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Pesquisa Agropecuária Brasileira

Print version ISSN 0100-204XOn-line version ISSN 1678-3921

Pesq. agropec. bras. vol.49 no.3 Brasília Mar. 2014

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-204X2014000300007 

Solos

Extração e quantificação de alumínio trocável em Organossolos

Extraction and quantification of exchangeable aluminum in Fibric Histosol

José Ricardo da Rocha Campos(1) 

Alexandre Christófaro Silva(2) 

Enilson de Barros Silva(2) 

Pablo Vidal-Torrado(1) 

(1) Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Departamento de Ciência do Solo, Avenida Pádua Dias, n 11, CEP 13418-900, Piracicaba, SP, Brasil. E-mail: jricardo28@usp.br, pvidal@usp.br

(2) Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Departamento de Ciência Florestal, Rodovia MGT 367, Km 583, n 5.000, Alto da Jacuba, CEP 3939100-00 Diamantina, MG, Brasil. E-mail: alexandre.christo@ufvjm.edu.br, ebsilva@ufvjm.edu.br

RESUMO

O objetivo deste trabalho foi avaliar diferentes métodos de extração e quantificação de alumínio trocável em Organossolos. As amostras foram coletadas em três perfis de turfeira e, então, secas ao ar e passadas em peneira de malha de 2 mm. Foram feitas extrações com KCl 1 mol L-1 , Ca(OAc2) 1 mol L-1 e CuCl2 0,5 mol L-1 . Em seguida, os extratos obtidos por KCl e Ca(OAc2) foram analisados por titulação com NaOH 0,025 mol L-1 e por espectrômetro de absorção atômica com forno de grafite (GF-AAE). Os extratos obtidos por CuCl2 foram analisados por GF-AAE. Na quantificação por GF-AAE, os extratores KCl e Ca(OAc2) tiveram capacidade semelhante de extrair alumínio trocável, enquanto o CuCl2 foi capaz de extrair também o Al reativo. Os elevados teores de alumínio trocável observados na titulação após extração com KCl podem estar relacionados aos elevados teores do íon H+ presente nas amostras. O método indicado para determinação do teor de alumínio trocável em Organossolos é a extração com KCl ou com Ca(OAc2) e, para quantificação, a espectrofotometria de absorção atômica com forno de grafite.

Palavras-Chave: espectrometria de absorção atômica; forno de grafite; química do solo; tufeiras

ABSTRACT

The objective of this work was to evaluate different methods for extraction and quantification of exchangeable aluminum in Fibric Histosol. Samples were collected in three peat bog profiles and then air dried and passed through 2 mm sieve. Extractions were made with KCl 1 mol L-1 , Ca(OAc2) 1 mol L-1 , and CuCl2 0.5 mol L-1 . Then, the extracts obtained by KCl and Ca(OAc2) were analyzed by titration with NaOH 0.025 mol L-1and by graphite furnace atomic absorption spectrometry (GF-AAS). The extracts obtained by CuCl2 were analyzed by GF-AAS. Quantifying with GF-AAS resulted in similar ability of KCl and Ca(OAc2) to extract exchangeable aluminum, whereas CuCl2 was also able to extract the reactive Al. The high levels of exchangeable aluminum observed in titration after extraction by KCl may be related to the high levels of the H+ ion present in the samples. The method recommended for determination of exchangeable aluminum content in Fibric Histosol is extraction with KCl or Ca(OAc2) and, for quantification, the graphite furnace atomic absorption spectrometry.

Key words: atomic absorption spectrometry; graphite furnace; soil chemistry; peat bogs

Introdução

Os Organossolos apresentam elevado teor de matéria orgânica, e a maior parte deles situa-se em ambiente saturado com água (Santos et al., 2013). No Brasil, esses solos ocupam aproximadamente 611.883 ha (Valladares et al., 2008) e, por funcionarem como reservatórios de água, são relevantes em termos ambientais (Silva et al., 2013). Além disso, por participarem efetivamente do ciclo do C, os Organossolos funcionam como arquivo cronológico da evolução das paisagens, ao guardar marcas de mudanças climáticas pretéritas (Horák et al., 2011).

