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Pesquisa Agropecuária Brasileira

Print version ISSN 0100-204XOn-line version ISSN 1678-3921

Pesq. agropec. bras. vol.38 no.5 Brasília May 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-204X2003000500004 

FITOPATOLOGIA

 

Suscetibilidade de genótipos de feijão ao vírus-do-mosaico-dourado

 

Common bean genotypes behavior to gold mosaic virus

 

 

Leandro Borges LemosI; Domingos Fornasieri FilhoII; Tiago Roque Benetoli da SilvaI; Rogério Peres SorattoI

IUniversidade Estadual Paulista (Unesp), Fac. de Ciências Agronômicas (FCA), Campus de Botucatu, Caixa Postal 237, CEP 18603-970 Botucatu, SP. E-mail: leandrobl@fca.unesp.br, benetoli@fca.unesp.br, soratto@fca.unesp.br
IIUnesp, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV), Dep. de Produção Vegetal, Campus de Jaboticabal, Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane, s/n, CEP 14884-900 Jaboticabal, SP. E-mail: fitotecnia@fcav.unesp.br

 

 


RESUMO

O objetivo deste trabalho foi avaliar a suscetibilidade de diversos genótipos de feijão ao vírus-do-mosaico-dourado (VMDF), transmitido pela mosca branca (Bemisia tabaci). A semeadura foi realizada na época da seca e das águas, com e sem aplicação do inseticida granulado Aldicarb (3,0 kg ha-1 do i.a.) no sulco de semeadura. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados disposto em esquema fatorial 14x2, representado por genótipos e inseticida, respectivamente, com quatro repetições. A maior infestação de mosca-branca e incidência do vírus ocorreu na época da seca, causando prejuízos à produção do feijoeiro. Os genótipos apresentaram diferentes graus de suscetibilidade ao vírus e ao inseto vetor. Os genótipos mais tolerantes foram IAPAR 57, IAPAR 65, IAPAR 72, Ônix, Aporé e 606 (5)(214-17). A aplicação do inseticida sistêmico controla o vetor em ambas as épocas de cultivo, proporcionando aumentos da produtividade.

Termos para indexação: Phaseolus vulgaris, Bemisia tabaci, tolerância a pragas, produto agroquímico.


ABSTRACT

The objective of this work was to evaluate the susceptibility of common bean genotypes in relation to the golden mosaic virus, transmitted by the whitefly (Bemisia tabaci). The genotypes were cultivated in dry and water growing seasons, with and without application of the granulated systemic Aldicarb insecticide (3.0 kg ha-1 of a.i.). The experimental design was a randomized blocks in a 14x2 factorial scheme, represented by the genotypes and insecticide application, respectively, with four replications. The highest whitefly infestation and golden mosaic virus incidence occurred on dry growing season, and caused reduction on bean yield. The genotypes presented different degrees of susceptibility to the mosaic virus and to the vector insect. The most tolerant genotypes were IAPAR 57, IAPAR 65, IAPAR 72, Ônix, Aporé and 606 (5)(214-17). Insecticide application controlled the vector insect in both growing seasons, and provided yield increment.

Index terms: Phaseolus vulgaris, Bemisia tabaci, pest resistance, agricultural chemicals.


 

 

Introdução

O vírus-do-mosaico-dourado (VMDF) é uma doença causada por um geminivírus transmitido pela mosca-branca (Bemisia tabaci) e é um dos principais problemas na cultura do feijão na América Latina (Galvez & Morales, 1989). Provoca perdas econômicas que podem variar de 30% a 100%, dependendo da cultivar, estádio da planta, população do vetor, presença de hospedeiros alternativos e condições ambientais (Faria et al., 1996).

O principal sintoma celular é a mudança da morfologia dos cloroplastos, especialmente no sistema lamelar, mas podem ocorrer sintomas também nos tecidos do floema e células adjacentes ao parênquima. Ocorre aumento de tamanho do nucléolo que se condensa em regiões granulares fibrilares, e mais tarde toma a forma de anéis, de tamanho e número variados por núcleo. Finalmente, quando partículas virais aparecem no núcleo, a capacidade de translocação de solutos na planta é dificultada, afetando a produtividade do feijoeiro (Faria et al., 1996).

Menten et al. (1980), em Piracicaba, SP, verificaram no feijoeiro seleção Carioca 602 que o rendimento de grãos de plantas sadias foi de 1.514 kg ha-1, enquanto de plantas doentes foi de 544 kg ha-1, com redução de 278%. Com relação à massa de 100 sementes, as médias foram de 16,1 e 11,0 g, para sementes provenientes de plantas sadias e doentes, respectivamente.

