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Revista Brasileira de Fruticultura

Print version ISSN 0100-2945

Rev. Bras. Frutic. vol.31 no.2 Jaboticabal June 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-29452009000200026 

GENÉTICA E MELHORAMENTO DE PLANTAS

 

Desempenho agronômico de genótipos de maracujazeiro-azedo cultivados no Distrito Federal1

 

Agronomical perfomance of passionfruit genotypes cultivated in Brasília

 

 

Thales Eduardo de Godoy MaiaI; José Ricardo PeixotoII; Nilton Tadeu Vilela JunqueiraIII; Marcelo Alves de Figueiredo SousaIV

IEng. Agr. Mestre em Ciências Agrárias /Universidade Brasília, Campus Universitário Darcy Ribeiro, 70910-900 Brasília-DF. Endereço eletrônico: tegm@uol.com.br
IIProfessor da Universidade de Brasília, UnB Campus Universitário Darcy Ribeiro, 70910-900 Brasília,-DF. Endereço eletrônico: Peixoto@unb.br
IIIPesquisador da Embrapa Cerrados, BR 020, Km 18, Caixa Postal 08223, 73010-970 Planaltina-DF. Endereço eletrônico: junqueir@cpac.embrapa.br
IV Eng. Agr. Doutorando em Fitotecnia/Universidade Brasília, Campus Universitário Darcy Ribeiro, 70910-900 Brasília-DF. Endereço eletrônico: marcelo@bsbflama.com.br

 

 


RESUMO

O presente trabalho teve como objetivo avaliar a produtividade de 14 genótipos cultivados no Distrito Federal. Utilizou-se o delineamento de blocos casualizados, com quatro repetições, 14 tratamentos (genótipos), 8 plantas úteis por parcela. Foram avaliados os 14 genótipos: [PCF-2, EC-RAM, MAR 20#03, MAR 20#09, MAR 20#23, MAR 20#36, MAR 20#46, AR-01, AR-02, Yellow Master FB-200, FP-01, RC-3, GA2, AP-1], totalizando 1.111 plantas por hectare. Após vinte colheitas (período de 9 meses), foram avaliadas as seguintes características: produtividade (kg/ha), massa média de frutos (g), número de frutos e coloração da casca. Na avaliação geral, houve maior rendimento dos genótipos, PCF-2 com 15,8 t/ha, EC-RAM 13,9 t/ ha, FP-01 12,4 t/ha e o AR-01 com 12,3 t/ha. Dos 14 genótipos avaliados, 2 produziram mais que a média nacional de 13 t/ha/ano em 2008 (Banco de dados do IBGE, 2008). A massa média dos frutos variou de 105g para o PCF-2 a 192g para o genótipo AR-01. O número de frutos variou de 33.666 frutos/ha, no genótipo RC 3, a 142.791 frutos/ha no genótipo PCF-2. Todos os genótipos apresentaram maior produção de frutos amarelos, seguido de frutos de cor rosa e de cor roxa.

Termos para indexação: P. edulis f. flavicarpa, maracujá, produtividade.


ABSTRACT

The present work had the objective to evaluate the yield of 14 genotypes cultivated in Brasília. A design with randomized blocks with four repetitions, 14 treatments (genotypes) and 8 plants per plot was used. Fourteen genotypes were assessed: [PCF-2, EC-RAM, MAR 20#03, MAR 20#09, MAR 20#23, MAR 20#36, MAR 20#46, AR-01, AR-02, Yellow Master FB-200, FP-01, RC-3, GA-2, A-1], totalizing 1.111 plants per hectare. Supplementary irrigation was performed. The parameters analyzed, after twenty harvests or 9 months were: yield (kg/ha); average fruit weight, number of fruits and peel color. In the general evaluation, there was a highest yield of genotypes PCF-2 with 15.8 t/ha, EC-RAM 13.9 with t/ha, FP-01 with 12.4 t/ha and o AR-01 with 12.3 t/ha. Among the 14 genotypes evaluated, 2 produced more than the national average of 13 t/ha/year in 2008 (IBGE data, 2008). The average fruit weight ranged from 105g for PCF-2 to 192g for genotype AR-01. These results are to be considered outstanding when compared to other works. The number of fruits ranged from 33,666 fruits/ha in genotype RC-3 to 142,791 fruits/ha in PCF-2. All genotypes showed larger production of yellow fruits, followed by pink and purple fruits.

