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Revista Brasileira de Fruticultura

Print version ISSN 0100-2945On-line version ISSN 1806-9967

Rev. Bras. Frutic. vol.25 no.2 Jaboticabal Aug. 2003

https://doi.org/10.1590/S0100-29452003000200019 

Produtividade e qualidade de maracujá-amarelo irrigado, adubado com nitrogênio e potássio1

 

Nitrogen and potassium effects on yield and quality of yellow passion fruit, under irrigation

 

 

Ana Lúcia BorgesI; Maria Geralda Vilela RodriguesII; Adelise de Almeida LimaI; Israel Ely de AlmeidaIII; Ranulfo Corrêa CaldasI

IEng(a). Agr(a), Pesquisador (a) da Embrapa Mandioca e Fruticultura, C.P. 007, 44.380-000, Cruz das Almas-BA. Telefone: 75-621.8000. Correio eletrônico: analucia@cnpmf.embrapa.br; adelise@cnpmf.embrapa.br; rcaldas@cnpmf.embrapa.br
IIEngª. Agrª., Pesquisadora da EPAMIG-CTNM, C.P. 12, 39.440-000, Janaúba-MG. Telefone: 38-3821-2160. Correio eletrônico: epamig@nortecnet.com.br
IIIEstudante de Agronomia da UFBA, bolsista do Pibic-CNPq/EMBRAPA, 44.380-000, Cruz das Almas-BA

 

 


RESUMO

O maracujá tem lugar de destaque entre as frutas tropicais e a Região Norte do Estado de Minas Gerais é promissora para o seu cultivo. Objetivou-se avaliar doses de nitrogênio e potássio para produção máxima física e econômica, visando a obter altas produtividades e qualidade superior dos frutos de maracujá-amarelo, em Neossolo Quartzarênico, sob irrigação. O experimento foi implantado na Estação Experimental da EPAMIG-CTNM, Jaíba-MG, em março de 1996, distribuindo-se as plantas no espaçamento de 3,5 m x 5,0 m, e usando-se irrigação por microaspersão. Estudaram-se cinco doses de N (0; 100; 200; 400 e 800 kg/ha/ano) e de K2O (0; 200; 400; 800 e 1600 kg/ha/ano) em blocos casualizados, com esquema fatorial e quatro repetições. No período de produção, de novembro/96 a outubro/97, verificou-se que doses crescentes de nitrogênio influenciaram negativamente no número de frutos para consumo in natura, não interferindo significativamente na qualidade dos frutos. O potássio influenciou positivamente no peso e no diâmetro médio do fruto e, negativamente, na produtividade, notadamente com a adição de 400 kg de N/ha, não interferindo na qualidade dos frutos. Considerando a produtividade obtida, para as condições estudadas, recomenda-se para a região, 100 kg de N e 200 kg de K2O/ha/ano.

Termos para indexação: Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Deg., adubação, Neossolo Quartzarênico, região semi-árida.


ABSTRACT

Passion fruit is an outstanding tropical fruit and the north region of Minas Gerais State seems suitable for growing it. A study on nitrogen (N) and potassium (K) levels for maximum physical and economic production was carried out in Quartzarenic Neosol of that region aiming to obtain high yields and superior fruit quality of yellow passion fruits. The experiment was implanted in March 1996, with plants spaced 3.5 m x 5.0 m, and irrigated by microsprinkler. The experimental design was a factorial randomized block with five levels of N (0, 100, 200, 400, and 800 kg/ha/year) and K2O (0, 200, 400, 800, and 1600 kg/ha/year), with four replications. From November/1996 to October/1997 it was observed a negative nitrogen effect on fruit number for the fresh fruit market, but no significant effects on fruit quality. On the other hand, potassium had a positive effect on fruit weight and diameter, but a negative one on yield, mainly for doses of 400 kg of N/ha, and no significant one on fruit quality. Considering yield, it is recommended 100 kg of N and 200 kg of K2O/ha/year, for experiment conditions.

Index terms: Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Deg., fertilization, Quartzarenic Neosoil, semi-arid region.


 

 

INTRODUÇÃO

O maracujá-amarelo (Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Deg.), originário da América tropical, é cultivado em todo o território nacional, devido às excelentes condições ecológicas para seu cultivo. O Estado de Minas Gerais ocupa lugar de destaque e a Região Norte do Estado, segundo dados de Bruckner & Rocha (1999), conta com 262 ha em produção, correspondendo a 11% do total do Estado e com as produtividades mais elevadas (média de 20 t/ha).

