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Ciência da Informação

Print version ISSN 0100-1965On-line version ISSN 1518-8353

Ci. Inf. vol.28 n.3 Brasilia Sept./Dec. 1999

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-19651999000300007 

O usuário final da busca informatizada: avaliação da capacitação no acesso a bases de dados em biblioteca acadêmica*

 

Angela Maria Belloni Cuenca

 

 

Resumo
Avalia os resultados da capacitação de usuários em buscas informatizadas, por meio do Curso de Acesso às Bases em cd-rom Medline e Lilacs, modalidade do Programa Educativo da Biblioteca/CIR da Faculdade de Saúde Publica da USP, oferecido a docentes e alunos da pós-graduação em saúde pública. O universo de estudo foi constituído de 92 participantes entre 1993 e 1995. Os resultados mostraram que, após a participação no Curso, 65,2% deles conseguiram autonomia no uso das bases de dados, 15,2% solicitaram buscas intermediadas pelo bibliotecário, bem como 19,6% não realizaram forma alguma de busca nas bases da Biblioteca. A intermediação dos bibliotecários foi solicitada por motivos como: pouca familiaridade com as bases, dificuldade em lidar com tecnologia, confiança na busca realizada pelo bibliotecário e falta de tempo para buscas. O egresso do curso que não realizou busca informatizada alegou não ter tido necessidade de fazê-lo no período estudado.
Palavras-chave
Avaliação de capacitação de usuário final; Usuários de bases de dados; Usuário da busca informatizada; Biblioteca/CIR da FSP/USP; Estudo de usuário; Programas educativos em bibliotecas acadêmicas; Novas tecnologias da informação; Treinamento de usuários.

 

 

INTRODUÇÃO

Com a disponibilidade de acesso à informação, por meio das tecnologias de informática e telecomunicação nas bibliotecas acadêmicas, houve significativa mudança no perfil de seus usuários. McKibbon e col.8 , em 1990, já definiam o usuário final dos serviços de informação (end-user searching) como "o especialista que elabora sua própria busca bibliográfica via novas tecnologias, sem intermediação do bibliotecário ou que o bibliotecário faça a busca por ele". Esse usuário passou a formular sua estratégia de busca e obter a informação desejada, diminuindo, desta forma, seu contato com o bibliotecário para esse fim.

O papel do bibliotecário, com o desenvolvimento das bibliotecas virtuais, mudou para acompanhar a necessidade do novo usuário; passou a ser o do educador (trainer), aquele que capacita os usuários a se tornarem permanentemente autônomos para fazer suas buscas nos sistemas de informação automatizados de forma eficiente e, sobretudo, eficaz.

 

PROGRAMAS EDUCATIVOS

Para que os usuários conheçam os sistemas automatizados de recuperação da informação, sejam capazes de elaborar uma estratégia de busca simples e saibam utilizar a "nova biblioteca eletrônica" e os recursos informacionais de que dispõem, é necessário que as bibliotecas ofereçam treinamentos e cursos específicos, como modalidades de programas educativos.

Experiências de bibliotecas com o usuário final interagindo na busca em bases de dados, sem a intermediação do bibliotecário, têm sido descritas por vários autores como Ludwing e col.6 (1988), Sewell13 (1986), Sewell e Teitelbaum14 (1986), Rowlands e col.11 (1997), Tenopir15 (1998) entre outros. Kronick5, em 1985, já comparava a busca feita pelo próprio usuário e a intermediada pelo bibliotecário observando controvérsias sobre quando o pesquisador deve fazer sua própria busca bibliográfica ou quando deve se valer de um intermediário, bibliotecário ou um search analyst.

A descrição de cursos para treinamentos de usuários, necessidade e pertinência dos mesmos, bem como o impacto de uso de bases de dados para a recuperação da informação, têm merecido atenção na literatura internacional. Os autores Mularski e Bradigan2,9 descreveram cursos modulados para acesso à base de dados na área de medicina. Analisaram, também, a performance dos alunos por meio de questionários. Já Pao e col.10 (1993), em avaliação do desempenho de alunos no acesso a bases de dados, colocam que a maioria das bibliotecas acadêmicas, principalmente da área da saúde, promovem de alguma forma o acesso a bases de dados e que o treinamento de usuários para esse fim tem sido prática comum desde a década de 80.

