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Revista Brasileira de Ciência do Solo

versão On-line ISSN 1806-9657

Rev. Bras. Ciênc. Solo vol.38 no.6 Viçosa nov./dez. 2014

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-06832014000600025 

DIVISÃO 3 - USO E MANEJO DO SOLO
COMISSÃO 3.3 - MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO E DA ÁGUA

 

Erodibilidade de um Cambissolo Húmico sob chuva natural1

 

Erodibility of an inceptisol under natural rainfall

 

 

Jefferson SchickI; Ildegardis BertolII; Neroli Pedro CogoIII; Antonio Paz GonzálezIV

IProfessor, Instituto Federal Catarinense, Campus Santa Rosa do Sul. Rua das Rosas, s/n, Vila Nova. CEP 88965-000 Santa Rosa do Sul (SC). E-mail: jefferson@ifc-sombrio.edu.br
IIProfessor Associado, Universidade do Estado de Santa Catarina. Av. Luiz de Camões, 2090, Bairro Conta Dinheiro. CEP 88520-000 Lages (SC). Bolsista do CNPq. E-mail: ildegardis.bertol@udesc.br
IIIProfessor, Departamento de Solos, Faculdade de Agronomia, UFRGS. Av. Bento Gonçalves, 7712. Caixa Postal 15.100. CEP 91501-970 Porto Alegre (RS). Bolsista do CNPq. E-mail: neroli@ufrgs.br
IVCatedrático da Universidade da Coruña, UDC, La Coruña, Espanha. E-mail: tucho@udc.es

 

 


RESUMO

A estimativa de perdas de solo é fundamental para o planejamento conservacionista. Com essa finalidade, destaca-se no Brasil o uso da Equação Universal de Perdas de Solo (USLE), para cuja utilização há escassez de dados obtidos de acordo com o método-padrão desse modelo. Entre os fatores que compõem a USLE, a erodibilidade do solo (fator K) é de difícil obtenção em razão da necessidade de conduzir experimentos em campo por longo tempo sob chuva natural. Com o objetivo de quantificar a erodibilidade do solo em um Cambissolo Húmico em Lages, SC, utilizando-se do método-padrão da USLE, quantificaram-se a erosividade (EI30) das chuvas naturais e as respectivas perdas de solo durante o período de 1993 a 2012. A erodibilidade foi determinada pelo quociente entre essas variáveis e pela regressão linear simples dessas. O valor de erodibilidade anual estimado pelo quociente e pela regressão linear simples entre as perdas de solo e as erosividades foi respectivamente de 0,0175 e 0,0172 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1. A erodibilidade nos períodos de primavera-verão e outono-inverno apresentou pequenas variações em relação à média anual. A erodibilidade mensal variou de 0,0083 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1 no mês de dezembro a 0,0241 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1, no mês de abril. Ao longo do período de tempo avaliado, a erodibilidade anual evidenciou maior incremento nos anos iniciais e menor incremento nos anos finais.

Termos de indexação: fator K da USLE, suscetibilidade à erosão, perda de solo


ABSTRACT

Estimation of soil loss is critical to conservation planning. To make that estimation, use of the Universal Soil Loss Equation (USLE) is prominent in Brazil. For use of the USLE, there is a shortage of data obtained according to the standard method of this model. Among the factors that compose the USLE, soil erodibility (K factor) is difficult to obtain due to the need to conduct experiments in the field for a long time under natural rainfall. Aiming to quantify soil erodibility in a Humic Inceptisol in Lages, Santa Catarina, Brazil, with the use of the standard method of USLE, we quantified the erosivity (EI30) of natural rainfall and respective soil loss for the period 1993-2012. Erodibility was determined by the ratio between these variables and by simple linear regression of the same variables. Annual erodibility values, estimated by the ratio and by simple linear regression between soil loss and erosivity, were 0.0175 and 0.0172 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1, respectively. The erodibility in spring-summer and autumn-winter showed small variations in relation to the annual average. The monthly erodibility ranged from 0.0083 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1 in December to 0.0241 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1 in April. Throughout the time period evaluated, annual erodibility exhibited a greater increase in the initial years and a smaller increase in the final years.