Caner et al. (1981) detectaram que aos 50-60 dias após a semeadura do feijão, as porcentagens de plantas com sintomas da virose foram 16%, 92% e 91% nos municípios paulistas de Sales de Oliveira, Monte-Mor e Ourinhos, respectivamente, com redução na produtividade.

Nenhuma medida de controle, quando utilizada isoladamente, demonstra efeito positivo no controle dessa doença. Assim, tem sido recomendada a antecipação da semeadura do feijão da seca para a primeira quinzena de janeiro, a aplicação de um inseticida sistêmico como tratamento de sementes e o uso de cultivares mais tolerantes (Faria & Zimmermann, 1988; Faria, 1994; Faria et al., 1996).

Boiça Júnior & Vendramin (1986) observaram que a cultivar Bolinha modificou o ciclo de vida de B. tabaci, sugerindo a existência de resistência do tipo antibiose. Nas cultivares Carioca e G-2618 o desenvolvimento foi favorecido; nas cultivares BAT 85 e Goiano Precoce ocorreu maior oviposição; e na BAT 363 houve reduzido número de ninfas e menor preferência para oviposição. Faria (1994) ressaltou que trabalhos desenvolvidos em Goiás levaram à recomendação da cultivar Ônix para cultivo na época da seca. No Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) foram desenvolvidas algumas cultivares moderadamente resistente ao vírus-do-mosaico-dourado, como a IAPAR 57 e a IAPAR MD 820.

A elevação da temperatura acelera a velocidade de desenvolvimento do inseto, aumentando a população e o número de gerações no período de condução da cultura (Vicente et al., 1988; Paiva & Goulart, 1995). Rodrigues et al. (1997) constataram que a diminuição do número de mosca-branca é proporcional à queda da temperatura; por causa disso esses autores recomendam efetuar a semeadura do feijão nas águas, no período de outubro a novembro e, no outono-inverno, da segunda quinzena de abril até agosto, quando a população de moscabranca é mais baixa; na safra da seca, a época de semeadura preferível vai do início de janeiro a março.

Boiça Júnior et al. (2000) avaliaram o controle de B. tabaci com inseticidas Fosfamidom 500 e Metamidophos BR na dose de 0,5 L ha-1 em diferentes cultivares de feijoeiro, semeadas na época de inverno (maio) de 1999, e constataram que o inseticida controlou a incidência do inseto vetor em todas as cultivares, proporcionando incrementos na produção de grãos.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a suscetibilidade de diversos genótipos de feijoeiro ao vírus-do-mosaico-dourado.

 

Material e Métodos

Dois experimentos foram realizados na área experimental do Departamento de Produção Vegetal da FCAV de Jaboticabal/Unesp. O primeiro, de 1/2/96 a 23/4/96 e o segundo, de 23/10/96 a 10/1/97, nas épocas de semeadura das secas e das águas, respectivamente.

As características químicas do solo (0-20 cm) antes da instalação dos experimentos, determinadas segundo Raij & Quaggio (1983), apresentaram os seguintes resultados: P, 25 mg dm-3; MO, 21 g dm-3; pH, 5,0 em CaCl2 0,1 M; 2, 19, 6,3, 31, 27 e 58 mmolc dm-3 de K, Ca, Mg, H+Al, SB e CTC, respectivamente, e V%, 46. Aplicaram-se 1,5 t ha-1 de calcário dolomítico, com PRNT 90%, objetivando elevar a saturação por bases a 70%. O calcário foi incorporado ao solo através de grade pesada e arado de aiveca.

O preparo do solo, nos dois ciclos de experimentação, foi feito duas semanas antes da semeadura, com o terreno em condições adequadas de umidade, mediante aração com arado de aiveca a 30 cm de profundidade e a seguir, duas gradagens.

Aplicaram-se nos sulcos de semeadura 400 kg ha-1 da fórmula 4-14-8. Trinta dias após a emergência aplicaram-se, em coberturas, 50 kg ha-1 de N (uréia). O adubo foi incorporado ao solo com enxada manual.

O delineamento experimental foi o de blocos casualizados, sendo os tratamentos dispostos em um esquema fatorial 14x2, constituídos pelos genótipos IAPAR 20, IAPAR 31, IAPAR 44, Rudá, Aporé, Corrente, IAC Carioca (suscetível ao VMDF) e pelos genótipos tolerantes IAPAR 57, IAPAR 65, IAPAR 72, Ônix, 606 (5)(214-17), 2309 (188-06) e 2167 (206-01), com e sem aplicação de inseticida granulado sistêmico à base de Aldicarb no sulco de semeadura, com quatro repetições.

Cada parcela era constituída por quatro linhas de 4 m de comprimento, com 0,5 m entre linhas, sendo considerada como área útil as duas linhas centrais. A semeadura foi realizada manualmente, utilizando-se 15 sementes por metro de sulco.

