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Revista Brasileira de Ciência do Solo

On-line version ISSN 1806-9657

Rev. Bras. Ciênc. Solo vol.30 no.6 Viçosa Nov./Dec. 2006

https://doi.org/10.1590/S0100-06832006000600010 

SEÇÃO V - GÊNESE, MORFOLOGIA E CLASSIFICAÇÃO DO SOLO

 

Caracterização de solos de duas toposseqüências em tabuleiros costeiros do sul da Bahia1

 

Soil characterization of two toposequences in the coastal tablelands of southern Bahia

 

 

Ana Maria Souza dos Santos MoreauI; João Carlos KerII; Liovando Marciano da CostaII; Felipe Haenel GomesIII

IProfessora Adjunta do Departamento de Ciências Agrárias e Ambientais da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, Km 16, Rodovia Ilhéus/Itabuna, CEP 45650-000 Ilhéus (BA). E-mail: amoreau@uesc.br
IIProfessor do Departamento de Solos da Universidade Federal de Viçosa – UFV. CEP 36571-000 Viçosa (MG). Bolsistas do CNPq. E-mails: liovandomc@yahoo.com.br; jcker@ufv.br
IIIDoutorando em Agronomia, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" – ESALQ. Caixa Postal 09, CEP 13418-900 Piracicaba (SP). E-mail: felipehgomes@yahoo.com

 

 


RESUMO

O presente estudo teve por objetivo caracterizar, física, química e micromorfologicamente, solos desenvolvidos de sedimentos pertencentes ao Grupo Barreiras, no sul da Bahia, bem como solo formado a partir de rocha do embasamento cristalino, sendo este tomado como diferencial entre os demais. Para isso, foram selecionadas e analisadas amostras de horizontes de solos de duas toposseqüências representativas dos solos dos tabuleiros costeiros: (1) Latossolo Vermelho eutrófico argissólico, Argissolo Amarelo distrófico latossólico e Espodossolo Ferrocárbico órtico dúrico; (2) Argissolo Amarelo distrófico abrúptico, Argissolo Amarelo distrófico típico e Espodossolo Cárbico órtico dúrico. A caracterização física constou da determinação da textura, argila dispersa em água, grau de floculação e densidade do solo. As análises químicas consistiram da determinação do pH em H2O e em KCl, Ca2+, Mg2+, K+, Na+, Al3+, H + Al, P, C-orgânico e ataque sulfúrico. Os solos das duas toposseqüências apresentaram diferenciação quanto às características morfológicas e físicas (textura), principalmente no que se refere à manifestação do caráter coeso. Os Argissolos inseridos no platô mais amplo e menos dissecado apresentaram maior gradiente textural e estado de coesão mais pronunciado. Os valores de densidade do solo, tanto para os horizontes coesos quanto para o fragipã e duripã, foram elevados, guardando uma relação inversa com o teor em matéria orgânica. As principais características micromorfológicas observadas nos horizontes coesos dos Argissolos Amarelos estudados foram: pequena quantidade de poros, atividade biológica e presença de argilãs de iluviação, confirmando a presença de B textural.

Termos de indexação: horizonte coeso, fragipã, duripã, grupo Barreiras.


SUMMARY

The objective of the present study was to make the physical and chemical characterization of soils developed on sediments of the Barreiras group, in southern Bahia, as well as soils formed from rocks of the crystalline basement, which were taken as reference. For this purpose, soil horizon samples from two representative toposequences of the Coastal Plain were selected and analyzed: (1) eutrophic argisolic Red Latosol, latosolic dystrophic Yellow Argisol, duric orthic Ferrocarbic Spodosol; (2) dystrophic abruptic Yellow Argisol, dystrophic typic Yellow Argisol and duric orthic carbic Spodosol. Physical characteristics determined were texture, water dispersed clay, flocculation degree, and bulk density. The chemical analysis carried out were the following: pH in H2O and in KCl, Mg2+, K+, Na+, Al3+, H+ + Al3+, P, organic C and sulfuric acid attack. The soils of the two different topographic sequences differed regarding morphological and physical (texture) characteristics, mainly in the manifestation of the cohesive character. The Argisols inserted where the plateau was wider and less dissected presented a higher textural gradient and more pronounced cohesion state. The bulk density values for the cohesive horizons as well as for the fragipan and duripan were high and were inversely related with the organic matter content. The main micromorphological characteristics observed in the dense horizons of the Yellow Argisols were: low porosity and biological activity, and presence of illuviation argilans, confirming the presence of a textural B horizon.