O elevado conteúdo de matéria orgânica (MO) confere a esses solos características contrastantes em relação aos solos minerais, principalmente quanto ao alumínio, que comumente forma complexos estáveis com ampla variedade de grupos funcionais, como os grupos carboxílicos, fenólicos, enólicos, alcoólicos, entre outros (Silva & Mendonça, 2007; Kempter & Frenzel, 2008; Silva et al., 2012a). A forma como o Al se liga a esses compostos pode variar consideravelmente, o que resulta em maior ou menor estabilidade de ligação, que inclui ligações por pontes de hidrogênio, atração eletrostática, troca de ligantes e quelação (Ebeling et al., 2008; Kempter & Frenzel, 2008; Silva & Mendonça, 2007).

Na solução do solo, o Al encontra-se ligado, por coordenação, a seis moléculas de água, em configuração octaedral. À medida que se eleva o pH da solução do solo, as moléculas de água da esfera de hidratação perdem H+ (hidrólise do Al) até o ponto de equilíbrio que ocorre em pH 5, em que a atividade das formas de Al na solução [Al3+ , AlOH2+ , Al(OH)2 + ] se equivalem. Em valores de pH menores que 4,7, comuns em ambientes de turfeiras, a forma Al3+ (trocável) é a predominante (Silva & Mendonça, 2007; Motta & Melo, 2009; Silva et al., 2012b).

Para a extração do Al trocável, adsorvido por forças eletrostáticas em partículas de argila e de MO do solo, tem-se utilizado solução de KCl 1 mol L-1 (Zambrosi et al., 2007; Ebeling et al., 2008). O Al extraído por esta solução corresponde ao Al adsorvido pelos mecanismos de complexação de esfera externa, que possui interação menos intensa entre o Al e o radical orgânico (Vance et al., 1995). A solução de Ca(OAc2) 1 mol L-1 também extrai essa mesma forma de Al (Zambrosi et al., 2007).

O Al reativo, que se encontra ligado mais fortemente à MO, é extraído com a solução de CuCl2 0,5 mol L-1 . O íon Cu2+ forma complexos muito estáveis com a MO e é capaz de deslocar o Al ligado a radicais orgânicos, a baixos valores de pH da solução, em torno de 3,0. Esse pH favorece a despolimerização de grupos Al-OH e, consequentemente, o deslocamento do Al para a solução (Kaiser & Zech, 1996; Coelho et al., 2010). A extração do Al reativo é fundamental para se estabelecer a eficiência dos métodos de determinação do Al trocável, uma vez que a solução de CuCl2 também extrai o Al ligado a grupos orgânicos funcionais (Silva & Mendonça, 2007).

Os vários métodos de determinação do Al trocável foram propostos principalmente para solos minerais. Entre eles, os métodos colorimétricos têm sido utilizados há anos em análises de rotina, pois têm baixo custo, fácil utilização e boa sensibilidade (Mattiello et al., 2006; Ebeling et al., 2008; Gallego et al., 2013). Entretanto, sua confiabilidade fica comprometida em solos com elevado conteúdo de MO, pois os teores de Al podem ser superestimados pelos elevados teores de H+ gerados na ionização de ácidos orgânicos (Ebeling et al., 2008; Coelho et al., 2010). Assim, a quantificação dos teores de Al trocável por meio de titulação pode resultar em erros na interpretação de processos e da dinâmica desse elemento no solo.

Para evitar a interferência do H+ nas leituras de Al, pode-se utilizar a quantificação por espectroscopia de absorção atômica com forno de grafite (GF-AAE), em que as amostras passam por um processo de atomização e excitação de íons. Após excitação, os íons voltam ao seu estado fundamental e emitem um comprimento de onda específico que será captado pelo espectrômetro. Especificamente para o Al, os limites de detecção podem chegar a valores de 0,2 ng mL-1 (Skoog et al., 2002). Portanto, essa ferramenta é muito seletiva, além de rápida e capaz de determinar elementos em quantidades ínfimas (Skoog et al., 2002).

