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Revista Brasileira de Fruticultura

Print version ISSN 0100-2945

Rev. Bras. Frutic. vol.32 no.4 Jaboticabal Dec. 2010  Epub Nov 19, 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-29452010005000115 

Enxertia herbácea em Myrtaceae nativas do Rio Grande do Sul1

 

Herbaceans grafiting in native Myrtaceae on Rio Grande do Sul

 

 

Daiane Silva LattuadaI; Paulo Vitor Dutra de SouzaII; Mateus Pereira GonzattoI

IEng. Agrônomo, mestrando no PPGFitotecnia/UFRGS E-mail: dlattuada@terra.com.br, Bolsista Capes
IIEng. Agrônomo, Doutor em Agronomia, Professor Associado do Departamento de Horticultura e Silvicultura, PPGFitotecnia, Faculdade de Agronomia/UFRGS. E-mail: pvdsouza@ufrgs.br, Bolsista CNPq
IIIEng. Agrônomo, Msc. Fitotecnia/UFRGS, Eng. Agrônomo da Estação Experimental Agronômica/UFRGS

 

 


RESUMO

O objetivo deste trabalho foi testar a viabilidade da técnica de enxertia herbácea em frutíferas nativas da família Myrtaceae. O experimento foi realizado em casa de vegetação do Departamento de Horticultura e Silvicultura/ UFRGS, em Porto Alegre. Duas espécies de Myrtaceae nativas foram usadas, tanto como porta-enxerto quanto como enxerto, Eugenia uniflora (Pitangueira) e E. involucrata (Cerejeira-do-rio-grande ou Cerejeira-do-mato), totalizando quatro combinações. O método de enxertia adotado foi por garfagem em fenda cheia, em ramos herbáceos, com diâmetro médio do porta-enxerto de 0,1cm, enquanto os ramos dos enxertos apresentavam diâmetro médio entre 0,08 a 0,1cm, para as duas espécies. As análises foram quinzenais e, após 70 dias, foram analisadas estatisticamente a pega e a altura média das brotações emitidas. O delineamento experimental foi o completamente casualizado, com quatro repetições, sendo cada unidade experimental composta de cinco enxertos. Os resultados indicaram pega de 60% na combinação Pitangueira-Pitangueira (porta enxerto - enxerto). As demais combinações mostraram-se ineficientes.

Termos para indexação: Propagação vegetativa, Eugenia uniflora, Eugenia involucrata.


ABSTRACT

The objective of this study was to test the viability of the technique of green grafting in natives Myrtaceae. The experiment was conducted in greenhouse conditions of the Departamento de Horticultura e Silvicultura / UFRGS, in Porto Alegre. Two species of Myrtaceae were used, as well as rootstock and as graft, Eugenia uniflora (Surinam cherry) and E. involucrata (Rio-grande-cherry or Cherry of the woods), totaling four combinations. The adopted grafting method consisted to cleft the graft on herbaceous branches, with an average diameter of the rootstock of 0.1 cm, while the branches of the grafts had an average diameter between 0.08 to 0.1 cm for both species. The observations were carried out every two weeks, and after 70 days were statiscally analyzed. The experimental design was completely randomized with four replications, each experimental unit consisting of five grafts. The results indicated 60% of sucess in the combination Surinam cherry-Surinam cherry (rootstock-graft). When Surinam-cherry was grafted on Rio-grande-cherry the low union obtained indicates the possibility of interspecific grafting.

Index Terms: Vegetative propagation, Eugenia uniflora, Eugenia involucrata


 

 

Frutíferas nativas pertencentes à família Myrtaceae são amplamente distribuídas pelo território brasileiro e constituem um patrimônio genético de grande valor, além de apresentarem potencial para a exploração agrícola. Dentre as espécies de Mirtáceas com importância econômica, destacam-se cerejeira-do-mato ou cerejeira-do-rio-grande (Eugenia involucrata DC) e a pitangueira (Eugenia uniflora L.) (MANICA, 2002). Segundo Coutinho et al. (1991) e Donadio et al. (2002), estas espécies são originárias do Sul do Brasil, ocorrendo espontaneamente desde Minas Gerais ao Rio Grande do Sul e norte do Uruguai; além destes locais, ainda pode-se encontrar cerejeira-do-mato na Argentina e no Paraguai.

