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Revista Brasileira de Ciência do Solo

On-line version ISSN 1806-9657

Rev. Bras. Ciênc. Solo vol.33 no.6 Viçosa Nov./Dec. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-06832009000600029 

SEÇÃO VI - MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO E DA ÁGUA

 

Erosividade da chuva e erodibilidade de Cambissolo e Latossolo na região de Lavras, sul de Minas Gerais(1)

 

Rainfall erosivity and erodibility of Cambisol (Inceptisol) and Latosol (Oxisol) in the region of Lavras, Southern Minas Gerais State, Brazil

 

 

Antonio Marcos da SilvaI; Marx Leandro Naves SilvaII; Nilton CuriII; Junior Cesar AvanziIII; Mozart Martins FerreiraII

IEngenheiro-Agrônomo, Usina Moema. Fazenda Moema. Zona Rural, CEP 15480-000 Orindiúva (SP). E-mail: asmarcos2@yahoo.com.br
IIProfessor do Departamento de Ciência do Solo, Universidade Federal de Lavras – UFLA. Caixa Postal 3037, CEP 37200-000 Lavras (MG). Bolsista do CNPq. E-mails: marx@dcs.ufla.br; niltcuri@dcs.ufla.br; mozartmf@dcs.ufla.br
IIIPós-Doutorando em Ciência do Solo, DCS/UFLA. Bolsista do CNPq. E-mail: javanzi@jmail.com

 

 


RESUMO

No Brasil, ainda são relativamente poucos os estudos envolvendo erodibilidade do solo, principalmente Cambissolos, dada a morosidade na obtenção dos resultados de experimentos com chuva natural. O conhecimento dos índices de erosividade e de erodibilidade é importante para o planejamento conservacionista, contribuindo para a sustentabilidade dos solos. Este estudo teve como objetivos determinar a erosividade da chuva e a erodibilidade de Cambissolo Háplico Tb distrófico típico e Latossolo Vermelho distroférrico típico, sob chuva natural, em Lavras (MG), no período de 1998 a 2002. Os dados de precipitação pluviométrica foram obtidos na Estação Climatológica Principal de Lavras, localizada no campus da Universidade Federal de Lavras, próxima das unidades experimentais de perdas de solo. A erosividade (EI30) foi determinada a partir do produto da energia cinética da chuva pela sua intensidade máxima em 30 min. Estes dados, correlacionados com as perdas de solo, permitiram obter o índice de erodibilidade dos solos. A precipitação total média anual foi 1.287 mm e a erosividade média foi de 4.865 MJ mm ha-1 h -1 ano-1. A erodibilidade foi 0,0355 Mg h MJ-1 mm -1 para o Cambissolo e 0,0032 Mg h MJ-1 mm -1 para o Latossolo, em consonância com seus atributos mineralógicos, químicos, físicos e morfológicos diferenciais.

Termos de indexação: erosão hídrica, fator K, energia cinética, horizonte B incipiente; horizonte B latossólico.


SUMMARY

Relatively few studies in Brazil have investigated soil erodibility, mainly for Cambisols (Inceptisols), due to the tediousness of data collection in natural rainfall experiments. Knowledge about erodibility and erosivity is important for conservation planning, which contributes to soil sustainability. This study aimed at evaluating the rainfall erosivity and erodibility of a typic dystrophic Tb Haplic Cambisol (Inceptisol) and a typic dystroferric Red Latosol (Oxisol) under natural rainfall, in Lavras, state of Minas Gerais, Brazil, between 1998 and 2002. Pluvial precipitation data were obtained from the main weather station of Lavras, of the Universidade Federal de Lavras, close to the soil loss experimental plots. Erosivity (EI30) was calculated as the product of the rain kinetic energy by the maximum intensity in 30 min. Based on these data, correlated with the soil losses, the soil erodibility could be computed. The mean annual total precipitation was 1,287 mm and the mean calculated erosivity 4,865 MJ mm ha-1 h-1 year-1. The erodibility of the Cambisol was 0.026 Mg h MJ-1 mm -1 and of the Latosol 0.004 Mg h MJ-1 mm -1, in agreement with their differential mineralogical, chemical, physical and morphological properties.

Index terms: water erosion, K factor, kinetic energy, Inceptisol, Oxisol.


