disco do propódeo que é ferrugíneo (mandíbula com dois dentículos) (Brasil: AM) .............................. T. flavicans (Moure)
O integumento da metade inferior da face, inclusive o clípeo, levemente reticulado até liso-brilhante; fronte e mesoscuto variando de micro-alveolado até levemente micro-reticulado brilhante; corpo amarronzado, preto ou predominantemente preto, apenas as pernas às vezes mais claras ............ 7
7(6). Fronte, mesoscuto e mesepisternos com reticulado muito leve-superficial, com forte brilho. Fronte e mesoscuto glabros (a mandíbula com dois dentículos–subiguais) (larg. cabeça, 1,10–1,26) (Brasil: AM, PA, RR, Guiana Francesa) ........................................................T. dobzhanskyi (Moure)
Fronte variável, com reticulado nítido até quase liso-brilhante; mesoscuto micro-alveolado, com leve brilho até opaco; mesepisternos com a superfície variável. Fronte e principalmente o mesoscuto com micropilosidade decumbente (mandíbulas com um ou dois dentículos) ............................. 8
8 (7). Escapo levemente encurvado e um pouco alargado para o ápice (Fig. 5), com cerdas eretas em toda sua extensão, as mais longas igualando o diâmetro deste ou levemente mais longas ........................................................ 9
Escapo aproximadamente reto (Fig. 6) e pouco ou não alargado para o ápice, praticamente glabro ou com cerdas no máximo igualando o diâmetro deste ................................................................................................... 10
9 (8). Cerdas da área supra-clipeal ca. 2x mais longas que o diâmetro do escapo. Fronte, da tangente orbital superior até a área supra-alveolar, e toda a parte inferior da face e genas, amarelas (larg. cabeça, 0,98–1,08) (Brasil: RO, PA, MT) ............................................................ T. variegatifrons sp. nov.
Cerdas da área supra-clipeal, no máximo igualando o diâmetro do escapo. Cabeça predominantemente preta (larg. cabeça, 1,15–1,22) (Brasil: AM) ....................................................................... T. unidentata sp. nov.
10 (8). Fronte com lados liso-brilhantes, apenas com enrugado superficial e pontuação pilígera, esparsa; ao longo da região mediana e em direção ao vértice e abaixo dos ocelos o reticulado mais evidente. A parte inferior da face, inclusive o clípeo, amarelada ....................................................11
Fronte, por inteira, com reticulado desde fino, superficial com leve brilho até enrugada-densa, opaca. A parte inferior da face, inclusive o clípeo, enegrecida (em alguns exemplares de T. pediculana a face também é mais clara embaixo, mas o reticulado na parte superior da fronte é bem evidente) .................................................................................................. 12
11(10). Face, até o terço superior da fronte e genas, inteiramente amarelada; apenas o terço superior da fronte até o vértice gradualmente enegrecido (larg. cabeça, 0,95–0,99) (Brasil: AM, região do rio Negro) .... T. extrema sp. nov.
Face amarelada, principalmente abaixo do nível dos alvéolos antenais (clípeo e paroculares inferiores). Genas enegrecidas, se amareladas, só na metade inferior (larg. cabeça, 0,90–0,98) (Brasil: AM, PA) ....... T. vitrifrons sp. nov.
12(10). Distância interalveolar cerca de 1,4x o diâmetro do 1º flagelômero e aproximadamente igual ao diâmetro do alvéolo antenal. Cerdas dos escapo iguais ou pouco mais longas que o diâmetro deste (larg. cabeça, 0,98–1,14) (Brasil: PA, MA, MT, MG, SP) ...............................T. meridionalis sp. nov.
Distância interalveolar aproximadamente igual ao diâmetro do 1º. flagelômero, cerca de 0,6–0,7x o diâmetro do alvéolo. Cerdas do escapo muito curtas, iguais ou menores que metade do diâmetro deste ................................. 13
13(12). Labro bilobado, um sulco mediano longitudinal separa os dois lóbulos. Distância interorbital superior igual à inferior (larg. cabeça, 1,26–1,27) (Brasil: RO) ........................................................................ T. bidentata sp. nov.
Labro normal, abaulado, sem sulco mediano. Distância interorbital inferior menor que a superior (cerca de 0,94x) (larg. cabeça, 0,94–1,08) (Brasil: AM, RO, RR, PA, MA, CE, MT, Colômbia, Bolívia, Guiana Francesa) ......................................................................T. pediculana (Fabricius)

 


 

 

 

 

 

Trigonisca nataliae (Moure, 1950)

Hypotrigona (Trigonisca) nataliae Moure, 1950: 254; Urban, 2003: 33.

Trigonisca nataliae; Silveira et al. 2002: 92.

Diagnose. Operária. Largura da cabeça entre 1,12 – 1,20, comprimento da asa anterior entre 2,48 – 2,64; mandíbula bidentada; pêlos plumosos do tipo pompom na fronte, vértice, genas, mesepisternos, mesoscuto, lóbulo pronotal, tíbia III, lados do propódeo e tergos metassomais (exceto no disco dos tergos I, II e III). Pêlos plumosos típicos no clípeo e na margem distal da tíbia-III; área supraclipeal sem cerdas; integumento da fronte e clípeo micro-alveolado, opaco; últimos tergos metassomais também micro-alveolados; órbitas convergentes embaixo. Célula marginal fortemente bojuda.

Material-tipo. Holótipo, operária, de Imperatriz, MA Brasil, 5-VIII-1949, Dobzhansky leg.; e um parátipo com a mesma etiqueta de procedência, 11-VIII-1949, depositados na coleção DZUP.

Material adicional examinado. BRASIL.Rondônia: Pimenta Bueno, XI-1960, M.Alvarenga (1 op. DZUP), Porto Velho, 12,22-X-1986, Camargo (3 ops RPSP, com etiqueta de identificação: "Leurotrigona (Trigonisca) nataliae Moure, Det. J.Moure, 1970"). Pará: Conceição do Araguaia, VII-1959, M. Alvarenga (4 ops. DZUP). Mato Grosso: Diamantino, 12-XI-1965, S.Laroca (8 ops. DZUP); ibidem, idem, 16-XI-65 (3 ops. DZUP); Xavantina, VII-1962, Alvarenga-Oliveira (5 ops. DZUP); Barra do Garças, 14-I-1971, Camargo (1 op. DZUP); ibidem, idem,10,24-I-1971, (94 ops. RPSP, em dois deles etiqueta de identificação: "(Trigonisca) nataliae Moure 1950, Det. Moure, 1971" e em 16 deles: "Trigonica nataliae Moure, 1950, Det. Camargo 1979"). Goiás: Aragarças, III-1953, M.Alvarenga (4 ops. DZUP).

Trigonisca ceophloei (Schwarz, 1938)

Trigona (Hypotrigona) ceophloei Schwarz, 1938: 505-508; 1939: 89; 1948: 36.

Hypotrigona (Trigonisca) ceophloei; Moure 1950: 243.

Diagnose. Operária. Largura da cabeça 1,16, comprimento da asa anterior 2,52 – 2,57; mandíbula com dois dentículos; cerdas decumbentes em forma de escamas regularmente distribuídas na fronte, vértice, clípeo, mesepisternos e mesoscuto. Cerdas na base do escapo iguais ou mais longas que o diâmetro deste. Integumento da fronte e clípeo micro-alveolado, opaco; distâncias orbital superior e inferior iguais.

