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Revista Brasileira de Fruticultura

Print version ISSN 0100-2945On-line version ISSN 1806-9967

Rev. Bras. Frutic. vol.24 no.3 Jaboticabal Dec. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-29452002000300034 

Avaliação da necessidade de frio em pessegueiro1

 

Avaliation of chilling requirement in peach

 

 

Idemir CitadinI, 2; Maria do Carmo Bassols RaseiraII, 3; Flávio Gilberto HerterIII, 4; Carlos Augusto Posser SilveiraIII, 4

IProfessor, CEFET-PR, PR 469, Km 01, Cx. Postal 571, CEP. 85501-970, Pato Branco, PR
IIPesquisador, Embrapa Clima Temperado, Cx. Postal 403, CEP. 96001-970, Pelotas, RS
IIIEstudante de doutorado, Pós-Graduação em Agronomia, UFPEL. Tel (53)273-4102

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A necessidade de frio de seis cultivares de pessegueiro [Prunus persica (L.) Batsch] foi estudada em plantas de um e dois anos, em vasos, submetidas a 150; 300; 450 e 600 horas a 2ºC, e em ramos coletados periodicamente em plantas sob condições de frio natural, a campo. Considerando os resultados obtidos nos dois experimentos, estima-se que a necessidade de frio de 'Precocinho' é em torno de 300 horas a 2ºC, equivalente a 150 unidades de frio (UF) pelo modelo de Utah, ou próxima a 200 horas abaixo de 12ºC; para 'Eldorado' e 'Rio grandense', em 450 horas a 2ºC (225 UF) ou 365 horas abaixo de 12ºC; para 'BR-1', em 450 horas a 2ºC (225 UF) ou 418 horas abaixo de 12ºC; e para 'Planalto' e 'Della Nona', acima de 600 horas a 2ºC (>300 UF). Não foi possível estabelecer a necessidade de frio abaixo de 12ºC para 'Della Nona'.

Termos para indexação: Prunus persica, endodormência, adaptação.


ABSTRACT

Chilling requirement was investigated in six peach [Prunus persica (L.) Batsch] cultivars observing plants in containers, with one or two years, artificially chilled by 150, 300, 450, and 600 hours at 2ºC, and in excised shoots that were periodically taken from the orchard during the rest period. Chilling requirement of 'Precocinho' is 300 hours at 2ºC (around 150 chilling units - CU - using Utah Model) or around 200 hours under 12ºC; 'Riograndense' and 'Eldorado' have 450 chilling hours at 2ºC (225 CU) or 365 chilling hours under 12ºC; 'BR-1' is 450 chilling requirement at 2ºC (225 CU) or 418 chilling hours under 12 ºC; and 'Planalto' and 'Della Nona' are over 600 chilling hours at 2ºC (>300 CU). It was not possible to estimate chilling requirement in 'Della Nona' using temperatures under 12 ºC.

Index terms: Prunus persica, endodormancy, adaptation.


 

 

INTRODUÇÃO

O desenvolvimento de plantas perenes de folhas caducas é afetado por fatores endógenos e exógenos. Quando as condições exógenas são desfavoráveis, a planta reage, paralisando o crescimento. O mecanismo de controle da paralisação e retomada de crescimento, apesar de pouco esclarecido, está relacionado com a genética e fisiologia das plantas. A temperatura é, sem dúvida, o principal fator exógeno desencadeador deste processo. Mauget (1987) cita que o principal efeito da temperatura se refere à ação positiva das baixas temperaturas de inverno sobre a superação da endodormência.

Quando as espécies de clima temperado são introduzidas em regiões tropicais ou subtropicais, manifestam diversos distúrbios fisiológicos, como: abertura de gemas de forma escalonada no tempo, redução no número de gemas brotadas, formação de rosetas foliares, redução na produção e longevidade e, em casos extremos, a própria sobrevivência da planta é ameaçada (Diaz et al., 1987; Herter, 1992). As flutuações de temperatura durante o inverno podem afetar negativamente a superação da endodormência nestas espécies. Erez e Lavee (1971) e Erez et al. (1979) relatam o efeito adverso das altas temperaturas cíclicas sobre a endodormência, podendo temperaturas elevadas, após um período de frio, causar um atraso na brotação.

