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Revista Brasileira de Fruticultura

Print version ISSN 0100-2945

Rev. Bras. Frutic. vol.31 no.2 Jaboticabal June 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-29452009000200018 

FITOTECNIA

 

Efeito do frio e do desponte na brotação de gemas em pessegueiro1

 

Chilling and tipping off pruning effect on budbreak in peach trees

 

 

Fernando José HawerrothI; José Luiz PetriII; Gabriel Berenhauser LeiteIII; Flavio Gilberto HerterIV; Anderson Carlos MarafonV

IEng. Agr., MSc., Bolsista de Doutorado do CNPq, Doutorando em Agronomia - Concentração em Fruticultura de Clima Temperado, Universidade Federal de Pelotas, C.P. 354, 96010-900, Pelotas-RS. Email: fjhawerroth@gmail.com
IIEng. Agr., MSc., Epagri - Estação Experimental de Caçador, C.P. 591, 89500-000, Caçador-SC. E-mail: petri@epagri.rctsc.br
IIIEng. Agr., Dr., Epagri - Estação Experimental de Caçador, C.P. 591, 89500-000, Caçador-SC. E-mail: gabriel@epagri.rctsc.br
IVEng. Agr., Dr., Embrapa Clima Temperado, C.P. 403, 96001-970, Pelotas-RS. E-mail: herter@cpact.embrapa.br
VEng. Agr., Dr., Universidade Federal de Pelotas, C.P. 354, 96010-900, Pelotas-RS. Email: anderson_marafon@ufpel.edu.br

 

 


RESUMO

O objetivo do trabalho foi avaliar a resposta de três cultivares de pessegueiro quanto à brotação de gemas, em ramos com ou sem desponte, quando submetidas a diferentes períodos de exposição ao frio. Ramos de ano das cultivares Coral, Eragil e Rubidoux foram submetidas ao frio complementar (0; 312; 624 e 1.248 unidades de frio). Posteriormente, metade dos ramos foram mantidos inteiros e nos demais efetuou-se o desponte, com a retirada da gema apical. Os ramos foram mantidos em câmara de crescimento a 25ºC, sendo avaliado o percentual de brotação de gemas vegetativas e floríferas aos 15 e 30 dias após início da exposição a 25ºC. O desponte incrementou a brotação de gemas vegetativas em todas as cultivares avaliadas. O efeito do desponte sobre a brotação das gemas vegetativas foi variável conforme as unidades de frio aos quais os ramos foram expostos, sendo evidenciado maior efeito do desponte nos tratamentos com maior exposição ao frio.

Termos para indexação: dominância apical, dormência, Prunus persica (L.) Batsch, requerimento em frio.


ABSTRACT

The objective of this work was to evaluate the behavior of three peach cultivars in relation to budbreak in branches with or without tipping off pruning submitted to different exposition cold periods. One-year-old branches of Coral, Eragil and Rubidoux peach trees cultivars were submitted to chilling supplement (0, 312, 624 and 1248 cold units). After chilling treatments, half of branches were maintained intact and others were tipped off pruning through terminal bud remove. After this, the branches were kept in growth chamber at 25ºC, and it was evaluated the percentage of budbreak in flower and vegetative buds at 15 and 30 days after the beginning of the exposure at 25ºC. Tipping off pruning increased budbreak in vegetative buds in all cultivars studied. The effect of tipping off pruning on budbreak in vegetative buds was variable depending on chilling intensity that the branches were submitted, being evidenced bigger effect of tipping off pruning in higher chilling exposure.

Index terms: apical dominance, dormancy, Prunus persica (L.) Batsch, chilling requirement.


 

 

INTRODUÇÃO

O pessegueiro (Prunus persica (L.) Batsch.) é originário de regiões tipicamente frias,caracterizadas pela alta quantidade de frio acumuladodurante o período hibernal. Nestas condições, adormência foi um importante mecanismo adaptativoadquirido pelas frutíferas de clima temperado,visando à sua sobrevivência em condiçõesinadequadas ao seu desenvolvimento, como baixas temperaturas. Este fenômeno é caracterizado pelaaquisição da resistência ao frio e controle docrescimento (Leite, 2005), onde as atividadesmetabólicas das plantas continuam, embora emintensidade reduzida (Petri et al., 2006).

A baixa temperatura ambiente, durante operíodo de dormência é, reconhecidamente, oprincipal agente natural envolvido na indução dabrotação das plantas (Petri, 1986; Erez, 2000), sendoque a maioria das frutíferas temperadas necessitamser submetidas a um período de baixas temperaturas para posterior retomada de crescimento na primavera (Zelleke & Kliewer, 1989). Em condições normais de clima temperado, após o frio recebido durante o inverno, espécies frutíferas decíduas retomam seu ciclo vegetativo e reprodutivo normalmente (Leite, 2005), apresentando abundante brotação de gemas.

