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Revista Brasileira de Entomologia

On-line version ISSN 1806-9665

Rev. Bras. entomol. vol.55 no.3 São Paulo July./Sept. 2011  Epub Sep 09, 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0085-56262011005000022 

Revisão das espécies neotropicais de Empididae (Diptera) descritas por Mario Bezzi. VII. As espécies descritas em Hilara Meigen

 

Revision of Neotropical species of Empididae (Diptera) described by Mario Bezzi. VII. The species described in Hilara Meigen

 

 

José Albertino RafaelI,II

IInstituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Caixa Postal 478, 69011–970 Manaus-AM, Brasil. jarafael@inpa.gov.br
IIPesquisador do CNPq

 

 


RESUMO

As cinco espécies descritas em Hilara por Mario Bezzi estão sendo redescritas e ilustradas. Atualmente três espécies permanecem em Hilara: H. irritans, H. perplexa e H. perturbans e duas espécies em Hilarigona: H. aberrans e H. abnormis. Todos os tipos primários foram examinados e estão sendo designados lectótipos para as três espécies de Hilara.

Palavras chave: Hilara; Hilarigona; Região Neotropical; taxonomia.


ABSTRACT

All five species described by Mario Bezzi in Hilara Meigen are redescribed and illustrated. Currently three species remain in Hilara: H. irritans, H. perplexa and H. perturbans and two species are treated in Hilarigona Collin: H. aberrans and H. abnormis. All primary types were examined and lectotype specimens are being designated for the three Hilara species.

Keywords: Hilara; Hilarigona; Neotropical Region; taxonomy.


 

 

Empididae pertence à superfamília Empidoidea considerada uma linhagem monofilética, grupo irmão de Cyclorrapha (Sinclair & Cumming 2006). Tradicionalmente a superfamília vinha sendo dividida em Empididae (parafilética) e Dolichopodidae (monofilética). O primeiro a dividir Empididae em várias famílias foi Chvála (1983), mas sem limites claros entre os caracteres diferenciadores dos grupos inclusos e essa divisão sempre foi questionada por diferentes autores. Recentemente foi feita uma análise cladística utilizando caracteres morfológicos (Sinclair & Cumming 2006) que dividiu Empidoidea em Empididae, Hybotidae, Atelestidae, Brachystomatidae e Dolichopodidae. Os trabalhos anteriores dessa série (Rafael & Ale-Rocha 1995; Rafael 1995a,b; 1996a, b) seguiram a classificação anterior onde as famílias, hoje inclusas em Empidoidea, exceto Dolichopodidae, foram tratadas como subfamílias de Empididae. A partir do trabalho anterior (Rafael 2010) a classificação adotada segue Sinclair & Cumming (2006).

Atualmente Empididae está dividida em Empidinae mais alguns gêneros "incertae sedis" (Sinclair & Cumming 2006). As características de Empidinae e Empidini foram apresentadas por Rafael (2010) no tratamento das espécies de Rhamphomyia Meigen. A subfamília está dividida em Empidini e Hilarini (Sinclair & Cumming 2006). Este trabalho dá continuidade à redescrição das espécies neotropicais descritas por Mario Bezzi. É o primeiro com Hilarini. Essa tribo aparentemente é monofilética com base nos seguintes caracteres: laterotergito geralmente glabro, cerco geralmente pequeno e sem esclerosação, veia Costal geralmente contínua ao longo da margem da asa, veia R1 engrossada antes da junção com a veia costal, e tarsômero anterior do macho dilatado transformado em glândula produtora de seda (Bickel 1996; Sinclair & Cumming 2006). Este trabalho trata das cinco espécies descritas por Bezzi (1909) em Hilara, hoje distribuídas entre Hilara e Hilarigona. Essas redescrições se justificam porque as descrições de Bezzi sempre foram generalizadas, sem ou com poucas figuras e sem atributos da terminália, hoje essenciais para a caracterização das espécies. As redescrições apresentadas complementam as descrições anteriores e incluem ilustrações de estruturas que facilitam a identificação das espécies.

Os espécimes tipos das cinco espécies descritas no trabalho de Bezzi (1909) foram obtidos por empréstimo do Museum für Tierkunde (MTD), Dresden, Alemanha.