Um método tradicional de prever a necessidade de frio das espécies e/ou cultivares consiste em submeter ramos inteiros, retirados de árvores em diferentes épocas, a uma temperatura favorável ao crescimento, computando o percentual de abertura de gemas após 21 dias ou o número de dias necessários ao desenvolvimento de uma certa percentagem fixa, porém arbitrária, de gemas. Quanto maior for o porcentual de abertura aos 21 dias ou quanto menor o número de dias para atingir o porcentual fixo, mais próximo da superação da endodormência encontra-se a cultivar ou espécie estudada. Esta técnica, há muito tempo, vem sendo estudada para fixar as datas de fim de dormência (Weinberger, 1950; Erez e Lavee, 1971; Richardson et al., 1974; Kobayashi et al., 1982), porém o principal problema é não considerar, ou não permitir isolar, os efeitos das inibições correlativas entre as gemas vegetativas e a necessidade de calor necessária para a antese.

Outro método utilizado é o "teste das estacas de nós isolados" (Balandier, 1992; Herter, 1992). Fragmentos de ramos, contendo apenas um nó com gemas, eliminando, assim, grande parte das inibições correlativas, são submetidos à temperatura e fotoperíodo adequados ao crescimento. O tempo necessário para abertura de uma gema, sob estas condições, mede a intensidade da dormência. Os principais defeitos deste método foram assinalados por Champagnat (1983), Mauget (1987) e Balandier (1992).

Outro fator a ser considerado na quantificação da dormência é a necessidade de calor, verificado principalmente em gemas florais. Citadin et al. (2001) observaram diferenças entre gemas vegetativas e florais de pessegueiro quanto à necessidade de calor e também entre cultivares. Neste sentido, é importante estabelecer uma metodologia clara de determinação da necessidade de frio durante a endodormência, considerando as possíveis interações com a necessidade de calor.

O objetivo deste trabalho foi determinar a necessidade de frio de seis cultivares de pessegueiro, através de duas diferentes técnicas.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Os trabalhos foram conduzidos em campos experimentais e laboratórios da Embrapa Clima Temperado, localizada na BR 392 km 78, em Pelotas, Rio Grande do Sul (32º 45' S e 52º 30' O), durante os anos de 1999 e 2000.

A necessidade de frio das cultivares Precocinho, Eldorado, Rio grandense, BR-1, Planalto e Della Nona foi avaliada através de duas técnicas:

a) Plantas em vasos, submetidas ao frio artificial: foi realizada, em 1999, uma observação preliminar utilizando uma planta com dois anos de cada cultivar, e em 2000, um experimento com três clones por cultivar, com um ano de idade. Nos dois trabalhos, as plantas foram sorteadas e submetidas a 2ºC por 150; 300; 450 e 600 horas na ausência de luz. Em 2000, as plantas de 'Della Nona' foram submetidas a 2ºC somente por 450 e 600 horas. Após completarem cada período, foram retiradas da câmara fria e conduzidas à casa de vegetação, sob fotoperíodo natural e temperatura média diária de 20ºC, regadas diariamente, alternando a solução de Hoagland modificada e água. Duas vezes por semana, foram anotados o número de flores abertas e o número de gemas vegetativas laterais e apicais em estádio de ponta verde. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com três repetições, utilizando uma planta por parcela.