 

 

INTRODUÇÃO

A erosividade da chuva, representada pelo fator R da Equação Universal de Perdas de Solo (EUPS), consiste no potencial da chuva em causar erosão e é representada pelo produto da energia cinética da chuva pela sua intensidade máxima em 30 min (EI30) (Wischmeier & Smith, 1978). Este fator é empregado nos cálculos dos fatores erodibilidade, cobertura vegetal e práticas conservacionistas da EUPS. A determinação dos valores de erosividade permite identificar os meses nos quais o risco de erosão é mais elevado, o que é importante no planejamento de uso da terra (Wischmeier & Smith, 1978; Bertoni & Lombardi Neto, 1990; Hudson, 1995).

Estudos de erosividade desenvolvidos no Brasil destacam alguns índices de erosividade da chuva (EI30) em MJ mm ha-1 h -1 ano-1: para Lavras (MG), na ordem de 6.843 (Val et al., 1986); para Mococa (SP), 7.747 (Carvalho et al., 1989); no Estado do Paraná para 32 localidades, uma amplitude de 5.275 a 12.559 (Rufino et al., 1993); para Goiânia (GO), 8.355 (Silva et al., 1997a); para Sete Lagoas (MG), 5.835 (Marques et al., 1998); para Lajes (SC), 5.790 (Bertol et al., 2002); e para Manaus (AM), um valor elevado, na ordem de 14.129 (Oliveira Junior & Medina, 1990). Segundo estudo desenvolvido por Silva (2004), a faixa de variação para a erosividade no Brasil é de 3.116 a 20.035 MJ mm ha-1 h -1 ano-1.

A erodibilidade do solo, representada pelo fator K da EUPS, consiste na suscetibilidade do solo à erosão hídrica. É um atributo intrínseco de cada solo e constitui um fator fundamental para a previsão de perdas de solo e planejamento de uso da terra. Entre os atributos do solo que, de forma integrada, afetam a erodibilidade, destacam-se a permeabilidade do solo à água, a capacidade de armazenamento de água, a textura (principalmente os teores de silte), a coesão, o grau e o tipo de estrutura, C orgânico, os teores de óxidos de Fe e de Al, e a tipo de mineral de argila (Denardin, 1990; Lima et al., 1990; Silva et al., 1994, 1997b, 1999, 2000; Ferreira et al., 1999).

De acordo com os bancos de dados elaborados por Denardin (1990) e Silva et al. (2000), no Brasil existem 19 valores de erodibilidade determinados para Latossolos, sendo a amplitude desses valores de 0,002 a 0,034 Mg h MJ-1 mm -1. Entre os estudos mais recentes, cabe destacar o de Hernani et al. (1997), desenvolvido para Latossolo Vermelho distroférrico, no município de Dourados (MS), estando o valor na ordem 0,0045 Mg h MJ-1 mm -1. Em Cambissolo, destaca-se o estudo de Bertol et al. (2002), em Lages (SC), que encontraram um valor de 0,0115 Mg h MJ-1 mm -1.

Os solos apresentam um limite tolerável de perdas, acima do qual não manterão seu potencial produtivo sustentável ao longo dos anos. Assim, considera-se que a intensidade de erosão está dentro dos limites toleráveis quando esta não ultrapassa a intensidade de formação e a renovação dos solos, tendo em vista que o solo representa um balanço entre remoção e enriquecimento através, respectivamente, das forças de erosão e pedogênese (Wischmeier & Smith, 1978).

Os métodos de estimativa da tolerância de perdas de solo por erosão utilizam atributos que influenciam a erosão e têm uma base de sustentação lógica e racional. Assim, torna-se importante definir a tolerância para diferentes classes de solo para monitorar a eficácia dos sistemas de uso e de manejo do solo na redução da erosão (Bertol & Almeida, 2000).

Assim, objetivou-se com este estudo determinar a erosividade, a erodibilidade e o limite de tolerância de perdas de solo em Cambissolo Háplico Tb distrófico típico e Latossolo Vermelho distroférrico típico, sob chuva natural, na região de Lavras (MG).

 

MATERIAL E MÉTODOS

O estudo foi realizado na área experimental do Departamento de Ciência do Solo da Universidade Federal de Lavras (MG). O município de Lavras está localizado na região sul do Estado, nas coordenadas 21 º 14 ' de latitude sul e 45 º 00 ' de longitude oeste. A altitude média da área é de 919 m. O clima é enquadrado, de acordo com a classificação de Köppen, como Cwa, com precipitação pluvial média anual histórica de 1.530 mm. A temperatura média anual é de 19,4 ºC (Brasil, 1992).