O maracujazeiro extrai grande quantidade de nutrientes, sendo o nitrogênio e o potássio os mais absorvidos pela planta, em torno de 205 kg de N/ha/ano e 221 kg de K2O/ha/ano (Haag et al., 1973), para uma produtividade de 24,5 t/ha. A exportação pelos frutos é de 44 kg de N/ha e 89 kg de K2O/ha, ou seja, 21% do N e 40% do K2O absorvidos são exportados pelos frutos. Paula et al. (1974) mostraram a extração de K2O pelos frutos de 49 kg/ha, enquanto de N de 19,2 kg/ha, para uma colheita de 10 t/ha. Já Fernandes et al. (1977) verificaram extração média pelos frutos igual para N e K2O, equivalente a 207 mg de N e 248 mg de K2O por fruto, enquanto a quantidade máxima extraída foi equivalente a 350 mg de N e 420 mg de K2O.

As quantidades de nitrogênio e potássio recomendadas para a adubação da cultura, em todo o mundo, são muito variáveis, com amplitudes, em kg/ha, de 30 a 733 de N e 48 a 1466 de K2O (Souza, 1988). Para o Estado da Bahia, as quantidades variam de 30 a 200 kg de N/ha e 30 a 150 kg de K2O/ha (Souza, 1988). Para o Estado de Minas Gerais, segundo a CFSEMG (1989), as quantidades indicadas são, em kg/ha/ano, de 167 de N e 267 de K2O. A CATI (1992), para o Estado de São Paulo, recomenda, de acordo com a produtividade esperada e considerando 666 plantas/ha, 107 a 160 kg de N/ha e 107 a 480 kg de K2O/ha/ano. A importância do balanço N:K2O tem sido considerada; segundo São José (1994), esta relação deve estar próxima a 1:3.

No Norte de Minas Gerais, Manica et al. (1978), estudando doses de NPK, verificaram, no período de oito meses, que a combinação de 83 kg de N, 83 kg de P2O5 e 121 kg de K2O por hectare obteve produção, quantidade e peso médio do fruto superiores. Por outro lado, Müller et al. (1979), estudando três doses de N (0; 100 e 200 kg/ha) e de K2O (0, 145 e 290 kg/ha) em Latossolo, no Estado de Minas Gerais, não verificaram efeito da adubação na produção, peso e número de frutos; no entanto, na ausência do adubo nitrogenado, a aplicação de potássio proporcionou maior peso médio dos frutos, verificando-se o mesmo efeito da aplicação de nitrogênio, na ausência de potássio.

No primeiro ano de produção, em Neossolo Quartzarênico no Norte de Minas Gerais, Borges et al. (1998) não verificaram efeito da adubação nitrogenada para produtividade, número, peso, diâmetro e qualidade do fruto. No entanto, observaram efeito quadrático do potássio para produtividade, com dose de 590 kg de K2O/ha para produção máxima e dose econômica de 287 kg/ha.

Quanto às propriedades físicas e químicas dos frutos, segundo Chan Júnior, citado por Castro (1995), a relação SST/acidez do maracujá-amarelo está na faixa de 3,8. Sjostrom & Rosa (1978), no Nordeste do Estado da Bahia, estudando variações sazonais na composição química e física do fruto maduro, verificaram que os valores de acidez, SST, rendimento em suco e relação SST/acidez médias, no verão, foram de, respectivamente, 4,54%; 16%; 30,1% e 3,55, e no inverno, respectivamente, de 4,95%; 16,1%; 29,4% e 3,28, concluindo que as mudanças sazonais não foram grandes na composição química do maracujá-amarelo.

Em solo de Tabuleiro Costeiro do Estado da Bahia, Borges et al. (2001) não constataram efeito de doses de N e K nas propriedades físicas e químicas dos frutos de maracujá-amarelo, observando apenas efeito de doses de P no teor de SST. Os autores obtiveram valores médios de 33,6% de rendimento em suco, 13,4% de SST, 4,1% de acidez e 3,6 na relação SST/acidez. No Estado do Rio de Janeiro, Carvalho et al. (1999) não verificaram efeito da adubação potássica na acidez do fruto (média de 4,2%). No entanto, quanto maior a dose de potássio, maior foi o rendimento em suco e a quantidade de SST, obtendo teor de SST de 14,4% e rendimento em suco de 39,8% na dose de 1.540 kg de K2O/ha/ano.

Uma recomendação de adubação desbalanceada, principalmente em nitrogênio e potássio, nutrientes mais absorvidos pela planta, pode afetar negativamente a produtividade da cultura e a qualidade dos frutos. Assim, objetivou-se avaliar doses de N e K2O para produção máxima física e econômica, visando a obter altas produtividades e qualidade superior dos frutos de maracujá-amarelo, em um Neossolo Quartzarênico, sob irrigação.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi instalado em março de 1996 no projeto Jaíba, área F, na estação experimental da EPAMIG-CTNM, Município de Jaíba, na Região Norte do Estado de Minas Gerais. Nesta região, as médias anuais de temperatura e de umidade relativa do ar são de 24º C e 70,6%, respectivamente. A pluviosidade média anual é de 871 mm, distribuída de novembro a março, e com uma média de 7h36min de insolação diária (Rodrigues et al., 2001).

