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Pesquisa Agropecuária Brasileira

Print version ISSN 0100-204X

Pesq. agropec. bras. vol.36 no.8 Brasília Aug. 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-204X2001000800010 

Efeito da força iônica da solução de equilíbrio sobre a adsorção/dessorção de chumbo em Latossolos brasileiros(1)

 

Maria Aparecida Pereira Pierangeli(2), Luiz Roberto Guimarães Guilherme(3), Leyser Rodrigues Oliveira(3), Nilton Curi(3) e Marx Leandro Naves Silva(3)

 

 

Resumo ¾ A adsorção/dessorção de metais pelos solos é afetada por vários fatores, dentre os quais, a concentração salina da solução do solo. Este estudo teve o objetivo de avaliar o efeito da variação da força iônica da solução de equilíbrio (I) sobre a adsorção/dessorção de Pb por Latossolos brasileiros. Amostras do horizonte A foram colocadas para reagir com Pb(NO3)2 0,15 mmol L-1 em Ca(NO3)2 5 e 50 mmol L-1 (pH 5,5; I = 15 e 150 mmol L-1; relação solo:solução 1:100), durante 72 horas. Em seguida, as amostras foram colocadas para dessorver em Ca(NO3)2 5 mmol L-1. Dos 17 Latossolos, apenas seis apresentaram diferenças significativas entre as quantidades adsorvidas nos dois valores de I. As correlações significativas obtidas entre as quantidades adsorvidas e alguns atributos dos solos (SiO2 e Fe2O3 do ataque sulfúrico, Fed e Feo, caulinita, hematita, CTC e superfície específica) foram as mesmas para os dois valores de I. A variação de I durante a adsorção teve pouco efeito sobre a dessorção de chumbo. A não-variação da quantidade adsorvida com a mudança de I indica que o Pb é adsorvido, na maioria dos Latossolos, como complexo de esfera interna. Conclui-se que, dentro destas condições experimentais, o Pb não fez parte do complexo de troca da maioria dos solos estudados.

Termos para indexação: metal pesado, íons, processo de transporte no solo, poluição do solo.

 

Effect of ionic strength of the equilibrium solution upon lead adsorption/desorption in Brazilian Oxisols

Abstract ¾ The ionic strength of soil solution influences metal availability and mobility in soils. Laboratory experiments were conducted in order to evaluate the effect of solution ionic strength (I) upon Pb adsorption/desorption in Ahorizon samples of 17 Brazilian Oxisols. The effect of I upon Pb adsorption was evaluated after a 72hour reaction of the soil samples with 0.15 mmol L-1 Pb(NO3)2 at pH 5.5, using 5 and 50 mmol L-1 Ca(NO3)2 as background solutions (I = 15 and 150 mmol L-1). Lead desorption was measured after a 72hour reaction of the soil samples with 5 mmol L-1 Ca(NO3)2 at pH 5.5. All experiments were performed with a 1:100 soil:solution ratio. Increasing I caused Pb adsorption to decrease in six soils, while no significant change in Pb adsorption was observed for the remaining 11 Oxisols. Soil properties such as specific surface area, CEC, clay and hematite content, oxalate- and DCB-Fe, and sulfuric acid digestion-Si and -Fe correlated with Pb adsorption equally for both values of solution ionic strength. Changing I had a small effect on Pb desorption. The little change in the amount of Pb adsorbed upon variation of I indicates that Pb is adsorbed as an inner-sphere complex in most Oxisols. Therefore, this experiment suggests that Pb may not be part of the exchange complex of these soils.

Index terms: heavy metal, ions, soil transport processes, soil pollution.

 

 

Introdução

O Pb é um metal potencialmente tóxico para animais e plantas, e pode ser adicionado aos solos por meio de fertilizantes fosfatados, calcários, resíduos industriais, compostos orgânicos provenientes da reciclagem de lixo urbano e lodo de esgoto (Amaral Sobrinho et al., 1992; Kabata Pendias & Pendias, 1992; Cravo et al., 1998). Sua biodisponibilidade, assim como a de outros cátions metálicos, é governada pela sua especiação na solução do solo e por suas interações com a fase sólida do sistema (Alloway, 1990). Metais pesados presentes em baixas concentrações tendem a ser retidos no solo via adsorção (McBride, 1994); este é o mais importante processo químico que afeta o comportamento e a biodis-ponibilidade de metais nos solos (Alloway, 1990).

