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Revista Brasileira de Fruticultura

versão impressa ISSN 0100-2945versão On-line ISSN 1806-9967

Rev. Bras. Frutic. v.29 n.3 Jaboticabal  2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-29452007000300041 

ARTIGOS
SOLOS E NUTRIÇÃO DE PLANTAS

 

Modos de aplicação de calcário e de micronutrientes em pomar de laranjeira 'Natal' e análise comparativa de custos1

 

Effect of ways of lime application and micronutrients and make a comparative analysis of treatments costs in a orange orchard var. 'Natal'

 

 

Hemerson Fernandes CalgaroI; Francisco Maximino FernandesII; André Luís de Assis BoaventuraIII; Maria Aparecida Anselmo TarsitanoIV

IEngº. Agrº. Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira - UNESP. Av. Paulo Saravalli 283 Jd. Santa Helena - Fernandópolis-SP - CEP 15600-000
IIEngº. Agrº. Prof. Dr. Adjunto do Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos da UNESP - Ilha Solteira. Av. Brasil, 56, C. P. 31. Ilha Solteira-SP - CEP 15385-000
IIIEngº. Agrº. Condomínio Village Dicatri. R. Clarindo Epifânio da Silva n.1015, Qd. 4, casa 4. Cuiabá-MT – CEP 78048-004
IVEng. Agrº. Profª. Drª. Adjunta do Departamento de Fitotecnia, Tecnologia de Alimentos e Sócio-economia da UNESP - Ilha Solteira. Av. Brasil, 56, C. P. 31. Ilha Solteira-SP - CEP 15385-000

 

 


RESUMO

De acordo com o Agrianual (2005), a produção citrícola brasileira é de 17,7 milhões de toneladas ano-1,ocupando aproximadamente 1 milhão de hectares no território brasileiro e, deste total, 810 mil hectares localizam-se no Estado de São Paulo. A maioria dos solos brasileiros, inclusive aqueles onde foram instalados os pomares cítricos, apresenta reação ácida. Esta é, sem dúvida, a principal condição desfavorável dos solos e um dos fatores limitantes da produção em solos tropicais. O presente trabalho teve por objetivo estudar o efeito de diferentes modos de aplicação de calcário e de micronutrientes e analisar, de forma comparativa, os custos destes tratamentos em um pomar de laranjeira. O experimento foi desenvolvido na Fazenda Morumbi, município de Estrela D'Oeste-SP, num Argissolo Vermelho-Amarelo. A variedade de laranjeira utilizada foi a 'Natal', enxertada em limão Cravo, com 6 anos de idade e espaçamento 5 x 8 m. O delineamento experimental foi em parcelas subdivididas, com 3 repetições, com 5 tratamentos principais (sem calcário; a necessidade total de calcário (NC) incorporado; NC sem incorporação; 1/2 NC no primeiro ano + 1/2 NC no segundo ano e 1/3 NC no primeiro ano, + 1/3 NC no segundo ano, + 1/3 NC no terceiro ano) e dois tratamentos secundários [micronutrientes via solo (FTE-BR 12: 11,5 % de ZnO e B2O3; 1% CuO; 5,4% de Fe2O3; 5,5% de MnO2; 0,2% de MoO3) e micronutrientes via foliar (sulfato de zinco a 0,5% e ácido bórico a 0,08%)], distribuídos em blocos casualizados. Não houve efeito significativo dos modos de aplicação da calagem e de micronutrientes sobre as variáveis avaliadas (produção, sólidos solúveis totais, acidez total titulável). Para massa média do fruto, o efeito significativo aconteceu apenas no primeiro ano, com a calagem em dose única e sem incorporação, e micronutrientes via solo. Concluiu-se que não houve efeito significativo dos modos de aplicação do calcário e dos micronutrientes para produção e massa média dos frutos da laranjeira 'Natal', e a receita líquida foi positiva em todos os tratamentos, sendo que o tratamento 5 [1/3 da necessidade total de calcário (NC) no 1º ano + 1/3 da NC no 2º ano, + 1/3 da NC no 3º ano] apresentou o melhor valor acumulado (U$ 3.721,85 ha-1).