Index terms: P. edulis f. flavicarpa, passion fruit, productivity.


 

 

INTRODUÇÃO

No Brasil, a cultura do maracujazeiro vem sendo de grande importância pela qualidade de seus frutos ricos em sais minerais e vitaminas, sobretudo A e C. Suas propriedades farmacológicas, como a maracujina, a passiflorina e a calmofilase são especialidades farmacêuticas de amplo uso como sedativos e antiespasmódicos (Lima et al., 1994; Melo, 1999).

O Brasil é, atualmente, o maior produtor mundial de maracujá, com produção em torno de 615 mil toneladas e área de aproximadamente 45 mil hectares (Banco de dados do IBGE, 2008).

Apesar de ser o maior produtor, a produtividade média brasileira de maracujá-azedo está em torno de 13 t/ha/ano, sendo considerada relativamente baixa, pois pesquisas já alcançaram 3045 t/ha/ano (Dos Anjos et al., 2002). Junqueira et al. (1999) citam que o uso de variedades ou linhagens inadequadas é o fator que mais influencia na baixa produtividade alcançada na cultura do maracujazeiro no Brasil.

Outros fatores responsáveis pela baixa produtividade e qualidade do fruto do maracujazeiroazedo no Brasil são: mudas de baixa qualidade e/ou contaminadas com doenças, ausência de irrigação nas regiões sujeitas a déficit hídrico, ausência de um esquema adequado de adubação juntamente com a correção inicial da acidez potencial do solo, do manejo correto de pragas e doenças e da pouca utilização de polinização manual (Junqueira et al., 1999; Oliveira, 2000). Dessa forma, a produtividade do maracujazeiro pode variar de 5 a 45 toneladas de frutos/ha/ano (Vallini et al., 1976).

O objetivo foi avaliar o desempenho agronômico de 14 genótipos de maracujazeiro-azedo (Passiflora edulis Sims f. flavicarpa) cultivados no Distrito Federal.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi realizado na fazenda Água Limpa, situada na Vargem Bonita, distante 25 km ao sul do Distrito Federal e pertencente à Universidade de Brasília (UnB), com latitude de 16º sul, longitude de 48º oeste e 1.100 m de altitude. O clima da região é do tipo AW, caracterizado por chuvas concentradas no verão, de outubro a abril, e invernos secos, de maio a setembro (Melo, 1999).

Utilizou-se delineamento de blocos ao caso, com 14 genótipos, 8 plantas por parcela, com 4 repetições. Foram avaliados os seguintes genótipos: PCF-2, EC-RAM, MAR 20#03, MAR 20#09, MAR 20#23, MAR 20#36, MAR 20#46, AR-01, AR-02, Yellow Master FB-200, FP-01, RC-3, GA-2, AP-1.

Os materiais utilizados neste experimento, denominados de MAR 20#03, MAR 20#09, MAR 20#23, MAR 20#36 e MAR 20#46, foram obtidos por seleção massal de plantios comerciais contendo nove materiais superiores, considerando os aspectos de produtividade, qualidade de frutos e resistência aos fitopatógenos, trazidos do município de Araguari - Minas Gerais. Os outros materiais utilizados nesse experimento foram obtidos conforme o descrito a seguir: Yellow Máster FB-200, cultivar comercial; AR-01, híbrido (RC1) de polinização controlada entre as cultivares Marília x Roxo Australiano retrocruzado para Marília, ou seja, F1 x Marília; AR-02, seleção individual de plantas resistentes à antracnose de uma população de Roxo Australiano; AP-1, cultivar obtida do cruzamento entre tipos de maracujá-amarelo de alta produtividade, selecionados em pomar comercial; EC-RAM, híbrido entre roxo australiano (P. edulis ) x P. edulis f. flavicarpa; GA-2, híbrido entre duas plantas obtidas por seleção recorrente; FP-01, híbrido entre duas plantas obtidas por seleção individual, com características de tolerância a fotoperíodos menores; RC-3, e PCF-2, P. edulis f. flavicarpa x P. setacea, geração RC 3.