Antes da semeadura aplicaram-se 3,0 kg ha-1 de i.a. de Aldicarb com aplicador de grânulo, distribuindo-se uniformemente o produto no sulco e cobrindo-o imediatamente com terra, para evitar o contato íntimo com as sementes, as quais foram tratadas com fungicida à base de Thiram, na dose de 105 mL de i.a. por 100 kg de sementes.

Foram realizadas aplicações de fungicidas à base de Tebuconazole aos 11 dias após a emergência e no florescimento inicial e capinas manuais, para controle de plantas infestantes.

No período experimental foram realizadas as avaliações da infestação de B. tabaci, incidência do vírus-do-mosaico-dourado, componentes de produção e produtividade de grãos.

Para avaliar a infestação de B. tabaci, foram coletados dez folíolos, ao acaso, por parcela, da parte mediana ou superior das plantas, local de maior preferência pelos insetos para efetuar a postura. Com auxílio de microscópio estereoscópico, na posição abaxial da folha, as ninfas foram observadas e contadas. Foram feitas três amostragens em ambas as épocas de semeadura, aos 28, 35 e 42 dias após a semeadura (DAS). Com dados não transformados, a porcentagem de eficiência do inseticida foi obtida pela fórmula de Abbott (1925): % eficiência = [(total testemunha - total tratamento)/total testemunha] x 100.

A incidência do vírus-do-mosaico-dourado foi avaliada aos 28, 35 e 42 DAS, mediante contagem do número de plantas com sintomas da doença, segundo James (1974), em que a incidência é a porcentagem de unidades de plantas infectadas.

Os componentes de produção foram observados em dez plantas coletadas em local predeterminado, na área útil de cada parcela levadas para o laboratório para determinação de número de grãos por vagem, de vagens por planta e massa de 100 grãos.

A produtividade de grãos foi determinada a partir de plantas da área útil de cada parcela, arrancadas e deixadas para secar a pleno sol. A seguir, foram submetidas à trilhagem mecânica, os grãos foram pesados e os dados transformados em kg ha-1 (13% base úmida).

 

Resultados e Discussão

Na avaliação da infestação de B. tabaci verificaram-se diferenças significativas entre genótipos somente aos 28 DAS na época da seca; quanto ao fator inseticida, ocorreram diferenças entre as avaliações feitas aos 28, 35 e 42 DAS, nas duas épocas de semeadura (Tabela 1). Houve interação significativa entre cultivares e inseticida, somente aos 35 DAS na época da seca.

Aos 28 DAS, o genótipo IAC Carioca foi mais suscetível ao ataque, apresentando 9,02 ninfas por folíolo. A infestação da mosca-branca na época das águas foi reduzida e mostrou valores insignificantes, quando comparada com a época da seca.

Observou-se ao redor da área experimental, nas duas épocas de semeadura, diversas espécies de vegetação espontânea, como picão-grande (Blainvillea rhomboidea), amendoim-bravo (Euphorbia heterophylla L.), guanxuma (Sida  sp.), mentrasto (Ageratum conyzoides L.) e anileira (Indigofera hirsuta L.), descritas como hospedeiras da mosca-branca (Chagas et al., 1981; Tomasso, 1993).

A aplicação do inseticida sistêmico no sulco de semeadura na época da seca foi muito eficiente no controle do inseto vetor. Da mesma maneira, na semeadura das águas houve diferenças entre parcelas tratadas e não tratadas, com incremento médio de controle de 89,6% com o uso do inseticida.

Quanto ao comportamento dos genótipos dentro do fator inseticida, aos 35 DAS a cultivar IAPAR 57 não apresentou diferença entre as parcelas com e sem tratamento, indicando possível existência de um fator de não preferência, ou de tolerância ao ataque de B. tabaci.

Na avaliação das plantas de feijoeiro com sintomas visuais do vírus-do-mosaico-dourado, verificou-se comportamento diferencial entre genótipos e entre tratamentos com inseticida (Tabela 2).

Os sintomas visíveis da doença surgiram a partir dos 28 DAS, mas na época da seca não ocorreram diferenças entre os genótipos; aos 35 DAS, os genótipos mais tolerantes à doença nas parcelas não tratadas foram IAPAR 57, 606 (5)(214-17), IAPAR 65, Ônix, Aporé e IAPAR 72, com níveis de infestação entre 5,08% e 11,34%, já os mais suscetíveis foram IAC Carioca, IAPAR 20, Corrente, Rudá e IAPAR 31, com valores entre 33,07% e 56,28%.

Com relação ao efeito do inseticida dentro dos genótipos, com exceção de IAPAR 57, IAPAR 72 e Aporé, os demais responderam positivamente à aplicação do inseticida. Aos 35 DAS, houve aumento de até 87,4% na incidência da doença nas parcelas sem tratamento, quando comparadas com as parcelas protegidas. Boiça Júnior et al. (2000) também obtiveram redução na incidência da doença com o uso de inseticida no sulco de semeadura.