Termos para indexação: Citrus sinensis, calagem, fritas, adubação foliar, custo de produção.


ABSTRACT

In agreement with the Institute Fnp (2005), the production Brazilian of citrus is of 17,7 million tons year-1 occupying 1 million of ha approximately in the Brazilian territory and of this total one, 810 thousand ha are located in the State of São Paulo. Most of the Brazilian soils, besides those where the citric orchards were installed, it presents acid reaction. This is, without a doubt, the main unfavorable condition of the soils and one of the factors that harm the production in tropical soils. The present work had the objective to study the effect of different ways of lime application, micronutrients and make a comparative analysis of treatments costs in a orange. The experiment was develop at Morumbi Farm, town country of Estrela D'Oeste, in a Ultisol. The variety of orange used was the 'Natal' incorporated at lemon, with six years old and spaced at 5 x 8 m. The outline was in a subdivided plot, with 3 repetitions, with 5 main treatments [without lime application, lime total need (LT) incorporated; LT without incorporation; 1/2 LT in the first year + 1/2 LT in the second year; 1/3 LT in the first year + 1/3 LT in the second year + 1/3 LT in the third year] and 2 secondary treatments [micronutrients in the soil (FTE-BR 12: 11,5% de ZnO e B2O3; 1% CuO; 5,4% de Fe2O3; 5,5% de MnO2; 0,2% de MoO3); micronutrients in the leaves (sulfate of zinc to 0,5% and boric acid a 0,08%)], distributed in randomblocks. There is no significant effect in the ways of application of lime and micronutrients in the evaluated parameters (production, total solid soluble (TSS), total acidy, chemical analysis of the soil); to medium mass of the fruit had a significative effect only in the first year, with the liming in a single dose and without incorporation, and micronutrients in the soil. There was not significant effect of the manners of application of the lime and of the micronutrients for production and medium mass of the fruits of the orange and the liquid income was positive in all of the treatments and the treatment 5 [1/3 of lime total need (LT) in 1º year + 1/3 of the LT in 2º year + 1/3 of the LT in 3º year] presented the best accumulated value (U$ 3721,85 ha-1).

Index Terms: Citrus sinensis, lime (liming), fried, fertilize through foliating, production cost.


 

 

INTRODUÇÃO

De acordo com o Agrianual (2005), a produção citrícola brasileira é de 17,7 milhões de toneladas ano-1 , ocupando aproximadamente 1 milhão de hectares no território brasileiro e , deste total, 810 mil hectares localizam-se no Estado de São Paulo. O cinturão citrícola paulista é responsável por 53% da produção mundial de suco e 80% do comércio internacional desse produto (ABECITRUS, 2007).

A maioria dos solos brasileiros, inclusive aqueles onde foram instalados os pomares cítricos, apresenta reação ácida. Esta é, sem dúvida, a principal condição desfavorável dos solos e um dos fatores limitantes da produção em solos tropicais. Ressalta-se, ainda, que, nos últimos anos, a citricultura tem-se deslocado para novas regiões e, em vários casos, para solos da região de cerrado. Desta forma, a calagem é uma prática imprescindível quando se tem o objetivo de aumentar a produtividade.

Por outro lado, a correção da acidez do solo provoca diminuição na disponibilidade dos micronutrientes metálicos (Cu, Fe, Mn e Zn),e, em solos arenosos, a disponibilização do boro normalmente é baixa, devido ao baixo teor de matéria orgânica no solo. Assim, os micronutrientes podem ser aplicados via solo ou via foliar, com respostas diferenciadas (CABRITA, 1993; MACHANDA et al., 1972).