O experimento foi instalado em solo Latossolo Vermelho-Amarelo, fase argilosa, profundo, boa drenagem. As mudas foram obtidas por meio de semeadura no dia 10 de junho de 2006, com a utilização de sacos plásticos com volume de 1 litro, contendo terra peneirada, sob casa devegetação localizada na Fazenda Água Limpa. As mudas foram transplantadas para o campo em setembro de 2006. O espaçamento utilizado foi 3 x 3, 3 m entre linhas e 3 m entre plantas, totalizando 1.111 plantas por hectare.

A lavoura foi conduzida utilizando o sistema de sustentação de espaldeira vertical, com os mourões distanciados de 6 m e 2 fios de arame liso, um a 2 m de altura e outro a 1,50 em relação ao solo. As plantas foram conduzidas em haste única, tutoradas por barbante, até o arame superior, deixando para cada um dos fios de arame duas brotações laterais em sentidos opostos.

Não se realizou polinização artificial para aumentar a frutificação. As colheitas foram realizadas quinzenalmente, de abril a novembro, e semanalmente, em dezembro. A classificação do fruto de Maracujá pelo tamanho foi feita medindo-se o diâmetro equatorial em milímetros. Frutos com diâmetro igual ou menor que 55 mm foi classificado como de primeira, com diâmetro entre 55 até 65 mm foi classificado como 1B, com diâmetro entre 65 até 75 mm foi classificado como 1A, entre 75 até 90 mm como 2A, e maior que 90 mm como 3A, adaptação de Oliveira (2001), Rangel (2002).

As variáveis analisadas foram: produção em kg/ha de frutos de primeira, frutos 1 A, 1B, 2 A e 3 A; número de frutos por planta de primeira, 1 A, 1B, 2 A e 3 A; massa média dos frutos de primeira, 1 A, 1B, 2 A e 3 A, a porcentagem de frutos da cor amarela, cor rosa e cor roxa.

A primeira colheita de frutos foi realizada no dia 04 de abril de 2007, sendo a última no dia 26 de dezembro de 2007, totalizando 20 colheitas em 9 meses de produção.

As análises de variância (teste F) para cada parâmetro, bem como a comparação das médias através do teste de Duncan, ao nível de 5% de significância (Gomes, 1978), foram executadas com a utilização do "software SANEST", de autoria de Zonta e Machado (1995).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A análise de variância mostrou diferença significativa entre os genótipos para o número de frutos do tipo primeira, 1A, 2A e 3A, massa média de frutos do tipo 3A e massa média total, produtividade de frutos do tipo primeira, 1A, 2A, e 3A, e massa média de frutos amarelos. N ã o houve diferença significativa da produtividade total dos 8 genótipos mais produtivos (Tabela 1).

Oliveira (2001) observou, em 20 colheitas, produtividade de aproximadamente 17.000 kg/ha ano com o genótipo Redondão. Nascimento (2003) observou, em 61 colheitas, produtividade de 39.290kg/ha do genótipo Vermelhão.

Oliveira (2001) verificou produtividade do genótipo Itaquiraí com aproximadamente 14.000 kg em 20 colheitas. Rangel (2002) também observou produtividade do genótipo Itaquiraí com 23.968 kg/ ha em 44 colheitas. Sousa (2005) verificou produtividade dos genótipos Yellow Master FB-200 e RC-3 de 15.878 kg/ha e 7.586 kg/ha respectivamente, em 6 meses de produção, totalizando também 20 colheitas. Abreu (2006) obteve apenas 2.920 kg/ha com genótipo RC-3 em 17 colheitas (6 meses de produção).