A terminologia segue McAlpine (1981), como apresentada no primeiro trabalho da série (Rafael & Ale-Rocha 1995), agora atualizado para Cumming & Wood (2009). As cerdas nas estruturas simétricas, representadas em vista dorsal, foram indicadas somente em um dos lados sempre que o mesmo padrão se repetia do outro lado. O uso de colchetes em material examinado acrescenta informações omitidas nas etiquetas.

 

RESULTADOS

Os limites dos gêneros incluídos em Hilarini ainda não estão bem estabelecidos. Alguns dos espécimes-tipos tratados abaixo mostram características que podem incluí-los em outros gêneros. O objetivo deste trabalho é apenas redescrevê-los e ilustrá-los a fim de facilitar futuros estudos com o grupo na Região Neotropical.

Hilara Meigen

É de distribuição cosmopolita, caracterizado pela combinação de caracteres: tórax e abdômen geralmente concolores; catepímero e laterotergito sem cerdas; flagelo de comprimento variável, sempre com estilo apical; todas as veias glabras; veia Sc completa (se incompleta, tíbia posterior sem cerdas ântero-ventral e ântero-dorsal, ambas apicais); veia R4+5 bífida; tíbia posterior do mesmo comprimento que o respectivo fêmur.

Hilara irritans Bezzi
(Figs. 1–13, 61)

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 



 

Hilara irritans Bezzi, 1909: 378; Melander 1928: 119; Collin 1933: 184; Smith 1967: 37 (cat); Yang et al. 2007: 222 (cat).

Diagnose. Castanho-escura a preta com pruinosidade cinza na pleura e coxas; fronte e face cerdosas; cerdas pós-oculares bem desenvolvidas, proclinadas sobre o olho; probóscide curta; escuto sem faixas mais escuras; primeiro tarsômero anterior intumescido.

Redescrição. Lectótipo macho (pres. desig.): corpo 3,2 mm; asa 3,9 mm.

Cabeça (Fig. 1): olhos dicópticos, facetas subiguais. Fronte da largura do triângulo ocelar, estreitando-se próximo à antena, pouco mais alta do que a maior largura, castanha com pruinosidade cinza-castanha a certa luz, com três cerdas delgadas látero-inclinadas, a dorsal mais robusta. Face da largura da fronte, divergente em direção à probóscide, pouco mais alta do que a maior largura, com pruinosidade cinza, seis pares de cerdas delgadas proclinadas laterais e algumas internas dorsalmente. Triângulo ocelar levemente saliente, castanho, com pruinosidade cinza-castanha a certa luz; cerda ocelar anterior divergente, robusta, longa e 3–4 posteriores pequenas, distintas, o primeiro par posterior de cerdas posicionado internamente ao par anterior. Pós-crânio castanho com pruinosidade cinza, exceto logo atrás do triângulo ocelar com pruinosidade castanha distinta em vista posterior; cerdas pós-oculares longas, subiguais à cerda ocelar anterior, proclinadas sobre o olho; cerdas verticais levemente mais delgadas do que as pós-oculares adjacentes; cerdas occipitais pequenas, robustas, subiguais entre si, exceto na gena e pós-gena com cerdas mais delgadas, claras. Probóscide menor do que a altura da cabeça, com labro preto, brilhante. Palpo castanho, curvado para cima com cerdas delgadas, distintas. Antena preta fosca aveludada, exceto escapo e pedicelo levemente mais claros; flagelo 1,5 vezes o comprimento do escapo e pedicelo juntos e 1,5 vezes o comprimento do estilo.

Tórax: castanho-escuro a preto com pruinosidade castanha e cinza na pleura. Cerdas: 2–3 antepronotais, a lateral mais robusta; cerca de 15 pós-pronotais delgadas, subiguais entre si; 3–4 proepisternais delgadas; várias proepimerais curtas, delgadas; 8–9 acrosticais delgadas, unisseriadas, indo pouco além da sutura transversa; cerca de 10–12 dorsocentrais unisseriadas, delgadas (acrosticais e dorsocentrais descritas originalmente como multisseriadas); 3–4 intra-alares pré-suturais; 2 intra-alares pós-suturais inconspícuas; 3–4 supra-alares pré-suturais diminutas; 5–6 supra-alares pós-suturais diminutas, a posterior levemente mais robusta; 2 notopleurais robustas e algumas delgadas; 1 pós-alar levemente mais robusta; 4 escutelares, as laterais menores, a apical cruzada (Fig. 2). Anepisterno e catatergito sem cerdas.

