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Radiologia Brasileira

Print version ISSN 0100-3984On-line version ISSN 1678-7099

Radiol Bras vol.35 no.1 São Paulo  2002

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-39842002000100020 

Resumos de Artigos

Trombose venosa profunda: detecção utilizando venografia indireta por tomografia computadorizada.

Cham MD, Yankelevitz DF, Shaham D, et al.Deep venous thrombosis: detection by using indirect CT venography. Radiology 2000; 216:744¾51.

 

 

Introdução: Embolia pulmonar e trombose venosa profunda (TVP) têm sido descritas como diferentes manifestações de um mesmo processo patológico. Muitos algoritmos destinados ao diagnóstico de embolia pulmonar incluem a pesquisa de TVP para a detecção de doença tromboembólica. A angiografia por tomografia computadorizada (angio-TC) pulmonar tem sido o exame inicial na avaliação diagnóstica de embolia pulmonar em muitas instituições. Inicialmente, a venografia por TC (veno-TC) direta dos membros inferiores foi utilizada para detecção de TVP, com boa sensibilidade e especificidade quando comparada com a venografia convencional, porém necessitava de injeção adicional de meio de contraste. Os novos protocolos de TC tornaram isto desnecessário, à medida que desenvolveram uma técnica para acessar o sistema venoso profundo imediatamente após a angio-TC — a veno-TC indireta —, sem necessidade adicional de contraste e aumentando em apenas três minutos o tempo total de exame.
Objetivo: Este estudo tem como objetivo determinar os benefícios da realização de veno-TC indireta após angio-TC na detecção de TVP em pacientes com suspeita de tromboembolismo pulmonar (TEP).
Material e métodos: Foram estudados, prospectivamente, 541 pacientes submetidos a angio-TC por suspeita de embolia pulmonar, em sete diferentes instituições. Utilizando protocolo que otimiza o realce venoso sem injeção adicional de contraste, os autores obtiveram imagens contíguas da pelve e fossa poplítea. Para todos os casos, os resultados do Doppler de membros inferiores, cintilografia ventilação-perfusão, angiografia pulmonar convencional e venografia convencional foram armazenados, quando realizados até sete dias após a angio-TC¾veno-TC indireta. Foram avaliados a qualidade da angio-TC pulmonar¾veno-TC indireta, as medidas de atenuação nas regiões de interesse, o benefício da angio-TC¾veno-TC indireta versus angio-TC isolada e a comparação com os achados nos outros exames realizados.
Resultados: TVP foi encontrada em veno-TC indireta em 45 (8%) e TEP foi encontrado em angio-TC pulmonar em 91 (17%) dos 514 pacientes estudados. Entre os 45 pacientes com TVP, esta ocorreu em 16 pacientes que não tinham embolia pulmonar na angio-TC, o que aumentou o diagnóstico de doença tromboembólica em 18%. Dos 116 pacientes que foram submetidos ao Doppler e à veno-TC indireta, 15 tinham TVP ao Doppler, e em todos os 15 a TVP também foi vista na veno-TC indireta. Em quatro casos adicionais a TVP foi vista apenas na veno-TC indireta.
Conclusões: Entre os pacientes com suspeita de embolia pulmonar, um número substancial tinha TVP na ausência de embolia pulmonar. Angio-TC¾veno-TC indireta combinadas podem detectar estes casos com acurácia comparável ao ultra-som, podendo ter significativo efeito sobre o tratamento do paciente.

 

 

Karen Pimentel do Vabo
Médica Pós-graduanda (PG2) do Departamento de Radiologia da UFF

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