O objetivo deste trabalho foi avaliar diferentes métodos de extração e quantificação de alumínio trocável em Organossolos.

Material e Métodos

O estudo foi realizado em tufeira da área de proteção ambiental (APA) Pau-de-Fruta, situada no Município de Diamantina, MG. O embasamento rochoso é predominantemente quartzítico, pertencente à Formação Sopa Brumadinho (Abreu, 1995); o relevo é de plano a suave ondulado, com frequente afloramento de rochas no entorno. A amostragem foi realizada em julho de 2007, em três pontos, P1, P2 e P3, localizados a 18º16'19"S, 43º40'58"W. As amostras foram coletadas a cada 27 cm com auxílio de vibrotestemunhador (Martin et al., 1995), até a profundidade de 215 cm. Foi feita a caracterização dos perfis quanto ao teor de fibras esfregadas, ao material mineral, à cor (método de pirofosfato de sódio), ao estágio de decomposição da matéria orgânica (escala de von Post), aos teores de C e de N, à relação C/N e à densidade do solo (Tabela 1). Os três perfis foram descritos e classificados por Campos et al. (2012) como Organossolo Háplico sáprico típico (Santos et al., 2013).

Tabela 1. Atributos físicos e químicos de três perfis de Organossolos da turfeira da área de proteção ambiental Pau-de-Fruta, em Diamantina, MG(1). 

Profundidade Cor(2) von Post(3) Fibras esfregadas Material mineral Carbono Nitrogênio Relação C:N(4) Ds
--------------------------------- (dag kg-1) ------------------------------------ (g cm-3)
P1, Organossolo Háplico Sáprico típico
0–27 10 YR 4/4 Fíbrico 60 28,0 44,2 2,20 20,1 0,10
27–54 10 YR 4/4 Fíbrico 65 28,1 44,8 1,65 27,2 0,13
54–81 10 YR 3/4 Hêmico 42 30,0 41,8 1,39 30,1 0,16
81–108 10 YR 3/3 Hêmico 48 8,7 41,7 1,05 39,7 0,09
108–135 10 YR 3/2 Sáprico 33 20,8 40,6 0,81 50,1 0,10
135–162 10 YR 3/4 Sáprico 33 21,4 53,0 0,71 74,6 0,11
162–189 10 YR 3/1 Sáprico 20 55,0 45,9 0,72 63,8 0,16
189–216 10 YR 3/3 Sáprico 17 56,9 45,6 0,73 62,5 0,26
Média - - 39,7A 31,1A 44,7A 1,12B 46,5A 0,14A
P2, Organossolo Háplico Sáprico típico
0–27 10 YR 4/5 Fíbrico 55 26,8 44,2 1,91 23,1 0,12
27–54 10 YR 4/4 Fíbrico 53 29,3 44,3 1,77 25,0 0,13
54–81 10 YR 4/4 Hêmico 46 27,3 44,2 1,14 38,8 0,12
81–108 10 YR 4/4 Hêmico 44 27,7 44,5 0,91 48,9 0,12
108–135 10 YR 4/2 Sáprico 35 33,8 43,2 0,72 60,0 0,13
135–162 10 YR 4/2 Sáprico 33 35,9 42,5 0,73 58,2 0,15
162–189 10 YR 3/1 Sáprico 22 44,9 44,5 0,87 51,1 0,15
189–216 10 YR 3/2 Sáprico 20 47,0 45,0 0,67 67,2 0,18
Média - - 38,5A 34,1A 44,0A 1,09AB 46,5A 0,14A
P3, Organossolo Háplico Sáprico típico
0–27 10 YR 4/4 Fíbrico 67 31,1 43,7 1,83 23,9 0,08
27–54 10 YR 4/4 Fíbrico 58 28,3 44,4 0,87 51,0 0,11
54–81 10 YR 4/3 Hêmico 55 20,4 45,2 1,01 44,8 0,10
81–108 10 YR 4/2 Hêmico 43 35,8 44,3 0,76 58,3 0,09
108–135 10 YR 3/2 Sáprico 48 37,9 43,3 0,69 62,8 0,16
135–162 10 YR 3/1 Sáprico 37 42,0 47,5 0,79 60,1 0,17
162–189 10 YR 3/1 Sáprico 16 49,6 45,0 0,62 72,6 0,28
189–216 10 YR 3/2 Sáprico 21 47,7 43,2 0,45 96,0 0,26
Média - - 43,1A 36,6A 44,5A 0,88B 53,3A 0,14A
Média dos perfis
0–27 - Fíbrico 60,7a 28,6bc 44,0a 1,98a 22,37a 0,10b
27–54 - Fíbrico 58,7ab 28,6bc 44,5a 1,43ab 34,4ab 0,12b
54–81 - Hêmico 47,7bc 25,9c 43,7a 1,18b 37,9ab 0,13b
81–108 - Hêmico 45,0bcd 24,1c 43,5a 0,90b 49,0b 0,10b
108–135 - Sáprico 38,7cd 30,8abc 42,4a 0,74b 57,6bd 0,13ab
135–162 - Sáprico 34,3cd 33,1abc 47,7a 0,74b 64,6cd 0,14ab
162–189 - Sáprico 19,3e 49,8ab 45,1a 0,73b 62,5cd 0,16ab
189–216 - Sáprico 19,3e 50,5a 44,6a 0,61b 75,2d 0,23a