A força iônica, que está relacionada à concentração total de eletrólitos, influencia a atividade dos íons em solução (Lindsay, 1979; McBride, 1994); é de se esperar que a adsorção de íons seja menor, em valores maiores de força iônica, devido à competição entre íons pelos sítios de troca e também pela diminuição de suas atividades. Entretanto, íons que são adsorvidos especificamente são menos influenciados pela variação da força iônica (Zelazny et al., 1996). Hu (1994), citado por Yu et al. (1997), trabalhando com solos de carga variável, concluiu que o aumento da força iônica diminuiu a adsorção de Pb e cobre. Por outro lado, Matos (1995), trabalhando com solos da região de Viçosa, MG, observou que a adsorção de Pb e Cu foi pouco influenciada pela variação da concentração da solução de equilíbrio. Schindler et al. (1987) descrevem a retenção de Pb em caulinita como sendo tanto adsorção específica quanto adsorção não-específica, e concluíram que a troca de íons é importante a baixos valores de pH e força iônica, enquanto altos valores de pH e força iônica favorecem a adsorção específica.

De acordo com Naidu et al. (1994), a força iônica da solução do solo é menor que 0,005 mol L-1 nos solos dos trópicos, e maior que 0,10 mol L-1 em solos menos intemperizados das regiões de clima temperado ou próximo a fertilizantes. Entretanto, ela pode ser alterada de várias maneiras, como resultado de adições ou perdas como pela adição de fertilizantes, lixiviação de cátions e ânions, absorção de nutrientes pelas plantas, deposições atmosféricas e outros.

Este trabalho objetivou verificar a influência da força iônica da solução de equilíbrio sobre a adsorção/dessorção do Pb por Latossolos brasileiros.

 

Material e Métodos

O trabalho foi conduzido no Laboratório de Química e Mineralogia do Solo do Departamento de Ciência do Solo da Universidade Federal de Lavras (UFLA). A Tabela 1 apresenta a classificação e localização dos solos estudados e as Tabelas 23, os resultados das caracterizações química, física e mineralógica dos mesmos, realizadas conforme Silva et al. (1996).

 

 

 

 

Os valores de força iônica iniciais das soluções de equilíbrio de Ca(NO3)2 a 5 e 50 mmol L-1 foram 15 e 150 mmol L-1, respectivamente, calculadas de acordo com a seguinte equação, proposta por Debye-Hückel (Lindsay, 1979):

I = 1/2{åiC i(Zi)2},

onde I é a força iônica da solução, em mol L-1; C é a concentração, em mol L-1, dos íons presentes na solução, e Z refere-se às cargas ou valências desses íons. Os cálculos da força iônica final, das atividades de Pb2+ e Ca2+ e a especiação de Pb2+ nas diferentes soluções contendo Pb, usadas no experimento, foram realizados segundo o programa MINTEQA2 (Allison et al., 1990) (Tabela 4). Depois de preparadas, as soluções foram submetidas à aferição das forças iônicas, através de medidas das suas condutividades elétricas (Tabela 5). Nesse caso, a força iônica foi estimada pela relação (Griffin & Jurinak, 1973, citados por Lindsay, 1979):

I = 0,013CE, onde CE é a condutividade elétrica da solução em dS m-1, e é a força iônica, em mol L-1.

 

 

 

Nos cálculos de atividade iônica, por meio do programa MINTEQA2, optou-se pela utilização da equação de Debye-Hückel, na sua forma estendida (Lindsay, 1979), para a determinação dos coeficientes de atividade (g) dos íons Pb2+ e Ca2+ em solução:

Log g = -AZi2{I 1/2/(1 + bdiI1/2)},

onde g é o coeficiente de atividade do íon; A é constante (de água a 25ºC = 0,509); di é o tamanho do íon hidratado, em angstrons (Pb2+ = 4,5 Å e Ca2+ = 6,0 Å); b é igual a 0,33, e os demais termos já foram definidos anteriormente.

