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Revista Brasileira de Fruticultura

Print version ISSN 0100-2945On-line version ISSN 1806-9967

Rev. Bras. Frutic. vol.30 no.4 Jaboticabal Dec. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-29452008000400041 

ARTIGOS
PROPAGAÇÃO

 

Enraizamento de estacas herbáceas de diferentes espécies de maracujazeiro1

 

Rooting of herbaceous cutting of different passion fruit plant species

 

 

Givanildo RoncattoI; Geraldo Costa Nogueira FilhoII; Carlos RuggieroIII; João Carlos de OliveiraIII; Antônio Baldo Geraldo MartinsIII

IPesquisador da Embrapa Acre. Rodovia BR 364 km 14, Zona Rural, Cep 69901180 Rio Branco-AC. E-mail: givanildo@cpafac.embrapa.br
IIIn memorian
IIIProfessor Titular da Unesp/FCAV. Via de acesso Paulo Donato Castellane, s/n Cep 14884-900 Jaboticabal-SP

 

 


RESUMO

O trabalho foi realizado na Área de Propagação de Fruteiras do Departamento de Produção Vegetal da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista (FCAV/UNESP), em Jaboticabal-SP, com o objetivo de verificar a possibilidade de obtenção de mudas por estaquia de maracujá (Passiflora spp.), nas espécies comerciais P. edulis Sims f. flavicarpa Degener e P. alata Dryander, e nos porta-enxertos P. giberti N.E.Brown, P. nitida H.B.K. e P. setacea D.C. O experimento foi realizado no período de junho de 2000 a junho de 2001, em câmara de nebulização intermitente, em condições de telado (50% de sombreamento). As estacas foram coletadas de plantas adultas, oriundas do Banco de Germoplasma Ativo (BAG) do Departamento de Produção Vegetal da FCAV/UNESP e de pomares comerciais, no caso a espécie P. edulis f. flavicarpa, coletando-se a parte intermediária de ramos em estádio de crescimento vegetativo, preparando-se estacas herbáceas com, aproximadamente, 15cm de comprimento, três nós e duas folhas reduzidas ao meio, coletadas em junho e outubro de 2000, e abril de 2001. As estacas foram tratadas com ácido indolbutírico (IBA) nas concentrações de 500; 1.000 e 2.000mg.L-1, por cinco segundos, e sem tratamento (testemunha), e plantadas em bandejas plásticas (40x30x10cm), com vermiculita de textura média, por 60 dias. A percentagem de enraizamento foi maior na espécie P. edulis f. flavicarpa (76,7%), na primavera. A P. giberti e a P. nitida enraizaram na primavera e no inverno, e a P. alata em todas as épocas estudadas. A P. setacea não enraizou. A sobrevivência, o número e o comprimento de raízes foram maiores na primavera.

Termos para Indexação: ácido indolbutírico, P. edulis, P. alata, P. nitida, P. giberti, P. setacea.


ABSTRACT

The present work was performed at the Fruit Growing Propagation Area of the Plant Production Departament of the Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista (FCAV/UNESP), with the objective of verifying the obtainment potencial of passion fruit seedlings by cutting propagation at Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Degener and Passiflora alata Dryander commercial species, and at Passiflora giberti N.E.Brown, Passiflora nitida H.B.K. and Passiflora setacea D.C. rootstocks. The trial was conducted under greenhouse condition with 50% of shading and intermittent nebulization chamber conditions. The cuttings were collected from adult plants of the germoplasm bank of the Plant Production Departament of the FCAV/UNESP and others from commercial orchards, like P. edulis f. flavicarpa. The intermediate part of the last growth branches in the growth stage and herbaceous cuttings with 15cm, three nodes and two half leaves were colected on June and October, 2000 and April, 2001. The cuttings were treated with Indolebutyric Acid (IBA) in 500, 1000 e 2000mg.L-1 concentrations and without using IBA (control), and cultivated in plastic trays (40x30x10cm) with vermiculite during 60 days. The rooting percentage was better for P. edulis f. flavicarpa in spring (October) with 76,7% without using IBA (control). P. alata Dryander and P. nitida rooted in different seasons using 500 mg.L-1 of IBA. P. giberti rooted in spring, but without using IBA. The number and lenght of roots was higher in October. The surviving rate, as well as dead cuttings was higher on June 2000. P. setacea did not root.