Pernas (Figs. 3–5): castanho-escuras com pruinosidade cinza, visível a certa luz, nas coxas, trocânteres e fêmures. Perna anterior (Fig. 3) com tíbia e tarsômero basal intumescidos, notavelmente o último. Demais pernas (Figs. 4–5) uniformemente revestidas com cerdas curtas, densas, notavelmente no par anterior. Todos os fêmures com cerdas ântero-ventrais levemente maiores, ventralmente sem pubescência esbranquiçada. Tíbia posterior quase tão longa quanto o respectivo fêmur.

Asa (Fig. 61): hialina, castanho-clara, com veias castanhas; base da Costa com uma cerda longa; Sc quase completa; pterostigma castanho; veia R5 pouco inclinada a partir da bifurcação; veias A1 e A2 evanescentes. Halter castanho.

Abdômen: castanho com pruinosidade castanha; em vista póstero-dorsal com faixa estreita de pruinosidade cinza na margem posterior dos tergitos; cerdas curtas, distintas, sendo maiores lateralmente, na margem posterior dos tergitos; tergito 6 com unissérie completa de cerdas na margem posterior. Esternitos concolores com tergitos.

Terminália: concolor com tergitos, voltada para cima, com leve quilha ventral. Tergito 8 mais estreito na base (Fig. 6). Cerco + esclerito baciliforme (Fig. 7) largo com cerdas curtas e robustas na face interna. Epândrio (Figs. 7–8) com fenda póstero-dorsal grande; pós-gonito (Fig. 10) curvo com dois processos apicais; ápice do hipândrio e falo como na Fig. 9.

Fêmea: semelhante ao macho, exceto tíbia e primeiro tarsômero anterior menos intumescidos. Terminália (Figs. 11–13): tergito 10 com incisão basal (Fig. 11); esternito 8 levemente esclerotinizado lateralmente (Fig. 12); cercos curtos (Figs. 11–13).

Registro geográfico. Chile.

Material examinado. CHILE [Valparaiso], Quillota, 20.ix.1902, [1000 m] (lectótipo macho, 4 paralectótipos machos, 2 paralectótipos fêmeas).

Condição do lectótipo. Flagelo da antena esquerda perdido; asa direita em microlâmina; terminália em vidrinho com glicerina.

Variação. Um espécime macho com três pares de cerdas escutelares.

Hilara perplexa Bezzi
(Figs. 14–26, 62)

Hilara perplexa Bezzi, 1909: 379; Melander, 1928: 123; Collin 1933: 177 (cit); Smith 1967: 37 (cat); Yang et al. 2007: 229 (cat).

Diagnose. Castanho-escura com pruinosidade cinza; fronte e face cerdosas; cerdas pós-oculares grandes, proclinadas sobre o olho; probóscide curta; escuto com faixas longitudinais mais escuras; cerdas torácicas conspícuas; primeiro tarsômero anterior intumescido; palpo e halter amarelo-claros; fêmur posterior com cerdas ventrais espiniformes castanho-avermelhadas na metade distal.

Redescrição. Lectótipo macho (pres. desig.): corpo 3,8 mm; asa 4,8 mm.

Cabeça (Fig. 14): olhos dicópticos; facetas subiguais. Fronte (Fig. 15) da largura do triângulo ocelar, estreitando-se próximo à antena, pouco mais alta do que a maior largura, castanha com pruinosidade cinza em vista frontal e castanha em vista dorsal, exceto próximo à antena, cinza; cerdas frontais bisseriadas, delgadas, inclinadas para fora, sendo 5–6 na série externa, com uma mediana mais robusta e 2 na série interna. Face pouco mais larga do que a fronte, divergente em direção à probóscide, tão alta quanto a maior largura, com pruinosidade cinza e 5–6 pares de cerdas laterais claras, delgadas, proclinadas e aparentemente com algumas internas dorsalmente. Triângulo ocelar levemente saliente, castanho com pruinosidade cinza; cerda ocelar anterior divergente, robusta, longa e 4 cerdas posteriores pequenas, distintas. Pós-crânio castanho com pruinosidade cinza; cerdas pós-oculares longas, pouco mais delgadas do que a ocelar anterior, inclinadas sobre o olho; cerdas occipitais menores, desalinhadas, as superiores mais robustas e escuras, as inferiores delgadas e claras. Gena e pós-gena com cerdas delgadas, claras. Probóscide menor do que a altura da cabeça, com labro preto, brilhante. Palpo amarelo-claro, curvado para cima, com cerdas delgadas, distintas. Antena (Fig. 16) (do paralectótipo) com escapo, pedicelo e base do flagelo amarelo, o restante preto fosco aveludado; flagelo quase duas vezes o comprimento do escapo e pedicelo juntos e quase duas vezes o comprimento do estilo.