Ikeda e Schwartz4 (1992), em biblioteca universitária da área médica, nos Estados Unidos, avaliando o impacto dos treinamentos para o acesso à literatura especializada, concluíram que o usuário final aprecia fazer a busca sozinho, mas a complementa com a realizada pelo bibliotecário quando precisa de uma busca bibliográfica mais elaborada. Matus S.7 (1994), no Chile, em uma biblioteca central de universidade, entrevistou usuários de bases de dados pertencentes à área científica e concluiu que a maior utilização dessa tecnologia está concentrada entre estudantes de pós-graduação e docentes, bem como que a principal razão da não-utilização das bases de dados foi o desconhecimento pelo usuário de sua existência.

Além do desconhecimento, dificuldades como a existência de várias interfaces de busca para o acesso às bases de dados, tempo de busca, campos disponíveis para recuperação e a não-familiarização com o vocabulário especializado da área são colocados como motivo da não-utilização do acesso às bases automatizadas pelos usuários de buscas informatizadas.

 

O CASO DA BIBLIOTECA/CIR DA FSP/USP

A Biblioteca/CIR: Centro de Informação e Referência em Saúde Pública, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP), desde 1992, quando informatizou acervo e serviços1, permitiu, ao seu usuário, acesso simultâneo a várias bases de dados, com a instalação de um servidor de cd-roms na sua rede local.

Nessa ocasião, implantou um Programa Educativo para que seu usuário explorasse as diferentes possibilidades e formas de busca que essa rede local passou a permitir. Quando se decidiu pela capacitação no uso das tecnologias de acesso, a biblioteca teve de definir o que ensinar, a qual público e como fazê-lo. Assim, o Programa Educativo passou a oferecer níveis diferenciados de capacitação de acordo com as necessidades de seus usuários.

Para o usuário pesquisador, alunos da pós-graduação e docentes da FSP/USP, foi oferecido o Curso Avançado de Acesso às Bases de Dados em cd-rom Medline e Lilacs para capacitá-los no uso das bases de dados internacionais disponíveis em sua rede local. O Curso é ministrado em dois módulos de quatro horas cada, com aulas teóricas e práticas. Seus instrutores são bibliotecários de referência, experientes nos serviços de recuperação da informação e na área da saúde (Cuenca3, 1997).

Objetivo

O presente artigo tem como objetivo avaliar os resultados obtidos, após capacitação, com os alunos egressos do Curso Avançado de Acesso às Bases de Dados em cd-rom Medline e Lilacs; se os mesmos tornaram-se usuários das bases, ou seja, usuários finais da busca informatizada; e qual o nível de autonomia e familiaridade alcançado no uso das bases.

Método

A população estudada foi composta pelos 140 participantes dos 29 cursos ministrados entre novembro/1993 (primeiro curso) e novembro/1995.

A análise dos resultados foi realizada mediante dados coletados de questionário auto-aplicável, com questões abertas e fechadas, elaborado especificamente para o estudo e aplicado aos participantes dos cursos. Esse questionário foi composto de quatro partes (Cuenca3, 1997), sendo que a sua parte 3 foi destinada a saber se o egresso do curso tornou-se realmente usuário das bases de dados. Portanto, essas questões da parte 3 (Anexo) foram as utilizadas para este relato.

Optou-se pelo uso de questionário, e não por entrevista, pela dificuldade em encontrar os participantes, pois a maioria deles era de alunos da pós-graduação, residindo em diferentes localidades, com freqüência inconstante à FSP/USP.

 

RESULTADOS E COMENTÁRIOS

Dos 140 questionários enviados, foram devolvidos 92, correspondendo a 66% de retorno, no prazo estabelecido.

De acordo com as respostas do questionário, a maioria dos participantes do Curso (80,4%) realizou, de alguma forma, busca informatizada na Biblioteca/CIR, após a capacitação (Figura 1). Destes, 65,2% (60) o fizeram com autonomia e 15,2% (14) com a intermediação do bibliotecário. O usuário que realizou buscas com autonomia (60) também solicitou buscas ao bibliotecário (73,3%). Dos participantes do curso, 19,6% (18) não realizaram forma alguma de busca informatizada na Biblioteca/CIR, após o curso.