Index Terms: Indolebutyric Acid, P. edulis, P. alata, P. nitida, P. giberti, P. setacea


 

 

INTRODUÇÃO

O maracujazeiro (Passiflora spp.) é originário da América Tropical, compreendendo 150 espécies da família Passifloraceae utilizadas para consumo humano. O Brasil é o maior produtor mundial, apresentando, em 2006, uma produção de 615.196 toneladas, área de 44.363 hectares, onde se cultiva o maracujá-amarelo (P. edulis Sims f. flavicarpa Degener) em cerca de 95% dos plantios, e o maracujá-doce (P. alata Dryander) contribui com 5% da área de maracujazeiro no Brasil. Os Estados maiores produtores são Bahia, São Paulo, Sergipe, Espírito Santo, Pará, Ceará e Minas Gerais (SIDRA/IBGE, 2007).

A multiplicação do maracujazeiro em escala comercial é feita por sementes, embora as matrizes não sejam selecionadas adequadamente, e as mudas formadas não tenham um controle de qualidade, evidenciando as possibilidades de reprodução de plantas suscetíveis a doenças e pragas, baixa produtividade, frutos com menor valor comercial e redução da vida útil. Salienta-se também que a produção de mudas por semente pode não transmitir com fidelidade as características genéticas da planta-mãe, dada a segregação genética que este tipo de propagação apresenta, gerando material heterogêneo e, muitas vezes, de menor qualidade (São José, 1991).

A propagação por estaquia possibilitará perpetuar e multiplicar as melhores plantas de características agronomicamente desejáveis, em áreas novas, como processo normal de propagação. Também, possibilitará a obtenção de clones dos melhores porta-enxertos para a execução da enxertia.

No entanto, os resultados são conflitantes, muitas vezes ficando abaixo das expectativas, principalmente naquelas espécies silvestres, como P. giberti N.E.Brown ou maracujá-de-veado, P. nitida H.B.K. ou maracujá-do-mato e P. setacea D.C., necessitando de novos estudos para viabilizar a estaquia. As espécies silvestres estudadas, P. caerulea L., P. maliformis, P. incarnata e P. serrato digitata L., apresentaram até 60% de enraizamento (Meletti & Nagai, 1992) e P. actinia H.B.K com 90% (Koch et al., 1998). Nas comerciais, P. edulis, P. edulis f. flavicarpa e P. alata, os resultados são mais promissores e, segundo Meletti & Nagai (1992), essas espécies tiveram 75% das estacas enraizadas. Já Graça (1990) e Salomão et al. (2002) conseguiram, respectivamente, 90 e 96% de enraizamento das estacas, no P. edulis f. flavicarpa.

O objetivo deste trabalho foi verificar a possibilidade de obtenção de mudas por estaquia, nas espécies comerciais de maracujazeiros, representadas pelo maracujá-amarelo e doce, e nas espécies silvestres com potencial para porta-enxerto P. giberti, P. nitida e P. setacea.

 

MATERIAL E MÉTODOS

A área experimental pertence ao Departamento de Produção Vegetal da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista (FCAV/UNESP), Câmpus de Jaboticabal, cujas coordenadas geográficas são: latitude 21º17'05"S e longitude 48º17'09"W, altitude de aproximadamente 590m. O clima da região, segundo classificação de Koppen, é do tipo Cwa, subtropical, relativamente seco no inverno, com chuvas no verão, apresentando temperatura média anual de 22ºC e precipitação de 1.552mm.

O trabalho foi conduzido de junho de 2000 a junho de 2001 em câmara de nebulização intermitente sob telado (50% de sombreamento). As matrizes das espécies P. alata, P. giberti, P. nitida e P. setacea pertencem ao Banco de Germoplasma Ativo (BAG), do Departamento de Produção Vegetal. As estacas de maracujá-amarelo (P. edulis f. flavicarpa) foram provenientes de pomares próximos, de propriedades rurais nos municípios de Jaboticabal-SP (aproximadamente 10km) e Taquaritinga-SP (aproximadamente 30km), pomares estes em estádio inicial de produção de frutos. Quanto à origem geográfica das demais espécies, a P. alata foi procedente de Jaboticabal-SP, Ribeirão Preto-SP e Valinhos-SP, a P. nitida acesso Amazonas, a P. giberti e a P. setacea acesso Cenargen.

Plantas-matrizes foram selecionadas em função da sanidade, vigor, produtividade e qualidade de frutos. Foram conduzidas no período de junho a agosto, e de outubro a dezembro de 2000, até o período de abril a junho de 2001, estacas herbáceas da porção mediana de ramos em estádio de crescimento vegetativo, com cerca de 15cm de comprimento e 4mm de diâmetro, com três nós e duas folhas reduzidas ao meio, corte em bisel na extremidade basal e perpendicular na parte apical.