Com a expansão da fruticultura de clima temperado para regiões de inverno ameno e até mesmo subtropicais, onde o frio é insuficiente para satisfazer as necessidades fisiológicas da planta para sair da dormência (Botelho et al., 2006), problemas relacionados à brotação e floração deficientes manifestam-se com maior frequência, repercutindo em redução da produtividade e da qualidade dos frutos produzidos.

A utilização de cultivares com requerimento em frio compatível com as condições climáticas de uma determinada região de cultivo é fundamental para o sucesso na produção comercial de fruteiras decíduas em regiões de clima ameno. Neste sentido, a quantificação do frio é importante para determinar o requerimento em frio de cada cultivar e para definir a quantidade de frio disponível em um local específico (Erez, 2000).

Além do atendimento do requerimento em frio de uma cultivar, outros fatores estão envolvidos com o desencadeamento do processo de brotação, como a necessidade de calor (Citadin, 1999),o uso de substâncias químicas (Petri et al., 2006) ou mesmo práticas culturais como a desfolha e a poda (Tromp, 2005). Dada a relevância da interação entre esses fatores na dinâmica da dormência, estudos visando a seu entendimento são de grande importância para desenvolver e adequar práticas culturais com o intuito de minimizar os problemas decorrentes do insuficiente acúmulo de frio durante o período hibernal.

Entre os métodos disponíveis para estudar a dormência em fruteiras de clima temperado, destaca-se o método biológico. Este método baseia-se na utilização de ramos produtivos de uma espécie ou cultivar em específico, expondo-os a diferentes tratamentos de frio, e posteriormente submetendo-os ao calor para estimular a brotação de gemas, quantificando-a ao longo do tempo. Este método tem sido utilizado para várias espécies de clima temperado, como a macieira (Herter et al., 1992; Putti et al., 2003), a pereira (Bianchi et al., 2000) e o pessegueiro (Citadin, 1999).

O presente trabalho teve por objetivo avaliar, através do método biológico, a resposta de três cultivares de pessegueiro quanto à brotação de gemas, em ramos de ano, em resposta à exposição ao frio e à poda de desponte.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido nas dependências da Epagri/Estação Experimental de Caçador-SC. Ramos de pessegueiro de crescimento do ano, com 25 a 30 cm de comprimento, das cultivares Coral, Eragil e Rubidoux, foram coletados de plantas com 6 anos de idade, em pomar comercial localizado em Caçador-SC (latitude 26º42'32" sul, longitude 51º00'50" oeste e altitude de 960 metros). As cultivares utilizadas apresentam distintas exigências em frio, onde, segundo Biasi et al. (2004), as cultivares Coral, Eragil e Rubidoux apresentam requerimento de 350; 550 e 600 horas de frio abaixo de 7,2ºC, respectivamente. A coleta dos ramos foi realizada em 24-06-2006, quando já haviam acumulado 43 horas de frio abaixo de 7,2ºC ou 290 unidades de frio, segundo modelo de Utah (Richardson et al., 1974). Os ramos foram separados, formando quatro lotes com 20 ramos para cada cultivar, os quais foram submetidos a diferentes períodos de exposição ao frio, para o qual se utilizou uma câmara frigorífica a 3ºC (±1ºC). Adotando o modelo de acumulação de unidades de frio proposto por Richardson et al. (1974), desenvolvido para pessegueiros, considerou-se uma unidade de frio (UF) a cada hora de permanência dos ramos em câmara frigorífica a 3ºC.

Os ramos foram submetidos às seguintes unidades de frio complementar: 0; 312; 624 e 1.248 UF. Depois de atendidos os períodos de exposição respectivos a cada tratamento, cada lote foi dividido em duas partes, sendo dez ramos mantidos inteiros e, nos restantes, foi realizada a poda da gema apical. O corte para a retirada da gema apical foi efetuado a 1 cm abaixo do ponto de inserção da mesma no ramo. Esses ramos foram colocados em bandejas com espuma fenólica e mantidos em câmara de crescimento a 25ºC±1ºC, com umidade relativa média de 85% e fotoperíodo de 12 horas.

O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, com cinco repetições compostas de dois ramos. Adotou-se o arranjo fatorial (4 x 3 x 2), obtido da combinação de 4 níveis do fator exposição ao frio (0; 312; 624 e 1.248 UF), 3 níveis do fator cultivar (Coral, Eragil e Rubidoux) e 2 níveis do fator desponte (ramos despontados e não despontados).