Tórax (Fig. 17): castanho-escuro com pruinosidade cinza; escuto com faixas longitudinais mais escuras, um tanto inconspícuas: uma mais estreita entre as cerdas acrosticais e dorsocentrais atingindo a altura da sutura transversa e outra mais larga entre as dorsocentrais e as supra-alares, ambas as faixas com pruinosidade castanha. Cerdas: 4–5 antepronotais claras; várias pós-pronotais delgadas, distintas e uma mais robusta preta; 4–5 proepisternais claras, delgadas; várias proepimerais claras, delgadas; acrosticais delgadas, unisseria das (danificadas pelo alfinete na região posterior); mais de 15 dorsocentrais bisseriadas delgadas, as posteriores levemente mais robustas, notavelmente a última; 6–7 intra-alares pré-suturais delgadas; 3–4 intra-alares pós-suturais menores que as anteriores; 4–5 supra-alares pré-suturais; 7–8 supra-alares pós-suturais desalinhadas, aparentemente bisseriadas, sendo duas posteriores mais robustas; 3 notopleurais robustas e diversas delgadas; 1 pós-alar; 2 escutelares, a apical maior e cruzada. Anepisterno e catatergito sem cerdas.

Pernas: castanhas com pruinosidade cinza mais distinta nas coxas, trocânteres e fêmures. Perna anterior (Fig. 18) com tíbia clavada com cerdas mais longas nas faces ântero-dorsal, dorsal e póstero-dorsal distalmente; tarsômero basal intumescido com cerdas mais longas dorsalmente. Perna média (Fig. 19) com cerdas curtas. Fêmures sem pubescência esbranquiçada na face ventral. Fêmur posterior com cerdas ântero-ventrais e póstero-ventrais espiniformes curtas, castanho-avermelhadas na metade distal (na figura 20 está alargado devido o achatamento do mesmo); tíbia posterior (Fig. 20) quase tão longa quanto o respectivo fêmur, com cerdas mais longas nas faces ântero-dorsal, dorsal e póstero-dorsal, sem cerda ântero-ventral apical.

Asa (Fig. 62): hialina com veias castanhas; veia Costal com uma cerda basal longa; veia Sc quase completa; pterostigma castanho-claro; veia R5 pouco inclinada a partir da bifurcação; veia A1 evanescente. Halter amarelo-claro.

Abdômen: castanho com leve pruinosidade cinza em vista anterior. Cerdas claras conspícuas, as laterais maiores. Tergitos 2–6 com unissérie posterior de cerdas mais robustas. Esternitos concolores com tergitos.

Terminália: voltada para cima e para frente, com leve quilha ventral. Tergito 8 (Fig. 21) com base aguda. Epândrio (Fig. 22) com sulco póstero-dorsal pequeno, mas distinto; cerco pequeno; cerco + esclerito baciliforme grande; hipândrio e falo como na Fig. 23. Ápice do hipândrio e falo como na Fig. 24; pós-gonito com ápice levemente dilatado (Figs. 25–26).

Fêmea: descrita originalmente com os seguintes caracteres: "primeiro tarsômero anterior simples; terminália curta, retraída".

Registro geográfico. Peru.

Material examinado. PERU [Cuzco], Larestal (= Paso de Lares), 10.viii.1903, 2000–3000 m (lectótipo macho).

Condição do lectótipo. Flagelo direito, pernas anterior e média direitas, perdidas. Cerdas acrosticais danificadas pelo alfinete na região posterior. Asa esquerda em microlâmina; terminália em vidrinho com glicerina.

Hilara perturbans Bezzi
(Figs. 27–37, 63)

Hilara perturbans Bezzi, 1909: 380; Melander 1928: 123; Collin 1933: 177, 187 (cit); Smith 1967: 37 (cat); Yang et al. 2007: 229 (cat).