Material-tipo. Holótipo, operária, e vários parátipos com etiqueta "British Guiana, Kartabo, 28-VII-1920, anônimo" depositados no Museum of Comparative Zoology, Harvard University; outros parátipos da mesma localidade no American Museum of Natural History, e dois na RPSP com as seguintes etiquetas: "PARATYPE" (em vermelho), "Gift of New York Zoo. Soc. Dept. Tropical Research Withiam Beebe, Dir." e duas etiquetas manuscritas: "Ex stomatch of Ceophloeus lineatus, Kartabo, B.G., July 28, 1920" e "Trigona (Hypotrigona) ceophloei H.F. Schwarz", "acc. 35657".

Material adicional examinado. BRASIL. Amazonas: Foz do R.Curicuriari-R.Negro, SA.19, 66º49'W, 0º13'S, 15,21-VII-1980, Camargo-Mazucato (1 op. RPSP).

Discussão. Interpretou-se T. ceophloei com base na descrição original de Schwarz (1938) e no estudo de dois parátipos, depositados na RPSP. O reconhecimento dessa espécie pode ser feito pela presença de 2 dentes na mandíbula, cerdas decumbentes em forma de escamas na fronte, no vértice e em todo o mesoscuto, e pelas pernas não enegrecidas, condição que compartilha com T. flavicans, dela se separando pela presença de cerdas de até 0,015 no escapo e cabeça, e tórax e pernas de cor ambar escurecidas.

Trigonisca intermedia Moure, 1989

Trigonisca intermedia Moure, 1989: 122; Silveira et al. 2002: 92; Urban, 2003: 36; Aguiar & Zanella 2005: 17-20.

Diagnose. Operária. Largura da cabeça entre 1,07 – 1,18, comprimento da asa anterior entre 2,44 – 2,66. Mandíbula com dois dentículos, o dente do canto interno arredondado; microcerdas plumosas presentes na fronte, clípeo, lóbulo pronotal, canto anterior do mesoscuto e parte superior dos mesepisternos; área supraclipeal com cerdas menores que 0,09. Cerdas do escapo muito curtas, menores que a metade do diâmetro deste. Integumento da fronte e clípeo micro-alveolado, opaco; órbitas convergentes embaixo. Carena supra-clipeal mais ou menos nítida; depois da metade transforma-se em uma linha bem marcada até o ocelo médio.

Material-tipo. Holótipo, operária, de "Paraopeba – MG, Brasil, 05-II-1987, F.A.Silveira, 210/502" (Museu de Entomologia da Universidade Federal de Viçosa, MEUFV) e oito parátipos operárias de Paraopeba, F.A. Silveira, 01-X-1986, 46/150; 05-II-1987, 210/503; 04-III-1987, 247/606 e 247/607; 04-III-1987, 275/678, 275/683; 10-IV-1987, 296/742 e 28-VIII-1987, 432/1155, no DZUP e MEUFV; outros 2 parátipos, operárias, da mesma localidade, 08-IV-1987, 275/679 e 10-IV-87, 296/742 e dois machos de 5-XI-1986 s/n. com etiqueta de identificação manuscrita "Trigonisca intermedia J.S.Moure det." depositados na RPSP.

Material adicional examinado. BRASIL. Minas Gerais: Paraopeba, 05-XI-1986, F.A.Silveira, 960, RPSP 292 (1 macho, RPSP); Lontra, 44º18'W – 15º6'S, 17,18,19-III-1988, M.Mazucato, 880590 a 880594, 880600 a 860614, 860619 (73 ops. RPSP); P. de M. da Cruz, 44º23'W-15º36'S, 22-VII-1988, idem, 881553, 881554, 881556, 881557, 881559 a 881561, 881563, 881565, 881566, 881572, 881574, 881576, 881578, 881580 a 881584, 881586 a 881588, 881590 a 881594, 881596, 881597, 881599 a 881601, 881603 a 881607 881609 a 881612, 881614 a 881616, 881618 a 881621, 881623, 881626, 881627, 881629, 881631, 881642 a 881645, 881647 a 881650, 881652, 881654 a 881657, 881659, 881661, 881662, 881664, 881666 a 881672, 881674 a 881676, 881678 a 881681 (253 ops. RPSP, 3 ops. em cada alfinete), 881653, 881765, 882013 (RPSP, 2 ops.)

Discussão. Trigonisca intermedia é bastante próxima de T. hirticornis sp. nov. dela se separando pela coloração do corpo que é preto ou predominantemente preto e o escapo não apresenta a base alargada e nem cerdas longas.

Trigonisca flavicans (Moure, 1950)

Hypotrigona (Trigonisca) graeffei flavicans Moure, 1950: 257; Urban, 2003: 33 (designação do lectótipo).

Trigonisca flavicans; Silveira et al., 2002: 92.

Diagnose. Operária. Largura da cabeça 1,10; comprimento da asa anterior 2,60; mandíbula com dois dentículos pequenos, o do canto interno muito reduzido; pêlos plumosos ausentes; microcerdas decumbentes na fronte e mesoscuto, simples, relativamente densas. Integumento da fronte e clípeo micro-alveolado, opaco. Inteiramente amarela (Mandarin orange, nº126).

Material-tipo. Lectotipo, operária, de "Benjamin Constant, AM, IX-1942, Parko" depositado no DZUP; um parátipo de "Sto. Antônio do Içá, AM, 22-IX-1906, Ducke, 103568" depositado no MZSP. No lectótipo faltam as antenas; está muito danificado.

Discussão. Muito semelhante a T. hirticornis sp. nov., dela separando-se apenas devido às microcerdas decumbentes, simples, na fronte e mesoscuto. No que diz respeito à micro-pontuação é como nos exemplares de T. hirticornis de "Porto Velho, RO, Brasil 12-22/X/1966, col. Camargo", e exemplares de Gorotire "831310 a 831312, 831225". No lectótipo, faltam as antenas, todavia Moure (1950: 257-258) refere-se a pelinhos eretos no escapo e também a cor marfim "destacada" na parte inferior do flagelo, o que difere de T. hirticornis sp. nov., que tem cerdas muito longas no escapo, e o flagelo é todo enegrecido (marrom-escuro).

Trigonisca dobzhanskyi (Moure, 1950)

Hypotrigona (Trigonisca) dobzhanskyi Moure, 1950: 256; Urban, 2003: 33.

Trigonisca dobzhanskyi; Silveira et al., 2002: 92.

Diagnose. Operária. Largura da cabeça entre 1,10 – 1,26, comprimento da asa anterior entre 2,44 – 2,82; mandíbula com dois dentículos; pêlos plumosos ausentes; área supraclipeal com cerdas maiores que 0,09. Integumento da fronte, clípeo, mesoscuto e mesepisternos com estriação muito superficial, liso, brilhante e praticamente glabros; distâncias interorbitais superior e inferior iguais. Clípeo com sutura epistomal muito encurvada em cima.

Material-tipo. Holótipo, operária, de "Belém, PA, 8 a 10-V-1949, Th.Dobzhansky", e um parátipo da mesma localidade depositados na DZUP.