Index-terms: USLE K factor, susceptibility to erosion, soil loss


 

 

INTRODUÇÃO

Alguns solos são mais suscetíveis à erosão do que outros. A maior ou menor vulnerabilidade do solo à erosão é devida as suas propriedades intrínsecas, sendo referida como a erodibilidade do solo (Wischmeier & Smith, 1978). Wischmeier & Mannering (1969) observaram que a erodibilidade do solo é uma propriedade complexa que depende tanto da sua capacidade de resistir à dispersão e transporte das partículas pela ação da chuva e enxurrada associada quanto da sua capacidade para infiltrar água.

Wischmeier & Smith (1965) utilizaram a erodibilidade do solo como um dos fatores da Equação Universal de Perdas de Solo (USLE). Em termos práticos, o índice de erodibilidade (fator K da USLE) significa a perda de solo (Mg ha-1) ocasionada por cada unidade do índice de erosividade (fator R da USLE) das chuvas (MJ mm ha-1 h-1), sendo, por isso, expresso em unidades mistas de Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1. Para condições específicas de chuva, determinado tipo de solo pode ser comparado quantitativamente com outro, podendo, por meio do índice K, ser criada uma escala relativa de valores de erodibilidade (Wischmeier & Smith, 1978). A obtenção da erodibilidade do solo deve ser feita idealmente em experimentos de campo conduzido por longo tempo, sob chuva natural, segundo Wischmeier & Smith (1965), cujo método é considerado padrão para esse fim. Wischmeier (1976) estabeleceu, para os solos do leste dos EUA, que o período de avaliação da erosão deve ser de 20 a 22 anos, para efeito de definição do fator erodibilidade.

No Brasil, destacam-se os trabalhos de erodibilidade do solo conduzidos sob chuva natural pelos seguintes autores: Bertoni et al. (1975); Mondardo et al. (1978a); Eltz et al. (1980); Margolis & Campos Filho (1981); Biscaia et al. (1981); Margolis et al. (1985); Martins Filho & Silva (1985); Dedecek et al. (1986); Fernandez Medina & Oliveira Júnior (1987); Carvalho et al. (1989); Campos Filho et al. (1992); Carvalho et al. (1993); Bertol (1994a); Oliveira Júnior & Medina (1996); Carvalho et al. (1997); Hernani et al. (1997); Marques et al. (1997a); Silva et al. (1997); Carvalho & Hernani (2001); Bertol et al. (2002); Albuquerque et al. (2005); Silva et al. (2009); Martins et al. (2011); e Eduardo et al. (2013). Entretanto, nenhum desses trabalhos atendeu o período de avaliação estabelecido por Wischmeier (1976).

Alternativamente ao método-padrão de determinação da erodibilidade do solo, métodos indiretos foram desenvolvidos utilizando características dos solos; entre esses, nos EUA, destacam-se os trabalhos dos seguintes autores: Wischmeier & Mannering (1969); Wischmeier et al. (1971); Roth et al. (1974); El-Swaify & Dangler (1977); e Römkens et al. (1977). No Brasil, podem ser citados os seguintes autores: Lombardi Neto & Bertoni (1975); Denardin (1990); Lima et al. (1990); Roloff & Denardin (1994); Marques et al. (1997c); Silva et al. (1999); e Sá et al. (2004). Porém, os métodos desenvolvidos nos EUA se evidenciaram inadequados às condições brasileiras (Henklain & Freire, 1983; Ângulo et al., 1985; Silva et al., 1986; Denardin, 1990; Lima, 1991; Silva et al., 1994; Marques et al., 1997b; Silva et al., 1999), bem como os desenvolvidos no Brasil ainda apresentam limitações ao seu uso (Marques et al., 1997c; Silva et al., 2000; Martins et al., 2011).

Ainda como alternativa ao método-padrão para determinar o fator K da USLE, o uso de simuladores de chuva (Swanson, 1965; Embrapa, 1975) tem possibilitado a condução de experimentos de campo para obtenção de dados num período de tempo relativamente curto. Destacam-se, no Brasil, os trabalhos dos seguintes autores: Mondardo et al. (1978b); Wünsche & Denardin (1978); Cassol et al. (1980); Denardin & Wünsche (1980); Resck et al. (1981); Dal Conte (1982); Lago & Margolis (1985); Martins Filho & Silva (1985); Távora et al. (1985); Rodrigues do Ó (1986); Silva et al. (1986); Martins Filho & Pereira (1993); Silva et al. (1994); Albuquerque (1997); Bertol et al. (2007); e Eduardo (2012).