Apesar do potencial econômico, a maioria dos pomares destas frutíferas é oriunda de propagação via sementes, o que acarreta em grande heterogeneidade entre plantas, baixa produtividade e frutos de má qualidade (BEZERRA et al., 2002). Neste contexto, métodos de propagação vegetativa virão propiciar a fixação de genótipos importantes e de interesse agrícola. No entanto, este processo é dificultado pela lignificação do lenho e oxidação de compostos fenólicos que especialmente em espécies da família Myrtaceae, dificultam a formação do calo e o processo de cicatrização (FACHINELLO et al., 2005). Em função disto, a adoção da técnica de enxertia herbácea, utilizando-se de ramos ainda não lignificados, seria benéfica, pois as células do parênquima estarão menos lignificadas, e menor será a reação de oxidação, o que poderá facilitar o processo de união e pegamento do enxerto.

A enxertia herbácea, também chamada de enxertia verde, é mundialmente conhecida e utilizada em alguns países produtores de uva. Este processo acelera a formação do vinhedo, reduzindo em aproximadamente um ano a produção de mudas (ROBERTO et al., 2004). Para pitangueira, Bezerra et al. (2002) recomendam a enxertia por garfagem em fenda cheia ou inglês simples em ramos lenhosos. No entanto, Franzon (2008) acredita que melhores resultados de enxertia com pitangueira são obtidos ao utilizar ramos semilenhosos. Sabe-se que à medida que o diâmetro do tronco aumenta, maior é o estado de lignificação do lenho e maior a dificuldade de cicatrização e união entre enxerto e porta-enxerto. Em função disto, muitas vezes são preferidos porta-enxertos mais jovens e com diâmetro reduzido.

Em algumas espécies, como a gravioleira (KITAMURA; LEMOS, 2004), o uso da enxertia precoce, em porta-enxertos de reduzido diâmetro, objetiva baixar os custos de produção, em função do menor volume de substrato, menos materiais de consumo e redução do tempo de permanência no viveiro, além da facilidade do manuseio, intercâmbio de germoplasma e redução no custo do transporte. Estes mesmos fatores, além da menor concentração de compostos fenólicos, também podem ser utilizados para justificar o uso de material herbáceo na enxertia de pitangueira.

Portanto, o presente trabalho tem como objetivo testar a viabilidade da técnica de enxertia por garfagem herbácea entre duas espécies da família Myrtaceae, Eugenia uniflora L. (pitangueira) e Eugenia involucrata (cerejeira-do-rio-grande ou cerejeira-do-mato).

O estudo foi conduzido no período de abril a junho de 2008 (temperatura média no período de 19,3ºC), em casa de vegetação do Departamento de Horticultura e Silvicultura, localizado no Câmpus da Faculdade de Agronomia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre (30º04'26,04"S e 51º08'7,08"W; 46,97m de altitude) (INMET, 2009).

Foram utilizadas duas espécies de Myrtaceae, tanto como porta-enxerto quanto como enxerto, E. uniflora (pitangueira) e E. involucrata (cerejeira-do-rio-grande ou cerejeira-do-mato). As combinações testadas entre porta-enxerto e enxerto, respectivamente, foram: pitangueira com pitangueira, pitangueira com cerejeira-do-rio-grande, cerejeira-do-rio-grande com pitangueira e cerejeira-do-rio-grande com cerejeira-do-rio-grande.

As mudas utilizadas foram obtidas de sementes e foram mantidas em casa de vegetação, cultivadas em sacos de polietileno preto de 5 litros (19 x 8,5 x 31cm), contendo substrato à base de resíduo decomposto de casca de acácia, solo São Jerônimo, casca de arroz carbonizada e areia média, nas proporções 1:1:2:2 (v:v), respectivamente. Durante todo o período, as plantas receberam irrigações diárias por gotejamento (100 ml. planta-1.dia-1).

O método adotado foi a enxertia por garfagem em fenda cheia, realizada em ramos secundários com tecido herbáceo à aproximadamente 30 cm de altura do colo da planta. Os ramos utilizados como porta-enxerto apresentavam-se verdes, sem sinais de lignificação, com diâmetro médio de 0,1cm. Os ramos herbáceos que originaram os garfos, foram coletados de plantas-matrizes (acessos da coleção da UFRGS) que apresentavam diâmetro entre 0,08 a 0,1cm, para as duas espécies. Os garfos apresentavam aproximadamente 5cm de comprimento com duas gemas cada. Os ramos enxertados foram totalmente envoltos, com exceção da gema que ficou exposta, em filme plástico (RoyalPack ®), para evitar a perda da umidade e o contato com ar e água no ponto de enxertia.