(1)Médias seguidas por letras iguais, maiúsculas para comparações entre perfis e minúsculas para comparações entre profundidades, não diferem pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade.

(2)Cor avaliada em pirofosfato de sódio.

(3)Escala de decomposição de von Post.

(4)Relação carbono:nitrogênio, determinados por analisador elementar Leco CHNS TruSpec (Leco Corporation, St. Joseph, MI, EUA) de acordo com Nelson & Sommers (1996)

DS, densidade do solo.

Em cada perfil, as amostras coletadas foram secas ao ar e passadas em peneira de malha de 2 mm (TFSA). As extrações foram feitas com KCl 1 mol L-1 , CuCl2 0,5 mol L-1 e Ca(OAc2) 0,05 mol L-1, em 5 g de TFSA (Zambrosi et al., 2007). Em seguida, o Al extraído com KCl e Ca(OAc2) foi quantificado por titulação com NaOH 0,025 mol L-1 e por GF-AAE, modelo Zeiss AAS5 (Zeiss, Oberkochen, Alemanha). Para essa última quantificação, as amostras foram submetidas a temperaturas superiores a 350ºC (Motta & Melo, 2009).

Os teores de H+ foram obtidos pela diferença entre o teor de H++Al3+ , pela titulação com acetato de cálcio, e os teores de Al3+ foram obtidos por GF-AAE (Motta & Melo, 2009). Os extratos obtidos por CuCl2 0,5 mol L-1foram analisados com GF-AAE (Figueiredo & Almeida, 1991). Para as leituras em GF-AAE, foram utilizadas soluções padrão, com concentrações conhecidas, tendo-se gerado uma curva de calibração para se estimar os teores de Al nas amostras (Skoog et al., 2002). As análises laboratoriais foram feitas em triplicatas.

Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância, tendo-se utilizado, como procedimento estatístico, a classificação cruzada. Os perfis e as profundidades foram considerados como fonte de variação. Portanto, foram analisadas as variações em duas dimensões: uma vertical, entre as camadas de solo, e outra horizontal, entre os perfis amostrados. As médias foram comparadas pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Também foram obtidos os coeficientes de correlação de Person (r) para as correlações entre os teores de alumínio e as profundidades avaliadas. Os níveis de significância de r foram verificados pelo teste t, para observações pareadas, a 1 e 5% de probabilidade.