Index terms: cohesive horizon, fragipan, duripan, Barreiras group.


 

 

INTRODUÇÃO

Os solos dos Tabuleiros Costeiros ocupam uma área de aproximadamente 200.000 km2 (Jacomine, 1996) e, apesar de toda esta extensão, esses solos apresentam similaridade em suas características pedogenéticas, predominando Latossolos e Argissolos, ambos Amarelos e distróficos. Segundo a Universidade Federal de Viçosa (1984), isso se deve à natureza essencialmente caulinítica e quartzosa dos sedimentos, que, por serem bastante estáveis, não sofreram modificações de vulto com a pedogênese posterior.

A distinção entre os Argissolos e Latossolos nem sempre é nítida, ocorrendo, muitas vezes, solos classificados como intermediários. Uma das principais características que os distingue é o gradiente textural mais pronunciado, identificando o horizonte B textural, pois ambos apresentam horizonte B espesso, com pouca diferenciação de sub-horizontes, tendência de grau de floculação elevado em porção expressiva do horizonte B, particularmente a superior, baixa relação silte/argila, composição mineralógica semelhante e dominantemente caulinítica e ausência virtual de cerosidade, mesmo com gradiente textural elevado. (Achá Panoso, 1976; Fonseca, 1986; Embrapa, 1995).

Além dos Argissolos e Latossolos Amarelos, ocorrem, em pequenas áreas dos Tabuleiros Costeiros, Argissolos Acinzentados e Espodossolos, particularmente em áreas mais deprimidas, apresentam, em sua maioria, horizonte pã claro e endurecido, fragmentado e quebrável após imersão em água (fragipã) ou contínuo e não-quebrável mesmo após imersão em água (duripã). (Brasil, 1976; Oliveira et al., 1992; Embrapa, 1994, 1995).

É comum, ainda, em áreas de tabuleiros do Sul da Bahia a ocorrência de solos bastante vermelhos, normalmente Argissolos, sempre destacando-se dos platôs dos tabuleiros, por ocorrerem em cotas altimétricas ligeiramente ou perceptivelmente mais elevadas (Embrapa, 1994; Correa, 2005), sugerindo origem a partir de rochas do pré-cambriano, que, freqüentemente, afloram na área sob a forma de pontões. Os teores de Fe2O3 obtidos por digestão sulfúrica nem sempre são elevados, dificultando a confirmação de sua origem a partir da referida rocha.

O presente trabalho teve como objetivo caracterizar solos de duas toposseqüências: (1) Latossolo Vermelho eutrófico argissólico, Argissolo Amarelo distrófico latossólico e Espodossolo Ferrocárbico órtico dúrico; (2) Argissolo Amarelo distrófico abrúptico, Argissolo Amarelo distrófico típico e Espodossolo Cárbico Órtico dúrico.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram descritos e coletados seis perfis de solos (Lemos & Santos, 1996) desenvolvidos a partir de sedimentos argilo-arenosos do Grupo Barreiras e de rochas do embasamento cristalino que afloram nos Tabuleiros Costeiros. Os solos das duas toposseqüências estudadas localizam-se entre os paralelos 16 º 00 ' e 16 º 30 ' S e os meridianos 39 º 20 ' e 40º 00 ' W Gr, nos municípios de Eunápolis e Itagimirim, no Sul da Bahia (Figura 1). Na primeira toposseqüência, (Figura 2), foram reconhecidas as classes Latossolo Vermelho, Argissolo Amarelo e Espodossolo Ferrocárbico, e, na segunda (Figura 3), Argissolos Amarelos e Espodossolo Cárbico.