As recomendações de adubação com micronutrientes (B, Mn e Zn) para citros propõem que sejam feitas no solo e/ou via foliar. Relatam ainda que o Mn e o Zn são aplicados via foliar, e o B aplicado via solo, onde tem evidenciado maior eficiência (ESTAÇÃO EXPERIMENTAL DE CITRICULTURA DE BEBEDOURO, 2007).

Neste trabalho, considerando que o solo é pobre em matéria orgânica e que será realizada a correção da acidez com o objetivo de atingir uma saturação por bases de 70%, é necessário adubar com micronutrientes, em especial, B, Mn e Zn, justificando a necessidade de se estudar os modos de aplicação dos nutrientes.

Assim, o objetivo do presente trabalho foi estudar os efeitos de modos de aplicação de calcário (total e fracionada), de micronutrientes (via solo e via foliar) e analisar comparativamente os custos dos tratamentos num pomar de laranjeira 'Natal', no Município de Estrela D'Oeste, região oeste do Estado de São Paulo.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido em condições de campo, em um pomar comercial de laranjeira, na Fazenda Morumbi, localizada no município de Estrela D'Oeste, região oeste do Estado de São Paulo, a 550 m de altitude e com uma precipitação pluviométrica média em torno de 1.300 mm ao ano. O solo foi classificado como um Argissolo Vermelho-Amarelo (Embrapa, 1999).

Na área experimental, foi realizada uma amostragem de solo na profundidade de 0-0,20 m, em agosto de 1993, e os resultados da análise química, conforme Raij & Quaggio (1983), foram: P (mg dm-3) = 5,1; M.O. (g dm-3) = 13; pH (CaCl2) = 5,1; K, Ca, Mg, H+Al, em mmolc dm-3 = respectivamente, 2,6; 24; 8; 25; e V(%) = 58.

A variedade de laranjeira [Citrus sinensis (L.) Osbeck] utilizada foi a 'Natal', enxertada sobre limão Cravo (Citros limonia Osbeck), com seis anos de idade.

O delineamento experimental foi em parcelas subdivididas, com 3 repetições, com 5 tratamentos principais (sem calcário; a necessidade total de calcário (NC) incorporado; NC sem incorporação; 1/2 NC no primeiro ano, + 1/2 NC no segundo ano e 1/3 NC no primeiro ano, + 1/3 NC no segundo ano, + 1/3 NC no terceiro ano) e dois tratamentos secundários (micronutrientes) via solo (S) e micronutrientes via foliar (F), distribuídos em blocos casualizados.

O calcário utilizado foi o dolomítico calcinado (PRNT = 90,1%). A necessidade de calagem total foi calculada com base na análise química inicial, com o objetivo de elevar a saturação em bases a 70%, sendo utilizado para isto 1.300 kg ha-1 de calcário. A aplicação do calcário foi realizada manualmente a lanço, em área total, em 22-09-93, 16-08-94 e 02-03-96, de acordo com os modos de aplicação. No tratamento com incorporação de calcário, a mesma foi realizada utilizando grade leve.

Os micronutrientes utilizados via solo foram os óxidos silicatados na forma de fritas, o FTE-BR 12 (11,5 % de ZnO e B2O3; 1% CuO; 5,4% de Fe2O3; 5,5% de MnO2; 0,2% de MoO3) e via foliar foram utilizados o sulfato de zinco a 0,5% e ácido bórico a 0,08%, juntamente com uréia a 0,5%.

O FTE BR-12 foi utilizado na quantidade de 150 g planta-1, cujas aplicações foram realizadas nos meses de agosto ou setembro de cada ano. O sulfato de zinco e o ácido bórico, tiveram sua aplicação feita com pistola, dirigindo o jato somente para as plantas da área útil. Para se evitar uma possível interferência, cobriram-se com lona as plantas do tratamento cujos micronutrientes foram aplicados via solo. Foi usado um volume de calda suficiente para promover um bom molhamento da planta (aproximadamente 15 L de calda planta-1). As aplicações foram realizadas em fevereiro e agosto, conforme recomendação do Grupo Paulista de Adubação e Calagem para Citros (1993).