b) Condições de frio natural: ramos de um ano, com comprimento médio de 25 cm, das cultivares anteriormente citadas, exceto 'Planalto', foram coletados periodicamente de plantas, a campo, a partir do início de abril de 2000. As coletas iniciaram-se quando foram acumuladas em torno de 100 horas abaixo de 12ºC e até que as plantas atingissem o início da floração. Foram efetuadas quatro coletas de ramos para 'Precocinho', seis coletas para 'Eldorado' e 'Rio grandense' e sete coletas para 'BR-1' e 'Della Nona'. O número de coletas variou entre as cultivares em decorrência do tempo de florescimento a campo. 'Planalto' não foi estudada devido ao baixo número de ramos disponível para coleta. Os ramos coletados eram imediatamente colocados em vasos com água, com volume suficiente para manter imersa a base das estacas (em torno de 150 mL), e conduzidos à câmara de fitotron à temperatura de 20 ± 1ºC, com fotoperíodo de 12 horas de luz. A base dos ramos foi cortada e a água renovada três vezes por semana. Nestas ocasiões, procedeu-se a contagem do número de gemas vegetativas laterais em estádio de ponta verde e o número de flores abertas. O porcentual máximo de flores abertas e de gemas vegetativas laterais e apicais em estádio de ponta verde, foram computados para cada data de coleta, correspondente a determinado acúmulo de horas de frio abaixo de 12ºC. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com três repetições por cultivar e dez ramos por repetição.

A conversão de temperaturas para unidades de frio (UF) foi feita segundo a metodologia desenvolvida por Richardson et al. (1974), também conhecido como modelo de Utah.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Em 1999, plantas de 'Precocinho', 'Rio grandense', 'Eldorado', 'BR-1', 'Della Nona' e 'Planalto' que não foram submetidas a 2ºC, mas, sim, conduzidas diretamente à casa de vegetação, não apresentaram flores abertas e brotação das gemas vegetativas terminais e laterais (resultados não apresentados), constatando que o frio, durante o período de repouso, é fundamental para a floração e brotação destas cultivares. Das plantas que foram submetidas a 2ºC por 150 horas, 'Precocinho' apresentou mais que 50% das gemas terminais brotadas, mas nenhuma gema vegetativa lateral, e 100% de floração. 'Eldorado' apresentou 68% de brotação terminal. Para as demais cultivares submetidas às mesmas condições, não foram observadas floração e brotação lateral até 90 dias após a saída da câmara fria (Figura 1). Taxas acima de 50% de floração e de brotação de gemas vegetativas laterais e terminais foram atingidas, concomitantemente, por 'Precocinho' submetido a 300 horas; 'Eldorado' e 'Rio grandense' a 450 horas; e 'BR-1' e 'Della Nona a 600 horas a 2 ºC. 'Planalto', quando submetido a 300 horas a 2ºC, somente apresentou taxas maiores que 50% de brotação em gemas terminais e de floração, porém esta foi errática, não tendo sido observada brotação de gemas laterais. Submetidas a 450 horas, esta cultivar apresentou taxas acima de 50% de brotação de gemas laterais e terminais, porém floração em torno de 37%. A permanência por 600 horas reduziu o percentual de brotação e floração (Figura 1). Esta variação nos índices de floração e brotação, em relação ao número de horas a 2ºC, demonstra uma certa instabilidade desta cultivar, talvez por ela necessitar de uma quantidade de horas de frio maior que as fornecidas neste experimento. Outro fator a considerar está relacionado ao tamanho das plantas, que eram pequenas e com poucas gemas vegetativas e florais, ocasionando maior variabilidade.

No experimento conduzido em vasos, em 2000, taxas maiores que 50% de floração e brotação de gemas laterais e terminais somente foram atingidas para 'Precocinho' com 450 horas a 2ºC, e para 'Eldorado', 'Rio grandense', 'BR-1' e 'Planalto' com 600 horas. 'Della Nona' também apresentou floração e brotação de gemas terminais superiores a 50% com 600 horas, mas não para gemas vegetativas laterais (Figura 2). Da mesma forma que em 1999, 'Planalto' apresentou erratismo na floração e brotação.

Analisando o comportamento das plantas de 'BR-1', nos dois anos de estudo, foi verificado que, em 1999, esta cultivar superou 50% de brotação em gemas vegetativas laterais e terminais quando submetida a 300 horas a 2ºC. A floração foi de 20%, decrescendo quando submetida a 450 horas, provavelmente devido ao estado fisiológico da planta, uma vez que, neste ano, o experimento foi conduzido sem repetições. Em 2000, índices satisfatórios de brotação e floração foram observados em plantas submetidas a 450 horas a 2ºC. Para este tratamento e para 600 horas, os resultados foram semelhantes àqueles obtidos em 1999. Em condições de campo, plantas jovens florescem mais tardiamente que plantas adultas da mesma cultivar.

