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Revista Brasileira de Fruticultura

Print version ISSN 0100-2945

Rev. Bras. Frutic. vol.34 no.1 Jaboticabal Mar. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-29452012000100001 

Ameixeira no Brasil

 

The plum culture

 

 

Tânia EidamI; Alexandre Pozzobom PavanelloII; Ricardo Antonio AyubIII

IEng. Agrª. Mestranda - UEPG - Ponta Grossa-PR E-mail: taniaeidam@hotmail.com
IIEng. Agr. Mestrando - UEPG - Ponta Grossa-PR E-mail: alexandrepavanello@hotmail.com
IIIEng. Agr., Prof. Dr., Deptº de Fitotecnia. UEPG - Ponta Grossa-PR E-mail: rayub@uepg.br

 

 

Fonte de vitaminas do complexo B, vitamina C, potássio, riboflavina, fósforo e alto poder laxativo, a ameixa destaca-se pela sua composição nutricional e baixo valor calórico, de aproximadamente 36 kcal por 100 gramas. Além disso, essa fruta apresenta também ação antiviral e antibacteriana, despertando o interesse do consumidor.

A ameixeira é cultivada no Brasil há muitos anos, porém não se sabe ao certo quando essa espécie foi introduzida no País. Atualmente, os maiores produtores são os Estados do Rio Grande do Sul, com produção anual estimada de 12.200 toneladas, seguido por Santa Catarina, com 11.000 toneladas, o Paraná com 7.000 toneladas, São Paulo com 6.011 toneladas e Minas Gerais com 1.600 toneladas. E as principais cultivares são Gulfblaze, Irati, Reubennel, Harry Pickstone, Polli Rosa, Fortune e Letícia.

No entanto, a produção nacional de frutos não é suficiente para abastecer o mercado. Anualmente, são importadas cerca de 10.000 toneladas de ameixa de países próximos ao Brasil, enquanto as exportações não ultrapassam 400 kg por ano, evidenciando o potencial de expansão da cultura no País.

Pertencente à família Rosaceae, subfamília Prunoidae e gênero Prunus, a ameixa faz parte do grupo das frutas de caroço, tipicamente cultivadas em regiões de clima temperado. Dentre as fruteiras deste grupo, a ameixeira foi a que apresentou os menores avanços devido à falta de cultivares adaptadas, problemas fitossanitários e produção de frutos de baixa qualidade.

Na década de 70, a bactéria Xylella fastidiosa, causadora da escaldadura nas folhas, foi responsável pela erradicação de pomares desde o sul do Rio Grande do Sul até o Paraná. O plantio da ameixa na região foi retomado a partir da década de 80, com a utilização de mudas isentas da bactéria obtida por meio da cultura de tecidos.

A partir daí, os programas de melhoramento vêm trabalhando com o objetivo de disponibilizar ao produtor cultivares bem adaptadas às condições climáticas e menos suscetíveis à escaldadura das folhas. Porém, a incidência de viroses tem sido observada na cultura, representando nova limitação para o seu desenvolvimento. Como no caso da bactéria causadora de escaldadura, a principal forma de controle de viroses é a utilização de mudas de qualidade.

Quanto ao manejo da cultura da ameixeira, órgãos de pesquisa vêm trabalhando com o objetivo de disponibilizar ao produtor respaldo para a produção de frutos de melhor qualidade. Com o intuito de aumentar o calibre dos frutos, o raleio manual está sendo substituído pelo raleio químico.

A comercialização dos frutos também é um desafio para os produtores, pois o principal mercado de ameixa no Brasil é a comercialização do fruto fresco, tendo em vista que a principal forma de industrialização da ameixa é a desidratação, técnica pouco utilizada no Brasil em função da falta de tradição com este tipo de processamento.

Deste modo, a cultura ainda encontra alguns entraves para o seu avanço, destacando-se a insegurança do agricultor em relação às recomendações para o setor. Entretanto, quando são utilizadas cultivares bem adaptadas à região, podem alcançar-se ótimas produtividades e bom retorno financeiro. Quando colhida nos meses de setembro, outubro e novembro, com calibre IV e V, boa sanidade e coloração, os preços de comercialização atingem valores que variam de R$ 3,00 a 3,50 o quilo.