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Revista Brasileira de Fruticultura

Print version ISSN 0100-2945On-line version ISSN 1806-9967

Rev. Bras. Frutic. vol.25 no.3 Jaboticabal Dec. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-29452003000300001 

A qualidade e as exigências do mercado de tangerinas

 

 

Dra. Rose Mary Pio
Pesquisadora Científica
Centro APTA Citros Sylvio Moreira/IAC
rose@centrodecitricultura.br

 

 

O grupo das tangerinas e seus híbridos ocupa posição de destaque em relação aos plantios comerciais de cítricos em todo o mundo. Originário, provavelmente, no nordeste da índia ou sudeste da China, apresenta pequena diversidade em São Paulo, reunindo apenas quatro variedades comerciais: tangerinas Poncã e Cravo, tangor Murcote e mexerica do Rio. Como conseqüência, a cultura vem, ao longo dos anos, apresentando alta vulnerabilidade e restam poucas chances de escolha para o consumidor brasileiro. Dentre essas variedades, somente a Murcote é exportada e com restrições devido ao número excessivo de sementes de seus frutos.

Produzir na entressafra é o grande segredo, sendo que no mercado interno significa comercializar no verão. No mercado de exportação, há um enorme espaço a ser conquistado, pois a produção brasileira preencheria os meses onde não há colheita no hemisfério norte. Em todas as partes do mundo os consumidores vêm se tomando cada vez mais exigentes quanto à qualidade dos alimentos e questões ambientais. Frutas significam baixo nível calórico e altos teores de nutrientes.

Dessa maneira, a boa qualidade do produto, dentro dos padrões exigidos, será o grande marketing para o sucesso desse agronegócio. Invariavelmente, o consumidor, quer seja o nacional ou de outros países, busca frutas com caractensticas de sabor diferente, tamanho, forma e cor atrativas, sem sementes, fáceis de descascar, vida de prateleira mais longa e livre de resíduos químicos.

Atualmente, o país ainda não produz tangerinas em escala comercial que são preferidas em mercados exigentes. Entretanto, em São Paulo estão sendo implantados na região sudoeste do Estado pomares comercias de tangerinas sem sementes, com variedades e tecnologia geradas no Centro APTA Citros Sylvio Moreira/IAC e que certamente estarão na rota da exportação, tendo em vista as excelentes condições edafoclimáticas da região.

Vale aqui ressaltar que o sucesso e a prosperidade de uma cultura dependem de uma série de procedimentos, mas todos os níveis da cadeia produtiva devem estar compromissados em um único objetivo, melhorar a qualidade de vida da população.

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