Raseira e Nakasu (1998) estimaram que a necessidade de frio, abaixo de 7,2ºC, das cultivares Eldorado e Rio grandense é em torno de 300 horas; para 'Della Nona', 400 horas; para 'Planalto', entre 400 e 500 horas; e para 'BR-1', menor que 300 horas.

Na Figura 3, é apresentado o número de dias para que as gemas florais, vegetativas terminais e laterais atingissem 50% de flores abertas e ponta verde, no experimento conduzido em vasos, em 2000. O aumento no número de horas a 2ºC diminuiu o número de dias necessário para atingir 50% de florescimento e brotação nas cultivares estudadas. Nas cvs. Eldorado, Rio grandense, BR-1 e Planalto, brotação das gemas laterais acima de 50% foi observada em torno de 40 dias após a saída da câmara fria somente nas plantas submetidas a 600 horas a 2ºC, sendo que, para 'Precocinho', 450 horas foi suficiente.

Segundo o modelo desenvolvido por Richardson et al. (1974) para calcular as unidades de frio necessárias para superação da endodormência em pessegueiro, uma hora a temperaturas situadas entre 1,5 e 2,4ºC, bem como entre 9,2 e 12,4ºC, acumula 0,5 unidade de frio. Entre 12,5 e 20,9ºC ou abaixo de 1,4ºC não ocorre acúmulo de unidades de frio, e uma hora acima de 21ºC tem efeito negativo, ou seja, anula uma unidade de frio. Erez e Lavee (1971) verificaram que a temperatura de 6ºC teve maior efeito no término da dormência em pessegueiro do que as temperaturas superiores a 10ºC e menores que 6ºC. Neste sentido, a contribuição em unidades de frio da temperatura de 2ºC, a que foram submetidas as plantas em vasos, em 1999 e 2000, é basicamente a metade da contribuição efetiva, caso as plantas permanecessem a 6ºC. Por outro lado, sob temperatura de 2ºC, as plantas não sofreram o acúmulo de calor que, segundo Richardson et. al. (1975), ocorre acima de 4,5ºC.

Citadin et al. (2001) submeteram as cultivares estudadas a 2ºC por mesmos períodos de tempo e observaram que houve diferenças quanto à necessidade de calor para o florescimento e brotação destas cultivares após a saída da câmara fria. 'Della Nona' e 'BR-1' apresentaram alta necessidade de calor; 'Planalto' e 'Eldorado' foram intermediários; e 'Precocinho' e 'Rio grandense' baixa necessidade de calor. Resultado semelhante pode ser observado na Figura 3. Os resultados obtidos por estes pesquisadores corroboram a hipótese de Richardson et al. (1975) e Raseira (1986), que o tempo de florescimento de uma cultivar depende basicamente de dois fatores: unidades de frio necessárias para superar a endodormência e unidades de calor acumuladas após a superação da endodormência até o pleno florescimento. Assim, foi considerado neste experimento o percentual máximo de abertura de gemas vegetativas e florais, sem considerar o número de dias necessário para que este índice fosse atingido.

Até alguns anos atrás, a medida das necessidades de frio era sempre relacionada com temperaturas iguais ou abaixo de 7,2ºC (Weinberger, 1950). É difícil, no entanto, aceitar que um processo regulado internamente por trocas bioquímicas possa estar sujeito a uma temperatura fixa. Trabalhos mais recentes demonstraram que uma faixa mais ampla de temperatura influencia a endodormência, e que temperaturas superiores a 7,2ºC podem ser efetivas no acúmulo de frio, principalmente em espécies e cultivares de baixa necessidade de frio (Erez e Lavee, 1971; Diaz et al., 1987; Petri, 1996).

