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Revista Brasileira de Fruticultura

Print version ISSN 0100-2945On-line version ISSN 1806-9967

Rev. Bras. Frutic. vol.27 no.2 Jaboticabal Aug. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-29452005000200022 

PROPAGAÇÃO

 

Efeito de arilo na germinação de sementes de Passiflora alata curtis em diferentes substratos e submetidas a tratamentos com giberelina1

 

Effect of aril in Passiflora alata seed germination in differents substrates and submited to previous germinative treatments with gibberellin

 

 

Gisela FerreiraI; Anísio de OliveiraII; João Domingos RodriguesIII; Gláucia Bravo DiasIV; Alessandra Maria DetoniIV; Saionara Maria TesserIV; Andréa Maria AntunesV

IProfa. Dra., IB/UNESP- Botucatu, SP, Cx. Postal 510, CEP 18618-000,. Tel (14) 3811-6053. E-mail: gisela@ibb.unesp.br
IIPós-graduando do Programa de Agronomia, UNIOESTE, Mal. C. Rondon-PR
IIIProf. Dr., IB/UNESP- Botucatu, SP, Cx. Postal 510, CEP 18618-000, Tel (14) 3811-6053. E-mail: mingo@ibb.unesp.br
IVAcadêmicas do Curso de Agronomia da UNIOESTE, Mal. C. Rondon-PR
VPós-Graduanda do Programa de Ciências Biológicas (Botânica), Cx. Postal 510, CEP 18618-000, IB/UNESP- Botucatu-SP. Tel (14) 3811-6053. E-mail: andreamantunes@yahoo.com.br

 

 


RESUMO

O objetivo deste trabalho foi avaliar a germinação de sementes de Passiflora alata Curtis sob o efeito da presença de arilo em diferentes substratos de papel e submetidas a pré-tratamentos germinativos. Foram realizados dois experimentos (com e sem remoção de arilo), com delineamento experimental inteiramente casualizado, com 8 tratamentos e 5 repetições de 25 sementes, em esquema fatorial 2x4 (substratos x tratamentos pré-germinativos) para cada experimento. Os tratamentos foram constituídos pelos substratos (sobre papel em gerbox e entre papel em rolo) e tratamentos pré-germinativos (sementes embebidas em GA3 e água, papel de germinação umedecido com GA3 e água). Pode-se verificar que a germinação das sementes sem arilo foi maior, em substratos sobre papel ou entre papel, umedecidos com GA3.

Termos para indexação: propagação, reguladores vegetais, giberelina, Passiflora sp.


ABSTRACT

The objective of this work was to evaluate the germination seeds of Passiflora alata submitted to effect of aril presence in different substrates and previous germinated treatments. The work was conduced with two experiments (with and without aril) in a completely randomized design with 8 treatments, 5 replicates per treatment and 25 seeds, in a factorial scheme 2X4 (substrates x previous germinated treatments) for each experiment. The treatments were composed with the substrates gerbox and roll of paper, and the following previous germinated treatments: seeds soaked in GA3 and in water, paper infusion in GA3 and in water. The analysis of the data showed that the germination has improved when extracting the aril and administrating GA3 infusion in gerbox or roll of paper.

Index terms: propagation, plant growth regulator, gibberellins, Passiflora sp.


 

 

INTRODUÇÃO

Com o aumento das áreas de produção de maracujazeiro-doce (Passiflora alata Curtis), exigem-se informações constantes sobre técnicas de propagação, principalmente porque parte das mudas é produzida a partir de sementes e existem relatos de que não apresentam germinação satisfatória (Osipi, 2000).

De acordo com Akamine et al. (1972), as sementes de Passiflora edulis Sims. e P. edulis f. flavicarpa Deg. não requerem limpeza, secagem ou armazenamento antes da semeadura. Porém, os autores afirmaram que a remoção da polpa e a lavagem das sementes aceleram a germinação. São José & Nakagawa (1988) verificaram que a presença de arilo diminuiu a percentagem de germinação em sementes recém-extraídas de P. edulis f. flavicarpa Deg. Deste modo, existem diversos trabalhos com métodos de extração de arilo, como os de Carvalho (1974), Ruggiero & Correa (1978), Silva (1988), Melo (1996).