As estacas foram tratadas com IBA (ácido indolbutírico) nas concentrações de 500; 1.000, 2.000mg.L-1 e sem tratamento (testemunha), por imersão da extremidade basal por 5 segundos. Foi preparada uma solução de IBA para 500mL (na solução contendo 1.000mg.L-1), dissolvendo-se 500mg da substância pura em 250mL de álcool etílico, agitando-se bem e adicionando-se água destilada até completar o volume. Essa solução alcoólica a 50% é melhor para dissolver o IBA, pois, quando se usa uma quantidade muito pequena de álcool, pode ocorrer a precipitação do IBA ao se adicionar água destilada. Após, foram plantadas em bandejas plásticas perfuradas, de dimensões 40x30x10cm, contendo vermiculita de textura média. As estacas foram submetidas ao regime de irrigação por sistema de nebulização intermitente (45 segundos desligado e 15 segundos ligado). O tempo de permanência na câmara de nebulização foi de 60 dias, quando foram avaliadas a percentagem de estacas enraizadas, que consistiu na contagem das estacas que emitiram, pelo menos, uma raiz; percentagem de estacas sobreviventes, que consistiu na contagem das estacas que permaneciam verdes; o número e comprimento de raízes/estaca, sendo contadas as raízes formadas nas estacas em cada repetição e foram medidas as cinco raízes mais longas, obtendo-se o número e o comprimento médio de raízes/estaca/repetição.

O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso, com três repetições e 20 estacas por parcela, em esquema fatorial 5x4x3, sendo os fatores: espécies (P. edulis f. flavicarpa, P. alata, P. nitida, P. giberti e P. setacea), concentrações de IBA (0; 500; 1.000 e 2.000mg.L-1) e épocas (junho e outubro de 2000, e abril de 2001). Os dados foram submetidos à análise de variância, utilizando-se, para o teste F nível de 5% e 1% de probabilidade, executados no Sistema para Análises Estatísticas (ESTAT) do Pólo Computacional do Departamento de Ciências Exatas da FCAV/UNESP. As médias foram comparadas entre si, pelo teste de Tukey, a 5% e 1% de probabilidade. As variáveis percentagem de enraizamento e percentagem de sobrevivência foram transformadas por arco-seno , e o número e comprimento de raízes por arco-seno .

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Na análise de variância, observa-se que houve significância para todos os fatores estudados, quanto à percentagem de enraizamento avaliada, além da interação entre os fatores (Tabela 1; 2 e 3). No geral, a espécie P. giberti apresentou o melhor enraizamento, considerando as diferentes concentrações de IBA, nas épocas em estudo. O melhor enraizamento foi na primavera (outubro a dezembro), nas espécies estudadas, considerando as várias concentrações de IBA. O P. edulis f. flavicarpa apresentou melhor enraizamento na primavera, o P. giberti enraizou na primavera e no outono (abril a junho), o P. nitida enraizou na primavera e no inverno (junho a agosto) e o P. alata não diferiu em relação às épocas testadas.

 

 

 

 

 

 

Na Tabela 4, encontra-se a percentagem de enraizamento de estacas, nas diferentes espécies, épocas e concentrações de IBA. Observa-se que a percentagem de enraizamento variou em função da espécie, sendo que o maracujá-amarelo (P. edulis f. flavicarpa) apresentou o melhor índice de enraizamento (76,7%) na primavera e sem IBA (testemunha). Um fator que pode ter contribuído para este bom resultado é o maior crescimento dos ramos na primavera, onde substâncias são sintetizadas internamente, especialmente auxinas, fitormônios que estimulam o enraizamento das estacas (Lima, 2005). A ampla variabilidade das espécies também pode ter contribuído para a viabilidade do processo, através da seleção de indivíduos superiores em relação à estaquia (Braga et al., 2005).

 

 

Resultado semelhante foi obtido por Feichtinger Júnior (1985) em Jaboticabal-SP, ou seja, 80% de enraizamento, em agosto, sem o uso de fitormônios, além do que, ao testar número de nós ou gemas nas estacas, observou maior percentagem de enraizamento com três nós, mesmo número utilizado neste experimento. Já Salomão et al. (2002), em Viçosa – MG, obtiveram maior percentagem de enraizamento (96%) com 3 nós ou mais. Entretanto, os resultados encontrados por Almeida et al. (1991) e Graça (1990), também em Jaboticabal-SP, foram melhores, 89 e 90%, respectivamente, quando utilizaram IBA a 2.000mg.L-1. Também, Junqueira et al. (2001) alcançaram bons resultados, com 90% de enraizamento, sendo que Oliveira et al. (2002) conseguiram 75% de enraizamento, com 3 nós.