Para caracterização química e mineralógica dos solos estudados, determinaram-se os teores de C orgânico total, óxidos (SiO2, Al2O3 e Fe2O3) extraídos pelo ataque sulfúrico (Embrapa, 1997) e caulinita e gibbsita por análise térmica diferencial (ATD) na fração argila desferrificada, após tratamento com ditionito – citrato – bicarbonato de sódio (Mehra & Jackson, 1960) (Quadro 1).

 

 

A análise granulométrica foi realizada pelo método da pipeta (Day, 1965) após dispersão da amostra com NaOH 1 mol L-1 e agitação rápida (6.000 rpm) por 15 min. A densidade do solo foi determinada segundo Blake & Hartge (1986a), e a densidade de partículas pelo método do balão volumétrico segundo Blake & Hartge (1986b). Determinou-se o volume total de poros segundo Danielson & Sutherland (1986). A microporosidade foi determinada em amostras com estrutura não deformada previamente saturadas utilizando-se mesa de tensão com 60 cm de altura de coluna de água, sendo a macroporosidade obtida pela diferença entre a porosidade total e a microporosidade (Grohmann, 1960) (Quadro 1). A permeabilidade do solo à água foi determinada utilizando-se permeâmetro de carga constante com modificações de McNeal & Roland (1964) e Lima et al. (1990).

Os solos estudados são classificados segundo Embrapa (2006) como Cambissolo Háplico Tb distrófico típico, textura argilosa (CXbd) e Latossolo Vermelho distroférrico típico, textura muito argilosa (LVdf) (Quadro 1). O CXbd apresenta espessura do sólum (horizontes A + B) de 26 cm, considerado raso, ao passo que o LVdf é tido como muito profundo (310 cm), conforme observações e medições de campo (Quadro 1).

Antes da montagem do experimento, o uso do solo era com pastagem nativa. Por ocasião da implantação do experimento, foram realizadas uma aração com arado de discos e duas gradagens leves, todas no sentido do declive; as parcelas foram mantidas descobertas (por cinco anos consecutivos) e, quando necessário, a vegetação estabelecida espontaneamente era retirada com capina manual. Durante o período do experimento, anualmente foram realizadas duas escarificações leves nas parcelas a fim de simular o preparo do solo e também impedir a formação do selamento superficial. O experimento foi conduzido entre janeiro de 1998 e dezembro de 2002.

As perdas de solo foram determinadas em parcelas instaladas no campo em solo sem cobertura, segundo o preconizado por Wischmeier & Smith (1978). Entretanto, as parcelas apresentaram algumas modificações (3,0 x 9,0 m) em relação ao tamanho recomendado para parcela-padrão. As parcelas foram contornadas com chapas galvanizadas com 0,40 m de largura, que foram enterradas 0,20 m. O comprimento maior obedeceu ao sentido do declive, sendo 15 % para o CXbd e 12 % para o LVdf. Na parte inferior das parcelas, foram colocadas calhas coletoras, com cano de chapa galvanizado, para conduzirem a enxurrada até os tanques coletores. O sistema foi constituído de dois tanques coletores de água e sedimento, com capacidade individual de 225 L, munido de um sistema divisor do tipo Geib, de nove janelas. A partir do sistema divisor, por meio de uma canaleta, a água e sedimentos são conduzidos para o segundo tanque coletor. Assim, após o enchimento do primeiro tanque de água e sedimento, 1/9 de água da enxurrada foi conduzido para o segundo. As coletas foram realizadas a cada evento de chuva considerada erosiva, segundo metodologia de Cogo (1978a,b).

Para o cálculo da erosividade, foram utilizados registros contínuos de dados pluviográficos de Lavras (MG), do período compreendido entre janeiro de 1998 e dezembro de 2002, na Estação Climatológica de Lavras, do quinto Distrito de Meteorologia, localizada no Campus da Universidade Federal de Lavras (UFLA). A estação localiza-se a 40 m da parcela sobre o LVdf e a 500 m da parcela sobre o CXbd. A amplitude de registro desses dados foi de 10 mm de precipitação, com acurácia de 0,2 mm, tempo de registro de 24 h, com unidade de 20 min. Após terem sido cotadas manualmente, em segmentos de intensidades mais uniformes de chuva, determinaram-se as energias cinéticas totais das chuvas para cada evento, com o auxílio de um programa computacional EROSIVO.EXE, adaptado do programa desenvolvido por Cataneo et al. (1982), que calcula a energia cinética, segundo Wischmeier & Smith (1958), adaptado por De Maria (1994), que acrescentou o cálculo da energia cinética desenvolvido por Wagner & Massambani (1988).