Para medição da adsorção, amostras (0,3 g) da fração terra fina secada ao ar, em triplicata, foram pesadas em recipientes de vidros com capacidade de 50 mL e colocadas em suspensão com 20 mL de Ca(NO3)2 5 mmol L-1 e Ca(NO3)2 50 mmol L-1 (relação solo:solução inicial 1:67), para as forças iônicas de 15 mmol L-1 e 150 mmol L-1, respectivamente. Em seguida, foram adicionadas quantidades adequadas de solução saturada de Ca(OH)2 para ajustar o pH a 5,5±0,1. Após essa operação as soluções permaneceram por 72 horas, para que fosse atingido o pH de equilíbrio, alternando-se um período de 12 horas com agitação e 12 horas em repouso. Após este período, o qual foi estabelecido com base no estudo de Guilherme & Anderson (1998), foi medido o pH das soluções e foram adicionados, em cada vidro, 10 mL de solução de Pb(NO3)2 0,45 mmol L-1 com a força iônica ajustada de acordo com cada experimento (relação solo:solução final 1:100; concentração final de Pb = 0,15 mmol L-1). As amostras foram, então, deixadas para reagir por 72 horas, alternando-se 12 horas de repouso e 12 horas de agitação, em agitador horizontal. Findo este período, elas foram centrifugadas; o sobrenadante coletado para leitura de Pb; e o resíduo pesado, para determinação da massa de solução retida. A quantidade adsorvida foi calculada pela diferença entre o Pb adicionado e o remanescente no sobrenadante. Uma concentração de Pb de 0,15 mmol L-1 foi usada para evitar a excessiva formação de pares iônicos, ou até mesmo a precipitação de Pb em solução (Allison et al., 1990).

Ao resíduo remanescente do experimento de adsorção adicionaram-se 30 mL de solução de Ca(NO3)2 5 mmol L-1 com pH ajustado para 5,5, para realização da dessorção do Pb retido nas amostras de solo; repetiu-se o mesmo procedimento com relação ao período de agitação e repouso realizado durante a adsorção. Após 72 horas, as amostras foram centrifugadas e o sobrenadante, coletado, para leitura. A quantidade dessorvida foi calculada, descontando-se a quantidade presente na massa de solução retida após a adsorção.

O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial 17 x 2, sendo 17 solos, dois valores de força iônica, e três repetições. Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística e a influência dos atributos químicos, físicos e mineralógicos dos solos sobre a adsorção/dessorção de Pb, nos dois valores de força iônica, foi avaliada por meio de análise de correlação simples.

 

Resultados e Discussão

Apenas seis solos apresentaram diferenças significativas entre as quantidades adsorvidas nas duas forças iônicas, com maiores quantidades no menor valor de força iônica (Figura 1). O efeito da força iônica (I) sobre a adsorção de metais tem sido atribuído a: 1) mudança na atividade dos íons livres (p. ex., Pb2+, Cd2+ e Zn2+) por causa da formação de pares iônicos, e do efeito de I sobre o pH (Davis & Leckie, 1978); 2) competição pelos sítios de adsorção entre o metal e os eletrólitos presentes no meio (Spark et al., 1995); 3) mudanças do potencial eletrostático no plano de adsorção (Barrow, 1986). Como, neste estudo, o pH das soluções e das suspensões com solo foi ajustado para 5,5, o efeito de I sobre o pH é pouco provável. O aumento da força iônica da solução de equilíbrio (Ca(NO3)2) de 15 para 150 mmol L-1 resultou no aumento da concentração do par iônico PbNO3+, com redução na atividade de Pb2+ de cerca 2,5 vezes, ao passo que a atividade do Ca2+ aumentou 6,0 vezes (Tabela 4). Apenas este fato já justificaria uma redução na quantidade de Pb adsorvida quando se elevou I, pois, segundo Harter (1979), o cálcio é um forte competidor com Pb pelos sítios de adsorção. Ressalta-se, entretanto, que o trabalho de Harter (1979) não foi realizado em solos com predomínio de carga variável, como os Latossolos.