O outono (abril a junho) e o inverno (junho a agosto) proporcionaram as menores médias de enraizamento (8%) para o maracujá-amarelo. Isso foi constatado por Souza et al. (2006), que conseguiram apenas 40% de enraizamento nesta época do ano. Desta forma, pode-se dizer que a maior concentração de IBA não substituiu a baixa quantidade de auxina endógena sintetizada pela planta nestas épocas, impossibilitando enraizamento satisfatório, além de causar inibição do enraizamento; além disso, as baixas temperaturas ocorrentes nesse período, provavelmente, não favoreceram o enraizamento das estacas.

Feichtinger Júnior (1985) também constatou que o inverno não é favorável para o enraizamento do maracujá-amarelo e obteve apenas 30% de enraizamento, enquanto Graça (1990) conseguiu 82,5% de enraizamento nesta época.

No maracujá-doce, obtiveram-se índices de enraizamento inferiores ao maracujá-amarelo, com percentagens próximas a 50% nas diferentes épocas testadas, baseando-se apenas na melhor concentração de IBA de determinada época, como mostrado na Tabela 4. O enraizamento no inverno foi influenciado pelas doses de IBA, sendo que, com 500mg.L-1, obteve-se 45%, já na primavera o enraizamento foi de 53,3%, com 1.000mg.L-1. No outono, o enraizamento foi de 56,7%, sem o uso de IBA, demonstrando que a capacidade de formar raízes nesta época é maior.

Meletti & Nagai (1992) conseguiram 75% de enraizamento de estacas, em Campinas-SP, com maracujá-doce, e Cereda & Papa (1989) 75,5%, em Botucatu-SP, considerando que trabalharam com 500mg.L-1 de IBA. Salomão et al. (2002) obtiveram 94% de enraizamento, em Viçosa-MG, sem uso de IBA. Silva et al. (2005) obtiveram excelente resultado com 99,2% de estacas enraizadas. Vale ressaltar que os autores obtiveram estes resultados na primavera (outubro a dezembro).

Quanto à P. nitida, obtive-se 40% de enraizamento no inverno, com IBA a 500mg.L-1 e 36,7% na primavera, também com 500mg.L-1 de IBA, resultado superior ao observado por Melo (1999), que foi de apenas 25%, e semelhante ao de Paula et al. (2005), que conseguiram 46% de estacas enraizadas, a 2.000mg.L-1 de IBA, no inverno. De acordo com Pereira et al. (1998), o enraizamento para esta espécie foi de 78% na primavera, a 2.000mg.L-1 de IBA, nas condições de Jaboticabal-SP. Já Junqueira et al. (2002), Chaves et al. (2004) e Junqueira et al. (2006) obtiveram índice máximo de enraizamento (100%), utilizando 500mg.L-1 de ANA, em Planaltina-DF, resultado bem superior ao obtido neste trabalho.

A espécie silvestre P. giberti apresentou índice de enraizamento mais elevado na primavera (66,7%), embora também tenha 55% das estacas enraizadas no outono, sendo que o desempenho foi inferior na concentração de 2.000mg.L-1 de IBA, nestas épocas. Paula et al. (2005) também conseguiram bom desempenho nesta espécie, com 63,88% de estacas enraizadas, mas com uso de IBA a 2.000mg.L-1, no inverno.

A espécie P. setacea foi a de pior desempenho, com apenas 5% de enraizamento no inverno. Braga et al. (2005) e Braga et al. (2006) obtiveram apenas 28,6% de enraizamento de estacas e Paula et al. (2005), 46,73%, nesta espécie. Em contrapartida, Junqueira et al. (2002) e Chaves et al. (2004) conseguiram ótimo desempenho com 83,3% de estacas enraizadas. O menor enraizamento pode ser explicado pelo seu alto grau de lignificação dos ramos, desde o estádio de crescimento vegetativo. Os primórdios radiculares não conseguem ultrapassar este tecido lignificado, não efetivando o enraizamento. Supõe-se que o corte da casca na base da estaca pode viabilizar o enraizamento.

A sobrevivência das estacas, o número e o comprimento de raízes foram maiores na primavera, devido às condições ambientais mais favoráveis, e à condição fisiológica das matrizes (Tabela 5; 6; 7 e 8).

 

 

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÕES

1-O maracujazeiro-amarelo (Passiflora edulis f. flavicarpa) apresentou maior potencial para produção de mudas por enraizamento de estacas na primavera, sem uso de fitormônio.

2-O maracujá-doce (P. alata) enraizou no outono, inverno e primavera. O P. giberti enraizou na primavera e no outono, na testemunha, e com 1.000mg.L-1 de IBA. O P. nitida enraizou na primavera e no inverno, a 500mg.L-1 de IBA. O P. setacea não enraizou nas épocas estudadas.

3-A sobrevivência de estacas, o número e o comprimento de raízes foram maiores na primavera.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em: 04-10-2007. Aceito para publicação em: 05-08-2008.

 

 

1 (Trabalho 240-07).

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