Resultados e Discussão

A distribuição espacial do Al extraído por KCl 1 mol L-1 variou de acordo com o método de quantificação (Tabela 2). Os três perfis não apresentaram diferenças quanto aos teores de Al quantificados por GF-AAE. No entanto, quando a quantificação foi feita por titulação, os valores foram mais elevados no perfil 1 (P1), sem que tenha, no entanto, diferido do perfil 3 (P3). Os resultados obtidos por GF-AAE mostraram que os teores de Al foram maiores nas camadas mais profundas; porém, os obtidos por titulação, não variaram significativamente com a profundidade. Como a MO das camadas mais profundas dos perfis está em estágio de decomposição mais avançado (sáprico) (Tabela 1), e o Al tem pouca mobilidade no solo (Breemen & Buurman, 2002), pode-se inferir que o aumento de seu teor em profundidade ocorreu pela proximidade com o substrato basal (Zaccone et al., 2011; Gallego et al., 2013).

Tabela 2. Teores de Al (cmolc dm-3) extraídos por KCl, Ca(OAc2) e CuCl2 e quantificados por espectrofotometria de absorção atômica (Al3+) com forno de grafite (GF-AAE), e por titulação (H+Al), em três perfis de Organossolos da turfeira da área de proteção ambiental Pau-de-Fruta, em Diamantina, MG(1). 

Profundidade KCl Ca(OAc2) Diferença pH CuCl2 GF-AAE
(cm) GF-AAE Titulação GF-AAE Titulação (H+Al) - Al3+ (Al3+ total)
P1, Organossolo Háplico Sáprico típico
0–27 0,37 5,7 0,23 30,36 30,13 5,96 7,41
27–54 0,40 6,3 0,25 33,33 33,08 5,85 7,41
54–81 0,45 7,2 0,27 18,64 18,37 6,78 7,52
81–108 0,53 8,7 0,44 6,93 6,49 5,84 7,63
108–135 0,53 10,3 0,38 31,35 30,97 5,96 7,68
135–162 0,53 5,7 0,45 27,22 26,77 6,09 7,85
162–189 0,52 7,2 0,40 34,81 34,41 6,78 8,67
189–215 0,62 6,5 0,46 33,66 33,2 6,03 8,01
Média 0,49A 7,20B 0,36A 27,04A 26,68A 6,16A 7,77A
P2, Organossolo Háplico Sáprico típico
0–27 0,39 3,5 0,24 35,31 35,07 6,06 2,58
27–54 0,42 3,8 0,24 42,49 42,25 6,05 5,27
54–81 0,41 2,7 0,27 18,48 18,21 6,79 6,58
81–108 0,45 2,7 0,24 47,52 47,28 6,50 6,53
108–135 0,46 1,8 0,30 37,45 37,15 6,00 7,74
135–162 0,46 3,8 0,42 36,63 36,21 6,07 8,95
162–189 0,47 2,5 0,32 27,22 26,9 5,94 8,89
189–215 0,50 2,4 0,34 28,38 28,04 5,95 13,28
Média 0,45A 2,90A 0,30A 34,19A 33,89A 6,17A 7,48A
P3, Organossolo Háplico Sáprico típico
0–27 0,47 4,7 0,25 24,25 24,00 6,06 10,76
27–54 0,46 4,4 0,31 32,67 32,36 5,94 12,13
54–81 0,46 6,0 0,31 23,26 22,95 6,79 13,33
81–108 0,45 5,6 0,33 31,84 31,51 5,94 13,50
108–135 0,45 5,2 0,33 49,99 49,66 6,05 13,72
135–162 0,52 3,6 0,34 23,59 23,25 6,77 13,83
162–189 0,54 5,2 0,32 41,58 41,26 5,96 14,66
189–215 0,55 4,2 0,43 37,12 36,69 6,07 16,25
Média 0,49A 4,86AB 0,33A 33,04A 32,71A 6,19A 13,52B
Média dos perfis
0–27 0,41a 4,63a 0,24a 29,97a 32,60a 6,03ab 6,91a
27–54 0,43a 4,83a 0,27ab 36,16a 37,67a 5,95a 8,27a
54–81 0,44a 5,30a 0,28abc 20,13a 18,29a 6,79b 9,14b
81–108 0,48ab 5,67a 0,34abc 28,76a 26,89a 6,09ab 9,22bc
108–135 0,48ab 5,77a 0,34abc 39,60a 34,06a 6,00ab 9,71bc
135–162 0,50ab 4,37a 0,40c 29,15a 31,49a 6,31ab 10,21bc
162–189 0,51ab 4,97a 0,35abc 34,54a 30,66a 6,23ab 10,74c
189–215 0,56b 4,37a 0,41c 33,05a 30,62a 6,02ab 12,51d