O desenvolvimento e, ou, aprimoramento dos métodos indiretos de determinação da erodibilidade do solo e a obtenção da erodibilidade a partir do uso de simuladores de chuva carecem, no Brasil, de valores de referência que tenham sido obtidos de acordo com os pré-requisitos do método-padrão, permitindo assim a validação dos métodos alternativos. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi determinar o fator erodibilidade do solo e sua variação estacional em um Cambissolo Húmico, sob condição de chuva natural, na região de Lages, SC, no período de estudo de erosão compreendido entre 1993 e 2012.

 

MATERIAL E MÉTODOS

A pesquisa foi desenvolvida em Lages, SC (27º 49' S e 50º 10' W), no Centro de Ciências Agroveterinárias, da Universidade do Estado de Santa Catarina (CAV/UDESC), onde a altitude é de 923 m. O clima da região é do tipo Cfb (temperado, úmido, sem estação seca, com verão fresco), segundo a classificação de Köppen, com temperatura média anual de 15,7 ºC e precipitação pluvial média anual de 1.556 mm (Wrege et al., 2011). O solo do local do experimento é um Cambissolo Húmico alumínico léptico (Embrapa, 2013), argiloso, com substrato composto de siltitos e argilitos, com declividade média do local igual a 0,102 m m-1, descrito em Bertol (1994b).

O experimento foi conduzido em unidades experimentais, ou parcelas, de 3,5 × 22,1 m (77,35 m2), em duas repetições. As parcelas foram delimitadas por chapas galvanizadas nas laterais e extremidade superior e por calhas coletoras de enxurrada na sua extremidade inferior, as quais eram conectadas a canos de PVC que conduziam a enxurrada até os pontos de coleta situados 6 m abaixo dessas. O solo era preparado duas vezes por ano (na primavera-verão e no outono-inverno), com uma aração na profundidade de 0,2 m, utilizando arado de discos, seguidas de duas gradagens na profundidade de 0,15 m, utilizando grade de discos destorroadora. Além disso, a superfície do solo era mantida livre de vegetação e crosta superficial, por meio de capinas e escarificações manuais, efetuadas sempre que necessário.

O experimento foi instalado em outubro de 1988, sendo, desde então, utilizado no estudo da erosão hídrica em condições de chuva natural. O método-padrão para obtenção do fator K (Wischmeier & Smith, 1965) recomenda a utilização dos dados de perda de solo após um período de dois ou mais anos de condução do experimento. Além disso, considerando-se que em 1992 o experimento não foi conduzido adequadamente, utilizaram-se os dados do período entre 1993 e 2012, perfazendo, assim, uma série contínua de 20 anos para este trabalho.

A coleta e a quantificação da erosão foram feitas conforme o método descrito em Cogo (1978). Os dados de perda de solo foram ajustados para a declividade padrão da USLE, ou seja, 0,09 m m-1, por meio do fator grau de declive, conforme proposto por Wischmeier & Smith (1978).

Para determinar o fator de erosividade das chuvas, foram usados pluviogramas diários modelo IH-01-01, com amplitude de registro de 10 mm de precipitação e de 24 h de duração, com unidades de 0,2 mm, para o volume, e de 10 min, para o tempo. O critério adotado para definição de chuva erosiva foi o de Wischmeier & Smith (1958), modificado por Cabeda (1976).

Nos pluviogramas diários, as chuvas erosivas foram cotadas manualmente em segmentos de intensidade uniforme e registradas em planilhas. Posteriormente, utilizou-se o programa Chuveros (Cassol et al., 2008), desenvolvido pelo professor Elemar Antonino Cassol (UFRGS), para calcular a erosividade das chuvas (índice EI30), segundo Wischmeier & Smith (1978). Nesse programa, as unidades foram convertidas para o Sistema Internacional de Unidades, de acordo com Foster et al. (1981).