As avaliações consistiram na determinação dos percentuais de brotação de gemas floríferas e de gemas vegetativas, aos 15 e 30 dias após a manutenção dos ramos em câmara de crescimento a 25ºC. As gemas vegetativas e floríferas foram consideradas brotadas quando se encontravam a partir do estágio de ponta verde e botão rosado, respectivamente.

As variáveis avaliadas foram transformadas através da expressão a fim de atender às pressuposições em homogeneidade de variância (Banzatto & Kronka, 1995), para então serem submetidas à análise de variância. As variáveis cujos resultados revelaram significância a 5% de probabilidade de erro, tiveram as médias comparadas pelo teste de Tukey, a 5% de significância, para os fatores qualitativos cultivar e desponte, e para o fator quantitativo exposição ao frio, foi efetuado o ajuste de equações de regressão polinomial.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O efeito principal dos fatores intensidade de frio, cultivar e desponte foram significativos quanto ao percentual de gemas vegetativas brotadas após 15 e 30 dias a 25ºC, assim como a interação entre os fatores intensidade de frio e desponte. A interação entre o fator intensidade de frio e cultivar foi significativo apenas para a variável brotação de gemas vegetativas aos 15 dias a 25ºC (Tabela 1).

A poda de desponte proporcionou aumento da brotação de gemas vegetativas em todas as cultivares estudadas, sendo visualizado seu efeito tanto na avaliação aos 15 dias como aos 30 dias após a exposição ao calor a 25ºC (Tabela 2). De acordo com Mondin (2005), a poda de desponte estimula o desenvolvimento das gemas situadas abaixo do local onde o corte foi efetuado, resultado também observado neste experimento. O efeito da poda da gema apical sobre a maximização da brotação pode ser observado na cultivar Eragil, onde o desponte proporcionou aumento de 2,73 e 2,60 vezes no percentual de gemas vegetativas brotadas aos 15 e 30 dias em ambiente a 25ºC, respectivamente. Essa resposta pode ser creditada à eliminação da paradormência, neste caso, caracterizada pela dominância apical, que inibe a brotação das gemas laterais (Cook & Jacobs, 1999; Leite, 2004).

Segundo Taiz & Zeiger (2004), na maioria das plantas superiores, o desenvolvimento das gemas apicais inibe o crescimento e o desenvolvimento das gemas axilares situadas abaixo destas, num processo característico de dominância apical. Com a retirada da gema apical, a dominância apical exercida sobre as gemas laterais é eliminada, ocorrendo, segundo Barrit (1998), melhor distribuição da seiva, favorecendo a brotação de gemas axilares.

O efeito do desponte sobre a brotação de gemas vegetativas foi diferenciado entre os períodos de exposição ao frio estudados, como pode ser observado na Figura 1. Nos menores períodos de exposição ao frio (0 UF e 312 UF), o efeito do desponte no aumento da brotação de gemas foi menos pronunciado em relação às maiores exposições ao frio. Tal comportamento pode estar associado ao fato de que grande parte das gemas dos ramos submetidos a 0 UF e 312 UF se encontravam, possivelmente, no estado de endodormência. Segundo Lang (1987), a endodormência é caracterizada pela paralisação do desenvolvimento da gema, não sendo manifestada a brotação das gemas mesmo quando as condições ambientes sejam adequadas para tal. Ao atingir este estado, o frio é o único fator capaz de tornar a gema fisiologicamente apta a brotar (Petri & Herter, 2004).

A partir das equações de regressão polinomial (Figura 1), foi verificado o mesmo percentual de gemas vegetativas brotadas em ramos despontados e não despontados com 104 UF. O aumento da exposição ao frio, a partir deste ponto, maximizou as diferenças na brotação entre ramos despontados e não despontados, sendo a máxima diferença obtida com 1.120 UF.

As cultivares utilizadas apresentaram respostas diferenciadas na brotação de gemas vegetativas mediante os períodos de exposição ao frio estudados (Figura 2). Aos 15 dias, a 25 ºC, a cultivar Coral apresentou o maior aumento na brotação de gemas vegetativas frente ao maior número de horas de exposição dos ramos ao frio, atingindo máxima brotação em 778 UF. Igualmente à cultivar Coral, Rubidoux apresentou resposta quadrática ao frio, porém o máximo percentual de brotação de gemas vegetativas foi inferior ao da cultivar Coral, sendo atingido com 1.143 UF. A cultivar Eragil respondeu linearmente ao frio, mostrando apresentar incremento na brotação de gemas vegetativas com períodos de exposição ao frio superiores aos utilizados neste estudo.