A adubação de manutenção foi realizada com base na análise química do solo e o recomendado pelo Grupo Paulista de Adubação e Calagem para Citros (1994).

As práticas culturais foram as normalmente empregadas em pomares cítricos, tais como controle de plantas daninhas (mecânico e químico) e controle fitossanitário (pragas e doenças).

Foram avaliadas as seguintes variáveis: produção, massa média do fruto, sólidos solúveis totais, acidez titulável e análise comparativa de custos. A estrutura de custo de produção do presente trabalho foi baseada no custo operacional total de produção utilizada pelo Instituto de Economia Agrícola IEA, e proposta por Matsunaga (1976). A receita líquida e taxa de retorno seguiu a metodologia de Martin (1998). As bases de cálculo para estas estimativas foram as matrizes de coeficientes técnicos coletadas junto ao experimento. Os custos foram determinados através dos preços pagos na região, em julho de 1997. Os valores em reais foram convertidos a dólar americano de julho de 1997, sendo, US$ 1,00 = R$ 1,08.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A produção de laranja 'Natal', nos três anos de experimentação, não foi influenciada significativamente pelos tratamentos (calcário e micronutrientes), exceto para aplicação de micronutrientes, no 3º ano, que houve efeito significativo para a interação calcário x micronutrientes (Quadros 1 e 2). Nesta interação, verificou-se que, no tratamento sem calcário, a maior produção de laranja ocorreu com a aplicação dos micronutrientes via solo. Nos tratamentos com calcário, independentemente do modo de aplicação de micronutrientes, não se verificou efeito significativo, exceto o tratamento dose total de calcário, em duas vezes (1/2 em cada ano). Por outro lado, ressalta-se, conforme pode ser observado no Quadro 1, que o parcelamento da dose total de calcário, em três vezes (1/3 em cada ano), apesar de não diferir significativamente dos demais tratamentos, produziu no 1º e 2º anos, respectivamente, 5,8 e 35,5% a mais que o tratamento que recebeu a dose total de calcário, sem incorporação; e 8,7 e 44,2% a mais que o tratamento-testemunha (sem calcário). No 3º ano, a tendência favorável do parcelamento do calcário não foi observada.

Com relação ao modo de aplicação dos micronutrientes (via solo e via foliar), culminando com o efeito significativo para a aplicação via solo, no 3º ano de experimentação, pode estar relacionado ao produto utilizado, isto é, via foliar, onde se aplicaram somente Zn e B, enquanto via solo se aplicaram Zn e B em maior concentração e outros micronutrientes (menor concentração). Nesse sentido, com relação a esse assunto, carece de estudos mais detalhados.

As produções obtidas neste trabalho, independentemente dos tratamentos, encontraram-se abaixo do potencial da planta que é de 250 kg de frutos, ou seja, no espaçamento utilizado de 5 x 8 m, essas plantas poderiam produzir até 62,5 t ha-1 de frutos, segundo Rodrigues & Viegas (1980).