Material adicional examinado. BRASIL. Amazonas: F. do R. Daraã-R.Negro, SA.20, 64º47'W, 0º25'S, 2,4-VIII-1980, Camargo-Mazucato (328 ops. RPSP); Aruti, R. Negro, SA.19, 66º2'W, 0º19'S, 22,23-VII-1980, idem (80 ops. RPSP); F. do R.Marie, R.Negro, SA.19, 66º26'W, 0º26'S, 26,27-VII-1980, idem (51 ops. RPSP); Camanaus, R.Negro, SA.19, 66º54'W, 0º8'S, 12-14-VII-1980, idem (32 ops. RPSP). Pará: Gorotire (= Gradaus), SB.22, 51-8a, 20-VIII-5-IX-1983, Camargo (168 ops. 830721, 831174, 831176 a 831180, 831192 a 831198, 831212 a 831217, 831219 a 831221, 831226 a 831228, 831230, 831232 a 831237, 831239, 4 indivíduos em cada alfinete, 831224, 831229, 831231, 831238, 831181, 3 indivíduos em cada alfinete e 831175 e 831240, RPSP); Foz do R.Curicuriari, R.Negro, SA.19, 66º49'W, 0º13'S, 15,21-VII-1980, Camargo-Mazucato (5 ops. RPSP); Lago Carimun, Rio Trombetas SA.21-X-C, 56º6'W, 1º32'S, 16,17-II-1979, Camargo (2 ops. RPSP); Lago Água Fria, R.Trombetas SA.21-X-C, 56º51'W, 1º25'S, 13,15-II-1979, idem (1 op. RPSP); Cach. da Porteira, Rio Trombetas SA. 21, 57º2'W, 1º4'S, 9, 12-II-1979, idem (1 op. RPSP); Manaus, 20-IV-1986, M.V.Garcia (2 ops. RPSP). Roraima: Sta. Maria do Boiaçu SA.20, 61º47'W, 0º30'S, 19,20-VIII-1980, Camargo-Mazucato (1 op. RPSP). GUIANA FRANCESA. Sinnamary, 27 Km SW ORSTOM station road, 8-V-1982, D.Roubik, etiqueta de identificação "Trigonisca cf. dobzhanskyi Moure, 1950, Det. Camargo 1982" (3 ops. RPSP).

Discussão. Trigonisca dobzhanskyi, dentre as espécies com integumento da face e clípeo liso-brilhante com um leve reticulado, assemelha-se mais a T. variegatifrons e T. vitrifrons, com as quais compartilha também a ausência de pêlos plumosos na fronte, vértice, clípeo, mesoscuto e mesepisternos; separando-se, porém pela face inteiramente enegrecida.

Trigonisca pediculana (Fabricius, 1804), sensu Moure, 1960

Centris pediculana Fabricius, 1804: 361; Dalla Torre, 1896: 307; Friese, 1900: 336 (= Exomalopsis ?)

Trigona angustula; Smith, 1854: 408 (partim, non Latreille, 1811)

Hypotrigona (Trigonisca) pediculana; Moure, 1960: 158-9; Gonçalves, 1973: 3, 4, 9, 11.

Trigonisca pediculana; Camargo & Moure, 1988: 309-310.

Diagnose. Operária. Largura da cabeça entre 0,94 – 1,08, comprimento da asa anterior entre 1,96 – 2,48. Mandíbula com dois dentes; microcerdas decumbentes, simples, na fronte e mesoscuto; área supraclipeal com cerdas curtas menores que 0,09. Integumento da fronte reticulado, clípeo levemente reticulado (tecelado), brilhante; órbitas convergentes embaixo. Distância interalveolar aproximadamente igual ao diâmetro do 1º flagelômero. Parte inferior da face, inclusive o clípeo, amarelado.

Material-tipo. Lectótipo, operária, com etiqueta "Ex. Am. mer. Schmidt"; de acordo com Moure (1960: 159), que fez a designação, o exemplar provavelmente procede de "British Guiana". O lectótipo e mais uma operária referida por Moure, pertencem à coleção Lund´s, depositados no Universitetets Zoologiske Museum in Copenhagen. Não examinados.

Material adicional examinado. BRASIL. Amazonas: Rio Ipixuna-Purus, SB.20, 63º25'W-6º5'S, 16,19-I-1986, Camargo-Mazucato, 860349B, 860351B, 860352, 860355, 860357B, 860358, 860362C, 860369B, 860371B, 860373B, 860376C, 860376B, 860377B, 860380B, 860382B, 860384, 860385B, 860388, 860389B, 860392, 860394B (22 ops. RPSP); Tefé, 1962, E.Carvalho (5 ops. DZUP);Airão-R.Negro, 1-V-1949, Dobzhansky (3 ops. DZUP); Foz do R.Caiaú (possivelmente Lago Curiaú), R.Negro, 15-20-IX-1952, Th.Dobzhansky (2 ops. DZUP). Rondônia: Vilhena, XI-1960, M.Alvarenga (1 op. DZUP); Pimenta Bueno, XI-1960, idem (8 ops. DZUP); Forte Principe da Beira, 7-XI-61, F.M.Oliveira (1 op. RPSP). Roraima: Mucajaí, R.Branco, 20-IV-1949, Th.Dobzhansky (1 op. DZUP). Sta. Maria do Boiaçu, SA.20, 61º47'W, 0º30'S, 19,20-VIII-1980, Camargo-Mazucato (1 op. RPSP); Ilha de Maracá, 5-10-X-1987, L.A.Campos & M.V.Garcia, "Trigonisca pediculana (Fab 1804) autorum, Det. Camargo 1987" (2 ops. RPSP); Pará: Óbidos, I-1962, F.M.Oliveira (7 ops. DZUP); Gorotire (=Gradaus), SB.12, 51-8a, 20-VIII-5-IX-1983, Camargo, 831225, 831238 e 830720 (4 ops. RPSP); ibidem, 5-IX-1983, W.Kerr, 831315 (3 ops. RPSP); Oriximiná, 18-II-79, Camargo-Mazucato (1 op. RPSP);Maranhão: São Luis, V-82, Kerr, 820730 (1 op. RPSP); ibidem, 19-II-1984, Mazucato (1 op. RPSP); ibidem, 28-VII-1982, J.M.F.Camargo, 820852 (1 op. RPSP); Barra do Corda, 28-VII-1982, idem, 820834, 820835, 820836, 820838, 820839, 820841 a 820847, 820849 a 820854, 820858 a 820863, 820886, 820889, 820892 a 820897, 820899, 820900 a 820906 (40 ops. RPSP); Carolina (Ilha dos Botes), 31-VII-1949, Th.Dobzhansky (1 op. DZUP); Fort. dos Nogueiras, 28-VII-82, J.M.F.Camargo, 820926 e 820927 (2 ops. RPSP); Grajaú, 28-VII-82, idem, 820796 (1 op. RPSP); Ceará: Icó, SB.24, 39-6d, IV-1969, L.L.Telles (6 ops. RPSP); Senador Sá, SA.24, 41-3d, XI-1969, J.A.Freitas (1 op. RPSP); Tauá, SB.24, 40-6c, 1970, Joel (12 ops. RPSP); São Gonçalo do Amarante, SA.24, 39-4b, V-1969, J.T. da Costa (4 ops. RPSP); Mato Grosso: Barra do Garças, 14-I-1971, Camargo, "(Trigonisca) pediculana (Fabricius, 1804) (=duckei), Det. Moure 1971" (2 ops. RPSP); ibidem, idem, 21-I-1971 (3 ops., em uma delas: "(Trigonisca) pediculana (Fabricius, 1804) (=duckei), Det. Moure 1971"); Xavantina, VII-1962, Alvarenga-Oliveira (2 ops. RPSP, 11 ops. DZUP); Diamantina, 12-II-1965, S.Laroca (7 ops. DZUP); Jaciara, XI-1963, M.Alvarenga (34 ops. DZUP); R.Koluene-G.Alto Xingu, VII-1953, Dr.W.Kosak (5 ops. DZUP); Nhambiquara, XI-1960, M.Alvarenga (1 op. DZUP); Utiariti, VI-II-1961, K.Lenko (35 ops. DZUP). COLOMBIA. Muzo, 1260 mts, II-1957, J.Foerster (1 op. DZUP). GUIANA FRANCESA. Kourou, 27-III-1977, D.Roubik, "Trigonisca cf. pediculana (Fabricius) (=duckei), Det. Camargo 1977" (1 op. RPSP); ibidem, idem, 5-III- 1977 (1 op. RPSP). BOLIVIA. Cavinas Beni, Febr., Wm M Mann, Mulford BioExpl 1921-22, "Trigona duckei Friese, Det. H.F. Schwarz"(1 op. RPSP).

