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Radiologia Brasileira

versão On-line ISSN 1678-7099

Radiol Bras v.35 n.1 São Paulo  2002

https://doi.org/10.1590/S0100-39842002000100017 

Resumos de Artigos

Carcinoma ressecável do esôfago: controle local com quimioterapia e radioterapia neoadjuvantes.

Chidel MA, Rice TW, Adelstein DJ, et al. Resectable esophageal carcinoma: local control with neoadjuvant chemotherapy and radiation therapy. Radiology 1999;213:67¾72.

 

 

Objetivo: Avaliar a importância da quimioterapia e da radioterapia neoadjuvantes antes da esofagectomia no câncer esofágico invasivo ou de junção gastroesofágica (JGE).
Material e métodos: Os autores fizeram análise retrospectiva de 154 pacientes que se submeteram a esofagectomia para tratamento de câncer invasivo, entre 1/9/1991 e 31/12/1995. Os aspectos finais avaliados foram ausência de doença, ausência de recidiva loco-regional e sobrevida sem recidiva sistêmica.
Resultados: Dos 154 pacientes, 70 receberam modalidade de terapia combinada (MTC) neoadjuvante, consistindo na administração de cisplatina e fluorouracil e radioterapia hiperfracionada acelerada. Os 84 pacientes restantes foram submetidos a esofagectomia imediata. Com uma média de acompanhamento de 34,7 meses, três anos completos, ausência de doença e sobrevida sem recidiva metastática a distância variou em 38%, 41,9% e 56%, respectivamente. Apesar de a terapia neoadjuvante não determinar a prevenção de metástases a distância, houve bom controle local. Após MTC, a freqüência de controle local em cinco anos foi de 90%, comparada a 64% após cirurgia (p < 0,001). Tumores da JGE recidivaram com maior frequência (p = 0,01); porém, análises multivariadas demonstraram que a MTC foi o único fator prognóstico independente de controle local. A mortalidade pós-operatória foi de 15,7% após MTC, contra 5,9% sem MTC (p = 0,05).
Conclusão: O controle local do câncer esofágico é excelente após quimioterapia e radioterapia neoadjuvantes. No entanto, os efeitos colaterais da MTC e a sobrevida sem doença foram menores, baseados nas diferenças significativas entre os grupos de tratamento.

 

 

Simone Duarte Damato
Médica Residente (R2) do Departamento de Radiologia da UFF

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