Segundo Coneglian et al. (2000), sementes de P. alata submetidas a métodos de extração de arilo e/ou envoltórios, com pré-embebição em 300 mg L 1 de ácido giberélico e semeadas em papel umedecido com 300 mg L 1 de ácido giberélico, apresentaram maior percentagem de germinação e índice de velocidade de germinação.

Em experimento com a imersão de sementes de Passifloráceas em GA3, citocinina e etileno, Ferreira (1998) verificou, através de análise de componentes principais e de agrupamento, que GA3 e citocinina, isolados ou em mistura, promoveram maior incremento no processo germinativo de P.alata, obtendo-se 85% de germinação com 100 mg L-1 de GA3 .

Melo et al. (2000) obtiveram resultados efetivos na superação da dormência e emergência das plântulas de P. nítida através da imersão em solução de 1.500 e 2.000 mg L-1 de GA3. Ferreira et al. (2001b) observaram que sementes de maracujá-doce (Passiflora alata) não tiveram a percentagem de germinação alterada em função do tempo de embebição em GA3, no entanto 500 mg L-1 promoveu a maior percentagem de germinação.

Para a produção de mudas de maracujazeiro-doce (Passiflora alata), Ferreira et al. (2001a) verificaram que, a partir de 100 mg L-1 de ácido giberélico, se observou aumento na germinação e maior desenvolvimento inicial de mudas em sacos de polietileno preto com substrato comercial.

Pereira & Andrade (1994) recomendaram utilizar como substrato para semeadura de Passiflora edulis Sims. rolo de papel toalha ou a vermiculita em gerbox, por proporcionarem germinação de 42,3% e 48,6%, respectivamente, o que diferiu significativamente do tratamento sobre papel de filtro, que apresentou 29,1% de germinação.

Este trabalho teve por objetivo avaliar a germinação de sementes de Passiflora alata Curtis, sob efeito da presença de arilo, em diferentes substratos de papel e submetidas a pré-tratamentos germinativos.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho foi desenvolvido na Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE, com sementes extraídas de frutos de maracujazeiro-doce (Passiflora alata Curtis) produzidos no pomar didático, em Pato Bragado - PR.

Foram realizados dois experimentos. No experimento 1, o arilo foi mantido (instalação após abertura do fruto) e, no experimento 2, o arilo foi extraído com uso de liquidificador. As sementes foram lavadas, colocadas à sombra para secar (4 dias) e armazenadas em geladeira (5-10ºC), por 3 dias. Antes da semeadura, receberam tratamento antifúngico com Rodhiauran (0,2%). O delineamento experimental utilizado para ambos os experimentos foi o inteiramente casualisado, com 8 tratamentos e 5 repetições de 25 sementes, em esquema fatorial 2x4 (substratos x tratamentos pré-germinativos). Os substratos empregados foram sobre o papel, em gerbox (SP) e entre papel, em rolo (SP), e os tratamentos pré-germinativos foram constituídos de sementes embebidas em água e em solução de GA3 e papel umedecido com solução de GA3 e água.

Para as sementes embebidas, empregaram-se 5 horas de imersão em solução com 100 mg L-1 de GA3 (i.a.) ou água destilada, sob aeração constante (Ferreira, 1998). A quantidade de solução de GA3 (100 mg L-1 de i.a.) e de água destilada para umedecimento do substrato foi calculada multiplicando-se o peso do papel pelo fator 2,5 (Brasil, 1992). O produto comercial de GA3 usado foi o Pro-Gibb. O teste de germinação foi realizado em câmara, no escuro e com temperaturas alternadas de 20ºC por 16 horas e 30ºC por 8 horas.

As avaliações foram realizadas diariamente após a semeadura e a cada dois dias após o início da germinação visível, quantificando-se a percentagem total de germinação (G), de plântulas normais (PN) e anormais (PA), sementes dormentes (SD) e mortas (SM), de acordo com Brasil (1992), e o índice de velocidade de germinação (IVG) conforme Silva & Nakagawa (1995). Foram consideradas sementes germinadas aquelas que apresentavam emissão de radícula até o final do experimento; portanto, independentemente de originarem plântulas normais ou anormais, a semente foi considerada germinada (Bewley & Black, 1994). No final do experimento, avaliou-se a percentagem de sementes com emissão de raiz primária (%SERP), tendo em vista que, mesmo após 28 dias da semeadura, havia germinação. Para a avaliação das sementes mortas, realizou-se o teste de tetrazólio. As sementes embebidas em água por 24 horas foram cortadas longitudinalmente, colocadas para colorir em solução de tetrazólio a 0,075% por três horas e realizadas as leituras de acordo com a escala diagramática de Malavasi et al. (2001).