 

 

 

 

 

 

A área de ocorrência dos solos estudados insere-se no domínio morfoestrutural dos Piemontes Costeiros, que se caracteriza por feições predominantemente conservadas, com interflúvios tabulares representados pela unidade geomorfológica denominada Tabuleiros Costeiros, o que corresponde aos baixos platôs costeiros do Terciário assentes sobre rochas do Pré-Cambriano (BRASIL, 1976). De acordo com a classificação de Köppen, a região apresenta tipo climático Am, quente e úmido, com pequena estação seca, temperaturas elevadas 25 e 27 ºC e índice pluviométrico elevado. A vegetação primária original era do tipo Floresta Tropical Subperenifólia, hoje com uso atual local de eucalipto, pastagem, mamão, remanescente florestal e mata secundária.

Os solos selecionados foram examinados, e o material coletado foi seco ao ar, destorroado e peneirado em peneira de malha de 2 mm, a fim de se obter a terra fina seca ao ar (TFSA), que foi submetida a análises físicas e químicas descritas sucintamente a seguir.

As características físicas analisadas foram: densidade do solo, determinada pelo método do torrão parafinado (Blake & Hartge, 1986); análise granulométrica e argila dispersa em água (Embrapa, 1997). A caracterização química procedeu-se, segundo métodos constantes em Embrapa (1997), sendo analisados: pH em H2O e em KCl 1 mol L-1, Ca2+, Mg2, K+, Na+, Al3+, P, C-orgânico e H + Al.

O ataque sulfúrico foi realizado em tubo de digestão de 75 mL, transferindo 0,5 g de TFSA triturada e passada em peneira com abertura de malha de 0,5 mm, juntamente com 20 mL de H2SO4 9 mol L-1, que foi aquecido em bloco digestor por uma hora a 170 ºC, com posterior resfriamento, diluição e filtragem. No filtrado, determinaram-se os teores de Al, Ti e P, por colorimetria; de Fe e de Mn, por espectrofotometria de absorção atômica, e, no resíduo, o teor de Si foi determinado por colorimetria (Embrapa, 1997).

A descrição micromorfológica foi realizada em lâminas delgadas (6 x 3 cm) preparadas a partir de blocos indeformados impregnados com uma mistura de resina poliéster (POLYLITE T – 208) e estireno, adicionando-se, ainda, catalisador e pigmento ultravioleta. As lâminas foram descritas, utilizando-se um fotomicroscópio petrográfico Axioplan Zeiss, com base nas terminologias sugeridas por Brewer (1976), traduzidas por Lima et al. (1985) e modificadas por Brewer & Sleeman (1988).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Características morfológicas e micromorfológicas

A primeira toposseqüência (Figura 2) apresentou, na sua porção intermediária, Argissolo Amarelo latossólico, assim classificado pelo aspecto latossólico (estrutura fraca se desfazendo em moderada pequena granular, com solo mais úmido) na porção inferior do horizonte B, próximo a 150 cm de profundidade (Quadro 1). Este parece ser um fato bastante comum em solos intemperizados e profundos (Latossolos e Argissolos Amarelos) do Barreiras, onde a diferença básica entre eles é o gradiente textural. Os valores de Ki (Quadro 4) revelam mineralogia caulinítica (Resende & Santana, 1988), sendo condizente com sua estrutura fraca em blocos subangulares (Quadro 1). A cor amarelada reflete o predomínio de goethita como óxido de ferro na fração argila.

 

 

 

 

 

 

 

 

Na porção inferior da primeira toposseqüência, constatou-se a ocorrência de um Espodossolo Ferrocárbico. A nítida variação textural do Argissolo Amarelo latossólico em direção a este solo, confirmada pela textura verificada em campo mediante tradagens ao longo desta toposseqüência, indica que a gênese do Espodossolo parece refletir a destruição de argila no sentido mencionado, a exemplo do que foi verificado por Chauvel (1982), em seqüência de solos na Amazônia, e pela Embrapa (1995), em Pernambuco, onde se observou a gradação de Argissolo Amarelo até um Espodossolo com fragipã. A acidólise (Wilding et al., 1983) com intensa destruição de argila e migração lateral de ácidos húmicos com posterior formação de Espodossolo parece a melhor explicação para a gênese destes solos, conforme também destacado por Chauvel (1982).