 

 

Não usuários das bases de dados

Os não usuários das bases de dados, após o Curso, justificaram que não tiveram necessidade de realizar busca nesse período (72,2%), conforme aparece na tabela1.

 

 

Outros 27,8% alegaram que a biblioteca não possuía bases que contemplassem seus assuntos; não se sentiram familiarizados com os vocabulários controlados MeSH e DeCS (11,1%); utilizaram os recursos de suas instituições, sendo inclusive multiplicadores do treinamento recebido (11,1%). Um motivo detectado no item "Outros" foi que o levantamento feito durante o curso foi suficiente para as suas necessidades de pesquisa (5,5%). Cabe lembrar que, no período estudado, entre 1993 e 1995, não havia disponível acesso gratuito a essas bases via Internet, o que poderia caracterizar o não-uso das bases no ambiente físico da Biblioteca/CIR.

Das justificativas apontadas, duas - "as informações do Curso não foram suficientes" e "não se sentiu familiarizado com o vocabulário controlado" - podem ser consideradas como "falha" do curso.

Usuário do acesso intermediado pelo bibliotecário

Mesmo após o curso, verificou-se que 15,2% dos egressos afirmaram ter utilizado as bases da biblioteca somente em serviços intermediados pelo bibliotecário. Na Tabela 2, verifica-se que o fator principal foi a falta de familiaridade com as bases de dados justificada pelo fato de o bibliotecário conseguir maior rapidez, pertinência e eficácia nos resultados de busca. Seago e Campbell12 (1993) encontraram que 80% dos usuários do acesso intermediado o fizeram, por exemplo, porque o bibliotecário tem maior familiaridade com os termos do vocabulário controlado.

 

 

A dificuldade em lidar com as tecnologias sugere que o usuário deve ter alguma experiência prévia com o uso de computadores para conseguir maior sucesso nos resultados de suas buscas, após o curso. O uso das bases por um intermediário pode ser justificado pela conveniência de se contar com um profissional experiente para realizar buscas informatizadas. Cabe ressaltar que, mesmo no grupo de usuários com autonomia no uso das bases, alguns (25%) solicitaram busca ao bibliotecário justificada pela confiança no trabalho desse profissional.

Usuário da busca informatizada

Esse grupo de usuários foi o que determinou o nível de autonomia e familiaridade no uso das bases Medline e Lilacs. Procurou-se saber suas opiniões sobre o uso das bases de dados e os fatores facilitadores ou dificultadores desse acesso. São destacados, neste relato, apenas os aspectos mais relevantes da avaliação.

O usuário busca capacitação no acesso às bases de dados principalmente para garantir sua autonomia na obtenção da informação (80,0%). Desta forma, também consegue maior rapidez na obtenção dos resultados (36,7%) e torna-se mais seguro quanto à literatura existente na sua área (11,7%).

Esses resultados sugerem que a independência do usuário nas bibliotecas pode crescer nos próximos anos, como resultado das tecnologias aplicadas ao uso da informação precedida por maciço treinamento do usuário.

Os egressos do curso mostraram ter adquirido familiaridade com o uso das bases, quando apresentaram opiniões pertinentes sobre aspectos da busca informatizada: formulação de estratégias de busca, uso de vocabulário controlado e uso de termo livre nas buscas.

É sabido que uma boa estratégia de busca assegura resultados mais relevantes de citações recuperadas. A insatisfação com os resultados das buscas pode estar relacionada ao pouco tempo que o usuário final dedica ao preparo de sua estratégia de busca. Na Tabela 3, verifica-se que poucos preparam sua estratégia para realizar busca (6,6%).

 

 

Quanto ao uso de termos do vocabulário controlado, a Tabela 4 mostra que o MeSH (Medical Subjects Headings), recurso imprescindível para uma boa recuperação na base de dados Medline, e o DeCS (Descritores em Ciências da Saúde) foram considerados facilitadores da busca por 60% dos usuários finais.

 

 

Quanto à busca via termo livre, a opinião do usuário final pode ser observada na Tabela 5, onde 35% a consideraram mais fácil, dependendo do assunto.

 

 

Os bibliotecários-instrutores observaram que há preferência pelo usuário menos experiente nessa forma de busca, pois tende a ter maior número de citações recuperadas, as quais, nem sempre, são relevantes. À medida que o usuário vai se aperfeiçoando no uso das bases, passa a ser mais exigente quanto à relevância dos resultados da busca, concluindo que o uso do vocabulário controlado permite um produto mais refinado ao tema levantado.