Durante o período experimental, foram quantificadas as perdas de solo provenientes de 991 chuvas erosivas, as quais originaram 795 eventos individuais de perdas de solo. Desse modo, 163 eventos de perdas de solo foram o resultado de duas ou mais chuvas acumuladas, basicamente em razão da ocorrência dessas chuvas no período noturno, o que impossibilitava sua imediata quantificação. As chuvas erosivas utilizadas neste trabalho representaram aproximadamente 95 % dessas que ocorreram no período entre 1993 e 2012. Tal fato ocorreu por causa de questões operacionais e essas foram responsáveis pelas pequenas diferenças entre os valores anuais de erosividade apresentados neste trabalho e os constantes na definição do fator R para a região de Lages, SC (Schick et al., 2014).

O fator de erodibilidade médio anual foi calculado por meio do quociente entre a perda de solo média anual (Mg ha-1) e a erosividade média anual das chuvas (MJ mm ha-1 h-1), seguindo o procedimento de Wischmeier & Smith (1978), bem como por análise de regressão linear simples entre os valores dessas variáveis, seguindo o procedimento de Wischmeier & Mannering (1969), sendo expresso em Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1. A erodibilidade do solo também foi determinada para o período de primavera-verão, com 462 dados de perda de solo resultantes de 570 chuvas erosivas, e para o período de outono-inverno, com 333 dados de perda de solo resultantes de 421 chuvas erosivas, ambos por meio do quociente entre os dados das duas variáveis.

A erodibilidade foi definida ainda para cada um dos meses do ano, por meio do quociente entre a perda de solo mensal e erosividade mensal. A variação mensal da erodibilidade, das perdas de solo, da erosividade das chuvas e da precipitação pluvial total foi obtida pelo quociente entre os valores mensais e o valor anual, sendo os resultados expressos em porcentagem.

Visando observar o efeito do período de avaliação na erodibilidade anual, calculou-se a erodibilidade pelo método proposto por Wischmeier & Smith (1978). Para isso, inicialmente, consideraram-se apenas os dados do primeiro ano de avaliação; posteriormente, os do primeiro e do segundo ano, depois os do primeiro, segundo e terceiro anos e assim sucessivamente até a utilização de todos os dados da série histórica estudada.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Observando-se os dados anuais de erosividade, perdas de solo e erodibilidade (Quadro 1), verificou-se que esses variaram amplamente entre os anos estudados, com maior destaque para as perdas de solo e, consequentemente, para a erodibilidade. Essas variações eram em parte esperadas, pois, segundo Wischmeier & Smith (1978), registros de dados de perda de solo e chuva de curtos períodos de tempo estão sujeitos às variações cíclicas e flutuações aleatórias do clima e às outras variáveis não controladas que se refletem na definição dos fatores da USLE, os quais devem, por isso, serem obtidos em longo prazo. De acordo com Bertol et al. (2002), as variações dos valores do quadro 1 podem ser atribuídas, em parte, às variações de erosividade nos anos considerados, porém, também às variações de teor de água no solo antecedente às chuvas e à não uniformidade de sua distribuição ao longo do período experimental.

Embora os dados de 1989 a 1992 não tenham sido incluídos neste trabalho, os valores de erodibilidade do solo dos três primeiros anos considerados (1993 a 1995) destacam-se como os de menor magnitude (Quadro 1). Entretanto, os dados dos dois últimos anos avaliados (2011 e 2012) distinguem-se como os de maior valor de erodibilidade. Tais resultados estão de acordo com os preceitos de Wischmeier & Smith (1965), cujos autores recomendam iniciar as avaliações de perdas de solo a partir de um período mínimo de dois anos após a implantação do experimento, na condição-padrão, visando eliminar/diminuir os efeitos de resíduos orgânicos na erodibilidade do solo.