 

 

Supõe-se que nos solos onde diferenças significativas foram detectadas o Pb esteja adsorvido preferencialmente de forma não-específica, uma vez que o decréscimo da adsorção e o aumento da concentração do meio são tipicamente atribuídos ao efeito da força iônica e interpretados como evidências de formação de complexos de esfera externa (Hayes & Leckie, 1986; Zelazny et al., 1996). Já nos solos que não apresentaram diferenças significativas nas quantidades adsorvidas, supõe-se que o Pb seja adsorvido mais especificamente, uma vez que a variação de I não afetou a quantidade adsorvida (Barrow, 1989; Zelazny et al., 1996), o que indica maior afinidade do metal com os constituintes do solo, ou seja, a formação de complexos de esfera interna.

As quantidades adsorvidas apresentaram as mesmas correlações significativas com alguns atributos dos solos, nos dois valores de I (Tabela 6), ou seja, as diferenças na adsorção de Pb, significativas ou não, causadas pela variação da força iônica, não foram suficientes para alterar o efeito dos atributos do solo avaliados sobre a adsorção de chumbo. A correlação significativa positiva obtida com Fe2O3 e Feo demonstra a afinidade dos óxidos de Fe por Pb, principalmente a hematita, conforme já relatado por McKenzie (1980). Este fato, não apenas com relação a Pb, tem sido amplamente documentado em literatura (Matos et al., 1996; Axe & Anderson, 1998). Entretanto, os seis solos que apresentaram diferenças significativas entre as quantidades adsorvidas, nos dois valores de I, apresentam altos teores de Fe (Latossolo Roxo e Latossolo Vermelho-Escuro), o que indica que o efeito da força iônica sobre a adsorção de cátions metálicos, mesmo sobre substratos semelhantes quimicamente, pode diferir significativamente (Spark et al., 1995).

 

 

Não houve efeito da força iônica sobre a dessorção de Pb, havendo diferenças significativas apenas entre os solos. Além disso, a fração de Pb dessorvida (Pb dessorvido/Pb adsorvido) decresceu de maneira semelhante nos dois valores de I (Figura 2). Em média, da quantidade total de Pb adsorvido, 74% ainda permaneceu retida nos solos após 72 horas de realização da dessorção, para I = 150 mmol L-1 , e 77%, para I = 15 mmol L-1 ; isto indica que a solução de Ca(NO3)2 5 mmol L-1 foi pouco eficiente para dessorver o Pb adsorvido nos solos, ou que a maior parte do Pb ficou retido por meio de ligações não eletrostáticas. Estes resultados são corroborados pelos de Chlopecka et al. (1996) trabalhando com solos da Polônia, e Matos et al. (1996) trabalhando com Latossolo Vermelho-Amarelo da região de Viçosa, MG, os quais verificaram que muito pouco Pb foi retido na fase trocável.

 

 

Conclusões

1. A não-variação da quantidade adsorvida com a mudança da força iônica da solução de equilíbrio indica que, na maioria dos Latossolos estudados, o Pb é adsorvido predominantemente como complexo de esfera interna.

2. Evidências de adsorção específica sugerem que o Pb não faz parte do complexo de troca da maioria dos solos estudados, e pode ser substituído apenas por outras espécies de cátions com maior afinidade para com seus constituintes.

 

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(1)Aceito para publicação em 4 de outubro de 2000.
Extraído da Dissertação de Mestrado apresentada pelo primeiro autor à Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, MG. Parcialmente financiado pela FAPEMIG.
(2)UFLA, Caixa Postal 37, CEP 37200000 Lavras, MG. Bolsista da CAPES. Email: mapp@ufla.br
(3)UFLA. Bolsista do CNPq.