Daqueles que realizaram buscas com autonomia (60), observou-se que 44 (73,3%) também solicitaram, pelo menos uma vez, buscas aos bibliotecários. Levantadas as razões dessa atitude, observou-se que problemas relativos à infra-estrutura da biblioteca, como sala dos computadores não disponível, bases de dados e determinados períodos das bases também não disponíveis detiveram 45,4% das justificativas (Tabela 6).

 

 

Estudos mais detalhados sobre esse procedimento devem ser realizados pela Biblioteca/CIR para detectar, com maior precisão, a demanda de pedidos de busca intermediada pelo bibliotecário, após capacitação, para detectar as reais necessidades desse egresso.

 

COMENTÁRIOS FINAIS

A experiência da Biblioteca/CIR em tornar seu usuário auto-suficiente na busca da informação, por processos informatizados, aponta para o surgimento de um novo usuário e de um novo bibliotecário. O usuário capacitado, com maior autonomia no acesso à informação, é mais exigente quanto à qualidade dos serviços prestados pela biblioteca; o bibliotecário, assumindo novas responsabilidades que o qualifiquem cada vez mais. Este agora é o educador, aquele mediador entre a máquina e o usuário, redefinindo e tornando relevantes seu espaço, seu trabalho e seus conhecimentos no emergente mundo da informação eletrônica. O papel de bibliotecário-educador será também tanto na instrução formal para o uso das tecnologias de informação quanto no planejamento de softwares interativos, ou outras formas de comunicação, para o acesso à informação.

É necessário, no entanto, que outros estudos sobre o usuário final da busca informatizada na área da saúde sejam realizados, principalmente após o uso da Internet nas bibliotecas acadêmicas. Avaliações sistematizadas, tanto para analisar o desempenho do usuário final, quanto para detectar possíveis dificultadores no uso dessas tecnologias, devem ser meta permanente para a busca da qualidade na prestação de serviço pelas bibliotecas. É importante também detectar sistematicamente a população de "não usuários" das bases de dados, após a capacitação, para analisar os motivos dessa questão e implementar ações para atender a suas necessidades.

A Biblioteca/CIR da FSP/USP, no decorrer da era tecnológica, tem conseguido adequar seus serviços às necessidades de busca do usuário. Além disso, tem tido o mérito de trazer o usuário ao ambiente da tecnologia da informação, quando promove cursos de capacitação para a busca informatizada. Por isso, mantém, adequa e desenvolve essa capacitação, pois este é o caminho das bibliotecas. Quanto mais tecnologia é disponibilizada, maior é o compromisso das bibliotecas em capacitar e orientar seus usuários para esse fim.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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End-user databases searching: instruction evaluation in academic library

Abstract
This study analyses the results of end-user instruction through the databases modulated course in CD-ROM Medline/Lilacs, modality of the Library of the School of Public Health of University of S.Paulo Educational Program, offered to health sciences scientists and postgraduate students. The whole of the category studied was 92 participants between November/1993 and November/1995. The results demonstrate that former students, who have done researches in the Library, managed, in most cases (65,2%), to acquire autonomy in using databases, some of them (15,2%) requested librarians interventions, and some of them (19,6%) didn´t use the databases of the Public Health Library, during this period. The users who do intermediary searching, appear to use an intermediary mainly for reasons such as: the lack of information technology, lack of familiarity with databases, reliability in the searches made by librarians and, lack of time for searching. The end-user who haven't done searching in databases said that hadn't needs for it.
Keywords
Databases end-user; End-user searching; Biblioteca/CIR da FSP/USP; End-user study; Educational programs in academica libraries; New technologies; End user searching training, evaluation.

 

 

Angela Maria Belloni Cuenca

Mestre pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP); coordenadora do programa educativo e bibliotecária responsável pelo serviço de acesso à informação da Biblioteca/CIR.
E.mail abcuenca@usp.br

 

 

 

 

* O estudo é parte da dissertação de mestrado "Usuário da Busca Informatizada: Avaliação do Curso Medline e Lilacs no Contexto Acadêmico", defendida na Faculdade de Saúde Pública da USP, em 1997.

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