Os dados de percentagem foram transformados em e os resultados submetidos à análise de variância, sendo as médias comparadas pelo teste de Tukey, a 1% e 5% de probabilidade.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Observa-se no experimento 1 que, sem a extração de arilo, ocorreram interações significativas entre substratos e pré-tratamentos para os parâmetros G, SERP, PN (Tabela 1), SM e IVG (Tabela 2), cujos maiores valores, exceto para SM, foram obtidos com o substrato umedecido com GA3 no rolo de papel. Para SD, não ocorreram interações significativas (Tabela 3), portanto os resultados estão apresentados separadamente, e os menores valores foram obtidos com emprego do rolo de papel e substrato umedecido com GA3. Neste experimento, os tratamentos não provocaram diferenças significativas na percentagem de plântulas anormais, o que demonstra não ter havido efeito negativo dos tratamentos (Tabela 3).

 

 

 

 

 

 

No experimento 2, verifica-se que as maiores percentagens de germinação foram obtidas com substrato irrigado com GA3, tanto sobre o papel como no rolo de papel, que não diferiram significativamente entre si (Tabela 4). Tais resultados são confirmados pela percentagem de plântulas normais (Tabela 4) e pelo IVG que, embora sem interações significativas (Tabela 5), apresentaram os maiores valores em substrato sobre papel e substrato umedecido com GA3. Além disso, verifica-se baixa percentagem de sementes com início de emissão de raiz (SERP) com esses tratamentos (Tabela 4), o que se justifica pela elevada germinação com emprego de substrato sobre papel umedecido com GA3 (83,2%) e rolo de papel (84,0%) logo no início das avaliações e, conseqüentemente, maiores IVG e menores SD e SM (Tabela 6).

 

 

 

 

 

 

Considerando-se os dois experimentos, observa-se, de modo geral, que a remoção do arilo foi benéfica ao processo germinativo, promovendo os maiores valores, o que confirma a remoção de substâncias inibidoras da germinação juntamente com a extração do arilo, e está de acordo com Akamine et al. (1972), São José & Nakagawa (1988), Melo (1996), entre outros.

Com a manutenção do arilo, observa-se que o umedecimento do substrato rolo de papel com GA3 foi o tratamento que incrementou significativamente a germinação (59,2%) embora este valor seja menor do que os obtidos com GA3 sobre papel (83,2%) e no rolo de papel (84,0%) em sementes sem arilo, demonstrando o efeito benéfico do GA3. Considerando, portanto, que o GA3 estimula a síntese de enzimas como a alfa amilase e a liberação de energia para a retomada do crescimento do embrião e conseqüente germinação (Salisbury & Ross, 1992; Taiz & Zeiger, 2004), o ácido giberélico (GA3) pode ser empregado no substrato para estimular a germinação mesmo em sementes com arilo, embora outras concentrações devam ser estudadas para atingir valores de germinação próximos àqueles aqui obtidos com a retirada de arilo e o emprego de 100mg L 1 de GA3, conforme verificado em trabalhos de Ferreira (1998), Coneglian et al. (2000), Ferreira et al. (2001b) e Melo et al. (2000).

Observa-se que, como ocorreram interações significativas, deve-se ter critério na escolha do substrato em função do pré-tratamento empregado, pois enquanto Pereira & Andrade (1994) obtiveram maior percentagem de germinação em rolo de papel, neste trabalho, verificou-se que ambos os substratos podem ser empregados, desde que retirado o arilo da semente e acrescido de GA3 em umedecimento do papel.

 

CONCLUSÕES

A germinação das sementes de Passiflora alata Curtis foi incrementada com a extração do arilo, semeadura sobre papel em gerbox ou entre papel em rolo e com umedecimento do substrato com GA3 .

 

REFERÊNCIAS

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Recebido: 12/01/2005. Aceito para publicação: 04/08/2005

 

 

1 (Trabalho 007/2005).

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