O fato de um solo com cerca de 260 g kg-1 de argila no horizonte A e 470 g kg1 de argila no horizonte B originar um solo arenoso com 920 g kg-1 de areia no horizonte Bhs (Quadro 2), em uma distância relativamente curta (cerca de 50 m), leva a admitir a saída quase que completa de argila pelas águas que drenam a área, com muito pouco acúmulo na área abaciada onde se encontra o Espodossolo. Desta forma, outras hipóteses para a gênese do Espodossolo parecem também pertinentes: (a) desenvolvimento a partir de material das fácies de granulometria grosseira do próprio Barreiras, e (b) deposição de material arenoso do quaternário sobre o Barreiras. Klinge (1965), por exemplo, mostra que a ocorrência de material arenoso nas porções deprimidas e a conseqüente formação de Espodossolos estão relacionadas com sedimentos de origem fluvial, mais arenosos que os de Barreiras, depositados sobre a borda dos vales. As duas últimas hipóteses assinaladas anteriormente não podem ser negligenciadas pelo fato de o Espodossolo apresentar-se como um "bi sequum", sugerindo dois eventos de sedimentação.

Assim, o fato de a primeira toposseqüência estar inserida em platô ligeiramente mais dissecado indica que os solos foram formados sob condições pedogenéticas de remoção mais intensa que os da segunda toposseqüência (Figura 2). Nestas condições, acredita-se que o próprio material do Barreiras tenha sido afetado diretamente pela podzolização, ao longo do tempo, originando os Espodossolos. Constatações similares foram feitas por Lucas et al. (1984) e Mafra et al. (2002), em solos da região Amazônica, por Ucha et al. (2002), em solos dos tabuleiros costeiros no litoral norte da Bahia.

O Latossolo Vermelho eutrófico (LVe), coletado na porção superior da primeira toposseqüência (Figura 2), apresenta valores de Fe2O3 obtidos com ataque sulfúrico bem mais elevados que aqueles observados para o Argissolo Amarelo do presente estudo e de vários outros consultados na literatura (Achá Panoso, 1976; Anjos, 1985; Fonseca, 1986; Embrapa, 1994; Correa, 2005) para fins de comparação. A distância relativamente pequena entre estes dois solos indica que o LVe parece mesmo desenvolvido de gnaisses melanocráticos do Pré-Cambriano, não inumados pelos sedimentos do Barreiras. A hematita responsável pela coloração vermelha do LVe seria, assim, desenvolvida a partir da biotita presente no gnaisse.

A segunda toposseqüência (Argissolo Amarelo distrófico abrúptico, Argissolo Amarelo distrófico típico ® Espodossolo Cárbico órtico dúrico) (Figura 2) insere-se em uma área de platô mais amplo e menos dissecado que a anterior (Figura 2), condição esta que também favoreceria a acidólise, responsável pelo gradiente textural elevado.

As porções (superior e média) desta toposseqüência são de domínio dos Argissolos Amarelos e, na porção inferior, predomina solo com seqüência A - E - E/Bhsx (com nódulos de fragipã), seguida por horizonte Bhsm, com duripã contínuo. O horizonte E/Bhsx mostrava-se fragmentado com os espaços entre os nódulos de fragipã preenchidos por material do horizonte E. O fato de o horizonte fragmentado assentar-se sobre um duripã contínuo parece indicativo da destruição de sua porção superior nas condições climáticas atuais. Resultados similares foram relatados por Filizola et al. (2001) em solos com fragipã e duripã nos Tabuleiros Costeiros do nordeste.