Discussão. A interpretação da espécie foi feita com base na descrição do lectótipo, em um exemplar da Guiana Francesa e em exemplares identificados por Moure. Trigonisca pediculana compartilha com T. bidentata além da estriação reticulada brilhante do integumento da face, a distância interalveolar aproximadamente igual ao diâmetro do alvéolo antenal e as cerdas do escapo muito pequenas, menores que a metade do seu diâmetro. Trigonisca bidentata porém, apresenta o labro bilobado, além da distância interorbital superior igual a inferior.

Trigonisca hirticornis sp. nov.

Diagnose. Operária. Largura da cabeça entre 1,23 – 1,28, comprimento da asa anterior entre 2,59 – 2,67; mandíbula com dois dentículos, o dente do canto interno um pouco recuado; pêlos plumosos tipo escama presentes na fronte, esparsamente distribuídos, nos mesepisternos, lóbulos pronotais e mesoscuto; cerdas eretas ausentes na área supraclipeal. Integumento da fronte e clípeo micro-alveolado, opaco; distância interalveolar inferior igual a superior; canto póstero-distal da tíbia projetado. Escapo alargado e achatado na base e aí com algumas cerdas muito longas, a mais longa ca. 2x o diâmetro deste. Corpo amarelo, exceto o pedicelo e flagelo das antenas, a área entre os ocelos e o disco basal do propódeo, ferrugíneo-enegrecidos, em forte contraste com a cor geral do corpo.

Holótipo, operária.

Dimensões. Comprimento total aproximado 2,85; da asa anterior 2,61; largura máxima da cabeça 1,23; do metassoma 1,09.

Cor do integumento. Predominantemente amarelo (Mandarin orange, nº126), exceto o pedicelo e flagelo das antenas, área entre os ocelos e disco basal do propódeo, que são ferrugíneo enegrecidos em forte contraste com a cor amarelada geral do corpo.

Pilosidade. Escapo com algumas cerdas longas na base, sendo as maiores ca. 2x ou mais o diâmetro deste. Margem distal da tíbia III com cerdas longas, ca. 0,30. Algumas cerdinhas esparsas em forma de escama nos lados da fronte, mais nítidas no mesoscuto, margens anteriores dos mesepisternos e lóbulos pronotais. Algumas cerdinhas eretas no clípeo, na área supraclipeal (estas com ca. 0,09), no vértice (ca. 0,06) e no mesoscuto, as dos cantos anteriores com ca. 0,10.

Integumento. Fronte com micro-alveolado denso, os micro-alvéolos pouco menores que os omatídeos, fosca; gena com estriação suave, brilhante; parte inferior da face e clípeo com micro-alveolado pouco menos denso que na fronte e levemente brilhantes. Mesoscuto micro-alveolado denso e fosco como na fronte, porém os pontos pouco maiores; um pouco mais superficial nos mesepisternos. Tíbia III com retículo nítido, pouco brilhante.

Forma e Proporções (mensurações na Tab. I). Largura máxima da cabeça 13,8x a distância interocelar; distância interorbital inferior igual a superior; sulco frontal bem marcado até o ocelo médio; mandíbula bidentada. Escapo um pouco alargado e achatado na base. Célula marginal fortemente bojuda, o ângulo interno maior ou igual a 90°. Canto póstero-distal da tíbia III saliente; canto posterior do basitarso III agudo.

 

 

Material-tipo. Holótipo e dois parátipos, operárias, com etiqueta "BRASIL. Rondônia: Mirante da Serra, 25.09.96, S 11º 10.181', W 62º 51.110', e S 11º 10.076', W 62º 53.104', Brown, Boina, Vieira", nos "2434", "2490" e "2432", respectivamente; outros parátipos, duas operárias de "BRASIL. Rondônia: Guajará-Mirim, 9.10.96, S 10º 45.516', W 64º 42.761' e S 10º 49.464', W 64º 54.282' ", nos "1916" e "1793", respectivamente, e duas operárias de Porto Velho, Rondônia, Brasil, 12, 22-X-1966, Camargo, todos depositados na RPSP.

Distribuição geográfica. Brasil: Rondônia.

Etimologia. Do latim, hirtus = peludo + cornus = antena, referindo-se às cerdas eretas longas na base do escapo.

Trigonisca roubiki sp. nov.

Diagnose. Operária. Largura da cabeça entre 1,38 – 1,40; comprimento da asa anterior entre 3,08-3,24; mandíbula com dois dentes, o do canto interno grande e pontiagudo; micro-cerdas decumbentes da face e mesoscuto simples, pêlos plumosos presentes apenas nas paroculares, lóbulo pronotal, canto anterior do mesoscuto e parte superior dos mesepisternos; área supraclipeal e escapo com cerdas curtas, menores que a metade do diâmetro deste, o escapo quase glabro; integumento da fronte e clípeo densamente micro-alveolado, fosco; distância interorbital inferior igual a superior; o canto póstero-distal da tíbia III projetado. Carena pré-occipital muito forte. Labro levemente afundado no meio, mas sem formar lóbulos.

Holótipo, operária

Dimensões. Comprimento total aproximado 2,98; da asa anterior, incluindo a tégula 3,08; largura máxima da cabeça 1,38; do metassoma 1,1.

Cor do integumento. Predominantemente preto. Maior parte do escapo e mandíbula, âmbar (Tan, nº 123). Pronoto, lóbulo pronotal, metanoto e metaposnoto um pouco mais claros que a cor predominante do corpo. Pernas amarronzadas (Caledonian brown, nº 124), os tarsômeros mais claros. Tégulas, veias e pterostigma âmbar-translúcidos; asas iridescentes.

Pilosidade. Esbranquiçada na cabeça, com exceção do vértice onde é amarelada; mesoscuto, com alguns pêlos amarelos nos cantos anteriores e bordo do escutelo, metassoma e tíbia III. Micropêlos decumbentes na fronte e clípeo; área supraclipeal com cerdas curtas de até 0,09; e de até 0,12 no vértice; no escapo muito poucas, curtas; no mesoscuto de até 0,09 nos cantos anteriores e de até 0,18 no bordo posterior do escutelo. Margem distal da tíbia III com cerdas de até 0,31. Primeiros tergos glabros, com alguns pelinhos na parte apical do 2º ao 5º, sendo mais notáveis no 6º onde atingem até 0,1. Pêlos plumosos ausentes na fronte, vértice e tíbia III; pêlos plumosos em pequena quantidade nas paroculares, clípeo, parte superior dos mesepisternos, lóbulos pronotais e cantos anteriores do mesoscuto.

Integumento. Face toda micro-alveolada, fosca; na fronte, os pontos do retículo menores que os omatídeos; gena com estriação nítida, com leve brilho; clípeo com estriação densa como na fronte, fosco; área malar com estriação forte (reticulada) e mate como na gena. Mesoscuto com micro-alveolado denso como na fronte, fosco; metade inferior dos mesepisternos com reticulado mais superficial, brilhante. Tíbia III com estriação evidente, brilhante. O 2º tergo liso-brilhante com estriação superficial no ápice; 3º liso-brilhante com estriação suave-brilhante no ápice, nos 4º e 5º a faixa estriada mais larga; 6º com toda a parte exposta brilhante.