Segundo o programa, são consideradas chuvas individuais aquelas separadas por mais de 6 h com precipitação pluvial menor que 1 mm. As chuvas menores que 10 mm, ou com intensidade máxima em 15 min menor que 24 mm h-1, ou com energia cinética menor que 3,6 MJ, são consideradas não erosivas (De Maria, 1994). A equação de energia cinética utilizada foi a seguinte (Wagner & Massambani, 1988):

E = 0,153 + 0,0645 log I

em que E: energia da chuva (MJ ha-1 mm-1); I: intensidade da chuva (mm h-1).

O índice EI30 foi obtido a partir da multiplicação da energia cinética total (somatório dos segmentos erosivos da chuva) pela intensidade máxima ocorrida em um período de 30 min consecutivos (I30), segundo Wischmeier & Smith (1958). Pelo somatório de cada chuva, obteve-se o valor mensal, e pelo somatório dos valores mensais, obtiveram-se os valores anuais.

A partir dos dados de erosividade (x) e de perdas de solo (y), determinou-se o fator erodibilidade, através de regressão linear simples (y = a + bx), utilizando-se valores mensais para cada ano estudado, sendo o coeficiente de regressão linear "a" o resultado da influência de outros fatores como umidade antecedente ao início do evento, infiltração anterior ao começo da enxurrada e retenção devido à rugosidade superficial (Biscaia et al., 1981; Marques et al., 1997; Silva et al., 1997b), e "b" corresponde à erodibilidade (SAS, 1985). A regressão linear foi corrigida para que as coordenadas iniciais partissem da origem (Ferreira, 2005), assim o modelo é apresentado na forma y = bx, tendo seus parâmetros o mesmo significado do modelo anterior (McGregor et al., 1969). Todas as equações foram submetidas ao teste F. O valor de erodibilidade foi corrigido pelo grau de declive (9 %) e pelo comprimento de rampa (22 m), referente à parcela padrão, representados pelo fator LS, conforme preconizado por Bertoni et al. (1975) e Wischmeier & Smith (1978), através da seguinte equação:

LS = L0,5 100-1 (1,36 + 0,975 S + 0,1385 S2)

em que LS: fator topográfico da EUPS, corrigido para as condições da parcela padrão (adimensional); L: comprimento do declive (m); S: declividade do terreno (%).

Para o cálculo do valor de tolerância de perdas de solo, foi utilizada a análise de perfis de solos representativos da região, a qual foi complementada com observações e determinações de campo. As tolerâncias de perdas de solo admissíveis foram estimadas segundo método proposto por Galindo & Margolis (1989), que considera a profundidade efetiva do solo, a permeabilidade do solo à água, os teores de C orgânico e a relação textural entre horizontes superficial e subsuperficial (Quadro 1).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os cálculos da erosividade, envolvendo 468 chuvas individuais registradas em pluviogramas diários, enquadraram 158 como erosivas e 310 como não erosivas (Quadro 2). Os valores de precipitação pluvial e erosividade determinados para o período de 1998 a 2002, correlacionaram-se com os resultados encontrados por Val et al. (1986), trabalhando com uma séria histórica de 22 anos. Os valores de precipitação pluvial apresentaram boa correlação com os valores de erosividade (r = 0,90) para o período estudado. O erro-padrão da erosividade foi elevado, indicando alta variação da erosividade entre os anos estudados.

 

 

A precipitação pluvial ocorrida entre os meses de novembro e março correspondeu a 82,75 % do total anual, e a erosividade para o mesmo período correspondeu a 90,36 % do total (Quadro 2), mostrando ser esse o período de maior risco em relação à erosão hídrica. Vários pesquisadores, em diversas regiões do país, têm encontrado maior potencial erosivo da chuva no período de novembro a março (Bertoni & Lombardi Neto, 1990; Morais et al., 1991; Lopes & Brito, 1993; Dias & Silva, 2003). Os resultados observados para a erosividade (Quadro 2) podem ser confirmados por meio das perdas médias mensais de solo (Quadro 3). Assim sendo, maiores cuidados em relação ao manejo, visando reduzir impactos causados pelo transporte de sedimentos do solo, devem ser tomados neste período.