O perfil EKo, observado seco, apresentava cores acinzentadas (Quadro 1), nos horizontes superficiais, indicando desferrificação, confirmada pelos resultados do ataque sulfúrico (Quadro 4) e, até certo ponto, gleização, embora a área, apesar de abaciada e com duripã, não seja permanentemente alagada. O umedecimento do horizonte superficial permitiu melhor separação dos horizontes A e E e, apesar de não ter sido constatado aumento de CO no horizonte espódico, em relação ao E, o teor de CO é relativamente elevado no horizonte E/Bhsx (30 g kg-1), sua cor é mais escura e os teores de Fe2O3 do ataque sulfúrico (Quadro 4) também são maiores que aqueles obtidos para o horizonte E, justificando sua classificação como Espodossolo Cárbico órtico dúrico, sem a adjetivação geica pensada no campo.

Nos dois perfis de Argissolo Amarelo (PAd2 e PAd3), da segunda toposseqüência, o caráter coeso foi bastante pronunciado a partir de 20 cm de profundidade, com estrutura fraca/moderada em blocos subangulares (Quadro 1). Apesar do alto gradiente textural, o incremento de argila em profundidade permitiu apenas o registro de cerosidade fraca e pouca.

Pela predominância da caulinita na fração argila e avançado processo de intemperismo, os Argissolos Amarelos (PAd1, PAd2 e PAd3) apresentaram características micromorfológicas bastante homogêneas, diferindo na presença ou não de argilãs de iluviação. O horizonte coeso dos três perfis de Argissolo Amarelo analisados caracteriza-se por uma distribuição porfirogrânica dos grãos em relação ao plasma, isto é, os grãos estão envoltos num plasma denso, contínuo, com pouca tendência ao desenvolvimento do padrão aglutinado (Figura 3). Essa forma de distribuição dos grãos é relatada também por Ferreira et al. (1999), em Latossolo Amarelo do Espírito Santo, e, segundo os autores, deve-se ao ajuste das lâminas de caulinita.

Para o Horizonte Bw, livre de coesão, do Argissolo Amarelo latossólico, a trama foi descrita como granóica a grânica com agregados bem definidos, apresentando estrutura plásmica circular. Na figura 4c, observa-se, ainda, que os agregados variaram de 50 a 200 µm de diâmetro e alguns apresentaram estrutura plásmica estriada circular.

Para o Argissolo Amarelo típico, observaram-se significativo aumento na quantidade de poros e menor coesão entre as partículas, o que pode estar associado ao maior incremento em matéria orgânica, fato justificado por encontrar-se ainda sob mata. Com relação a isto, além do reconhecido efeito da matéria orgânica na agregação e, portanto, na estrutura do solo, a Universidade Federal de Viçosa (1984) argumenta que a mesma tende a desorganizar o ajuste diante da caulinita, assim, mais próximo à superfície, o aumento de matéria orgânica neutraliza, até certo ponto, o efeito da coesão, mas mesmo aí os solos de tabuleiro tendem a apresentar-se relativamente coesos.

Características físicas

Conforme o quadro 2, os Argissolos Amarelos, tanto da primeira como da segunda toposseqüência, apresentaram textura média (PAd1 e PAd3) e arenosa (PAd2), no horizonte A, e argilosa (PAd1 e PAd3) e muito argilosa (PAd2), no horizonte B. Isto indica variação na granulometria do material sedimentado, bem como dispersão com retirada preferencial de argila na superfície, resultando em expressivo gradiente textural.

Os teores de silte e, conseqüentemente, da relação silte/argila dos Argissolos Amarelos são baixos, uma vez que esses solos são produtos da alteração de sedimentos pré-intemperizados e edafisados. Assim, a relação silte/argila é própria do material de origem, não expressando bem a maturidade genética do solo.

Os maiores teores de silte, com conseqüente maior magnitude da relação silte/argila no Latossolo Vermelho, devem-se ao fato de ser este solo produto direto do intemperismo de rochas cristalinas. Para esta classe, a adjetivação argissólica no 4º nível categórico justifica-se pelos teores de argila e pelo expressivo gradiente textural entre o A e o BA (Quadro 2).