(1)Médias seguidas por letras iguais, maiúsculas para comparações entre perfis e minúsculas para comparações entre profundidades, não diferem pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade.

As extrações de Al feitas com Ca(OAc2) e GF-AAE não diferiram entre os perfis. Os teores de H+ +Al3+ também não variaram entre os perfis e nem entre as médias das diferentes profundidades, comportamento verificado também para H+ . Nesse caso, considera-se que o aumento da concentração de Al seria compensado pela diminuição do pH em profundidade e pelo consequente aumento na atividade de H+ (Ebeling et al., 2008; Campos et al., 2010).

Os teores totais de Al extraídos por CuCl2 foram mais elevados em P3 e nas camadas mais profundas, independentemente do método de quantificação utilizado. A variação vertical no teor de Al pode estar relacionada ao processo de paludização, responsável pela gênese da turfeira. Nesse processo, o acúmulo em sucessão de restos vegetais que promovem o crescimento vertical do perfil orgânico do solo reduz a influência do embasamento rochoso sobre as camadas superficiais (Zaccone et al., 2011; Gallego et al., 2013). Contudo, a capacidade da MO em formar complexos estáveis com o Al não pode ser negligenciada, principalmente nas camadas mais profundas, onde ela se encontra em estágio mais avançado de decomposição (Cunha et al., 2005, 2009).

Os teores de Al3+ extraídos por KCl e quantificados por titulação foram mais elevados do que os quantificados por GF-AAE (Figura 1). O baixo coeficiente de correlação entre os teores de Al3+quantificados por esses métodos sugere que parte do H+ liberado da MO do solo pela ação do extrator KCl estaria superestimando os teores de Al3+determinados por titulação (Figura 2). Esses teores são obtidos de forma indireta, pela titulação da acidez do solo com NaOH 0,025 mol L-1 (Claessen, 1997; García-Rodeja et al., 2004; Silva et al., 2008). Nesse caso, parte dos íons H+liberados da MO estaria sendo quantificada em conjunto com os íons H+ gerados pela hidrólise do íon Al3+ , o que não acontece quando a quantificação é feita por GF-AAE, pois o sinal captado pelo espectrômetro é específico de cada átomo (Skoog et al., 2002).

Figura 1. Teores de Al3+: M1, extraído por Ca(OAc2) 0,05 mol L-1 e determinado por espectrofotômetro de absorção atômica com forno de grafite (GF-AAE); M2, extraído por KCl 1 mol L-1 e determinado por GF-AAE; M3, extraído por KCl 1 mol L-1 e determinado por titulação; e M4, extraído por CuCl2 0,5 mol L-1 e determinado por GF-AAE. Médias seguidas por letras iguais não diferem pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. 

Figura 2. Correlação linear simples (r): A, entre os teores de Al extraídos com KCl e quantificados por espectrofotômetro de absorção atômica com forno de grafite (GF-AAE) (M2), e os extraídos com KCl e quantificados por titulação com NaOH (M3); e B, entre os teores de Al extraídos por KCl e quantificados por GF-AAE (M2), e os extraídos por Ca(OAc2) e quantificados por GF-AAE (M1). ** e *Significativo pelo teste t, a 1 e 5% de probabilidade, respectivamente. 