Na Figura 4, são apresentados os gráficos da necessidade de frio das mesmas cultivares, exceto 'Planalto', baseados em coletas periódicas de ramos a campo, sob condições de frio natural, em 2000. A cada coleta, foram registradas as temperaturas acumuladas abaixo de 12ºC. Índices acima de 25% de floração e/ou brotação foram considerados satisfatórios para considerar superada a endodormência, uma vez que é mais difícil atingir 50% em ramos destacados, devido à queda de gemas e desidratação dos ramos. Assim, 'Precocinho' com o acúmulo em torno de 200 horas apresentou 28% de floração e, com 360 horas, 100% de floração e brotação. 'Eldorado' necessitou de 365 horas para proporcionar 56% de brotação das gemas laterais, porém não foram observadas taxas superiores a 10% de floração, mesmo com 524 horas. O fato pode ser atribuído à excessiva queda de gemas florais observada durante a condução do experimento. 'Rio grandense' apresentou 29% de floração com acúmulo de 365 horas, apresentando satisfatória brotação de gemas laterais. 'BR-1' atingiu 14% de floração e 28% de brotação lateral com 418 horas. A floração desta cultivar não foi satisfatória, porém, a campo, as plantas apresentaram brotação e floração compacta e satisfatória, indicando que o frio acumulado no período foi suficiente para a superação da endodormência. 'Della Nona' não atingiu satisfatória brotação e floração mesmo quando computadas 800 horas, levando a crer que temperaturas abaixo de 12ºC não sejam um bom parâmetro para avaliar a necessidade de frio desta cultivar.

 

 

Citadin et al. (1998) observaram que a conservação de ramos destacados, mesmo quando submetidos a diferentes substratos, é muito variável e, em geral, insatisfatória, mascarando o verdadeiro potencial de floração e brotação. O fato foi novamente observado por Citadin (1999) em ramos submetidos a 400 e 800 horas a 2ºC, onde a floração e brotação mantiveram-se em torno de 5% a 10%. Portanto, resultados de experimentos de necessidade de frio, utilizando ramos destacados com índices adotados acima de 50% de floração e brotação, podem não representar o real comportamento da planta a campo.

 

CONCLUSÃO

Considerando os resultados obtidos nos dois experimentos, estima-se que a necessidade de frio de 'Precocinho' é em torno de 300 horas a 2ºC, equivalente a 150 unidades de frio (UF) pelo modelo de Utah, ou próxima a 200 horas abaixo de 12ºC; para 'Rio grandense' e 'Eldorado', em 450 horas a 2ºC (225 UF) ou 365 horas abaixo de 12ºC; para 'BR-1', em 450 horas a 2ºC (225 UF) ou 418 horas abaixo de 12ºC; e para 'Planalto' e 'Della Nona', acima de 600 horas a 2ºC. Não foi possível prever a necessidade de frio abaixo de 12ºC para 'Della Nona'.

 

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Endereço para correspondência
Idemir Citadin
Professor, CEFET-PR
PR 469, Km 01
Cx. Postal 571
CEP. 85501-970, Pato Branco, PR
idemir@whiteduck.com.br

Maria do Carmo Bassols Raseira
Pesquisador, Embrapa Clima Temperado
Cx. Postal 403
CEP. 96001-970, Pelotas, RS
bassols@cpact.embrapa.br

Carlos Augusto Posser Silveira
Estudante de doutorado, Pós-Graduação em Agronomia, UFPEL
Tel (53)273-4102
posser@ufpel.tche.br

 

 

1 (Trabalho 001/2002). Recebido: 10/01/2002. Aceito para publicação: 05/06/2002.
2 Professor, CEFET-PR, PR 469, Km 01, Cx. Postal 571, CEP. 85501-970, Pato Branco, PR. idemir@whiteduck.com.br
3 Pesquisador, Embrapa Clima Temperado, Cx. Postal 403, CEP. 96001-970, Pelotas, RS. bassols@cpact.embrapa.br
4 Estudante de doutorado, Pós-Graduação em Agronomia, UFPEL. Tel (53)273-4102. posser@ufpel.tche.br

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