No Espodossolo Cárbico órtico dúrico, predomina a fração areia grossa sobre as demais frações em todos os horizontes, e o teor de areia (grossa+fina) aumenta com a profundidade. Os teores de argila e silte foram bastante próximos nos diversos horizontes. A gênese de fragipãs e duripãs encontra-se condizente com a citação de Petersen et al. (1970) e Richie et al. (1974), segundo os quais, para a sua formação, os teores de argila não devem ultrapassar 350 g kg-1. Segundo os referidos autores, o aumento da área superficial da argila, a sua contração e expansão praticamente inviabilizam a união entre as partículas do solo por agentes cimentantes em fragipãs e duripãs.

Nos Argissolos, a argila dispersa em água está presente nos horizontes superficiais em razão da presença de matéria orgânica. Os demais horizontes apresentam 100 % da argila floculada. Nos horizontes mais coesos, a argila dispersa em água apresentou valores mais elevados, observando-se graus de floculação mais baixos do que aqueles normalmente referendados para B latossólico.

Os Argissolos Amarelos (PAd1, PAd2 e PAd3) estudados apresentaram densidade do solo (Ds) elevada, com valores entre 1,45 e 1,62 kg dm-3 nos horizontes transicionais AB e BA, englobando o Bt no PAd2, perfil com caráter abrúptico e muito argiloso, onde a coesão pareceu, no momento da observação de campo, mais pronunciada e se estendeu a maiores profundidades (1,3 m).

Mesmo no Argissolo Amarelo distrófico típico (PAd3), perfil sob mata, os valores de Ds foram elevados, reiterando as constatações de diversos autores (Achá Panoso, 1976; Universidade Federal de Viçosa, 1984; Anjos, 1985; Fonseca, 1986; Silva & Ribeiro, 1997) de que a coesão é herdada geneticamente. O fato de a coesão não apresentar-se em todo o perfil do solo justifica-se pela presença da matéria orgânica nos horizontes superficiais e, talvez, pelo umedecimento mais pronunciado em profundidade. Em assim sendo, acredita-se que o adensamento em Latossolos e Argissolos de tabuleiro reflita, também, uma condição climática mais seca. Aliás, mesmo na região Amazônica, nos locais de déficit hídrico mais pronunciado, sul do Pará, por exemplo, a coesão é também muito característica, tanto em Latossolos como em Argissolos Amarelos argilosos.

Segundo Kohnke (1968), a mineralogia do solo influencia a organização das partículas. Assim, pelo fato de o caráter coeso depender da umidade do solo, Resende (1982) e Universidade Federal de Viçosa (1984) propuseram que a coesão em solos de tabuleiro origina-se de possível ajuste de partículas do solo, principalmente da caulinita pela sua forma laminar.

A alta Ds para horizonte coeso, fragipã e duripã, resulta, segundo Jacomine (1974), do arranjamento cerrado das partículas, visto que horizontes de composição similar, porém sem arranjamento cerrado dos componentes e com maior número de macroporos, apresentam valores mais baixos para a densidade do solo. Resende & Santana (1988) evidenciam que partículas da fração areia mal selecionadas e finas favorecem o arranjamento cerrado das partículas e a retenção de umidade, ao passo que partículas de areia mais grosseiras e com maior grau de seleção promovem arranjamento mais solto, propiciando maior permeabilidade e menor retenção de umidade.

Assim, nos Espodossolos, o predomínio de areia grossa e fina em relação à argila parece favorecer o ajuste entre as partículas e este, aliado à ação de agentes cimentantes, confere-lhes maiores valores de Ds.

Características químicas

Análise de rotina

No quadro 3, encontram-se os resultados analíticos das características químicas dos solos estudados. Como já comentado anteriormente, de maneira genérica, afirma-se que os solos dos tabuleiros são muito pobres quimicamente por tratar de solos formados de material de origem previamente pedogenisado, com baixa soma de bases, ácidos e com pouca reserva em nutrientes. Em solos sob mata, onde há maior contribuição da matéria orgânica e, em áreas sob uso do eucalipto, graças à adubação e manutenção da cultura, verificam-se características eutróficas nos horizontes superficiais, em que o Ca2+ e o Mg2+ predominam como os principais componentes da soma de bases (SB).