Na época da seca, aos 35 DAS, verificou-se incremento da virose ao redor de 68,3%, quando comparada com a época das águas. Já aos 42 DAS, houve aumento da virose ao redor de 85,8%. Isso ocorreu, provavelmente, por causa da temperatura mais elevada na época da seca que aumentou a velocidade de desenvolvimento do inseto e, conseqüentemente, a população e o número de gerações no decorrer do período de realização da cultura (Vicente et al., 1988; Paiva & Goulart, 1995; Rodrigues et al., 1997).

O genótipo Ônix destacou-se entre os mais produtivos, com 880 kg ha-1 (Tabela 3). Houve relação inversamente proporcional entre produtividade e incidência do VMDF (r = -0,50**), ou seja, os genótipos mais tolerantes à virose foram os mais produtivos e os mais suscetíveis os de menor rendimento. Tais resultados, provavelmente, se devem ao fato de a incidência do VMDF dificultar a capacidade de translocação de solutos na planta, afetando a produtividade do feijoeiro (Faria et al., 1996).

Os genótipos Ônix, IAPAR 57, IAPAR 65 e IAPAR 72 demonstraram boa tolerância ao VMDF, o que confirma os dados de Faria et al. (1986, 1994), Yuki et al. (1995) e Zimmermann et al. (1996). É recomendável, portanto, o cultivo desses genótipos de janeiro a abril em áreas com alta incidência do vírus.

Com exceção dos genótipos Ônix e IAPAR 44, os demais mostraram elevados acréscimos na produtividade, em razão da aplicação de inseticida. Faria & Zimmermann (1988) também observaram que na presença de inseticidas sobressaem-se as variedades ou linhagens com maior tolerância ao vírus. A baixa produtividade média dos experimentos foi resultante da elevada incidência do VMDF visível nas parcelas sem aplicação do inseticida e nos genótipos suscetíveis à virose; nesses genótipos, as plantas mostraram os sintomas de mosaico-amarelo-brilhante, enrolamento do limbo foliar, menor área foliar, redução no porte e entrenós curtos, vagens deformadas e redução no tamanho e peso dos grãos. Os genótipos mais tolerantes ao VMDF apresentaram desenvolvimento praticamente normal, menor grau ou ausência de amarelecimento e baixo nível de deformação de vagens, concordando com o descrito por Faria et al. (1994).

No período das águas, os genótipos apresentaram rendimentos superiores aos obtidos no período da seca, e o uso de inseticida proporcionou incrementos na produtividade ao redor de 17%, isto é, bem mais baixos do que os observados no período da seca (Tabela 3). Rodrigues et al. (1997) também verificaram que essa doença causa menos danos ao feijoeiro nas semeadura das águas e de inverno, por causa da redução da população de mosca-branca nessas épocas.

Em relação à massa de 100 grãos, na época da seca, nas parcelas não tratadas com inseticida, os genótipos menos produtivos mostraram a menor massa de grãos, com exceção do Aporé. Nas parcelas tratadas, os genótipos com maior massa de 100 grãos também apresentaram maior produção, com exceção do Ônix e do 2167 (206-01). Na época das águas, os genótipos que apresentaram maior massa de 100 grãos foram Aporé, Corrente, IAPAR 31 e IAPAR 57. Não se verificou influência neste componente produtivo entre parcelas com e sem o tratamento inseticida.

Na época da seca, o número de grãos por vagem foi afetado pela virose, verificando-se efeito significativo da interação genótipos x inseticida (Tabela 3). Ao analisar o comportamento dos genótipos em razão do inseticida, obteve-se relação linear (r = 0,80**) entre produtividade e número de grãos por vagem.

Os resultados obtidos em todos os componentes de produção concordam com trabalhos realizados por Almeida et al. (1984) e Faria et al. (1994), em que as plantas atacadas pelo VMDF mostraram redução no número de vagens por planta, de grãos por vagem e na massa de 100 grãos, sendo mais intensamente danificadas quando infectadas precocemente.

 

Conclusões

1. A maior infestação de mosca-branca e incidência de vírus-do-mosaico-dourado ocorrem na época da seca, causando prejuízos à produção do feijoeiro.

2. Os genótipos apresentam diferentes graus de suscetibilidade ao vírus-do-mosaico-dourado e ao inseto vetor, destacando-se como mais tolerantes o IAPAR 57, IAPAR 65, IAPAR 72, Ônix, Aporé e 606 (5)(214-17).

3. A aplicação do inseticida sistêmico controla o vetor em ambas as épocas de cultivo, proporcionando aumentos na produtividade.

 

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Aceito para publicação em 4 de fevereiro de 2003

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