O valor médio anual do fator erodibilidade do solo, obtido por meio do quociente entre a perda de solo média anual e a erosividade média anual (Wischmeier & Smith, 1978), foi de 0,0175 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1 (Quadro 1). De acordo com Foster et al. (1981), essa erodibilidade é classificada como de magnitude moderada. Conceitualmente, a erodibilidade média observada indica que cada unidade de erosividade ocasionou uma perda média anual de solo de 0,0175 Mg ha-1. Schick et al. (2012), utilizando dados de registros hidrológicos de 22 anos, determinaram o valor de erosividade média anual (Fator R da USLE) de Lages, SC, igual a 5.057 MJ mm ha-1 h-1. Considerando-se o fator R determinado para o município de Lages e o fator K obtido para o Cambissolo Húmico neste trabalho, estimou-se perda anual média de solo de 88,5 Mg ha-1, quando o solo estiver descoberto. A tolerância anual de perda de solo, definida por Bertol & Almeida (2000) para o Cambissolo Húmico, é de 9,2 Mg ha-1, equivalente, portanto, a 10 % da perda anual estimada para esse tipo de solo.

O valor do fator K da USLE, observado neste trabalho (Quadro 1), enquadrou-se na faixa de valores do índice de erodibilidade do solo, medidos e, ou, estimados no Brasil, que é de 0,006 a 0,049 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1, segundo Cogo (1988). O valor de erodibilidade determinado para o Cambissolo Húmico (0,0175 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1) é semelhante aos resultados verificados por Silva (1997) em Latossolo Roxo em Chapecó, SC (0,016 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1), e por Martins et al. (2011) em Plintossolo Háplico na região dos Tabuleiros Costeiros, ES (0,017 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1). Entretanto, difere expressivamente dos resultados observados por Silva et al. (2009) para um Cambissolo Háplico em Lavras, MG (0,0355 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1), submetido à erosividade média anual (4.865 MJ mm ha-1 h-1) semelhante à observada neste trabalho (4.883 MJ mm ha-1 h-1) (Quadro 1). Segundo Silva et al. (2009), essa variação de valores do fator K é devida às variações dos atributos desses solos. El-Swaify & Dangler (1982) afirmaram não ser recomendado estimar um valor de erodibilidade com base unicamente na classificação do solo. Embora existam diferenças nos períodos de avaliação entre os trabalhos, os resultados observados reforçam as considerações desses autores.

O valor do fator K definido por meio de regressão linear simples entre a erosividade das chuvas e suas respectivas perdas de solo, considerando-se todos os eventos individuais de chuva erosiva e de perdas de solo quantificadas para cada uma dessas chuvas, conforme recomendado por Wischmeier & Mannering (1969), foi de 0,0172 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1 (Figura 1a), valor esse semelhante ao obtido pelo método-padrão de cálculo desse fator (0,0175 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1). Comportamento semelhante a esse foi obtido por Bertol et al. (2007), os quais trabalharam com chuvas simuladas em Nitossolo Háplico. Outras formas de estimar a erodibilidade, recomendadas por Wischmeier & Mannering (1969), decorreram da realização das seguintes relações, que resultaram nos seguintes valores de fator K: eventos sem a presença de chuvas acumuladas (Figura 1b, fator K = 0,0175 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1); eventos com chuvas acumuladas (Figura 1c, fator K = 0,0166 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1); valores totais dos períodos de cultivo (Figura 1d, fator K = 0,0185 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1); totais dos valores anuais (Figura 1e, fator K = 0,0176 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1); e valores médios mensais (Figura 1f, fator K = 0,0177 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1). Esses valores de fator K são semelhantes aos obtidos pelo método-padrão. Mesmo assim, como os valores obtidos nessas relações apresentaram baixa confiabilidade, com exceção daquele obtido utilizando as médias mensais (Figura 1e), recomenda-se a utilização do valor do fator K alcançado pelo quociente entre as perdas de solo e as erosividades das chuvas.

Em relação aos dados estacionais, o período de primavera/verão apresentou, em média, valores de erosividade e de perdas de solo duas vezes maiores do que no período de outono/inverno (Quadro 2), confirmando a tendência observada por Schick (1999) para essas variáveis. Contrariamente ao verificado por Bertol et al. (2002), não foi observada a mesma relação nos valores de erodibilidade, comparando os dois períodos estacionais. Pequenas oscilações da erodibilidade estacional foram observadas em relação ao valor médio anual (Quadro 1), cuja tendência sugere semelhança de erodibilidade do solo nos períodos de primavera/verão e outono/inverno.