Diagnose. Castanho-escura com pruinosidade cinza; fronte e face cerdosas; cerdas pós-oculares grandes, inclinadas sobre o olho; probóscide curta; palpo castanho e halter amarelo-claro; cerdas torácicas conspícuas; escuto com faixas longitudinais escuras um tanto inconspícuas; primeiro tarsômero anterior intumescido; fêmur posterior com cerdas ventrais espiniformes na metade distal.

Redescrição. Lectótipo macho (pres. desig.): corpo 4,1 mm; asa 4,6 mm.

Cabeça: olhos dicópticos; facetas subiguais. Fronte da largura do triângulo ocelar, levemente divergente próximo à antena, pouco mais alta do que a maior largura, castanha com pruinosidade cinza-castanha em vista dorsal, exceto próximo à antena com pruinosidade cinza; cerdas frontais bisseriadas delgadas, inclinadas para fora, sendo 5–6 na série externa, com uma mediana mais robusta e 2 na série interna. Face pouco mais larga do que a fronte, divergente em direção à probóscide, tão alta quanto a maior largura, com pruinosidade cinza e 5–6 pares de cerdas claras, delgadas, proclinadas e aparentemente com algumas internas dorsalmente. Triângulo ocelar levemente saliente, castanho com pruinosidade cinza; cerda ocelar anterior divergente, robusta, longa e quatro cerdas posteriores pequenas, distintas, sendo o primeiro par interno à cerda anterior robusta. Pós-crânio castanho com pruinosidade cinza; cerdas pós-oculares longas, pouco mais delgadas do que as ocelares, inclinadas sobre o olho; cerdas verticais menores do que as pós-oculares; occipitais também menores, desalinhadas, as superiores menores do que as inferiores, mas sem diferenças marcantes no diâmetro. Gena e pós-gena com cerdas delgadas, claras. Probóscide menor do que a altura da cabeça, com labro preto, brilhante. Palpo castanho, curvado para cima com cerdas longas, delgadas, distintas. Antena preta, fosca aveludada, com escapo levemente mais claro; flagelo cerca de 1,5 vezes o comprimento do escapo e pedicelo juntos e cerca de 1,5 vezes o comprimento do estilo.

Tórax: castanho-escuro a preto com pruinosidade cinza, exceto sobre o escuto com esparsa pruinosidade castanha; escuto com faixas longitudinais mais escuras, um tanto inconspícuas: uma mais estreita entre as cerdas acrosticais e dorsocentrais atingindo a altura da sutura transversa e outra mais larga entre as cerdas dorsocentrais e supra-alares. Cerdas: 4–5 antepronotais claras; várias pós-pronotais delgadas distintas e 2–3 levemente mais robustas, escuras; 4–5 proepisternais claras, delgadas; várias proepimerais claras, delgadas; cerdas acrosticais delgadas, bisseriadas; mais de 15 cerdas dorsocentrais unisseriadas, delgadas, as posteriores levemente mais robustas, notavelmente a última; 4–5 cerdas intra-alares pré-suturais; 3–4 intra-alares pós-suturais pequenas, em série transversal; 5–6 supra-alares pré-suturais pequenas; várias supra-alares pós-suturais pequenas, sendo a penúltima levemente mais robusta; 3 notopleurais mais robustas e diversas delgadas; 1 pós-alar robusta e 1 anterior diminuta; 2 escutelares, a apical maior e cruzada. Anepisterno e catatergito glabros.

Pernas: castanho-escuras com pruinosidade cinza mais distinta nas coxas trocânteres e fêmures. Perna anterior (Fig. 27) com tíbia levemente clavada e com série de cerdas mais longas na face posterior; tarsômero basal intumescido, com cerdas curtas. Pernas média e posterior com cerdas curtas. Fêmur posterior (Fig. 28) com cerdas espiniformes curtas, pretas, na metade distal da face ventral.

Asa (Fig. 63): hialina com veias castanhas; veia Costal com uma cerda basal longa; veia Sc completa; pterostigma castanho-claro; veia A1 evanescente. Halter amarelo-claro.

Abdômen: castanho-escuro com leve pruinosidade cinza-castanha. Cerdas claras conspícuas, as laterais maiores. Tergitos 2–6 com unissérie posterior de cerdas mais robustas e com estreita banda de pruinosidade cinza distinta na margem posterior, distinta em vista posterior. Esternitos concolores com tergitos.

Terminália: tergito 8 (Fig. 29) com a base pouco mais estreita; epândrio (Figs. 30, 32) com projeção póstero-dorsal longa; cerco + esclerito baciliforme com sinus mediano (Fig. 31); pós-gonito com leve dilatação subapical (Fig. 30, detalhe). Hipândrio e falo como na Fig. 33.