 

 

As perdas de solo corresponderam a 175,0 e 13,4 Mg ha-1 ano-1 em média para o CXbd e o LVdf, respectivamente (Quadros 3 e 4). Os resultados do CXbd estão acima daqueles obtidos por Schick et al. (2000), para Cambissolo Húmico de Lages, SC (111,8 Mg ha-1), em consonância com seus valores bem mais elevados de matéria orgânica (subordem Húmico) e menor declividade (12 %). Em Cambissolos da zona fisiográfica Campos das Vertentes, MG, Santos et al. (1998) encontraram valores de 151 Mg ha-1 ano-1 , e o encrostamento (impermeabilização superficial), semelhante ao observado neste trabalho, ajuda a explicar tais valores mais elevados.

 

 

Para Latossolo Vermelho distroférrico na região de Dourados, MS, Hernani et al. (1999) encontraram valores de 6,9 Mg ha-1 ano-1 , em solo descoberto, valores estes relativamente mais próximos ao LVdf deste trabalho. A homogeneidade relativa de atributos dos Latossolos derivados do mesmo material de origem (rocha máfica), em função do seu maior tempo de exposição aos agentes bioclimáticos (solos mais intempe-rizados), ajuda a explicar os valores mais próximos de perdas desses solos em comparação aos Cambissolos (solos menos evoluídos, com valores mais discrepantes).

A partir dos modelos lineares entre a erosividade (EI30) e as perdas de solo, estabelecidos para o CXbd e para o LVdf, foram ajustados os modelos para que as coordenadas partissem da origem (Ferreira, 2005) (Figura 1). Os valores do coeficiente de determinção (R2) apresentaram uma amplitude de 0,375 a 0,974 para o CXbd e de 0,380 a 0,994 para o LVdf, e esses valores foram superiores aos observados por Bertol et al. (2002) para Cambissolo.

 

 

Nos primeiros anos, foram observadas maiores dispersões dos pontos relativamente aos valores médios mensais de erosividade e perdas de solo, o que pode ser comprovado pelos menores valores de R2. Esta maior dispersão dos pontos, ocasionando menores valores de R2, no primeiro ano, está relacionada à movimentação do solo no momento de montagem das parcelas (uma aração e duas gradagens) e à variabilidade da umidade antecedente do solo, resultando em maiores registros de perdas de solo para valores baixos de erosividade e vice-versa. Devido a esses aspectos, alguns autores sugerem eliminar os dados do primeiro ano em estudos desta natureza (McGregor et al., 1969; Silva et al., 1997b). A partir dos anos 2000 e 1999, para o CXbd e LVdf, respectivamente, os valores de R2 foram elevados, indicando mais alto grau de confiabilidade dos coeficientes angulares obtidos por esse método.

Foi mais comum as chuvas de baixa erosividade produzirem maiores perdas de solo do que as de alta produzirem baixas perdas (Figura 1), indicando que, possivelmente, a umidade antecedente do solo estava alta em alguma época, favorecendo a chuva não erosiva, notadamente no CXbd, devido à sua pequena profundidade, causando rápida saturação, favorecendo maior escoamento superficial e maior arraste de partículas, quando comparado ao LVdf.

O coeficiente angular "b", corrigido pelo fator LS (1,41 para o CXbd e 0,99 para o LVdf), permitiu determinar a erodibilidade dos solos para cada ano (Quadro 4). O fator erodibilidade variou amplamente entre os anos, apresentando um coeficiente de variação de 69 e 132 % para o CXbd e LVdf, respectivamente. Resultados semelhantes foram observados por Bertol et al. (2002) em Cambissolo. A distribuição irregular de chuvas nos anos de estudo pode explicar os mais altos valores dos coeficientes de variação encontrados.

Para o CXbd, o menor valor de erodibilidade ocorreu em 2000 e o maior em 2002, com uma diferença de aproximadamente duas vezes, embora os valores de erosividade e consequentemente as perdas de solo tenham sido inversos, ou seja, no ano de 2000 houve maior erosividade e perda de solo em relação a 2002, diferindo das observações de Bertol et al. (2002). Tal comportamento é explicado pela elevadíssima suscetibilidade deste solo à erosão hídrica e ao coeficiente estabelecido entre aqueles fatores. Por exemplo, pode ocorrer alta perda de solo versus baixa erosividade no caso de solo saturado, solos rasos (como neste trabalho), favorecendo o deflúvio, solo revolvido pela implantação do experimento etc., ou, ao contrário, baixa perda de solo versus alta erosividade devido ao encrostamento (comum neste solo).