No quadro 3, são apresentados os valores médios mensais da erosividade da chuva, do volume das chuvas, das perdas de solo e da erodibilidade do solo, que variaram amplamente ao longo do ano, destacando-se a erosividade e as perdas de solo. A erodibilidade média mensal apresentou, com a precipitação, a menor variação. Ainda assim variou consideravelmente em abril, mês com maior valor, que foi três vezes superior a dezembro, mês com menor valor. Tais resultados corroboram Renard et al. (1997), os quais destacaram a importância do conhecimento da erodibilidade sazonal como forma de reduzir erros nas estimativas de perdas de solo.

Embora a relação entre os valores mensais do fator R com as perdas de solo seja significativa (Figura 2a), a relação entre os valores do fator K com a erosividade (Figura 2b), do fator K com as perdas de solo (Figura 2c) e do fator K com o volume de chuva (Figura 2d) não foi significativa. Isso demonstra que a variação mensal da erodibilidade não é explicada apenas por um dos fatores relacionados, sendo ainda provável a ação de outros fatores não avaliados. Renard et al. (1997) afirmaram que, para as condições dos EUA, a variação sazonal do fator K deve-se principalmente ao congelamento do solo, à textura e ao conteúdo de água no solo. De acordo com Bertol (1994a), a erodibilidade do solo apresenta grande variabilidade espacial e temporal, explicada pela diversidade climática, a qual influi no potencial erosivo das chuvas e na variabilidade de solo, que tem influência na suscetibilidade à erosão.

Bertol et al. (2002), trabalhando no mesmo solo com dados de nove anos (entre 1989 e 1998), obtiveram valor de erodibilidade igual a 0,0115 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1. Este trabalho, apesar de abordar períodos diferentes, resultou em valor de fator K semelhante (Figura 3) quando considerou os dados do mesmo período de nove anos de pesquisa desses autores. Entretanto, quando estimou os dados do período inteiro de 20 anos, o valor do fator K é 52 % superior ao verificado por Bertol et al. (2002) naquele período de nove anos. Observou-se, ainda na figura 3, maior incremento no valor de erodibilidade nos anos iniciais e menor incremento nos anos finais, comportamento também verificado por Campos Filho et al. (1992). Esses resultados novamente respaldam o que é pontuado em Wischmeier & Smith (1965) e em Wischmeier (1976). Esses autores recomendaram que o início da avaliação dos dados de perda de solo deve ser após um período mínimo de dois anos com o solo manejado sob a condição-padrão, definindo, assim, que o fator K deve contemplar 20 anos consecutivos de registro de dados de perda de solo e erosividade das chuvas.

 

 

 

CONCLUSÕES

1. O fator erodibilidade médio anual do Cambissolo Húmico, determinado pelo quociente entre as perdas médias anuais de solo e as erosividades médias anuais das chuvas, foi de 0,0175 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1.

2. O fator erodibilidade determinado por regressão linear simples foi de 0,0172 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1, considerando-se todos os eventos; 0,0175 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1, exclusivamente para os eventos de chuvas individuais; 0,0166 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1, para os eventos de chuvas acumuladas; 0,0185 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1, para os totais dos períodos de cultivo; 0,0176 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1, para os totais anuais; e 0,0177 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1, considerando as médias mensais.

3. O fator K foi de 0,0170 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1, utilizando somente os dados de primavera/verão, enquanto com os de outono/inverno, o fator K resultante foi de 0,0185 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1.

4. A erodibilidade média mensal variou nos meses do ano entre 0,0083 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1, em dezembro, e 0,0241 Mg ha h ha-1 MJ-1 mm-1, em abril.

 

AGRADECIMENTOS

Ao CNPq, por parte dos recursos financeiros e pela bolsa PQ do segundo autor. À FINEP e FAPESC, por parte dos recursos financeiros. Ao Professor David José Miquelluti (UDESC/CAV), pelo auxílio na análise estatística dos dados. Aos bolsistas IC de Uso e Conservação do Solo, pela ajuda na condução do experimento em campo.

 

LITERATURA CITADA

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Recebido para publicação em 20 de março de 2014 e aprovado em 1º de agosto de 2014

 

 

1 Parte da Tese de Doutorado do primeiro autor.

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