Forma e Proporções (mensurações na Tab.II). Largura máxima da cabeça 15,3x a distância interocelar; distância interorbital inferior igual a superior; sulco frontal bem marcado até o ocelo médio; mandíbula bidentada, o dente do canto interno grande e pontiagudo. Célula marginal não bojuda, o ângulo interno aproximadamente igual a 90°. Canto póstero-distal da tíbia III projetado; canto posterior do basitarso III agudo.

 

 

Material-tipo. Holótipo e um parátipo, operárias, com etiqueta impressa "PANAMÁ: Panamá Prov. Chepo, 25 Km. NE 27 oct 1983 D.Roubik N. 71"; outro parátipo, operária, com etiqueta impressa, de "Prov. San Blás – Panamá, Res. Indígena Kuna, 78°30'W - 9°20'N, 14,16-VIII-85, Camargo leg. 851168"; depositados na RPSP.

Distribuição geográfica. Conhecida apenas do Panamá.

Etimologia. O nome da espécie é uma homenagem ao Dr. David W. Roubik, do Smithsonian Tropical Research Institute.

Discussão. Trigonisca roubiki sp. nov. pode ser facilmente reconhecida dentre as demais espécies do gênero pelo tamanho grande, com a largura da cabeça entre 1,36 – 1,40, pelo integumento da face, inclusive o clípeo, e mesoscuto densamente micro-alveolado, fosco, pela mandíbula bidentada com o dente interno agudo, e pela ausência de escamas ou pompons ou pêlos nitidamente plumosos na fronte.

Trigonisca variegatifrons sp. nov.

Diagnose. Operária. Largura da cabeça entre 0,98 – 1,08, comprimento da asa anterior entre 2,24-2,56; mandíbula com um dentículo; não apresenta pêlos plumosos, apenas pelinhos decumbentes, esparsos, simples, nos lados da fronte, paroculares e clípeo; área supraclipeal com cerdas grandes ca. 2x o diâmetro do escapo; escapo levemente encurvado e alargado para o ápice, com cerdas eretas em toda a sua extensão, algumas mais longas que o seu diâmetro (Fig. 5); integumento da fronte e clípeo com estriação muito superficial, com forte brilho; mesoscuto micro-alveolado fosco, exceto na margem anterior, mais liso e brilhante; órbitas convergentes embaixo; fronte, da tangente orbital superior até a área supra-alveolar e toda a parte inferior da face e genas, amarelas.

Holótipo, operária.

Dimensões. Comprimento total aproximado 2,46; da asa anterior, incluindo a tégula 2,24; largura máxima da cabeça 1,05; do metassoma 0,92.

Cor do integumento. Predominantemente preto-amarronzada. Áreas paroculares, até o terço superior, área supraclipeal, clípeo, labro, área malar, mandíbula, gena, e maior parte do escapo, de um amarelo-ouro (Marigold yellow, nº 125) bem destacado, em forte contraste com a cor preta geral do corpo. Pronoto e lóbulo pronotal amarelados (Mandarin orange, nº 126); uma mancha amarela, a cada lado, nos cantos basais do escutelo. Pernas anteriores e tarsômeros de todos os pares, amarelados como o pronoto. Tégula amarelo-palha (Zinc orange, nº 122), veias e pterostigma mais claros que a tégula, o último transparente; asas iridescentes.

Pilosidade. Esbranquiçada na cabeça, mesoscuto, metassoma e tíbia III. Cerdinhas decumbentes, simples, esparsas na fronte e um pouco mais densas nas paroculares inferiores e clípeo; clípeo com cerdas eretas de até 0,07, e na supraclipeal de até 0,13; no vértice e no escapo de até 0,11. Mesoscuto com cerdas eretas de até 0,12 na parte anterior e de até 0,17 no bordo posterior do escutelo. Margem distal da tíbia III com cerdas de até 0,26. Primeiros tergos glabros, com alguns pelinhos na parte apical do 3º e 4º tergos, sendo mais notáveis no 5º e 6º, onde atingem até 0,09. Pêlos plumosos ausentes na fronte, vértice, clípeo, tíbia III, mesepisterno, lóbulo pronotal e mesoscuto.

Integumento. Fronte brilhante, com estriação suave muito superficial; na gena superficial e brilhante como a fronte; clípeo e área malar brilhante-lisos. Mesoscuto micro-alveolado fosco, exceto a margem anterior, que é bem brilhante-lisa; metade inferior dos mesepisternos com estriação superficial, quase lisa, brilhante. Tíbia III lisa-brilhante como a fronte. Segundo e 3º tergos liso-brilhantes com estriação superficial no ápice do 3º; ápice do 4º com estriação superficial; 5º e 6º tergos com estriação superficial-brilhante em toda a estrutura.

Forma e Proporções (mensurações na Tab. III). Largura máxima da cabeça ca. 15x a distância interocelar; órbitas convergentes embaixo; carena pré-occipital bem fina; um só dente na mandíbula. Escapo levemente encurvado, um pouco bojudo na ponta. Célula marginal bojuda; ângulo interno da célula marginal aproximadamente igual a 90°.

Material-tipo. Holótipo e dois parátipos, operárias, com etiqueta impressa de "Lago Água Fria, PA, Rio Trombetas, BRASIL, SA. 21-X-C, 56°51'W, 1°25'S 13-15-II-1979, Camargo", depositados na RPSP.

Material adicional examinado. BRASIL. Rondônia: Guajará-Mirim 11-IX-1996, S. 10°19.434', W. 64°33.849', No. 1489, Brown, Boina, Vieira (1 op. RPSP). Mato Grosso: Utiariti, VIII-1961, K.Lenko leg. (3 ops. DZUP).

Distribuição geográfica. Rondônia, Pará e Mato Grosso.

Etimologia. Do latim, variegatus = de várias cores + fronte, referindo-se à coloração da face, amarela e preta.

Discussão. Trigonisca variegatifrons sp. nov. compartilha com T. dobzhanskyi, T. extrema e T. vitrifrons a ausência de cerdas plumosas ou em forma de pompons ou escamas na cabeça e mesoscuto, além da estriação do integumento da fronte e clípeo ser muito superficial, quase liso, brilhante, porém pode ser facilmente reconhecida pelas cerdas do escapo mais longas que o diâmetro deste, e pela coloração da cabeça, amarela no terço inferior e preta na parte central da fronte e no vértice.

Trigonisca unidentata sp. nov.

Diagnose. Operária. Largura da cabeça entre 1,15 – 1,22, comprimento da asa anterior entre 2,56 – 2,72; mandíbula com um dentículo; pêlos plumosos ausentes; área supraclipeal com cerdas curtas, no máximo igualando o diâmetro do escapo; escapo levemente encurvado e alargado para o ápice, com cerdas longas em toda a sua extensão, iguais ao seu diâmetro ou levemente mais longas; mesoscuto com micropilosidade decumbente; integumento da fronte com um reticulado evidente, porém brilhante, clípeo e paroculares inferiores lisos, brilhantes; órbitas convergentes embaixo.

Holótipo, operária

Dimensões. Comprimento total aproximado 2,36; da asa anterior, 2,68; largura máxima da cabeça 1,21; do metassoma 1,05.

Cor do integumento. Predominantemente preto. Clípeo, área supraclipeal, flagelo + pedicelo e área malar, amarronzados (Caledonian brown, nº 124); labro, mandíbula e parte inferior do escapo amarelados (Mandarin orange, nº 126). Tórax inteiramente preto. Pernas amarronzadas como o clípeo, com exceção do lado interno do basitarso III e tarsômeros que são amarelados como a mandíbula. Tégula amarronzada como o clípeo; veias e pterostigma palha, o último transparente; asas iridescentes.