Quando quantificados por GF-AAE, os teores de Al3+ extraídos por Ca(OAc2) e por KCl não diferiram significativamente entre si (Figura 1) e correlacionaram-se positivamente (Figura 2). Entretanto, a participação dos íons H+ em solos com alto teor de matéria orgânica não deve ser negligenciada, uma vez que, dada a sua elevada concentração no extrato analisado (Tabela 2), eles podem fazer com que os resultados obtidos entre os métodos de quantificação sejam diferentes.

Ao se considerar somente o Al3+ como fonte de acidez do solo, e analisar a estequiometria de sua hidrólise, espera-se obter, para uma concentração de 1 cmolc dm-3 de Al3+ , uma concentração de aproximadamente 3 cmolc dm-3 de H+ (relação 3:1) (Silva & Mendonça, 2007; Silva et al., 2008). Constatou-se que, para uma concentração média de 1,43 cmolc dm-3 de Al3+ extraído por KCl e determinado por GF-AAE, foi produzida uma concentração média de 31,09 cmolcdm-3 de H+ , ou seja, uma relação 21:1, quando o esperado seria uma concentração de aproximadamente 4,3 cmolc dm-3 de H+ . Como os teores de Al3+ nos perfis estudados não foram altos (Tabela 2), pode-se inferir que a acidez nos Organossolos foi resultante, principalmente, do H+ proveniente dos compostos orgânicos e da hidrólise de outros compostos (Ebeling et al., 2008).

Os maiores teores de Al3+ foram obtidos pela extração com CuCl20,5 mol L-1 e determinados com GF-AAE (Tabela 2 e Figura 1). O CuCl2, além de extrair o Al3+ , proporciona a liberação tanto de formas de Al potencialmente ativas, originadas da complexação do cátion com a MO, como de polímeros de Al(OH) e Al de baixa cristalinidade (Kaiser & Zech, 1996). Em decorrência da sua elevada capacidade extratora, alguns autores, como Arai (1975), consideram o Al extraído por CuCl2 como o Al total do solo.

Em duas amostras (81-108 e 108-135 cm, P1), os teores de Al3+ extraídos com CuCl2 e quantificados por GF-AAE foram inferiores aos extraídos com KCl e quantificados por titulação (Tabela 2). Esse resultado evidencia a imprecisão na quantificação do teor de Al3+ por titulação, com uso do KCl como extrator. Da mesma forma, a maior homogeneidade dos valores de Al obtidos com a utilização do extrator CuCl2 mostra que este é o mais indicado para a extração do Al reativo em Organossolos, em razão do elevado poder de complexação dos íons Cu2+ e da acidez gerada pela solução de CuCl2 (pH 3,3) (Arai, 1975; Kaiser & Zech, 1996; Coelho et al., 2010).

Nenhum dos métodos apresentou correlação significativa com os teores de C. No entanto, todos os métodos, exceto o da titulação, apresentaram correlações significativas e positivas entre os teores de Al e a relação C/N. Os coeficientes de correlação entre a relação C/N e os teores de Al extraídos com KCl, CuCl2 e Ca(OAc2) e quantificados por GF-AAE foram de 0,7**, 0,64* e 0,71**, respectivamente. Para os teores de Al extraídos com KCl e quantificados por titulação, o coeficiente de correlação foi de 0,003. A relação C/N, no presente trabalho, foi utilizada como indicadora de estágio mais avançado de decomposição da MO e de maior diversidade de grupos funcionais (Nelson & Sommers, 1996; Silva et al., 2008). Os valores mais elevados da relação C/N ocorrem nas camadas mais profundas, onde a matéria orgânica apresenta estágio mais avançado de decomposição (Tabela 1), e sob maior influência do substrato basal inorgânico, o que facilita a complexação de Al proveniente da dissolução de minerais das rochas do embasamento.

Conclusão

O método indicado para determinação do teor de alumínio trocável em Organossolos é a extração com KCl ou com Ca(OAc2) e quantificação com espectrofotometria de absorção atômica com forno de grafite.

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Received: November 01, 2013; Accepted: February 10, 2014

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