Aos 30 dias a 25ºC, o aumento da exposição ao frio proporcionou incremento no percentual de gemas vegetativas brotadas, embora a 326 e 275 UF este tenha sido inferior ao observado na intensidade 0 UF nas cultivares Coral e Eragil, respectivamente (Figura 2). Este comportamento, segundo Lang (1987) e Putti et al. (2003), pode estar relacionado ao fato de que, quando os ramos foram coletados, suas gemas estavam no estádio de paradormência e, com o aumento da exposição ao frio, entraram em endodormência. Como descrito por Lang (1987) e Petri & Herter (2004), a ocorrência de frio, inicialmente, determina a fase de endodormência, e, após atingir este estado, o frio contribui para a saída desta fase, tornando as gemas aptas fisiologicamente a brotarem, o que explica o aumento significativo da brotação pela exposição dos ramos ao frio, superiores a 326 e 275 UF para as cultivares Coral e Eragil, respectivamente.

Aos 30 dias a 25ºC, não foram verificadas diferenças entre as cultivares Coral e Rubidoux, quando expostas a 312; 624 e 1248UF (Tabela 3). Segundo Biasi et al. (2004), as cultivares Coral e Rubidoux são contrastantes quanto à necessidade de frio, apresentando requerimento de 350 e 600 horas de frio abaixo de 7,2ºC, respectivamente. A inexistência de diferenças no nível de brotação entre as cultivares Coral e Rubidoux poderia ser esperada com 1.248 UF, visto que esta exposição ao frio é muito superior ao requerimento em frio das cultivares utilizadas. Dessa a forma, a avaliação realizada aos 30 dias a 25ºC apresentou menor desempenho na separação das cultivares segundo requerimento em frio em relação à avaliação realizada aos 15 dias a 25ºC.

Durante a condução deste trabalho, observou-se unicamente brotação de gemas vegetativas, sendo o número de gemas floríferas brotadas praticamente desprezível em todas as intensidades de frio estudadas, motivo pelo qual não se efetuou a análise do percentual de brotação destas. Os ramos utilizados no experimento possuíam maior proporção de gemas floríferas do que de gemas vegetativas, visto que os ramos apresentavam a maior parte das gemas vegetativas na posição central, flanqueadas por duas gemas de flor, em um mesmo nó. Pelo fato de serem observadas brotação e floração abundantes na área onde se efetuou a coleta dos ramos, a ausência de brotação das gemas floríferas não está associada a problemas relacionados à qualidade dos ramos e ao manejo das plantas no pomar.

Quando expostos a 0 UF também não foi verificada brotação de gemas floríferas, excluindo a hipótese de possível necrose das gemas floríferas durante a submissão dos ramos aos tratamentos de frio na câmara fria. Em razão de ter ocorrido brotação de gemas vegetativas, o não suprimento da necessidade de frio das gemas floríferas pelas quantidades de frio estudadas não pode ser considerada a causa da não brotação de gemas floríferas, visto que, segundo Faust et al. (1995), gemas floríferas apresentam menor requerimento em frio do que gemas vegetativas.

Segundo Monet & Bastard (1971), existe a possibilidade de necrose de gemas floríferas quando expostas a temperaturas altas. Armas-Reyes et al. (2006) comentam que altas temperaturas (18-20ºC) durante o período de inverno podem interromper o processo de diferenciação das anteras, causando danos aos tecidos meristemáticos e determinando alta queda de gemas florais em Prunus armeniaca L. A exposição contínua à temperatura de 25ºC após a submissão aos tratamentos de frio pode ter ocasionado danos aos tecidos das gemas floríferas, acarretando reduzida brotação dessas gemas. A ocorrência de acentuada queda de gemas floríferas ao longo do período de avaliação reforça a hipótese de necrose deste tipo de gema pela exposição contínua a 25ºC após os tratamentos de frio. Frente a esta observação, sugere-se a realização do método biológico com a cultura do pessegueiro, utilizando temperaturas inferiores a 25ºC após a submissão dos tratamentos de frio.

Em razão dos problemas relacionados à brotação de gemas floríferas encontrados durante a condução deste trabalho, sugere-se a realização de mais estudos para verificar a influência da exposição a baixas temperaturas e da poda de desponte sobre a capacidade de brotação de gemas floríferas em diferentes cultivares de pessegueiro.

 

CONCLUSÕES

1 - O desponte incrementou a brotação de gemas vegetativas nas cultivares Coral, Rubidoux e Eragil.

2 - O efeito do desponte sobre a brotação de gemas vegetativas foi variável conforme o período a que os ramos foram expostos ao frio, sendo mais pronunciado nas exposições superiores a 104 unidades de frio.

3 - A metodologia empregada não proporcionou a brotação de gemas floríferas, possivelmente associado à necrose de gemas floríferas pela exposição contínua à temperatura de 25ºC após os tratamentos de frio.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em: 27-02-2008.
Aceito para publicação em: 03-03-2009.

 

 

1 (Trabalho 046-08).