O solo é um Neossolo Quartzarênico (Embrapa, 1999), apresentando as propriedades químicas e físicas descritas na Tabela 1, nas profundidades de 0-0,2 m e 0,2-0,4 m.

 

 

O delineamento experimental utilizado foi um esquema fatorial 5 x 5, em blocos casualizados, com quatro repetições, avaliando-se cinco doses de N (0 - 100 - 200 - 400 - 800 kg/ha/ano) e de K2O (0 - 200 - 400 - 800 - 1600 kg/ha/ano).

O maracujá-amarelo (Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Deg.) foi plantado em covas de 0,5 x 0,5 x 0,5 m, no espaçamento de 3,5 x 5,0 m, quando as mudas atingiram 0,25 m de altura, e conduzido no sistema de espaldeira vertical com um fio de arame a 2,0 m do solo. A parcela útil constou de quatro plantas (70 m2), enquanto a parcela total foi de dez plantas (175 m2), com área total do experimento de 19.635 m2.

A calagem foi realizada em toda a área, utilizando-se de 1,8 t de calcário dolomítico/ha (PRNT 80%), objetivando elevar a saturação por bases para 80% (CATI, 1992). O fósforo (120 kg de P2O5/ha), na forma de superfosfato simples, foi parcelado três vezes no ano, sendo no plantio adicionado juntamente com 18 L de esterco de curral curtido e 50 g de óxido silicatado (2,17% de B; 0,80% de Cu; 3,85% de Fe; 3,48% de Mn; 0,13% de Mo e 9,24% de Zn). A adubação com micronutrientes foi repetida no ano seguinte, em cobertura. O nitrogênio, na forma de uréia, e o potássio, como cloreto, foram parcelados e aplicados 12 vezes ao ano em cobertura. As adubações nitrogenadas e potássicas nas bordaduras seguiram as recomendações da CATI (1992), ou seja, 160 kg de N/ha/ano e 480 kg de K2O/ha/ano, parceladas 12 vezes ao ano.

Nas plantas em formação, as adubações de cobertura, via solo, foram realizadas 12 vezes ao ano, em uma faixa de aproximadamente 0,2 m de largura ao redor do tronco e distante 0,1 m, até 150 dias após o plantio, aumentando para 0,3 m a distância do tronco, a partir de 180 dias após o plantio.

A irrigação, com freqüência diária, foi feita por microaspersão, baseando-se na evaporação diária da água do tanque classe A. A desbrota e o desgavinhamento foram feitos diariamente, bem como o acompanhamento das pragas e doenças. Como preventivo de doenças fúngicas e bacterianas, aplicou-se quinzenalmente oxicloreto de cobre (250 g/100 L de água). A polinização manual iniciou-se cinco meses após o plantio.

A produção de frutos teve início oito meses após o plantio (novembro/96), prolongando-se até o 20º mês (outubro/97), sendo avaliados na parcela útil: número de frutos totais (NFT), para consumo in natura (NFN), estes selecionados pela cor amarela uniforme, formato ovalado e sem defeitos, e os demais destinados à indústria (NFI), produtividade (PRD), peso médio dos frutos (PMF), comprimento (CMF) e diâmetro médio do fruto (DMF), espessura da casca (ESC), quantidade de sólidos solúveis totais (SST), acidez total titulável (ATT), relação SST/ATT e rendimento em suco (RES).

Para a avaliação das características físicas e químicas do fruto (SST, ATT, relação SST/ATT e RES) e espessura da casca, foram utilizados dez frutos por tratamento, com duas avaliações no ano. O suco foi obtido, batendo-se a polpa no liqüidificador, sem danificar as sementes, passando em seguida por peneira de malha fina e medindo-se o seu volume em uma proveta de 200 mL. Para a determinação do teor de SST e da acidez no suco, utilizaram-se metodologias descritas pela A.O.A.C. (1984).

Os dados obtidos foram analisados estatisticamente pela análise de variância (teste F) e de regressão, utilizando-se do modelo polinomial para os fatores que apresentaram significância estatística menor que 10%.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os dados médios de produção obtidos durante o período estudado encontram-se na Tabela 2, observando-se interação N x K2O significativa para NFI, NFT e PRD.

 

 

O número de frutos para consumo in natura (NFN) foi influenciado negativamente pelo nitrogênio (Tabela 2), ou seja, com o aumento da dose de N aplicada no solo, houve uma diminuição do número de frutos para consumo in natura. Mesmo o solo apresentando baixo teor de matéria orgânica (Tabela 1), fonte de N no solo, e o maracujazeiro absorvendo grande quantidade desse nutriente, não houve resposta ao nitrogênio.