Em relação ao LVdf, o menor valor ocorreu em 1998 e o maior em 2001, com uma diferença de aproximadamente 18 vezes; a erosividade foi apenas duas vezes maior, entretanto provocou uma perda 33 vezes maior. Nesse caso, as explicações provavelmente estão relacionadas a menor influência da umidade antecedente do solo em 1998 para a maioria das chuvas, uma vez que este solo apresenta alta permeabilidade à água (Quadro 1).

Os valores de erodibilidade média anual para o período estudado foram 0,0355 e 0,0032 Mg h MJ-1 mm-1 (Quadro 4) para o CXbd e LVdf, respectivamente. O valor observado para o CXbd foi superior ao do LVdf em 11 vezes. Esses valores de erodibilidade são classificados como moderado para o CXbd e como baixo para o LVdf (Foster et al., 1981).

O valor de erodibilidade encontrado para o CXbd neste estudo foi o dobro do valor encontrado por Bertol et al. (2002), que foi da ordem de 0,0151 Mg h MJ-1 mm-1 para um Cambissolo Húmico de Lages (SC), em consonância com os atributos diferenciais desses solos, anteriormente discutidos.

Para o LVdf, o valor de 0,0032 Mg h MJ-1 mm -1 (Quadro 4) é muito próximo daquele registrado por Hernani et al. (1997), de 0,0045 Mg h MJ-1 mm -1, para um Latossolo Vermelho distroférrico de Dourados (MS). Denardin (1990), estudando 31 solos brasileiros e, posteriormente, Silva et al. (2000), estudando 19 Latossolos, submetidos a experimentos com chuva simulada e natural, verificaram que os Latossolos apresentaram valores de erodibilidade entre 0,002 e 0,034 Mg h MJ-1 mm -1. O baixo valor de erodibilidade encontrado para o LVdf confirma sua mineralogia predominantemente gibbsítica, que, aliada aos maiores teores de óxidos de Fe e C orgânico, contribui para uma estrutura granular, maior floculação, maior macroporosidade e maior permeabilidade (Quadro 1), concordando com Silva et al. (1994,1997a) e Ferreira et al. (1999). Por outro lado, o CXbd, mais caulinítico, com baixos teores de óxidos de Fe e menores de C orgânico, apresentou uma estrutura em blocos e baixa permeabilidade (Quadro 1). O LVdf, embora tenha maior permeabilidade, apresenta pequena coesão entre os agregados. Com valores altos de erosividade, podem ocorrer maiores perdas de solo.

Os valores de tolerância de perdas de solo obtidos para o CXbd e o LVdf foram 5,60 e 12,70 Mg ha-1 ano-1 , respectivamente. Observa-se que o limite de tolerância para o LVdf é 127 % maior em relação ao CXbd, em razão da sua grande profundidade, estrutura granular, elevada permeabilidade do solo à água e maior teor superficial de C orgânico (Quadro 1). Os resultados de tolerância de perdas aqui obtidos para o Cambissolo estão abaixo daqueles encontrados para Cambissolos do Estado de Santa Catarina (8,6 a 9,3 Mg ha-1 ano-1 ) (Bertol & Almeida, 2000). A tolerância média para solos com horizonte B latossólico do Estado de São Paulo variou entre 9,6 e 15,0 Mg ha-1 ano-1, conforme Lombardi Neto & Bertoni (1975).

 

CONCLUSÕES

1. Os maiores riscos em relação à erosão hídrica encontram-se entre novembro e março, devido ao maior potencial erosivo das chuvas e à maior umidade antecedente do solo neste período.

2. Os valores de erodibilidade determinados para o CXbd e LVdf foram 0,0355 e 0,0032 Mg h MJ-1 mm -1, respectivamente, sendo enquadrados como moderado e baixo, estando em consonância com seus atributos mineralógicos, químicos, físicos e morfológicos diferenciais.

 

AGRADECIMENTOS

À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – FAPEMIG e ao Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café – CBP&D Café, pelo auxílio financeiro ao projeto.

 

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Recebido para publicação em julho de 2009 e aprovado em setembro de 2009.

 

 

(1) Extraído da Dissertação de Mestrado do primeiro autor apresentada a Universidade Federal de Lavras – UFLA.

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