Pilosidade. Esbranquiçada na cabeça, mesoscuto, metassoma e tíbia III. Cerdinhas decumbentes, simples, na metade inferior da face; fronte com cerdas eretas de até 0,05 e de até 0,07 no clípeo e área supraclipeal; no vértice, de até 0,1 e no escapo de até 0,09. Mesoscuto com pêlos de até 0,14 nos cantos anteriores e de até 0,22 os do bordo posterior do escutelo. Margem distal da tíbia III com cerdas de até 0,28. Primeiro tergo glabro, com alguns pelinhos no ápice do 2º, 3º e 4º, sendo mais notáveis no 5º e 6º tergos e margens dos esternos. Cerdas e microcerdas plumosas ausentes na fronte, vértice, clípeo, margem póstero-distal da tíbia III, mesepisternos, lóbulo pronotal e mesoscuto.

Integumento. Fronte com reticulado evidente, porém brilhante; gena brilhante, com estriação suave evidente na metade superior e lisa-polida na inferior; clípeo, paroculares inferiores e área malar lisos, brilhantes. Mesoscuto micro-alveolado, fosco com os alvéolos aproximadamente do mesmo tamanho dos omatídeos; metade inferior dos mesepisternos com estriação suave mais evidente, não impedindo o forte brilho. Estriação na tíbia III suave muito superficial, fortemente brilhante. O primeiro tergo metassomal liso-polido, o 2º e seguintes com estreita faixa estriada apical, gradualmente mais largas nos últimos.

Forma e Proporções (mensurações na Tab. III). Largura máxima da cabeça 13,44x a distância interocelar; órbitas convergentes embaixo; um só dente na mandíbula; escapo levemente encurvado e alargado para o ápice. Célula marginal bojuda com o ângulo interno igual a 90°. Canto posterior do basitarso III, quase em ângulo reto.

Material-tipo. Holótipo, operária, com etiqueta manuscrita de "Rio Ipixuna, Purus, AM, Brasil, 16,19-I-1986, SB.20, 63°25'W 6°5'S, Camargo-Mazucato, 860375B", e 4 parátipos, operárias, da mesma procedência, nos 860362B, 860359, 860367B e 860395, depositados na RPSP.

Distribuição geográfica. Conhecida apenas da localidade do tipo.

Etimologia. Do latim, unus + dentatus, referindo-se à condição unidentada da mandíbula.

Discussão. Trigonisca unidentata sp. nov. pode ser facilmente reconhecida dentre as demais espécies de Trigonisca, pelas cerdas da área supra-clipeal curtas, no máximo igualando o diâmetro do escapo, pela cabeça predominantemente preta, pelo escapo levemente encurvado e alargado no ápice, pelo integumento da fronte com reticulado evidente, porém brilhante, pela ausência de pêlos plumosos e a condição unidentata da mandíbula. É muito semelhante a T. variegatifrons sp. nov. com a qual compartilha o escapo levemente encurvado a alargado no ápice, porém, dela se distingue pelo reticulado da fronte, mais evidente, e pela distância interalveolar aproximadamente igual ao diâmetro do 1º flagelômero.

Trigonisca extrema sp. nov.

Diagnose. Operária. Largura da cabeça entre 0,95 – 0,99; comprimento da asa anterior entre 2,12 – 2,28; face, especialmente na metade inferior, com microcerdas decumbentes, simples; mais densas no mesoscuto; cerdas eretas esparsas no clípeo e supraclipeal de até 0,06; no escapo, as cerdas igualando a metade do diâmetro deste; integumento da fronte, nos lados, liso-brilhante, apenas com enrugado superficial e pontuação pilígera esparsa; ao longo da região mediana e em direção ao vértice e abaixo dos ocelos, com reticulado mais evidente; o brilho da cabeça contrasta com o do mesoscuto que é fosco, com integumento micro-alveolado; órbitas convergentes embaixo. Face quase inteiramente amarela, apenas o terço superior da fronte até o vértice gradualmente escurecido.

Holótipo, operária.

Dimensões. Comprimento total aproximado 2,24; da asa anterior 2,08; largura máxima da cabeça 0,96; do metassoma 0,76.

Cor do integumento. Predominantemente preto no tórax e abdômen. O terço inferior da face, clípeo, área supraclipeal, paroculares, labro, área malar, genas, mandíbula, escapo, pedicelo, primeiro e último artículos do flagelo, pronoto e lóbulo pronotal, tégula e pernas anteriores, castanho-amarelados (Mandarin orange, nº 126), apenas a metade superior da fronte e vértice, escurecida; bordo posterior do escutelo mais claro que a cor predominante do corpo. Trocanteres e tarsômeros das pernas médias e posteriores, amarelados, como o pronoto, o restante da perna posterior amarronzado como a fronte. Veias e pterostigma, palha (Zinc orange, nº 122), o último transparente no centro. Asas iridescentes.

Pilosidade. Esbranquiçada em todo o corpo e apêndices. Microcerdas decumbentes da face e mesoscuto, simples; cerdas eretas de até 0,08 no clípeo, área supraclipeal e vértice; cerdas do escapo ca. metade do diâmetro deste; no mesoscuto de até 0,08, no canto anterior, e de até 0,15 no bordo posterior do escutelo. Margem distal da tíbia III com cerdas de até 0,23. Primeiros tergos glabros, com alguns pelinhos na extremidade da depressão marginal do 2º e parte apical dos seguintes sendo mais notáveis no 5º e 6º, onde atingem até 0,08, e nas margens dos esternos. Microcerdas plumosas, escamas ou pompons ausentes.

Integumento. Fronte e toda a parte inferior da face, inclusive o clípeo, com estriação muito superficial-brilhante, praticamente lisa, o reticulado mais evidente apenas na área entre os ocelos; gena com estriação suave muito superficial, brilhante. Mesoscuto micro-alveolado, fosco; os alvéolos pouco maiores que os omatídeos; metade inferior dos mesepisternos liso-polida. Tíbia III com estriação superficial, brilhante. Primeiros tergos lisos-polidos, com estriação superficial no ápice dos 2º – 4º; os 5º e 6º com estriação superficial brilhante em toda a superfície.

Forma e Proporções (mensurações na Tab. IV). Largura máxima da cabeça 16x a distância interocelar; órbitas convergentes embaixo; carena supra-clipeal mais ou menos nítida e depois da metade para cima se transforma em uma linha bem marcada até o ocelo médio. Mandíbula com um dentículo (em alguns parátipos há um rudimento de um segundo dente no canto interno). Célula marginal bojuda com ângulo interno aproximadamente igual a 90°. O canto póstero-distal da tíbia III, projetado; canto posterior do respectivo basitarso, agudo.

 

 

Material-tipo. Holótipo e 47 parátipos, operárias, com etiquetas impressas de "Aruti, R.Negro, AM, Brasil, 22,23-VII-1980, SA -19, 66°2'W - 0°19'S, Camargo-Mazucato leg". Duas operárias, parátipos, com etiquetas impressas de "F. do R. Daraã, R.Negro, AM, Brasil, 2,4-VIII-1980, SA- 20, 64°47'W - 0°25'S Camargo-Mazucato leg", depositados na RPSP.

Distribuição geográfica. Conhecida apenas da região do médio rio Negro, AM.

Etimologia. Do latim, extremus, último, derradeiro.