Fêmea: primeiro tarsômero anterior simples. Outros aspectos como no macho. Terminália (Figs. 34–36): tergito 7 membranoso nos 2/3 distais (Figs. 34–35); esternito 8 com incisão basal (Fig. 36); cercos curtos.

Registro geográfico. Chile, Peru.

Material examinado. CHILE [Tarapacá], Palesca, 17.x.1902, [3000–3500 m] (lectótipo macho); 20.x.1902 (paralectótipo macho); PERU, Cuzco, 10.vii.1905, 3500 m (paralectótipos: 2 machos, 3 fêmeas).

Condição do lectótipo. Boa, cerdas acrosticais danificadas pelo alfinete na região posterior.

Variações. Espécimes de Cuzco (Peru) diferem nos seguintes atributos: tamanho menor; escapo e pedicelo castanhos, levemente amarelados; cerdas do tórax e abdômen mais curtas; lobo pós-pronotal com 1–2 cerdas levemente mais robustas, escuras; banda de pruinosidade cinza-castanha na margem posterior dos tergitos mais estreita; espinhos ventrais do fêmur posterior castanho-amarelados; terminália (Fig. 37) com cerco, epândrio e hipândrio diferentes. Provavelmente trata-se de uma espécie diferente.

Hilarigona Collin

Ocorre na América do Sul e é caracterizado pela seguinte combinação de caracteres: veia R4+5 bífida; tórax e abdômen geralmente concolores; catepímero sem cerdas; anepisterno geralmente com cerdas diminutas na margem posterior; laterotergito sem cerdas; flagelo de comprimento variável, sempre com estilo apical; todas as veias glabras; veia Sc geralmente completa; fêmur posterior engrossado, com cerdas, mas nunca com cerdas ventrais delgadas esbranquiçadas; tíbia posterior mais curta do que o respectivo fêmur; base da tíbia posterior distintamente geniculada.

Hilarigona aberrans (Bezzi)
(Figs. 38–49, 64)

Hilara aberrans Bezzi, 1909: 376, fig. 5; Melander 1928: 113; Collin 1933: 146, 177 (cit).
Hilarigona aberrans; Smith 1967: 38 (cat); Yang et al. 2007: 244 (cat).

Diagnose. Preta com pruinosidade cinza mais densa na mesopleura e coxas; cerdas ocelares subiguais às pós-ocelares; escuto com faixas longitudinais pretas, aveludadas, distintas a certa luz; anepisterno e catatergito com cerdas pequenas, inconspícuas; asa castanha com base levemente mais escura; pterostigma tênue; veia R5 descendente; veia CuP distinta; veia A1 distinta, quase completa; veia A2 evanescente. Epândrio com duas fendas dorsais, lobo mediano com tufo de cerdas longas.

Redescrição. Holótipo macho: corpo 5,5 mm; asa 6,0 mm.

Cabeça (Fig. 38): olhos dicópticos; facetas subiguais. Fronte preta fosca aveludada com pruinosidade castanha em vista dorsal; fronte mais larga do que o triângulo ocelar, subquadrada, levemente estreitada próximo à antena, com 5–6 cerdas subiguais, alinhadas. Face concolor com a fronte, levemente protuberante, duas vezes a altura da fronte e duas vezes a sua maior largura; face levemente mais larga em direção à probóscide, com duas séries de pequenas cerdas delgadas, a externa distinta, a interna inconspícua. Palpo preto fosco aveludado com pruinosidade castanha, delgado, curvado para cima, com ápice intumescido e cerdas distintas. Probóscide pouco mais comprida do que a altura da cabeça, brilhante, com labro preto frontalmente, amarelo lateralmente. Triângulo ocelar levemente protuberante com ocelos amarelados, vítreos; cerda ocelar anterior pequena, subigual às 3–4 posteriores. Antena preta fosca aveludada; escapo duas vezes mais comprido do que o pedicelo, flagelo duas vezes mais comprido do que o escapo e pedicelo juntos e pouco mais de duas vezes o comprimento do estilo. Pós-crânio preto com pruinosidade cinza e cerdas pequenas; cerdas occipitais multisseriadas e desalinhadas, as superiores levemente mais robustas, pretas; as inferiores menores, delgadas, claras; cerdas verticais subiguais às pós-oculares adjacentes. Gena e pós-gena com poucas cerdas mais delgadas.