Os genótipos EC-RAM, MAR 20#46, AR02, AP-1 e MAR 20#46 apresentaram maior massa média de frutos de primeira (89,54g), 1B (151g), 1A (227g), 2A (359g) e 3A (448g), respectivamente. Observou-se ótima massa média dos frutos em cada classe de fruto, quando comparado com trabalho de Sousa (2005) que, em 20 colheitas, verificou que o genótipo Yellow Master FB-200 produziu frutos 1A com 183 g e frutos 2A com 236 g.

O AR-01 obteve a maior massa média total de frutos (166g), seguido do MAR 20#03, (141,23g). Medeiros (2005) observou com os genótipos EC-2-0 e Marília Seleção Cerrado massa média total de (196g) e (183g), respectivamente, após 13 colheitas (3 meses), com isso favoreceu alta massa média de frutos. Já Sousa (2005) obteve a maior massa média total com o genótipo Maracujá-Morango (152g), seguido do PES-9 (152g), após 20 colheitas (6 meses). Fortaleza (2002), analisando genótipos de maracujáazedo, encontrou valores de maior massa média de (137g) a (103g), inferiores aos resultados deste trabalho.

O PCF-2 foi o genótipo que obteve maior número de frutos produzidos, 142.791 frutos/ha, e para os demais genótipos variou de 91.750 a 33.666 frutos/ha (Tabela 3). O FP 01 teve a maior produção de frutos de cor amarela (12.274 kg/ha) com baixa produção de frutos rosas (216 kg/ha) e nenhum fruto roxo. O EC-RAM apresentou a maior produção de frutos rosas (4.569 kg/ha) e a maior produção de frutos roxos (2.826 kg/ha), mas a segunda pior produção de frutos amarelos (6.571 kg/ha). O genótipo RC-3 teve o menor rendimento de frutos amarelos (4.770 kg/ha). O genótipo MAR 20#36 só teve frutos de cor amarela (9.654 kg/ha). Sousa (2005) observou maior produção de frutos de cor amarela com Redondão e Yellow Master FB-100 (20.994 kg/ha) e (20.128kg/ha), e maior produção de frutos rosas com MAR 20#09 e MAR 20#10, (7.042 kg/ha) e (4.012 kg/ha). Abreu (2006) obteve maior produção de frutos de cor amarela, rosa e roxo com os genótipos EC-L-7 (14.080 kg/ha), Rubi Gigante (3.590 kg/ha) e Rubi Gigante (2.080 kg/ha), respectivamente.

Todos os genótipos tiveram maior porcentagem de frutos amarelos, seguidos de rosas e roxos. O PCF-2 apresentou o maior número de frutos amarelos (118.250 frutos/ha), representando 86.7% de frutos amarelos. O MAR 20#23 teve o segundo maior número de frutos amarelos (81.417 frutos/ha), representando 90,9% de frutos amarelos. Dos 14 genótipos, 13 tiveram mais de 80% de frutos amarelos. O EC-RAM foi o único que teve apenas 47,3% de frutos amarelos. O MAR 20#36 foi o único que apresentou 100% de frutos amarelos, seguido dos genótipos GA-2 com 99,9% e do AR-01 com 99,3%. O genótipo EC-RAM apresentou o maior número de frutos rosas (30.417 frutos/ha), representando 34,1% de frutos rosas. O EC-RAM apresentou o maior número de frutos roxos (16.375 frutos/ha), representando 18,5% de frutos roxos. Os genótipos MAR 20#06, GA-2, RC-3 e FP-01 não obtiveram frutos de casca com coloração roxa. Oliveira (2001) observou produção de 100% de frutos amarelos com IAC-273. Abreu (2006) obteve o maior número de frutos amarelos, rosas e roxos com os genótipos EC-3-0 (200.254 frutos/ha), Rubi Gigante (29.189 frutos/ha) e Rubi Gigante (17.088 frutos/ha). Já Sousa (2005) verificou o maior número de frutos amarelos com Yellow Master FB-100 (170.335 frutos/ha).