Discussão. Muito semelhante a T. vitrifrons sp. nov., da qual difere apenas por possuir o integumento da face até o terço superior da fronte e genas, castanho-amarelado, e apenas um dentículo na mandíbula; em T. vitrifrons sp. nov. o amarelado da face é reduzido à parte inferior e a mandíbula tem dois dentículos bem nítidos. Em alguns parátipos, a maior parte da fronte e parte do vértice, próximo à carena pré-occipital, são amarelados; em outros, também parte dos mesepisternos.

Trigonisca vitrifrons sp. nov.

Diagnose. Operária. Largura da cabeça entre 0,90 – 0,98, comprimento da asa anterior entre 1,84 – 2,14; mandíbula com 2 dentículos, o dente do canto interno um pouco recuado; cerdinhas decumbentes, plumosas, ausentes na fronte, vértice, clípeo, paroculares, tíbia-III, mesepisternos, lóbulo pronotal e mesoscuto; cerdas eretas do clípeo, supra-clipeal e vértice de até ca. 0,06, no escapo iguais a metade do diâmetro deste; integumento da fronte e clípeo com reticulado suave, muito superficial, praticamente liso, brilhante, principalmente nos lados, apenas na área entre os ocelos com reticulado mais evidente; órbitas convergentes embaixo. Face amarelada principalmente abaixo do nível dos alvéolos antenais; genas enegrecidas, se amareladas só na metade inferior.

Holótipo, operária

Dimensões. Comprimento total aproximado 2,32; da asa anterior, incluindo a tégula 2,02; largura máxima da cabeça 0,96; do metassoma 0,69.

Cor do Integumento. Predominantemente preto. Paroculares inferiores, clípeo, área malar, área supraclipeal, labro, mandíbula, escapo e pedicelo, pernas anteriores e tarsômeros dos demais pares, amarelados. Pronoto e lóbulos pronotais âmbar (Tan, nº 123). Tégula amarelada (Mandarin orange, nº 126), veias e pterostigma palha, transparentes; asas iridescentes.

Pilosidade. Esbranquiçada em todo o corpo e apêndices. Microcerdas decumbentes da face e mesoscuto, simples; cerdas eretas do clípeo, supra-clipeal e vértice, 0,06 – 0,07; no escapo ca. metade do diâmetro deste. Cantos anteriores do mesoscuto com cerdas eretas de até 0,09, e de até 0,15 no bordo posterior do escutelo; na margem distal da tíbia III de até 0,17. Primeiro tergo glabro, com alguns pelinhos na parte apical do 2º e toda parte exposta dos seguintes, sendo mais notáveis nos últimos onde atingem até 0,07.

Integumento. Fronte lisa-brilhante, com estriação suave na área entre os ocelos; metade superior da gena com estriação suave evidente, brilhante, e a metade inferior lisa-polida; clípeo como a fronte; área malar lisa-polida. Mesoscuto micro-alveolado, fosco, com os pontos do retículo pouco maiores que os omatídeos; metade inferior dos mesepisternos liso-polida. Tíbia III com estriação suave superficial, brilhante. Segundo tergo metassomal liso-brilhante com estriação superficial no ápice; 3º – 6º com estriação superficial-brilhante em toda a parte exposta.

Forma e Proporções (mensurações na Tab. V). Largura máxima da cabeça 13,29x a distância interocelar; órbitas convergentes embaixo; carena supra-clipeal nítida até o meio da fronte, seguida de um sulco bem marcado até o ocelo médio; mandíbula bidentada. Célula marginal bojuda; o ângulo interno aproximadamente igual a 90°.

Material-tipo. Holótipo, e 27 parátipos, operárias, com etiquetas impressas "Lago Água Fria, PA, Rio Trombetas – BRASIL, SA-21-X-C, 56°51'W, 1°25'S, 13-15, II-1979, Camargo" depositados na RPSP.

Material adicional examinado. BRASIL. Amazonas: Fonte Boa, SA- 19,66-3f. XII 24,25-I-1977, Camargo-M.Mazucato leg (5 ops. RPSP); Tefé 27 a 30-I-1977, idem (3 ops. RPSP); Camanaus, R.Negro, SA- 19,66°54'W, 0°8'S, 12-14-VII-1980, idem (1 op. RPSP); Rio Ipixuna, Purus, 16,19-I-1986, SB- 20, 63°25'W- 6°5'S, idem (1 op. nº 860356B RPSP); E-37, Reserva Ducke, Manaus, 25-VI-79, H.Kurz, leg (3 ops. RPSP); ibidem, idem E-52, 29-VI-79 (1 op. RPSP); ibidem, idem E-86, 5-IX-79 (1 op. RPSP); ibidem, idem E-87, 5-IX-79 (1 op. RPSP). Pará: Lago Carimun, Rio Trombetas, SA-21-X-C, 56°6'W, 1°32'S, 16-17, II-1979, Camargo (2 ops. RPSP); Santana, Rio Tapajós, SA- 21,55°34'W; 3°59'S 21,23-I-1979, idem (1 op. RPSP).

Distribuição geográfica. Conhecida apenas dos estados do Amazonas e Pará, Brasil.

Etimologia. Do latim, vitreus = vidro + fronte, referindo-se ao tegumento da fronte, liso-polido.

Discussão. Veja discussão em T. extrema sp. nov.

Trigonisca meridionalis sp. nov.

Trigonisca meridionalis Pedro, 1996: 250; Pedro & Camargo, 1999: 201, nom. nudum

Diagnose. Operária. Largura da cabeça entre 0,98 – 1,14, comprimento da asa anterior entre 2,22 -2,60; mandíbula com um ou dois dentículos; fronte e mesoscuto com microcerdas decumbentes, simples; área supraclipeal com cerdas curtas, ca. 0,07; no escapo, pouco maiores que metade do diâmetro deste; fronte com um reticulado forte bem evidente, quase fosco, clípeo brilhante, apenas com estriação suave; órbitas convergentes embaixo. Distância interalveolar ca. 1,4x o diâmetro do 1º. flagelômero e aproximadamente igual ao diâmetro do alvéolo antenal. Parte inferior da face, inclusive o clípeo enegrecida.

Holótipo, operária.

Dimensões. Comprimento total aproximado 2,58; da asa anterior, 2,58; largura máxima da cabeça 1,15; do metassoma 0,92.

Cor do integumento. Predominantemente preto. Clípeo, área supraclipeal, flagelo + pedicelo, paroculares, área malar e base da mandíbula, amarronzados (Caledonian brown, nº 124); labro, mandíbula e parte inferior do escapo amarelados (Mandarin orange, nº 126). Tarsômeros, amarelados como a mandíbula. Tégula, veias e pterostigma, palha, o último transparente no centro; asas iridescentes.

Pilosidade. Esbranquiçada em todo o corpo. Microcerdas decumbentes da face e mesoscuto, simples. Cerdas eretas do clípeo, supra-clipeal e vértice, ca. 0,07 – 0,09; no escapo pouco mais longas que a metade do diâmetro deste. No mesoscuto, pilosidade ereta, abundante, de até 0,12 no cantos anteriores e de até 0,19 no bordo posterior do escutelo. Margem distal da tíbia III com cerdas de até 0,25. Primeiro tergo glabro, com alguns pelinhos no ápice do 2º, 3º e 4º, sendo mais notáveis no 5º e 6º tergos, onde atingem até 0,09 e nas margens dos esternos.