Para a massa média do fruto de laranjeira 'Natal' (Quadro 3), verifica-se que, no 1º ano, a aplicação da dose total de calcário, sem incorporação, proporcionou o maior valor (212,5 g), o qual diferiu significativamente do tratamento que recebeu a dose total de calcário, parcelado em 1/3 por ano, cuja massa foi de 160,33 g. O maior valor para massa média do fruto no tratamento dose total de calcário, sem incorporação, pode ser atribuído a uma melhoria na saturação de cálcio no complexo de troca do solo, refletindo numa disponibilidade mais equilibrada de K, Ca, Mg e, conseqüentemente, proporcionando maior massa aos frutos. No 2º ano, os tratamentos não diferiram entre si, cujo valor médio da massa do fruto foi 198,06 g. No 3º ano, houve efeito significativo da interação calcário x micronutriente (Quadro 4), com efeito significativo para a aplicação dos micronutrientes via solo, tanto para o tratamento sem calcário, como para o tratamento que recebeu a dose de calcário parcelada em duas vezes (1/2 no 1º ano e 1/2 no 2º ano), os quais não diferem entre si. Para modo de aplicação de micronutrientes, via solo e via foliar, não houve diferença significativa entre os tratamentos, nos dois primeiros anos de experimentação. Os valores médios da massa do fruto para o 1º e 2º anos foram, respectivamente, 175,90 e 194,28 g. Analisando o Quadro 5, verifica-se que a acidez total titulável dos frutos da laranjeira 'Natal' não foi influenciada significativamente pelos modos de aplicação do calcário e dos micronutrientes, durante os três anos de pesquisa. Os valores médios da acidez total titulável no 1º, 2º e 3º anos foram, respectivamente, 1,78 – 0,58 e 0,71 g de ácido cítrico 100 mL-1 de suco. Desta forma, observa-se uma diminuição da acidez total titulável dos frutos provenientes do 2º e 3º anos, quando comparados com o 1º ano, provavelmente, devido a outros fatores e não aos tratamentos, tendo em vista que a mesma tendência foi observada para o tratamento que não recebeu calcário (tratamento 1).

Os teores de sólidos solúveis totais (Quadro 5) não foram influenciados significativamente pelos modos de aplicação do calcário e dos micronutrientes, respectivamente, no 1º, 2º e 3º anos, cujos valores foram, respectivamente, 13,05 - 12,39 e 11,13 ºBrix.

Quaggio et al. (2003) encontraram aumento do tamanho e redução no teor de açúcares nos frutos quando aplicaram doses elevadas de B. No presente trabalho, a quantidade aplicada deste micronutriente manteve-se constante, enquanto os teores de sólidos solúveis totais sofreram redução ao longo dos três anos de pesquisa.

O custo operacional da cultura, sem considerar as despesas com calcário e micronutrientes, foi de U$ 950,05 ha-1. No entanto, comparando o custo dos tratamentos, verifica-se que o tratamento 1 obteve o menor valor (U$ 133,76 ha-1), e o tratamento 5, o maior valor (U$ 241,95 ha-1). Este último valor retrata o que Neves & Rodrigues (2005) encontraram num estudo sobre o uso de fertilizantes e corretivos na citricultura brasileira os quais ressaltam que, na região Sul do País, a percentagem de gasto de fertilizantes e corretivos no custo operacional efetivo é de 22,4 %, e o valor encontrado no presente trabalho foi de 22,3 % para o tratamento 5.

Os resultados obtidos foram positivos em todos os tratamentos (Quadro 6), destacando-se o tratamento 5, que apresentou maior receita líquida acumulada (U$ 3721,85), maior taxa de retorno acumulada (48 %) e maior produção acumulada dos três anos (93,83 t ha-1). O tratamento 3 apresentou a menor receita líquida acumulada e produção, sendo U$ 2880,93 ha-1 e 81,92 t ha-1, respectivamente. A taxa de retorno variou de 62 % para o tratamento 5, no 1º ano, a 26 % para o tratamento 1, no 2º ano de pesquisa. O custo operacional total variou de U$ 990,36 ha-1 a U$ 1101,76 ha-1. Para o cálculo das receitas, foram considerados preços médios da época, pagos pelo mercado regional, sendo U$ 3,24 cx-1, e pela indústria, R$ 2,50 cx-1.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÕES

1-Não houve efeito significativo dos modos de aplicação do calcário e dos micronutrientes para produção e massa média dos frutos da laranjeira 'Natal'.

2-A receita líquida foi positiva em todos os tratamentos, sendo que o tratamento 5 [1/3 da necessidade total de calcário (NC) no primeiro ano, + 1/3 da NC no segundo ano, + 1/3 da NC no terceiro ano] apresentou o melhor valor acumulado (U$ 3721,85 ha-1).

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em :04-10-2006. Aceito para publicação em: 13-07-2007.
Apoio financeiro: Cnpq.

 

 

1 (Trabalho 152/2006).

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