O genótipo AR-02 obteve a maior massa média de frutos amarelos (173g) seguido dos genótipos AR-01 (168g) e GA-2 (165g). O PCF-2 obteve a menor massa média de frutos amarelos (103g). O EC-RAM teve a maior massa média de frutos rosas (148g), seguido dos genótipos MAR 20#09 (140g) e MAR 20#03 (125g). O MAR 20#09 teve maior massa média de frutos roxos (195g). Abreu (2006) verificou a maior massa média de frutos amarelos, rosas e roxos com os genótipos EC-3-0 (206g), Rubi Gigante (169g) e Rubi Gigante (181g), respectivamente. Sousa (2005) obteve a maior massa média de frutos rosas com o genótipo Gigante Amarelo (149g) (Tabela 5).

O PCF-2 teve a maior produtividade de frutos de primeira (5.760 kg/ha), seguido do genótipo MAR 20#46 (3.205 kg/ha). O genótipo PCF-2 também teve maior produtividade de frutos 1B (5.068 kg/ha). A maior produtividade para os frutos 1A, 2A e 3A foi obtida pelos genótipos EC-RAM (5.444 kg/ha), AR01 (2.752 kg/ha) e GA-2 (425 kg/ha), respectivamente (Tabela 2). Nascimento (2003) obteve com o genótipo EC-2-O (28.110 kg/ha) de frutos de primeira e com os genótipos F1 (Marilia. X Roxo Australiano) (5.669 kg/ha), MSC (2.221 kg/ha) e MSC (669 kg/ha) de frutos 1A, 2A e 3A, respectivamente. Sousa (2005) verificou a maior produtividade de frutos de primeira do genótipo Vermelhinho (10.224 kg/ha), e com o genótipo Redondão, a maior produtividade (1.562 kg/ha) de frutos 2A, inferior aos (2.752 kg/ha) de frutos 2A do AR-01 deste trabalho (Tabela 2). Segundo Abreu (2006), o genótipo Rubi Gigante (7.360 kg/ha) apresentou a maior produtividade de frutos de primeira.

O maior número de frutos tipo primeira (87.000), 1B (37.262), 1A (26.209), 2A (9.750) e 3A (1.292) foram obtidos pelos genótipos PCF-2, EC-RAM, FP-01, AR-01 e GA-2, respectivamente (Tabela 4). Abreu (2006) observou 91.285 frutos de primeira com o genótipo Rubi Gigante, 27.910 frutos 1A com o Redondão.

As diferenças em produtividade devem-se, presumivelmente, às seguintes causas: a) os materiais estão sempre se segregando, por se tratar de materiais de polinização aberta, causando diferença nos diversos campos de produção, considerando que a propagação foi feita via sexuada por todos os autores mencionados; b) às diferentes condições de manejo hídrico e nutricional; c) às diferentes épocas de cultivo; d) à formação de mudas em diferentes substratos e embalagens. No presente trabalho, as mudas foram formadas em sacos de polietileno de 1 litro e substrato: solo + adubo mineral, possibilitando bom desenvolvimento radicular, enquanto outros autores utilizaram substrato artificial à base de vermiculita mais cascas de Pinus spp. e bandejas de poliestireno com 72 células (120 mL/célula), com reduzido espaço para desenvolvimento radicular, o que, de certa forma, interfere no desenvolvimento do sistema radicular do maracujazeiro no campo.

 

CONCLUSÕES

1 - A variabilidade fenotípica dos materiais avaliados ficou evidenciada nas diferenças relativamente acentuadas na produtividade, massa e número de frutos e na coloração da casca.

2 - Dentre os 14 genótipos avaliados, PCF-2, EC-RAM e FP-01 foram os que obtiveram maior produtividade (t/ha) em 20 colheitas.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em 02-06-2008.
Aceito para publicação em 03-03-2009.

 

 

1 (Trabalho 139-08). Parte da dissertação de mestrado do primeiro autor.