As avaliações foram realizadas quinzenalmente, onde se observou o pegamento e, após 70 dias, foram analisados estatisticamente a pega e a longitude média das brotações emitidas.

Adotou-se o delineamento experimental completamente casualizado com quatro repetições, sendo cada unidade experimental composta de cinco enxertos. Os valores percentuais de pegamento e longitude média de brotos foram transformados, utilizado-se de √(x+1), submetidos à análise de variância, sendo as médias diferenciadas estatisticamente, pelo teste de Tukey (P > 0,05).

Os resultados indicaram boa viabilidade entre enxerto e porta-enxerto na combinação pitangueira sobre pitangueira, obtendo-se 60% de vingamento e longitude média das brotações de 2,2cm (Tabela 1), confirmando os resultados obtidos por Bezerra et al. (1999), os quais indicaram que os processos de enxertia dos tipos garfagem no topo em fenda cheia e inglês simples, realizados em porta-enxertos com 9 e 12 meses de idade, foram os métodos mais eficientes na propagação da pitangueira, alcançando-se com esses processos 77,5% de pegamento do enxerto.

A enxertia de cerejeira-do-mato sobre o porta-enxerto pitangueira foi ineficiente, atingindo somente 5% de vingamento e longitude de brotos de 0,4 cm (Tabela 1). Quando utilizada como enxerto, a cerejeira-do-mato não apresentou bons resultados, pois somente 15% dos garfos de pitangueira vingaram com 0,4 cm de brotos e nenhum garfo de cerejeira-do-mato sobreviveu (Tabela 1). Embora tenham ocorrido baixos percentuais de pegamento, a sobrevivência de alguns garfos de pitangueira, quando enxertados sobre cerejeira, mostram que apesar do alto grau da incompatibilidade genética, há certa possibilidade de enxertia interespecífica.

De acordo com Hartmann et al. (1990), a compatibilidade na enxertia é entendida como aquela em que ocorre a união bem-sucedida e o desenvolvimento satisfatório na composição de uma planta. Quando isto não acontece, tem-se o que chamamos de incompatibilidade. Para haver compatibilidade, o enxerto e a planta a ser enxertada devem pertencer, preferencialmente, à mesma espécie. Contudo, pode-se obter sucesso com duas espécies diferentes (HARTMANN et al., 1990; FACHINELLO et al., 2005).

Franzon (2008), testando a enxertia em Mirtáceas nas combinações de enxerto pitangueira e porta-enxertos pitangueira (E. uniflora), uvalheira (E. pyriformis) e guabijuzeiro (Myrcianthes pungens), obteve 28,8%; 1,3% e 41,3% de pegamento, respectivamente. O que indica um grau variável de compatibilidade interespecífica dentro da família Myrtaceae.

Espécies de Mirtáceas apresentam abundante exsudação de substâncias tóxicas, como compostos fenólicos, que, ao entrarem em contato com o ferimento da planta, produzem substâncias que dificultam a formação do calo e, consequentemente, o processo de cicatrização (FACHINELLO et al., 1995). Combinações compostas com cerejeira-do-mato apresentaram menor percentual de pega, podendo ser consequência da maior quantidade destes compostos nesta espécie, ou ainda, a diferença de consistência dos tecidos, percebida durante o processo de enxertia, quando os tecidos mostraram certa resistência ao corte. Outra possibilidade pode ser atribuída a uma reduzida afinidade fisiológica e anatômica. Segundo Simão (1971), a afinidade fisiológica diz respeito à região da enxertia, que pode tornar-se seletiva, dificultando o transporte de elementos maiores, micronutrientes e compostos orgânicos da raiz para a copa, e vice-versa. Já a anatômica consiste na íntima associação dos tecidos cambiais, de maneira a formarem uma conexão contínua que pode ser comprometida quando a copa e o porta-enxerto possuem células diferentes quanto ao tamanho, forma e consistência.

A técnica de propagação por enxertia de garfagem herbácea é viável para Eugenia uniflora (pitangueira), ao passo que não é para E. involucrata (cerejeira-do-mato) .

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em: 21-08-2009.
Aceito para publicação em: 13-01-2010.
Apoio financeiro: Capes e CNPq.

 

 

1 (Trabalho 196-09).

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