Integumento. Fronte com micro-alveolado forte, mate, os alvéolos do mesmo tamanho dos omatídeos; gena brilhante com estriação suave, evidente, na metade superior e lisa na inferior; clípeo praticamente liso-brilhante, apenas com leve estriação para o ápice; área malar lisa-polida. Mesoscuto micro-alveolado denso, fosco, os pontos como aqueles da cabeça, porém mais profundos; mesepisternos com reticulado mais amplo, semi-brilhante. Estriação na tíbia III, suave muito superficial, fortemente brilhante. Segundo tergo metassomal liso-brilhante, porém a porção posterior com uma estreita faixa de estriação suave muito superficial, nos seguintes, as faixas gradativamente mais largas.

Forma e Proporções (mensurações na Tab. VI). Largura máxima da cabeça 14,38 x a distância interocelar; órbitas convergentes embaixo; um só dente na mandíbula. Célula marginal bojuda, com o ângulo interno menor que 90°.

Material-tipo. Holótipo, operária, com etiqueta impressa "P. de M. da Cruz-MG Brasil 22-VII-1988 44°23'W 15°36'S M. Mazucato leg. 881602". Parátipos, 96 operárias da mesma localidade e data (três espécimes em cada alfinete) sob os números: 881555, 881558, 881562, 881564, 881567, 881569, 881571, 881573, 881575, 881577, 881579, 881585, 881589, 881595, 881608, 881613, 881617, 881622, 881624, 881625, 881628, 881632, 881646, 881651, 881658, 881660, 881663, 881665, 881673, 881677, 881682 e 881683, depositados na RPSP.

Material adicional examinado. BRASIL. Pará: Gorotire (=Gradaus), SB.12, 51-8a, 20-VIII-5-IX-1983, Camargo leg., 831218, 830719, 830720 e 831181B (4 ops. RPSP). Maranhão: Barra do Corda, 28-VII-1982 J.M.F. Camargo leg. 820837, 820855, 820887, 820903 e 820909" (5 ops. RPSP). Mato Grosso: Barra do Garças, 21-I-1971 col. Y. Terada (2 ops. RPSP); ibidem, 14-I-1971, col. Camargo, "(Trigonisca) sp não descrita, Det.Moure, 1971" (1 op. RPSP). Minas Gerais: Uberaba, X-1961, C. Elias leg. (4 ops. DZUP). São Paulo: Ribeirão Preto, SF- 23,48-21d, 13-III-1977, Camargo leg. (1 op. RPSP); ibidem, 7-X-1976, col. Mazucato (1 op. RPSP) "coletado no cerrado"; ibidem, 27-VII-1976, Yoko leg (1 op.).

Distribuição geográfica. Sul do Pará e Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.

Etimologia. Do Latim, meridionale, que habita as regiões do sul, referindo-se a distribuição da espécie.

Discussão. Semelhante a T. bidentata sp. nov. e T. pediculana com as quais compartilha a estriação micro-alveolada do integumento da face, a ausência de cerdas plumosas, escamas ou pompons na face e mesoscuto, e a condição quase glabra do escapo, em que as cerdas, quando presentes, no máximo igualam-se ao seu diâmetro, mas separa-se pela distância interalveolar ca. 1,4x o diâmetro do 1º flagelômero e aproximadamente igual ao diâmetro do alvéolo antenal.

Trigonisca bidentata sp. nov.

Diagnose. Operária. Largura da cabeça entre 1,26 – 1,27; comprimento da asa anterior entre 2,62 – 2,76; mandíbula com dois dentes grandes; cerdas plumosas ausentes, micropilosidade decumbente na fronte e mesoscuto, escassa; área supraclipeal e escapo com cerdas curtas, menores que a metade do diâmeto deste; integumento da fronte e clípeo com reticulado evidente, porém não formando alvéolos, brilhante; mesoscuto com micro-alveolado, fosco; distância interorbital inferior igual a superior. Labro áspero, bilobado, um sulco mediano longitudinal separa os dois lóbulos. Distância interalveolar aproximadamente igual ao diâmetro do 1º flagelômero e ca. 0,6 – 0,7x o diâmetro do alvéolo antenal.

Holótipo, operária

Dimensões. Comprimento total aproximado 2,38; da asa anterior incluindo a tégula 2,76; largura máxima da cabeça 1,26; do metassoma 1,14.

Cor do Integumento. Predominantemente preto. Escapo, pedicelo, 1º artículo do flagelo e ápice da mandíbula, castanho-amarelados (Tan, nº 123). Pernas amarronzadas (Cocoa, nº 121), com exceção da parte interna do basitarso III e tarsômeros, que são castanho-amarelados, como o escapo. Tégula palha translúcida, veias e pterostigma, palha; asas iridescentes.

Pilosidade. Esbranquiçada em todo o corpo. Microcerdas decumbentes na face e mesoscuto, simples; cerdas eretas da fronte, clípeo e área supraclipeal, ca. 0,06 – 0,07, e de até 0,09 no vértice; no escapo, menores que metade do diâmetro deste; no mesoscuto, de até 0,12 nos cantos anteriores e até 0,2 no bordo posterior do escutelo. Margem distal da tíbia III com cerdas de até 0,3. Primeiro tergo glabro, com alguns pelinhos no ápice do 2º, 3º e 4º, sendo mais notáveis no 5º e 6º, onde atingem até 0,05 e nas margens dos esternos, com até 0,18. Cerdas plumosas, escamas ou pompons ausentes.

Integumento. Fronte com reticulado evidente, porém não formando alvéolos, brilhante; metade superior da gena brilhante, com estriação suave e evidente, e na metade inferior com estriação suave muito superficial, brilhante; clípeo e paroculares inferiores com estriação suave-enrrugada, brilhante. Mesoscuto com micro-alveolado um pouco mais profundo que na fronte, com leve brilho; mesepisternos reticulados, um pouco mais suave que no mesoscuto. Tíbia III com estriação suave muito superficial, brilhante. Segundo tergo metassomal liso-polido, no ápice com estriação suave-brilhante evidente; 3º – 6º com estriação suave-brilhante em toda a parte exposta.

Forma e Proporções (mensurações na Tab. VII). Largura máxima da cabeça 18x a distância interocelar; distância interorbital inferior igual a superior; mandíbula bidentada. Labro áspero, bilobado, com um sulco mediano longitudinal separando os dois lóbulos. Célula marginal bojuda com o ângulo interno aproximadamente igual a 90°. Canto posterior do basitarso III arredondado. Distância interalveolar aproximadamente igual ao diâmetro do 1º flagelômero e ca. 0,6 – 0,7x o diâmetro do alvéolo antenal.

 

 

Material-tipo. Holótipo e um parátipo, operárias, com etiquetas impressas "Porto Velho, Rondônia - Brasil 12-22-X-1966 col. Camargo; outros dois parátipos de "Guajará-Mirim, Rondônia, Brasil, 1508 e 1519, 11-IX-1996, S 10°19.434', W 64°33.849', Brown, Boina, Vieira", depositados na RPSP.

Distribuição geográfica. Rondônia.

Etimologia. Do latim, bi + dentatus, que tem dois dentes na mandíbula.

Discussão. O labro bilobado, combinado com o reticulado suave da fronte e clípeo e o micro-alveolado do mesoscuto, distância interorbital inferior igual a superior, fronte e mesoscuto com micropilosidade decumbente esparsa, e ausência de cerdas plumosas, escamas ou pompons e a condição bidentada das mandíbulas, permitem reconhecer T. bidentata sp. nov. dentre as demais espécies do gênero.

Agradecimentos. Ao Pe. Jesus Santiago Moure da Universidade Federal do Paraná, pelas críticas e sugestões. Ao Sr. Menderson Mazucato da FFCLRP-USP, pela colaboração. À CAPES pelo auxílio financeiro.

 

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Recebido em 30/10/2006; aceito em 26/03/2007

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