No perfil de Argissolo Amarelo distrófico típico (PAd3), solo sob mata, o valor de soma de bases mostra, mais uma vez, a eficiência da vegetação no reciclo de nutrientes, reduzindo, assim, a sua perda por lixiviação, e ou, erosão, quando comparada à dos demais solos sob eucalipto.

O Espodossolo Cárbico órtico dúrico (EKo), por localizar-se em área depressional da toposseqüência 2, foi o que apresentou maiores valores de soma e saturação por bases no horizonte A, por se tratar de uma área receptora dos nutrientes trazidos das partes mais altas.

O Latossolo Vermelho (LVe), cuja origem é do intemperismo de rochas do Pré-Cambriano, apresentou maior reserva mineral e, conseqüentemente, maior capacidade de fornecer nutrientes para as plantas. Esta afirmação pode ser constatada pelos valores de soma e saturação por bases acima de 78 % até 90 cm de profundidade, e de 46 % até 120 cm. Nos demais solos, a partir de 35 cm de profundidade, o valor de saturação por bases foi sempre inferior a 25 % (Quadro 3), revelando a pobreza natural do material de origem. No Argissolo Amarelo distrófico latossólico (PAd1) e Argissolo Amarelo distrófico abrúptico (PAd2), por exemplo, esse valor foi inferior a 10 %, enquanto a saturação por Al foi superior a 85 %.

Comparando os valores de pH, SB, V e m dos Argissolos Amarelos (PAd1, PAd2 e PAd3), verificou-se que os menores valores de pH (H2O e KCl), SB e V e maior m foram constatados no perfil de Argissolo Amarelo distrófico latossólico (PAd1), solo este localizado em área mais dissecada e, portanto, mais sujeita a perdas. Para os outros dois Argissolos Amarelos (PAd2 e PAd3), a cobertura vegetal foi o diferenciador para os valores obtidos.

Ataque sulfúrico

Para os solos desenvolvidos de sedimentos do Grupo Barreiras (PAd1, PAd2, PAd3 ESo e EKo), a tendência do Fe2O3 foi manter-se em teores abaixo de 80 g kg-1 (Embrapa, 1999) em todos os horizontes, com aumento em profundidade. Os menores valores deste óxido foram encontrados no Espodossolo Cárbico órtico dúrico - EKo (0,4 g kg-1), sendo muito baixos desde a superfície.

Nos Argissolos Amarelos – PAd1, PAd2 e PAd3, os menores teores de Fe2O3 foram obtidos nos horizontes superficiais. Segundo a Universidade Federal de Viçosa (1984), os solos do Grupo Barreiras, ao que parece, estão sofrendo processo ainda atual ou pelo menos subatual de perda de Fe junto com a argila, justificando, assim, os menores teores de Fe2O3 próximos à superfície. Esses teores acompanham os teores de argila só que numa taxa menor, pois, ou parte dos óxidos de ferro não está ligada à argila ou, a ferrólise destrói mais os silicatos, embora haja alguma perda de Fe também.

O Latossolo Vermelho (LVe), onde a cor foi constantemente mais vermelha (10R), apresentou os maiores teores de Fe2O3. Neste perfil, obtiveram-se, ainda, menores relações Kr e Al2O3/Fe2O3 . Estes aspectos refletem a maior riqueza em Fe no material de origem (gnaisses do Pré-Cambriano Indiviso), comparado aos solos originados do Grupo Barreiras.

No Espodossolo Cárbico órtico dúrico (EKo), os teores SiO2 e Al2O3 praticamente duplicaram do horizonte E/Bhsx (horizonte com nódulos de fragipã) para o Bhsm (duripã contínuo). Este aumento, no entanto, não foi acompanhado pelo teor de argila (Quadro 2). Esta fração sofreu decréscimo de 140 para 60 g kg-1 e, possivelmente , neste caso, a fração silte ou mesmo a areia fina podem ter sido atacadas pelo ácido sulfúrico.