Tórax (Fig. 39): preto com pruinosidade castanha no escuto e cinza no escutelo e pleura. Escuto, em vista dorsal, com faixas longitudinais pretas foscas aveludadas sob as cerdas dorsocentrais e lateralmente, unidas anteriormente. Cerdas predominantemente diminutas: antepronotais bisseriadas, 5 anteriores e 3 posteriores, sendo as laterais mais robustas; cerca de 10 pós-pronotais, as anteriores maiores; 1–2 proepisternais; diversas proepimerais inconspícuas; cerdas acrosticais diminutas unisseriadas, em série completa; dorsocentrais unisseriadas, subiguais às acrosticais; cerdas intra-alares pré-suturais, pós-suturais e supra-alares pré-suturais inconspícuas; várias supra-alares pós-suturais alinhadas, diminutas, exceto a última mais robusta; 1 notopleural robusta e várias diminutas; 1 pós-alar robusta; 3 escutelares, a apical mais robusta, convergente. Anepisterno com cerdas póstero-dorsais e dorsais diminutas, inconspícuas. Catatergito com cerdas pequenas, mais distintas em vista lateral.

Pernas (Figs. 40–42): pretas com pruinosidade cinza mais distinta nas coxas e fêmures; sem cerdas longas e robustas, exceto no ápice do fêmur posterior com leque de cerdas mais longas. Fêmures anterior e mediano com pubescência curta e branca ventralmente; tarsômero basal anterior alongado de base levemente mais larga; fêmur posterior com pubescência ventral castanha levemente mais longa.

Asa (Fig. 64): castanha, notavelmente as células basais; veias castanhas; base da veia Costal sem cerda robusta; pterostigma tênue; veia R5 descendente; veia CuP (interna da célula cup) conspícua; A1 longa; A2 distinta, evanescente distalmente. Halter castanho com haste amarela.

Abdômen: preto com pruinosidade cinza distinta anteriormente; cerdas pretas, maiores lateralmente. Tergitos 1 e 6 com numerosas cerdas longas, notavelmente o último (Fig. 43). Tergitos 2–5 com unissérie de cerdas maiores póstero-lateralmente. Esternitos concolores com tergitos, com cerdas diminutas.

Terminália: voltada para cima, concolor com tergitos, com cerdas distintas e processos esclerosados curtos. Segmentos 7 e 8 descendentes (Fig. 43). Tergito 8 estreito com cerdas longas póstero-lateralmente (Fig. 44). Epândrio (Figs. 45–46) com duas fendas dorsais, o lobo mediano com tufo de cerdas longas; cercos pequenos; parte distal do hipândrio complexa, com pequena expansão semi-lunar esclerosada e serrilhada (Figs. 45, 47). Pós-gonito com ápice bífido e curvo (Fig. 48). Forma do apódema ejaculador em vista posterior como na Fig. 49.

Fêmea. Desconhecida.

Registro geográfico. Bolívia.

Material examinado. BOLÍVIA [La Paz], Mapiri, Cordilheira (= Cordilheira Real), 12.v.1903, 3000 m (holótipo macho).

Condição do holótipo. Asa esquerda em microlâmina. Terminália em vidrinho com glicerina.

Hilarigona abnormis (Bezzi)
(Figs. 50–59, 65)

Hilara abnormis Bezzi, 1909: 377; Melander 1928: 113; Collin 1933: 146, 177 (cit).
Hilarigona abnormis; Smith 1967: 38 (cat); Yang et al. 2007: 245 (cat).

Diagnose. Preta com pruinosidade cinza mais densa na mesopleura e coxas; escuto, a certa luz, com faixas longitudinais pretas aveludadas nas proximidades do lobo pós-pronotal; anepisterno e catatergito com cerdas pequenas, inconspícuas; todas tíbias e fêmur posterior com cerdas longas; asa com leve infuscação castanha; pterostigma tênue; veia R5 descendente; veia CuP distinta; veia A1 distinta, quase completa; A2 evanescente; terminália masculina com ápice do hipândrio esclerosado, bastante desenvolvido.