O peso médio do fruto (PMF) e o diâmetro médio do fruto (DMF) foram influenciados apenas pelo potássio (Tabela 2), cujo efeito foi linear positivo [(PMF = 89,60 + 0,0060 K2O, R2 = 0,89) e (DMF = 58,44 + 0,0013 K2O, R2 = 0,62)], isto é, aumentando a dose de K2O aplicada ao solo, os valores dessas variáveis foram acrescidos. Sabe-se que o potássio é um nutriente que interfere na qualidade do fruto. No entanto, esse nutriente não proporcionou efeito significativo no rendimento em suco (RES), sólidos solúveis totais (SST) e acidez total titulável (ATT) (Tabela 3). No primeiro ano, também não foram constatados efeitos do potássio para estas variáveis (Borges et al., 1998). Já Carvalho et al. (1999) constataram maior rendimento em suco e quantidade de SST nas doses mais elevadas de potássio.

 

 

As variáveis número de frutos destinados à indústria (NFI) e totais (NFT) foram influenciados negativamente pelo potássio (Tabela 2), nas doses de 200 e 400 kg de N. Na dose de 400 kg de K2O (NFI = 164748 + 395,79 N – 0,4588 N2, R2 = 0,79 e NFT = 264799 + 403,79 N – 0,4843 N2, R2 = 0,74), o máximo físico de N foi de 431 kg/ha para número de frutos destinados à indústria (NFI), e 417 kg de N/ha para número total de frutos (NFT). Quando se considerou o preço de venda do maracujá de R$ 0,52/kg e o preço do N da uréia de R$ 0,77/kg, os máximos econômicos foram, respectivamente, 430 kg e 415 kg de N.

Com relação à produtividade (PRD), mesmo com baixos teores de K no solo (Tabela 1), o efeito desse nutriente foi observado apenas no tratamento sem N e, notadamente, na dose de 400 kg de N/ha (Tabela 4), porém negativo (PRD = 28,20 – 0,004828 K2O, R2 = 0,53). O efeito do N foi observado nas duas doses mais elevadas de K2O (Tabela 4), com pontos de mínimo. Já Müller et al. (1979) constataram efeito da aplicação de um nutriente na ausência de outro. O teor de N nas folhas, aos 16 meses, estava inferior (35,4 g de N/kg) aos padrões estabelecidos para a cultura (47,5-52,5 g de N/kg), principalmente na combinação de 400 kg de N e 800 kg de K2O/ha/ano.

 

 

Quanto às propriedades físico-químicas dos frutos, houve interação N x K2O significativa para as variáveis rendimento em suco (RES) e relação SST/ATT (Tabela 3).

Para o rendimento em suco (RES), o efeito do nitrogênio foi observado sem a presença de potássio e na dose de 200 kg de K2O/ha, enquanto o efeito do potássio foi apenas na dose de 100 kg de N/ha/ano. O efeito do nitrogênio foi significativo na ausência de K (RES = 31,40 + 0,017 N – 0,00001915 N2, R2 = 0,55), indicando um ponto máximo físico de 435 kg de N e econômico de 396 kg de N/ha. Já Carvalho et al. (1999) verificaram maior rendimento em suco nas doses mais elevadas de K

Assim, tentando-se definir as doses de N e K2O para as condições em estudo, baseou-se nos valores de produtividade obtidos (Tabela 2), uma vez que o efeito desses nutrientes na qualidade dos frutos foi pequena (Tabela 3). Produtividade 10% mais elevada do que a média obtida foi observada na combinação de 100 kg de N e 200 kg de K2O/ha/ (Tabela 4), cuja relação N:K2O é de 1:2. São José (1994) indica relação N:K2O de 1:3, enquanto Carvalho et al. (1999) obtiveram maior produtividade na relação 1:2,6. Nessas doses recomendadas, foram obtidos 97.088 frutos para consumo in natura/ha e frutos com peso e diâmetro médio de 90,8 g e 58,7 mm, respectivamente.

 

CONCLUSÕES

1) O nitrogênio influenciou negativamente no número de frutos para consumo in natura, não interferindo na qualidade dos frutos.

2) O potássio influenciou positivamente no peso e no diâmetro médio do fruto e negativamente na produtividade, notadamente com adição de 400 kg de N/ha, não interferindo na qualidade dos frutos.

3) Recomenda-se, para as condições do estudo, com base na produtividade obtida, 100 kg de N e 200 kg de K2O/ha/ano.

 

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Recebido: 10/02/2002
Aceito para publicação: 27/06/2003

 

 

1 (Trabalho 027/2003). Realizado com recursos do Consórcio EPAMIG/EMBRAPA/CODEVASF/BIRD.

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