A alta relação Al2O3/Fe2O3 , no Espodossolo Cárbico (EKo), reitera a afirmação de diversos autores da participação do Al na formação de fragipãs e duripãs (Anderson & White, 1958; Nettleton et al., 1968; Hallmark & Smeck, 1979; Rodrigues e Silva & Leprun, 1997; Duncan & Franzmeier, 1999) e a estreita relação entre o aumento de Fe2O3 e o grau de coesão, sendo os solos tão mais coesos e endurecidos quanto menores são seus teores de Fe2O3 (Achá Panoso, 1976; Bennema & Camargo, 1979, citados por Fonseca, 1986).

Ainda no Espodossolo Cárbico (EKo), tanto a relação molecular Ki quanto a Kr foram baixas, decrescendo da parte superficial para o horizonte E/Bhsx, indicando presença de argila de atividade muito baixa. Resultados semelhantes foram encontrados por Jacomine (1974), no estudo de gênese de fragipã em solos de tabuleiro costeiro do nordeste do Brasil.

Com relação à utilização dos teores de TiO2, obtidos ao longo do perfil como medida de avaliação da perda de argila no solo, Fonseca (1986) argumenta que, pelo fato de os óxidos de Ti serem resistentes ao intemperismo, podem permanecer no solo como minerais primários (ilmenita e rutilo) na fração grosseira, ou mesmo na fração argila, na forma de anatásio. Assim, o TiO2 apresenta baixa solubilidade e pouca mobilidade, podendo ser tomado como referência constante durante a remoção de outros elementos móveis no perfil.

Nos Argissolos Amarelos (PAd1, PAd2 e PAd3) e no Latossolo Vermelho (LVe), a tendência do Ti (corrigido para argila) foi quadruplicar do horizonte A para o B, o que indica estar a argila dispersa dos horizontes superficiais sendo removida em suspensão ou sendo solubilizada.

No Espodossolo Cárbico (EKo), a distribuição de argila e óxido de Ti (corrigido para argila) foi uniforme nos horizontes A, E e E/Bhsx, diminuindo para menos da metade no horizonte Bhsm. Esta uniformidade, associada à baixa dispersão de argila em água e ao baixo gradiente textural, mostra que o solo está menos sujeito aos processos de perda por localizar-se em área depressional. Quanto ao TiO2, verificaram-se aumentos expressivos do horizonte A para o E. É provável que o ácido sulfúrico tenha atacado a ilmenita e o rutilo, que são minerais presentes nas frações grosseiras, uma vez que os valores de TiO2 corrigidos para argila foram uniformes nos horizontes A, E e E/Bhsx do solo com fragipã e duripã.

 

CONCLUSÕES

1. Os solos das duas toposseqüências apresentaram diferenciação quanto às características morfológicas e físicas (textura), principalmente no que se refere à manifestação do caráter coeso.

2. As principais características micromorfológicas observadas nos horizontes coesos foram: pequena quantidade de poros, atividade biológica e presença de grande quantidade de argilãs de deposição. De acordo com esta observação, os horizontes mais coesos foram os dos Argissolos Amarelos com alto gradiente textural. O menos coeso foi o horizonte BA do Argissolo Amarelo latossólico, do topo do tabuleiro.

3. Os Argissolos, localizados em platôs mais amplos e menos dissecados, apresentaram sua gênese relacionada com processos de translocação de argila e,ou, erosão seletiva lateral, resultando em maior gradiente textural e manifestação do caráter coeso, atingindo maior profundidade e expressividade.

4. A nítida diferença entre os teores de argila do Argissolo Amarelo latossólico em relação ao Espodossolo indicou serem estes solos formados sob condições pedogenéticas de remoção intensa de argila por acidólise.

5. Os altos valores de Fe2O3 provenientes do ataque sulfúrico, a maior magnitude da relação silte/argila e a maior reserva mineral indicaram que o Latossolo Vermelho eutrófico formou-se a partir do intemperismo de gnaisses melanocráticos do Pré-Cambriano, não inumados pelos sedimentos do Barreiras.

 

LITERATURA CITADA

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Recebido para publicação em julho de 2003 e aprovado em novembro de 2006.
Realizada com apoio financeiro da FAPEMIG e VERACEL Celulose.

 

 

1 Parte da Tese de Doutorado do primeiro autor, apresentada à Universidade Federal de Viçosa – UFV.

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