Espécime originalmente descrito em comparação com H. aberrans, citando apenas aspectos diferenciais. Segue-se a tradução da descrição original: "terminália parecida na forma, mas com espinhos dorsais mais longos e livres; edeago curvo apicalmente; fêmur posterior relativamente mais robusta com ápice avermelhado; álula castanho-escura. Asa com infuscação escura uniforme, sem ter infuscação mais robusta na base; veia A1 um pouco mais longa, terminando pouco antes da margem da asa.

Redescrição. Holótipo macho: corpo (do original) 4,0 mm; asa 5,0 mm.

Cabeça perdida. A descrição da cabeça de H. aberrans provavelmente aplica-se muito bem à de H. abnormis.

Tórax: preto com pruinosidade castanha no escuto e cinza no escutelo e pleura. Escuto com mancha preta fosca aveludada inconspícua que muda de forma e local de acordo com a incidência da luz. Cerdas predominantemente pequenas, delgadas: 4–5 antepronotais unisseriadas, as internas pequenas, claras, a externa robusta, preta; cerca de 10 cerdas pós-pronotais, as anteriores maiores; 3–4 proepisternais pequenas; 3–4 proepimerais diminutas, inconspícuas; acrosticais pré-suturais diminutas, aparentemente unisseriadas, as pós-suturais maiores posteriormente, bisseriadas; cerdas dorsocentrais unisseriadas, as pré-suturais diminutas, as pós-suturais maiores posteriormente; intra-alares inconspícuas, aparentemente 1 pré-sutural e 2 pós-suturais; supra-alares pré-suturais não observadas; 5–6 supra-alares pós-suturais diminutas, exceto as duas últimas mais robustas; 1 notopleural robusta e várias diminutas; 1 pós-alar robusta, a cerda posterior às supra-alares mais robusta; escutelo (Fig. 50) com 5 cerdas delgadas, delgadas, mas há indício de serem 6, sendo o par apical mais robusta. Anepisterno com cerdas póstero-dorsais e dorsais diminutas, inconspícuas. Catatergito com cerdas pequenas, visíveis lateralmente.

Pernas (Figs. 51–53): pretas com pruinosidade cinza mais distinta nas coxas e fêmures; tarsômero basal anterior alongado, intumescido (Fig. 51); fêmures anterior e mediano com pubescência curta e branca ventralmente; fêmur posterior com pubescência ventral castanha levemente mais longa do que a do fêmur anterior e com cerdas longas, distintas nas faces anterior, ântero-dorsal, dorsal, póstero-dorsal e posterior; ápice do fêmur posterior e toda tíbia posterior com leve tonalidade avermelhada. Tíbias com cerdas longas, distintas, nas faces ântero-dorsal, dorsal e póstero-dorsal.

Asa (Fig. 65): com infuscação castanho-clara; veias castanhas; base da veia costal sem cerda robusta; pterostigma tênue; veia R5 descendente; veia CuP (interna da célula cup) tênue; veia A1 longa; A2 evanescente, porém distinta. Halter com haste amarela, capítulo castanho.

Abdômen: preto com esparsa pruinosidade cinza-castanha, distinta em vista anterior; cerdas pretas, maiores lateralmente. Tergitos 1 e 6 com numerosas cerdas longas, notavelmente o último; tergitos 2–5 com unissérie de cerdas maiores póstero-lateralmente. Esternitos concolores com tergitos, com cerdas diminutas.

Terminália: com segmentos 7 e 8 descendentes (Fig. 54), porém voltada para cima, concolor com tergitos. Tergito 8 (Fig. 55) estreito com uma cerda distinta póstero-lateral. Cercos pequenos. Epândrio (Figs. 56–57) com duas fendas dorsais, o lobo mediano com tufo de cerdas longas; ápice do hipândrio complexo, com projeções afiladas e esclerosadas (Figs. 56, 58); pós-gonito (Fig. 59) com ápice simples e levemente curvo. Forma do apódema ejaculador em vista posterior como na Fig. 60.

Fêmea. Desconhecida.

Registro geográfico. Peru.

Material examinado. PERU [Junin], Chanchamayo, 12.i.1904, [800 m] (holótipo macho).

Condição do holótipo. Cabeça, par de pernas anterior e média direita perdidas. Asa direita em microlâmina; terminália em vidrinho com glicerina.

 

AGRADECIMENTOS

Ao Uwe Kalweit, Museum für Tierkunde, Dresden, pelo empréstimo do material.

 

REFERÊNCIAS

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Received 31/11/2010; accepted 30/7/2011

 

 

Editor: Silvio Shigueo Nihei

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